
Ano 9 | nº 1957 |12 de abril de 2023
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Com suspensão À China, exportações totais de carne bovina em março têm queda de 37% na receita e de 20% no volume
As exportações totais de carne bovina (produtos in natura + processados) apresentaram queda de 37% na receita e de 20% no volume em março, em consequência principalmente da suspensão das vendas à China ocorrida até o dia 23 daquele mês, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou as informações da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Em março de 2022, a receita obtida foi de US$ 1,123 bilhão e em março de 2023 caiu para US$ 709,4 milhões (-37%); a movimentação no mesmo mês do ano passado foi de 203.222 toneladas e neste ano foi de 162.814 toneladas (-20%). Além da suspensão das vendas à China, ocorrida no período de 22 de fevereiro a 23 de março, a queda nos preços médios de exportações também contribuiu para o resultado do mês de março. Em março de 2023, o preço médio das exportações totais foi de US$ 4.537 por tonelada, queda de 21,15% em relação a março de 2022, de US$ 5.525. Este resultado, segundo a ABRAFRIGO, levou a uma queda no acumulado do primeiro trimestre de 2023: de janeiro a março a receita foi de US$ 2,255 bilhões enquanto, no ano passado, atingiu US$ 2,895 bilhões (-22%); a movimentação no mesmo período de 2022 foi de 542.410 toneladas e em 2023 alcançou 498.888 toneladas (-8%). De janeiro a março de 2023, os preços médios acumulam queda de 15,3%, passando de US$ 5.538 por tonelada (mar/22) para US$ 4.521 (mar/23). Os preços médios de exportação da carne bovina brasileira vêm caindo principalmente em função da redução dos preços de venda à China, que acumulam perda de 22,7% nos primeiros três meses do ano, passando de US$ 6.339 por tonelada no ano anterior, para US$ 4.899 este ano. No primeiro trimestre de 2022, a China sozinha proporcionou uma receita de US$ 1,557 bilhão e importou do Brasil 245.632 toneladas de carne bovina. No primeiro trimestre de 2023 a receita foi de US$ 1,118 milhões e a movimentação de 228.235 toneladas, respectivamente queda de 28,2% na entrada de divisas e de 7,1% no volume. Na segunda posição do período, entre os importadores, os Estados Unidos também reduziram suas compras: a receita caiu de US$ 356,6 milhões no ano passado, para US$ 254,5 milhões em 2023. A movimentação, por sua vez, diminuiu de 69.799 toneladas para 57.990 toneladas. O Chile ocupou a terceira posição, com receita de US$ 90,9 milhões neste ano, contra 91,1 milhões em 2022 (-0,2%) e movimentação de 19.259 toneladas contra 18.679 toneladas no ano passado (+3,1%). No quarto lugar ficou o Egito, com queda na receita do trimestre de US$ 167,6 milhões em 2022 para US$ 77,6 milhões em 2023 (-53,7%). No volume, a queda foi de 43.706 toneladas para 22.150 toneladas (-49,3%). Na quinta posição ficou Hong Kong, com diminuição na receita de US$ 93,4 milhões no ano passado para US$ 76,4 milhões neste ano (-18,2%) e na movimentação de 26.390 toneladas em 2022 para 24.856 toneladas em 2023 (-5,8%). No total, 69 países aumentaram suas importações enquanto outros 75 reduziram, informou a ABRAFRIGO.
Publicado em: Valor Econômico/Reuters/Notícias Agrícolas/Portal DBO/Agrolink/Agroemdia/Canal Rural/Money Times/Globo Rural/Globo.com/Investing.com/Isto É Dinheiro/Forbes/MSN.com/Página Rural/Carnetec/Pecuaria.com.br/Conexão To/Brasil61/Poder360/Campo Vivo/SBT News
NOTÍCIAS
Estabilidade nos preços do boi gordo em São Paulo
Após o feriado, os frigoríficos paulistas estão aos poucos retornando as compras. Com a oferta de bovinos ajustada à demanda, os preços ficaram estáveis na comparação diária
Com isso, o boi gordo continua valendo R$ 285/@, enquanto a vaca gorda e a novilha gorda custando R$ 257/@ e R$ 275/@ (preços brutos e a prazo). O preço do “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses) está em R$ 290/@ no mercado paulista (valor bruto e a prazo), acrescenta a Scot. Na região de Paragominas no Pará, a cotação do boi caiu R$3,00/@ e as cotações para a vaca e novilha ficaram estáveis na comparação feita dia a dia. Na exportação de carne bovina in natura, até a primeira semana de abril de 2023, foram exportadas 22,59 mil toneladas de carne bovina in natura, com embarque médio diário de 5,6 mil toneladas, queda de 31,8% em comparação ao com a média diária de abril/22. O faturamento médio diário está em U$25,68 milhões queda de 50,1% no mesmo comparativo.
SCOT CONSULTORIA
Mercado físico do boi gordo teve leve queda de preços na terça-feira (11)
Alta oferta de animais permite escalas confortáveis
As informações são da Safras & Mercado. Frigoríficos estão tentando comprar abaixo da referência média na Região Sudeste e em Goiás. Oferta avolumada de animais para abate permite que frigoríficos operem com escalas confortáveis. Mercado na Região Norte ainda está acomodado, mas tendência de queda é esperada com aumento da oferta. Índices pluviométricos tendem a diminuir em maio, o que pode afetar a qualidade do pasto e reduzir a capacidade de retenção do pecuarista. Valorização do real amplia pressão de queda sobre o mercado por parte dos frigoríficos exportadores. Referência para a arroba do boi ficou em R$ 281 em São Paulo, R$ 274 em Dourados (MS), R$ 253 em Cuiabá, R$ 260 em Goiânia e R$ 280 em Uberaba. O mercado atacadista apresentou preços acomodados, com menor propensão a reajustes durante a segunda metade de abril. Competitividade das proteínas concorrentes tem peso na formação dos preços no atacado e no varejo. Preços no atacado: quarto traseiro a R$ 20,35, quarto dianteiro a R$ 14,40 e ponta de agulha a R$ 14,50 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Revisão do protocolo sanitário com a China deve ficar para agosto, diz Fávaro
China e Brasil assinaram em 2015 um acordo que estabelece o auto embargo de exportações diante de casos de vaca louca
O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro disse que, enquanto esteve na China, no fim de março, ‘nem tentou’ revisar o protocolo sanitário que estabelece um auto embargo para as exportações de carne bovina ao país asiático diante de casos de vaca louca. “Eu não quis e nem tentei discutir o protocolo. Até porque daria a impressão de que o Brasil gostaria de prevaricar ou simplificar demais alguma informação importante com relação à qualidade dos produtos brasileiros que são vendidos”, disse o Ministro. Na entrevista, Fávaro parabenizou Kátia Abreu, que era Ministra da Agricultura em julho de 2015, época da assinatura do protocolo. “Veja bem, o Brasil não vendia um quilo de carne para a China. Quando ela foi abrir o mercado naquele ano, o protocolo foi uma exigência deles. Ainda não havia diferenciação entre casos atípicos e clássicos. Se ela não tivesse assinado o protocolo, o Brasil ficaria sem o mercado chinês, que hoje representa US$ 8 bilhões por ano”, afirmou. Segundo o Ministro, desde 2015, o país registrou seis casos de mal da vaca louca, todos atípicos. “E o Brasil sempre tratou o assunto com muita seriedade e transparência, ganhando credibilidade. Com isso, talvez seja possível discutir isso na Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), que acontece em agosto, porque temos credibilidade para isso. Mas será tudo ao seu tempo”.
CANAL RURAL
Boi paulista recua 2,6% em março, enquanto arroba tem queda de 0,47% em MT, aponta Imea
Um dos fatores que contribuíram para a baixa nos preços da arroba no mês passado foi o período de embargo na produção de carne bovina com destino à China
Em março/23, o preço do boi gordo em Mato Grosso registrou ligeira queda de 0,47% no comparativo mensal, atingindo R$ 242,07/@, em média (valor a prazo e livre de impostos), informa o Instituto Mato-Grossense em Economia Agropecuária (Imea). Enquanto isso, no mesmo comparativo, o valor do boi gordo de São Paulo teve recuo de 2,59%, ficando em R$ 285,10/@ (preço médio, a prazo). Um dos fatores que contribuíram para a baixa nos preços da arroba no mês passado foi o período de embargo na produção de carne bovina com destino à China, justifica o Imea. A queda mais acentuada da arroba paulista em SP frente a MT, o diferencial de base entre as praças teve uma redução de 1,81 ponto percentual no comparativo mensal, e fechou março/23 com a média de 15,1%. Na avaliação do Imea, no curto prazo, “o diferencial de base dependerá do comportamento dos preços arrobas em ambas as praças com a retomada das compras chinesas, considerando que o país asiático ainda é o maior importador da carne”.
PORTAL DBO/IMEA
Abate de fêmeas em MT cresce 23% em março/23, superando o volume dos machos
Segundo o Imea, o viés de baixa enfrentado pelas cotações do bezerro foi um dos fatores determinantes dessa intensificação dos abates de fêmeas
Em março/23, foram enviados para os ganchos dos frigoríficos presentes em Mato Grosso um total de 472,48 mil animais, com avanço de 16,6% sobre o volume computado em fevereiro/23, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados divulgados pelo Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT). Trata-se do maior patamar para o período (março) desde 2007, acrescenta o instituto. Os abates dos machos totalizaram 217,21 mil cabeças, com aumento de 10% sobre fevereiro/23. Por sua vez, o número de fêmeas foi destaque novamente, com 255,27 mil cabeças levadas aos ganchos das indústrias mato-grossenses, um acréscimo de 22,9% considerando o mesmo comparativo mensal. Assim, o total de fêmeas abatidas sobressaiu ao de machos pelo segundo mês consecutivo – em março/23, elas tiveram participação de 54%. Segundo o Imea, o viés de baixa enfrentado pelas cotações do bezerro foi um dos fatores determinantes dessa intensificação dos abates de fêmeas. “Para se ter ideia, o bezerro de 12 meses (e 7/@) registrou queda de 27,6% em março/23 ante março/22, ao passo que o número de fêmeas abatidas teve um acréscimo de 31,79% no mesmo comparativo”, relata o Imea.
PORTAL DBO/IMEA
Brasil responderá por 25% das exportações globais de carne bovina em 2023
Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as exportações brasileiras devem ultrapassar 3 milhões de toneladas equivalentes de carcaça neste ano
As exportações brasileiras de carne bovina devem ultrapassar 3 milhões de toneladas equivalentes de carcaça neste ano, projetou na terça-feira (11) o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume é quase 4% maior que o embarcado no ano passado e representa praticamente 25% da proteína bovina negociada entre países (12,1 milhões de toneladas). A reabertura da economia chinesa deve sustentar a demanda, enquanto outros grandes fornecedores de carne bovina enfrentarão problemas para supri-la. Segundo o órgão americano, a produção brasileira deve alcançar 10,57 milhões de toneladas, um aumento de 2,13% no comparativo anual. O mundo produzirá 59,15 milhões de toneladas, menos que as 59,35 milhões de toneladas de 2022.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
IPCA desacelera em março e taxa em 12 meses tem menor nível em 2 anos mesmo com peso de gasolina
A inflação oficial ao consumidor no Brasil foi pressionada em março pela reoneração dos preços de combustíveis, mas ainda assim mostrou desaceleração ante o mês anterior e a taxa em 12 meses foi ao nível mais fraco em cerca de dois anos
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,71% em março, depois de ter avançado 0,84% em fevereiro, mostraram os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira. Isso levou o índice a acumular nos 12 meses até março taxa de 4,65%, contra 5,60% antes, a mais baixa e a primeira vez abaixo de 5% desde janeiro de 2021. Com isso, também fica abaixo do teto da meta a inflação, que para este ano é de 3,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. As leituras de março ficaram abaixo das expectativas de analistas em pesquisa da Reuters, de alta de 0,78% no mês e de 4,70% em 12 meses. Entre analistas, a expectativa é de que a inflação no Brasil deve desacelerar aos poucos à frente, em um cenário de política monetária restritiva e atividade econômica contida. Depois de o IPCA ter sofrido em fevereiro o impacto sazonal do aumento dos custos de Educação, em março foi a gasolina que pesou no bolso dos consumidores, em meio ao retorno da cobrança de impostos federais no início do mês. O maior peso individual sobre o resultado do IPCA de fevereiro partiu da alta de 8,33% da gasolina, levando o grupo Transportes a subir 2,11%, maior variação no mês. O etanol teve alta de 3,20% em março. “Os resultados da gasolina e do etanol foram influenciados principalmente pelo retorno da cobrança de impostos federais no início do mês. Havia, portanto, a previsão do retorno da cobrança de PIS/Cofins sobre esses combustíveis a partir de 1º de março”, explicou o analista da pesquisa, André Almeida. Também se destacaram no mês os avanços de 0,82% de Saúde e cuidados pessoais e de 0,57% em Habitação. Por outro lado, os preços do grupo Alimentação e bebidas, com forte peso no bolso do consumidor, tiveram variação positiva de apenas 0,05%, em meio à queda de 0,14% da alimentação no domicílio em março. Ponto de atenção, a inflação de serviços mostrou forte desaceleração ao subir 0,25% em março, de 1,41% em fevereiro, acumulando em 12 meses alta de 7,63%. O índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, caiu a 60% em março, depois de ter alcançado 65% em fevereiro.
REUTERS
Dólar cai mais de 1% ante real com inflação desacelerando e otimismo com arcabouço
O dólar à vista recuou mais de 1% ante o real na terça-feira, em um dia marcado pela divulgação de dados favoráveis de inflação, pela perspectiva otimista com o novo arcabouço fiscal e pela busca de ativos de maior risco em todo o mundo
Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, o índice oficial de inflação, subiu 0,71% em março, depois de ter avançado 0,84% em fevereiro. Isso levou o indicador a acumular nos 12 meses até março taxa de 4,65%, contra 5,60% de antes. Foi a primeira vez que o índice em 12 meses ficou abaixo de 5% desde janeiro de 2021. Os números abriram espaço para a busca de ativos de maior risco, como as ações de empresas brasileiras, e favoreceram o real, em meio à avaliação de que o novo arcabouço fiscal, apresentado recentemente pelo governo, também reduz as chances de descontrole da dívida pública. Após chegar a oscilar abaixo dos 5 reais, o dólar à vista fechou o dia cotado a 5,008 reais na venda, em baixa de 1,14%. Na B3, às 18:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,23%, a 5,0245 reais. A economista Cristiane Quartaroli, do Banco Ourinvest, pontuou que o real se destacou entre as moedas de países emergentes. Segundo ela, os dados de inflação abaixo do esperado no Brasil e as falas de membros do governo sobre o novo arcabouço fiscal trouxeram ânimo para o mercado local. Na manhã, o Ministro da Casa Civil, Rui Costa, previu um “amplo apoio” do Congresso à proposta de arcabouço fiscal do governo, ecoando confiança expressa pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na véspera. A Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse que técnicos do governo estão fazendo ajustes “redacionais” ao texto da âncora fiscal, indicando que ele deve ser encaminhado ao Congresso na próxima segunda-feira. O gestor da área de macro da AZ Quest, Gustavo Menezes, destacou a importância do arcabouço. “Desde o início do ano, sabíamos que os juros básicos de 13,75% ao ano eram contracionistas. Já havia condições de o ciclo de corte de juros começar, só precisávamos de um marco fiscal aceitável”, comentou. Segundo ele, os dados desta terça-feira ajudaram o real a ter uma boa performance em relação ao dólar e há espaço para o movimento continuar.
REUTERS
Ibovespa dispara mais de 4% impulsionado por alívio no IPCA
No setor de proteínas, MINERVA ON recuou 1,29%, a 9,94 reais, entre as poucas quedas do Ibovespa na sessão. Dados da terça-feira mostraram que as exportações de carne bovina do Brasil recuaram no primeiro trimestre. A Minerva é a maior exportadora de carne bovina na América do Sul
O Ibovespa disparou mais de 4% na terça-feira, fechando na máxima em cerca de um mês, embalado pela desaceleração mais forte do que a esperada da inflação no Brasil em março, mas também pela alta de commodities como o petróleo e o minério de ferro no exterior.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 4,29 %, a 106.213,76 pontos, maior ganho percentual diário desde 3 de outubro do ano passado, quando subiu 5,5%, um dia após o resultado do primeiro turno da eleição no Brasil. O volume financeiro no pregão somou 31,85 bilhões de reais, acima da média diária do mês (19,6 bilhões de reais) e do ano (24,8 bilhões de reais), também refletindo operações visando os vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro, que ocorrem na quarta-feira. O IPCA subiu 0,71% em março, depois de ter avançado 0,84% em fevereiro, divulgou o IBGE na terça-feira. Em 12 meses, acumulou alta de 4,65%, a mais baixa e a primeira vez abaixo de 5% desde janeiro de 2021. Ambos os dados foram menores que as expectativas de economistas. “Quando a economia está desacelerando e a inflação começando a cair, espera-se que o Banco Central derrube o juro,”, afirmou Rafael Pacheco, economista da Guide Investimentos, acrescentando que o mercado costuma a antecipar esse movimento e que setores mais cíclicos tendem a se beneficiar, como se viu nesta sessão. Entre as empresas cíclicas, mais sensíveis às condições econômicas do país, estão a de consumo, varejo, construção civil, viagens, que figuraram entre as maiores altas do Ibovespa nesta sessão. A perspectiva de alívio monetário também serve como alento a companhias com elevado endividamento. Estrategistas têm apontado que um alívio na taxa Selic, atualmente em 13,75%, é essencial para uma melhora mais sustentável das ações brasileiras, principalmente daquelas sensíveis à economia interna. Dados da B3 também mostram estrangeiros voltando para a bolsa paulista, com saldo positivo em 655,5 milhões de reais nos primeiros pregões de abril, após as vendas superarem as compras em fevereiro e março. Em janeiro, houve entrada líquida de 12,55 bilhões de reais.
REUTERS
FMI passa a ver crescimento abaixo de 1% para o PIB do Brasil em 2023
O Fundo Monetário Internacional reduziu a perspectiva de crescimento econômico do Brasil para este ano, passando a ver uma expansão de 0,9% em seu relatório Perspectiva Econômica Global, bem abaixo do cenário visto para a América Latina e Caribe
A atualização das projeções, divulgada na terça-feira, representa uma redução de 0,3 ponto percentual em relação ao cálculo para o Produto Interno Bruto do Brasil feito em janeiro, quando o FMI elevou ligeiramente sua estimativa feita no mês anterior, e fica bem abaixo do crescimento efetivo de 2,9% registrado em 2022. Para 2024, entretanto, o FMI manteve a expectativa de que o crescimento econômico brasileiro irá acelerar para 1,5%. O cenário previsto pelo Fundo fica em linha com aquele calculado por analistas na pesquisa Focus do Banco Central, que veem um crescimento de 0,91% este ano e 1,44% no próximo. Na contramão, o Banco Central aumentou no final do mês passado sua projeção de crescimento econômico em 2023 a 1,2%, contra patamar de 1,0% antes. O Ministério da Fazenda é, de longe, o mais otimista, calculando uma expansão de 1,61% para o PIB este ano. O desempenho do Brasil estimado pelo FMI fica bem aquém daquele calculado para a América Latina e Caribe, região que segundo o relatório deve crescer 1,6% em 2023 e 2,2% em 2024. E fica ainda mais longe das estimativas de crescimento para Mercados Emergentes e Economias em Desenvolvimento, do qual o Brasil faz parte, respectivamente de 3,9% e 4,2% para este ano e o próximo. “Para o mercado emergente e economias em desenvolvimento, as perspectivas econômicas são em média mais fortes do que para economias avançadas, mas essas perspectivas variam mais amplamente nas regiões”, apontou o FMI. Na semana passada, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não concorda com avaliações de que o PIB do Brasil irá crescer menos de 1%, e disse que a economia do país avançará mais do que o estimado por aqueles que classificou como pessimistas. O FMI também fez projeções para outros dados econômicos na revisão de seu relatório. O Fundo calcula que o Brasil terá em 2024 uma inflação em média de 5,0%, indo a 4,8% em 2024. Ao final de cada ano o aumento dos preços foi calculado em 5,4 e 4,1% respectivamente. Já para o desemprego o FMI calcula taxas de 8,2% e 8,1% neste ano e no próximo.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Preço do suíno vivo sobe em São Paulo e Santa Catarina
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve aumento de 0,84%/1,63%, chegando a R$ 120,00/R$ 125,00, enquanto a carcaça especial ficou estável, valendo R$ 9,50/R$ 9,80 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (10), houve aumento de 0,32% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,26/kg, e de 0,15% em São Paulo, custando R$ 6,58/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 6,46/kg), Paraná (R$ 6,41/kg), e Rio Grande do Sul (R$ 6,45/kg).
Cepea/Esalq
ABPA: Exportações de carne suína crescem 16,9% em março
Receita dos embarques totalizaram US$ 248,9 milhões no mês
As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 106,9 mil toneladas em março, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 16,9% as vendas registradas no mesmo período de 2022, quando foram embarcadas 91,5 mil toneladas. Em receita, as vendas de março totalizaram US$ 248,9 milhões, número 30,8% superior ao obtido em março de 2022, quando a receita alcançou US$ 190,3 milhões. No trimestre, o volume exportado de carne suína chegou a 274,8 mil toneladas, volume 15,7% maior que as 237,5 mil toneladas embarcadas entre janeiro e março de 2022. No mesmo período, a receita das exportações totalizou US$ 646,3 milhões, saldo 29,6% maior que o total obtido nos três primeiros meses de 2022, com US$ 498,5 milhões. “Custos de produção em alta no mundo, assim como os impactos de questões sanitárias em vários países produtores de carne suína têm sustentado a tendência de aumento pela demanda do nosso produto, que é refletida pelas elevações nas vendas em oito dos dez maiores importadores da carne suína brasileira. Diferentemente do que vimos no 1° trimestre de 2022, os três primeiros meses deste ano seguem em ritmo equivalente ao visto no segundo semestre do ano passado, indicando um ano com tendência de alta comparativa nas exportações”, analisa o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. Principal destino dos embarques, a China importou 109,6 mil toneladas entre janeiro e março, número 25,6% superior ao registrado em 2022, com 87,2 mil toneladas. No mesmo período, também se destacaram as vendas para Chile, com 21,3 mil toneladas (+96,8%), Filipinas, com 17,8 mil toneladas (+8), Singapura, com 15,9 mil toneladas (+25,8%), e Japão, com 7,2 mil toneladas (+36,9%). “Além dos tradicionais destinos de exportação, houve neste mês a realização dos primeiros embarques de carne suína do Brasil para o México, consolidando o fluxo de embarques para este mercado que foi recentemente aberto para os produtos brasileiros. Ao mesmo tempo, o recrudescimento da Peste Suína Africana na China e nas Filipinas devem manter as exportações brasileiras em patamares acima das 100 mil toneladas mensais”, avalia o Diretor de Mercados da ABPA, Luís Rua.
ABPA
Frango: preços caem no congelado e no resfriado em SP
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,80/kg, enquanto o frango no atacado caiu 0,77%, custando R$ 6,50/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o valor ficou inalterado em R$ 4,30/kg, da mesma maneira que no Paraná, custando R$ 4,93/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (10), houve recuo de 6,62% para a ave congelada, atingindo R$ 6,63/kg, e de 6,48% para o frango resfriado, fechando em R$ 6,64/kg.
Cepea/Esalq
BRF antecipa entrega do compromisso de criar aves livres de gaiola no sistema de integração
A BRF antecipou o cumprimento, no início deste ano, de seu compromisso público de garantir que 100% das aves do sistema de integração globalmente, no Brasil e na Turquia, sejam livres de gaiolas, informou a companhia na terça-feira (11)
O prazo para o cumprimento do compromisso era até o fim de 2023. No Brasil, as operações com aves já ocorriam livres de gaiolas. Agora, com a implementação da medida em toda a Turquia, o compromisso foi integralmente atendido. O suporte técnico e financeiro junto aos produtores foi essencial para adequar as instalações. “O programa de bem-estar animal [BEA] da BRF é global. Padronizar as boas práticas em todas as localidades é fundamental para gerar melhores resultados à agenda de BEA”, disse o Diretor de CIEX Agropecuária da BRF, Ivomar Oldoni, em comunicado. O resultado reforça o avanço da agenda de bem-estar animal, alinhada ao Plano BRF de Sustentabilidade, segundo a empresa. Por meio do seu programa global de BEA, a companhia afirma estabelecer políticas, normas, processos e indicadores de acordo com as especificidades de cada localidade onde atua, sejam ambientais e culturais, sejam climáticas ou religiosas. Com tolerância zero a maus-tratos aos animais, a BRF tem a ética e a sustentabilidade como princípios que norteiam sua conduta com relação ao bem-estar dos animais, assim como a transformação positiva de toda sua cadeia de valor, segundo a diretora de Reputação e Sustentabilidade da BRF, Raquel Ogando. “Atuamos em sintonia com as melhores práticas, por meio de projetos e metas públicas, além de sermos guiados por certificações, parcerias e trabalhos colaborativos e propositivos com entidades renomadas do mercado”, disse Raquel no mesmo comunicado.
CARNETEC
Reino Unido suspenderá regras obrigatórias de alojamento para aves à medida que o risco de gripe aviária diminui
O governo britânico disse nesta terça-feira que suspenderá as medidas que introduziu para impedir a propagação da gripe aviária
Os níveis de risco da gripe aviária foram reduzidos, disse o Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (Defra) do governo em um comunicado. A mudança, que entrará em vigor em 18 de abril, significa que aves domésticas e outras aves em cativeiro não precisarão mais ser alojadas e poderão ser mantidas do lado de fora, a menos que estejam em uma “Zona de Proteção”. A restrição, aplicada na Inglaterra e no País de Gales, foi anunciada em outubro do ano passado.
Cepea/Esalq
ABRAFRIGO
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