
Ano 9 | nº 2033 |01 de agosto de 2023
NOTÍCIAS
Estabilidade nas cotações da arroba para todas as categorias nas praças paulistas
Em São Paulo, mercado típico das segundas-feiras. Boa parte das indústrias frigoríficas estão fora das compras e as escalas de abate estão alongadas
Com isso, o boi gordo está sendo negociado em R$ 235/@, porém há negócios ocorrendo abaixo da referência, relata a Scot. Na praça paulista, a vaca está sendo negociada em R$ 207/@, enquanto a novilha gorda vale R$ 225/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” está sendo negociado em R$ 240/@ (preço bruto e a prazo), base São Paulo, com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, acrescenta Scot. Na região Noroeste do Paraná, os preços estão estáveis na comparação diária. No mercado atacadista de carne com osso, a virada do mês abriu possibilidades para ajustes positivos no mercado atacadista de carne com osso. No comparativo feito semana a semana, as cotações da vaca e da novilha casadas subiram 1,5% e 2,1%, precificadas em R$13,70/kg e R$14,55/kg, respectivamente. Para os machos, a cotação da carcaça casada de bovinos castrados subiu 0,3%, negociada em R$15,64/kg. Para a carcaça de bovinos inteiros, a alta foi de 0,1%, precificada em R$13,94/kg.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar comercial fecha sessão em queda e termina julho com recuo de 1,25%
Moeda americana registrou bastante volatilidade na segunda-feira
O dólar comercial encerrou a segunda-feira em leve queda depois de ter registrado bastante volatilidade ao longo da sessão, principalmente no fim das negociações. A moeda teve depreciação de 0,05%, a R$ 4,7289, depois de ter encostado na mínima de R$ 4,7136 e na máxima de R$ 4,7595. No mês de julho a moeda americana acumulou queda de 1,25%. Ao longo da manhã, a moeda americana mostrou alguma resistência frente ao real, mas passado o horário da formação da ptax de fim de mês (que cria uma disputa Dólar comercial fecha sessão em queda e termina julho com recuo de 1,25%. Entre comprados e vendidos em dólar, a divisa começou a perder força. Perto das 17h10, o dólar futuro para setembro operava em queda de 0,17%, a R$ 4,7590. Já o índice DXY avançava 0,28%, a 101,902 pontos.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa fecha sessão em alta com Petrobras e Vale em destaque e acumula ganhos de 3,27% em julho
No fim do dia, o índice subiu 1,46%, aos 121.943 pontos
O Ibovespa registrou alta firme na segunda-feira e retomou o patamar dos 121 mil pontos. Para isso, o índice contou com o avanço de empresas sensíveis aos juros, em dia de fechamento das taxas conforme o mercado precifica cortes mais agressivos da Selic pelo Banco Central. E, principalmente, com altas de Petrobras, que divulgou nova política de distribuição de dividendos, e Vale, se recuperando parcialmente da queda de sexta-feira. No fim do dia, o Ibovespa subiu 1,46%, aos 121.943 pontos, encerrando o mês de julho com ganhos de 3,27%. Na mínima intradiária, o índice à vista tocou os 120.188 pontos e, na máxima, os 122.149 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até às 17h15) foi de R$ 14,17 bilhões no Ibovespa e R$ 21,13 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,15%, aos 4.588 pontos, Dow Jones fechou em alta de 0,28%, aos 35.559 pontos e Nasdaq registrou ganhos de 0,21%, aos 14.346 pontos.
VALOR ECONÔMICO
IPCA para 2023 cede de 4,90% a 4,84% e para 2024 baixa de 3,90% a 3,89%, aponta Focus
Conforme o Boletim Focus divulgado na segunda-feira, 31, a projeção para a inflação oficial – IPCA – em 2023 voltou a recuar ante a semana anterior, de 4,90% para 4,84% – apenas 0,09 ponto porcentual acima do teto da meta deste ano (4,75%). Um mês antes, a mediana era de 4,98%
Para 2024, foco da política monetária, a projeção baixou marginalmente, de 3,90% para 3,89%. Há um mês, era de 3,92%. A expectativa para 2025, que deve passar a ter peso minoritário nas decisões do Copom a partir desta semana, seguiu em 3,50%, contra 3,60% de quatro semanas antes. No Copom anterior, em junho, as medianas eram de 5,12%, 4,00% e 3,80% para os três anos, respectivamente. O comitê se reúne nos dois próximos dias, com a divulgação da decisão a partir de 18h30 de quarta-feira (2). No mercado financeiro, há consenso que o comitê iniciará os cortes da taxa Selic, hoje em 13,75%, mas os economistas estão divididos sobre o ritmo que será adotado. Na Focus, considerando somente as 100 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana para 2023 variou de 4,90% para 4,83%. Para 2024, a projeção de alta cedeu de 3,90% para 3,88%, considerando 99 atualizações no período. No horizonte mais longo, de 2026, houve manutenção na estimativa em 3,50%, repetindo o porcentual de um mês antes. No fim de junho, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou a meta inflacionária de 2026 em 3,0%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%, assim como nos anos de 2024 e 2025 – o que despertou um movimento de reancoragem, especialmente em prazos mais longos. Para 2023, o alvo central é de 3,25%, com piso de 1,75% e teto de 4,75%. Após a surpresa favorável com o IPCA-15 de julho (-0,07%), os economistas reduziram marginalmente a expectativa de inflação do IPCA do mês no Boletim Focus da segunda. A mediana passou de 0,10% para 0,09%. Há um mês, a expectativa era de 0,26%. Para o IPCA de agosto, a estimativa também cedeu ligeiramente, de 0,31% para 0,30%, contra a mediana de 0,25% um mês antes. Já para setembro, a previsão para o indicador continuou em 0,28%, de 0,29% há quatro semanas. Os economistas do mercado financeiro atualizaram no Boletim Focus a expectativa para a inflação suavizada para os próximos 12 meses, de 4,18% para 4,11%, de 4,18% há um mês.
ESTADÃO CONTEÚDO
FGV: Brasil tem menor nível de incerteza econômica desde 2017
O nível de incerteza da economia do país é o menor desde novembro de 2017. É o que aponta o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), divulgado na segunda-feira (31), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre)
O IIE-Br caiu 4,12 pontos em julho, atingindo 103,5 pontos. Em novembro de 2017, o índice estava em 103,21. Nos últimos quatro meses, o indicador acumula recuo de 13,2 pontos. Esse indicador é uma média ponderada de dois componentes: o IIE-Br Mídia, baseado na frequência de notícias com menção à incerteza nos principais jornais do país; e o IIE-Br Expectativa, obtido a partir de previsões do mercado financeiro para a taxa de câmbio, juros e inflação. “Enquanto nos três meses anteriores a queda do IIE-Br havia sido determinada exclusivamente pelo componente de mídia, em julho o resultado é influenciado também pelo componente de expectativas. Com a desaceleração da inflação ficando mais clara, observa-se redução da heterogeneidade nas previsões de 12 meses tanto para o IPCA [considerado a inflação oficial do país] quanto para a [taxa] Selic”, explica Anna Carolina Gouveia, economista da FGV IBRE. Em julho, o componente de Mídia caiu 2,6 pontos, menor nível desde fevereiro de 2015. Já o componente de Expectativas recuou 8,2 pontos. Para a pesquisadora, a queda do IIE-Br nos últimos meses tem relação com a melhoria das perspectivas para o cenário macroeconômico do país, com redução também das incertezas fiscais e políticas. “A continuidade desse quadro dependerá tanto da recuperação da atividade econômica quanto da manutenção de uma relação colaborativa e sinérgica entre as esferas do governo”, conclui. O termômetro usado pelo IIE-Br para medir a expectativa do mercado é o Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. A edição desta segunda-feira traz expectativa de queda da inflação e da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia.
Agência Brasil
EMPRESAS
Pecuária procura novos destinos
Cerca de 80% do rebanho bovino de corte é formado pela raça nelore cujo valor de arroba comercial começa a perder força
Com um rebanho de 225 milhões de cabeças, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil lidera o ranking mundial dos exportadores de carne bovina. Cerca de 80% do rebanho bovino de corte brasileiro é formado pela raça nelore. De acordo com a Associação de Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), a partir do segundo semestre de 2022, o valor da arroba do nelore comercial começou a perder força, caindo mais de 23,5%, de R$ 340 para os atuais R$ 260. Neste último mês, houve uma discreta elevação dos preços, mas longe do patamar anterior, diz Nabih Amin El Aouar, presidente da ACNB. “Com a entressafra, teremos uma melhora nos preços da arroba, mas longe da condição no início do ano passado. Acreditamos em uma maior recuperação só a partir de 2024.” O consumo de carne bovina vem caindo internamente. De 40 kg per capita/ano há alguns anos, hoje está pouco acima de 24 kg per capita/ano. Para Aouar, existem várias razões para isso, especialmente a crise econômica e a pandemia. “Apesar dessa queda importante de preço para o produtor, nos açougues e supermercados, os valores permanecem os mesmos, o que contribui para a redução da demanda.” Mesmo com as altas e baixas dos preços e do consumo nos mercados interno e mundial, grandes empresas do setor estão otimistas. Edison Ticle, CFO da Minerva Foods, diz que a oferta global de carne bovina segue cada vez mais restrita, o que deve se acentuar ainda mais com a queda prevista na produção americana nos próximos anos. Em contrapartida, segundo ele, o aumento na disponibilidade de gado no Brasil, reflexo da retomada do ciclo bovino, tendência que deve permanecer no biênio 2023/2024, também contribui para um cenário mais positivo. Cerca de 70% da receita bruta da Minerva Foods vem das vendas no mercado externo, com 20% de market share na América do Sul. O foco da empresa é voltado para mercados emergentes e de nichos, com envio de carne orgânica para EUA e Europa, e cortes especiais (incluindo kosher e halal) para o Oriente Médio, entre outros. No Brasil, a companhia prioriza mercados de nicho, ganhando market share, rentabilidade e crescimento em marcas premium. Preocupada em zerar as emissões de CO2 até 2035, a Minerva assumiu o Compromisso com a Sustentabilidade, que tem como meta desmatamento ilegal zero em toda a cadeia produtiva da América do Sul até 2030. “Entendemos que a sustentabilidade do nosso negócio depende da manutenção dos ecossistemas que sustentam a produção agrícola, especialmente no que se refere à proteção florestal e o combate ao desmatamento ilegal. No Brasil e no Paraguai, por exemplo, já possuímos 100% de monitoramento dos fornecedores diretos”, afirma o CFO da Minerva Foods. Posicionada entre as maiores produtoras de alimentos do mundo, a JBS faz há 15 anos o monitoramento socioambiental de toda a sua rede de mais de 70 mil produtores de gado pelo país, informa Maria Paula Silveira Bibar, gerente de sustentabilidade da JBS Brasil. “Utilizamos bases de dados oficiais e imagens de satélite para observar se as atividades desses fornecedores estão em conformidade socioambiental e em linha com a nossa política de compra responsável de matéria-prima”, afirma. Atualmente, cerca de 71 milhões de hectares são monitorados diariamente. Como resultado desse trabalho, 12 mil fazendas foram bloqueadas da base de fornecedores, uma vez que os produtores não estavam alinhados com os critérios da empresa, conta Bibar. Para aprimorar as normas de transparência na cadeia produtiva, em 2021, a JBS lançou a Plataforma Pecuária Transparente. “A proposta é que nossos fornecedores também consigam realizar o monitoramento de critérios socioambientais de seus próprios fornecedores, utilizando a tecnologia blockchain para contribuir com a rastreabilidade do gado.” Os dados cadastrados na plataforma são mantidos em confidencialidade, segundo ela, e fornecedores diretos analisam, caso a caso, os dados dos parceiros. “Já temos 45% de nossos fornecedores diretos e indiretos inscritos na plataforma. A partir de 1º de janeiro de 2026, o produtor rural que não fizer parte da plataforma não mais poderá comercializar com a JBS.” A Marfrig também monitora seus fornecedores (fazendas) de gado, que são homologados e verificados regularmente, atendendo aos critérios socioambientais estabelecidos pela companhia. De acordo com Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade e comunicação corporativa da Marfrig, a empresa trabalha para ter toda a cadeia de produção identificada e rastreada, desde o abate dos animais. Para a companhia, o mercado neste semestre está favorável, e vem sendo favorecido pela diversificação de exportação para novos países, como Canadá e Singapura. “Começamos a exportar também para o México”, diz Rui Mendonça, CEO da operação América do Sul da Marfrig. Outro fator positivo é a participação de industrializados, que tem crescido e hoje representa 15% do faturamento da Marfrig na América do Sul, em comparação a 5% há cinco anos. “O mesmo movimento ocorre com carne in natura com marcas (especialmente Bassi e Montana Steakhouse), que respondem por 30% do faturamento. São produtos com maior valor agregado e melhor rentabilidade”, afirma. No primeiro trimestre, a operação América do Sul exportou 33% de sua produção, o que equivale a 118 mil toneladas de carne e geração de receita líquida de R$ 2,89 bilhões. Os principais destinos foram China e Hong Kong (63% das exportações), União Europeia (16%), Estados Unidos (10%) e Oriente Médio (9%).
Valor Econômico
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: preços estáveis no PR E SC na segunda-feira (31)
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve baixa de 2,59%/2,50%, chegando a R$ 113,00/R$ 117,00, enquanto a carcaça especial ficou estável em R$ 8,90/kg/R$ 9,30/kg
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (28), foram registradas baixas em Minas Gerais, na ordem de 0,62%, atingindo R$ 6,42/kg, retração de 0,34% no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,90/kg, e recuo de 1,37% em São Paulo, alcançando R$ 6,47/kh. Os preços ficaram estáveis no Paraná (R$ 6,02/kg) e Santa Catarina (R$ 5,76/kg).
Cepea/Esalq
Estabilidade para o frango no PR E SC
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja teve aumento de 2,22%, na segunda-feira, chegando a R$ 4,0/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 1,50%, valendo R$ 5,50/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,19/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 4,36/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (28), a ave congelada teve aumento de 0,68%, chegando a R$ 5,93/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,51%, fechando em R$ 5,92/kg.
Cepea/Esalq
ABRAFRIGO
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