
Ano 9 | nº 1939 |16 de março de 2023
NOTÍCIAS
Boi: escalas vão até o final de março
Boa parte dos frigoríficos estão fora do mercado do boi gordo, principalmente os exportadores, que aguardam pelo fim do embargo chinês
Segundo a Scot Consultoria, nas regiões paulistas, as indústrias que exportam estão com escalas programadas até o final de março e, por isso, seguem fora das compras de boiadas gordas. “Aparentemente, os frigoríficos de São Paulo reprogramaram as escalas de abate, diminuindo o rebanho abatido por dia”, informou a Scot. As indústrias que atendem ao mercado interno estão comprando na referência de preço vigente nos últimos dias, com a cotação do boi gordo estável desde 24 de fevereiro, acrescentou a consultoria. Com isso, no mercado paulista, o boi gordo segue negociado em R$ 277/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são vendidas por R$ 260/@ e R$ 270/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com os dados da Scot. Não há ofertas de compra para o “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade).
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: pressão de alta perde força após boa demanda na 1ª quinzena do mês
Movimento perdeu intensidade após efeito positivo da entrada dos salários na economia, indica a Safras & Mercado
O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar inexpressivo volume de negócios na quarta-feira (15). Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista de Safras & Mercado, a demanda de carne bovina da primeira quinzena deu suporte para alta no preço das boiadas. No entanto, ele afirma que o movimento começa a perder intensidade pelo desaquecimento da demanda, após o efeito positivo da entrada dos salários na economia. Os pecuaristas estariam mantendo a retenção de animais no pasto como estratégia recorrente, algo compreensível diante da boa condição das pastagens, em especial no centro-norte do país. O mercado segue com expectativa de movimento mais contundente de alta quando ocorrer a retomada das exportações para a China, diz o analista. Cotações: em São Paulo, capital: R$ 279, ante R$ 278 na terça. Dourados (MS): R$ 266, inalterada. Cuiabá (MT): R$ 243, contra R$ 242 no fechamento anterior. Uberaba (MG): R$ 260 por arroba, estável. Goiânia (G): R$ 250, sem alterações. O mercado atacadista ainda apresenta acomodação em seus preços. O ambiente de negócios voltou a sugerir menor espaço para recuperação dos preços durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. Além disso, a concorrência com a carne de frango é fator importante para justificar o menor espaço para alta dos preços. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 20,30 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 14,30 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 14,50 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Abate de bovinos volta a subir após dois anos, diz IBGE
Após dois anos seguidos de queda, o abate de bovinos no país voltou a subir e avançou 7,5% em 2022, frente a 2021, para 29,80 milhões de cabeças
A informação consta da Estatística da Produção Pecuária, divulgada na quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No quarto trimestre, o abate de bovinos aumentou 7,7% frente a igual período de 2021, para 7,495 milhões de cabeças. Na comparação com o terceiro trimestre, houve recuo de 5,4%. A aquisição de peças de couro pelos curtumes subiu 5,4% frente ao 4º trimestre de 2021, e recuou 4,6% ante o trimestre anterior, com 7,62 milhões de peças. A Pesquisa Trimestral do Couro investiga os curtumes que efetuam curtimento de pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano.
VALOR ECONÔMICO
Brasil mantém embarques de carne bovina certificada antes do embargo da China
Lotes de carne bovina certificados antes do embargo chinês, motivado por um caso atípico da doença de “mal da vaca louca” no Pará, continuaram saindo dos portos brasileiros mesmo após a suspensão de compras pela China ocorrida em 23 de fevereiro, conforme analistas ouvidos pela Reuters
Estas cargas estão em trânsito para um percurso que leva mais de 30 dias até o país asiático, com exportadores apostando que o fim do embargo será anunciado em breve. “Toda mercadoria que estava dentro de navios no cais, ou no mar, até o dia do autoembargo segue viagem e até o momento não temos relatos sobre nenhum problema de descarga”, disse à Reuters a Diretora da consultoria Agrifatto, Lygia Pimentel. Ela afirmou que há indicação de que os embarques aos chineses continuaram considerando dados deste mês da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), embora não esteja claro quais foram os frigoríficos que realizaram envios. A média diária de embarques de carne bovina do Brasil alcançou 8.428 toneladas no acumulado das duas primeiras semanas deste mês, quase 10% acima da média de março do ano passado, mostrou levantamento da Secex divulgado nesta semana. A China costuma responder por mais da metade da exportação do Brasil. Nas duas primeiras semanas de março, a Secex contabilizou exportação de 67,4 mil toneladas. O Diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres, disse que os dados do governo federal são uma sinalização de que houve embarque para a China saindo dos portos após o embargo, sendo cargas certificadas antecipadamente, “pois os outros mercados não substituem o mercado chinês” em volume adquirido, a ponto de justificar uma alta na média diária. “A gente vai ver o efeito da suspensão, se houve mesmo um breque nos embarques, nos números de abril”, estimou. “Acho que muita carne continuou indo sem problema, e não tivemos notícias de problema no desembarque (para os lotes que estavam próximos à China quando o embargo foi anunciado).” Uma fonte de um grande frigorífico exportador do país confirmou à Reuters, na condição de anonimato, que os lotes continuaram saindo do país rumo à China mesmo após a suspensão, no caso de certificação até o dia 22 de fevereiro. No caso dos frigoríficos que não conseguiram certificar suas carnes para a China até o dia em que o embargo começou, as perdas são estimadas entre 20 milhões e 25 milhões de dólares por dia útil, conforme reportagem publicada pela Reuters. Além da China, os governos da Tailândia, do Irã e da Jordânia também suspenderam as compras de carne bovina do Brasil e a Rússia embargou lotes provenientes do Pará.
REUTERS
Com o ciclo pecuário, abate de fêmeas sobe em Mato Grosso
O abate de bovinos fêmeas no estado, segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA), apresentou um aumento de 14,58% em fevereiro, comparado ao mês anterior. Ao todo, em Mato Grosso, foram abatidas mais de 405 mil cabeças de gado em fevereiro.
O incremento no abate total de fêmeas foi impulsionado pela maior oferta dos animais com até 24 meses, que cresceu 16,22% e com 36 meses que subiu 6,11% comparado com janeiro deste ano. Dada a fase de baixa do ciclo, a participação das fêmeas no abate total vem crescendo gradualmente. Para o Diretor Técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT), Francisco Manzi, esse tipo de processo não é exclusivo do Brasil e tem grande relevância para o mercado pecuário. “Passamos da fase de retenção da fêmea e agora, com esse aumento de abate em fevereiro e nos próximos meses, a tendência é a melhora no valor do bezerro. Com a volatilidade dos custos e a baixa do bezerro, quem mais sente é o criador”, explica Manzi. O que é o ciclo pecuário? Em anos de preços em baixa e a margem do produtor pressionada, em que o bezerro está desvalorizado, acontece a fase do ciclo em que a necessidade de manter as fêmeas na propriedade é menor, com isso, usa o abate de fêmeas, que majoritariamente servem à reprodução, como tentativa de manter o seu caixa. “Diferente de outras culturas no agro, o boi não é igual grãos que todo ano tem safra. A demora na produção até o abate dura em média de 24 a 36 meses, com isso o processo de aumento produtivo hoje, será sentido nos próximos três ou quatro anos”, frisa o Diretor Técnico.
Acrimat
OMSA confirma caso atípico de vaca louca na Suíça
O animal de 12 anos foi abatido em 27 de fevereiro seguindo o protocolo sanitário
A organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) confirmou um caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina na região leste de Grinsons, na Suíça. As autoridades suíças informaram que o animal de 12 anos foi abatido em 27 de fevereiro seguindo o protocolo sanitário. Segundo as informações do portal suíço Swissinfo, o departamento Federal de Segurança Alimentar e Veterinária destacou que o caso foi descoberto durante a vigilância rotineira e a carcaça foi incinerada e não representava risco para outros animais ou humanos. O resultado do exame deu positivo para a doença e o caso foi classificado como atípico, na qual acontecem de forma espontânea nos bovinos. O último caso reportado pelo País foi em 2020, mas a Suíça segue com status de risco insignificante para a doença desde 2015.
OMSA
Frigoríficos brasileiros perdem até US$ 25 mi ao dia após suspensão de vendas à China
Os frigoríficos brasileiros de carne bovina estão perdendo entre 20 milhões e 25 milhões de dólares por dia útil depois que um embargo comercial interrompeu as vendas para a China, disse a consultoria de agronegócios Datagro Pecuária
A estimativa é baseada nos preços atuais de exportação da carne bovina, variando entre 4.800 e 5.000 dólares por tonelada, mostraram dados enviados à Reuters na quarta-feira. O Brasil suspendeu voluntariamente as vendas de carne bovina para a China em 23 de fevereiro após relatar um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como doença da vaca louca, em conformidade com os protocolos sanitários. Uma investigação posterior considerou o caso “atípico”, o que significa que o Brasil manteve seu status de risco insignificante para EEB e pode retomar as exportações para a China. A suspensão da proibição, no entanto, depende da aprovação formal de Pequim. O ministro da Agricultura do Brasil, Carlos Fávaro, viajará à China antes do presidente Lula, como forma de adiantar algumas discussões. Duas proibições semelhantes ao comércio de carne bovina envolvendo a China duraram 13 dias em 2019 e 103 dias em 2021, segundo a Datagro, forçando os frigoríficos brasileiros a abastecer clientes chineses a partir de suas outras fábricas sul-americanas. No ano passado, o Brasil exportou um total de 1,991 milhão de toneladas de carne bovina in natura, sendo que cerca de 62% foi para a China. O Brasil é o maior fornecedor de carne bovina da China, à frente dos concorrentes Argentina e Uruguai, respondendo por 40,5% de suas importações, segundo a Datagro Pecuária. Em uma base diária, o Brasil enviou cerca de 4.700 toneladas de carne bovina para a China em 2022, mostraram dados da Datagro.
REUTERS
ECONOMIA
Dólar à vista sobe ante o real em dia de aversão global ao risco
A forte aversão ao risco nos mercados globais, disparada por mais um banco em crise, desta vez o europeu Credit Suisse, fez o dólar fechar em alta firme ante o real na quarta-feira, com investidores em busca da segurança da moeda norte-americana
O medo de uma crise de crédito global, que pode jogar os países em uma recessão, se sobrepôs ao noticiário brasileiro na quarta-feira, embora os agentes sigam à espera da apresentação, por parte do governo, do novo arcabouço fiscal. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,2944 reais na venda, em alta de 0,70%. Na B3, às 17:39 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,69%, a 5,3085 reais. “É tudo aversão ao risco. Além dos bancos norte-americanos, temos agora o Credit Suisse complicando o cenário”, comentou o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel. Na última semana os bancos Silicon Valley Bank e Signature Bank dos EUA entraram em colapso, despertando preocupações com o setor em um cenário de juros elevados. A fuga a ativos de risco fazia o dólar subir também em relação às moedas de países emergentes na quarta-feira. “O dólar se valoriza no mercado internacional e o iene se valoriza em relação ao dólar”, destacou o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno. “É o ‘flight to quality’ (voo para a qualidade)”, completou. Os receios em torno do sistema bancário global colocaram em segundo plano o noticiário doméstico. Na quarta-feira, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que deve conversar na quinta-feira com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o arcabouço fiscal. Lula quer que o projeto seja definido antes de sua viagem à China, na semana que vem. Já o Banco Central informou durante a tarde que o Brasil registrou fluxo cambial positivo de 1,283 bilhão de dólares em março até o dia 10. Pela manhã, o BC vendeu 14.400 contratos de swap cambial tradicional, da oferta total de 16.000 contratos, para rolagem dos vencimentos de maio.
REUTERS
Ibovespa cai com exterior, mas expectativa sobre fiscal reduz perda
O Ibovespa recuou na quarta-feira, com o tombo das ações do Credit Suisse reavivando preocupações sobre o sistema bancário global, mas fechou distante da mínima do dia, em meio a uma redução de perdas em Wall Street e expectativas relacionadas ao novo arcabouço fiscal no Brasil
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,25%, a 102.675,45 pontos. O volume financeiro somou 52,4 bilhões de reais, em sessão também marcada pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa. Os papéis do Credit Suisse, que vem tentando se recuperar de uma série de escândalos que minaram a confiança de investidores e clientes, afundaram 24%, renovando mínimas históricas, depois que seu maior investidor afirmou que não poderia fornecer ao banco suíço mais assistência financeira. Além da performance negativa das ações, o custo de garantir os títulos do banco contra a inadimplência disparou, com o CDS de cinco anos marcando novo recorde. Em Wall Street, o S&P 500 caiu 0,7%, com a turbulência envolvendo o Credit Suisse reavivando preocupações com uma eventual crise bancária, enquanto agentes financeiros ajustam suas apostas para a decisão de juros do banco central norte-americano na próxima semana. Na mínima, o índice recuou cerca de 2%. A perspectiva de que o Federal Reserve pudesse acelerar o ritmo de alta enfraqueceu nos últimos dias, e alguns até esperam a manutenção da taxa. Na visão de Thiago Calestine, economista e sócio da DOM Investimentos, a situação envolvendo o Credit Suisse é delicada, mas ele acredita que eventualmente o banco deve receber alguma ajuda ou alguma fusão pode ser trabalhada, dado o efeito custoso para a sociedade com a quebra de um banco desse porte. O mundo “não vai incorrer no erro que incorreu em 2008, deixando o Lehman Brothers quebrar”, afirmou, referindo-se à falência de um dos maiores bancos norte-americanos em setembro de 2008, considerada o ápice da crise financeira que abalou os mercados. No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que a nova proposta de arcabouço fiscal foi entregue no Palácio do Planalto. Depois, Lula afirmou que ainda não viu a proposta, mas deve conversar na quinta-feira sobre o tema com Haddad, e quer ter o projeto definido antes da viagem para a China na semana que vem.
REUTERS
Fluxo cambial no Brasil foi positivo em US$1,283 bi em março até dia 10, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 1,283 bilhão de dólares em março até o dia 10, favorecido pela entrada de moeda pela via comercial, após encerrar fevereiro com entradas líquidas de 4,774 bilhões de dólares, informou na quarta-feira o Banco Central
Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 1,183 bilhão de dólares em março até o dia 10. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de março até o dia 10 foi positivo em 2,466 bilhões de dólares. No acumulado do ano até 10 de março, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de 10,226 bilhões de dólares. O BC informou ainda que a posição cambial dos bancos no mercado à vista estava vendida em 15,875 bilhões de dólares no fim de fevereiro.
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FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: cotações com quedas no PR, SP e MG
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 138,00/R$ 143,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 10,40/kg/R$ 10,70/kg
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (14), o preço ficou estável no Rio Grande do Sul, fixado em R$ 7,03/kg, e levíssimo aumento de 0,15% em Santa Catarina, chegando a R$ 6,06/kg. Houve queda de 1,29% em Minas Gerais, atingindo R$ 7,64/kg, retração de 1,13% no Paraná, caindo para R$ 6,97/kg, e de 0,80% em São Paulo, fechando em R$ 7,48/kg.
Cepea/Esalq
Abate de suínos avança
O abate de suínos avançou 5,9% no Brasil em 2022, para 56,15 milhões de cabeças
Segundo o IBGE, todos os meses de 2022 registraram variações positivas em relação ao ano anterior, e em maio houve a maior alta (+417,01 mil cabeças). No quarto trimestre de 2022, o abate de suínos somou 13,89 milhões de cabeças, com alta de 3,4% ante o mesmo trimestre de 2021 e queda de 4,0% frente ao trimestre anterior. Foi o melhor 4° trimestre da série histórica da pesquisa, iniciada em 1997
VALOR ECONÔMICO
Mercado do frango em estabilidade
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 6,65/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou inalterado em R$ 4,92/kg, da mesma forma que Santa Catarina, valendo R$ 4,29/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (14), a ave congelada não mudou de preço, cotada em R$ 7,30/kg, enquanto a ave resfriada teve tímida alta de 0,14%, fechando em R$ 7,30/kg.
Cepea/Esalq
Abate de Aves tem queda
O abate de frangos no país totalizou 6,11 bilhões de aves em 2022, frente a 2021, o que significou 1,26 bilhão de aves a menos
Apesar da variação, o resultado é o segundo maior de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 1997. No quarto trimestre de 2022, foram abatidas 1,56 bilhão de aves, o que significa aumento de 2,2% em relação ao quarto trimestre de 2021 e alta também de 2,2% na comparação com o 3º trimestre de 2022. Com isso, foi estabelecido novo recorde trimestral na série histórica da pesquisa, iniciada, em 1997.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Granjas da China lutam contra novo surto de peste suína africana
Um aumento nas infecções deve reduzir a produção de suínos ainda este ano e pressionar os preços no país asiático. Onda inicial da doença, em 2018 e 2019, matou milhões de animais, provocando forte queda na produção chinesa de suínos
Um aumento nas infecções por peste suína africana na China deve reduzir a produção de suínos ainda este ano, disseram gerentes e analistas do setor nesta semana, pressionando os preços no maior consumidor mundial da carne à medida que a demanda se recupera. A doença atormenta a China há anos, com uma onda inicial em 2018 e 2019 matando milhões de porcos e levando a um declínio dramático na produção de carne que impactou os mercados globais. Desde então, as granjas chinesas melhoraram significativamente as práticas sanitárias para reduzir o impacto do vírus. Mas ele ainda circula constantemente, e com maior frequência no inverno geralmente. “Dados de empresas de teste de vírus da peste suína mostram que o número de detecções positivas explodiu após o feriado de Ano Novo. A ordem de grandeza em um único mês atingiu o nível de todo o ano de 2022”, disseram analistas da Huachuang Securities em um relatório. “Achamos que a atual área de infecção por peste suína nas áreas de produção do norte pode estar chegando a 50%”, acrescentaram. As províncias do norte, como Shandong e Hebei, estão entre os principais produtores de suínos. Um gerente sênior de um dos maiores produtores de suínos do país concordou com a estimativa. “Vemos muitas novas infecções em março. Sentimos que ainda não acabou, esse é o problema”, disse o executivo, recusando-se a ser identificado devido à sensibilidade dos surtos de doenças na China. Os preços do suíno chinês giraram em torno de 15 iuanes (2,18 dólares) por quilo desde o final do ano passado, pressionados pela demanda fraca e pelo excesso de oferta. Porcos infectados enviados para abate também podem estar pesando no preço, disse Jim Long, executivo-chefe da empresa canadense de genética Genesus, que vende suínos reprodutores na China. “Continuamos acreditando que o baixo preço do suíno na China se deve ao fato de muitos porcos irem para o abate de qualquer peso devido à PSA”, escreveu ele em um relatório esta semana. Os surtos de doenças, bem como as reduções anteriores do plantel, farão chegar menos suínos ao mercado quando a demanda melhorar no segundo semestre do ano, disse o relatório de Huachuang. Embora não seja tão grave quanto em 2019, a doença pode reduzir a produção em mais de 10%, disse Xiao Lin, analista da Huachuang, à Reuters. “É grave em algumas províncias, mas não em todo o país”, disse Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank, que estimou que “cerca de 10%” da produção pode ser afetada.
REUTERS
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