
Ano 9 | nº 2097 |01 de novembro de 2023
NOTÍCIAS
Cotações estáveis no mercado do boi gordo em São Paulo
As indústrias frigoríficas estão com escalas de abate para mais de 5 dias e em função disso, as cotações não mudaram na comparação dia a dia
Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, nas praças paulistas, as indústrias frigoríficas operam com escalas de abate para mais de cinco dias, quadro que resultou em cotações estáveis nesta terça-feira. Com isso, o boi gordo “comum” segue valendo R$ 235/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 218/@ e R$ 227/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 240/@, valor bruto, no prazo – com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, de acordo com a Scot. Na região de Belo Horizonte em Minas Gerais, as cotações permaneceram estáveis na comparação diária. Na região Sul da Bahia, com as escalas de abate alongadas, as cotações permaneceram estáveis. Na região de Goiânia em Goiás, na mesma toada, estabilidade nas cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao abate, com uma média de escalas de abate de 6 dias.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: preço deve se manter sustentado até dezembro
Cotações da arroba estão em um momento de maior estabilidade, diz Scot Consultoria. O cenário é de baixa liquidez no mercado físico de boi gordo, explica a consultoria Agrifatto
O preço do boi gordo deve se manter sustentado pelo menos até meados do mês de dezembro. A avaliação é da Scot Consultoria. Depois de uma forte alta verificada em setembro, as cotações da arroba estão em um momento de maior estabilidade, e até de pressão de baixa em algumas praças, à medida que frigoríficos conseguem alongar e equilibrar suas escalas de abate. Em vídeo divulgado pela Scot, o analista Felipe Fabri ressalta que a chegada do fim do ano traz uma perspectiva de melhor consumo das famílias. Fatores como a geração de empregos temporários, bonificações e o pagamento do 13º salário tendem a estimular a demanda por carne bovina, com reflexo na cadeia. “O varejo está apostando em consumo mais firme neste início de novembro, com demanda aquecida e preços melhores para negociar com o varejo. Neste sentido, o mercado de boi deve seguir firmes. Estamos com preços lateralizados e isso deve persistir até meados de dezembro”, diz ele. O levantamento da Scot mostra estabilidade na maior parte das praças de negociação. No norte de Minas Gerais, a arroba do boi para mercado interno era negociada a R$ 218 à vista na segunda-feira (30/10). Em Dourados (MS), valia R$ 232,50, mesma cotação das praças paulistas de Araçatuba e Barretos. Baseado em São Paulo, o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que chegou a ter uma queda de R$ 10 por arroba entre a última quinta (26/10) e sexta (27/10), voltou a subir na segunda-feira (30/10) e fechou a R$ 241,70 a arroba. No mês, a referência acumula alta de 2,35%. O cenário é de baixa liquidez no mercado físico de boi gordo, informa a consultoria Agrifatto, em boletim de mercado. Em algumas regiões, as programações de abate dos frigoríficos estão em nove dias úteis. E, diante de um ligeiro aumento da oferta de animais, a indústria consegue pressionar as ofertas para baixo. Em Tocantins, informa a Agrifatto, a arroba foi negociada a R$ 217,80 na segunda-feira, queda de 0,6% no comparativo diário. Os analistas da consultoria reforçam a perspectiva de alta para a carne bovina. No atacado, os preços da carcaça casada de animal macho estão entre R$ 15,30 e R$ 14,50 o quilo. “Após duas semanas consecutivas de quedas nos preços de todos os produtos, a expectativa para as próximas semanas é de recuperação, com a aproximação do pagamento de salários. A tendência é de preços estáveis e com boa sustentação”, avalia a Agrifatto.
GLOBO RURAL
Mercado do boi: frigoríficos tentam preços mais baixos
Ocorreram tentativas de compra abaixo da média diária em São Paulo, concentrando-se nas negociações entre R$ 230 e R$ 240 por arroba do boi
O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar tentativas de compra abaixo da referência média no decorrer da terça-feira (31), em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Segundo o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos tentam exercer pressão mesmo sem grande avanço das escalas de abate no decorrer desta semana. “Como fator de suporte precisa ser mencionado a demanda de carne bovina no mercado interno durante o último bimestre, período pautado pelo auge do consumo, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição ao longo da cadeia produtiva. Vale mencionar que o feriado prolongado pode quebrar o ritmo dos negócios”, disse o analista Fernando Henrique Iglesias. São Paulo: Foram evidenciadas tentativas de compra abaixo da referência média ao longo do dia. As negociações no estado se concentraram entre R$ 230 a R$ 240/@ a prazo, com predominância de negociações ao nível de R$ 235/@ a prazo. Minas Gerais: Novamente foi evidenciada a manutenção do padrão dos negócios. No triângulo mineiro foram relatados negócios em até R$ 235/@ a prazo. Goiás: Preços firmes no decorrer da segunda-feira. Indicação de negócios no sudoeste do estado entre R$ 225/230/@ a prazo. Mato Grosso do Sul: Novamente foi evidenciada queda das cotações, as escalas não estão confortáveis no estado neste momento. Em Naviraí relatos de negócios a R$ 225/@ a prazo. Na região de Nova Andradina também foram relatados negócios a R$ 225/@ a prazo. Mato Grosso: Foram relatados negócios abaixo da referência média no decorrer da terça-feira. Na região de Cuiabá indicação de negócios a R$ 210/@ a prazo. Em Alta Floresta indicativo de negócios a R$ 206/@ a prazo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em baixa de 0,15%, a R$5,0405 na venda
O dólar à vista fechou a terça-feira em leve baixa ante o real, na contramão do movimento visto no exterior, em um dia marcado pela disputa entre investidores pela formação da taxa de câmbio de fim de mês
O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0405 reais na venda, em baixa de 0,15%. Em outubro, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,26%. Na B3, às 17:04 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,24%, a 5,0570 reais. Pela manhã, os negócios foram marcados por maior volatilidade, em meio à disputa de investidores pela formação da Ptax do fim de outubro. A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e que serve de referência para a liquidação de contratos futuros. Definida a Ptax no início da tarde, os investidores se voltaram principalmente para o noticiário em torno da área fiscal brasileira.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com Ambev em destaque e apoio da Vale, mas recua em outubro
O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, com ajustes após duas quedas seguidas, tendo as ações de GPA e Ambev entre os destaques positivos após os respectivos balanços trimestrais, enquanto a queda dos papéis da Petrobras e de bancos minou uma recuperação mais forte
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,56%, a 113.161,23 pontos, de acordo com dados preliminares, após acumular um declínio de quase 2% nos dois pregões anteriores. Na máxima do dia, chegou a 113.597,32 pontos. Na mínima, a 112.098,12 pontos. Em outubro, o Ibovespa acumulou queda de 2,92%. O volume financeiro nesta terça-feira somava 16,6 bilhões de reais antes dos ajustes finais.
REUTERS
Taxa de desemprego do Brasil cai a 7,7% no 3° tri, mais baixa para o período desde 2014
O desemprego no Brasil voltou a recuar no terceiro trimestre do ano, chegando ao patamar mais baixo desde 2014 para o período, em dados que evidenciam a resiliência do mercado de trabalho na véspera de decisão do Banco Central sobre os juros
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na terça-feira que a taxa de desocupação chegou a 7,7% no período de julho a setembro, frente a 8,0% nos três meses encerrados em junho. Foi o resultado mais baixo para terceiros trimestres desde 2014 (6,9%) e o menor para qualquer trimestre desde fevereiro de 2015 (7,5%). No mesmo período de 2022, o desemprego estava em 8,7%. O resultado do terceiro trimestre veio em linha com a mediana das previsões em pesquisa da Reuters, de que a taxa ficaria em 7,7% por cento no período. Entre julho e setembro, o número de desempregados caiu 3,8% frente ao trimestre anterior, a 8,316 milhões de pessoas, representando baixa de 12,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A população ocupada subiu 0,9% em relação ao segundo trimestre do ano, a 99,838 milhões, patamar recorde na série histórica da Pnad, iniciada em 2012. Ante o período de julho a setembro de 2022, houve alta de 0,6%. Segundo a coordenadora do IBGE Adriana Beringuy, a expansão da população ocupada para patamar recorde foi alavancada principalmente pelas atividades de serviços, que tinham sido muito afetadas na pandemia. No terceiro trimestre, o rendimento real habitual foi estimado em 2.982 reais, crescimento de 1,7% em relação ao trimestre encerrado em junho e de 4,2% frente ao mesmo período do ano passado. O Comitê de Política Monetária (Copom) provavelmente cortará os juros básicos em meio ponto percentual, a 12,25%, quando encerrar sua reunião de dois dias na quarta-feira, mantendo um ritmo cauteloso de afrouxamento monetário diante ainda do agravamento de riscos externos, previram economistas consultados pela Reuters. Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado totalizaram 37,361 milhões nos três meses findos em setembro, alta de 1,6% em relação ao trimestre anterior e de 3,0% ante o mesmo período do ano passado. Já o número de empregados sem carteira no setor privado subiu 1,2% no trimestre, a 13,263 milhões, variação positiva de 0,4% frente a um ano antes. A taxa de informalidade chegou a 39,1% do total de ocupados, um pouco abaixo dos 39,2% do trimestre anterior. “A informalidade foi uma realidade na pandemia, era uma forma de conseguir renda. Após o avanço da vacinação, normalização de matérias primas e suprimentos, e quando a vida vai se normalizando, as atividades mais formais voltam a contratar”, disse Beringuy. “A informalidade não deixou de ser importante, mas ela deixou de ser a única forma de acessar o mercado de trabalho.”
REUTERS
Brasil foi o segundo país que mais atraiu investimento externo
Fluxo global de IED caiu 30% em relação ao primeiro semestre do ano passado
O Brasil foi o segundo país que mais atraiu Investimento Estrangeiro Direto (IED) no primeiro semestre deste ano, só atrás dos Estados Unidos. O resultado é ainda mais significativo considerando o cenário de enormes incertezas globalmente. Em 2022, o Brasil tinha sido o quinto país a mais acolher IED, com US$ 86 bilhões, só superado pelos EUA, China, Singapura e Hong Kong. Agora, entre janeiro e junho deste ano, o fluxo de IED para a economia brasileira alcançou US$ 34 bilhões, comparado a US$ 35 bilhões no semestre anterior, mas -32,6% comparado a janeiro-junho de 2022. O país sobe na classificação em meio à degringolada do fluxo global de IED, que alcançou US$ 727 bilhões entre janeiro e junho, ou 30% abaixo do volume registrado no mesmo período do ano passado. Os dados são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Entre o primeiro e o segundo trimestre, o volume de IED para a economia brasileira declinou, na esteira do que vem acontecendo globalmente. De toda maneira, o Brasil está entre os países que mais receberam anúncios de projetos novos, ao lado dos Estados Unidos, Índia, Mauritânia e Reino Unido. Uma parte desses projetos é para energia renovável, como aconteceu no caso da Mauritânia. Ao mesmo tempo, o Brasil aparece entre os emergentes como um dos países que mais ampliou IED no exterior, com US$ 21 bilhões no primeiro semestre comparado a US$ 3 bilhões no segundo semestre do ano passado. Os Estados Unidos continuaram a ser o país a mais atrair investimento estrangeiro direto, com US$ 190 bilhões no primeiro semestre. O Brasil vem em segundo, e em terceiro ficam o Canadá e o México, e só então vem a China. É que o fluxo de IED para a China desacelerou em 2023, com queda de 32% comparado ao segundo semestre de 2022, ilustrando o gradual desengajamento de muitas firmas na segunda maior economia do mundo. Por outro lado, os EUA, a China e o Japão continuam a ser as maiores fontes de investimentos estrangeiros diretos no mundo. Globalmente, as atividades de fusão e aquisição continuaram a tendência de queda, em meio ao ambiente económico mais frágil, impactado por preços altos, taxas de juros mais elevadas e as incertezas geopolíticas. Recentemente, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), destacou que o aumento de IED em alguns países, especialmente no Brasil, no ano passado, ocorreu pelo crescimento de todos os componentes do IED, especialmente o reinvestimento de lucros; e pelo aumento do fluxo no setor de serviços. Essa dinâmica está em consonância com a recuperação pós-pandemia e não é claro se se manterá em níveis semelhantes em 2023. Em 2022, o montante de anúncios de projetos de IED na América Latina e o Caribe cresceu 93%, totalizando cerca de US$ 100 bilhões. Pela primeira vez desde 2010, o setor de hidrocarbonetos (carvão, petróleo e gás) liderou os anúncios, com 24% do total, seguido pelo setor automotivo (13%) e energias renováveis (11%). Para a Cepal, a transição energética é um dos setores impulsionadores do crescimento econômico, que pode se tornar um motor para a transformação produtiva da região. A porcentagem da capacidade instalada de energia renovável na América Latina e no Caribe é superior à média mundial, e a matriz de geração elétrica é uma das mais limpas do mundo, diz a entidade. Para a Cepal, o desafio de atrair e reter investimento estrangeiro direto que contribua efetivamente para o desenvolvimento produtivo sustentável e inclusivo da região é mais atual do que nunca. Avalia que existem novas oportunidades em uma era de reconfiguração das cadeias globais de valor e de realocação geográfica da produção diante de uma globalização em mudança.
VALOR ECONÔMICO
FGV Agro: mercado de trabalho do agro encolheu 3,9% de 2016 para cá
A agropecuária perdeu 889,2 mil ocupações (-9,6%), queda puxada tanto pela agricultura (-9,7%, ou -583,3 mil) quanto pela pecuária (-9,5%, ou -306 mil)
O mercado de trabalho no agronegócio, levando-se em conta, conjuntamente, a agropecuária e a agroindústria, encolheu entre 2016 e 2023, com a perda de 558 mil postos de trabalho, ou contração de 3,9%, apontou estudo divulgado na segunda-feira pela FGV Agro. No segundo trimestre de 2016, havia 14,34 milhões de pessoas ocupadas, e, em igual período de 2023, 13,78 milhões. A agropecuária perdeu 889,2 mil ocupações (-9,6%), queda puxada tanto pela agricultura (-9,7%, ou -583,3 mil) quanto pela pecuária (-9,5%, ou -306 mil). Já a agroindústria, aponta a FGV Agro, gerou 331,2 mil postos de trabalho (alta de 6,5%), o que não foi, porém, suficiente para compensar a queda registrada pela agropecuária. A geração de vagas na agroindústria foi derivada tanto do segmento de produtos alimentícios e bebidas (+18,2% ou +294,2 mil) quanto do segmento de produtos não-alimentícios (+1,1% ou +37,1 mil). Apesar da contração, a FGV Agro avalia que houve aumento da qualidade dos postos de trabalho, pois a queda da população ocupada no período foi causada, exclusivamente, pela redução nos postos informais de trabalho, na base de -10,3%, ou -924,3 mil. “As vagas formais, por sua vez, registraram expansão, de 6,8%, o que corresponde a 366,3 mil novos postos de trabalho”, cita, no estudo, acrescentando que, no segundo trimestre de 2023, o agro atingiu o maior número de pessoas ocupadas em vagas formais (5,7 milhões) e a maior taxa de formalidade (41,5%) para o segundo trimestre, considerando toda a série histórica disponível, iniciada em 2016. “Ou seja, o mercado de trabalho no universo agro ficou menor ao longo do tempo, porém, com maior qualidade, uma vez que os profissionais formalizados possuem maiores direitos trabalhistas, maior estabilidade e melhores remunerações”, comenta. O aumento da qualidade do mercado de trabalho do agro foi puxado, principalmente, pela agropecuária: aumento de 176 mil (ou 9,4%) em vagas formais, enquanto as informais foram reduzidas em 1,1 milhão (ou -14,5%). Com isso, na agropecuária, é o maior número de ocupações formais (2 milhões) e a maior taxa de formalidade (24,6%) para o segundo trimestre de toda série histórica (iniciada em 2016). Na agroindústria, as vagas informais (8,6%) cresceram em uma maior proporção do que as formais (5,5%). Isso ocorreu tanto no segmento de produtos alimentícios e bebidas (39,3% e 13,8%, respectivamente), quanto no de produtos não-alimentícios (2,3% e 0,3%, na mesma ordem). Porém, por causa do maior peso dos formais nessa atividade, em termos absolutos, no total da agroindústria, o aumento das vagas formais (190,3 mil) foi maior do que a das informais (140,9 mil). Em tal cenário, a FGV Agro comenta que a maior formalização ocasionou melhor remuneração no setor. “Além de ter aumentado, cresceu mais do que a média de todos os setores da economia”, diz. Entre o segundo trimestre de 2016 e igual trimestre de 2023, a remuneração média paga aos trabalhadores do agro cresceu, em termos reais, 12,6%, passando de R$ 1.793,69 para R$ 2.018,99. No mesmo período, a remuneração média brasileira cresceu em um ritmo muito menor (4,3%), passando de R$ 2.719,44 para R$ 2.836,40.
ESTADÃO CONTEÚDO
GOVERNO
Ministério da Agricultura pode ficar sem verba extra para seguro rural em 2023
Governo adiou reunião que deveria analisar suplementação de R$ 500 milhões para o caixa do benefício. Técnicos avaliam que não haverá tempo hábil para a execução do orçamento do seguro até 31 de dezembro
A reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO) que vai analisar a suplementação de R$ 500 milhões para o caixa do seguro rural será realizada apenas no dia 21 de novembro. O adiamento do encontro, esperado anteriormente para esta segunda-feira (30/10), pode frustrar os planos do Ministério da Agricultura e inviabilizar a aplicação da verba extra ainda em 2023. A avaliação de técnicos ouvidos pela reportagem é que não haverá tempo hábil para a execução desse orçamento até 31 de dezembro. Com base na experiência de anos anteriores, eles afirmam que, mesmo se a suplementação for aprovada no fim de novembro, ainda vai demorar alguns dias até o dinheiro ser disponibilizado efetivamente para pagar as subvenções. Com isso, o prazo ficará curto para atender a demanda de produtores e seguradoras, além de haver um “descasamento” com o período de contratação das apólices no campo. O Ministério da Agricultura queria mais tempo para poder abrir o sistema e recepcionar as propostas de apólices das empresas seguradoras. O orçamento inicial do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) era de R$ 1,06 bilhão. O recurso caiu para R$ 933 milhões após dois cortes e poderá chegar a R$ 1,4 bilhão, valor recorde, se a suplementação for aprovada pela JEO. “Ainda aguardamos a aprovação da suplementação do seguro rural pelo governo, não temos informações deles de quando deve ocorrer essa aprovação. Necessitamos da abertura do sistema para inserirmos as solicitações de subvenções das propostas. Se isto ocorrer agora, mesmo antes da aprovação, não teremos problema em realizarmos a aplicação desses recursos”, disse Joaquim César Neto, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). A abertura prévia do sistema, no entanto, ainda é incerta. Na equipe que cuida do PSR em Brasília, existe o receio de que a suplementação pode não ocorrer. Com isso, as apólices recepcionadas sem garantia de caixa teriam que ser canceladas, o que poderia configurar um “calote” às seguradoras e produtores. O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, tem negociado com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a análise da suplementação. Recentemente, ele ressaltou que já existe a garantia da fonte de onde sairão os recursos para o aporte extra no PSR. “Está na pauta, inclusive com fonte de recurso garantido. Então, a suplementação vai acontecer”, disse Fávaro na semana passada após evento na CNA, em Brasília.
GLOBO RURAL
EMPRESAS
República Dominicana habilita 7 unidades de suínos e 4 de bovinos da JBS
A JBS recebeu habilitação da República Dominicana para exportar carne suína produzida em sete plantas da Seara e carne bovina de quatro unidades da Friboi, informou a empresa em comunicado na terça-feira (31)
As fábricas habilitadas a exportar carne bovina estão em Rondônia: São Miguel do Guaporé, Pimenta Bueno, Porto Velho e Vilhena. As unidades de suínos estão localizadas em Seara (SC), São Miguel do Oeste (SC), Itapiranga (SC), Seberi (RS), Caxias do Sul (RS), Três Passos (RS) e Carambeí (PR). A JBS disse que a República Dominicana importa 140 mil toneladas de carne suína por ano. A República Dominicana abriu o mercado para as carnes bovina e suína brasileiras em agosto, quando sete plantas brasileiras foram habilitadas a exportar para o país.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado do suíno seguiu com estabilidade na 3ª feira
A Scot Consultoria informou que o valor da carcaça suína especial apresentou estabilidade em São Paulo e está cotado em R$ 9,40/kg. Os valores para o suíno CIF também seguiram com estabilidade e estão cotados em R$ 122,00/@
A cotação do animal vivo em Minas Gerais está em R$ 6,47/kg e seguiu com estabilidade, conforme foi divulgado pelo Cepea/Esalq referente às informações da última segunda-feira (30). Já no Paraná ficou precificado em R$ 6,09/kg e teve queda de 0,98%. O preço do animal vivo em São Paulo está em R$ 6,51/kg, queda de 0,91%. Em Santa Catarina, o preço do animal vivo também seguiu estável e está em R$ 6,03/kg. No Rio Grande do Sul, o preço do suíno apresentou queda de 0,65% e está cotado em torno de R $ 6,13/kg.
Cepea/Esalq
Brasil tem o menor custo de produção de suínos entre 17 países
Com custo da alimentação animal e salários menores, a suinocultura brasileira manteve a liderança em custos mesmo com os aumentos sofridos pelo setor
O Brasil mantém a liderança mundial, entre 17 países, no valor do custo de produção em dólares por quilo vivo de suíno. O País participa com os dados dos estados de Mato Grosso e Santa Catarina. Em Mato Grosso, o custo de produção em 2022 ficou em US$ 1,13 por quilo vivo de suíno, enquanto em Santa Catarina ficou em US$ 1,28. Apesar dos aumentos de 10% e 12% nos dois estados, respectivamente, em comparação a 2021, os valores ainda são menores que nos Estados Unidos (US$ 1,42 por quilo vivo), Dinamarca (US$ 1,49), Espanha (US$ 1,66), Holanda (US$ 1,74) e Alemanha (US$ 1,83). A média dos países que fazem parte da rede InterPIG é de US$ 1,72 por quilo vivo. Os custos mundiais da produção de suínos aumentaram significativamente em 2022. Os dados são do Grupo para Comparação dos Custos de Produção na Suinocultura (rede InterPIG), que reúne instituições de 17 países produtores de carne suína, incluindo o Brasil, que é representado pela Embrapa. Os números foram apresentados este ano durante a reunião do grupo. Por outro lado, os menores preços recebidos pelo quilo vivo também são do Brasil, com US$ 1,06, em Mato Grosso, e US$ 1,10, em Santa Catarina, enquanto a média, por exemplo, nos Estados Unidos é de US$ 1,58 por quilo vivo. “O principal objetivo desta divulgação é trazer informações para os agentes da cadeia produtiva no Brasil sobre o grau de competitividade dos seus principais concorrentes”, relata o pesquisador da área de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves (SC) Marcelo Miele. O pesquisador explica que o aumento generalizado dos custos de produção em 2022 ocorreu sobretudo em função dos preços do milho e do farelo de soja. Os insumos da ração animal foram impactados tanto por eventos climáticos quanto geopolíticos como a guerra na Ucrânia, que encareceu os fertilizantes e reduziu a oferta global de grãos. “Além disso, também se destaca a inflação global nos preços (energia elétrica, vacinas e medicamentos e construções), na remuneração da mão de obra e seu impacto nas taxas de juros”, completa Miele. O quadro geral em 2023 foi de queda no preço da ração e de estabilidade dos demais preços, porém em patamares elevados, exceto por um certo alívio na energia elétrica e pelo aumento nos salários. Os preços recebidos pelo quilo do suíno vivo também apresentam tendência de recomposição na maioria dos países. Por isso, o pesquisador aponta para uma perspectiva de ampliação das oportunidades para as exportações brasileiras, no próximo ano. “Hoje [essas exportações] ocupam a quarta posição no mercado internacional de carne suína, mas podem assumir a terceira colocação se os embarques do Brasil ultrapassarem os do Canadá. Caso isso se reflita nos preços recebidos pelos produtores, haverá impacto positivo nas margens de lucro”, analisa o cientista.
EMBRAPA
Frango no atacado paulista tem ganho de 1,74%
Na terça-feira (31), o preço do frango no atacado no estado de São Paulo registrou valorização de 1,74% e o valor está em R$ 7,00 por kg. A Scot Consultoria informou ainda que a cotação para o frango na granja na praça paulista não teve reajuste e seguiu em R$ 5,00 por kg
A cotação do frango vivo no Paraná apresentou estabilidade e está em R$ 4,47/kg. Em São Paulo, a cotação do frango vivo está sem referência. A cotação do frango vivo em Santa Catarina teve baixa de 0,23% e está em R$ 4,27/kg, conforme divulgado pelo Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). No último levantamento realizado pelo Cepea da segunda-feira (30), o preço do frango congelado permaneceu estável e está em R$ 7,14/kg. Já a cotação do frango resfriado também seguiu com estabilidade, sendo negociado em R$ 7,22/kg.
Cepea/Esalq
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