
Ano 9 | nº 2123 |11 de dezembro de 2023
NOTÍCIAS
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Receita com a exportação total de carne bovina até novembro está 20% abaixo da de 2022, diz ABRAFRIGO
Com preços médios ainda bem distantes dos praticados em 2022, US$ 3.910 por tonelada agora, contra US$ 5.021 no ano passado, as exportações totais de carne bovina em novembro obtiveram uma receita de US$ 1,001 bilhão para uma movimentação de 256.073 toneladas, o maior número do ano até aqui (+47%). Em 2022, no mesmo mês, o Brasil obteve uma receita de US$ 872,4 milhões para um volume movimentado de 173.751 toneladas.
Com isso, o acumulado do ano está com uma receita total de US$9,754 bilhões para uma movimentação de 2.253.152 toneladas. No ano passado, de janeiro a novembro, a receita estava em US$ 12,239 bilhões e a movimentação em 2.158.555 toneladas: ou seja, um crescimento de apenas 4% no volume que não acompanhou os 20% de queda na arrecadação de divisas. Ainda no acumulado do ano, os preços médios por tonelada de 2022 foram de US$ 5.670 enquanto que em 2023 caíram para US$ 4.329. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A China continua a ser o principal cliente do Brasil na exportação de carne bovina, mas comprou 5% a menos do que em 2022 até novembro, pagando preços que caíram de US$ 6.510 por tonelada no ano passado para US$ 4.790 em 2023, com redução de 26,4% na receita acumulada até agora. Em 2022, a China comprou no acumulado 1.149.182 toneladas, com receita de US$ 7,482 bilhões. Em 2023, as importações até agora foram de 1.091.532 toneladas com receita de US$ 5,230 bilhões. A participação chinesa no total exportado caiu de 53,2% no ano passado para 48,4% neste ano. Os Estados Unidos se consolidaram como o segundo maior cliente do país neste ano. Em 2022 importaram 173.089 toneladas proporcionando receita de US$ 903,9 milhões. Em 2023 a movimentação cresceu 68,2% para 291.060 toneladas. Os preços, no entanto, não acompanharam o volume. Em 2022, os preços médios de janeiro a novembro foram de US$ 5.220 e em 2023 caíram para US$ 3.250, com receita de US$ 944,6 milhões. A participação norte-americana no total das exportações brasileiras subiu de 8% em 2022 para 12,9% em 2023. O Chile também ampliou suas importações e ficou com o terceiro lugar entre os 20 maiores clientes. Em 2022 movimentou 71.854 toneladas proporcionando receita de US$ 360 milhões e em 2023 elevou suas aquisições para 92.334 toneladas (+ 28,5%), com receita de US$ 448,6 milhões. Na quarta posição está Hong Kong que em 2022 comprou 88.535 toneladas com receita de US$ 308,9 milhões e em 2023 foi a 106.299 toneladas (+20%) com receita de US$ 327 milhões. Os Emirados Árabes subiram para a quinta posição elevando suas compras de 56.629 toneladas em 2022, com receita de US$ 257,4 milhões para 63.938 toneladas (+12,9%), com receita de US$ 280,1 milhões. No total, 72 países aumentaram suas importações enquanto outros 99 reduziram suas compras.
Publicado em: Valor Econômico/Estadão Conteúdo/Portal DBO/Notícias Agrícolas/Reuters/Globo Rural/UOL Notícias/Canal Rural/Safras & Mercado/Agroemdia/Agrolink/Terra Economia/Isto É Dinheiro/Dinheiro Rural/Investing.com/CNN Brasil/G1 O Globo/Money Times/Forbes Brasil/MSN.Com/Página Rural
Notícias
Cotações estáveis no mercado do boi em São Paulo
Poucas movimentações no mercado do boi na sexta-feira, típico para o dia da semana. Em São Paulo, as cotações ficaram estáveis, porém firmes, na comparação dia a dia
Na Pesquisa trimestral de abates, segundo dados do IBGE, o terceiro trimestre de 2023 foi consolidado como o melhor trimestre em número de abates de bovinos desde o início da série histórica. No total, foram abatidos 8,9 milhões de bovinos, com destaque ao mês de agosto, que teve o maior número de abates, com 3,2 milhões de cabeças. O abate total do terceiro trimestre foi 12,2% maior quando comparado ao mesmo trimestre de 2022, 5,5% maior quando comparado ao segundo trimestre de 2023 e representa 36,0% de todo o abate desde o início do ano. No terceiro trimestre de 2023, o número de fêmeas abatidas cresceu 24,6% e o de machos cresceu 5,5%, quando comparados ao mesmo período do ano anterior.
Scot Consultoria
Arroba do boi: preços estáveis em todas as praças
O mercado físico de boi gordo apresentou preços acomodados no decorrer da semana, mesmo com o cenário de oferta interna restrita
O mercado físico de boi gordo apresentou preços acomodados no decorrer da semana. Mesmo com o cenário de oferta interna restrita dificultando a composição das escalas de abate e as perspectivas de uma demanda aquecida nas próximas semanas. O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, disse que até o momento, a conta da carne (equivalência dos preços no atacado em relação à arroba) não oferece perspectiva de altas no mercado físico. Por outro lado, lembrou que o regime irregular de chuvas no centro-norte brasileiro remete a uma menor disponibilidade de boiadas neste final de ano. Preços do boi gordo: em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi a prazo foi de R$ 250, estável frente à semana anterior. Já em Dourados (MS), a arroba seguiu em R$ 230. Em Cuiabá (MT), a indicação a prazo foi de R$ 210 sem mudanças ao longo da semana. Já em Uberaba (MG), a indicação a prazo foi de R$ 240 por arroba. Em Goiânia (GO), a indicação a prazo foi de R$ 240, estável frente à semana passada, estável. No mercado atacadista preços estáveis durante a semana para os cortes do traseiro e do dianteiro, embora, de acordo com Fernando Iglesias, o viés ainda seja de leves altas nas cotações, em linha com o período de auge no consumo doméstico no ano. O quarto do traseiro seguiu cotado a R$ 19,70, e o quarto do dianteiro foi mantido em R$ 13.
Agência Safras
Estatística da pecuária (Norte – MT)
Novembro foi marcado pelo quarto mês consecutivo com aumento no número de abates em Mato Grosso (IMEA). Dessa forma, a oferta de bovinos destinados ao abate na região é superior à demanda, fato que explica o comportamento “acanhado” do preço do boi gordo no mercado físico, com ajuste positivo (0,9%) ao longo da semana.
Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo está sendo negociado em R$204,00/@ na região, preço a prazo, descontados os impostos (Senar e Funrural). O diferencial de base do boi gordo na praça, em relação a São Paulo, está 16,9% negativo, ou seja, são R$36,50/@ a menos nas negociações. O boi gordo na praça paulista está cotado em R$238,50/@, preço a prazo, descontados os impostos. Para a vaca gorda, ao longo da semana a cotação se manteve estável, precificada em R$187,00/@, preço a prazo, descontados os impostos. No curto prazo, os preços devem seguir firmes e altas nas cotações não estão descartadas, pautadas, especialmente, pela melhora no consumo interno devido às festividades de fim de ano.
Scot Consultoria
Descarte de animais deve elevar oferta de carne
Preço do bezerro ainda não estimula a cria, e matrizes sem prenhez devem ir para o abate. Ampla oferta deve impedir que preço pago ao produtor aumente
O ano de 2024 promete oferta de carne bovina ainda elevada, ao menos durante o primeiro semestre, com a continuidade do descarte de vacas. Como consequência, o preço da arroba do boi gordo também terá um espaço limitado para se recuperar, o que sinaliza preços mais comportados ao consumidor. A explicação para esse cenário está no início do ciclo produtivo, a cria. Na pecuária, o preço do bezerro influencia diretamente a decisão do produtor de reter ou não as matrizes. A recente reação na arroba bovina impulsionou as cotações do bezerro, mas não o suficiente para estimular o pecuarista a investir mais em reprodução. “No campo, tem muita gente desestimulada ainda para investir em reprodução. Talvez com a melhora da arroba possa vir algum estímulo para correr com a estação de monta, mas não na intensidade que deveria”, disse Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador da área de pecuária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. A estação de monta nada mais é do que o período de reprodução do ciclo pecuário, que acontece entre meados dos meses de outubro e fevereiro, quando as chuvas costumam deixar a qualidade do capim favorável para alimentação das fêmeas. Na avaliação de Carvalho, porém, a forte queda nos preços do boi gordo ocorrida ao longo de 2023 está se refletindo em menos investimentos para a criação de bezerros, cujas cotações também foram pressionadas. Na última sexta-feira, o indicador do bezerro do Cepea com base em Mato Grosso do Sul, praça de referência na produção, terminou em R$ 2.116,17 por unidade, acima do patamar de R$ 1.924 visto no fim de agosto, mas abaixo dos R$ 2.328,93 de um ano antes. Em 2021, por exemplo, o índice chegou a ultrapassar os R$ 3 mil por bezerro. “Neste cenário, houve redução no mercado de sêmens de corte, o que indica que a inseminação está diminuindo. A segunda possibilidade para a reprodução é colocar no pasto um touro preparado para fazer a reprodução. A terceira, e mais provável alternativa, é colocar um touro de boiada que pode fazer a monta ou não”, afirmou o pesquisador. Segundo ele, as chances de prenhez vão diminuindo ao longo das técnicas utilizadas. “Quando se identifica que a vaca ficou vazia, o produtor pode ficar motivado a descartar essa matriz no fim do primeiro trimestre de 2024”, acrescentou.
Valor Econômico
Economia
Dólar sobe ante real após divulgação de dados fortes de emprego nos EUA
O dólar à vista emplacou na sexta-feira a segunda sessão consecutiva de alta ante o real no Brasil, com as cotações reagindo a dados fortes do mercado de trabalho norte-americano que fizeram investidores reduzirem as apostas de que o Federal Reserve cortará juros já a partir de março
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9288 reais na venda, em alta de 0,41%. Na semana, a moeda norte-americana acumulou ganhos de 0,97% ante a divisa brasileira. Na B3, às 17:15 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,23%, a 4,9345 reais. Durante a semana, a principal expectativa dos investidores girou em torno da divulgação dos dados do relatório de empregos payroll, na sexta-feira. Antes de os números saírem, o dólar chegou a oscilar no território negativo, marcando a cotação mínima de 4,8951 reais (-0,28%) às 9h31. Com a divulgação do payroll às 10h30, o cenário mudou. O relatório mostrou que cerca de 199.000 empregos foram criados fora do setor agrícola no mês passado. O resultado ficou acima dos 180.000 empregos projetados por economistas ouvidos pela Reuters. Os dados de outubro não foram revisados e seguiram mostrando a criação de 150.000 empregos. No mercado financeiro, os números seguraram um pouco do ímpeto mais recente dos investidores, que passaram a reduzir as apostas de que o Fed começará a cortar juros já em março. Isso se traduziu na alta dos rendimentos dos Treasuries, que acabou por impulsionar o dólar ante as demais divisas. No Brasil, o dólar à vista bateu a cotação máxima de 4,9372 reais (+0,58%) às 11h28, já após o payroll. Operador ouvido pela Reuters chamou atenção, no entanto, para o fato de a moeda norte-americana, apesar do payroll, ter oscilado em margens relativamente estreitas durante a sessão, sem força para altas ou baixas mais intensas.
Reuters
Ibovespa avança com moderação e reduz queda no mês após forte alta em novembro
O Ibovespa recuperou grande parte das perdas acumuladas em dezembro na sexta-feira, com papel destacado das petrolíferas. O desempenho altista veio após a divulgação de dados do mercado de trabalho dos EUA, o payroll, teve inicialmente um impacto negativo, chegando a levar o índice principal da B3 para o vermelho.
O Ibovespa fechou em alta de 0,86%. Com isso, a variação acumulada em dezembro ficou em -0,19%. Em 2023, a valorização é de +15,82%. O petróleo subiu no mercado internacional influenciado por notícias de que Rússia e Arábia Saudita tentam coordenar e viabilizar cortes de produção, consenso que não foi conseguido na reunião da Opep+. Isso fez o setor de petrolíferas na B3 subir, com destaque para a PRIO, com alta de 5,02%. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) fecharam com +3,41% e as preferenciais (PETR4) em +3,20%. No caso específico da Petrobras, o Citi disse em relatório que espera que a companhia registre rendimentos de dividendos de 10% nos próximos dois anos, em linha com pares internacionais. As empresas mais sensíveis a crédito caíram após a divulgação do relatório do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, o payroll. O documento esfriou as apostas que vinham sendo crescentes de que o ciclo de cortes de juros do Federal Reserv ocorreria no primeiro trimestre de 2024. Voltou a pesar a percepção de que o afrouxamento monetário vai demorar mais do que o mercado estava esperando.
Bloadcast/Estadão
Poupança tem 5° saque líquido em novembro, mostra BC
A caderneta de poupança teve o quinto resultado negativo seguido em novembro, mostraram dados do Banco Central na sexta-feira, refletindo o cenário de juros ainda elevados
A aplicação financeira mais procurada pelos brasileiros teve no mês passado saídas líquidas de 3,305 bilhões de reais, depois de em outubro ter marcado o maior déficit desde janeiro, de 12,157 bilhões. A caderneta de poupança havia registrado rombo de 7,419 bilhões em novembro do ano passado. Em 2023, somente o mês de junho apresentou depósitos líquidos na poupança, de 2,595 bilhões, de forma que os saques acumulados no ano são robustos: 101,591 bilhões de reais. No ano passado inteiro, a aplicação financeira havia registrado saídas líquidas de 103,237 bilhões. No mês passado, os saques superaram os depósitos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em 1,801 bilhões de reais. Já na poupança rural, as retiradas foram de 1,504 bilhões de reais. Os recorrentes saques na poupança neste ano acontecem em um cenário de juros ainda elevados, que reduzem a competitividade da poupança. Embora o Banco Central tenha dado início a um ciclo de cortes que já reduziu a Selic em 1,50 ponto percentual, a 12,25%, a taxa segue em patamar muito favorável a outros investimentos no mercado de renda fixa.
Reuters
Preços mundiais dos alimentos se mantêm estáveis em novembro, diz FAO
O índice mundial de preços da agência de alimentos das Nações Unidas manteve-se estável em novembro, com preços internacionais de cereais mais baixos compensados por preços mais altos de óleos vegetais.
O índice de preços da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que acompanha as commodities alimentares mais comercializadas globalmente, atingiu uma média de 120,4 pontos em novembro, em torno dos níveis de outubro, que foram os mais baixos desde março de 2021. A leitura de novembro marcou uma queda de 10,7% em relação a novembro do ano passado. O índice de preços de cereais da FAO diminuiu 3,0% no mês a mês em novembro, principalmente por uma queda acentuada nos preços do milho, enquanto os do trigo diminuíram 2,4%. Os preços dos óleos vegetais, entretanto, aumentaram 3,4% em relação a outubro. “Os preços do óleo de palma se recuperaram em mais de 6% em novembro, sustentados principalmente por compras mais ativas pelos principais países importadores e por produções sazonalmente mais baixas nos principais países produtores”, disse a FAO em um comunicado. O índice de preços de laticínios da agência subiu 2,2% em relação a outubro, impulsionado pela alta demanda por manteiga e leite em pó desnatado no nordeste da Ásia e pelo aumento da demanda antes do feriado na Europa Ocidental. Os preços do açúcar aumentaram 1,4% em relação ao mês anterior em novembro, mas ficaram em média 41,1% mais altos do que em novembro do ano passado, graças à piora das perspectivas de produção na Tailândia e na Índia. Em um relatório separado sobre a oferta e a demanda de cereais, a FAO elevou sua previsão para a produção mundial de cereais este ano para um recorde de 2,823 bilhões de toneladas, contra 2,819 bilhões anteriormente – representando um aumento de 0,9% em relação a 2022. “Olhando para a próxima temporada, o plantio da safra de trigo de inverno de 2024 está em andamento no hemisfério norte e, refletindo os preços mais baixos da safra, o crescimento da área pode ser limitado”, disse a FAO. No entanto, a agência prevê um aumento de 2,7% nos estoques mundiais de cereais até o final da temporada de 2024, enquanto a relação estoque/uso de cereais está prevista em 30,8% em 2023/24, “indicando um nível geral de oferta confortável”.
Reuters
MEIO AMBIENTE
Lei britânica contra importação de commodities ligadas a desmatamento entra em fase de implementação
O anúncio foi feito no sábado, na COP 28, em Dubai, pelo ministro do Meio Ambiente Steve Barclay. Óleo de palma, cacau, carne, couro e soja vão ser incluídos na nova legislação do Reino Unido de produtos importados sem relação com desmatamento
A Forest Risk Commodities Legislation (FRC), que começou a ser produzida há dois anos, entra agora na fase de implementação. O anúncio foi feito no sábado, na COP 28, em Dubai, pelo ministro do Meio Ambiente Steve Barclay. A lei britânica exige que empresas importadoras destes produtos estabeleçam e apliquem um sistema de rastreamento da cadeia de produtos. A obrigação britânica engloba empresas do Reino Unido com um volume de negócios global superior a 50 milhões de libras (cerca de US$ 62 milhões). As empresas que não excederem transações com volume anual de 500 toneladas podem ser isentas. “Perdemos globalmente florestas equivalentes a 30 campos de futebol por minuto”, disse Barclay. “Estamos limpando as cadeias de abastecimento para garantir que as grandes empresas do Reino Unido não sejam responsáveis pelo desmatamento ilegal. Isto também significa que os compradores podem ter a certeza de que o dinheiro que gastam faz parte da solução e não do problema”, continuou. A lei britânica é diferente da europeia, a European Union Deforestation Regulation (EUDR). A lei europeia inclui também café, borracha e madeira e proíbe a importação de produtos provenientes de florestas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020. Abrange todo o desmatamento. A legislação britânica está sintonizada com as regulamentações nacionais dos países produtores de commodities. No caso do Brasil, o Código Florestal. Foca produtos derivados de desmatamento ilegal – no caso da Amazônia, praticamente 90% do desmatamento é ilegal. O que se espera é que a lei entre em fase de pré-implementação e que este período dure um ano. A regra britânica é global. Segundo uma análise do WWF feita no período 2016- 2018, seriam necessários cerca de 21 milhões de hectares (uma área quase do tamanho do Reino Unido) por ano para satisfazer a procura britânica por commodities de risco florestal (FRC). “Só nos últimos dois anos se perderam cerca de oito milhões de hectares de floresta primária a nível mundial. Este é um primeiro e importante passo importante para retirar o desmatamento ilegal das prateleiras das lojas do Reino Unido”, disse Tanya Steele, que dirige o WWF no Reino Unido. A lei britânica surgiu depois de uma consulta pública feita em 2021 sobre a viabilidade das regras. O resultado da consulta foi a base das decisões políticas. “Esta medida protegerá os habitats de algumas das espécies mais preciosas e ameaçadas do mundo, incluindo tigres e leopardos. Dará aos consumidores britânicos a garantia de que os produtos que compram não estão contribuindo para o desmatamento que viola leis e regulamentos dos países de onde provêm”, diz a nota à imprensa.
Valor Econômico
Pecuária representa 12% das emissões de gases de efeito estufa, diz FAO
Organização propõe melhorar a produtividade de toda a cadeia do setor, mudar a alimentação dos animais e melhorar a sua saúde
“A pecuária representa 12% das emissões de gases de efeito estufa causadas pelas atividades humanas e o seu impacto no clima vai piorar se a demanda da carne continuar aumentando no mundo”, alertou a FAO (Fundo para Alimentação e a Agricultura, da Organização das Nações Unidas) na sexta-feira (8). Para reduzir seu impacto no clima, a organização propõe melhorar a produtividade de toda a cadeia do setor, mudar a alimentação dos animais e melhorar a sua saúde. Também menciona a redução do consumo de carne nos países ricos como um caminho a seguir, embora com efeitos limitados. A entidade mencionou 2015 como ano de referência. Naquele ano, foram produzidas 810 milhões de toneladas de leite, 78 milhões de toneladas de ovos e 330 milhões de toneladas de carne, segundo o relatório. Desde a produção de rações para alimentar o gado até a chegada dos alimentos às lojas, foram geradas 6,2 gigatoneladas de CO2 equivalente, medida que calcula a pegada de carbono de todos os gases emitidos. Neste processo, a FAO mediu metano, óxido de nitrogênio e dióxido de carbono. O gado bovino é a principal fonte de emissões (62%), seguido pelo suíno (14%), pelas galinhas (9%), búfalos (8%) e ovelhas e cabras (7%). No que diz respeito aos produtos, a carne é a principal fonte de emissões (67%), à frente do leite (30%) e dos ovos (3%). As emissões diretamente ligadas à pecuária, desde os arrotos dos animais até a fermentação do esterco, representam 60% do total. Nas emissões indiretas, a FAO contabiliza a fabricação de fertilizantes e pesticidas para a produção de rações, o transporte e a transformação de produtos de origem animal, mas também a conversão de florestas em pastagens ou campos de soja destinados à produção de forragens. O consumo de carne tende a aumentar com o enriquecimento da população e o seu acúmulo nos centros urbanos, embora as crescentes preocupações com o clima, a saúde e o bem-estar animal também possam abrandá-lo, destaca a FAO. Mas entre o aumento da população mundial e a demanda média por habitante, o consumo de proteínas animais deverá aumentar 21% entre 2020 e 2050, antecipa a agência. Para responder a esta demanda sem expandir a pecuária, a organização emite diversas recomendações tanto do lado da produção como do consumo. Para reduzir as emissões do setor, a forma mais eficaz, segundo a FAO, é aumentar a produtividade em toda a cadeia, por exemplo com técnicas para aumentar o volume de leite produzido pelas vacas ou reduzindo a idade em que os animais são enviados ao matadouro. Depois, mudar a alimentação dos animais e melhorar sua saúde, o que permite não só aumenta a sua produtividade, mas também reduzir a taxa de mortalidade. A seleção de determinadas características genéticas, o fornecimento de aditivos que possam ajudar na digestão ou a redução do desperdício alimentar também aparece entre as recomendações. A FAO também menciona a redução do consumo de carne, mas alerta que o seu impacto é limitado se for substituída por vegetais cultivados em estufas ou por fruta fora de época transportada por avião. Se as pessoas seguirem as recomendações alimentares oficiais, isso deverá levar à redução do consumo de carne nos países ricos e à redução das emissões, afirma a FAO. Mas nos países de renda média, a diminuição das emissões associadas à carne seria em grande parte compensada pelo aumento das emissões associadas às frutas, nozes e vegetais cultivados, pelo menos parcialmente, em estufas. E nos países de baixa renda é frequentemente recomendado aumentar o consumo de proteínas, tanto vegetais como animais. Criar uma vaca em um celeiro nos Estados Unidos tende a produzir menos emissões por animal do que na África Subsaariana, destaca a FAO. A margem para melhorias é considerável nos países de baixa e média renda na África, na América Latina e na Ásia.
Mas “não se trata de promover a qualquer preço a intensificação nestas regiões, mas sobretudo de nos inspirarmos em sistemas que têm uma intensidade de emissões relativamente mais fraca”, salienta.
Folha de SP
Frangos & Suínos
Alta na Arroba do suíno CIF e carcaça no mercado paulista
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF subiu 0,78%, custando, em média, R$ 130,00, enquanto a carcaça especial aumentou 0,97%, com valor de R$ 10,40/kg, em média.
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (7), houve queda somente no Paraná, na ordem de 0,31%, atingindo R$ 6,48/kg. Houve aumento de 0,29% em Minas Gerais, alcançando R$ 6,99/kg, e de 0,78% em Santa Catarina, avançando para R$ 6,43/kg. Os preços não mudaram no Rio Grande do Sul (R$ 6,38/kg), nem em São Paulo (R$ 6,83/kg).
Cepea/Esalq
Frango: sexta-feira (8) com cotações estáveis
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 7,10/kg
Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina o preço ficou estável, cotado em R$ 4,24/kg, enquanto o Paraná registrou aumento de 1,10%, chegando a R$ 4,59/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (7), a ave congelada ficou estável em R$ 7,43/kg, enquanto o frango resfriado cedeu 0,53%, fechando em R$ 7,46/kg.
Cepea/Esalq
ABPA comemora novo pré-listing para o Brasil, agora por Singapura
É a quarta aprovação de equivalência do sistema brasileiro no ano
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou o novo anúncio feito na sexta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, sobre o reconhecimento de equivalência de sistemas e consequente pré-listing para as carnes exportadas pelo Brasil. Agora é Singapura, um dos maiores importadores de carne suína e de frango do Brasil. A autorização é válida tanto para produtos in natura como processados. O pré-listing autoriza todas as empresas habilitadas pelo Sistema de Inspeção Federal (ou seja, autorizadas pelo ministério brasileiro) a requererem a habilitação para exportar seus produtos para este destino. Antes, a habilitação era realizada individualmente, com análise documental das autoridades do país asiático. Agora, as missões singapurianas serão focadas na validação do sistema de inspeção do Brasil. Na prática, mais empresas poderão acessar este mercado, já que desburocratiza e democratiza as exportações para este mercado que é de alto valor agregado e está entre um dos mais importantes destinos de nossas exportações. No caso da carne suína, é o quinto principal destino em 2023, com importações totais de 57,9 mil toneladas entre janeiro e novembro, gerando receita de US$ 148 milhões. O país também é o décimo primeiro maior importador da carne de frango do Brasil, com 121 mil toneladas nos onze primeiros meses deste ano, com receita de US$ 264,8 milhões. “Singapura é um mercado estratégico e de alto valor agregado para a proteína animal do Brasil. Esperamos ganhar ainda mais competitividade por lá, ampliando o número de players que atuarão nas exportações”, analisa o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua. Neste ano, antes de Singapura, o Reino Unido, Chile e Cuba estabeleceram o mesmo sistema de equivalência. “Há um sólido aumento na adoção de pré-listing para as exportações brasileiras. Este é um reconhecimento importante à credibilidade de nosso sistema e do nosso país quanto à preservação de processos, o atendimento aos critérios e a elevada qualidade da produção e da inspeção, permitindo avanços sem precedentes nas exportações do país. É, também, o resultado de um amplo trabalho estratégico do Ministério da Agricultura, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores, para a abertura e ampliação de novos mercados para o país”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
ABPA
Frango/Cepea: Exportação cai em novembro, mas volume deve ser recorde em 2023
Em novembro, as exportações brasileiras de carne de frango (considerando-se produtos processados e in natura) tiveram forte recuo frente ao mês anterior
Mesmo assim, agentes consultados pelo Cepea estão confiantes de que o volume a ser embarcado em todo 2023 renove o recorde atingido em 2022. Na parcial deste ano (de janeiro a novembro), dados da Secex mostram que o setor avícola nacional já exportou 4,6 milhões de toneladas da carne, restando apenas 137,1 mil toneladas para superar o volume anual recorde de 2022 (de 4,8 milhões de toneladas). Como exemplo, a média de embarques dos últimos cinco dezembros (de 2018 a 2022) foi de 384,7 mil toneladas, evidenciando que é muito provável que o Brasil atinja um novo recorde em 2023.
Cepea
INTERNACIONAL
Mercado da carne nos EUA vive momento difícil
As operações da JBS e Marfrig nos Estados Unidos enfrentam um período desafiador em 2023
Nos três primeiros trimestres, a situação foi complicada devido à oferta limitada de animais e custos elevados. Para o final do ano, as expectativas não são diferentes. Dados do Serviço de Pesquisa Econômica do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicam que o abate de gado em outubro foi o mais baixo desde 2017. O total de cabeças abatidas chegou a 2,82 milhões, redução de 2,7% em comparação com outubro do ano anterior e 3,5% abaixo da média dos últimos cinco anos. A retenção de fêmeas, que poderia indicar um aumento na oferta de animais, não está acontecendo. Em outubro, elas representaram 11,9% do total abatido, enquanto a média anual é de 10,6%. Apesar de ser menor que os 11,7% de 2022, ainda está acima dos 9,6% de 2019, antes da pandemia. A escassez de animais eleva os custos dos frigoríficos. A margem operacional da Marfrig nos EUA foi de 4,5% de janeiro a setembro, inferior aos 13,34% do ano anterior. Para a JBS, a margem da operação de carne bovina caiu de 11,35% para 1,24% no mesmo período. Tim Klein, chefe das operações da Marfrig na América do Norte, afirmou que o rebanho americano continuará diminuindo nos próximos anos. Ele disse que a retenção de fêmeas ainda não começou e a oferta restrita deve persistir até 2025. Gilberto Tomazoni, CEO da JBS, mencionou que medidas adotadas desde março estão ajudando a empresa a lidar com a oferta limitada. No entanto, os preços continuam subindo. Em outubro, o preço do “centum weight” aumentou 25% em relação ao ano passado e 54% acima da média dos últimos cinco anos. No varejo americano, o preço real da carne bovina vem caindo desde agosto. A carne Choice está sendo vendida por menos de US$ 2,70 por libra.
PECUARIA.COM.BR
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3289 7122
041 996978868
