CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1942 DE 21 DE MARÇO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 1942 |21 de março de 2023

NOTÍCIAS

Preço da arroba estável no início da semana em São Paulo

A semana começou com uma boa oferta de bovinos e escalas de abate alongadas, assim o preço da arroba permaneceu estável na segunda-feira

Segundo apurou a Scot Consultoria, no mercado paulista, a semana começou com escalas de abate alongadas nas unidades frigoríficos, e os preços da arroba permaneceram estáveis. Portanto, o boi gordo de São Paulo continua valendo R$ 277, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 257/@ e R$ 267/@ (preços brutos e a prazo). Não há ofertas de compra para o “boi China”. No Oeste do Rio Grande do Sul, a menor oferta de gado, devido à seca que afetou a pastagem, fez com que os compradores ofertassem mais R$0,10/kg de boi e R$0,20/kg de vaca. No mercado atacadista de carne com osso, o início da segunda quinzena, em razão do menor consumo, foi marcado por ajustes negativos no mercado atacadista de carne com osso. Na comparação semanal, as cotações das carcaças de vaca e novilha casadas recuaram 0,6%. No mesmo período, a cotação da carcaça de bovinos inteiros caiu 3,0%. Para a cotação da carcaça de bovinos castrados, queda de 2,0%.

SCOT CONSULTORIA

Sem a China, média diária da exportação de carne bovina in natura recua 17,86%

Volume exportado de carne bovina atingiu 89,8 mil toneladas até a terceira semana de março/23

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços (MDIC), o volume exportado de carne bovina in natura atingiu 89,8 mil toneladas até a terceira semana de março/23. No ano anterior, o volume total exportado no mês de março ficou em 169,1 mil toneladas em 22 dias úteis. A média diária ficou em 6,9 mil toneladas, queda de 10,1%, frente ao mês de março do ano anterior, com 7,6 mil toneladas. No comparativo semanal, a média diária teve um recuo de 17,86%, frente à semana anterior que estava em 8,4 mil toneladas.  Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as informações apontadas pela Secretaria já começam a refletir os efeitos da suspensão das exportações para a China em função da vaca louca no Brasil. Estamos começando a ver os efeitos, principalmente na média diária e isso deve se intensificar no mês de abril”, explicou. O preço médio do produto, US$ 4.863 por tonelada, teve queda de 17,6% frente à março de 2022, com US$ 5,904 por tonelada. O valor negociado ficou em US $ 436,7 milhões. A média diária, US$ 33,5 milhões teve queda de 26,00%, frente a março do ano passado, US$ 45,3 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS

Mercado físico do boi gordo registrou preços em alta no Centro-Norte do país na segunda-feira (20).

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, no geral, os frigoríficos brasileiros ainda operam com escalas de abate encurtadas, em compasso de espera, aguardando o aval da China para retomar suas exportações

Em São Paulo e em Minas Gerais, o mercado está acomodado, com menos propensão a reajustes, algo compreensível diante da importância das exportações na formação de preço desses estados. Além disso, os preços do atacado recuaram no mercado paulista neste início de semana, tornando o quadro mais complicado. Ontem, representantes do Ministério da Agricultura e do agronegócio brasileiro partiram em direção à China. Vale a menção que mesmo com a comitiva, a decisão pela retomada das exportações será da China. Questões mercadológicas costumam ter maior peso na decisão se comparado ao contexto político/diplomático. Os preços da carne bovina iniciaram a semana em queda no atacado, algo natural diante do perfil de consumo definido para a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. Além disso, a carne de frango segue mais competitiva neste momento, o que também acaba por interferir na formação de preços das proteínas concorrentes. O quarto traseiro foi precificado a R$ 20,25 por quilo, queda de R$ 0,05. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 14,20 por quilo, queda de R$ 0,10. A ponta de agulha foi precificada a R$ 14,30 por quilo, queda de R$ 0,20.

AGÊNCIA SAFRAS

Margem de comercialização da carne bovina no mercado atacadista e no mercado varejista

Entre 2010 e 2018, a margem no mercado atacadista da carne sem osso esteve acima da média (18%), com queda pontual em 2016

A partir de 2019, com a virada no ciclo de preços pecuários, provocado pela de retenção de fêmeas, as margens caíram, atingindo o ponto mais crítico em 2020 e 2021, cuja queda foi de 11,40 e 10,92 pontos percentuais respectivamente, em relação à média para o período. Com a retenção de fêmeas e, consequentemente, queda na oferta de bovinos, a cotação da arroba do boi gordo subiu. Em 2022, o quadro mudou com a maior oferta de gado (descarte de matrizes). A margem aumentou 60%, ou 4,24 pontos percentuais frente a 2021. A melhora, apesar de estar abaixo da média, ocorreu devido à queda na cotação da arroba do boi gordo. Na margem de comercialização do varejo, nos últimos 13 anos, a média de preços no mercado varejista, com relação aos preços vigentes no mercado atacadista de carne sem osso, foi de 61,8%. A margem caiu desde 2018 e o pior patamar foi em 2021 (34,9%). Em 2022, a pergunta recorrente foi: o preço do boi caiu, mas o preço da carne não, por quê? Não caiu, pois, ao que tudo indica o mercado varejista aproveitou a queda do preço da carne no mercado atacadista para recuperar a margem perdida nos anos anteriores. No último ano, a demanda por carne bovina aumentou (mercado externo e interno), devido às campanhas eleitorais, queda na taxa de desemprego e pagamento de auxílios à população. Atrelado a esses fatores, não houve repasse do recuo da cotação da arroba do boi gordo e do preço no mercado atacadista pelo varejo. O que houve foi a realização de promoções pontuais para o escoamento da carne bovina, sem fortes impactos nas margens. Assim, a margem do mercado varejista subiu 22,7 pontos percentuais na comparação feita ano a ano, aproximando-se, novamente, do nível histórico.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar cai ante real após compra do Credit Suisse. Mercado à espera de arcabouço, BC e Fed

O dólar à vista fechou a segunda-feira em baixa ante o real, com investidores reagindo ao ambiente mais positivo no exterior, após o banco UBS ter anunciado a compra do Credit Suisse, e à espera do novo arcabouço fiscal e das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos

O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,2429 reais na venda, em baixa de 0,54%. “O mercado está relativamente tranquilo com a questão do setor financeiro, primeiro pela atuação do Federal Reserve e, agora, pelo UBS juntamente com o banco central suíço, que estancaram a situação no Credit Suisse”, comentou mais cedo Cleber Alessie Machado, gerente da mesa de Derivativos da Financeiros da Commcor DTVM.  De acordo com o diretor da Correparti Corretora, da Jefferson Rugik, o dia foi de “pausa” da crise bancária. “Pesou para a mudança do sentimento a confirmação da venda do Credit Suisse para o UBS. Mas o mercado de câmbio ficou em compasso de espera para a divulgação do arcabouço fiscal pelo governo”, comentou Rugik, ao justificar as oscilações limitadas do dólar ante o real na segunda-feira. Pela manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que membros do governo façam mais reuniões com os presidentes da Câmara e do Senado, com líderes partidários e economistas antes da apresentação oficial do arcabouço fiscal. O próprio Haddad se reuniu na segunda-feira com os líderes do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), e no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA). Além disso, o Ministro foi até a residência oficial do Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O governo busca apoio para a proposta, vista como fundamental para aliviar as pressões nos mercados. Ao final dos encontros, Haddad disse que o arcabouço está na fase final, e o anúncio depende apenas de ajustes pontuais. Pela manhã, o BC venceu 9.000 dos 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de maio.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com Petrobras

O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, com o declínio das ações da Petrobras, descolando a bolsa paulista de pregões no exterior, onde prevaleceu o alívio após a aquisição do Credit Suisse pelo UBS e de uma ação coordenada de bancos centrais

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,04%, a 100.922,89 pontos. Declarações do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltando a destacar que investimentos e avanços sociais não podem ser colocados como gastos e a defender o uso de bancos públicos para a oferta de crédito e o financiamento do desenvolvimento do país causaram incômodo em meio às discussões sobre a regra fiscal. Na definição da nova âncora fiscal, segundo o Vice-Presidente, Geraldo Alckmin, terá como base a curva da dívida, o superávit e o controle de gasto. No exterior, Wall Street teve uma sessão positiva, com a aquisição do Credit Suisse pelo UBS apoiada por autoridades e a ação coordenada de bancos centrais trazendo algum alívio, enquanto agentes especulam sobre a decisão de juros do Federal Reserve (Fed) nesta semana, principalmente a chance de pausar a alta na taxa. “O ambiente de elevação dos riscos bancários e financeiros tornam a decisão (nos EUA) mais incerta, assim como a comunicação do Fed, que incluirá a revisão das projeções dos membros do Fomc para inflação, atividade econômica e juros”, disse o Departamento de Economia do Bradesco em nota a clientes. Além do Fed, o Banco da Inglaterra e o Banco Central do Brasil também anunciam decisões de política monetária nesta semana. No caso do BC brasileiro, pesquisa da Reuters publicada na sexta-feira apontou que o Copom insistirá em sua postura agressiva na próxima semana, deixando a taxa Selic no nível mais alto em seis anos, ao mesmo tempo em que provavelmente afastará as esperanças de qualquer afrouxamento iminente. Seria a quinta reunião consecutiva em que o BC manteria a Selic em 13,75%, após interromper um ciclo agressivo de alta dos juros.

REUTERS

Boletim Focus: projeção para inflação de 2023 cai

Para o PIB, a projeção de 2023 recuou para 0,88% enquanto a de 2024 caiu para 1,47%, a de 2025 recuou para 1,70% e a 2026 contraiu para 1,80%

A projeção de inflação para 2023 feita pelos analistas de mercado teve ligeira queda nesta semana, de 5,96% para 5,95%, mas as estimativas subiram para 2024, 2025 e 2026, de acordo com dados divulgados na segunda-feira (20) no Relatório Focus, do Banco Central. A projeção do IPCA de 2024 avançou de 4,02% para 4,11, a de 2025 permaneceu saiu de 3,80% para 3,90% e a de 2026 subiu de 3,79% para 4,00%. Especificamente para os preços administrados, a projeção do IPCA para 2023 manteve a tendência de alta verificada há 16 semanas e passou de 9,13% para 9,36. Há um mês, a projeção estava em 9,01%. A estimativa para 2024 também subiu, de 4,40% para 4,50%. A de 2025 avançou de 3,94% para 4,0% e a de 2026 estacionou em 4,0%. Para o Produto Interno Bruto (PIB) a projeção de 2023 recuou de 0,89% para 0,88% enquanto a de 2024 caiu de 1,50% para 1,47% e a de 2025 recuou de 1,80% para 1,70%. A de 2026 contraiu de 1,98% para 1,80%. A previsão da taxa de juros básica da economia brasileira (Selic) foi mantida em 12,75% para 2023, enquanto a de 2024 continuou em 10,0%. Ambas estacionaram no mesmo patamar há cinco semanas seguidas. A de 2025 permanece há seis semanas em 9,0%. Já a de 2026 subiu de 8,75% para 9,0%. A estimativa para o dólar foi mantida em R$ 5,25 para este ano (7ª semana seguida de estabilidade) e continuou pela terceira semana seguida em R$ 5,30 para 2024. A projeção para 2025 está em R$ 5,30 há 13 semanas. Já de 2026, a avançou de R$ 5,35 para R$ 5,40.

Infomoney

FRANGOS & SUÍNOS

Quedas para as cotações na suinocultura

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve queda de 4,35%/4,20%, chegando a R$ 132,00/R$ 137,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,96%/0,95%, custando R$ 10,00/R$ 10,40 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (17), o preço ficou estável somente em Santa Catarina (R$ 6,89/kg). Houve recuo de 0,93% em Minas Gerais, baixando para R$ 7,47/kg, leve queda de 0,14% no Paraná, valendo R$ 6,97/kg, retração de 1,00% no Rio Grande do Sul, caindo para R$ 6,96/kg, e de 1,60% em São Paulo, fechando em R$ 7,38/kg.

Cepea/Esalq

Exportações de carne suína em 13 dias úteis chegam a 83% da receita de março/22

De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne suína in natura nos 13 dias úteis de março atingiram 83% do faturamento de todo o mês de março de 2022.

A receita, US$ 143 milhões, representa 82,6% do montante de março de 2022, com US$ 174,2 milhões. No volume embarcado, as 59.285 toneladas são 72,9% do total registrado em março do ano passado, com 81.288 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 11.000, valor 38,9% maior do que o de março de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve incremento de 4,33%. Em toneladas por média diária, 4.560 toneladas, houve aumento de 23,4% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, alta de 4,6%. No preço pago por tonelada, US$ 2.412, ele é 12,5% superior ao praticado em março passado. O resultado, frente a semana anterior, representa a queda de 0,2%.

AGÊNCIA SAFRAS

Coreia do Sul relata caso de peste suína africana

A Coreia do Sul relatou outro caso de peste suína africana (PSA), emitindo uma ordem de paralisação de granjas de suínos e instalações relevantes nas regiões do norte do país, informou o Ministério da Agricultura na segunda-feira

O quinto caso de PSA no país em 2023 foi confirmado depois que 50 porcos morreram em uma fazenda de porcos com 12.842 porcos criados em Pocheon, cerca de 40 km a nordeste da capital Seul, de acordo com o Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais. Para bloquear a transmissão entre fazendas, uma ordem de paralisação foi emitida por 48 horas até as 5h, horário local de quarta-feira, sobre trabalhadores e veículos relacionados a instalações pecuárias, como fazendas de porcos, matadouros e fábricas de ração na cidade ocidental de Incheon, província de Gyeonggi, e a parte norte da província de Gangwon. As autoridades planejaram abater os porcos na fazenda em Pocheon e realizar um exame minucioso nas fazendas dentro de um raio de 10 km da fazenda afetada, bem como em outras fazendas e instalações relevantes.

Xinhua

Peste Suína Africana em Cebu e mais outras quatro cidades nas Filipinas

O vírus da peste suína africana (PSA) foi detectado em Cebu e outras quatro cidades da região, informou o Departamento de Agricultura da Indústria Animal (BAI) na segunda-feira

O BAI disse que as cidades de Liloan, Tuburan, Sibonga e Bogo City também relataram casos de PSA. “A coleta de amostras foi realizada em fazendas de fundo de quintal pelas respectivas unidades do governo local (UGLs) como parte da investigação e vigilância da doença”, disse o comunicado. As amostras foram encaminhadas ao Laboratório Regional de Referência e Diagnóstico de Doenças Animais (RADDL) da região e testadas por meio da reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-PCR), padrão ouro para testar e confirmar o vírus da PSA. A agência disse que continua coletando dados para determinar a extensão do surto na província de Cebu. Ele disse que o mapa de zoneamento e as detecções de relatórios continuarão com base na Circular Administrativa nº 2, Série de 2022 do DA, o Plano Nacional de Zoneamento e Movimento para a Prevenção e Controle da Peste Suína Africana, para orientar o movimento de suínos e produtos relacionados em todAS diferentes zonas do país. O mapa de zoneamento também serve de referência para as áreas do país que permanecem livres de PSA e se recuperando dos efeitos da doença.

Bai Filipinas

ABCS vê abrandamento de desafios para setor de suínos, foco em sanidade

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) avalia que o cenário para o setor neste início de ano está menos desafiador em relação a anos recentes e tem perspectivas positivas para 2023, apesar das questões relacionadas à sanidade animal na cadeia de proteína animal como um todo, segundo boletim divulgado na segunda-feira (20)

“O início de ano sempre é desafiador para os suinocultores, mas este ano o desafio está mais brando que nos anos recentes e o horizonte ainda é animador, apesar dos riscos que se apresentam e do alto nível de endividamento do setor que passou por um longo período de crise”, disse o Presidente da entidade, Marcelo Lopes. A ABCS avalia que o foco de atenção do setor de proteína animal em 2023 será a sanidade animal, enquanto a peste suína africana se agrava na China e a influenza aviária se espalha pelo mundo. “Ainda é cedo para se avaliar o impacto destas enfermidades na dinâmica do mercado de carnes, mas é preciso monitorar estas variáveis”, disse a entidade. A ABCS também defende que o Brasil precisa revisar o protocolo sanitário assinado com a China em relação à suspensão imediata das exportações de carne bovina para o país asiático em caso de ocorrência de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) atípica. A entidade disse que “é evidente que o sistema de produção brasileiro de bovinos é altamente seguro, mas casos atípicos continuarão aparecendo e estes embargos, ainda que transitórios, causam prejuízos irreparáveis às cadeias brasileiras de proteína animal”. Após a notificação do caso de EEB atípica pelo governo brasileiro, no fim de fevereiro, o mercado de suínos passou a registrar queda contínua de preços, que estavam em trajetória de alta desde o fim de janeiro, segundo a ABCS. A entidade disse que não há fatores que sustentem esse recuo por muito tempo já que a disponibilidade interna de carne suína está atualmente mais ajustada à demanda. O suíno vivo acumula queda nos preços nas principais praças acompanhadas pelo índice Cepea/Esalq no acumulado de março, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A carcaça suína especial caiu 6,2% em março, até a sexta-feira (17), a R$ 10,59/kg.

CARNETEC

Frango continua sua estabilidade

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve queda de 1,07%, custando R$ 6,50/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço não mudou, valendo R$ 4,29/kg, assim como no Paraná, fixado em R$ 4,89/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (17), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, custando, ambos, R$ 7,30/kg.

Cepea/Esalq

Exportações de frango é 32% maior na receita do que a de março do ano passado

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne de aves in natura nos 13 dias úteis de março tiveram melhor desempenho em relação ao mesmo mês do ano passado, mas recuaram no comparativo com a semana anterior

A receita, US$ 548,3 milhões, representa 78,26% do montante obtido em março de 2022, com US$ 700,6 milhões. No volume embarcado, as 291.347,22 toneladas são 75,77% do total registrado em março do ano passado, com 384.502, toneladas. A receita por média diária, US$ 42,1 milhões, é 32,4% superior à registrada em março de 2022. No comparativo com a semana anterior, queda de 5,7%.  Em toneladas por média diária, 22.411 toneladas, houve alta de 28,2% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Quando comparado ao resultado da semana anterior, recuo de 5,2%. No preço pago por tonelada, US$ 1.882, ele é 3,3% superior ao praticado em março do ano passado. Frente ao valor da semana anterior, baixa de 0,5%.

AGÊNCIA SAFRAS

Gripe aviária avança na Argentina e atinge 60 casos

De acordo com informações divulgadas na noite de domingo pelo Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina, foi confirmado confirmou 1 novo caso positivo de gripe aviária (IA) H5 em aves da província de Santa Fé (Colônia Cavour), elevando o total de detecções da doença para 60 até agora em todo o país.

Desta forma, das mais de 300 notificações analisadas pelo Laboratório Senasa, até o momento os casos confirmados são: 49 em aves de quintal, sete no setor comercial e quatro em aves silvestres. Os casos foram detectados nos seguintes locais: 18 em Córdoba, 15 em Buenos Aires, 7 em Neuquén, 7 em Santa Fe, 4 em Río Negro, 2 em San LuÍs, 2 em Chaco, 2 em La Pampa, 1 em Jujuy, 1 em Santiago del Estero e 1 em Salta.

Senasa

INTERNACIONAL

Reino Unido confirma caso atípico de vaca louca em animal de 17 anos

Na segunda-feira (20), a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) confirmou um caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina no Reino Unido. As autoridades informaram que o caso aconteceu em uma vaca nativa de 17 anos em uma fazenda de aleitamento e que o animal foi abatido em 27 de fevereiro, seguindo o protocolo sanitário

Segundo as informações da OMSA informaram que o animal não foi apresentado para abate e não entrou na cadeia alimentar. “A carcaça inteira foi descartada como material de categoria 1 e não tem nenhuma ameaça à segurança alimentar ou à saúde humana. Investigações epidemiológicas seguem em andamento”, informou a OMSA em seu relatório. O resultado do exame deu positivo para a doença e o caso foi classificado como atípico, na qual aconteceu de forma espontânea nos bovinos. O último caso reportado pelo País foi em 2015, mas o Reino Unido segue com status de risco insignificante para a doença.

OMSA

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

 

 

abrafrigo

Leave Comment