
Ano 10 | nº 2143 |17 de janeiro de 2024
NOTÍCIAS
Em São Paulo, caiu a cotação da vaca
Com a preferência pelo boi, a cotação da vaca gorda caiu R$5,00/@ na comparação feita dia a dia. Para o boi e a novilha, preços estáveis
As cotações da arroba do boi permanecem estáveis em R$240,00, enquanto a vaca gorda e a novilha gorda estão cotadas em R$215,00 e R$237,00, respectivamente. Estes valores são brutos e a prazo. Já o “boi China” tem preço de R$245,00 por arroba, com ágio de R$5,00. Na região de Redenção no Pará, as cotações permaneceram estáveis na comparação feita dia a dia. Na região Oeste do Rio Grande do Sul, com escalas de abate curtas, a cotação do boi gordo subiu. Na comparação diária, o aumento foi de R$0,13/kg. A vaca e novilha gordas, permaneceram com as cotações estáveis. Na região de Pelotas no Rio Grande do Sul, estabilidade nas cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao abate, com escalas de abate para 5 dias em média. Oferta e demanda bem equilibradas. Na exportação de carne bovina in natura, até a segunda semana de janeiro/24, foram exportadas 86,8 mil toneladas – média diária de 9,6 mil toneladas, crescimento de 32,5% frente à média em janeiro/23. O preço médio está em US$4,5 mil/t, retração de 6,5% frente à média registrada em janeiro/23. Apesar da retração no preço, o forte ritmo dos embarques aumentou o faturamento médio diário para o período em 23,9%.
Scot Consultoria
MERCADO CONTINUA PRESSIONADO EM SÃO PAULO
O mercado do boi gordo no Brasil apresenta alterações em sua dinâmica, diz o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras e Mercado. Segundo ele, algumas indústrias frigoríficas estão tentando pressionar o mercado em São Paulo
“Resta saber se os preços mais baixos resultarão em avanço nas escalas de abate. Os pecuaristas ainda encontram boas condições para cadenciar o ritmo das negociações. Esse quadro deve mudar apenas no segundo trimestre devido ao maior desgaste das pastagens. Por sua vez, a demanda doméstica de carne bovina permanece enfraquecida”, disse Iglesias. Preços do boi gordo; São Paulo: R$ 245. Goiânia: R$ 235. Uberaba: R$ 250. Dourados: R$ 236. Cuiabá: R$ 208. Os preços do boi no mercado atacadista estão em queda ao longo da semana para a carne bovina. O perfil da demanda ainda sugere a continuidade deste movimento no curto prazo, uma vez que uma grande parcela da população continua priorizando a compra de produtos que tenham menor impacto na renda média. No caso do Setor Carnes, a preferência da população recairá por alguns cortes de frango, ovo e embutidos em geral, disse Iglesias. O quarto traseiro foi negociado a R$ 19,70 por quilo, uma queda de R$ 0,20. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 12,85 por quilo. A ponta de agulha segue com preços a R$ 12,80 por quilo.
Agência Safras
Exportações de carne bovina in natura recuam na 2ª semana de jan/24
Em relação aos preços, o valor por tonelada permaneceu praticamente inalterado em US$ 4,528 mil
As exportações brasileiras de carne bovina in natura na segunda semana de janeiro de 2024 atingiram 37 mil toneladas, o que representa média diária de 7,40 mil t e um recuo significativo de 40,61% em comparação com a média diária da semana anterior, informou a Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Durante os nove dias úteis deste mês, portanto, na soma das duas primeiras semanas, foram embarcadas 86,83 mil t da proteína, registrando um aumento de 11,58% em relação ao mesmo período do ano anterior. “Apesar da queda semanal, o volume total enviado até o momento (em janeiro de 2024) é considerado elevado, sinalizando recorde de 190 mil toneladas para janeiro corrente”, ressalta a Agrifatto. Em relação aos preços, o valor por tonelada permaneceu praticamente inalterado em US$ 4,528 mil, registrando um aumento mínimo de 0,24% em comparação com a semana anterior. “Essa marca a sexta semana consecutiva em que os preços da tonelada de carne bovina seguiram estacionados entre US$ 4,5 mil e US$ 4,6 mil”, observa a Agrifatto. As receitas provenientes das exportações de carne bovina in natura na segunda semana de janeiro de 2024 atingiram US$ 393,183 milhões, o que já representa 50,7% do faturamento total de US$ 775,785 milhões registrado durante todo o mês de janeiro de 2023, compara a Agrifatto. A média diária de negociação cresceu 23,9%, para US$ 43,687 milhões em janeiro de 2024, ante US$ 35,263 milhões em igual período do ano passado.
Portal DBO
ECONOMIA
Dólar sobe mais de 1% ante real com expectativa menor de corte de juros nos EUA
O dólar subiu mais de 1% ante o real na terça-feira, em um avanço firme de 6 centavos de real, em sintonia com a elevação da moeda norte-americana ante outras divisas, após declarações de autoridades de bancos centrais da Europa e dos EUA reduzirem a expectativa de cortes de juros já em março
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9268 reais na venda, em alta de 1,23%. Foi o maior avanço percentual desde 2 de janeiro, quando a divisa subiu 1,33%. Em janeiro, a moeda acumula elevação de 1,55%. Na B3, às 17:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,55%, a 4,9395 reais. Como vem ocorrendo há meses, o movimento dos títulos dos EUA foi a principal bússola para os negócios, em meio às especulações sobre quando o Federal Reserve iniciará o processo de corte de juros. Desta vez, declarações de autoridades na Europa e nos EUA levaram à redução das apostas, na curva de juros norte-americana, de que o Fed contará juros já em março. O presidente do banco central da Alemanha, Joachim Nagel, disse na segunda-feira que é muito cedo para o BCE discutir um corte das taxas de juros. No sábado, o economista-chefe do BCE, Philip Lane, havia comentado que cortar os juros muito rapidamente poderia alimentar uma nova onda de inflação. Outras autoridades europeias fizeram coro às declarações. Na terça-feira foi a vez de o Federal Reserve reduzir a expectativa dos investidores por um corte de juros. O diretor do Fed Christopher Waller afirmou que os EUA estão próximos da meta de inflação de 2%, mas o banco central norte-americano não deve se apressar em cortar sua taxa básica de juros até que esteja claro que a baixa do índice de preços será sustentada. Em reação, os rendimentos dos títulos norte-americanos tiveram ganhos firmes e o dólar disparou ante várias divisas, incluindo o real. No exterior, o cenário cambial era o mesmo: o dólar subia ante todas as demais divisas.
Reuters
Ibovespa perde patamar dos 130 mil pontos com dúvidas sobre juros nos EUA
O Ibovespa fechou em queda de mais de 1% na terça-feira, perdendo o patamar dos 130 mil pontos, diante de um cenário de aversão a risco nos mercados globais em meio a dúvidas sobre o início do ciclo de cortes de juros nos Estados Unidos
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,69 %, a 129.294,04 pontos. Na máxima do dia, chegou a 131.516,52 pontos. Na mínima, a 129.146,61 pontos. O volume financeiro somou 23,5 bilhões de reais. Durante a tarde, agentes financeiros monitoraram comentários do diretor do Fed Christopher Waller em busca de pistas sobre sua opinião a respeito do momento de flexibilização da política monetária. Waller disse que os EUA estão próximos da meta de inflação de 2% do Fed, mas o banco central norte-americano não deve se apressar em cortar sua taxa básica de juros até que esteja claro que a baixa da inflação será sustentada. As falas de Waller, na visão de Luís Moran, head da EQI Research, deram ao mercado novos motivos para uma abordagem um pouco mais conservadora. Isso fez com que a alta expressiva de fim de ano nas bolsas dos EUA, antecipando um corte de juros já em março, parecesse “otimista demais”, disse Moran. Os índices acionários em Nova York fecharam no negativo, com o S&P em baixa de 0,38%. “Não é uma questão de ‘se vai cair a taxa de juros’, mas ‘quando vai cair a taxa de juros'”, disse o analista Renato Nobile, da Buena Vista Capital. “Os investidores estão reduzindo seu risco, principalmente em países emergentes, e estão indo para portos-seguros.” As taxas dos DIs fecharam com forte alta, de quase 20 pontos-base em alguns vencimentos, reagindo ao avanço firme dos rendimentos dos Treasuries. As falas do dirigente do BC norte-americano também vieram em linha com comentários recentes de autoridades do Banco Central Europeu (BCE), que diminuíram expectativas de cortes antecipados nas taxas de juros.
Reuters
Serviços em novembro têm maior alta para o mês desde 2021 e sinalizam acomodação, diz IBGE
Segundo o instituto, no 11º mês de 2021, a expansão atingiu 2,8% sobre outubro do mesmo ano
A alta de 0,4% no volume de serviços em novembro de 2023, sobre outubro, foi a mais forte para o mês desde 2021, quando a expansão atingiu 2,8%. A informação é do gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Rodrigo Lobo. Na terça-feira (16), o IBGE anunciou a edição de novembro de 2023 da PMS. Em coletiva para detalhar os dados, Lobo foi questionado se o aumento, após três recuos consecutivos, representa algum tipo de oscilação, no desempenho do setor – que representa, sozinho, quase 70% do PIB, pelo lado da oferta. O técnico pontuou que, de maneira geral, a trajetória da economia de serviços ao longo de 2023 difere muito do que aconteceu com o setor em 2022. No ano passado, os meses foram comparados com bases elevadas, de mesmos meses em ano anterior, referentes a 2022. Lobo lembrou que a pandemia, em 2020, levou a uma queda brusca de acesso aos serviços, notadamente presenciais, naquele ano do começo do advento da covid-19. Mas também foi o que gerou uma “demanda reprimida”, em 2022, quando a crise sanitária começou a diminuir de intensidade, e os consumidores brasileiros começaram a acessar serviços presenciais sem muito temor de pegar a doença. Isso fez com que vários meses, em 2023, fossem comparados com base de comparação elevada, referentes a 2022. Na prática, isso favoreceu algumas quedas no ano passado, pontuou o técnico. Outro aspecto notado por ele é o fato de que, por conta da pandemia em 2020, nos meses posteriores, houve forte acesso a serviços de tecnologia, na PMS. Isso foi influenciado por necessidade de “home office”, tendo em vista a necessidade de isolamento social para prevenir contágio por covid-19. Mas, conforme o passar do tempo, com volta do trabalho presencial, esse acesso aos serviços de tecnologia diminuiu em comparação com auge da pandemia. Também lembrou que, em começo de ano, os serviços de transporte voltados para o setor agrícola são mais demandados. Isso porque o principal produto na safra de grãos brasileira, que é a soja, é colhido e transportado no começo de cada ano. Conforme os meses passam, notou ele, e esse acesso diminuiu, o volume de serviços voltado para esse segmento tem demanda reduzida – e isso impacta o resultado total da PMS.
Valor Econômico
Exportações do agronegócio fecham 2023 com US$ 166,55 bilhões em vendas
O agronegócio foi responsável por 49% da pauta exportadora total brasileira durante o ano
As exportações brasileiras do agronegócio bateram recorde em 2023, atingindo US$ 166,55 bilhões. A cifra foi 4,8% superior em comparação a 2022, o que representa um aumento de US$ 7,68 bilhões
De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o desempenho foi influenciado principalmente pela quantidade embarcada. Dessa forma, o agronegócio foi responsável por 49% da pauta exportadora total brasileira em 2023. No ano anterior, a participação foi de 47,5%. “O ano de 2023 marcou um ponto de virada histórico para o agro brasileiro, com grandes avanços em exportações e expansão de mercados, resultando em um recorde no saldo da balança comercial de quase US$ 99 bilhões, um aumento de 62% em relação a 2022. Sob a liderança do presidente Lula e do Ministro Carlos Fávaro, o Brasil abriu 78 novos mercados, fortaleceu laços e liderou a exportação mundial em vários produtos”, destacou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa. O Brasil exportou diretamente 193,02 milhões de toneladas na forma de grãos. Uma quantidade 24,3% superior na comparação com os 155,30 milhões de toneladas de grãos exportados em 2022. Esta quantidade de grãos exportados em 2023 equivale a 60,3% da safra recorde de grãos 2022/23, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento em 319,86 milhões de toneladas. Além do aumento na quantidade exportada de grãos em quase 40 milhões de toneladas, também houve expansão no volume exportado de outros produtos que registraram mais de US$ 1 bilhão em vendas externas: carnes (+5,4%), açúcar (+15,1%), sucos (+6,0%), frutas (+5,9%), couros e seus produtos (+19,7%). Os setores exportadores que mais contribuíram nas vendas do agronegócio foram: complexo soja (+US$ 6,49 bilhões); complexo sucroalcooleiro (+US$ 4,60 bilhões) e cereais, farinhas e preparações (+US$ 1,18 bilhão) e sucos (+US$ 447,41 milhões). Em relação ao valor exportado os cinco principais setores foram: complexo soja (40,4% do total exportado); carnes (14,1%); complexo sucroalcooleiro (10,4%); cereais, farinhas e preparações (9,3%) e produtos florestais (8,6%). Em conjunto, esses setores destacados representaram 82,9% das vendas do setor em 2023. Quanto às importações, o agronegócio brasileiro importou US$ 16,61 bilhões.
MAPA
GOVERNO
Crédito rural: valor contratado na safra 2023/24 ultrapassa os R$ 251 bilhões até dezembro
Mais de R$ 251 bilhões em crédito rural, referentes à safra 2023/24, iniciada no dia 1º de julho de 2023, foram contratados até dezembro, de acordo com levantamento feito pela Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, com base nos dados do Banco Central do Brasil.
“Isso implica dizer que mais de 57% dos recursos disponibilizados para a safra 2023/24, ou seja, R$ 435,8 bilhões, já foram captados”, destaca o analista da Getec, Salatiel Turra. Em relação às fontes, a maior parcela desses recursos provém de Recursos Livres (52%), seguida por recursos obrigatórios (22%), poupança rural (10%), fundos constitucionais (7%), BNDES (6%) e LCA (3%). As cooperativas brasileiras captaram aproximadamente R$ 27,44 bilhões de julho a dezembro de 2023. A distribuição desses recursos teve como principais destinações atividades de industrialização e custeio, investimento e comercialização, respectivamente. As cooperativas do Paraná conseguiram captar cerca de R$ 9,40 bilhões até o momento, representando aproximadamente 34% do montante total captado pelas cooperativas do país. Isso equivale ao montante captado no Plano Safra 2022/23. “Com relação à evolução dos recursos aplicados de julho a dezembro, podemos perceber que, no Plano Safra atual, o montante captado até o momento supera em 15% o volume captado no mesmo período do Plano Safra 2022/23”, frisa Turra.
OCEPAR
FRANGOS & SUÍNOS
Quedas no mercado de suínos vivos na terça-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF cedeu 2,38%, custando, em média, R$ 123,00, enquanto a carcaça especial baixou 2,11%, com valor de R$ 9,30/kg
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (15), houve recuo de 0,99% em Minas Gerais, chegando a R$ 7,03/kg, baixa de 1,10% no Paraná, alcançando R$ 6,30/kg, retração de 2,58% no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,04/kg, desvalorização de 3,14% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,17/kg, e de 3,29% em São Paulo, fechando em R$ 6,76/kg. R$ 7,35/kg.
Cepea/Esalq
Frango: cotações sustentadas para o setor
Altas sutis marcaram o preço da ave congelada ou resfriada no mercado paulista na terça-feira (16) para o mercado do frango, que teve as demais cotações inalteradas
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,70/kg. Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina, não houve referência de preço, enquanto no Paraná, o valor ficou estável em R$ 4,66/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à sexta-feira (12), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado subiram 0,55%, custando, respectivamente, R$ 7,29/kg e R$ 7,35/kg.
Cepea/Esalq
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