
Ano 9 | nº 1959 |14 de abril de 2023
NOTÍCIAS
Quedas nos preços em todas as categorias de bovinos nas praças paulistas
Grande parte das indústrias frigoríficas paulistas, que preencheram suas escalas de abate ao longo da semana, ficaram fora das compras nessa quinta-feira (13/4). Compradores em atividade ofertaram menos R$5,00/@ de boi, menos R$2,00/@ de vaca e menos R$5,00/@ de novilha. A cotação do bovino jovem, o “boi China”, caiu R$5,00/@.
No Rio de Janeiro, os preços para o boi, vaca e novilha ficaram estáveis no comparativo diário. Em Santa Catarina, a cotação da vaca caiu R$2,00/@. Para boi e novilha os preços ficaram estáveis no comparativo diário.
SCOT CONSULTORIA
Boi: preços caem com aumento da oferta e queda do dólar
Combinação de fatores como escalas dos frigoríficos mais alongadas, oferta em alta e dólar fraco enfraquecem os preços do boi
O mercado físico do boi gordo teve mais um dia marcado por pressão nos preços da arroba nas principais praças de produção e comercialização do país. As informações são da Safras & Mercado. Os preços da arroba do boi gordo caíram nas principais praças do país, com a combinação de fatores como escalas dos frigoríficos mais alongadas, oferta em alta e dólar fraco enfraquecem os preços. Em São Paulo, a arroba ficou em R$ 275 a R$ 280. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 274; em Cuiabá, em R$ 253; em Goiânia, em R$ 260; e em Uberaba, em R$ 280. O mercado atacadista apresentou preços acomodados, com quarto traseiro a R$ 20,35, quarto dianteiro a R$ 14,40 e ponta de agulha a R$ 14,50 por quilo
AGÊNCIA SAFRAS
Boi/Cepea: Arroba do boi volta a ser negociada acima do valor da carne
Os preços do boi gordo estão mais firmes no mercado paulista. Segundo pesquisadores do Cepea, além da retomada dos envios de carne bovina à China, a possibilidade de manter o gado no pasto, devido às condições mais favoráveis das pastagens, também reforça a sustentação aos valores internos da arroba
Já no mercado atacadista da Grande São Paulo, o ritmo de vendas da carne bovina segue lento, o que mantém os preços da carcaça praticamente estáveis. Assim, com a recente recuperação no valor da arroba bovina e a estabilidade nas cotações da carne, nesta parcial de abril, a média de preço do animal para abate voltou a superar a da proteína. Vale lembrar que, em março, o boi gordo para abate foi negociado abaixo da carcaça casada, devido às desvalorizações um pouco mais intensas da arroba bovina nas primeiras semanas daquele mês, que resultaram em queda na média mensal.
Cepea
Abate de bovinos em MT em março é recorde para o mês desde 2007
Os abates de bovinos em Mato Grosso somaram 474,48 mil animais em março, o maior número já registrado no mês desde 2007, segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) citados no mais recente relatório do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea)
“O viés de baixa enfrentado pelas cotações do bezerro de [um] ano foi um dos principais fatores determinantes dessa intensificação dos abates”, disse o Imea. O número de animais abatidos em março foi 16,63% maior que o de fevereiro e 10,07% acima do registrado em março de 2022. O abate de fêmeas aumentou 22,88%, na comparação mensal, com participação de 54,03% nos abates totais em Mato Grosso em março. O preço da arroba do bezerro de 12 meses teve queda de 27,58% em março ante igual mês do ano passado, ao passo que o número de fêmeas abatidas teve um acréscimo de 31,79% no mesmo comparativo.
CARNETEC
ECONOMIA
Dólar recua ante real pelo 3º dia seguido
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9275 reais na venda, em baixa de 0,27%. Este é o menor valor de fechamento para a moeda americana desde 9 de junho de 2022. Nas últimas três sessões, o dólar acumulou baixa de 2,73%
Na B3, às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,10%, a 4,9385 reais. Pela manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que o índice de preços ao produtor para demanda final caiu 0,5% no mês passado. Já os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 11.000, para 239.000, em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 8 de abril. Os dados fracos nos EUA penalizaram a moeda norte-americana e reforçaram a avaliação de que o Federal Reserve está próximo de encerrar seu ciclo de alta de juros. Por outro lado, os dados da China foram favoráveis. O país asiático reportou alta de 14,8% das exportações em março ante o ano anterior, sendo que economistas previam queda de 7%. Já as importações pela China caíram apenas 1,4%, ante previsão de baixa de 5,0%. Para Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora, “no Brasil, o que também ajuda é o fluxo contínuo de investimentos”, acrescentou, lembrando que o diferencial de juros entre Brasil e EUA segue atrativo aos estrangeiros. No melhor momento do dia, às 12h45, o dólar chegou a operar abaixo dos 4,90 reais, cotado na mínima de 4,8946 (-0,94%). Ainda assim, operador ouvido pela Reuters lembrou que as notícias mais recentes, incluindo as relacionadas ao novo arcabouço fiscal, ainda a ser implementado pelo governo, foram positivas, o que faz com que o dólar não tenha motivos para subir ante o real. No exterior, a moeda norte-americana seguia em baixa no fim da tarde.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com ajustes após três altas seguidas
No setor de proteínas, a BRF ON cedeu 7,64%, a 6,29 reais, com analistas do Bank of America cortando a recomendação das ações a “underperform” e reduzindo o preço-alvo de 9 para 6,3 reais. MARFRIG ON recuou 7,05%, a 6,33 reais. Em outro relatório, o BofA manteve a recomendação “neutra” para os papéis, mas o preço-alvo caiu de 9 para 7,6 reais
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,4%, a 106.457,85 pontos. O volume financeiro somou 22,2 bilhões de reais. Até a véspera, o Ibovespa acumulava na semana alta de 6%, refletindo perspectivas relacionadas à taxa Selic, em meio à desaceleração recente do IPCA, bem como algum alívio nas incertezas fiscais após a apresentação da proposta de um novo arcabouço que substituirá a regra do teto dos gastos. De acordo com César Mikail, gestor de renda variável da Western Asset, com o IPCA, divulgado na terça-feira, criou-se a expectativa de que o Banco Central, mantida essa tendência de desaceleração da inflação, tem espaço para reduzir a Selic já no começo do segundo semestre. “Isso deu um alento.” O noticiário norte-americano tem contribuído com a melhora do apetite a risco que beneficia as ações brasileiras, com moderação na inflação recente e dados mostrando certa acomodação no mercado de trabalho. Esse cenário apoia expectativas de que o fim do ciclo de altas de juro nos Estados Unidos pode estar próximo. O índice de preços ao consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês), conhecido na quarta-feira, ficou um pouco abaixo do esperado. Em Wall Street, nesta quinta-feira, que contou ainda com dados de preços ao produtor, o S&P 500 subiu mais de 1%. O gestor da Western Asset ainda chamou a atenção para dados na China no começo da semana, de inflação mais fraca. Segundo ele, a leitura “mostra que aquele país tem mais espaço para estímulos para acelerar a economia”. E essa perspectiva, acrescentou, beneficia preços de commodities e acaba ajudando o Brasil.
REUTERS
IBGE eleva projeção para safra de grãos de 2023
Instituto prevê colheita de 299,7 milhões de toneladas
A safra brasileira de grãos deve atingir patamar recorde de 299,7 milhões de toneladas em 2023, um aumento de 13,9% sobre 2022, ou de 36,5 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de março, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com previsão anterior, de fevereiro, a estimativa atual é 0,5% maior, com diferença de 1,7 milhão de toneladas. A estimativa da área total a ser colhida com grãos neste ano é de 76,1 milhões de hectares, 3,9% acima de 2022 e 0,4% superior à última estimativa. O IBGE informou que é esperado avanço de 23,2% na produção de soja, totalizando 147,2 milhões de toneladas, e aumento de 8,7% na produção de milho – o que implica um crescimento esperado de 9,7% na primeira safra e de 8,4% na segunda safra. A previsão é de uma colheita total de 119,8 milhões de toneladas do grão (dos quais 27,9 milhões de toneladas na 1ª safra e 91,9 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A previsão também é de alta de 2,8% na produção de algodão herbáceo (em caroço), para 6,9 milhões de toneladas. Algumas culturas terão safra menor. A previsão do IBGE é de recuos de 7,6% na colheita de arroz (para 9,8 milhões de toneladas) e de 2,6% na do trigo (para 9,8 milhões de toneladas). Quanto à área a ser colhida por cultura, o IBGE estima expansão de 3,3% na área de cultivo do milho (aumento de 1,2% no milho 1ª safra e de 4,1% no milho 2ª safra). A área do algodão herbáceo deve crescer 1,8%, a do trigo deve aumentar em 2,5%, e a da soja, em 5,4%. Por outro lado, deve haver declínios nas áreas de arroz (-6,5%) e de sorgo (-0,8%). Na comparação com as projeções divulgadas em fevereiro, houve aumento nas estimativas de produção de trigo (em 13%, ou 1,12 milhões de toneladas), cevada (11,7% ou 54 mil toneladas), café canephora (2,9% ou 28,9 mil toneladas), soja (1,5% ou 2,2 milhões de toneladas), algodão herbáceo (em caroço) (1,4% ou 96,9 mil toneladas), feijão 1ª safra (0,3% ou 3,4 mil toneladas), aveia (0,1% ou 600 toneladas). Por outro lado, houve redução de um mês para o outro nas estimativas de produção do milho 1ª safra (-2,8% ou -817,8 mil toneladas), fumo (-1,8% ou -12,3 mil toneladas), arroz em casca (-1,8% ou -177,4 mil toneladas), feijão 2ª safra (-1,3% ou -18,3 mil toneladas), milho 2ª safra (-0,9% ou -828,6 mil toneladas), café arábica (-0,3% ou -5,9 mil toneladas) e feijão 3ª safra (-0,1% ou -505 toneladas).
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado de suínos com poucas mudanças
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 120,00/R$ 125,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,50/R$ 9,80 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (12), houve queda de 0,31% no Paraná, chegando a R$ 6,36/kg), e ligeira alta de 0,15% em São Paulo, alcançando R$ 6,61/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 6,47/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,48/kg), e Santa Catarina (R$ 6,30/kg). O mercado da suinocultura independente registrou estabilidade nos preços nas principais praças que comercializam os animais nesta modalidade nas Bolsas de Suínos realizadas na quinta-feira (13).
Cepea/Esalq
Suínos/Cepea: demanda enfraquecida e a oferta elevada pressionaram os preços em março
A demanda enfraquecida e a oferta elevada pressionaram os preços do suíno vivo e da carne suína em março, movimento que foi observado na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea. Apesar da retração mensal, os valores do animal e da proteína ficaram acima dos registrados em março de 2022
Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno posto na indústria foi comercializado à média de R$ 7,31/kg em março, recuo de 5,1% frente à de fevereiro, mas expressivo aumento de 17,4% em relação à de março de 2022, em termos reais (a série de preços do Cepea foi deflacionada pelo IPCA de fevereiro/23). A retração mensal mais expressiva foi registrada na região mineira de Ponte Nova, onde o animal foi negociado à média de R$ 7,50/kg em março, queda de 6,7% frente ao mês anterior, mas avanço de 19,4% em relação à de março de 2022, em termos reais. Por outro lado, na Serra Gaúcha (RS), houve leve avanço de 0,7% de fevereiro para março, com o preço médio do suíno vivo indo a R$ 7,27/kg no último mês. No comparativo anual, houve alta de significativos 20%, também em termos reais. No mercado da carne, diante da demanda enfraquecida pela proteína suinícola, agentes do setor adotaram a estratégia de redução de preços, com o intuito de elevar a liquidez – muitos pretendiam escoar parte dos estoques. Com isso, no atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína foi comercializada à média de R$ 10,60/kg em março, queda de 5,7% em relação à do mês anterior, mas 16,3% acima da de março/22, em termos reais (série deflacionada pelo IPCA de fevereiro/23).
Cepea
Suinocultura independente: preços estagnados nas principais praças na quinta-feira (13)
Exceção ficou por conta do Paraná, que registrou queda no preço do animal ao longo da semana
No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 06/04/2023 a 12/04/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 0,73%, fechando a semana em R$ 6,28/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 6,30/kg vivo”, disse o Lapesui. Em São Paulo o mercado teve acordo de R$ 7,22/kg vivo, mantendo o mesmo preço pela quarta semana consecutiva, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, não houve acordo entre suinocultores e frigoríficos, ficando sugerido o preço de comercialização em R$ 6,80/kg vivo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal ficou inalterado em R$ 6,51/kg vivo nesta semana.
AGROLINK
Cotações estáveis no mercado do frango do PR e SC
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,80/kg, enquanto o frango no atacado caiu 0,76%, custando R$ 6,50/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o valor ficou inalterado em R$ 4,32/kg, da mesma maneira que no Paraná, custando R$ 4,93/kg.
Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (12), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preços, custando, respectivamente, R$ 6,70/kg e R$ 6,74/kg.
Cepea/Esalq
ABRAFRIGO
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