
Ano 9 | nº 2050 |24 de agosto de 2023
NOTÍCIAS
Preços despencando no mercado do boi e o poço parece não ter fim
Em São Paulo, puxadas pelo baixo escoamento de carne nas prateleiras, escalas de abate confortáveis e parte das indústrias frigoríficas fora das compras, as cotações do “boi China”, do boi destinado ao mercado interno e da novilha gorda caíram R$10,00/@, R$5,00/@ e R$4,00/@, respectivamente, na comparação diária
Pelos dados apurados pela Scot, no dia de ontem, nas praças de São Paulo, as cotações do “boi-China” do boi “comum” (destinado ao mercado interno) e da novilha gorda caíram R$ 10/@, R$ 5/@ e R$ 4/@, respectivamente, na comparação diária. Com isso, o boi “comum” está sendo negociado em R$ 205/@, a vaca em R$ 195/@ e a novilha em R$ 202/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está cotado em R$ 210/@, no bruto, a prazo, um ágio de R$ 5/@ sobre o animal destinado ao mercado interno, acrescenta a Scot. Na região Sudoeste de Mato Grosso, quedas nas cotações de todas as categorias. Em Santa Catarina, todas as cotações das categorias de bovinos destinados ao abate caíram, na comparação feita dia a dia.
SCOT CONSULTORIA
Arroba do boi gordo continua caindo
O mercado físico do boi gordo registrou uma nova queda nos preços na quinta-feira no mercado brasileiro
Espera-se que essa tendência de baixa persista no curto prazo, em virtude da situação favorável das escalas de abate. Além disso, tanto no mercado interno quanto no internacional, os preços da carne permanecem enfraquecidos, impactando negativamente as receitas da indústria frigorífica. Não se vislumbra, pelo menos em um futuro próximo, qualquer sinal de recuperação nos valores por arroba do gado bovino, conforme observado pelo analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Em São Paulo, Capital, o preço de referência para a arroba de gado bovino alcançou R$ 204. Já em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 195 por arroba. Em Uberaba (MG), a arroba teve um valor de R$ 205. Na região de Dourados (MS), a arroba foi cotada a R$ 206. Enquanto isso, em Cuiabá, a arroba atingiu R$ 193. No mercado atacadista, os preços da carne bovina se mantiveram estáveis no dia. Entretanto, segundo Iglesias, o cenário de negócios ainda sugere uma queda nos preços no curto prazo, devido à lenta reposição entre os segmentos atacadista e varejista durante a segunda metade do mês. Vale ressaltar que, mesmo em processo de recuperação, os preços da carne de frango continuam mais competitivos em comparação com as proteínas concorrentes, especialmente a carne bovina. O preço do quarto traseiro foi estabelecido em R$ 16. O quarto dianteiro foi avaliado em R$ 12,30, e a ponta de agulha teve um preço de R$ 12.
AGÊNCIA SAFRAS
Preço médio da carne bovina em SP é o menor desde setembro/19, diz Cepea
O valor médio da carcaça casada bovina (junção do traseiro, dianteiro e ponta de agulha) negociada no atacado da Grande São Paulo está em R$ 16,50/kg nesta parcial de agosto, sendo 7,9% inferior ao de janeiro/23 e expressivos 11% abaixo do de agosto/22, em termos reais, de acordo com levantamento do Cepea.
Trata-se, também, da menor média mensal desde setembro/19, quando a carcaça casada foi negociada a R$ 15,93/kg. Segundo pesquisadores do Cepea, o traseiro – que concentra os cortes de maior valor agregado – é o que vem pressionando as cotações da carcaça casaca ao longo de 2023. Desde o início deste ano, o valor médio do traseiro já recuou 12,4%, em termos reais. Já o dianteiro bovino, que representa os cortes de menor valor agregado, também se desvalorizou, mas de forma menos intensa, apenas 1%. Segundo pesquisadores do Cepea, o consumo brasileiro de carne bovina, muito atrelado à renda, está fragilizado desde o início de 2022, devido principalmente à alta da inflação. Em 2023, a demanda enfraquecida pela proteína se somou ao crescimento na oferta de animais disponíveis para o abate.
Cepea
Boi gordo: valor da arroba em MT está cada vez mais longe do preço de SP
O aumento nos abates do Estado explica a maior desvalorização dos preços locais e o alongamento no diferencial de base MT-SP, relata o Imea
Na parcial de agosto/23 (até 15/08), o diferencial de base MT-SP (diferença entre os preços da arroba do boi gordo em ambos Estados) atingiu -14,27%, o que representa avanço de 9,38 pontos percentuais sobre o indicador de agosto/21, de -4,89% (nessa época, arroba mato-grossense girava em R$ 300/@), informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). “O aumento nos abates do Mato Grosso explica a maior desvalorização dos preços no Estado e o alongamento no diferencial de base”, relata o instituto. Segundo dados do IBGE, o acumulado dos abates entre janeiro/23 e março/23 em São Paulo foi 7,36% menor que no mesmo período de 2022. Por sua vez, em Mato Grosso, o volume de bovinos abatidos foi 7,41% maior no mesmo comparativo. Desse modo, observa o Imea, no curto prazo, a maior oferta de bovinos nas indústrias de MT tende a pressionar os preços locais do boi gordo de forma mais intensa, permanecendo o distanciamento entre as cotações da arroba entre os dois Estados.
IMEA
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em baixa de 1,63%, a R$4,8569 na venda
A aprovação do novo marco fiscal na Câmara dos Deputados e a queda firme do dólar no exterior, após a divulgação de dados fracos da economia dos EUA, fizeram a moeda norte-americana à vista ter queda firme ante o real na quarta-feira
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8569 reais na venda, com baixa de 1,63%. Foi a maior queda percentual em um dia desde 6 de janeiro deste ano, quando a moeda norte-americana recuou 2,17%. Na B3, às 17:06 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,70%, a 4,8605 reais. Na noite de terça-feira, a Câmara aprovou o novo marco fiscal, dando fim a negociações entre governo e parlamentares que se arrastavam há semanas. O texto segue agora à sanção presidencial. O cenário externo também ajudou, em um dia de busca por ativos mais arriscados, como as moedas de países emergentes.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com aval externo e Petrobras em destaque
O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, pelo segundo pregão seguido, em movimento endossado por Wall Street e puxado principalmente pelo avanço de Petrobras e Vale
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,57%, a 117.983,52 pontos, de acordo com dados preliminares, reagindo também à conclusão pela Câmara dos Deputados da votação do novo marco fiscal, que agora segue à sanção presidencial. No melhor momento do dia, o Ibovespa chegou a 118.039,15 pontos. Na mínima, a 116.158,89 pontos. O volume financeiro somava 22 bilhões de reais.
REUTERS
Brasil tem fluxo cambial positivo de US$3,790 bi em agosto até dia 18, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 3,790 bilhões de dólares em agosto até dia 18, em movimento puxado pela via comercial, informou na quarta-feira o Banco Central
Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 366 milhões de dólares em agosto até dia 18. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de agosto até dia 18 foi positivo em 4,156 bilhões de dólares. Na semana passada, de 14 a 18 de agosto, o fluxo cambial total foi negativo em 1,959 bilhões de dólares. No acumulado do ano até 18 de agosto, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 21,320 bilhões de dólares.
REUTERS
Produtividade na indústria brasileira cai e volta ao patamar de 2014
Queda de 2,8% foi a segunda maior da série histórica, e 2022 foi o terceiro ano consecutivo com redução no indicador. Na comparação com concorrentes, desempenho do Brasil é o mais fraco de 11 países
Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada na quarta-feira (23) aponta que a produtividade do trabalho na indústria de transformação caiu 2,8% em 2022, na comparação com 2021. Segundo a Produtividade do Trabalho Na Indústria, essa foi a segunda maior queda anual da série histórica do indicador – iniciada em 2000 – e fez de 2022 o terceiro ano consecutivo de queda no dado, que retorna a um patamar próximo ao observado em 2014. O resultado negativo, segundo a pesquisa, ainda é reflexo, em grande parte, das interrupções nas cadeias produtivas, provocadas pela pandemia de Covid-19 e pela guerra na Ucrânia. No ano passado, o indicador ficou 7,9% menor que o nível pré-pandemia. A produtividade do trabalho na indústria de transformação é a razão entre o volume produzido e as horas trabalhadas na produção. “No período, as horas trabalhadas cresceram, enquanto a produção ficou praticamente estagnada, resultando na queda. A expectativa de recuperação da economia, apesar das dificuldades, faz com que as empresas decidam por não dispensar seus trabalhadores ou até mesmo contratar mais, mesmo que isso não resulte em aumento da produção no curto prazo”, avalia a gerente de Política Industrial da CNI, Samantha Cunha. A produtividade do trabalho efetiva caiu 9% entre 2019 e 2021. O indicador compara a produtividade da indústria brasileira com a média de seus 10 principais parceiros comerciais – Reino Unido, Coreia do Sul, Argentina, Países Baixos, Estados Unidos, México, Itália, Alemanha, Japão e França. O indicador reverteu a trajetória de crescimento observada entre 2011 e 2019, e desde então registra quedas. O desempenho registrado pelo Brasil foi o mais fraco, praticamente empatado com a França, com perda de 5,2% de produtividade entre 2019 e 2021. Entre os 11 países analisados, só o Brasil, a França e o Japão ainda apresentam produtividade abaixo do nível pré-pandemia. Desde o início da série (2000-2021), a produtividade efetiva acumula queda de 23%. No mesmo período, a produtividade da indústria de transformação brasileira cresceu 9,2%, à frente apenas do crescimento da indústria manufatureira japonesa (4,8%). Todos os 11 países analisados registraram alta no mesmo período. Os maiores aumentos foram observados na Coreia do Sul e no Reino Unido, que conseguiram mais do que dobrar a produtividade de seus trabalhadores, com alta de 132,2% e 127%, respectivamente. “Esse indicador mostra que mesmo quando a produtividade do Brasil cresce, o país pode perder competitividade frente aos parceiros que apresentam um desempenho melhor que o dele. Na média, a produtividade do Brasil caiu 23% desde 2000 em relação aos 10 concorrentes. As dificuldades do contexto global afetaram todos os países, mas foram mais sentidos pelo Brasil, que teve o pior desempenho. Superadas as dificuldades conjunturais, a recuperação da produtividade passa pela criação das condições para a retomada dos investimentos”, afirma Samantha Cunha.
CNI
GOVERNO
Banco do Brasil pode captar dinheiro no Banco Mundial para financiar recuperação de pastagens
Tema foi debatido em reunião com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro
Ministério informou que os recursos poderão ser utilizados por cooperativas e produtores brasileiros para a conversão de pastagens em áreas aptas para a atividade agrícola. O Banco do Brasil deverá captar recursos do Banco Mundial para repassar ao programa de recuperação e conversão de pastagens degradadas. O tema foi debatido na terça-feira (22/8) em reunião com o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. O Ministério informou que os recursos poderão ser utilizados por cooperativas e produtores brasileiros para a conversão de pastagens em áreas aptas para a atividade agrícola, seguindo os parâmetros do programa do ministério, para a recuperação do solo e sequestro de carbono. Em dezembro do ano passado, o Conselho de Administração do Banco Mundial aprovou um projeto para destinar US$ 500 milhões para o financiamento vinculado à sustentabilidade e à redução da pegada de carbono por meio do Banco do Brasil. O projeto também deverá mobilizar até US$ 1,4 bilhão em capital privado por meio da ampliação do financiamento do Banco do Brasil e de investidores privados. O projeto fornecerá uma linha de crédito de US$ 400 milhões no BB e um Fundo de Dívida Climática piloto de US$ 98 milhões, que deve alavancar o capital privado para expandir o financiamento vinculado à sustentabilidade na economia em geral. Não ficou claro se esses recursos serão destinados para a conversão de pastagem ou se haverá novas captações específicas.
GLOBO RURAL
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado dos suínos com novas baixas
Segundo a Scot Consultoria, o valor da carcaça especial teve queda de 1,14%/1,10% frente ao dia anterior e está precificada em R$ 8,70/R$ 9,00 por kg. Assim como os preços para o suíno CIF não tiveram oscilação e estão precificados em R$ 112,00/@ e R$ 115,00/@
O preço do animal vivo em Minas Gerais está cotado em R$ 6,42/kg e teve uma queda de 1,98%, conforme foi divulgado pelo Cepea/Esalq referente às informações da última terça-feira (22). Já no estado do Paraná ficou precificado em R$ 6,04/kg com baixa de 0,82%. O preço do animal vivo no estado de São Paulo está próximo de R$ 6,24/kg e teve recuo de 3,41%. Em Santa Catarina, o animal vivo apresentou queda de 1,01% está ao redor de R $ 5,87/kg. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno teve baixa de 0,34% e está cotado em torno de R$ 5,91/kg.
Cepea/Esalq
Após duas semanas em alta, preços do suíno vivo e da carne voltam a cair, diz Cepea
As cotações do suíno vivo e da carne voltaram a recuar em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias – vale lembrar que os preços registraram alta por duas semanas consecutivas.
Segundo colaboradores do Cepea, além da menor procura pela carne, típica deste período de mês, o movimento de baixa também vem sendo influenciado pela perda de competitividade da proteína suína em relação à bovina.
Cepea
Frango: atacado paulista tem queda de 0,82%
A Scot Consultoria informou que o valor do frango no atacado paulista está em R$ 6,05/kg, com queda 0,82%. Os preços do frango na granja seguem estáveis em R$ 5,00/kg
A cotação do frango vivo em Santa Catarina permaneceu estável em R$ 4,42/kg. conforme a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). No Paraná, a cotação do frango vivo está estável em R$ 4,50/kg. Em São Paulo, a cotação do frango vivo está sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea da terça-feira (22), o preço do frango congelado apresentou queda de 0,31% e está em R$ 6,50/kg. Já a cotação do frango resfriado seguiu estável em R$ 6,37/kg.
Cepea/Esalq
Brasil confirma novo caso de gripe aviária; total de focos chega a 85
Ministério da Agricultura registrou caso da doença na cidade de Ubatuba. Novo foco de gripe foi confirmado em ave da espécie Trinta-Réis-de-Bando Wikimedia Commons
O Ministério da Agricultura confirmou mais um caso de gripe aviária de alta patogenicidade em ave silvestre no Brasil. Trata-se de um animal da espécie Trinta-Réis-de-Bando, que estava na cidade de Ubatuba (SP). Com este novo foco, o país contabiliza 85 casos da doença, sendo 83 em aves silvestres e dois em aves de subsistência. A despeito do aumento dos focos de gripe aviária, não há registro de casos em plantéis comerciais, por isso o Brasil mantém o status de livre da enfermidade perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
GLOBO RURAL
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