
Ano 9 | nº 1940 |17 de março de 2023
NOTÍCIAS
Queda na cotação da arroba de fêmeas em São Paulo
Em função da maior oferta de fêmeas para abate e dos compradores contraídos, as cotações ficaram pressionadas. A cotação do boi gordo, nas praças pecuárias paulistas, ficou estável
A cotação da vaca e da novilha recuaram R$3,00/@ na comparação feita dia a dia. Não há ofertas de compra para o “boi China”. Segundo analistas da Scot, na quinta-feira, a maior oferta de fêmeas para abate resultou em queda nos preços da categoria nas praças paulistas. As cotações das novilhas gordas recuaram R$ 3/@, para R$ 257/@ e R$ 267/@, respectivamente (valores brutos e a prazo). Porém, pelos dados da Scot, o boi gordo paulista continua valendo R$ 277/@, no prazo, preço bruto. Segundo ressalta Jéssica Olivier, engenheira agrônoma e analista de mercado da Scot Consultoria, o marasmo na praça paulista perdura. “Desde 24 de fevereiro não há mudança na referência para o boi gordo”, relata. Enquanto disso, diz Jéssica, o “boi-China” desapareceu do mercado. “Sem China, não há ágio”, afirma a analista. As quedas bruscas observadas em 2021 não ocorreram neste ano – pelo menos até o momento. “A capacidade em reter os bovinos dentro da fazenda, devido à boa produção da pastagem, deu ao pecuarista maior poder de barganha”, justifica a analista, referindo-se às dificuldades dos frigoríficos reduzirem os patamares vigentes da arroba. Assim, em algumas praças, a movimentação baixista está menor e altas pontuais têm ocorrido. “As indústrias que exportam aos chineses rearranjaram as escalas de abate. Sem o principal comprador, o volume de carne a ser produzido pôde diminuir”, afirma Jéssica. No Norte do Mato Grosso, para aumentar as escalas de abate, os frigoríficos melhoraram a oferta de compra em R$3,00/@ na comparação diária. Em Paragominas – PA, a menor oferta de gado, em comparação com as regiões de Marabá e Redenção, e a dificuldade no transporte até a indústria, devido às chuvas, deram sustentação à cotação da arroba do boi gordo na praça.
SCOT CONSULTORIA
Boi/Cepea: Diferença de preços da arroba e da carne é a maior desde out/21
Os preços da arroba do boi gordo seguem enfraquecidos no mercado nacional, cenário que vem sendo verificado desde o final de fevereiro, quando os embarques de carne à China foram suspensos, seguindo protocolo estabelecido entre o Brasil e a China em casos de registros de “mal da vaca louca”
Já os preços da carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo estão firmes. Assim, na parcial de março (até o dia 14), enquanto o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (mercado paulista) registra média de R$ 274,48/@, a carcaça casada é comercializada no atacado a R$ 284,85/@, ou seja, com vantagem de 10,37 Reais/@ para a proteína. Trata-se da maior diferença de preços entre o boi gordo e a carne desde outubro de 2021, quando justamente o setor pecuário nacional atravessava um cenário de suspensão de envios da proteína à China.
Cepea
Boi gordo: boas condições de pastagens favorecem estratégia de retenção
Negócios continuam a represados, aguardando a retomada das exportações da China. O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar volume inexpressivo de negócios na quinta-feira (16)
De acordo com Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos permanecem em compasso de espera, aguardando o aval da China para retomar as exportações. O pecuarista tem se aproveitado da boa condição das pastagens para reter as boiadas, aguardando um momento mais oportuno para negociar. A notícia da semana é um rumor de que haveria novos casos de peste suína africana (PSA) na China. Essa informação ainda precisa ser tratada como rumor, uma vez que não há confirmação oficial, nem da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), tampouco do governo chinês. Outro aspecto a ser considerado é que, mesmo com casos de PSA não há convicção sobre a intensidade do atual surto. De acordo com Iglesias, é preciso mencionar ainda que a suinocultura chinesa está muito mais profissionalizada do que no período anterior à crise causada pela própria doença. Portanto, atualmente a produção chinesa é menos suscetível a problemas sanitários, considera o analista. Cotações: Em São Paulo, capital: R$ 279, estável. Dourados (MS): R$ 266, inalterada. Cuiabá (MT): R$ 243, contra R$ 242 um dia antes. Uberaba (MG): R$ 260, estável. Goiânia (GO): R$ 250, sem alterações. O mercado atacadista apresenta preços acomodados no decorrer da semana. O ambiente de negócios volta a sugerir menor espaço para reajustes no decorrer da segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. Além disso, a carne de frango segue muito mais competitiva em comparação com as proteínas concorrentes, disse Iglesias. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 20,30 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 14,30 por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 14,50 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar à vista cai mais de 1% após estresse global com bancos
O aumento da confiança de que instituições e países conseguirão evitar o espalhamento da crise bancária, após a turbulência que atingiu dois bancos norte-americanos e um suíço, abriu espaço na quinta-feira para os investidores voltarem a buscar ativos de maior risco, o que se traduziu na queda firme do dólar à vista ante o real no Brasil
Pela manhã, os mercados repercutiram a notícia de que o Credit Suisse pegará emprestado até 54 bilhões de dólares do banco central suíço. A ação foi vista como mais um sinal de que as instituições atuarão para evitar uma crise maior, após os bancos norte-americanos Silicon Valley Bank (SVB) e Signature Bank sofrerem intervenção nos EUA. À tarde, surgiu a notícia de que grandes bancos norte-americanos estão negociando a injeção de capital no First Republic Bank, instituição financeira que vinha sendo monitorada com atenção pelo governo dos EUA. O montante do aporte será de 30 bilhões de dólares, disseram reguladores dos EUA. Com essas medidas, os investidores se sentiram seguros para buscar ativos de maior risco, como o real brasileiro. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,2387 reais na venda, em baixa de 1,05%. Na B3, às 17:21 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,92%, a 5,2560 reais. “Depois dos últimos dias, que tiveram uma pressão maior com a possibilidade de desaceleração global mais forte, há uma reversão”, comentou o economista da BlueLine Asset Management, Flavio Serrano. “Os atores envolvidos na crise bancária estão defendendo que têm instrumentos para combater a queda de liquidez global. Com isso, diminuiu um pouco a percepção de que o evento pode criar capilaridade para outras instituições e outros países”, acrescentou. No período da tarde, conforme Felipe Novaes, Chefe da mesa de operações do C6 Bank, o dólar passou a recuar com mais força ante o real em função da possível solução para o banco norte-americano First Republic. “O dólar estava quase no zero a zero, mas essa notícia acelerou o movimento de queda”, pontuou.No Brasil, segue também a expectativa em torno da apresentação oficial do novo arcabouço fiscal, esperada para a próxima semana. Profissionais do mercado afirmam, no entanto, que as informações que têm saído na imprensa garantem certo otimismo. Na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o anúncio do arcabouço deve ser feito antes de sua viagem à China. Lula embarca no dia 24 de março. Pela manhã, o BC vendeu 12.000 contratos de swap cambial tradicional, da oferta total de 16.000 contratos, para rolagem dos vencimentos de maio.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com alívio externo, mas Fed segue no radar
O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, encerrando uma sequência de cinco quedas, embalado pelo avanço de Wall Street, em meio a um certo alívio com a ajuda do banco central suíço ao Credit Suisse, embora a melhora siga frágil, principalmente com a decisão do Federal Reserve na próxima semana ainda em aberto
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,74 %, a 103.434,66 pontos, em sessão também marcada por operações visando o vencimento de opções sobre ações na B3 na sexta-feira. O volume financeiro somou 26,5 bilhões de reais. Na visão de Tiago Cunha, gestor de ações da Ace Capital, a performance do Ibovespa esteve bem ligada ao alívio no mercado depois que banco central da Suíça disponibilizou uma linha de crédito para o Credit Suisse, que afirmou que exercerá a opção de empréstimo de até 54 bilhões de dólares. “Esse alívio foi reforçado pelos comentários da presidente do BCE, Christine Lagarde que, após a decisão da autoridade monetária europeia de elevar a taxa de juros em 0,50 ponto percentual, reforçou a disposição de apoiar as instituições financeiras caso o cenário de liquidez siga em deterioração.” Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 1,76%. Na Europa, os papéis do Credit Suisse encerraram em alta de 19,15%. Cunha ponderou, entretanto, que investidores na bolsa brasileiras ainda aguardam a decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do banco central norte-americano na próxima semana. Não há consenso para o desfecho da reunião do Federal Reserve nos dias 21 e 22 de março. Prevalece a aposta de um aumento de 0,25 ponto percentual, mas existem também expectativas de manutenção do intervalo atual de 4,5% a 4,75%. Em relação à regra fiscal, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na véspera que ainda não viu a proposta preparada pela equipe econômica, mas deve conversar sobre o tema com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e quer ter o projeto definido antes da sua viagem à China na próxima semana.
REUTERS
IGP-10 avança em março e taxa em 12 meses tem menor nível em 5 anos, diz FGV
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou avanço de 0,05% em março, em meio à queda nos preços ao produtor e desaceleração da alta ao consumidor, com o acumulado em 12 meses indo ao menor patamar em cinco anos
A leitura mensal do indicador divulgada na quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters, depois de variação positiva de 0,02% no mês anterior. Assim, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses alta de 1,12%, contra 2,26% em fevereiro, alcançando o menor patamar desde março de 2018 nessa base de comparação. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve recuo de 0,07% em março, depois de cair 0,14% no mês anterior. De acordo com André Braz, Coordenador dos índices de preços, a principal contribuição para a taxa negativa partiu dos Produtos Industriais (de 0,10% para -0,32%), sob influência de Produtos Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (de -1,07% para -2,33%). Também se destacaram as quedas de Produtos Alimentícios (de -0,89% para -1,24%) e Produtos Químicos (-1,58% para -1,69%). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, desacelerou a alta a 0,47% no mês, de 0,55% em janeiro, com recuo de 1,04% nos custos de Educação, Leitura e Recreação, após alta de 1,51% no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez subiu 0,12% em março, contra alta de 0,33% em fevereiro. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
REUTERS
EMPRESAS
Seara inaugura fábrica 4.0 no PR e lança nova linha de empanados
A Seara anunciou na quinta-feira (16) duas novidades de impacto: uma nova linha de empanados considerada o maior lançamento da história da marca e a inauguração de uma fábrica 4.0 para empanados, neste primeiro semestre, e salsichas, a partir do segundo semestre, em Rolândia (PR)
Feita com 100% peito de frango e muita crocância, a nova linha possui dez tipos de empanados e chega para ressignificar o mercado de alimentos, disse Tiago Toricelli, Marketing & PR na Seara Alimentos. Segundo ele, trata-se do maior e mais saboroso lançamento da história de uma marca que possui 66 anos de tradição e que comemora dez anos junto ao Grupo JBS. Segundo Gabriela Pontin, Diretora Executiva de Negócios de Alimentos Preparados da Seara, o lançamento da linha foi possibilitado pelo investimento de R$ 1 bilhão na nova fábrica de Rolândia, cidade onde a Seara já possui uma unidade de abate de frangos. A nova fábrica é a mais automatizada da Seara no Brasil e uma das mais modernas da JBS em todo mundo, contando com robôs em suas esteiras de produção e embalagem, tecnologias integradas à inteligência artificial e armazenamento de dados em nuvem. Provida com o que há de mais moderno em termos de tecnologia (fábrica 4.0) e 100% sustentável, a nova unidade é considerada uma mudança de rumo em termos de inovação para a Seara. São ao todo 54 mil m² de área construída e mais de 680 empregos gerados. A fábrica também nasce com protocolos de sustentabilidade, como coleta de águas pluviais, geração de energia solar no estacionamento e utilização de veículos elétricos. Todo o estacionamento da nova planta, por exemplo, possui painéis solares em sua cobertura. A fábrica 4.0 de Rolândia começou a ser construída em 2020 e acaba de ficar pronta. Há linhas de produção operando e equipes em treinamento neste momento. As outras três unidades da Seara que já fabricavam empanados continuam a produção para atender às outras marcas do portfólio (Seara DaGranja, Seara Turma da Mônica, etc). Em entrevista à CarneTec, Gabriela Pontin disse que a planta recém-inaugurada é flexível para atender tanto varejo quanto food service, mas não revelou os volumes de produção por serem dados estratégicos da empresa. O investimento da Seara de R$ 1 bilhão na nova planta em Rolândia faz parte de um planejamento estratégico anunciado em 2019 de R$ 8 bilhões, que segue em curso. Gabriela disse ao público presente no Janela que junto à nova unidade haverá um Centro de Tecnologia e Inovação. À CarneTec, a diretora executiva revelou que a inauguração desse centro tecnológico ocorrerá entre julho e agosto deste ano.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: cotações do vivo em queda no PR e RS
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 138,00/R$ 143,00, enquanto a carcaça especial teve queda de 0,96%/1,87%, custando R$ 10,30/kg/R$ 10,50/kg
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (15), houve queda de 0,14% no Paraná, atingindo R$ 6,96/kg, e de 0,28% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 7,01/kg. Foi registrado alta de 0,13% em Minas Gerais, chegando em R$ 7,65/kg, avanço de 0,15% em Santa Catarina, valendo R$ 6,87/kg, e de 0,27% em São Paulo, fechando em R$ 7,50/kg. O mercado da suinocultura independente viu quedas nas principais praças que comercializam o animal nesta modalidade nesta quinta-feira (16). As lideranças do setor apontam mercado especulado, além de incertezas que causam a antecipação de vendas dos animais.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: quedas nas principais praças
No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 02/03/2023 a 08/03/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 2,47%, fechando a semana em R$ 6,90/kg vivo. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente estabilidade, podendo ser cotado a R$ 6,90/kg vivo”, informou o Lapesui
Em São Paulo o mercado, que na semana passada rodou com valor de R$ 8,00/kg vivo, com acordo entre frigoríficos e suinocultores, na quinta-feira (16) não obteve consenso entre as partes, ficando sem referência de valor segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro houve recuo, saindo de R$ 7,70/kg vivo na semana passada para R$ 7,30/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve queda, saindo de R$ 7,35/kg vivo para R$ 7,15/kg vivo nesta semana.
AGROLINK
Suínos/Cepea: Poder de compra do suinocultor recua
A queda nas cotações do animal vivo nestes últimos dias vem reduzindo o poder de compra do suinocultor paulista frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja
Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão sobre os preços do animal vem do enfraquecimento da demanda pela indústria por novos lotes de suínos para abate. Diante disso, cálculos do Cepea mostram que, na terça-feira, 14, o suinocultor da região de Campinas (SP) conseguia adquirir 5,26 quilos de milho com a venda de um quilo de suíno, 0,7% a menos que na terça-feira anterior. Quanto ao farelo de soja, o suinocultor pode comprar 2,71 quilos do derivado com a venda de um quilo de suíno, retração de 0,8% em relação ao volume da terça anterior.
Cepea
Estabilidade no frango continua
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve queda de 0,75%, custando R$ 6,60/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou inalterado em R$ 4,92/kg, da mesma forma que Santa Catarina, valendo R$ 4,29/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (15), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, custando, ambos, R$ 7,30/kg.
Cepea/Esalq
Uruguai detecta quarto caso de gripe aviária em cisnes de pescoço preto
Segundo monitoramento da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), as ocorrências da doença no país são apenas em aves silvestres
Segundo informações de um comunicado oficial do Governo do Uruguai, na quarta-feira ocorreu a detecção do quarto caso de influenza aviária no país na localidade de Estación Tapia, departamento de Canelones. Foram encontrados um total de 5 cisnes de pescoço preto mortos, de uma população total de 16 aves. Diante disso, o Ministério do Meio Ambiente coletou as amostras dos animais mortos na lagoa e a Direção Geral de Serviços Pecuários do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pescas (MGAP), processou os testes e confirmou a presença de um novo foco de Gripe Aviária como a causa da morte dessas aves. Com a confirmação do diagnóstico, o Governo do Uruguai, por meio das autoridades sanitárias informou que o protocolo foi aplicado, e que com este novo foco, ficou claro que o vírus continua circulando pelo país.
OPAS
Argentina atinge 55 casos de gripe aviária em pouco mais de um mês após detectar primeiro caso
Exportações de produtos avícolas estão suspensas desde que foi reportado primeiro caso em granja comercial
O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina confirmou 5 novos casos positivos de influenza aviária (IA) H5 no final da tarde de quarta-feira (15) ao todo, de acordo com comunicado do governo argentino, agora são 55 detecções da doença até o momento em todo o país, desde o primeiro anúncio, em meados de fevereiro. Das mais de 300 notificações analisadas pelo Laboratório Senasa, até o momento são 55 casos confirmados, sendo 45 em aves de fundo de quintal, quatro em silvestres e seis em aves do setor comercial distribuídos da seguinte forma: 18 em Córdoba, 13 em Buenos Aires, 6 em Neuquén, 6 em Santa Fe, 4 em Río Negro, 2 em San Luís, 2 em Chaco, 1 em Jujuy, 1 em Santiago del Estero, 1 em Salta e 1 em La Pampa.
Senasa
Chile abate 40.000 aves em meio a surto de gripe aviária industrial
Cerca de 40.000 aves foram abatidas e enterradas no centro do Chile na quarta-feira depois que o país detectou seu primeiro caso de gripe aviária em um ambiente industrial
Carlos Orellana, Chefe de proteção pecuária da agência SAG agropecuária do Chile, disse que foi um “evento limitado” e as autoridades não detectaram mais casos na área circundante.
“É um evento muito limitado, nossa vigilância na região periférica continua dando resultados negativos”, disse Orellana durante entrevista coletiva em Santiago, acrescentando que as aves abatidas representam uma pequena fração dos 30 milhões de aves do país. “Esperamos que esta situação seja contida e que o Chile recupere sua condição de livre da gripe aviária de alta patogenicidade”, acrescentou. O surto foi detectado na segunda-feira em uma fábrica da produtora de carne Agrosuper, em Rancagua, no centro do Chile, levando o governo a suspender as exportações de frango por um período de 28 dias. Casos de gripe aviária, principalmente em animais silvestres, foram detectados no Chile desde o final do ano passado. A Argentina confirmou seu primeiro caso em aves industriais no mês passado, fazendo com que suspendesse as exportações de produtos aviários. O Brasil, maior exportador mundial de frango, ainda permanece livre da gripe aviária, mas já investigou vários casos suspeitos. Autoridades de saúde sul-americanas criaram um comitê técnico regional no início deste mês para lidar com surtos de gripe aviária. Ximena Aguilera, ministra da saúde do Chile, disse que, embora o país tenha visto casos em mamíferos marinhos, não houve transmissão entre humanos, mas o ministério está acompanhando de perto trabalhadores e pessoas expostas à gripe aviária.
REUTERS
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3289 7122
