CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2121 DE 07 DE DEZEMBRO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 2121 |07 de dezembro de 2023

 

 NOTÍCIAS

Preços estáveis no mercado do boi em São Paulo

Apesar de negócios pontuais acima da referência sendo reportados, as cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao abate permaneceram estáveis na comparação feita dia a dia

Pelos dados da Scot Consultoria, os preços dos animais terminados ficaram estáveis na quarta-feira. Com isso, o “boi comum” vale R$ 240/@ no Estado de São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 220/@ e R$ 235/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 245/@ (bruto, a prazo, base SP), com ágio de R$ 5/@ em relação ao valor do animal “comum”. Na região Sudeste de Rondônia, o preço da novilha gorda subiu R$5,00/@. Para as demais categorias, os preços permaneceram estáveis na comparação diária. No Espírito Santo, as cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao abate permaneceram estáveis no comparativo diário. Na região Oeste do Maranhão, com maior dificuldade para aquisição de bovinos terminados, compradores subiram as ofertas de compra de todas as categorias em R$5,00/@ na comparação diária.

SCOT CONSULTORIA

Itaú BBA vê mais um ano de margens ‘boas’ para indústria de carne bovina

O Itaú BBA avalia que 2024 será mais um ano de margens “boas” para a indústria de carne bovina, ainda que o preço do boi não deva continuar em queda, como neste ano.

“Na média, vemos a arroba do boi em São Paulo entre R$ 250 e R$ 260. Isso traz fôlego para o produtor e também desenha um ano bom para os frigoríficos”, afirmou César de Castro Alves, gerente de consultoria agro do Itaú BBA, nesta terça-feira (5/12). O banco estima que a demanda deve continuar crescendo em 2024, especialmente no mercado interno, dadas as perspectivas de crescimento do PIB no ano que vem, de juros em queda e de inflação controlada. “Tanto as margens internas quanto as externas estão bastante razoáveis”, disse. Para Alves, a mudança do ciclo da pecuária vai ocorrer em 2025, quando o preço do bezerro deve começar a reagir e impulsionar os preços do boi junto.

GLOBO RURAL

MT: poder de compra do recriador/invernista ganha força com queda no preço do bezerro

O preço do bezerro de 12 meses fechou o último mês valendo R$ 1.788,82/cabeça, mostra o Imea

A grande oferta de animais de reposição ao longo de 2023 nas praças do Mato Grosso resultou em intensa pressão baixista nas cotações dessas categorias. Desse modo, o preço do bezerro de 12 meses fechou o último mês valendo R$ 1.788,82/cabeça, com redução de 31,54% quando comparado com o mesmo período de 2022, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Por sua vez, no mesmo Estado, o boi gordo encerrou o último mês cotado a R$ 203,33/@, com desvalorização de 15,75% em relação ao preço de igual mês do ano passado. “Diante da maior desvalorização do animal jovem frente ao bovino terminado, a relação de troca entre um boi gordo (18@) e o bezerro (7@) saiu de 1,66 cab/cab em novembro/22 para 2,05 cab/cab em novembro/23, um aumento de 23,17% no poder de compra do pecuarista recriador/invernista”, relata o Imea. No entanto, continua o instituto, mesmo com essa melhora no indicador, “é importante ressaltar que a reposição já tem apresentado sinais de recuperação nos últimos meses, o que resulta no estreitamento da relação de troca”.

IMEA/DBO

Fávaro pede apoio a Lula para habilitar novos frigoríficos à China

Ao todo, 78 plantas brasileiras já atendem aos critérios chineses para exportação de carnes. Missão técnica da China vai auditar 18 frigoríficos brasileiros

O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou na quarta-feira (6/12) que pediu a intervenção do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para tentar ampliar o número de plantas frigoríficas brasileiras habilitadas a exportar para a China. Segundo ele, após o pedido, Lula fará uma ligação ao presidente chinês, Xi Jinping, nos próximos dias para tratar do assunto. Fávaro explicou que o pedido é para habilitar o máximo de estabelecimentos possível, sem privilegiar empresas, mas com respeito à ordem cronológica de frigoríficos que atenderam exigências e se credenciaram a acessar aquele mercado. Ao todo, 78 frigoríficos brasileiros já atendem aos critérios chineses para exportação de carnes bovina, suína e de aves para a China e aguardam o aval de Pequim. Neste ano, quatro estabelecimentos receberam a autorização. Foram as primeiras habilitações desde 2019. “Não sabemos quem serão os habilitados, mas pedi para que o presidente Lula faça ligação para presidente da China, disse que é um momento importante para que faça essa intervenção”, afirmou Fávaro em audiência pública na Câmara dos Deputados. “Ele já se comprometeu, pediu ao embaixador para que providencie a ligação ao presidente chinês para fazer essa atuação”, completou o Ministro. A expectativa com as habilitações cresceu com a vinda de uma missão técnica da China para auditar 18 plantas brasileiras. A visita estava programa para ocorrer a partir desta semana, mas a viagem foi adiada em alguns dias, apurou a reportagem. Os técnicos da Administração-Geral de Alfândegas do país asiático (GACC, na sigla em inglês) chegarão ao país no sábado, dia 9, e iniciarão as auditorias na segunda-feira, dia 11 de dezembro. O Secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, disse que existe muita especulação sobre as novas habilitações, pois a China é o maior comprador de proteínas animais do Brasil e o melhor pagador. Ele ressaltou, porém, que a decisão é exclusiva do país importador. “É a China que escolhe quem vai visitar, quantas plantas vão habilitar. Isso foge em absoluto da capacidade do governo brasileiro de controlar”, disse na audiência. Segundo Goulart, a lista de 18 frigoríficos foi definida pelos chineses. Ela inclui três plantas já habilitadas, e que servirão de base para o reconhecimento e revalidação do sistema sanitário brasileiro, e outros 15 unidades que estão na fila dos 78 estabelecimentos que aguardam para serem habilitados. Desses, 11 são de carne bovina e quatro de aves. Os chineses não visitarão produtores de carne suína. Goulart disse que essa lista de 18 frigoríficos contém empresas que estão da 6ª a 78ª posição na lista cronológica para habilitação. O pedido de Fávaro para que Lula ajude diretamente na habilitação de novas plantas vem a reboque de outra intervenção do presidente que solucionou um problema do agronegócio exportador. Segundo o Ministro, o México decidiu prorrogar por mais um ano, até 31/12/2024, a desoneração para importação de carnes do Brasil. A medida tinha validade até o fim deste ano. Após alerta de representantes do setor de proteína animal, que foram até o país da América Central, Lula telefonou ao presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador. “Havia essa questão fiscal, que vencia neste mês, e a tarifa passaria a ser de 40% [para importação de carnes brasileiras]. Isso tirava a competição, nossa equipe trabalhou muito e conseguimos a prorrogação. É mais um ano de oportunidade para trabalhar por uma desoneração definitiva”, disse Fávaro na Câmara.

VALOR ECONÔMICO

MT: abates podem chegar a 6 milhões de cabeças

Estado vai encerrar o ano com o maior volume de bovinos abatidos na história, antecipa a consultoria Agrifatto

Novembro/23 foi o quarto mês consecutivo com recorde mensal para o abate de bovinos em Mato Grosso, informa a consultoria Agrifatto, com base em dados do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT). Os pecuaristas mato-grossenses encaminharam 556,79 mil bovinos para a linha de abate durante o último mês, volume 0,71% superior ao registrado em outubro/23, mas que superou em 27,84% o total abatido de novembro/22. “Foi a maior quantidade de bovinos abatidos em um mês de novembro em toda a história”, destaca a Agrifatto. Na visão da consultoria, o avanço nos abates em MT explica, em parte, o comportamento do preço do boi gordo no Estado, que avançou de maneira tão tímida em novembro (alta de apenas 0,89% em relação a outubro/23), na comparação com o ritmo de alta computado em outras importantes praças brasileiras. “Ao se avaliar a média diária do abate de bovinos em Mato Grosso nota-se um aumento de 5,75% em relação ao resultado diário obtido em outubro/23”, compara a Agrifatto. A principal “culpada” por esse incremento no abate de bovinos é a fêmea, justifica a consultoria. Em novembro/232, o total de fêmeas abatidas no Estado cresceu 8,27% no comparativo mensal e atingiu 226,97 mil cabeças, o maior volume de fêmeas levadas ao gancho em um mês de novembro da história (e maior volume desde agosto/23), informa a Agrifatto. Com isso, a participação das fêmeas sobre o total abatido chegou a 40,76%, o maior nível desde agosto/23 e o patamar mais alto para um mês de novembro desde 2006, acrescenta a consultoria. Em novembro/23, os machos registraram uma queda de 3,90% no comparativo mensal, com 329,82 mil machos abatidos, o menor resultado desde julho/23. Com esse resultado, diz a Agrifatto, o ano de 2023 vai caminhando para terminar com o maior volume de bovinos abatidos na história do Mato Grosso. Até agora (acumulado de janeiro a novembro) foram 5,65 milhões de cabeças abatidas em 2023, resultado 1,62% superior ao registrado em 2013 (antigo recorde) – veja resultados dos abates anuais ao final deste texto. “Diante de tal cenário, mesmo que recue 30% em dezembro/23 (na comparação com novembro/23), teríamos um recorde de bovinos abatidos em 2023, com mais de 6,04 milhões de cabeças abatidas”, estima a Agrifatto.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar cede ante real após dados reforçarem apostas de corte de juros nos EUA em março

O dólar à vista fechou em baixa ante o real nesta quarta-feira, pela segunda sessão consecutiva, após novos dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos reforçarem a percepção de que o Federal Reserve poderá cortar seus juros já em março de 2024

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9022 reais na venda, em queda de 0,47%. Em dezembro, o dólar acumula baixa de 0,27%. Na B3, às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,62%, a 4,9120 reais. O Relatório Nacional de Emprego da ADP informou que foram abertos 103.000 postos de trabalho em novembro nos EUA, bem abaixo dos 130.000 postos projetados em pesquisa da Reuters com economistas. Já os dados de outubro foram revisados para baixo, mostrando 106.000 vagas criadas, em vez dos 113.000 postos informados anteriormente. Os números reforçaram a percepção de que o Federal Reserve manterá seus juros básicos na faixa de 5,25% a 5,50% este mês e poderá começar a cortá-los já em março do próximo ano. “Estamos em um ponto do ciclo econômico norte-americano em que a inflação deixou de ser uma preocupação, porque ela já cedeu bastante. Para o Fed, a questão mais importante agora é o mercado de trabalho”, pontuou Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura. “O ADP confirma a visão de que o processo de normalização do mercado de trabalho continua. Os dados demonstram que a discussão é sobre quando o Fed cortará os juros, daí a perda de ímpeto global do dólar”, acrescentou Borsoi. Ainda assim, no Brasil a queda é contida, com o dólar encontrando dificuldades para atingir níveis mais próximos dos 4,80 reais. Para Borsoi e outros profissionais ouvidos pela Reuters nos últimos dias, a resistência a quedas maiores do dólar no Brasil é dada pelo fator sazonal: em dezembro, multinacionais e fundos costumam enviar recursos ao exterior, o que eleva a demanda por moeda e sustenta as cotações.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com Petrobras entre maiores baixas

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, com Petrobras respondendo pela maior pressão negativa, em meio ao forte declínio do petróleo no exterior, enquanto a fraqueza em Wall Street endossou movimentos de realização de lucros na bolsa paulista, apesar de nova queda nos rendimentos dos Treasuries

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,95%, a 125.702,18 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 127.537,55 pontos. Na mínima, a 125.614,35 pontos. O volume financeiro somava 20,6 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

REUTERS

PIB do agronegócio do Brasil pode ter queda em 2024, prevê CNA

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio do Brasil poderá ter queda em 2024, com o setor enfrentando redução de preços de commodities agrícolas e de insumos para a produção, estimou nesta quarta-feira a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

O indicador, que considera as atividades “dentro e fora da porteira” da fazenda, pode cair até 2% em 2024, segundo projeção da CNA elaborada em parceria com o centro de estudos Cepea, da Esalq/USP. Na melhor das hipóteses, o PIB do agronegócio do país em 2024 ficaria estável ante 2023. O resultado do PIB do setor dependerá dos efeitos do fenômeno climático El Niño para a safra de grãos que está sendo plantada, que enfrenta até o momento chuvas insatisfatórias no centro-norte e precipitações excessivas no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, disse a CNA. “O resultado do PIB no ano que vem vai depender, sobretudo: da relação entre preços de produtos e custos de produção nos diferentes segmentos (para ambos, são esperadas quedas frente a 2023); da magnitude da retomada da agroindústria… e dos efeitos do El Niño sobre as produtividades no Brasil”, afirmou em relatório. Em 2023, a CNA projeta que o PIB do agronegócio do Brasil cairá quase 1%, para 2,6 trilhões de reais, ante 2,62 trilhões de reais em 2022. “A principal razão para o resultado negativo é o comportamento desfavorável dos preços do agronegócio, os quais foram registrados em todos os seus segmentos, mas especialmente no campo e quanto aos insumos”, disse a confederação em relatório. Segundo a principal entidade do setor agropecuário do Brasil, a queda em 2023 “não será maior devido aos excelentes resultados da produção dentro da porteira e na agroindústria pecuária, em termos de volume de produção”. O Brasil colheu safras recordes de soja, milho e cana neste ano.

REUTERS

Dívida pública bruta fica em 74,7% do PIB em outubro, mostra BC

A dívida bruta do Brasil registrou alta em outubro, quando o setor público consolidado brasileiro apresentou superávit primário, de acordo com dados divulgados na quarta-feira pelo Banco Central

A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou outubro em 74,7%, contra 74,4% no mês anterior. Já a dívida líquida foi a 60,0%, mantendo o mesmo nível do mês anterior. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 74,5% para a dívida bruta e de 59,9% para a líquida. Em outubro, o setor público consolidado registrou um superávit primário de 14,798 bilhões de reais, abaixo da expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo positivo de 17,6 bilhões de reais. Nos 12 meses encerrados em outubro, o setor público consolidado registrou déficit de 114,2 bilhões de reais, equivalente a 1,08% do PIB. O desempenho mostra que o governo central teve saldo positivo de 19,456 bilhões de reais, enquanto Estados e municípios registraram déficit primário de 3,852 bilhões de reais e as estatais tiveram saldo negativo de 805 milhões de reais, mostraram os dados do Banco Central.

REUTERS

IGP-DI tem alta de 0,50% em novembro com pressão no atacado e alívio ao consumidor–FGV

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) moderou ligeiramente a alta para 0,50% em novembro, ante 0,51% no mês anterior, com arrefecimento da inflação ao consumidor, mas manutenção das pressões no atacado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quarta-feira

O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,58%, e levou o índice a reduzir a mostrar queda acumulada em 12 meses de 3,62%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, subiu 0,63% em novembro, contra alta de 0,57% no mês anterior. “A inflação ao produtor avançou em resposta ao comportamento dos preços de commodities importantes, com destaque para o minério de ferro (de 2,81% para 3,07%), óleo diesel (de 2,33% para 4,14%) e farelo de soja (de 1,72% para 5,60%)”, disse André Braz, coordenador dos índices de preços. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-DI, desacelerou a alta para 0,27% em novembro, de 0,45% em outubro. As principais contribuições para este movimento partiram dos itens passagem aérea (24,87% para 6,56%), gasolina (-0,61% para -2,22%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,50% para -1,19%), roupas (0,12% para -0,27%) e tarifa de telefone residencial (-0,30% para -0,50%). Na ponta oposta, as maiores influências inflacionárias partiram dos itens hortaliças e legumes (0,88% para 6,01%), serviços bancários (0,12% para 2,19%) e aluguel residencial (-0,83% para 0,62%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,07% em novembro, ante ganho de 0,20% no mês anterior.

REUTERS

Brasil quita dívidas de R$ 3,8 bilhões com organismos internacionais

O governo brasileiro anunciou que quitou R$ 3,8 bilhões em dívidas com organismos internacionais ao longo de 2023. Desse total, R$ 2,4 bilhões são referentes a anos anteriores, e R$ 1,4 bilhão são relativos ao exercício de 2023. Na quarta-feira (6) foi feito o pagamento de R$ 14,6 milhões ao Instituto Social do Mercosul (ISM)

A regularização dos débitos foi um dos assuntos da 63ª Reunião Ordinária do Conselho do Mercosul, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O encontro reúne autoridades dos países membros do bloco econômico. Ao fazer um balanço da presidência pro tempore (rotatividade semestral entre os países) do Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou a quitação, em abril, de quase US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões) ao Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). O Focem é o primeiro mecanismo solidário de financiamento próprio dos países do bloco e tem por objetivo reduzir as assimetrias entre os países integrantes. “Buscamos, com isso, contribuir para que esses órgãos possam ter suas capacidades renovadas para o bom desempenho de suas atividades e possam, assim, seguir apoiando nossos países. Valorizamos o trabalho desses órgãos na troca de experiências e na cooperação em programas para melhoria de políticas públicas e da qualidade de vida das nossas populações”, discursou o chanceler. Outras dívidas quitadas este ano foram de R$ 17,6 milhões com o Parlamento do Mercosul (Parlasul) e de R$ 4,2 milhões com a Secretaria do Mercosul. “O esforço para quitar dívidas atrasadas reflete a compreensão e o compromisso do governo do presidente Lula com soluções negociadas e maior integração com nossos vizinhos”, disse a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o Brasil chegou a acumular uma dívida de cerca de R$ 5 bilhões com aproximadamente 120 organismos e fundos internacionais. A maior parte dos atrasos se concentrou nos últimos seis anos. Ainda resta pagar até o final do ano cerca de R$ 1,2 bilhão. Apesar de envolver relações exteriores, a responsabilidade para pagamentos de contribuições dos organismos internacionais é do Ministério do Planejamento e Orçamento. A reunião de cúpula com autoridades do Mercosul começou nesta quarta-feira e terminará na quinta-feira (7), quando estarão presentes os presidentes dos países-membros. Neste primeiro dia, que concentra ministros das Relações Exteriores e de áreas econômicas, foram discutidos assuntos como acordos de livre comércio e integração regional.

AGÊNCIA BRASIL

GOVERNO

Governo cria programa para conversão de pastagens degradadas

Plano é a principal aposta do Ministério da Agricultura para atrair investimentos internacionais. Existe potencial de, em 10 anos, converter 40 milhões de hectares de pastos degradados em terras produtivas

O governo federal publicou na quarta-feira (06/12) o decreto que cria o Programa Nacional para Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD). Gestado desde a campanha eleitoral do ano passado, o plano é a principal aposta do Ministério da Agricultura para atrair investimentos internacionais para o setor e para impulsionar a produção no campo a partir da adoção de boas práticas, sem abertura de novas áreas e com maior sequestro de carbono. Os detalhes do programa ainda serão definidos pelo comitê gestor interministerial, também criado pelo decreto. O documento não aborda, por exemplo, a extensão de área que se pretende converter, apesar de o governo falar reiteradamente no potencial de conversão de 40 milhões de hectares em dez anos. O texto também não cita valores nem condições de financiamento – regras que serão detalhadas posteriormente. Entre os objetivos do programa, além de converter pastagens degradadas em áreas aptas à produção de alimentos em geral (grãos, carnes, frutas, hortaliças, proteína animal) e de florestas, está o cumprimento de metas nacionais para a redução do desmatamento e para a recuperação de vegetação nativa no país. Segundo o decreto, o programa vai viabilizar o acesso a financiamentos, com recursos externos sem subvenção ou com recursos de programas já existentes, para a conversão das pastagens. Os investimentos poderão ser feitos para melhorar o pasto e intensificar a produção pecuária, para o cultivo de grãos em lavouras temporárias ou em sistemas integrados, como ILPF, para o plantio de florestas ou para a implantação de agroflorestas. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai auxiliar o Ministério da Agricultura na captação de recursos externos, diz o decreto. Na prática, a equipe do ministro Carlos Fávaro e da instituição de fomento já divulgaram o programa ao redor do mundo, mas o PNCPD ainda não existia no papel. O programa de conversão de pastagens vai apoiar exclusivamente empreendimentos que estejam inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e que cumpram as regras previstas no Código Florestal Brasileiro. Será dada preferência aos imóveis rurais com excedente de reserva legal – porcentagem da propriedade em que é obrigatória a manutenção da vegetação nativa – e que preencham os requisitos para a obtenção da Cota de Reserva Ambiental (CRA), diz o decreto. Para continuar a ser apoiado pelo programa, após dez anos de ingresso, o empreendimento precisa apresentar redução das emissões ou aumento da absorção de gases de efeito estudo por meio do uso de práticas sustentáveis do ponto de vista ambiental, social e de governança. As boas práticas agropecuárias consideradas no programa são o uso de bioinsumos, o plantio direto, o sistema sempre verde, a rastreabilidade agropecuária, as certificações trabalhistas no campo, as certificações produtivas, a agricultura digital e a avaliação da descarbonização.

GLOBO RURAL

Pobreza cai no Brasil em 2022 e atinge 31,6% da população

Brasil tinha 67,8 milhões de pobres e 12,7 milhões de extremamente pobres, dizem dados atualizados pelo IBGE. Sob impacto da retomada do mercado de trabalho e da ampliação do Auxílio Brasil, a taxa de pobreza no país caiu do patamar recorde de 36,7% em 2021 para 31,6% em 2022

É o que indicam dados divulgados na quarta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em termos absolutos, o número de pessoas consideradas pobres baixou de 78 milhões em 2021 para 67,8 milhões em 2022. Isso significa que 10,2 milhões de pessoas deixaram a situação de pobreza no ano passado. O contingente se aproxima da população total do Rio Grande do Sul, que foi de 10,9 milhões em 2022, conforme o Censo Demográfico. A taxa de 31,6%, registrada no ano passado, é a menor desde 2020 (31%), ano inicial da pandemia. A menor taxa da série histórica, iniciada em 2012, ocorreu em 2014 (30,8%). Os dados integram a Síntese de Indicadores Sociais. A publicação analisa estatísticas de fontes como a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), também produzida pelo IBGE. Nesta edição da síntese, o instituto atualizou as linhas de pobreza e extrema pobreza, seguindo critérios recomendados pelo Banco Mundial. Com a revisão na série histórica, a linha de pobreza passou de US$ 5,50 para US$ 6,85 em PPC (paridade do poder de compra). A de extrema pobreza, por sua vez, pulou de US$ 1,90 para US$ 2,15, também em PPC. Na prática, pessoas que viviam com quantias inferiores a essas por dia foram consideradas pobres ou extremamente pobres. De acordo com o IBGE, a taxa de extrema pobreza também recuou na passagem de 2021 para 2022. Saiu do recorde de 9% para 5,9%, o menor patamar desde 2015 (5,6%). O número de pessoas extremamente pobres caiu de 19,1 milhões em 2021 para 12,7 milhões em 2022. A redução foi estimada em 6,5 milhões. André Simões, um dos analistas da síntese do IBGE, avaliou que a queda da extrema pobreza refletiu em grande parte as transferências de programas sociais. No caso da pobreza, a baixa também esteve associada a esse fator, além de contar com o impacto da retomada do mercado de trabalho, segundo o pesquisador. “Na questão [da queda] da pobreza, o peso do mercado de trabalho é maior. Na extrema pobreza, são os benefícios que atuam para fazer a redução”, disse Simões. “Na pobreza, há uma conjunção dos dois, com participação significativa do mercado de trabalho”, completou. Segundo o IBGE, a parcela dos programas sociais no rendimento domiciliar das pessoas em situação de extrema pobreza chegou a 67% em 2022. Já a renda do trabalho foi responsável por 27,4% do rendimento desse grupo. Entre os domicílios considerados pobres, os benefícios de programas sociais representavam 20,5% dos ganhos. A renda do trabalho respondia por 63,1%. Conforme o IBGE, a população 10% mais pobre teve alta de 59,2% no rendimento domiciliar médio mensal per capita (por pessoa) na passagem de 2021 para 2022. Foi o maior aumento entre os grupos analisados na síntese, em termos relativos. Apesar disso, a renda por pessoa dessa camada ainda ficou abaixo de R$ 200 –passou de cerca de R$ 103 em 2021 para R$ 163 em 2022. Na média geral, o rendimento aumentou 6,9%, de R$ 1.484 para R$ 1.586 por mês. Com a reação do mercado de trabalho e o incremento do Auxílio Brasil, a desigualdade de renda medida pelo índice de Gini caiu para 0,518 em 2022. É o menor patamar da série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE.

FOLHA DE SP

Meio ambiente

COP28: JBS apresenta estudo com aditivo que reduz em 17% a emissão de GEE na pecuária

Companhia elencou suas iniciativas e parcerias globais para contribuir com a redução das emissões de metano entérico pelo gado

Em painel realizado na quarta-feira (6/12) na COP28, em Dubai, a líder de Ações Climáticas da JBS Brasil, Sheila Guebara, apontou como a companhia vem atuando por meio de investimentos e parcerias com a academia para contribuir para o avanço de uma pecuária de baixo carbono, em particular para enfrentar o desafio de reduzir as emissões do metano entérico, gás liberado pelo processo digestivo do gado. “Mais recentemente, no Brasil, a JBS fez acordo com o Instituto de Zootecnia da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo para explorar o potencial de aditivos alimentares para reduzir as emissões dos bovinos”, afirmou a executiva, em nota. De acordo com a empresa, o estudo concluiu que o uso do aditivo alimentar à base de mistura de taninos e saponinas SilvaFeed BX reduz as emissões em até 17% para o gado de corte confinado. Entre 2019 e 2022, essa dieta evitou a emissão de mais de 30,2 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) equivalente nos confinamentos da JBS. “Esse volume equivale a retirar de circulação cerca de 24 mil carros a gasolina ou plantar mais de 2 mil árvores no período”, disse. “É importante ressaltar que a metodologia de medição desenvolvida no estudo permitirá que a JBS e outras empresas do setor registrem a redução de emissões em seus balanços de Gases de Efeito Estufa (GEE) no futuro”, afirmou Sheila. O estudo, informa a empresa, foi realizado por pesquisadores do novo Centro de Neutralidade Climática em Gado de Corte em Regiões Tropicais do Instituto de Zootecnia. Eles monitoraram os animais no confinamento da JBS em Guaiçara, no interior de São Paulo. Outros projetos de pesquisa em escala comercial no Brasil incluem a investigação da eficácia do capim-limão e de outros aditivos alimentares disponíveis no mercado para redução do metano entérico. Além de pesquisas relacionadas à dieta dos animais, a JBS Brasil também tem trabalhado com sua cadeia de fornecimento para melhorar a produtividade e reduzir o tempo de criação do gado, aumentando a produção de alimentos e diminuindo a intensidade das emissões ao mesmo tempo. A JBS USA firmou parceria com a Greener Cattle Initiative, uma organização multissetorial. A iniciativa serve como uma plataforma para a cadeia de valor compartilhar conhecimento e acelerar o desenvolvimento de tecnologias escaláveis e comercialmente viáveis que reduzam as emissões de metano entérico, permitindo a produção sustentável de carne bovina e leite. No mesmo país, a JBS apoia o Programa AgNext da Colorado State University para identificar melhores práticas e lacunas de conhecimento em estratégias de redução de metano. A companhia também investiu em um confinamento na Universidade de Nebraska para testar novas tecnologias de precisão, enfrentar os desafios ambientais enfrentados pela indústria alimentícia, melhorar o desempenho e o bem-estar do gado, ao mesmo tempo em que compara diferentes ambientes e sistemas de alojamento, informou a assessoria de comunicação da empresa.

PORTAL DBO

FRANGOS & SUÍNOS

Preços no mercado de suínos sobem em SC e SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 129,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 10,20/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (5), houve queda somente no Paraná, na ordem de 0,15%, chegando a R$ 6,48/kg. Foram registradas altas de 0,31% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,38/kg, e de 0,15% em São Paulo, cotado em R$ 6,84/kg. Os preços não mudaram em Minas Gerais (R$ 6,97/kg) e no Rio Grande do Sul (R$ 6,37/kg).

Cepea/Esalq

Exportações de carne suína crescem 13,2% em novembro

Vendas mensais voltam a superar o patamar de 100 mil toneladas

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 105,7 mil toneladas em novembro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 13,2% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com 93,4 mil toneladas. Em receita, as vendas do setor alcançaram em novembro US$ 225,8 milhões, saldo 2,3% menor que o resultado registrado no décimo primeiro mês de 2022, com US$ 230,5 milhões. Considerando o acumulado do ano (janeiro a novembro), as exportações do setor registram alta de 10%, com 1,118 milhão de toneladas exportadas em 2023, contra 1,017 milhão de toneladas no ano passado. No mesmo período, a receita acumulada chega a US$ 2,586 bilhões, saldo 11,5% superior ao total registrado em 2022, com US$ 2,319 bilhões. “As exportações neste mês voltaram a superar o patamar de 100 mil toneladas. As exportações acumuladas até novembro já igualam em volume e superam em receita o total registrado ao longo de todo o ano de 2022. Os números confirmam as projeções iniciais nas exportações para este ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Principal destino das exportações de carne suína do Brasil neste ano, a China importou entre janeiro e novembro o total de 362,1 mil toneladas, volume 11% menor que o total importado no mesmo período de 2022. No segundo posto está Hong Kong, com 114,2 mil toneladas, volume 27,3% superior ao registrado em 2022. Também em movimento positivo estão Filipinas, com 113,1 mil toneladas (+46,9%), Chile, com 76,4 mil toneladas (+39,3%), Singapura, com 57,9 mil toneladas (+13,7%), Vietnã, com 45,3 mil toneladas (+3,7%), Uruguai, com 43,8 mil toneladas (+11,2%) e Japão, com 35,3 mil toneladas (+47,7), entre outros. “Salvo as vendas para a China, todos os outros países importadores registraram alta nas importações da carne suína do Brasil neste ano, confirmando uma tendência já prevista pelo setor de ampliação da capilaridade das exportações, fortalecendo a presença do produto em destinos de mercados de alto valor agregado, como o Japão, a Coreia do Sul e os Estados Unidos”, avalia o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua. Principal estado exportador, Santa Catarina embarcou 599,9 mil toneladas de carne suína entre janeiro e novembro deste ano, número 9,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em segundo lugar, o Rio Grande do Sul exportou 258,5 mil toneladas (-3,1%), seguido por Paraná, com 155,3 mil toneladas (+20,3%), Mato Grosso, com 27,9 mil toneladas (+83,7%) e Mato Grosso do Sul, com 23,1 mil toneladas (-24,9%).

ABPA

Preços estáveis no mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado teve tímida alta de 0,14%, valendo R$ 7,08/kg

Na cotação do animal vivo, no Paraná o preço ficou estável em R$ 4,54/kg, assim como em Santa Catarina, cotado em R$ 4,24/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à terça-feira (5), a ave congelada teve leve recuo de 0,13%, cotada em R$ 7,43/kg, enquanto o frango resfriado ficou estável em R$ 7,50/kg.

Cepea/Esalq

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

041 996978868

 

abrafrigo

Leave Comment