CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2091 DE 24 DE OUTUBRO DE 2023

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Ano 9 | nº 2091 |24 de outubro de 2023

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo estável em São Paulo

Em São Paulo, com boa parte dos frigoríficos fora das compras e escalas de abate bem-posicionadas, as cotações ficaram estáveis na comparação dia a dia

Pelos dados da Scot Consultoria, no Estado de São Paulo, o boi gordo “comum” (destinado ao mercado doméstico) está sendo negociado em R$ 235/@, a vaca gorda em R$ 215/@ e a novilha gorda em R$ 227/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” (com padrão exportação – abatido com idade até 30 meses de idade) vale R$ 240/@ (bruto, a prazo) no mercado paulista, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”. Em Santa Catarina, as cotações ficaram estáveis na comparação feita dia a dia. No mercado atacadista de carne com osso, em São Paulo, os negócios da semana ficaram travados em função do menor escoamento, com isso, a cotação de todos os cortes caíram.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: preços acomodados

Segundo informações da Consultoria Safras & Mercado, o padrão de negócios vem se repetindo em grande parte do país, com um perfil bastante lateralizado ao longo do mês de outubro

A entrada de animais confinados no mercado oferece para a indústria frigorífica uma posição de relativo conforto em suas escalas de abate. No entanto, os fatores de demanda de carne bovina têm oferecido suporte aos preços, em especial o ápice do consumo no mercado doméstico, considerando todos os elementos que motivam a demanda por proteínas de origem animal no período, disse o analista Fernando Henrique Iglesias. Preços do boi: Em São Paulo, Capital, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 236 – 237. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 230 para a arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 235. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 236. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 206.

AGÊNCIA SAFRAS

Preço do boi gordo oscila pouco e se mantém acima de R$ 230 a arroba em SP

Frigoríficos tentam – ainda sem sucesso – colocar pressão sobre os preços, diz Agrifatto. Oscilações nas cotações do boi gordo têm ocorrido de maneira ‘tímida’

O preço do boi gordo encerrou a última semana com pouca movimentação, informou, na segunda-feira (23/10) a consultoria Agrifatto. “A ‘batalha’ entre pecuaristas e frigoríficos continua intensa, sem ganhador definido. Os produtores tentam manter a oferta enxuta, buscando segurar parte dos animais, na expectativa de novos avanços no preço. No entanto, com a cotação andando de lado há algumas semanas, os frigoríficos conseguem preencher as programações de maneira tranquila”, avalia a consultoria, em boletim. No mercado físico de São Paulo, a Agrifatto verificou negociações à média de R$ 234,70 a arroba do animal pronto para abate na sexta-feira (20/10), 0,6% a menos que no dia anterior. A referência do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indica cotação ainda mais elevada. Na sexta-feira, fechou a R$ 241,10, baixa de 0,41% em relação ao dia anterior, mas uma alta de 2,1% no acumulado do mês. Levantamento da Scot Consultoria aponta estabilidade nos preços do boi gordo na maior parte das praças pesquisadas. No Sudeste e no Sudoeste de Mato Grosso, a arroba era negociada a R$ 208 à vista na sexta-feira (20/10). Em Três Lagoas (MS), a R$ 229,50. Em Paragominas (PA), tendência de alta, com a arroba valendo R$ 230. No norte de Minas Gerais, a sexta-feira foi de queda no preço, com a arroba negociada a R$ 218.

GLOBO RURAL

Exportação de carne bovina in natura cai 3,80% no volume e 21,50% no preço até terceira semana de Out/23

Média diária exportada registrou queda de 5,94% frente a semana anterior

Segundo a Secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) as exportações de carne bovina in natura alcançaram 133,5 mil toneladas na terceira semana de outubro/23. Em outubro do ano anterior a movimentação ficou em 188,4 mil toneladas em 19 dias úteis. Na média diária embarcada, o volume ficou em 9,5 mil toneladas, queda de 3,80%, frente ao mês de outubro do ano anterior, que ficou em 9,9 mil toneladas. No comparativo semanal, a média diária teve uma baixa de 5,94% frente à média da segunda semana de outubro, que foi de 9,5 mil toneladas. O preço médio ficou com US$ 4.591 por tonelada, queda de 21,50% frente a outubro de 2022, com valor médio de US$ 5.846 por tonelada. O valor negociado para o produto na terceira semana de outubro/23 ficou em US $ 613.324 milhões. A média diária ficou em US$ 43,8 milhões, queda de 24,5%, frente a outubro do ano passado, com US$ 57.993 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar tem nova queda e fecha em R$5,0163 sob influência do exterior

O dólar fechou em queda na segunda-feira, chegando a oscilar abaixo dos 5 reais no início da tarde, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior após os rendimentos dos Treasuries perderem força e em meio à expectativa pela divulgação de novos dados da economia dos EUA durante a semana

O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0163 reais na venda, em queda de 0,32%. Em outubro, a moeda acumula baixa de 0,22%. Na B3, às 17:29 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,49%, a 5,0255 reais. “Tanto o (título) de 10 anos quanto o de 30 anos renovaram mínimas intradia (nas taxas). Então, isso se refletiu em fluxo (de dólares) para o mercado de capitais (brasileiro), mas em fluxo comercial também, com receita de exportador”, comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria de câmbio FB Capital. Além da influência dos Treasuries, os negócios com moedas eram conduzidos pela expectativa em torno da divulgação de novos dados da economia norte-americana. Participantes do mercado aguardam a publicação, na próxima quinta-feira, dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA e, na sexta-feira, do índice de preços de despesas para consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), indicador de inflação acompanhado de perto pelo Federal Reserve. Na semana que vem, o Fed fará sua reunião de política monetária. Neste cenário, o dólar à vista chegou a oscilar brevemente abaixo dos 5 reais, marcando a cotação mínima de 4,9958 reais (-0,72%) às 13h58.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda discreta com tombo de Petrobras

O Ibovespa fechou com em leve queda nesta segunda-feira, com o efeito do alívio nos rendimentos dos Treasuries sendo ofuscado pelo tombo de Petrobras, após decisões do Conselho de Administração desencadearem preocupações sobre os dividendos extraordinários e a governança da companhia

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,28%, a 112.834,38 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 113.679,63 pontos. Na mínima, foi a 112.164,36 pontos. O volume financeiro somava 19,2 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

REUTERS

Mercado ajusta para baixo projeções de inflação de 2023

Economistas consultados pelo Banco Central reduziram ligeiramente suas perspectivas de inflação e crescimento para este ano, ao mesmo tempo que não realizaram grandes alterações nos prognósticos para 2024

De acordo com a mais recente pesquisa semanal Focus, publicada na segunda-feira pelo BC, o mercado vê agora alta de 4,65% dos preços ao consumidor brasileiro em 2023, contra taxa de 4,75% estimada no boletim anterior. Esse é o segundo ajuste consecutivo para baixo nessa projeção, depois que o IBGE informou mais cedo neste mês que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou a subir 0,26% em setembro, depois de alta de 0,23% em agosto. Para o ano que vem, o Focus passou a prever inflação de 3,87%, estimativa quase inalterada frente aos 3,88% da semana passada. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Já em relação à atividade, os economistas reduziram a expectativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano a 2,90%, ante 2,92% anteriormente. O leve ajuste para baixo veio após um indicador do Banco Central que é considerado um sinalizador do PIB ter mostrado na semana passada que a atividade econômica do Brasil teve contração maior do que a esperada em agosto frente ao mês anterior. A perspectiva de crescimento de 2024 no Focus permaneceu em 1,50% pela quinta semana consecutiva. Também não houve mudanças em relação à percepção para a política monetária, com a taxa básica de juros Selic ainda calculada em 11,75% ao final de 2023 e em 9,00% em 2024.

REUTERS

Balança comercial tem superávit de US$ 2,403 bilhões na 3ª semana de outubro

O valor foi alcançado com exportações de US$ 7,598 bilhões e importações de US$ 5,194 bilhões

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 2,403 bilhões na terceira semana de outubro de 2023. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 23, pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o valor foi alcançado com exportações de US$ 7,598 bilhões e importações de US$ 5,194 bilhões. Até a terceira semana do mês, o superávit acumulado em outubro chega a US$ 6,301 bilhões. No ano, o saldo é positivo em US$ 77,555 bilhões. A média diária das exportações registrou na 3ª semana de outubro aumento de 2,1%, com alta de 1,12% em agropecuária, recuo de 7,17% em indústria da transformação e alta de 30,55% em produtos da indústria extrativa. Já as importações caíram 19,7%, com baixa de 26,52% em agropecuária, avanço de 11,18% em indústria extrativa e baixa de 21,94% em produtos da indústria da transformação, sempre na comparação pela média diária.

ESTADÃO CONTEÚDO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: estabilidade nas cotações na segunda-feira (23)

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve queda de 0,79%, custando, em média, R$ 125,00, enquanto a carcaça especial ficou estável em R$ 9,70/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (20), os preços ficaram estáveis no Paraná (R$ 6,37/kg), e em Santa Catarina (R$ 6,20/kg). Houve recuo de 0,15% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,71/kg, baixa de 0,32% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,22/kg, e de 0,45% em São Paulo, fechando em R$ 6,70/kg, 0,41%, custando, respectivamente, R$ 7,30/kg e R$ 7,33/kg.

Cepea/Esalq

Exportações de carne suína na 3ª semana de outubro caem forte tanto em volume como na receita

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne suína in natura nos 14 dias úteis de outubro cederam forte no faturamento e toneladas por média diária em relação a outubro de 2022.

Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias a China colocou o ‘pé no freio’ nas compras. A receita, US$ 116,5 milhões, é 52,30% do total de todo o mês de outubro de 2022, com US$ 222,8 milhões. No volume, as 50.943 toneladas são 56,55% do total registrado em outubro do ano passado, com 90.082 toneladas.  A receita por média diária foi 29% menor do que a de outubro de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve recuo de 18,75%. Em toneladas por média diária, 3.638 toneladas, retração de 23,2% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, queda de 17,54%, comparado às 4.413 toneladas da semana passada. No preço pago por tonelada, US$ 2.287, ele é 7,5% inferior ao praticado em outubro passado. Frente ao valor atingido na semana anterior, recuo de 1,46% em relação aos US$ 2.321 anteriores.

AGÊNCIA SAFRAS

Produção de suínos na China ainda está crescendo, dizem autoridades

A produção suína da China ainda está crescendo, disse uma autoridade do Ministério da Agricultura na segunda-feira, com um número maior do que o normal de porcas reprodutoras preparado para manter a pressão baixista sobre os preços

A China tinha 42,4 milhões de porcas no final de setembro, inalteradas em relação ao mês anterior e 3,4% acima do nível normal, disse Chen Guanghua, chefe do departamento de pecuária e veterinária do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, numa conferência de imprensa. A eficiência da produção das porcas também está melhorando, com cada porca criando 0,5 porcos a mais por ano do que no ano anterior, disse Chen. Os agricultores do maior mercado mundial de carne suína perderam dinheiro durante a maior parte deste ano devido aos preços baixos e aos altos custos da alimentação. Chen acrescentou que, embora os preços dos suínos possam recuperar no quarto trimestre, época de pico de consumo, “não há base para um aumento acentuado”. Os suinocultores têm criado cada vez mais porcos para pesos maiores, o que aumentará a oferta em novembro, disse Chen. O número de suínos de médio e grande porte nas grandes granjas aumentou 6,3% no mês passado em comparação com o ano anterior, que serão abatidos nos próximos meses. A oferta poderá aumentar após o Ano Novo Chinês, que é em fevereiro, acrescentou Chen, quando poderá haver tanto uma diminuição do consumo na entressafra como um aumento no número de suínos abatidos. “O nível de perdas de suínos pode até ser maior do que no mesmo período deste ano”, disse ele, instando os agricultores a ajustarem a sua produção.

REUTERS

Mercado do frango tem quedas na segunda-feira (23)

O mercado do frango registrou pequenas quedas nas cotações na segunda-feira (23). De acordo com informações do Cepea, os preços dos produtos avícolas em outubro estavam subindo até o dia 18 frente aos do mês anterior

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,72%, valendo R$ 6,90/kg. Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado em R$ 4,28/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,47/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (20), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado tiveram baixa de 0,41%, custando, respectivamente, R$ 7,30/kg e R$ 7,33/kg.

Cepea/Esalq

Japão anuncia fim do embargo às exportações de frango de MS

O Japão anunciou oficialmente na sexta-feira (20) o fim do embargo às exportações de carne de frango e ovos produzidos em Mato Grosso do Sul

A medida é decorrente da ação conjunta entre Ministério da Agricultura e o Governo do Estado, por meio da Semadesc e da Iagro no controle do caso confirmado e isolado de gripe aviária em uma propriedade rural de Bonito. “A Iagro, juntamente com o Mapa, tomou todas as medidas sanitárias de uma maneira ágil, conseguindo fazer o devido controle e encerramento desse foco praticamente em dois, três dias. Mesmo assim, o Japão, como já tinha feito em Santa Catarina, suspendeu as importações de carne de frango de Mato Grosso do Sul”, explica o titular da Semadesc, Jaime Verruck. O secretário completou ainda dizendo que “após o encerramento do caso e a devida comunicação das autoridades sanitárias mundiais e também do governo japonês, nós tivemos a informação oficial de que houve a suspensão do embargo e as empresas podem abater e retomar a exportação para o mercado japonês”. Até agosto de 2023, o mercado japonês representou 19% do total das exportações de carne de frango produzidas em Mato Grosso do Sul. “É o segundo maior mercado depois da China, então caso [o embargo] tivesse continuidade, poderia haver impacto na avicultura do nosso Estado. Mas isso não chegou a ocorrer, porque durante esse período, essa produção sul-mato-grossense foi realocada para outros mercados”, comentou Jaime.

Governo do Mato Grosso do Sul

Preço da carne de frango exportada seguiu em queda na 3ª semana de outubro

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne de aves in natura nos 14 dias úteis de outubro avançaram mais em volume embarcado do que na receita

O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias disse que a China colocou o ‘pé no freio’ nas compras. “Isso abre um precedente perigoso, porque o mercado interno que estava ajustado pode ficar em desequilíbrio se por ventura sobrar produto por aqui. E é preciso levar em conta os preços ruins pagos pela proteína”, disse. A receita, US$ 451,7 milhões, representa 60,17% do total do mês de outubro de 2022, com US$ 750,6 milhões. No volume embarcado, as 252.382 toneladas são 69,57% do total registrado em outubro do ano passado, com 362.760 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 32,2 milhões, valor 18,3% menor do que o registrado em outubro de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve diminuição de 13,80%. Em toneladas por média diária, foram 18.027 toneladas, baixa de 5,6% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, recuo de 13,68% em relação às 20.884 toneladas da semana anterior. No preço pago por tonelada, US$ 1.789, ele é 13,5% inferior ao praticado em outubro do ano passado. Frente ao valor atingido na semana anterior, queda de 0,14.

AGÊNCIA SAFRAS

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