
Ano 9 | nº 1958 |13 de abril de 2023
NOTÍCIAS
Queda nos preços da arroba nas praças paulistas
Com as escalas de abate preenchidas e o menor ímpeto de compra das indústrias, a cotação do boi para o mercado interno caiu R$5,00/@ na comparação diária. Para as cotações de vaca e novilha, a queda foi de R$3,00/@
Na quarta-feira (12/4), o macho “comum” (sem premiação-exportação) passou a ser negociado por R$ 290/@ nas regiões de São Paulo (preço bruto e a prazo). Por sua vez, as cotações da vaca e novilha gordas tiveram baixa diária de R$ 3/@, para R$ 254/@ e R$ 272/@ (preços brutos e a prazo), conforme apuração da Scot Consultoria. O preço do “boi-China” segue estável, em R$ 290/@, no prazo, cotação bruta (base SP). Em Alagoas, a cotação do boi caiu R$5,00/@. Para vaca e novilha, queda nas cotações de R$4,00/@ e R$5,00/@, respectivamente. Na região de Dourados, em Mato Grosso do Sul, a cotação do boi subiu R$2,00/@ e para a vaca R$3,00/@. Já a cotação da novilha está estável na comparação diária.
SCOT CONSULTORIA
Boi: aumento da oferta e queda do dólar pressionam preços da arroba
Referência para arroba do boi em São Paulo ficou em R$ 281; em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 274
Os preços do mercado físico do boi gordo se mantêm estáveis. O analista da Safras & Mercado, sugere tentativas de compra abaixo da referência média no curto prazo. Há bom volume de animais ofertados e o recente processo de valorização cambial a pressionar os preços da arroba. O segundo trimestre é período de ápice da safra de boi gordo. A referência para arroba do boi em São Paulo ficou em R$ 281. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 274. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 253. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 260. Em Uberaba, a arroba teve preço de R$ 280. Os preços da carne bovina estão acomodados no mercado atacadista. O ambiente de negócios sugere queda das cotações no decorrer da segunda quinzena do mês. Período é pautado por menor apelo ao consumo. Proteínas concorrentes, especialmente carne de frango, estão mais competitivas na comparação com a carne bovina. Quarto traseiro foi precificado a R$ 20,35 por quilo. Quarto dianteiro foi cotado a R$ 14,40 por quilo. Ponta de agulha foi precificada a R$ 14,50 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Exportações de carnes do Brasil terão fortes altas em 2023, estima USDA
As exportações brasileiras de carnes deverão registrar fortes altas em 2023, impulsionando aumentos na produção de carnes bovina e suína e potencial recorde na produção de carne de frango, segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgada em relatório na terça-feira (11)
A limitada oferta de carne bovina para exportação por parte de Argentina e Uruguai deve favorecer o Brasil no cenário internacional, em que os embarques para a China continuarão aumentando. O USDA estima que o Brasil exportará 3,01 milhões de toneladas de carne bovina em 2023, 4% acima do registrado em 2022. A produção de carne bovina brasileira deve crescer 2% para 10,57 milhões de toneladas, impulsionada por queda nos preços de gado e melhora na demanda doméstica. As exportações de carne suína são estimadas em 1,39 milhão de toneladas, 5% acima de 2022, devido à competitividade de preços do produto brasileiro e aumento das oportunidades na China, Chile e Japão, enquanto estes países reduzem as compras do produto da União Europeia. A produção brasileira de carne suína deverá ficar 2% maior em 2023, chegando a 4,42 milhões de toneladas. O USDA espera que o Brasil exporte 4,75 milhões de toneladas de carne de frango neste ano, 7% acima de 2022. “As exportações de carne de frango do Brasil devem aumentar devido ao seu papel como fornecedor de uma ampla gama de produtos para vários mercados”, disse o USDA, acrescentando que preços de ração mais baixos também favorecem as exportações de carne de frango brasileira em 2023. O USDA estima que o Brasil produzirá 14,87 milhões de toneladas de carne de frango em 2023, um aumento de 3% ante 2022 e um novo recorde para o setor.
CARNETEC
ECONOMIA
Dólar fecha abaixo de R$5 pela 1ª vez desde junho de 2022 com otimismo de investidores
O otimismo em relação ao cenário de inflação e de juros no Brasil, somado ao ambiente positivo no exterior, fez o dólar estender as perdas ante o real na quarta-feira, com a moeda norte-americana atingindo o menor valor de fechamento desde junho do ano passado
Pela manhã, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou que o índice de preços ao consumidor subiu 0,1% no mês passado, desacelerando após avançar 0,4% em fevereiro. O resultado elevou a expectativa de que o Federal Reserve não seja agressivo em sua próxima decisão de política monetária, o que deu força a ativos de maior risco, como o real. No Brasil, permaneceu no mercado o otimismo com o controle da inflação, após dados favoráveis do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na terça-feira, e em relação ao novo arcabouço fiscal. O resultado foi mais um dia de pressão de baixa para a moeda norte-americana. O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9408 reais na venda, em baixa de 1,34%. Esta é a menor cotação desde 9 de junho de 2022, quando havia fechado em 4,9166 reais. Desde junho do ano passado o dólar não encerrava abaixo de 5 reais. Na B3, às 17:21 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,42%, a 4,9530 reais. Nas últimas semanas, avaliações positivas sobre o novo arcabouço fiscal já vinham retirando força do dólar ante o real, com investidores vendo risco menor de descontrole da dívida pública no Brasil. Na sessão de terça-feira, a divulgação de dados favoráveis do IPCA –que subiu 0,71% em março, ante 0,84% em fevereiro– e a percepção de que o novo arcabouço fiscal pode ser mais robusto já haviam levado o dólar a recuar mais de 1%. Nesta quarta-feira, o otimismo continuou, inclusive com o auxílio do exterior.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta pelo 3º dia com mercado mais calmo sobre fiscal, Selic
A bolsa paulista manteve o viés positivo nesta quarta-feira, com o Ibovespa superando os 108 mil pontos na máxima, ainda sob efeito de certo alívio recente no front fiscal do país, bem como expectativas relacionadas à inflação e ao rumo da Selic
Investidores ainda repercutiram dados mostrando desaceleração da inflação nos Estados Unidos, enquanto o Federal Reserve, na ata da última decisão de juros, disse que várias autoridades consideraram uma pausa no aperto monetário. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,64%, a 106.889,71 pontos, a terceira alta seguida. O volume financeiro alcançou 59,7 bilhões de reais, inflado pelas operações relacionadas aos vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro na quarta-feira. Na visão do economista-chefe da Mirae Asset, Julio Hegedys Netto, a desaceleração do IPCA em março, divulgada na véspera, com a medida em 12 meses dentro do teto da meta, abriu espaço para uma sinalização de corte da Selic em maio. Ao mesmo tempo, ele observou “que há algum otimismo com o front fiscal, com o mercado mais confiante pela condução do Ministro (Fernando) Haddad na Fazenda”, conforme comentário enviado a clientes. Para o economista-chefe da BGC Liquidez, Juliano Ferreira, com riscos relativamente mais calmos do ponto de vista fiscal e inflacionário e o crescimento desacelerando em ritmo lento, o Brasil fica em posição bastante favorável ante os pares. Em análise técnica sobre o Ibovespa, o Itaú BBA afirmou em relatório que a barreira dos 106.800 pontos era um divisor de águas para uma nova tendência de alta e que agora o índice pode voltar a negociar em patamares como 110.500 e 114.900 pontos.
REUTERS
Bancos reduzem projeção para o crédito em 2023
Crescimento esperado para o saldo de empréstimos e financiamentos é agora de 7,9%, abaixo dos 8,3% estimados em fevereiro
A percepção dos bancos sobre o mercado de crédito piorou nas últimas semanas, principalmente no que diz respeito às linhas para empresas. Pesquisa feita pela Febraban com executivos das instituições financeiras mostra que a projeção de crescimento do saldo de empréstimos e financiamentos do país este ano é agora de 7,9%, abaixo dos 8,3% estimados em fevereiro. Os dados da pesquisa mostram uma desaceleração mais forte do crédito com recursos livres, sensível às taxas de mercado e que refletem melhor o apetite dos bancos. A projeção de crescimento dessa modalidade em 2023 despencou de 8,2% para 6,8%. No segmento, destaca-se a desaceleração das operações com empresas. A expansão estimada para o segmento de pessoa jurídica caiu de 7,3% para 5,1%. No caso de pessoas físicas, foi de 8,7% para 8,3%. A Febraban atribuiu a piora nas projeções para empresas em especial a uma alteração recente no mercado, “diante de acontecimentos das últimas semanas, particularmente a maior cautela na concessão de crédito em razão dos episódios envolvendo as Lojas Americanas”. Nas linhas de pessoa física, segundo a entidade, a desaceleração decorre do cenário de inadimplência e desaceleração econômica, que torna as concessões mais seletivas. “Assim como os números de fevereiro, a pesquisa indica uma preocupação especial com o mercado de PJ no segmento livre”, afirmou Rubens Sardenberg, diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban, em comunicado sobre a pesquisa. “As condições financeiras mais apertadas, o recuo da atividade e o episódio Americanas vêm afetando bastante o mercado de crédito para as empresas e provavelmente teve impacto importante nas projeções dos analistas.” Considerando pessoas físicas e jurídicas, a projeção para a inadimplência com recursos livres no fim deste ano aumentou de 4,4% para 4,7%. No levantamento, a previsão para o crédito direcionado se manteve estável em 8,4%.
VALOR ECONÔMICO
Fluxo cambial no Brasil é positivo em US$2,553 bi em abril até dia 6, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 2,553 bilhões de dólares em abril até o dia 6, favorecido pela entrada de moeda tanto pela via comercial quanto pela financeira, após encerrar março com entradas líquidas de 3,580 bilhões de dólares, informou na quarta-feira o Banco Central
Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de 1,061 bilhão de dólares em abril até o dia 6. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de abril até o dia 6 foi positivo em 1,492 bilhão de dólares. No acumulado do ano até 6 de abril, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 15,077 bilhões de dólares. No mesmo período do ano passado, o fluxo estava positivo em 9,419 bilhões de dólares.
REUTERS
Vendas no varejo do Brasil sobem 3,8% em janeiro sobre mês anterior, diz IBGE
As vendas no varejo brasileiro tiveram alta de 3,8% em janeiro na comparação com o mês anterior e avançaram 2,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira. Pesquisa da Reuters apontou que as expectativas eram de altas de 3,2% na comparação mensal e de 1,4% sobre um ano antes.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: preços com leves altas nas principais praças
O mercado de suínos ficou próximo da estabilidade na quarta-feira (12), com o valor do suíno CIF precificado em R$ 120,00/@ a R$ 125,00/@, conforme levantamento da Scot Consultoria
A Scot Consultoria também informou que a cotação da carcaça especial também seguiu estável, cotada em R$ 9,50/R$ 9,80 por kg. O preço do animal vivo em Minas Gerais registrou ganho de 0,15% e está cotado em R$ 6,47/kg, segundo o Cepea/Esalq, referente às informações da última terça-feira (11). Já no estado de São Paulo, os preços tiveram movimento de valorização de 0,30%, precificados em R$ 6,60/kg. O preço do animal vivo no Paraná está em R$ 6,38/kg e teve recuo de 0,47% frente ao comparativo diário. Em Santa Catarina, o animal vivo apresentou alta de 0,64% e está em R$ 6,30/kg. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno teve ganho de 0,47% e está em R$ 6,48/kg.
Cepea/Esalq
Frango: Mercado registrou ligeiras valorizações na 4ª feira
O preço do frango no atacado paulista registrou ganho de 0,77% e ficou cotado em R$ 6,55/kg, conforme apontou a Scot Consultoria
Na referência para a carne de frango na granja em São Paulo, a Scot Consultoria informou que os valores permaneceram estáveis e estão em R$ 4,80/kg. Em Santa Catarina, o valor da ave apresentou valorização de 0,47%, cotado em R$ 4,32/kg, conforme a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). A referência do frango vivo no Paraná não teve alteração e está em R$ 4,93/kg, enquanto em São Paulo a cotação do frango vivo está sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea na terça-feira (11), o preço do frango congelado registrou ganho de 1,06% e está em R$ 6,70/kg. Já a cotação do frango resfriado apresentou alta de 1,51% e está sendo negociada em R$ 6,74/kg.
Cepea/Esalq
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3289 7122
041 996978868
