CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2120 DE 06 DE DEZEMBRO DE 2023

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Ano 9 | nº 2120 |06 de dezembro de 2023

 

NOTÍCIAS

Subiu a cotação da novilha gorda em São Paulo

Com a redução na oferta de bovinos destinados ao abate, movimentos de alta foram observados nas praças paulistas e a cotação da novilha subiu R$5,00/@, na comparação diária

Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, nesta terça-feira, movimentos de alta foram registrados nos preços da novilha gorda, que subiram R$ 5/@, para R$ 235/@, no prazo, valor bruto. A cotação do “boi comum” segue valendo R$ 240/@ no mercado paulista, enquanto a vaca gorda está cotada em R$ 220/@. O “boi-China” está sendo negociado em R$ 245/@ (bruto, prazo, base SP), com ágio de R$ 5/@ sobre o valor do animal “comum), de acordo com a Scot. Na região de Pelotas no Rio Grande do Sul, houve alta de R$0,25/kg para a cotação do boi gordo, na comparação feita dia a dia. Para as demais categorias, as cotações ficaram estáveis. Na região Oeste do Rio Grande do Sul, o preço do boi gordo subiu R$0,35/kg. As cotações das demais categorias se mantiveram estáveis na comparação diária. Em Santa Catarina, as cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao abate ficaram estáveis na comparação dia a dia.

SCOT CONSULTORIA

Boi: preço da arroba continua subindo em algumas regiões

O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar algumas negociações acima das referências médias na terça-feira

O regime irregular de chuvas no centro-norte brasileiro remete a uma menor disponibilidade de gado bovino neste final de ano. “O mais provável é que os animais terminados a pasto estejam aptos ao abate apenas no final do primeiro trimestre de 2024”, disse o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado. Em São Paulo, os animais destinados ao mercado doméstico estão sendo negociados a até R$ 250 por arroba a prazo, e os animais padrão China também foram transacionados a esse nível de preço. No triângulo mineiro, a indicação de negócios está em até R$ 250 por arroba a prazo. Em Goiás, os preços mantiveram-se firmes ao longo da semana. A indicação de negócios no sudoeste do estado está entre R$ 230/240 por arroba a prazo. Já em Mato Grosso, os preços permaneceram firmes durante a terça-feira. Em Araputanga, a indicação de negócios está em R$ 209 por arroba a prazo. Em Barra do Garças, a indicação de negócios está entre R$ 207/208 por arroba a prazo. O mercado atacadista voltou a apresentar acomodação nos preços da carne bovina. No entanto, segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere alta dos preços no curto prazo, considerando que o 13º salário ainda está em vigor, da mesma maneira que a criação dos postos temporários de emprego e confraternizações de final de ano geram efeito positivo sobre a demanda, especialmente dos cortes de maior valor agregado. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 19,70 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 13,00 por quilo. A Ponta de agulha permanece cotada a R$ 13,10 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Índice de custo de produção de bovinos confinados – Novembro/23

Na edição nº 78, referente ao mês de novembro, a equipe do Informativo Mensal do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) identificou uma variação nos custos para as propriedades CSPm (+3,29%), CSPg (-0,50%) e CGO (+4,05%), em comparação ao mês anterior

Considerando a avaliação para o ano de 2023, de janeiro a novembro de 2023, o ICBC variou -31,2%, -30,8% e -32,8%, para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. A análise dos custos de alimentação revela variações significativas: redução de 0,9% para CSPm e CSPg, enquanto CGO teve aumento de 6,0%. Para Goiás, sorgo grão e milho grão subiram 7,5% e 8,4%, respectivamente. Caroço de algodão diminuiu 17,4% em Goiás. Em São Paulo, grão de milho e soja aumentaram 8,8% e 8,5%. Custos de alimentação representaram 67%, 67% e 71% dos custos da diária-boi para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. O software RLM otimizou a formulação da dieta para custos mínimos. Ademais, os gastos com a remuneração do capital de giro e impostos variáveis foram equivalentes a 15,5%, 20,9%, e 17,1% do custo da diária-boi para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. Somando-se, os custos fixos atingiram 25,7%, 30,5%, e 27,7% para CSPm, CSPg e CGO, proporcionalmente ao custo da diária-boi. A taxa Selic utilizada nos cálculos de novembro foi 12,25% aa, enquanto, há um ano, era 13,75% aa. Taxas superiores resultam em custos de oportunidade mais elevados para a remuneração do capital de giro, imobilizado e da terra. Os custos de oportunidade representaram 4,8%, 4,2%, e 4,1% do custo total, nessa ordem, para as propriedades representativas. Atividades produtivas que fazem uso mais intensivo dos bens de capital conseguem otimizar os custos fixos e os de oportunidades associados. Isso pode ser um diferencial competitivo. Por fim, os custos da diária-boi (CDB) para os confinamentos CSPm e CGO aumentaram em comparação ao mês anterior. Os custos totais por arroba tiveram variações de -2,1%, -3,0% e +3,9% nas propriedades representativas CSPm, CSPg e CGO, respectivamente, entre outubro e novembro de 2023. No mês de novembro, os preços de aquisição de animais reduziram 4,0% em São Paulo e aumentaram 4,2% em Goiás, enquanto os valores da arroba do boi gordo tiveram incrementos em São Paulo (0,4%), atingindo R$ 235,09/@, e decréscimos em Goiás (0,8%), alcançando R$ 221,23/@. Em resumo, os confinadores paulistas e goianos poderiam obter lucro de R$ 1,07/@, R$ 3,73/@ e R$5,14/@ na venda do boi gordo, respectivamente.

Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da FMVZ/USP

ECONOMIA

Dólar se descola do exterior e cai ante real com números do PIB e atuação de exportadores

Dólar à vista fechou em baixa de 0,46%, a R$4,9255 na venda depois do anúncio do crescimento do PIB do trimestre

O dólar à vista se descolou do exterior durante a tarde e fechou em baixa ante o real na terça-feira, com alguns agentes do mercado aproveitando as cotações mais elevadas para vender moeda, em um dia marcado por dados fracos do mercado de trabalho norte-americano e pela surpresa positiva com o PIB do Brasil. O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9255 reais na venda, em baixa de 0,46% — a cotação mínima da sessão. Em dezembro, o dólar acumula alta de 0,21%. Na B3, às 17:27 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,30%, a 4,9385 reais. Ao meio-dia, o dólar à vista despencou do positivo para o negativo no Brasil e renovou algumas mínimas, com investidores reagindo à divulgação dos dados do mercado de trabalho norte-americano. O Departamento do Trabalho informou que as vagas de emprego, uma medida de demanda por trabalho, caíram 617.000, para 8,733 milhões, no último dia de outubro. Os números fazem parte do relatório mensal sobre vagas de emprego e rotatividade no trabalho, ou relatório JOLTS. Por trás da pressão baixista para o dólar no início da tarde estava a percepção de que, com o mercado de trabalho enfraquecido, o Federal Reserve manterá sua taxa de juros na faixa de 5,25% a 5,50% este ano, podendo iniciar o processo de cortes ainda no primeiro semestre de 2024. No restante da tarde, porém, as cotações no Brasil se descolaram do exterior e o dólar se firmou no território negativo. Pela manhã, investidores também estiveram atentos à divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no terceiro trimestre. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que houve expansão de 0,1% no período, na comparação com os três meses anteriores. Foi o terceiro trimestre consecutivo de alta após o recuo de 0,1% nos últimos três meses do ano passado. O resultado surpreendeu boa parte das instituições financeiras, que projetavam retração da economia no terceiro trimestre. A pesquisa com projeções de economistas consultados pela Reuters trazia uma mediana negativa de 0,2% para o PIB.

REUTERS

PIB da agropecuária tem queda de 3,3% após cinco trimestres de alta

Setor agropecuário sofreu redução de 3,3% no terceiro trimestre em relação ao segundo. Recuo se deve à saída da safra de soja, maior lavoura do país, que é concentrada no primeiro semestre do ano

O Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário teve queda de 3,3% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira, em suas Contas Nacionais Trimestrais. Essa foi a primeira redução após cinco trimestres de alta. Ao comentar o resultado, a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, explicou que o recuo se deve à saída da safra de soja, maior lavoura do país, que é concentrada no primeiro semestre do ano. “A agropecuária atingiu o seu maior patamar no trimestre passado e neste há a saída da safra da soja, a maior lavoura brasileira, que é concentrada no primeiro semestre. Então há a comparação de um trimestre em que há um grande peso da soja com outro em que ela não pesa quase nada. Portanto, essa queda era esperada, mas está sendo um bom ano para a atividade”, afirmou Palis. No resultado acumulado até o terceiro trimestre, a agropecuária tem alta de 18,1%. Antes dessa queda de 3,3%, a agropecuária vinha registrando altas trimestrais desde o segundo trimestre de 2022. As taxas foram de 2,3% (segundo trimestre de 2022), 5,9% (terceiro trimestre de 2022), 0,4% (quarto trimestre de 2022), 12,3% (primeiro trimestre de 2023) e 0,5% (segundo trimestre de 2023), sempre na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Em comparação ao terceiro trimestre de 2022, o PIB agro cresceu 8,8%. A expectativa mediana coletada pelo Valor era de crescimento de 9%. No total, o PIB brasileiro cresceu 0,1% no terceiro trimestre ante o segundo, na série com ajuste sazonal, informou o IBGE. O resultado veio acima da mediana das estimativas de 71 consultorias e bancos ouvidos pela reportagem do Valor, que apontava para recuo de 0,2%, com projeções indo de queda de 0,6% a alta de 0,5%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2022, o PIB teve expansão de 2%, ante mediana de expectativas coletadas pelo Valor de crescimento de 1,9%. As 64 projeções iam de alta de 0,8% a 3,4%. O IBGE também revisou o PIB do segundo trimestre, que cresceu 1% frente ao primeiro, ante alta de 0,9% divulgada anteriormente. Indústria e serviços. Pelo lado da oferta, a indústria cresceu 0,6% no terceiro trimestre em comparação com o segundo, um pouco acima da expectativa mediana, de alta de 0,5%. Frente ao terceiro trimestre de 2022, a indústria avançou 1%. Nessa base de comparação, a previsão era de alta de 1,2%. O setor de serviços teve expansão de 0,6% no terceiro trimestre ante o segundo. A estimativa mediana apurada pelo Valor era de alta de 0,3%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2022, houve alta de 1,8%. Para essa leitura, a previsão era de alta de 1,4%. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,1% no terceiro trimestre ante o segundo, feito o ajuste sazonal. A mediana das expectativas coletadas pelo Valor era de um crescimento de 0,2%. Frente ao terceiro trimestre de 2022, o indicador teve alta de 3,3%. A mediana das estimativas era de alta de 2,2%. A demanda do governo, por sua vez, aumentou 0,5% e a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida de investimento em máquinas, construção civil e pesquisa dentro do PIB) caiu 2,5% no terceiro trimestre, frente ao segundo. Na comparação com o terceiro trimestre de 2022, houve alta de 0,8% no consumo do governo e retração de 6,8% na FBCF. Nessa base de comparação, as projeções de mercado eram de alta de 1,6% e queda de 3,6%, respectivamente. Por fim, a taxa de investimento atingiu 16,6% do PIB no terceiro trimestre. Segundo o IBGE, as exportações cresceram 3%, enquanto as importações tiveram baixa de 2,1% no terceiro trimestre ante o segundo.

VALOR ECONÔMICO

Setor de serviços do Brasil cresce em novembro no ritmo mais rápido em 5 meses, mostra PMI

O setor de serviços brasileiro cresceu pelo segundo mês seguido e no ritmo mais rápido em cinco meses, graças a altas sustentadas nas vendas e na produção diante da resiliência da demanda, apontou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês)

O PMI compilado pela S&P Global e divulgado na terça-feira avançou em novembro a 51,2, de 51,0 no mês anterior, marcando a melhor leitura desde junho. O nível de 50 separa crescimento de contração. Os dados de novembro mostraram um segundo aumento mensal nos novos negócios, o que os participantes da pesquisa atribuíram à melhora das condições da demanda e a eventos locais. Embora a taxa de crescimento tenha sido mais fraca do que em outubro, foi a segunda mais forte desde junho. Os esforços para avançar com novos contratos, iniciativas de reestruturação e condições melhores da demanda ajudaram nas contratações entre as empresas de serviços, e o nível de emprego aumentou mais rápido do que em outubro. O cenário para a inflação no setor foi misto. Os custos dos insumos subiram a uma das taxas mais fracas em mais de três anos, mas houve alta mais forte nos preços de venda.

Houve relatos de custos mais altos de energia, alimentos, de mão de obra, gasolina e material para reformas. Os fornecedores brasileiros repassaram os custos adicionais aos clientes e elevaram os preços cobrados em novembro, levando a taxa de inflação a uma máxima de cinco meses. A confiança dos fornecedores de serviços brasileiros permaneceu positiva em novembro, com 54% dos participantes prevendo níveis mais altos de atividade ao longo dos próximos 12 meses. No entanto, havia preocupações entre alguns relacionadas a políticas públicas e taxas de inadimplência. O resultado do setor de serviços ajudou o PMI Composto do Brasil a expandir pelo segundo mês seguido, apesar da contração do setor industrial no mês. O PMI Composto subiu a 50,7 em novembro, de 50,3 em outubro, também o ritmo mais forte desde junho.

REUTERS

Concessões de empréstimos no Brasil caem 0,7% em outubro e estoque de crédito sobe 0,1%, diz BC

As concessões de empréstimos no Brasil recuaram 0,7% em outubro na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central na terça-feira, com o estoque total de crédito aumentando 0,1% no período, a 5,594 trilhões de reais

Em outubro a redução mensal de 0,8% na carteira de pessoas jurídicas foi compensada pelo aumento de 0,8% na carteira de crédito para pessoas físicas. No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, tiveram queda de 0,8% em relação ao mês anterior. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve recuo de 0,4% no período. No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres, ficou em 4,9%, contra 4,8% no mês anterior. Já as taxas bancárias médias tiveram queda em outubro. Os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 42,2%, um recuo de 1,1 ponto percentual em relação ao mês anterior. Nos recursos direcionados, houve baixa de 0,1 ponto no mês, a 11,0%. O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, caiu para 30,7 pontos percentuais nos recursos livres, contra 32,0 pontos no mês anterior.

REUTERS

GOVERNO

PIB do terceiro trimestre superou expectativas, avaliam Tebet e Haddad

Apesar da desaceleração em relação aos trimestres anteriores, o crescimento de apenas 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) no terceiro trimestre superou as expectativas, informaram na terça-feira (5) os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet. A Ministra do Planejamento foi mais otimista que o colega da Fazenda

Na última etapa da viagem à Alemanha, Haddad disse que o PIB pode fechar 2023 com crescimento um pouco maior que a projeção de 3% divulgada no fim de novembro pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Ele, no entanto, disse que o resultado depende de o Banco Central (BC) manter a política de corte de juros. “Nós tivemos um PIB positivo, mas fraco, mas, com os cortes nas taxas de juros, nós esperamos que neste ano nós fechemos o PIB em mais de 3% de crescimento e esperamos um crescimento na faixa de 2,5% no ano que vem. Mas o Banco Central precisa fazer o trabalho dele”, afirmou Haddad. Oficialmente, a SPE estima crescimento de 2,2% para 2024. Em uma rede social, Tebet ressaltou que a expansão este ano pode ficar em 3,1%. “Com a informação de hoje do IBGE sobre a economia no terceiro trimestre, o PIB de 2023 deve crescer cerca de 3,1%, caso a economia fique estável no último trimestre do ano. Isso é mais do que a média mundial. Crescimento da economia e da renda traz melhoria de vida aos brasileiros, razão maior do nosso trabalho”, afirmou Tebet na rede social X (antigo Twitter). Em nota oficial, o Ministério do Planejamento e Orçamento afirmou que a alta de 0,1% do PIB no terceiro trimestre deste ano deve-se ao bom desempenho do setor de serviços e da indústria. Outro destaque positivo apontado foi o consumo das famílias. “Com a atividade estável no último trimestre de 2023, o PIB brasileiro deverá crescer cerca de 3,1%, acima da média mundial projetada pelo FMI [Fundo Monetário Internacional] de 3% para 2023”, destacou a pasta, citando a edição mais recente do relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, divulgado pelo FMI em outubro. Em outra nota, publicada no fim da manhã, a SPE ressaltou que o Brasil teve o quinto melhor desempenho entre os países do G20 (grupo das 20 maiores economias do planeta) que já divulgaram o PIB do terceiro trimestre. O crescimento de 0,1% em relação ao trimestre anterior, destacou o órgão, foi igual ao da França e só perdeu para o da Coreia do Sul (+0,6%), Indonésia (+0,8%), do México (+0,9%) e dos Estados Unidos (+1,3%). Para a SPE, o PIB deve crescer novamente no quarto trimestre, com a indústria beneficiando-se da queda dos juros e com programas de estímulos ao investimento e à construção de moradias populares. Além disso, a política de estímulo na China deve continuar a impulsionar as exportações brasileiras.

Em relação ao setor de serviços, a SPE prevê que a criação de empregos, o aumento da massa salarial e a expansão da renda contribuam para o crescimento do setor. O órgão também cita a queda da inadimplência e a melhoria recente das condições financeiras das famílias.

AGÊNCIA BRASIL

FRANGOS & SUÍNOS

Setor de proteína animal vive incerteza

A oferta de carne bovina continua a desafiar a competitividade da carne suína

As condições climáticas ligadas ao El Niño exigiram atenção no primeiro trimestre para o mercado de proteína animal, especialmente devido às chuvas acima da média nas regiões Sul e Sudeste, que abrigaram cerca de 27% dos bovinos. Essa influência pode impactar as cotações da ração, prejudicar a entrega de animais para redução e afetar a chegada de insumos para a produção. Além disso, desafios relacionados a fatores geopolíticos, riscos sanitários e poder de compra da população continuam a influenciar o setor. O Rabobank estima um aumento recorde de 1% a 2% na produção de carne bovina em 2024, impulsionado pelo mercado internacional, expectativas de aumento nas importações chinesas e a recuperação do consumo no Brasil, projetada para melhorar de 0,5% a 1,5 %. Quanto à carne suína, prevê-se uma desaceleração no ritmo de crescimento da produção global. Apesar das expectativas de preços competitivos no mercado externo e do aumento na demanda chinesa, o principal desafio persiste no mercado doméstico, onde a inflação dos alimentos pode impactar o consumo, embora tenha sorte melhoria este ano com o consumo de produtos processados ??e embutidos. A oferta de carne bovina continua a desafiar a competitividade da carne suína, não apenas devido à menor diferença de preços, mas também pelo apelo cultural para grande parte da população. Wagner Yanaguizawa, analista de Proteína Animal do Rabobank, projeta um novo aumento de 3% a 4% na oferta de carne suína em 2024. Em relação ao frango, prevê-se outro ano de expansão na oferta e demanda, impulsionado pela competitividade brasileira em termos de preço e pelo potencial de manter os níveis de exportação. O principal desafio nesse setor deve estar relacionado a questões sanitárias, como a Gripe Aviária, devido à baixa previsibilidade.

AGROLINK

Preços no mercado de suínos entre altas e estabilidade

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 129,00, enquanto a carcaça especial teve aumento de 0,99%, com valor de R$ 10,20/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (4), os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,97/kg), e Paraná (R$ 6,49/kg). Houve alta de 0,95% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 6,37/kg, avanço de 0,32% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,36/kg, e de 1,04% em São Paulo, fechando em R$ 6,83/kg.

Cepea/Esalq

Exportação de carne suína apresenta boa recuperação

Exportações de carne suína no decorrer de novembro apontaram para novos incrementos no volume embarcado

Os dados iniciais relativos às exportações de carne suína ao longo de novembro revelaram um aumento no volume embarcado. Conforme informações do Suisite, informações mais detalhadas serão disponibilizadas na próxima quarta-feira, incluindo especificações sobre os produtos derivados da carne suína comercializados. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, foram exportadas 91,2 mil toneladas no período, indicando um crescimento de 10,5% em relação a outubro e de 7,5% em comparação com novembro do ano anterior. Em termos de receita, houve um aumento de 10,4% no mês, embora tenha sido registrado um declínio de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Considerando o acumulado de janeiro a novembro, o total ficou ligeiramente abaixo de 1 milhão de toneladas. Isso representa um aumento de 8,5%, 6,9% e 69% em relação aos mesmos períodos de anos anteriores, respectivamente: ano passado, retrasado e anterior à pandemia de Covid-19. No que se refere à receita obtida no mesmo período, registrou-se um crescimento de 12,3%, 6,1% e 85% em comparação com 2022, 2021 e 2019, respectivamente.

AGROLINK

Frango: terça-feira (5) de cotações estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado teve queda de 0,84%, valendo R$ 7,07/kg

Na cotação do animal vivo, no Paraná o preço ficou estável em R$ 4,54/kg, assim como em Santa Catarina, cotado em R$ 4,24/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (4), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, custando, respectivamente, R$ 7,44/kg e R$ 7,50/kg.

Cepea/Esalq

França coloca país em alerta máximo para gripe aviária

A França elevou o nível de risco da gripe aviária de ‘moderado’ para ‘alto’ na terça-feira, após a detecção de novos casos da doença, forçando as granjas avícolas a manter as aves dentro dos galpões para conter a propagação da doença altamente contagiosa

A decisão, tomada pelo Ministério da Agricultura, foi publicada no Diário Oficial da terça-feira. A gripe aviária levou ao abate de centenas de milhões de aves em todo o mundo nos últimos anos. Geralmente ataca durante o outono e o inverno e tem se espalhado em muitos países europeus nas últimas semanas, incluindo Alemanha, Holanda e Bélgica. A França disse na semana passada que detectou um primeiro surto de gripe aviária numa fazenda nesta temporada na Bretanha, no noroeste do país. O nível de risco “alto” implica que todas as aves de capoeira devem ser mantidas nas explorações e que devem ser tomadas medidas de segurança adicionais para evitar a propagação da doença. Embora a gripe aviária seja inofensiva nos alimentos, a sua propagação é uma preocupação para os governos e para a indústria avícola devido à devastação que pode causar aos rebanhos, à possibilidade de restrições comerciais e ao risco de transmissão humana. Para combater a doença, a França lançou no início de outubro uma campanha de vacinação, inicialmente limitada aos patos, que podem transmitir facilmente o vírus sem apresentar sintomas.

REUTERS

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