
Ano 9 | nº 2096 |31 de outubro de 2023
NOTÍCIAS
Indústrias fora das compras em São Paulo e preços estáveis no mercado do boi
Em São Paulo, boa parte das indústrias ficou fora das compras e com as escalas de abate programadas com folga. Com isso, as cotações ficaram estáveis na segunda-feira
Pelos dados da Scot Consultoria, no estado de São Paulo, a arroba do boi gordo segue precificada em R$ 235, enquanto a vaca e a novilhas gordas são negociadas por R$ 218/@ e R$ 227/@, respectivamente, (preços brutos e a prazo). O “boi-China” foi cotado em R$ 240/@ no mercado paulista, valor bruto, no prazo, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”. Na região de Marabá no Pará, as cotações de todas as categorias ficaram estáveis. Em Santa Catarina. sem alterações nos preços, na comparação diária. No mercado atacadista de carne com osso, o consumo enfraquecido no mercado interno ocasionou mais uma semana de quedas nos preços da carcaça bovina, na comparação feita semana a semana.
SCOT CONSULTORIA
Semana começa com estabilidade nos preços do boi
O mercado físico do boi iniciou a semana com preços inalterados
Segundo informações da Safras & Mercado, a capacidade dos frigoríficos de exercerem pressão sobre os preços parece limitada neste momento, em função da boa demanda de carne bovina durante o último bimestre, período marcado pelo auge do consumo no mercado interno. “Como contraponto, precisa ser mencionado a necessidade de comercializar animais confinados em alguns estados brasileiros, consequência do regime das chuvas, tornando mais difícil a alimentação dos animais”, assinalou o analista Fernando Henrique Iglesias. Preços do boi: em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 236. Em Goiânia, a indicação foi de R$ 230 para a arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 235. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 231. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 206. Os preços da carne bovina ficaram estáveis no atacado. O mercado já opera em função do período de maior demanda do ano, o último bimestre. Considerando que além da entrada do 13º salário e demais bonificações inerentes ao período, há também a criação de postos temporários de emprego. Este período costuma motivar alta dos preços da carne em função do excelente consumo. O quarto traseiro permanece precificado a R$ 17,75 por quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 13,70 por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 13,80 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Preço do boi gordo sobe 12% em MT diante de oferta restrita
Ainda segundo o Imea, apesar de ter saído da casa dos R$ 170 observada no mês passado, a arroba ainda não apresentou “força” para novos impulsos
Valorização foi puxada pela menor oferta dos animais terminados, disse o Imea. Desde 2020 a arroba do boi gordo não apresentava valorização no comparativo entre outubro e setembro. Na parcial de outubro (até o dia 27) o preço do boi gordo em Mato Grosso subiu 12,71% em relação ao mesmo período do ano passado, negociado a R$ 201,19 a arroba, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados na segunda-feira (30/10). Em boletim, o Imea disse que a valorização foi puxada pela menor oferta dos animais terminados, uma vez que o 2º giro de confinamento foi bem aquém do esperado. Desde 2020 a arroba do boi gordo não apresentava valorização no comparativo entre outubro e setembro. No décimo mês do ano passado, o preço médio foi 3,85% menor se comparado com setembro de 2022. Ainda segundo o Imea, apesar de ter saído da casa dos R$ 170 observada no mês passado, a arroba ainda não apresentou “força” para novos impulsos. “Esse movimento de incerteza nos preços é um ponto de atenção, principalmente, para os confinadores, uma vez que este é o período de programação das atividades do 3º giro de confinamento no Estado”, destacou o Imea. Os contratos do boi gordo no mercado futuro com vencimento para novembro e dezembro de 2023 subiram R$ 10 a arroba no acumulado do mês até está segunda. Dessa forma, o contrato para novembro foi cotado, na média, a R$ 240,70 a arroba, elevação de 3,88% no comparativo mensal. Do mesmo modo, o vencimento para dezembro foi cotado a R$ 241,85 a arroba, ganho de 3,44% no mesmo comparativo. No entanto, mesmo com os incrementos, os contratos se mantêm próximos, com diferença de R$ 1,15 por arroba. Isso significa que os investidores da bolsa ainda apontam para um mercado lateralizado até o final do ano, informou o Imea.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar se descola do exterior e sobe ante real
O dólar se descolou do exterior na segunda-feira e fechou em alta ante o real no Brasil, depois de o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçar as dúvidas do mercado sobre a capacidade de o governo atingir um resultado primário zero em 2024
O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0480 reais na venda, em alta de 0,69%. Em outubro, a moeda norte-americana acumula até agora elevação de 0,41%. Na B3, às 17:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,58%, a 5,0480 reais. Na sexta-feira, o dólar à vista já havia avançado 0,44% após Lula afirmar que a meta de resultado primário zero em 2024 “dificilmente” será alcançada e que o governo não quer cortar investimentos em obras. Na segunda-feira, Haddad tentou minimizar e afirmou que o comentário de Lula não mostra descompromisso com a área fiscal. Em entrevista coletiva, Haddad também anunciou mais cedo dois novos nomes para o Banco Central a partir de 2024, indicados por Lula: o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Paulo Picchetti, para a diretoria de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, e o servidor de carreira da autarquia Rodrigo Alves Teixeira, para a diretoria de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta. Dois profissionais do mercado ouvidos pela Reuters receberam de forma positiva a indicação dos novos diretores. Teixeira seria um nome com pouco potencial de críticas, já que a diretoria de Relacionamento é tradicionalmente ocupada por servidores de carreira do BC. Já Picchetti foi elogiado por ter conhecimento técnico profundo sobre a inflação no Brasil.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com Petrobras
O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, em meio a preocupações com queda das ações da Petrobras, que ofuscaram o efeito potencialmente positivo do avanço dos pregões em Wall Street, bem como a alta dos papéis da Vale
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,68%, a 112.531,52 pontos. O volume financeiro somou 18,4 bilhões de reais. A bolsa paulista até abriu com viés positivo e o Ibovespa chegou a superar 114 mil pontos em meio a ajustes após a última sexta-feira terminar no vermelho com o desconforto provocado por declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a meta fiscal zero de 2024 dificilmente será alcançada. Mas a direção mudou conforme o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista coletiva, amenizou as afirmações de Lula. Haddad, no entanto, não quis responder se o governo está comprometido com a meta de déficit primário zero em 2024, enquanto afirmou que a arrecadação federal não está acompanhando o crescimento acima do esperado do PIB. Mesmo insistindo que a Fazenda segue buscando equilíbrio fiscal, o clima azedou. O entendimento entre agentes financeiros é de que, além de uma falta de um comprometimento maior com o déficit zero em 2024, via contingenciamento de gastos, o equilíbrio nas contas se dará por meio do aumento da carga tributária, com o fim de alguns programas de incentivo fiscal. O foco deve se voltar para decisões de política monetária na quarta-feira, particularmente a do Federal Reserve, que será conhecida com o mercado ainda aberto. O Banco Central do Brasil deve anunciar o desfecho da sua reunião após o fechamento. Para o BC norte-americano, a aposta majoritária é de manutenção da taxa de juros na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano, mas investidores querem saber sobre os próximos passos do Fed, dado o cenário de economia ainda resiliente dos Estados Unidos e inflação, mesmo que com sinais de acomodação, elevada. Quanto ao Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, prevalece a expectativa de que a taxa Selic será reduzida novamente em 0,50 ponto percentual, para 12,25% ao ano.
REUTERS
Brasil cria 211.764 vagas de emprego formal em setembro, acima do esperado
O país criou 211.764 vagas de emprego formal em setembro, mostrou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência, em resultado acima do esperado por economistas
A estimativa em pesquisa da Reuters era de criação de 208,85 mil vagas. O saldo de setembro foi resultado de 1,917 milhão de admissões e 1,705 milhão de desligamentos. No acumulado do ano até setembro, a criação de postos com carteira assinada somou 1,600 milhão, contra abertura de 2,180 milhões de vagas no mesmo período de 2022. Segundo o relatório, houve saldo positivo de vagas em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas no mês. Os serviços, que sempre costumam liderar a criação de empregos, registraram superávit de 98.206 postos, seguidos pelo comércio (43.465), pela indústria (43.214), pela construção (20.941) e pela agropecuária (5.942). Os dados também mostraram superávit de empregos criados em todas as cinco regiões do país. O Sudeste abriu o maior número de vagas, com leitura de 82.350, seguido por Nordeste (+75.108), Sul (+22.330), Centro-Oeste (+14.793) e Norte (+16.850). Com relação ao salário médio real (descontada a inflação) de contratação, houve queda em setembro para 2.032,07 reais, de 2.040,14 reais no mês anterior, de acordo com a série sem ajustes.
REUTERS
Mercado passa a ver inflação de 4,63% em 2023
De acordo com a mais recente pesquisa semanal Focus, publicada na segunda-feira pelo BC, o mercado vê agora alta de 4,63% dos preços ao consumidor brasileiro em 2023, contra taxa de 4,65% estimada no boletim anterior
O ajuste veio após dados da semana passada mostrarem que o IPCA-15, considerado prévia da inflação oficial, desacelerou ligeiramente a alta em outubro, com nova deflação dos alimentos. Para o ano que vem, o Focus passou a prever inflação de 3,90%, frente a 3,87% na semana passada. Economistas consultados pelo Banco Central passaram a calcular a taxa Selic em 9,25% ao final de 2024, contra 9,00% estimados anteriormente, ao mesmo tempo que ajustaram marginalmente. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para este ano, a taxa básica de juros Selic continuou sendo calculada em 11,75%. Já em relação à atividade, os economistas reduziram a expectativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano a 2,89%, ante 2,90% anteriormente, mas a perspectiva para 2024 permaneceu em 1,50% pela sexta semana consecutiva.
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IGP-M acelera alta em outubro com pressão de commodities, diz FGV
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,50% em setembro, acelerando ante ganho de 0,37% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira, uma vez que commodities importantes aumentaram a pressão para o produtor, algo que pode começar a ser repassado para o consumidor em breve
O resultado deste mês ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de avanço de 0,61%. Em 12 meses, o IGP-M ainda tem queda de 4,57%, a menos intensa desde maio deste ano (-4,47%). O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, passou a subir 0,60% em outubro, contra alta de 0,41% no mês anterior. De acordo com o coordenador dos índices de preço na FGV, André Braz, esse desempenho foi influenciado pelo aumento nos preços de commodities importantes, como bovinos (de -10,11% para 6,97%), açúcar VHP (de -2,70% para 12,88%) e carne bovina (-4,55% para 3,85%). “Essas mudanças, que afetam parcialmente os itens que impactam os preços dos produtos finais no varejo, em breve contribuirão para atenuar a deflação observada no grupo Alimentação do IPC (de -0,60% para -0,39%)”, disse Braz. “Esta classe de despesa tem atuado como um elemento de estabilização, impedindo que a inflação ao consumidor acelere em 2023.” O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, subiu 0,27% este mês, mesma taxa observada em setembro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,20% em outubro, contra ganho de 0,24% no mês anterior. Dados da semana passada mostraram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, desacelerou ligeiramente a alta em outubro, com nova deflação dos alimentos compensando em parte o salto pontual nas passagens aéreas. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
REUTERS
GOVERNO
Brasil e Indonésia discutem como simplificar exportação de carne bovina brasileira
Venda de gado em pé e produção de cana-de-açúcar e etanol também foram discutidas. Carlos Fávaro discutiu possibilidades comerciais com o Vice-Ministro de Relações Exteriores indonésio, Pahala Mansury
No primeiro dia da missão à Ásia, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, discutiu possibilidades comerciais e a simplificação do modelo de exportação de carne bovina e de bovinos vivos para a Indonésia com o Vice-Ministro de Relações Exteriores do país, Pahala Mansury. “Isso garante competitividade e oportunidades tanto pro Brasil como também para povo da Indonésia, que vai ter a chance de ter acesso a produtos de qualidade com preços mais acessíveis, uma porta extremamente positiva”, disse Fávaro, em nota divulgada à imprensa. No fim de semana, a Globo Rural mostrou que apesar do mercado de carne bovina estar aberto, uma taxa aplicada à importação do produto brasileiro tem travado as negociações. Mais cedo, o Ministro se reuniu com representantes da Associação dos Confinadores de Gado (Gapuspindo) da Indonésia, cujo interesse é na importação de gado em pé do Brasil, mercado já aberto em agosto deste ano. A Indonésia importa mais de 600 mil cabeças por ano e pretende aumentar as relações comerciais com o Brasil, diz o Ministério da Agricultura. Atualmente, as importações são Austrália. No entanto, o rebanho brasileiro tem características similares e adaptáveis ao clima do gado da Indonésia, disse a Pasta, o que reforça a busca asiática na genética nacional. Também há o interesse no rebanho de gado leiteiro.
GLOBO RURAL
Agricultura abre consulta pública sobre procedimentos de multiplicação animal
A consulta e a portaria foram estabelecidas pela Secretaria de Defesa Agropecuária da pasta, para a qual as sugestões serão encaminhadas
O Ministério da Agricultura abriu uma consulta pública pelo prazo de 45 fias para contribuições à portaria que estabelece os procedimentos para registro, controle e fiscalização de estabelecimentos comerciais de material de multiplicação animal. A consulta e a portaria foram estabelecidas pela Secretaria de Defesa Agropecuária da pasta, para a qual as sugestões serão encaminhadas. A medida prevê desde exigências sanitárias para os estabelecimentos que atuam com genética animal, obrigatoriedades para registro do estabelecimento a protocolos para manipulação de itens como sêmen e embrião bovino.
ESTADÃO CONTEÚDO
EVENTOS
Marfrig participa da feira CIIE em Xangai
Exportações da Operação América do Sul da Marfrig para China e Hong Kong responderam por 69% do total de carne exportada no 2º trimestre de 2023
A Marfrig estará na feira CIIE (China International Import Expo) a partir do próximo sábado (4) até o dia 9 de novembro, em Xangai. A participação é estratégica para a Marfrig, uma vez que a China é o maior comprador de carne bovina brasileira no mundo. No segundo trimestre de 2023, as exportações representaram 60% da receita total da Operação América do Sul da Marfrig, e 69% deste montante foram destinados a China e Hong Kong, informou a companhia na segunda-feira (30). Na América do Sul, considerando-se todas as empresas de carne bovina, a Marfrig afirma que tem o maior número de unidades habilitadas para exportar para a China, com 13 plantas: sete no Brasil, duas na Argentina e quatro no Uruguai. Na feira CIIE – organizada pelo governo chinês –, a Marfrig informa que irá reforçar e fortalecer seu relacionamento comercial com clientes da China e de outros países, além de prospectar novos compradores e apresentar seu portfólio. “Participar da China International Import Expo tem um significado especial para a Marfrig não apenas porque se trata do maior comprador de carne bovina do Brasil e de um dos principais clientes da Marfrig, mas porque a demanda chinesa pelo produto tem crescido e apresenta potencial para aumentar cada vez mais”, disse o diretor de Exportação da Marfrig, Alisson Navarro, em nota.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: cotações recuam 0,49% no Paraná e 0,32% no RS
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve queda de 0,81% custando, em média, R$ 122,00, enquanto a carcaça especial ficou estável, com valor de R$ 9,40/kg, em média
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (27), houve recuo de 0,49% no Paraná, chegando a R$ 6,15/kg, e de 0,32% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 6,17/kg. Ficaram estáveis os valores em Minas Gerais (R$ 6,47/kg), Santa Catarina (R$ 6,03/kg) e São Paulo (R$ 6,57/kg).
Cepea/Esalq
Preço do suíno vivo na China cai 7% por aumento de doenças e crescente oferta
O preço do suíno vivo na China caiu quase 7% na segunda-feira em relação a uma semana atrás, a maior queda semanal deste ano, já que novos surtos de doenças levaram as granjas a enviar mais porcos para o abate em um mercado já com excesso de oferta, disseram analistas
Os preços no principal mercado de carne suína do mundo atingiram 14,06 iuanes (1,92 dólar) por quilo, de acordo com dados da Shanghai JC Intelligence Co Ltd, o menor valor desde o final de junho. “Por um lado, isso se deve à concentração de vendas em algumas áreas devido ao impacto das doenças suínas”, disseram analistas da Huachuang Securities em uma nota no domingo. Os criadores geralmente enviam os porcos para o abate antes que o plantel seja infectado pela disseminação de doenças, deprimindo os preços. Surtos de peste suína africana (PSA), que pode ser fatal em suínos, mas não infecta pessoas, devastaram o rebanho de suínos da China em 2018 e 2019 e se tornaram endêmicos, geralmente com picos nos meses de inverno. Normalmente, as fazendas não relatam surtos da doença, mas dois participantes do setor disseram ter ouvido falar de um aumento nos casos. Outro analista disse que a doença se tornou grave recentemente. O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Os produtores de suínos chineses quase não obtiveram lucro este ano, com a oferta significativamente maior do que há um ano, mesmo com a demanda permanecendo morna. A China tinha 42,4 milhões de porcas no final de setembro, 3,4% a mais do que o “nível normal”, disse uma autoridade agrícola no início deste mês, e a eficiência da produção de porcas também está melhorando, aumentando a oferta.
Após uma breve recuperação em agosto, os preços dos suínos começaram a cair novamente no final de setembro, apesar do início do que normalmente é o período de pico de consumo durante o inverno.
REUTERS
Frango sobe no atacado paulista
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve aumento 0,44%, valendo R$ 6,88/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado em R$ 4,28/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,47/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (27), a ave congelada teve ganho de 0,42%, atingindo R$ 7,14/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,28%, fechando em R$ 7,22/kg.
Cepea/Esalq
Com mais dois casos de gripe aviária no litoral de SP, Brasil chega a 137 ocorrências
De acordo com a atualização da plataforma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), dedicada a informar casos de influenza aviária de alta patogenicidade, dois novos casos foram confirmados no litoral de São Paulo
Com isso, o país soma agora 137 casos da doença, sendo 3 em aves de subsistência e 4 em mamíferos marinhos. Uma das ocorrências foi em uma ave do tipo Trinta-réis-boreal em Santos, e a outra, em um Trinta-réis-de-bando, em São Sebastião, ambos no Estado de São Paulo. No Brasil, até o momento, ainda há 16 casos suspeitos de contaminação da a doença em investigação. Total de casos: 137. Espírito Santo: 31 (sendo 30 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência). Rio de Janeiro: 23 (aves silvestres). Rio Grande do Sul: 05 (02 em ave silvestre e 03 em animais marinhos). São Paulo: 42 (aves silvestres). Bahia: 04 (aves silvestres). Paraná: 12 (aves silvestres). Santa Catarina: 19 (17 em ave silvestre, 01 em ave de subsistência e 01 em mamífero marinho). Mato Grosso do Sul: 01 em ave de subsistência.
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