CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2044 DE 16 DE AGOSTO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 2044 |16 de agosto de 2023

 

NOTÍCIAS

Queda na cotação do boi gordo nas praças paulistas

Na terça-feira, em São Paulo, a ponta compradora iniciou o dia ofertando menos R$5,00 para as arrobas do boi gordo e do “boi China”

A oferta de compra para o boi gordo está em R$220,00/@, e para a vaca gorda está em R$200,00/@. Para a novilha gorda está em R$215,00/@, preços brutos e a prazo. A oferta para o “boi China” está em R$225,00/@, preço bruto e a prazo. Ágio de R$5,00/@. Na região Sul da Bahia, os preços para todas as categorias de bovinos para o abate estão estáveis na comparação feita dia a dia. O boi gordo está sendo negociado em R$200,00/@, a vaca em R$190,00/@ e a novilha em R$195,00/@, preços brutos e a prazo. Na exportação de carne bovina in natura até a segunda semana de agosto, a média diária de carne bovina in natura exportada foi de 9,26 mil toneladas, aumento de 4,8% frente à média diária de agosto/22. Na mesma comparação, o preço pago por tonelada está em US$4,5 mil/t, queda de 26,5%, ocasionando variação negativa de 23% no faturamento médio diário, que ficou em US$41,7 milhões.

Scot Consultoria

Boi: preço da arroba continua em queda no Brasil

Em São Paulo, a referência para a arroba do boi gordo ficou em R$ 221. Já em Goiânia, a indicação foi de R$ 205 por arroba

O mercado físico do boi gordo registrou mais uma queda nos preços nesta terça-feira (15). Os frigoríficos continuam operando com escalas de abate confortáveis, conforme apontado por Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado. Iglesias destacou que a notícia do dia com possíveis impactos positivos nas exportações de carne bovina do Brasil é a situação caótica no mercado argentino. As exportações de carne bovina foram temporariamente suspensas por pelo menos quinze dias devido à alta intensa nos preços em toda a cadeia produtiva após os resultados das prévias eleitorais. A volatilidade do período eleitoral no país vizinho tem causado uma significativa desvalorização cambial, conforme observado por Iglesias. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 221. Já em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 205 por arroba de boi gordo. Em Uberaba, Minas Gerais, o preço da arroba atingiu R$ 220, enquanto em Dourados, Mato Grosso do Sul, o valor foi de R$ 222 por arroba. Em Cuiabá, a arroba foi indicada a R$ 201. O mercado atacadista experimentou uma leve diminuição nos principais cortes de carne bovina. Conforme observações de Iglesias, o ambiente de negócios sugere que essa tendência de queda possa persistir no curto prazo. A segunda metade do mês geralmente registra um menor apelo ao consumo. Além disso, a carne de frango continua a ser mais competitiva em comparação com outras proteínas concorrentes, especialmente quando comparada à carne bovina. No segmento de cortes específicos, o quarto traseiro teve seu preço fixado em R$ 17,40 por quilo, representando uma queda de R$ 0,20. Já o quarto dianteiro foi cotado a R$ 13,10 por quilo, com uma diminuição de R$ 0,10. A ponta de agulha teve seu preço ajustado para R$ 12,90 por quilo, apresentando uma redução de R$ 0,10.

Agência Safras

Levantamento da intenção de confinamento registrou aumento de 22,41% no Mato Grosso, apontou IMEA

Apesar do aumento em relação ao 1º levantamento, volume ainda está abaixo no observado no último ano

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) realizou durante o mês de julho/23 o segundo levantamento das intenções de confinamento de Mato Grosso para 2023. A pesquisa contou com a participação de 104 confinadores do estado, do total de 153 da amostra, obtendo uma representatividade de 67,97% do total amostrado. Quanto à perspectiva de confinamento para 2023, 78,85% dos informantes disseram já ter decidido confinar – aumento de 10,88 p.p. em relação ao resultado obtido no levantamento de abril/23. Logo, o número de confinadores que haviam optado por não confinar reduziu 17,25 p.p. ante a abril/23 e fechou em 15,38% nesse levantamento. O 2º levantamento das intenções de confinamento de 2023 em Mato Grosso registrou aumento de 22,41% ante ao 1º levantamento do ano, e a perspectiva é que sejam confinados 628.360 bovinos pelos os participantes da pesquisa. No entanto, apesar do aumento em relação ao 1º levantamento, o volume ainda está abaixo no observado no último ano, sendo 4,47% menor que julho/22 e 12,20% menor que o consolidado de 2022. O preço do boi gordo ainda é o principal fator de preocupação na tomada de decisão entre pecuaristas e lideranças do setor, sendo apontado por 76,92% dos participantes.

IMEA

Com alongamento das escalas de abate, cotação do boi gordo segue pressionada no Mato Grosso

IMEA informa que as escalas de abate atendem a média de 11,07 dias

As programações de abate tiveram um alongamento no estado do Mato Grosso de 12,50% nas duas primeiras semanas de agosto/23, quando comparado com a 2ª quinzena de jul/23. Atualmente, as escalas de abate atendem a média de 11,07 dias disse o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). De acordo com o Instituto, é o maior registro parcial para agosto da série histórica, sendo 26,51% mais longo que o do mesmo período de 2022. Esse fator, em conjunto com a demanda enfraquecida, pressionaram as cotações do boi gordo, resultando no menor preço pago pela @ (R$ 205,10/@) para o período desde 2020. “Para se ter ideia, esse valor é 26,27% inferior ao preço praticado na primeira quinzena de agosto de 2022. Dito isso, a melhora sazonal nas cotações do boi gordo no 2º semestre pode ser mais tardia este ano, como foi em 2017, quando os preços reagiram apenas na segunda quinzena de agosto”, destacou o IMEA. Já com relação aos preços da vaca, a referência para o animal à vista desvalorizou 2,88% ante a semana passada e foi cotada na média de R$ 176,87/@.  “Na última semana o dianteiro com osso da vaca foi cotado a R$ 12,08/kg em Mato Grosso, ainda pressionado pelo baixo consumo da população”, relatou. O volume de fêmeas abatidas no estado em jul/23 fechou em 245,64 mil cabeças e foi 8,23% menor que no mês anterior, e pela primeira vez em cinco meses a participação de fêmeas esteve abaixo de 50,00%, e encerrou o mês em 46,65%. Esse cenário se deve a maior participação de machos frente ao recuo nos envios de fêmeas para abate, o 2º semestre do ano sinaliza a possível inversão do movimento, dado que antes era visto de intenso abate de “vacas vazias” para agora, maior presença de machos de confinamento. “Os abates de bovinos aumentaram 1,31% ante a jun/23 e ao todo somaram 526,59 mil animais na linha de “gancho” em jul/23”, destacou.

IMEA

ECONOMIA

Dólar à vista sobe com dados fracos da China e receio de juro alto nos EUA

A divulgação de mais uma série de dados fracos da economia chinesa, somada ao aumento dos receios de que o Federal Reserve suba novamente os juros nos EUA, colocou o dólar à vista novamente em trajetória de alta ante o real na terça-feira, na oitava elevação em um total de 11 sessões de agosto

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9878 reais na venda, com alta de 0,43%. Em agosto, a moeda norte-americana acumula ganho de 5,47%. Na B3, às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,46%, a 5,0040 reais. A China informou que as vendas no varejo em julho subiram 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam elevação de 4,5%. Já a produção industrial chinesa teve alta de 3,7%, ante projeção de 4,4% dos economistas. Os números da China — importante importador de commodities — penalizaram moedas de países exportadores de matérias-primas, como o real. Em reação aos dados fracos, o banco central chinês cortou um conjunto de taxas de juros para sustentar a atividade econômica. Alguns analistas afirmam, no entanto, que mais suporte será necessário. Já as vendas no varejo dos EUA em julho subiram 0,7%, ante projeção de alta de 0,4%, sugerindo que a economia segue forte. O resultado alimentou a expectativa de que o Federal Reserve pode promover mais um aumento de sua taxa básica de juros, em setembro, o que também sustentou o dólar ante outras divisas de exportadores de commodities ou emergentes. O avanço da moeda norte-americana em agosto, conforme o diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo, tem surpreendido muitos participantes do mercado. “O movimento global é de alta para o dólar, o que está bem caracterizado. Embora seja global, o real está despontando como uma das piores moedas nas últimas semanas, e muitos clientes não sabem o que fazer: comprar dólar agora ou esperar cair de novo?”, comentou Bergallo.

Reuters

Ibovespa fecha em queda pelo 11º pregão com noticiário corporativo robusto e exterior desfavorável

No setor de proteínas, BRF ON avançou 6,9%, a 10,53 reais, mesmo após balanço mostrando prejuízo de 1,337 bilhão de reais no segundo trimestre, enquanto o Ebitda chegou a 1 bilhão de reais, acima da projeção de analistas. No setor, JBS ON e MARFRIG ON, fecharam em alta de 1,34% e queda de 0,52%, respectivamente. A JBS estimou um ganho de 450 milhões de dólares no ano com preços mais baixos de grão, enquanto a Marfrig aprovou aumento do capital privado

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, cravando o 11º pregão seguido no vermelho, com Eletrobras recuando forte após renúncia surpresa do presidente-executivo, assim como Vale pesou com baixa de 1%, enquanto Petrobras encerrou distante das máximas do dia mesmo com aumento dos preços de combustíveis. Em mais um dia cheio de resultados corporativos no Brasil, a aversão a risco externa também pesou, com dados mais fracos do que o esperado na China reforçando receios sobre o ritmo daquela economia e após vendas no varejo acima do previsto nos Estados Unidos fomentarem temores sobre juros altos por mais tempo. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,55%, a 116.171,42 pontos. O volume financeiro no pregão somou 26,8 bilhões de reais. 1984. Apesar de a sequência chamar a atenção, ainda representa um declínio de menos de 5% e ocorre após alta de quase 20% nos quatro meses até o final de julho. Ele acrescentou que o Ibovespa pode retomar o movimento de alta com um cenário mais claro para a estabilidade fiscal brasileira, a depender de uma sinalização do governo federal sobre medidas compensatórias nesse sentido, e tramitação avançada das pautas de interesse no Congresso. Também afirmou que uma reação das ações brasileiras pode ocorrer na esteira de um maior apetite por risco do investidor estrangeiro, “algo que não se vê no momento não só por fatores locais, mas pelo cenário de incerteza que a economia global se encontra nos últimos meses”. Dados da B3 até o último dia 11 mostram que o saldo do capital externo no mercado secundário de ações está negativo em 7,55 bilhões de reais em agosto. No exterior, a China cortou as taxas de juros após dados de produção industrial e vendas no varejo de julho mais fracas do que o esperado naquela economia, enquanto, nos Estados Unidos, as vendas ao varejo no mês passado tiveram desempenho mais forte dos que as projeções.

Reuters

Desemprego cai em sete estados e no DF no segundo trimestre

Taxa fica relativamente estável nos outros 19 locais; desocupação recuou para 8% na média do Brasil, diz IBGE

A redução da taxa de desemprego no Brasil foi acompanhada por baixas significativas em somente oito unidades da federação no segundo trimestre. É o que apontam dados divulgados nesta terça (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o órgão, os oito locais com quedas significativas em termos estatísticos ante o primeiro trimestre foram os seguintes: Distrito Federal (de 12% para 8,7%), Rio Grande do Norte (de 12,1% para 10,2%), Mato Grosso (de 4,5% para 3%), Pará (de 9,8% para 8,6%), Maranhão (de 9,9% para 8,8%), Minas Gerais (de 6,8% para 5,8%), Ceará (de 9,6% para 8,6%) e São Paulo (de 8,5% para 7,8%). Nos outros 19 estados, a taxa ficou relativamente estável, dentro da margem da pesquisa. Ou seja, não houve variação significativa em termos estatísticos, de acordo com o IBGE. Na média do Brasil, o desemprego recuou para 8% no segundo trimestre. É o menor nível para esse período desde 2014, segundo dados divulgados pelo instituto já no final de julho. A taxa era de 8,8% no primeiro trimestre de 2023, que marcou a largada do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O aumento naquela ocasião, contudo, era esperado por analistas, já que a busca por vagas no período de janeiro a março é impulsionada pelo término dos contratos temporários de final de ano. Nas estatísticas oficiais, a população desempregada é formada por pessoas de 14 anos ou mais que estão sem ocupação e que seguem à procura de vagas. Quem não tem emprego e não está buscando oportunidades não entra nesse número. No Brasil, a queda da desocupação no segundo trimestre contou com o impulso da abertura de postos de trabalho no setor público e de vagas informais, sem carteira assinada, de acordo com o IBGE. “Do primeiro para o segundo trimestre, é possível observar uma tendência de queda em todas as unidades da federação, mas a redução foi estatisticamente significativa em apenas oito delas. A queda na taxa de desocupação nesse trimestre pode caracterizar também um padrão sazonal”, disse Beringuy. No segundo trimestre, Pernambuco (14,2%), Bahia (13,4%) e Amapá (12,4%) registraram as maiores taxas de desemprego. As menores ocorreram em Rondônia (2,4%), Mato Grosso (3%) e Santa Catarina (3,5%). O IBGE destacou que, mesmo com a desocupação em queda (-0,9 ponto percentual), o Nordeste segue com o maior percentual entre as regiões (11,3%). Todos os estados nordestinos têm taxas maiores do que a média nacional. O Sul tem o menor desemprego entre as regiões (4,7%), seguido por Centro-Oeste (5,7%), Sudeste (7,9%) e Norte (8,1%). Os dados do IBGE também fornecem recortes por sexo e cor ou raça. Conforme o IBGE, a taxa de desemprego caiu mais entre as mulheres, de 10,8% no primeiro trimestre para 9,6% no segundo.

Folha de SP

Exportações brasileiras em 2023 chegam a US$ 206,868 bilhões

Na segunda semana de agosto de 2023, a balança comercial teve superávit de US$ 2,632 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 7,156 bilhões e importações de US$ 4,523 bilhões

No mês, as exportações já somam US$ 12,664 bilhões e as importações são de US$ 8,344 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,321 bilhões e corrente de comércio de US$ 21,008 bilhões. No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 206,868 bilhões e as importações, US$ 148,991 bilhões, com saldo positivo de US$ 57,876 bilhões e corrente de comércio de US$ 355,859 bilhões. Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana de agosto (US$ 1,407 bilhão) com a de agosto de 2022 (US$ 1,339 bilhão), houve crescimento de 5,1%. Em relação às importações, houve queda de 20,1% na comparação entre as médias até a segunda semana (US$ 927,07 milhões) com a do mês de agosto de 2022 (US$ 1,160 bilhão). As informações foram divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Na comparação com outros períodos, nas vendas externas, pela média diária, houve crescimento de US$ 60,18 milhões (+ 20,7%) em produtos da agropecuária; crescimento de US$ 7,78 milhões (+ 2,6%) em indústria extrativa, o que contribuiu para o aumento das exportações, principalmente de soja (+ 27,2% com aumento de US$ 44,22 milhões na média diária); algodão em bruto (+ 129,7%; + US$ 7 milhões); café não torrado (+ 17,5% ; + US$ 4,23 milhões); minério de ferro e seus concentrados (+ 12,3% ; + US$ 13,79); outros minerais em bruto (+ 121,9% ; + US$ 4,32 milhões). Em relação às importações, no acumulado até a segunda semana de agosto, comparando com a média diária do mesmo mês de 2022, o desempenho dos setores registrou queda de US$ 8,25 milhões (-33,2%) em agropecuária; redução de US$ 15,62 milhões (-21,1%) em indústria extrativa e de US$ 206,41 milhões (-19,6%) em produtos da indústria de transformação. O movimento de queda nas importações foi puxado, principalmente, pela diminuição dos embarques de trigo e centeio, não moídos (-59,3% com queda de US$ 6,09 milhões na média diária); látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-46,4%; US$ – 0,87 milhões); milho não moído, exceto milho doce (-24,9%;  US$ – 0,77 milhões); gás natural, liquefeito ou não (-100% ; US$ – 12,85 milhões); carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-55,2%; US$-10,98 milhões), e óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-58,9%; US$ -69,09 milhões). Além de adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) ( -48,3% com queda de US$ -51,98 milhões na média diária); Inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e semelhantes (-35,5% com queda de US$ -14,49 milhões na média diária) e válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (-25,2%; US$ -12,18 milhões na média diária).

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

EMPRESAS

JBS estima ganho de US$ 450 mi no 2º semestre com preços mais baixos dos grãos

A JBS estima um efeito positivo de 450 milhões de dólares em seu resultado este ano relacionado aos preços mais baixos dos grãos, especialmente milho, afirmou na terça-feira o diretor financeiro da maior produtora de carnes do mundo, Guilherme Cavalcanti, em teleconferência com analistas

Isso representa uma revisão da previsão de 340 milhões dólares que a empresa deu no final do primeiro trimestre. Ao comentar os resultados do segundo trimestre, divulgados na véspera, a JBS ainda afirmou que uma queda nos preços dos grãos beneficiará seus negócios de suínos e aves em todo o mundo.

Reuters

Após trimestre amargo, empresas de carne veem recuperação de vendas para China e Brasil

JBS, Marfrig e BRF registraram prejuízo de abril a junho

O segundo trimestre do ano foi amargo para as principais empresas brasileiras de proteínas animais, embora menos do que entre janeiro e março. JBS, Marfrig e BRF registraram prejuízos expressivos. Já a Minerva Foods escapou de ver a última linha de seu balanço ficar vermelha, mas viu o lucro despencar. No mercado de carne bovina, pesaram sobretudo o cenário adverso para as exportações para a China, mesmo após a retomada das compras de carne bovina brasileira diante da suspensão temporária em março e a redução de margens nos Estados Unidos, onde JBS e Marfrig concentram a maior parte de seus negócios; no mercado de carne de frango, o problema foi a ampla oferta global e custos ainda elevados, como acusaram os números de Seara, controlada pela JBS, e BRF, empresa na qual a Marfrig é a principal acionista. Para este segundo semestre, a expectativa geral é de melhora dos resultados, em decorrência de um previsto reaquecimento das vendas ao mercado chinês, da redução de custos e da continuidade de fortalecimento dos negócios no Brasil, por questões sazonais e em razão da queda da taxa básica de juros (Selic), que até dezembro deverá se aprofundar. A JBS, maior empresa de proteínas animais do mundo, encerrou o segundo trimestre com prejuízo líquido de R$ 263,6 milhões, ante lucro líquido de R$ 3,952 bilhões no mesmo período de 2022. Na comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado caiu 56,9%, para R$ 4,47 bilhões, e a receita líquida consolidada da companhia recuou 3%, para R$ 89,383 bilhões. Mesmo com margens menores, a JBS Beef North America continuou a liderar a receita líquida do grupo, com R$ 28,77 bilhões, um crescimento de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida vieram as divisões Pilgrim’s Pride, que reúnem negócios de aves e processados do grupo nos EUA, com R$ 21,315 bilhões (queda de 6,4%), JBS Brasil, com R$ 13,986 bilhões (baixa de 0,9%), Seara, com R$ 10,31 bilhões (recuo de 3,5%), JBS USA Pork, com R$ 8,798 bilhões (retração de 15,3%) e JBS Australia, com R$ 7,471 bilhões (redução de 9,3%). O Ebitda ajustado consolidado da companhia foi puxado por Pilgrim’s Pride (R$ 1,859 bilhão, queda de 48,9%), seguida por JBS Australia (R$ 710,4 milhões, baixa de 0,3%), JBS Brasil (R$ 675,7 milhões, baixa de 15,9%), JBS Beef North America (R$ 433,5 milhões, recuo de 85,8%), Seara (R$ 419,9 milhões, retração de 72,1%) e JBS USA Pork (R$ 386,3 milhões, redução de 43,2%). Na divulgação dos resultados, a JBS realçou que a diminuição da receita líquida da Seara, que reúne negócios de aves, suínos e alimentos processados, resultou do recuo das divisas geradas pelas exportações, e que as vendas no mercado doméstico permaneceram estáveis em R$ 5,1 bilhões. No caso da JBS Brasil, onde estão abrigados os negócios de bovinos no país, houve recuperação em relação ao primeiro trimestre, quando o Brasil suspendeu temporariamente as exportações de carne bovina à China após a confirmação de um caso atípico da doença da “vaca louca” no Pará. As vendas também continuaram a ser impactadas positivamente pelo ciclo pecuário favorável, quando a oferta disponível de animais aumenta. Para a JBS Beef North America, as margens continuam sob pressão, e as exportações de carne bovina a partir dos EUA também foram prejudicadas por uma demanda na Ásia menor que a prevista. Para a JBS USA Pork, pesou a queda de preços da carne suína nos EUA, mas as exportações permaneceram aquecidas. Na JBS Australia, as vendas cresceram no mercado interno, mas houve retração das exportações.

Infomoney

Lucro da Frigol caiu 53% no 2º trimestre para R$ 24 milhões

Apesar do recuo, a companhia teve uma evolução na variação trimestral e conseguiu reverter um prejuízo do início do ano. Com conclusão de melhorias em suas três unidades, empresa espera elevar em 25% volume de abates de bovino comparado a 2022

A Frigol, quarto maior frigorífico de bovinos do país, registrou lucro líquido de R$ 24 milhões no segundo trimestre, queda de 53% se comparado ao mesmo período do ano passado, conforme balanço financeiro divulgado na terça-feira (15/8). Apesar do recuo, a companhia ressaltou que houve uma evolução na variação trimestral, visto que conseguiu reverter o prejuízo líquido de R$ 15 milhões obtido no intervalo de janeiro a março de 2023.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do segundo trimestre ficou em R$ 29 milhões, 66% menor no comparativo anual, enquanto a receita bruta baixou 15%, para R$ 821 milhões. “Foi um período de recuperação, depois de um primeiro trimestre marcado pelo autoembargo nas exportações para a China. Porém, como já prevíamos, houve queda na comparação anual, com as receitas de exportação impactadas por uma valorização do real e pela queda no preço pago pelo mercado chinês”, disse em nota Eduardo Miron, CEO da Frigol. Segundo ele, a companhia adotou a mesma estratégia do período de embargo, redirecionando as vendas para o mercado interno, onde conta com marcas e forte relacionamento com clientes. “O fato de termos vendas balanceadas entre mercado interno e externo é positivo para nossa companhia, pois permite flexibilidade no direcionamento das vendas”, acrescentou. Ainda assim, as vendas para o mercado externo representaram 54% da receita bruta, aumento em relação aos 42% do primeiro trimestre e com leve recuo em relação ao patamar de 55% atingido no segundo trimestre de 2022. A China foi o principal destino dos embarques, seguida da Israel. “Como consequência da disciplina financeira e esforço na gestão de capital de giro, encerramos o período com caixa de R$ 292 milhões, 38% maior do que o registrado ao fim do primeiro trimestre e alta de 36% na comparação anual”, pontuou Eduardo Masson, CFO da companhia. Do ponto de vista operacional, a Frigol destacou que o segundo trimestre foi marcado pela conclusão dos projetos que permitiram aumentar a capacidade produtiva em suas três plantas de bovinos, em Lençóis Paulista (SP), Água Azul do Norte (PA) e São Félix do Xingu (PA). “Agora, a empresa está preparada para abater 590 mil animais neste ano, 25% acima que em 2022”.

Valor Econômico

FRANGOS & SUÍNOS

Suíno vivo com altas

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 120,00/R$ 122,00, enquanto a carcaça especial cedeu 2,13%/2,06%, valendo R$ 9,20/kg/R$ 9,50/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (14), houve leve alta de 0,15% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,67/kg, reajuste positivo de 0,32% no Paraná, alcançando R$ 6,23/kg, incremento de 1,34% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,06/kg, aumento de 0,33% em Santa Catarina, custando R$ 6,01/kg, e de 1,40% em São Paulo, fechando em R$ 6,53/kg.

Cepea/Esalq

Gigante chinesa de carne suína WH Group vê preços de suínos mais altos no 2º semestre de 2023

A gigante chinesa de processamento de carne suína WH Group Ltd espera que os preços dos suínos na China subam 10-20% no segundo semestre de 2023 em relação aos primeiros seis meses, apoiados por uma demanda mais forte e menor excesso de oferta

“Os criadores de suínos na China sofreram perdas por sete meses, o período mais longo da história, devido aos baixos preços dos suínos. Mas a situação vai melhorar na segunda metade do ano”, disse Ma Xiangjie, presidente da Shuanghui Development, subsidiária do Grupo WH, em entrevista coletiva na terça-feira. Ma previu que o preço médio do suíno atingiria cerca de 16 yuans (US$ 2,20) por quilograma (kg) no segundo semestre deste ano, acima da média de 15,12 yuans no primeiro semestre, mas o preço médio de 2023 ainda seria significativamente menor de 2022. O WH Group divulgou na terça-feira seus lucros do primeiro semestre antes que os ajustes de valor justo biológico caíssem 45%, para US$ 383 milhões. A receita de janeiro a junho do grupo, dono da Smithfield Foods, com sede nos Estados Unidos, maior processadora de carne suína do mundo, caiu 2%, para US$ 13,12 bilhões, de acordo com um documento da empresa. A China, maior consumidora mundial de carne suína, viu sua produção de carne suína no segundo trimestre atingir o nível mais alto em pelo menos uma década no período, à medida que os produtores se preparavam para uma demanda melhor. No entanto, os preços fracos e a demanda morna em meio à economia vacilante levaram os criadores a reduzir os rebanhos, aumentando os volumes de abate. “A demanda por carne suína é sazonalmente mais forte no segundo semestre do ano, o que melhorará a situação de oferta e demanda”, disse Ma. Ao mesmo tempo, o WH Group espera que os preços do suíno nos Estados Unidos e na Europa caiam na segunda metade do ano em relação aos atuais altos níveis sazonais. Os executivos do Grupo WH também disseram que as recentes fortes chuvas e inundações no norte da China não afetaram sua produção.

Reuters

Frango: mercado estável no PR e em queda em SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve recuo de 0,47%, valendo R$ 6,32/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o valor não teve alteração, com a ave cotada em R$ 4,51/kg; já em Santa Catarina, houve queda de 0,97%, atingindo R$ 4,08/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (14), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, valendo, respectivamente, R$ 6,55/kg e R$ 6,54/kg.

Cepea/Esalq

Vanuatu abre mercado para carne de frango brasileira

As autoridades sanitárias do Vanuatu, país no sul do Pacífico, comunicaram na segunda-feira (14) a aprovação do Certificado Sanitário Internacional (CSI), que acompanhará os carregamentos de carne de aves, os produtos derivados e miúdos

Os estabelecimentos brasileiros já podem procurar o Ministério da Agricultura e Pecuária para conhecer as condições de habilitação para exportação desses produtos para aquele país localizado na Oceania. De acordo com o AgroStat (Estatística do Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro), em 2022, Vanuatu importou US$ 69,7 mil em produtos do agronegócio brasileiro, principalmente, margarina.

MAPA

INTERNACIONAL

Argentina suspende exportação de carne por 15 dias para negociar com frigoríficos

Medida foi anunciada um dia depois da divulgação da vitória de Javier Milei nas primárias eleitorais

O governo da Argentina anunciou na terça-feira a suspensão da exportação de carne por 15 dias para renegociar os preços praticados pelos frigoríficos locais após a alta na taxa de câmbio do país de mais de 20 pontos percentuais. A medida foi anunciada pela Secretaria do Comércio na terça-feira, um dia após a divulgação dos resultados das primárias eleitorais que indicaram a vitória ao candidato de ultradireita Javier Milei, e só será suspensa depois que o governo fechar novo acordo de preços. A Casa Rosada busca discutir com produtores alternativas para conter o aumento do preço interno do produto. A negociação está sendo mediada pelo Consórcio de Exportadores de Carnes Argentinas, que reúne os principais frigoríficos do país. Atualmente os principais produtores de carne da Argentina praticam preços segundo o acordo firmado pelo Programa Precios Cuidados, que controla o preço de diversos produtos do país, em uma tentativa de conter a inflação que já passa de 115%. Segundo levantamento do canal de televisão “TN”, na terça-feira os preços do quilo de vacas aumentaram 20%, enquanto o custo do quilo de novilhos aumentou 25%.

Valor Econômico

Carne bovina: autoembargo da Argentina favorece Brasil e Uruguai

Secretaria de Comércio do país anunciou a suspensão das vendas internacionais na terça-feira

A Argentina pode deixar de exportar 40 mil toneladas de carne bovina nos 15 dias de autoembargo, estima a Safras & Mercado. A Secretaria de Comércio do país anunciou a suspensão das vendas internacionais nesta terça-feira como medida do governo para tentar conter a inflação. A ausência do país no mercado internacional abrirá, mesmo que momentaneamente, mais espaço para as proteínas do Brasil e do Uruguai, principalmente na China. Fernando Iglesias, analistas da Safras & Mercado, afirma que cerca de 70% das exportações de carne bovina da Argentina têm como destino o mercado chinês. No ano passado, o país embarcou pouco mais de 900 mil toneladas. O caminho mais óbvio é que a China procure substituir a Argentina pelo Brasil e pelo Uruguai, especialmente o Brasil por causa da escala. Segundo Iglesias, quando a Argentina bloqueou suas exportações em 2021, o mercado internacional demorou a voltar a comprar como antes dos argentinos. “É uma decisão que deixa o importador desconfiado, porque ele quer ter garantias de que o produto que comprou será entregue”, afirma Iglesias. Iglesias alerta que a decisão argentina é um “tiro no pé” e pode provocar um problema estrutural, ao interferir na rentabilidade do setor. “É uma estratégia ultrapassada, já vimos isso acontecer nos anos 1980. A decisão tomada hoje vai gerar problemas no médio e longo prazo. É o cerne do mercado da carne bovina”, afirma. A consultoria estima que as exportações de carne bovina da Argentina estavam crescendo mais de 13% em relação ao ano passado.

Valor Econômico

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