
Ano 9 | nº 2045 |17 de agosto de 2023
NOTÍCIAS
Novas quedas para a cotação do boi gordo em São Paulo
As cotações do boi destinado ao mercado interno e da novilha caíram R$5,00/@ na comparação diária, nas praças pecuárias paulistas. Ocorreram negócios abaixo da referência na região
De acordo com dados apurados pela Scot Consultoria, nas praças paulistas, as cotações do boi destinado ao mercado interno e da novilha recuaram R$ 5/@ nesta quarta-feira. Com isso, a arroba do boi gordo paulista está sendo negociada em R$ 215, a da vaca em R$ 200 e a da novilha em R$ 210 (preços brutos e a prazo), informou a Scot. A cotação do “boi-China” está em R$ 225/@, no prazo, valor bruto – um ágio de R$ 10/@ sobre o animal “comum”.
Na região de Marabá no Pará, as cotações de todas as categorias de bovinos para o abate permaneceram estáveis na comparação diária. Na região de Goiânia em Goiás, queda de R$5,00/@ nas cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao mercado interno e de R$10,00/@ na cotação do “boi China”.
SCOT CONSULTORIA
Arroba do boi do gordo continua em queda no Brasil
Em São Paulo, a referência para a arroba do boi atingiu R$ 217, enquanto em Goiânia (GO), foi indicado um valor de R$ 205
O mercado do boi gordo no Brasil continua enfrentando preços em queda devido à demanda moderada que persiste na segunda metade deste mês. Frigoríficos estão lidando novamente com níveis confortáveis de abate e, assim, buscam reduzir os preços gradativamente. Os preços da carne também diminuíram no mercado atacadista, refletindo não somente a situação interna, mas também a redução dos preços médios da carne bovina no mercado global, impactando a receita das indústrias frigoríficas. Em meio a esse cenário, a saída para preservar as margens de lucro está na contenção dos custos, afirmou Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi atingiu R$ 217, enquanto em Goiânia (GO), foi indicado um valor de R$ 205 para a arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), o preço da arroba ficou em R$ 220, e em Dourados (MS), foi apontado um valor de R$ 222 por arroba. Já em Cuiabá, a arroba foi indicada a R$ 200. No mercado atacadista, os preços da carne bovina estão em queda devido à demanda mais contida nesta segunda quinzena do mês. Isso é ampliado pela crescente competitividade da carne de frango em relação às outras proteínas concorrentes, especialmente a carne bovina, destacou Iglesias. O quarto traseiro foi avaliado a R$ 17,25 por quilo, representando uma queda de R$ 0,15. O quarto dianteiro, por sua vez, foi cotado a R$ 13,00 por quilo, apresentando uma redução de R$ 0,10. A Ponta de Agulha teve seu preço fixado em R$ 12,75 por quilo, com uma diminuição de R$ 0,15.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar à vista fecha a R$4,9874 na venda, leve variação negativa de 0,01%
O dólar fechou a quarta-feira praticamente estável ante o real, com investidores realizando os lucros mais recentes durante boa parte do dia e reagindo ao noticiário externo, com novos dados fracos da China e a divulgação da ata do último encontro de política monetária do Federal Reserve
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9874 reais na venda, com variação negativa de 0,01%. Na B3, às 17:08 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,02%, a 5,0000 reais. No exterior, os mercados operavam pela manhã em meio aos receios de que a desaceleração chinesa possa se aprofundar, após a divulgação de dados econômicos fracos nos últimos dias. Na quarta-feira, números oficiais mostraram que os preços das novas moradias na China caíram em julho pela primeira vez este ano. O setor imobiliário responde por cerca de um quarto da atividade econômica do país. Mas o movimento do câmbio no Brasil esteve mais ligado na quarta-feira à realização dos lucros recentes por parte de alguns investidores.
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Ibovespa fecha em queda pela 12ª vez seguida, recorde histórico
O referencial sucumbiu à pressão dos mercados americanos, enquanto investidores analisam a ata do Fed, e à queda da Eletrobras, na medida em que ruídos políticos crescem na companhia
O Ibovespa recuou pela décima segunda sessão consecutiva na quarta-feira, a maior sequência já registrada na história do índice segundo levantamento do Valor Data. Apesar do início de pregão positivo, impulsionado pela alta das ações da Petrobras, o referencial sucumbiu à pressão dos mercados americanos, enquanto investidores analisam a ata do Federal Reserve (Fed), e à queda da Eletrobras, na medida em que ruídos políticos crescem na companhia. No fim do dia, o Ibovespa caiu 0,50%, aos 115.592 pontos. Na mínima intradiária, o índice à vista tocou os 115.534 pontos e, na máxima, os 117.338 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até às 17h15) foi de R$ 25,53 bilhões no Ibovespa e R$ 31,13 bilhões na B3, em sessão também marcada pelo vencimento de opções sobre o índice. Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,76%, aos 4.404 pontos, Dow Jones fechou em queda de 0,52%, aos 34.765 pontos e Nasdaq registrou perdas de 1,15%, aos 13.474 pontos.
VALOR ECONÔMICO
Brasil tem fluxo cambial positivo de US$5,749 bi em agosto até dia 11, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 5,749 bilhões de dólares em agosto até dia 11, em movimento puxado tanto pela via financeira quanto pela comercial, informou na quarta-feira o Banco Central
Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de 1,838 bilhão de dólares em agosto até dia 11. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de agosto até dia 11 foi positivo em 3,910 bilhões de dólares. Na semana passada, de 7 a 11 de agosto, o fluxo cambial total foi positivo em 4,149 bilhões de dólares. No acumulado do ano até 11 de agosto, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 23,279 bilhões de dólares.
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Inadimplência cai, mas ainda afeta 71,4 mi de brasileiros, diz Serasa
O número de brasileiros endividados caiu pelo segundo mês consecutivo, com uma redução de 34.495 pessoas na comparação com junho, atingindo 71,41 milhões de pessoas inadimplentes, de acordo com indicadores da Serasa
Conforme a instituição, é a primeira vez, desde junho de 2021, em que são registradas duas quedas em sequência. Entre os principais responsáveis pela redução da inadimplência estão os débitos com bancos e cartões de crédito. “Essa boa notícia pode estar ligada aos primeiros impactos do Programa Desenrola Brasil, do Governo Federal, que desde 17 de julho estimula a negociação de dívidas com as instituições financeiras”, disse a Serasa. As dívidas com bancos e cartões de crédito registraram uma redução de 1,6 ponto percentual, atingindo 29,53% em julho, a maior queda na representatividade desse segmento registrada desde janeiro de 2019. O declínio também foi impactado pelas dívidas negociadas nos canais do Serasa Limpa Nome, cujo índice relacionado aos grandes bancos aumentou de 14,77% em junho para 15,16% no mês passado. Além de bancos e cartões, também foi verificada queda no percentual de déficits no varejo, que passou de 11,44% para 11,10% na comparação dos dois últimos meses. O segmento de Utilities (contas de água, luz e gás) teve alta de 22,07% para 23,90%, enquanto o de Financeiras apresentou elevação de 15,22% para 15,30%. De acordo com a Serasa, julho acumulou um total de 265 milhões de dívidas, que somaram 351 bilhões de reais. O valor médio devido por cada brasileiro é de 4.923,97 reais. Com o feirão de renegociação Serasa Limpa Nome, os brasileiros conseguiram renegociar no mês passado 3,8 milhões de débitos, com o total de descontos concedidos atingindo 8,89 bilhões de reais. A inadimplência atinge 43,72% da população adulta do país. Desse total, 50,4% são mulheres e 49,6% são homens. As faixas etárias mais afetadas são de 41 a 60 anos de idade (35%) e de 26 a 40 anos (34,6%).
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Indústria e serviços avançam e mantêm PIB estável no segundo trimestre, diz FGV
Indicador calcula que o Produto Interno Bruto brasileiro teve ligeira alta de 0,2% no período, mesmo com queda de 8% na agropecuária
Após o impulso da safra recorde de soja no primeiro trimestre, a agropecuária devolveu parte dos ganhos no segundo trimestre. No entanto, indústria e serviços mostraram crescimento, mesmo em meio ao cenário de taxa de juros elevada, apontou o Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O indicador calcula que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve ligeira alta de 0,2% na passagem do primeiro trimestre para o segundo trimestre deste ano. “Tem uma certa resiliência da economia. Porque, apesar de estar num ambiente de juros elevados, que obviamente está afetando a economia, ainda assim esses setores estão crescendo”, argumentou Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB. O PIB vinha de uma elevação de 2,0% no primeiro trimestre do ano, ante o quarto trimestre de 2022, turbinado pelo salto de 20,6% na agropecuária, ao passo que indústria (0,2%) e serviços (0,4%) tiveram resultados mais modestos. No segundo trimestre de 2023, em comparação com o primeiro trimestre do ano, a agropecuária caiu 8,0%, mas a indústria cresceu 1,1%, e os serviços avançaram 0,3%. “Já era esperada essa desaceleração (no PIB geral no segundo trimestre), mas tinha essa expectativa se o número seria positivo ou negativo. Mas a gente conseguiu, devido a essa contribuição da indústria e dos serviços, manter essa estabilidade, pelo menos não caiu”, pontuou Trece. “A gente deve ter um segundo semestre mais desafiador. Esse segundo trimestre já está mostrando isso, embora seja positivo.” Segundo a pesquisadora do Ibre/FGV, a agropecuária já garantiu “um bônus” na economia este ano, graças à safra recorde, especialmente de soja. O setor deve entregar uma contribuição de 0,7 ponto porcentual para a taxa de crescimento do PIB brasileiro de 2023, prevê. “Não é pouca coisa”, ressalta. Ela lembra que 90% da colheita de soja acontece até abril, então o grosso dessa contribuição do campo para a economia já ocorreu. Daqui em diante, Trece espera uma influência maior, especialmente dos serviços e da indústria extrativa. “A extrativa mineral também está sendo um benefício este ano. A gente está com um número bom tanto para petróleo quanto para minério de ferro este ano, os principais produtos da extrativa”, apontou a economista, que prevê um avanço em torno de 2,5% no PIB brasileiro de 2023. Embora espere um possível impacto positivo do programa de governo Desenrola, para renegociação de dívidas, Trece acredita que o consumo das famílias ainda permaneça contido pelos altos níveis de endividamento no País, mas se sustente em território positivo no segundo semestre graças à demanda por serviços e bens não duráveis. No segundo trimestre de 2023 ante o primeiro trimestre deste ano, os dados do Monitor do PIB apontam que houve uma alta de 0,4% no Consumo das Famílias, mas queda de 0,3% no Consumo do Governo. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) subiu 0,2%. As exportações avançaram 4,0%, e as importações aumentaram 11,8%. Em relação ao segundo trimestre de 2022, o Monitor do PIB aponta crescimento de 2,6% na economia no segundo trimestre de 2023. A atividade econômica registrou uma elevação de 1,3% no mês de junho ante maio. Na comparação com o mês de junho de 2022, houve expansão de 2,7% em junho de 2023. Em termos monetários, o PIB alcançou aproximadamente R$ 5,075 trilhões no primeiro semestre de 2023, em valores correntes.
O ESTADO DE SÃO PAULO
GOVERNO
BNDES pode fechar 2023 com R$ 120 bilhões em desembolsos, diz Mercadante
Presidente do BNDES diz que, no primeiro semestre, a instituição teve papel de banco público com política anticíclica
O BNDES pode fechar o ano com R$ 120 bilhões em desembolsos, segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante. O dado considera o que já tem evoluído no mês de agosto. “Nossa previsão é fechar o governo com o BNDES com o dobro do tamanho do que recebemos”, diz Mercadante em entrevista coletiva no banco. No primeiro semestre, diante de cenários de juros altos, o BNDES fez papel de banco público com política anticíclica, com muita prudência, diz o presidente, citando os casos de Americanas, Light e Oi. “Mesmo assim, a inadimplência do banco foi de 0,01%.” Segundo Mercadante, a expectativa para o segundo semestre é otimista e os projetos já estão chegando. “Recebi hoje o governador Tarcisio Freitas, de São Paulo, com diversas propostas para o Estado que entrarão no PAC. O BNDES tem previsão de financiar R$ 270 bilhões no PAC até o fim do governo. Seguramente podemos chegar.” Mercadante disse que o banco não irá abdicar de direitos políticos em áreas estratégicas. “Vimos ontem o que acontece [em referência ao apagão e privatização da Eletrobras]. Na hora da crise, a exemplo da Light, quem é acionado é o Estado.” Ao comentar a questão da Copel, Mercadante reforçou ser contra a diluição da participação do BNDES. “É algo que para nós é um prejuízo da representação política em um setor que precisamos estar presentes, a exemplo da Eletrobras.” Quanto à flexibilização de indexadores de financiamento, o presidente do BNDES diz que busca flexibilizar o uso da TLP para usar indicadores como Selic e NTN. “Nosso esforço é deixar de transferir recursos para o Tesouro. O Tesouro tem que desmamar do BNDES.” “Nós queremos que o BNDES pague 25% de dividendos ao Tesouro, não faz sentido pagar 60%, isso descapitaliza o banco.” A carteira de participações do BNDES no 1° semestre ficou praticamente estável, em R$ 66 bilhões, segundo Alexandre Abreu, diretor financeiro e de crédito digital para MPME. O banco manteve a participação nas grandes empresas que já tinha: Petrobras, Copel, Eletrobras e JBS. Segundo o diretor, por conta de eventos como Americanas e pedido de recuperação judicial da Light, o número de consultas ao BNDES aumentou no primeiro semestre. Nelson Barbosa, diretor de planejamento e estruturação de projetos do banco, diz que com o início da queda da taxa Selic e da TLP, “vários projetos que são consultas vão se transformar em aprovações e desembolsos”.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Órgão concorrencial do Uruguai aprova compra da BPU Meat pela Minerva
A Minerva Foods disse na quarta-feira (16) que a autoridade concorrencial do Uruguai aprovou a aquisição da Breeders and Packers Uruguay (BPU Meat) pela companhia, sem restrições
A compra da BPU Meat, uma subsidiária da NH Foods Group, pela Minerva foi anunciada inicialmente em janeiro. “Essa é mais uma iniciativa da Minerva Foods em consonância com a sua estratégia de ampliação da diversificação geográfica, com o objetivo de mitigar riscos e maximizar as oportunidades no mercado global de proteína animal, sempre respeitando o nosso compromisso com a disciplina financeira, sustentabilidade e criação de valor para os acionistas”, disse a Minerva em comunicado. Com a aquisição, a Minerva passa a ser líder na produção de carne bovina no Uruguai, com uma capacidade total de abate de 3,7 mil cabeças/dia, distribuídas por quatro unidades frigoríficas: Pul, Carrasco, Canelones e BPU.
CARNETEC
Aperto de margens afetou empresas do agro no segundo trimestre
Levantamento mostra que, das 18 companhias que divulgaram resultados neste mês, em apenas cinco indicador melhorou
O aperto das margens foi o principal ponto em comum entre as empresas de capital aberto do agronegócio brasileiro no segundo trimestre deste ano. Levantamento do Valor Data feito com base nos resultados financeiros de 18 empresas mostra que, desse grupo, apenas cinco fecharam o trimestre com margens Ebitda ajustadas maiores do que as do mesmo período de 2022. As razões para a piora quase generalizada desse indicador foram diversas, entre eles aspectos particulares de cada negócio. Mas um fator destacou-se entre os demais: a queda de preços — das commodities agrícolas, no caso das empresas de grãos e cereais, e das carnes, no das companhias de proteínas animais — no mercado internacional. Entraram no levantamento empresas dos segmentos de carnes, grãos, insumos e terras, que apresentaram nos últimos dias seus balanços do segundo trimestre de 2023, e grupos do setor sucroenergético, que divulgaram os dados referentes ao primeiro trimestre da safra canavieira 2023/24. No caso dos frigoríficos, a piora das margens ocorreu em um trimestre em que quase todas tiveram prejuízo. As perdas foram consequência, entre outros fatores, do declínio das cotações da carne bovina exportada para a China e também do frango, que viveu um momento de sobreoferta no mercado internacional. Para JBS e Marfrig, as empresas mais expostas ao mercado americano, o ciclo de baixa da produção de gado nos Estados Unidos pesou sobre os resultados e continuará pressionando essas companhias. “Acho que já vimos trimestres mais fortes para todas elas”, disse ao Valor o analista Gustavo Troyano, do Itaú BBA, sobre as companhias frigoríficas. A JBS, por exemplo, que fechou o segundo trimestre do ano passado com lucro líquido de R$ 3,95 bilhões, teve perda de R$ 263,6 milhões no mesmo período de 2023. Os executivos da empresa afirmaram ao Valor que, a despeito da piora do resultado, já há sinais de que o pior momento já ficou para trás. A companhia teve margem líquida ajustada de 5%, ou 6,2 pontos percentuais menor do que a do mesmo período de 2022. A margem da Marfrig diminuiu 4,5 pontos percentuais na mesma base de comparação, para 7,1%, e a da BRF, 3,3 pontos, a 8,2%. A Minerva, a única entre as quatro empresas de proteínas animais a ter fechado o segundo trimestre no azul — a empresa reportou lucro líquido de R$ 118 milhões, um resultado 72,2% menor do que o do mesmo intervalo de 2022 —, melhorou sua margem, que passou de 9,2% a 9,8%. Se para as empresas de carnes a desvalorização dos grãos é positiva, o efeito é inverso para as companhias agrícolas. “Na análise do agronegócio, em geral, observamos o impacto da queda de preços das commodities agrícolas, especialmente do algodão e da soja, no balanço da SLC Agrícola, que divulgou queda de receita, margem Ebitda e lucro líquido no trimestre”, afirmou Melina Constantino, analista do BB Investimentos. Segundo ela, apesar de a volatilidade ainda estar presente na formação de preços das commodities agrícolas, em razão da guerra entre Rússia e Ucrânia e do fim do acordo de escoamento de grãos pelo Mar Negro, a ampla oferta de soja e milho no mercado global segue pressionando as cotações.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Embrapa Suínos e Aves: Custos de produção para frango cai em julho; o de suínos sobe
Investimento na alimentação dos animais teve movimentação diferente entre frangos de corte e suínos
De acordo com informações da Central de Inteligência de Aves e Suínos da divisão da Embrapa Suínos e Aves, os custos de produção para a suinocultura brasileira tiveram aumento neste último mês de julho, comparado com o mês anterior, enquanto para frangos de corte, o movimento foi oposto, de queda. Em julho, o Índice de Custos de Produção para Frangos (ICPFrango) foi de 335,17, uma diminuição em relação a junho na ordem de -3,08%. Olhando para o acumulado, entre janeiro a julho de 2023, o índice calculado pela Embrapa mostra recuo de -21,78%, e entre julho de 2022 a julho deste ano, o recuo é de -20,57%. Entre os itens que pesaram menos nos investimentos na avicultura em julho, estiveram a nutrição das aves, com baixa de 3,69% em relação a junho, queda de 3,71% para os pintinhos de um dia e de 3,61% no caso da mão-de-obra. No caso da suinocultura, o Índice de Custos de Produção para Suínos (ICPSuíno), foi de 335,03 em julho, aumento de 1,66% em relação a junho. Entretanto, de janeiro a julho deste ano, se vê um acumulado mostrando queda em relação ao mesmo período do ano anterior, na ordem de 27,47%, e baixa de 22,40% entre julho de 2022 a julho de 2023. A alimentação dos animais teve aumento de 1,27% em julho, em relação a junho, assim como o custo de capital, que subiu 3,42%. No caso da avicultura de corte, o Paraná, principal produtor e exportador da proteína avícola, o custo médio passou de R$ 4,47/kg em junho para R$ 4,33/kg em julho, uma redução 3,13%. Olhando para julho de 2022, quando o custo médio no Estado era de R$ 5,47/kg, a queda em relação a julho deste ano é de 20,84%. Em relação à suinocultura, a referência de Santa Catarina, também configurada como maior produtor e exportador brasileiro de carne suína, os custos médios no Estado passaram de R$ 5,76/kg em junho para R$ 5,86/kg em julho, alta de R$ 1,73%. Entretanto, quando se compara julho deste ano com os custos em julho de 2022, que eram na casa dos R$ 7,55/kg, observa-se baixa de 22,38%.
Embrapa Suínos e Aves
ABPA projeta aumento na produção e exportação de carne suína e de frango para 2023 e 2024
Disponibilidade interna e consumo per capita para carne de frango deve aumentar em 2023 e 2024, enquanto da carne suína deve ficar estável
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou na quarta-feira (16) as projeções do setor para a produção e as exportações da avicultura e da suinocultura do Brasil até o fechamento de 2023 e para o ano de 2024. Entre os destaques estão os avanços na produção e exportação das carnes de frango e suína. Além disso, há a diferença entre a disponibilidade interna e do consumo per capita, que deve aumentar neste ano em 2024 para a carne de frango, e permanecer estável para a carne suína. Em relação à carne de frango, os dados mostram que a produção até o final deste ano de 2023 tem a projeção de alcançar entre 14,800 a 14,950 milhões de toneladas, aumento de até 3% em relação aos dados de 2022. A projeção para 2024, é de que a produção da proteína avícola atinja até 15,500 milhões de toneladas, incremento de até 4,5%. Nas exportações de carne de frango, o ano de 2023 deve encerrar com embarques chegando a 5,100 e 5,200 milhões de toneladas, alta de até 8% no comparativo com 2022. A previsão para o ano de 2024 é de embarques podendo atingir 5,350 milhões de toneladas, crescimento de até 5% em relação a 2023. Outro destaque trazido pela ABPA é a disponibilidade interna da proteína, que neste ano de 2023 deve aumentar, podendo alcançar 9,850 milhões de toneladas, aumento de até 1,5% em comparação ao ano passado. Isso deve se repetir na projeção para 2024, com aumento de até 3% na disponibilidade de carne de frango no mercado interno brasileiro, chegando a 10,150 milhões de toneladas. O consumo per capita da proteína avícola também deve crescer, saindo dos 45,2 quilos por habitante/ano em 2022 e fechando 2023 podendo atingir 46,00 quilos, elevação de até 1,5%. A expectativa é de que o consumo brasileiro siga aumentando em 2024, com expectativa de elevação de até 3,00%, fechando em 47,00 quilos por habitante. Diferente da carne de frango, tanto a disponibilidade interna da carne suína quanto o consumo per capita têm perspectiva de permanecerem estáveis neste ano de 2023 e para 2024, conforme os dados da ABPA. Em 2022, o volume da proteína suinícola disponível em solo brasileiro foi de 3,863 milhões de toneladas, e o consumo per capita/ano, de 18,00 quilos, o que pode se repetir até o encerramento deste ano e em 2024. No caso da produção de carne suína, 2023 pode atingir 4,950 a 5,050 milhões de toneladas, incremento de até 1,5% em relação a 2022. A projeção para 2024 é de que sejam produzidas entre 5,000 a 5,150 milhões de toneladas de carne suína, avanço de até 4%. Em relação às exportações da proteína suinícola, até o final deste ano a expectativa é de embarques atingindo 4,950 e 5,050 milhões de toneladas, elevação de até 12% no comparativo com o ano passado. A tendência, segundo a ABPA, é de aumento também para 2024, com exportações batendo na casa das 1,300 milhões de toneladas, alta de até 8%. Santin destaca a abertura e ampliação de mercados consumidores em 2023, além do reconhecimento, por exemplo, do Rio Grande do Sul por parte do Chile como livre de febre aftosa sem vacinação. “A República Dominicana, neste sentido, já habilitou plantas para poder comprar os produtos suinícolas de alguns Estados brasileiros”, disse.
ABPA
Cotações avançam no mercado de suínos do PR e SC
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 120,00/R$ 122,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,09%/1,05%, valendo R$ 9,10/kg/R$ 9,40/kg.
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à terça-feira (15), houve tímida alta de 0,17% em Santa Catarina, chegando a R$ 6,02/kg, avanço de 0,64% no Paraná, atingindo R$ 6,27/kg, e de 0,31% em São Paulo, fechando em R$ 6,55/kg. Ficaram estáveis os valores em Minas Gerais (R$ 6,67/kg), e Rio Grande do Sul (R$ 6,06/kg).
Cepea/Esalq
Cotações estáveis para o mercado do frango
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve recuo de 0,79%, valendo R$ 6,27/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o valor não teve alteração, com a ave cotada em R$ 4,51/kg, assim como Santa Catarina, custando R$ 4,08/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (15), a ave congelada teve tímida alta de 0,15%, alcançando R$ 6,56/kg, e o frango resfriado subiu 0,31%, fechando em R$ 6,56/kg.
Cepea/Esalq
Gripe aviária: Mapa confirma mais um caso; total sobe para 80
De acordo com o Mapa, há outras 13 investigações de gripe aviária em andamento, com coleta de amostra e sem resultado laboratorial conclusivo
O Ministério da Agricultura informou, em atualização na plataforma oficial às 19h, que um novo foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP, vírus H5N1) em ave silvestre foi detectado no Brasil. No total, há 78 casos da doença em aves silvestres no país e dois focos em produção de subsistência, de criação doméstica. De acordo com o ministério, há outras 13 investigações em andamento, com coleta de amostra e sem resultado laboratorial conclusivo. Das investigações em andamento, três são em produção de subsistência – em ganso em Serra (ES), em galinha em Ponta Porã (MS) e em galinha em Cáceres (MT). As notificações em aves silvestres e ou de subsistência não comprometem o status do Brasil como país livre de IAAP e não trazem restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros, conforme prevê a Organização Mundial de Saúde Animal.
ESTADÃO CONTEÚDO
Novos casos de gripe aviária estão desacelerando na AL, diz ABPA
Os registros novos casos de influenza aviária de alta patogenicidade na América Latina estão desacelerando, sendo que o Brasil continua livre da doença em aves do setor comercial, segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin
“Nós continuamos como o único dos grandes produtores e o último dos grandes produtores que não tem gripe aviária em suas aves comerciais”, disse Santin em coletiva de imprensa na quarta-feira (16). O Brasil já registrou 79 focos de gripe aviária, dos quais 77 em aves silvestres e dois em aves domésticas, de subsistência. Desse total, 13 focos foram confirmados em maio, 44 em junho, 17 em julho e cinco em agosto, até quarta-feira (16). “Esse é um dado muito bom, positivo, que reafirma a responsabilidade com a qual o Brasil tratou os casos de gripe aviária”, disse Santin. As processadoras brasileiras de carne de frango reforçaram procedimentos de biosseguridade e têm conseguido evitar a doença em aves comerciais. O governo brasileiro mantém negociações com países importadores para que a potencial suspensão de compras, em casos de focos da doença em aves comerciais, fique restrita aos estados e municípios afetados, e não inclua todo o país. Coreia do Sul, Japão e Arábia Saudita já adequaram os protocolos sanitários para regionalizar potenciais suspensões aos estados afetados, e o Japão está analisando a regionalização por municípios, segundo Santin. O executivo disse que o mundo precisa aprender a conviver com a gripe aviária, considerando os movimentos migratórios sazonais de aves, adequando os protocolos sanitários para evitar suspensões totais do comércio com países que identificarem a doença. O Brasil tem uma participação de 35% no mercado global de carne de frango.
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