
Ano 9 | nº 2092 |25 de outubro de 2023
NOTÍCIAS
Preços estáveis no mercado do boi gordo em São Paulo
Com o escoamento da carne desacelerado, por conta do final do mês e das escalas confortáveis, boa parte dos compradores ficou fora das compras e as cotações, em função disso, ficaram estáveis na comparação dia a dia
“Com o escoamento da carne desacelerado, por conta do final do mês e das escalas confortáveis, boa parte dos compradores estão fora das compras”, informou a Scot Consultoria. Nas praças paulistas, segundo a Scot, o boi “comum” (direcionado ao mercado interno) segue valendo R$ 235/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 215/@ e R$ 227/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” (com padrão exportação, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está cotado em R$ 240/@ no Estado de São Paulo (bruto, no prazo – um ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”. Na Região Sul de Minas Gerais as cotações do boi gordo e da novilha caíram R$10,00/@ e a cotação da vaca caiu R$5,00/@, na comparação diária. Na região de Dourados em Mato Grosso do Sul na comparação feita dia a dia, a cotação do boi gordo ficou estável. Para as fêmeas, houve queda de R$5,00/@. Na exportação de carne bovina, até a terceira semana de outubro, foram exportadas 133,59 mil toneladas de carne bovina in natura e a média diária embarcada foi de 9,54 mil toneladas, queda de 3,8% frente à média em outubro/22. Na mesma comparação, o preço pago por tonelada ficou em US$4,59 mil, queda de 21,5% e o faturamento médio diário, em dólares, caiu 24,5%, ficando em US$43,80 milhões.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: preços estáveis em dia marcado por bom volume de compras
Segundo o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos já estão mais bem posicionados em suas escalas de abate na comparação com as últimas semanas e vão tentando pressionar por preços mais baixos para as boiadas
O principal fator que está sendo monitorado neste momento é a demanda de carne bovina no varejo, com o final do ano se aproximando, período marcado tradicionalmente pelo ápice do consumo da proteína animal no país. Preços da arroba do boi gordo: São Paulo, Capital: R$ 236 – 237. Goiânia, Goiás: R$ 230. Uberaba, MG: R$ 235. Dourados, MS: R$ 236. Cuiabá: R$ 206.
AGÊNCIA SAFRAS
Mato Grosso produz volume recorde de carne bovina no 1º semestre
O estado de Mato Grosso produziu volume recorde de carne bovina primeiro semestre, mantendo a liderança como maior produtor desta proteína do Brasil, segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea)
“Em 2023, uma série de fatores convergiu para consolidar sua posição como líder na produção de carne bovina. Um deles foi a inversão do ciclo pecuário, que gerou o aumento no envio de bovinos para abate, e teve impacto significativo na produção de carne”, disse o Imea. Mato Grosso produziu 715,31 mil toneladas de carne bovina no primeiro semestre deste ano, 15% acima das 620,46 mil toneladas no mesmo período do ano passado. O consumo médio de carne bovina em MT é 14,19 kg/hab./semestre, sendo necessárias 51,92 mil toneladas de carne bovina para alimentar os 3,65 milhões de habitantes do estado. Assim, MT produziu um excedente de 663,39 mil toneladas, volume direcionado a outros estados ou à exportação. O volume de carne produzido por MT no primeiro semestre poderia suprir 13,78 vezes o consumo no estado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
CARNETEC
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em baixa de 0,45%, a R$4,9936 na venda
O dólar à vista emplacou na terça-feira a terceira sessão consecutiva de perdas ante o real e encerrou abaixo dos 5 reais, na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana subia ante divisas fortes, com profissionais do mercado citando um fluxo positivo de divisas para o Brasil e a expectativa por novos estímulos econômicos na China
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9936 reais na venda, em queda de 0,45%. No acumulado das últimas três sessões, a divisa dos EUA recuou 1,20%. Na B3, às 17:06 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,46%, a 4,9975 reais. No início da sessão, o dólar oscilou brevemente no território positivo no Brasil, mas rapidamente migrou para o negativo. Alguns agentes do mercado citaram um fluxo positivo de divisas para o país, por parte de exportadores, para justificar o recuo da moeda norte-americana. Além disso, havia a influência do noticiário vindo da China, conforme dois profissionais ouvidos pela Reuters.
Reuters
Ibovespa fecha em alta com apoio de Vale e quebra série de quedas
O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, quebrando uma série de cinco pregões de baixa, com as ações da Vale respondendo pelo principal suporte na esteira do avanço dos futuros do minério de ferro na China
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,87%, a 113.761,90 pontos, após cair mais de 3% nas últimas cinco sessões. O volume financeiro somou 20,5 bilhões de reais, ante uma média diária do ano de 25,1 bilhões. Apenas em outubro, a média diária está em 23,3 bilhões de reais. Na visão do sócio e gestor de ações da Ace Capital Tiago Cunha, ainda falta convicção aos investidores na bolsa paulista para aumentar as posições diante das incertezas no cenário, principalmente no exterior. “Os efeitos da política monetária dos Estados Unidos, e mais recentemente as dúvidas sobre a taxa de juros de equilíbrio naquela economia, têm efeitos relevantes nos mercados, em especial nos emergentes”, afirmou. O Federal Reserve anuncia decisão de juros na próxima semana, e o mercado aguarda sinais sobre os próximos passos do banco central dos EUA, uma vez que a maioria das apostas segue de manutenção do juro no intervalo de 5,25% e 5,5% ao ano. No Brasil, o assessor da Blue3 Investimentos Rafael Gamba chamou a atenção para aprovação pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado da prorrogação da desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia o final de 2027. A proposta, que desagrada o governo, será agora analisada pelo plenário da Casa. Estrategistas do Safra estimaram o Ibovespa em 142 mil pontos no final de 2024, argumentando entre outros pontos que a disciplina fiscal é fundamental para garantir uma perspectiva favorável diante de um quadro ainda desafiador no exterior.
REUTERS
IPPA/CEPEA: Preço ao produtor agropecuário nacional cai com mais força do que índice da FAO
Os preços pagos aos produtores agropecuários seguem em queda no Brasil. E o movimento de baixa ao longo deste ano tem sido mais intenso do que o observado aos preços internacionais dos alimentos.
Segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) acumulou expressiva queda nominal de 16,2% de janeiro a setembro de 2023 em relação aos nove primeiros meses do ano passado. Na mesma comparação, os preços internacionais dos alimentos (Índice da FAO) recuaram 14,7%, e os industriais (IPA-OG-DI produtos industriais), 4,8%. A taxa de câmbio (R$/US$), por sua vez, caiu 2,5%. No último trimestre (de julho a setembro de 2023) frente ao anterior (de abril a junho de 2023), o cenário é o mesmo: o IPPA/Cepea apresentou queda nominal de 4,4%, os preços internacionais dos alimentos, 1,82%, e os industriais, 1,76%. A taxa de câmbio recuou 1,41% no período. De acordo com pesquisadores do Cepea, a baixa do IPPA/Cepea de janeiro a setembro deste ano está atrelada sobretudo à significativa queda observada para IPPA-Grãos/Cepea, de 22,5%, mas também aos recuos observados ao IPPA-Pecuária/Cepea, de 10%, e ao IPPA-Cana e Café/Cepea, de 9,9%. Já para o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea, houve alta nominal nos nove primeiros meses de 2023, de 9,2%. De um modo geral, a retração observada no Índice formado por grãos se deve às desvalorizações observadas para o algodão, milho, soja e trigo. As quedas nos preços do boi, do frango e do leite influenciaram o resultado negativo do IPPA-Pecuária/Cepea, enquanto foram as intensas desvalorizações do café que resultaram na queda IPPA-Cana e Café/Cepea. Na comparação entre os trimestres, os movimentos dos Índices foram os mesmos dos observados no ano, com quedas para o IPPA-Grãos/Cepea (de 1,1%), para o IPPA-Pecuária/Cepea (de 9,5%) e para o IPPA-Cana e Café/Cepea (de 5,8%), ao passo que o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea avançou 3,7%.
CEPEA
Arrecadação federal cai pelo quarto mês seguido e recua para R$ 174,3 bilhões em setembro
Segundo a Receita, queda na arrecadação com royalties de petróleo influenciou desempenho da arrecadação federal no mês
Seguindo a trajetória de desaceleração dos últimos meses, a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 174,316 bilhões em setembro. É o quarto mês consecutivo de queda. O resultado representa uma queda real (descontada a inflação) de 0,34% na comparação com o resultado de setembro do ano passado, quando o recolhimento de tributos somou R$ 166,287 bilhões, em termos nominais. Em relação a agosto deste ano, a arrecadação cresceu 0,62%. De acordo com a série histórica da Receita, esse é o pior resultado para setembro desde 2021, quando a arrecadação somou R$ 168,076 bilhões, em termos reais. O Fisco apontou que houve em setembro um crescimento real de 1,97% na arrecadação da Contribuição Previdenciária, reflexo do crescimento da massa salarial. Também houve um avanço real de 7,71% da arrecadação da Cofins/PIS-Pasep, por causa do crescimento do volume de vendas e de serviços e também pelas alterações nas regras da tributação sobre os combustíveis, coincidindo com o fim da vigência da desoneração da gasolina. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, avaliou que a queda na arrecadação com royalties de petróleo influenciou o desempenho da arrecadação federal em setembro. Ele apontou que as receitas administradas por outros órgãos, principalmente com royalties do petróleo, tiveram queda de 13,09% em setembro, já descontada a inflação. Em setembro, as receitas administradas pelo Fisco tiveram aumento real de 0,19%. Em contrapartida, as receitas administradas por outros órgãos caíram 13,09%. “As receitas administradas por outros órgãos majoritariamente se referem a royalties de petróleo”, explicou. A Receita também destacou a redução real de 15,68% nos recolhimentos da estimativa mensal do IRPJ/CSLL, ressalvando que em setembro de 2022 houve registro de arrecadações atípicas que somaram R$ 2 bilhões. “A grande diferença se concentra na estimativa mensal, que tem apresentado retração, principalmente por conta de algumas empresas que no ano passado apresentaram arrecadações extraordinárias. No caso do mês de setembro do ano passado, tivemos arrecadações bastante elevadas por parte de empresas ligadas ao setor de combustível, tanto extração quanto refino”, explicou o coordenador de previsão e análise da Receita Federal, Marcelo Gomide. O Fisco ainda recolheu aproximadamente R$ 322 milhões no programa de redução de litigiosidade em setembro de 2023. De janeiro a setembro de 2023, a arrecadação federal somou R$ 1,691 trilhão. O volume acumulado no ano é o pior para o período desde 2021, em valores corrigidos pelo IPCA, na série histórica iniciada em 1995. O montante representa um recuo real de 0,78% na comparação com os primeiros nove meses de 2022.
O ESTADO DE SÃO PAULO
GOVERNO
Agricultura abre consulta pública sobre o mal da vaca louca
O Ministério da Agricultura abriu consulta pública pelo prazo de 75 dias para aprovação das diretrizes do Programa Nacional de Encefalopatia Espongiforme Bovina (PNEEB), doença conhecida popularmente como mal da vaca louca
As diretrizes do programa consistem em medidas oficiais de prevenção e vigilância para manutenção do risco insignificante de EEB no País, conforme portaria da Secretaria de Defesa Agropecuária da pasta, publicada no Diário Oficial da União da segunda-feira. As sugestões à minuta do programa devem ser encaminhadas à secretaria, segundo a portaria. Os objetivos do PNEEB são prevenir a entrada da EEB clássica no País, implementar um sistema de vigilância para detecção de eventuais casos e evitar a difusão (chamada de reciclagem) do agente da doença no rebanho nacional. O programa prevê uma série de controles desde o monitoramento da produção local ao controle da importação de bovinos e de ingredientes utilizados na alimentação animal.
Estadão
Coreia do Sul deve abrir mercado ao Brasil
Até 2024, o Brasil poderá exportar proteínas bovinas e suínas para a Coreia do Sul
A informação foi confirmada pelo Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, em evento em São Paulo na terça-feira (24/10). Na segunda-feira, Fávaro se encontrou com diretores comerciais e representantes do Ministério da Agricultura sul-coreano. A comitiva sul-coreana está no Brasil para verificar o sistema de segurança alimentar e de sanidade animal e vegetal. Fávaro também mencionou que a comitiva sul-coreana retornará ao Brasil no próximo mês para realizar inspeções em plantas frigoríficas. Atualmente, o Brasil exporta carne de frango para a Coreia do Sul e busca expandir as exportações de carnes bovina e suína.
PECUARIA.COM.BR
EVENTOS
Falta unificar padronização do halal brasileiro
Na terça, durante a segunda edição do GBH (Global Halal Brazil Business Forum), o mais relevante evento sobre a importância de as empresas brasileiras obterem acesso, certificação e manterem a confiabilidade no mercado Global Halal, uma pauta essencial teve destaque. Trata-se da imagem que os produtos e serviços brasileiros possuem no mercado islâmico mundial
De acordo com Shaik Hussain, da Salaam Gateway, diretor da mais renomada plataforma global de inteligência econômica islâmica da atualidade, o produto brasileiro tem imagem positiva e de qualidade no mercado islâmico pelo mundo, mas peca quando o assunto é a certeza de que sua origem é 100% halal. “Há uma lacuna no que tange uma padronização de todo o ciclo de produção do produto brasileiro. Aos olhos dos países árabes, são excelentes produtos, mas que carecem de uma capacitação total da cadeia produtiva para que possam ter maior acesso e uma ampla confiabilidade por parte do consumidor muçulmano”, colocou. Na visão dele, compartilhada por outros especialistas que debatiam o tema como Ashraf El-Tanbouly, CEO da Câmara de Comércio Islâmica, Khaled El Atat, COO da Drops – plataforma de e-commerce do Kwait, e do Dr Ryan Calder, da Johns Hopkins University USA, é necessário total rigor dos donos de empresas brasileiras quanto à certificação halal. “Nem todas são autênticas”, resumiu. Paula Soares, coordenadora da ApexBrasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos fez o contraponto, informando sobre o recém-criado “Projeto Halal do Brasil”. “Nosso maior desafio, hoje, é identificar produtores com capacidade de produzir, abastecer em larga escala e de forma constante e capacitá-los para exportar para consumidores halal”, explicou. Segundo ela, o objetivo é capacitar 500 empresas brasileiras de alimentos e bebidas para o mercado Halal, que adequa o preparo e as características dos produtos a consumidores muçulmanos. “Houve edital que selecionou e dará subsídio para a certificação de 50 empresas nacionais ao longo de 2024”, adicionou Paula. Essa capacitação abrirá o mercado brasileiro não só para os países árabes, mas para os 57 países muçulmanos, como a Indonésia, que conta com 278 milhões de habitantes e PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 1,4 trilhão. O Global Halal Brazil Business Forum é realizado em parceria com a Apex Brasil, com a Câmara Islâmica de Comércio, Indústria e Agricultura, e com a União das Câmaras Árabes. O evento tem apoio institucional da Halal Academy.
Global Halal Brazil Business Forum
MEIO AMBIENTE
Desmatamento: mundo está falhando nas metas de redução, diz estudo
Área aberta em 2022 ficou 21% acima do necessário para zerar desflorestamento até 2030. No ano passado, a área aberta por desmatamento no mundo chegou a 6,6 milhões de hectares
O mundo está falhando em conter o desmatamento, alerta a Avaliação da Declaração Florestal, um levantamento anual independente feito por organizações da sociedade civil. No ano passado, a área aberta chegou a 6,6 milhões de hectares, cerca de 4% a mais do que em 2021 e 21% acima do necessário para cumprir a meta global de zerar o desflorestamento até 2030. A perda de florestas tropicais foi, proporcionalmente, pior: 4,1 milhões de hectares, um terço a mais do que a meta. “Esse retrocesso torna os objetivos florestais ainda mais distantes, após o pequeno, porém insuficiente, progresso feito em 2021”, afirma o relatório. O problema é que a manutenção das florestas em pé é essencial para limitar o aumento da temperatura global a 1,5 ºC. Segundo o documento, o desmatamento segue com “taxas alarmantes” na América Latina, África, América do Norte e Europa. Para piorar, a equipe reclama da falta de transparência nos dados sobre desmatamento, especialmente no hemisfério Norte. “São insuficientes para avaliar adequadamente o progresso e informar as ações necessárias. (…) Embora a maior parte (96%) da desflorestação ocorra em regiões tropicais, não significa que as regiões não tropicais estejam limpas”, dizem. O reflorestamento de áreas desmatadas tem aumentado nos últimos quatro anos, segundo o documento, mas essas florestas plantadas podem levar décadas para estabelecer as condições ecológicas da mata nativa, dizem os pesquisadores. De acordo com o relatório, mais de 50 países estão no caminho certo para eliminar o desmatamento até 2030, como a região da Ásia tropical, que está próxima da meta de zerar o desflorestamento. “A Indonésia e a Malásia conseguiram reduções constantes nesse sentido”, afirmam. No entanto, a organização do relatório realça que sucessos individuais não compensam a perda maciça de florestas no mundo. Além disso, reforça que a responsabilidade é global, já que os efeitos do desmatamento em um país podem ser sentidos em outros. “A redução do desmatamento em uma região geográfica pode ser causada pela terceirização da produção de commodities que envolvem riscos florestais, ou ao deslocamento do desmatamento a outros países e ecossistemas”, afirmam. Uma saída seria os governos criarem ambiente regulatório e fiscal que estimule a ação do setor privado para proteção, restauração e gerenciamento sustentáveis. A Avaliação da Declaração Florestal indica que apenas US$ 2,2 bilhões em fundos públicos são destinados às florestas por ano, uma fração insignificante perto da necessidade — a entidade realça que o valor seria suficiente para construir apenas dois estádios como o do Tottenham, em Londres, que custou US$ 1,1 bilhão. “A maioria dos países em desenvolvimento ainda precisa de um apoio significativo para iniciar as reformas ousadas, necessárias para conciliar seus caminhos de desenvolvimento com as metas florestais”, afirma. A equipe responsável pelo relatório é formada por membros do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP), Meridian Institute, Climate Advisers e Climate Focus. O projeto é apoiado pela Aliança para o Clima e o Uso da Terra (CLUA) e o Bezos Earth Fund, do dono da Amazon, Jeff Bezos.
GLOBO RURAL
FRANGOS & SUÍNOS
Queda geral de preços no mercado de suínos
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve queda de 1,60%, custando, em média, R$ 123,00, enquanto a carcaça especial baixou 1,03%, com valor de R$ 9,60/kg, em média
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (23), houve queda de 1,34% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,62/kg, recuo de 2,20% no Paraná, com preço de R$ 6,23/kg, retração de 0,48% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,19/kg, baixa de 1,45% em Santa Catarina, valendo R$ 6,11/kg, e de 1,19% em São Paulo, fechando em R$ 6,62/kg.
Cepea/Esalq
Cotações estáveis para o frango na terça
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,72%, valendo R$ 6,85/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado em R$ 4,28/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,47/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (23), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, custando, respectivamente, R$ 7,30/kg e R$ 7,33/kg.
Cepea/Esalq
Embarques de genética avícola crescem 75,5% em 2023
Receita das exportações aumentam 45,1% no ano
As exportações de genética avícola (incluindo ovos férteis e pintos de 01 dia) totalizaram 1,828 mil toneladas em setembro, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 52,9% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 1,196 mil toneladas. Em receita, as vendas do setor cresceram 29,3%, com US$ 17,8 milhões realizados no nono mês de 2023, contra US$ 13,7 milhões efetivados em 2022. No ano (janeiro a setembro), as vendas do setor acumulam alta de 75,5%, com 19,1 mil toneladas embarcadas em 2023, contra 10,8 mil toneladas exportadas em 2022. Com isto, a receita acumulada neste ano chegou a US$ 179,9 milhões em 2023, número 45,1% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com US$ 124 milhões. Maior importador da genética avícola do Brasil, as vendas para o México geraram receita de US$ 58,6 milhões entre janeiro e setembro deste ano, número 128% maior que o efetivado no mesmo período do ano passado. Outros destaques foram o Paraguai, com US$ 14,9 milhões (+17%), Peru, com US$ 23,5 milhões (+72%) e Venezuela, com US$ 6,5 milhões (+58%).
ABPA
Com casos de gripe aviária em SC e SP, Brasil chega a 134 ocorrências da doença
Mais dois casos de influenza aviária de alta patogenicidade foram confirmados na noite desta segunda-feira (23) pela plataforma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), dedicada a informar casos da doença. Com isso, o Brasil totaliza 134 focos, sendo três em aves de subsistência e quatro em mamíferos marinhos
Um dos novos casos encontrados foi em um Trinta-réis-real em Bertioga, litoral de São Paulo, e o segundo, em uma ave da espécie Trinta-réis-de-bico-vermelho em Florianópolis, litoral de Santa Catarina. Total: 134. Espírito Santo: 31 (sendo 30 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência). Rio de Janeiro: 23 (aves silvestres). Rio Grande do Sul: 05 (02 em ave silvestre e 03 em animais marinhos). São Paulo: 40 (aves silvestres). Bahia: 04 (aves silvestres). Paraná: 12 (aves silvestres). Santa Catarina: 18 (16 em ave silvestre, 01 em ave de subsistência e 01 em mamífero marinho). Mato Grosso do Sul: 01 em ave de subsistência.
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