CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1933 DE 08 DE MARÇO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 1933 |08 de março de 2023

 

NOTÍCIAS

Expectativa quanto à retomada de compras pela China prevalece no mercado

A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) divulgou, ontem (6/3), em comunicado ao mercado internacional, que o status sanitário do Brasil, quanto à Encefalopatia Espongiforme Bovina (EBB), permanece insignificante quanto ao risco à saúde pública

A exportação, a partir de agora, passa por questões políticas e de diálogo entre os governos de Brasil e China. Espera-se que a retomada seja breve. Os frigoríficos paulistas estão aos poucos retornando às compras, exceto as plantas exportadoras, que aguardam nova posição. Com a oferta de bovinos ajustada à demanda, os preços estão estáveis na comparação diária. Para o “boi China”, não houve ofertas de compra. Em Santa Catarina, com as escalas de abate mais curtas e maior procura, a oferta de compra do boi gordo melhorou R$2,00/@. Para a vaca e novilha, as cotações estão estáveis na comparação feita dia a dia. No Rio de Janeiro, a ponta compradora ofertou menos R$2,00/@ de boi e R$3,00/@ de vaca, já a cotação da novilha está estável, no comparativo diário.

SCOT CONSULTORIA

Mercado físico do boi gordo teve mais um dia de lentidão na terça-feira (7)

Com as notícias de uma eventual retomada das compras chinesas ainda nesta semana, foi evidenciada menor propensão de negociar por parte do pecuarista

“O fato é que as escalas de abate estão bastante encurtadas após um período de intensa lentidão. A tendência é que, com a confirmação da retomada das exportações com destino à China, haja alta dos preços em grande parte do país, ao menos no curto prazo”, comenta o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Para o médio prazo, questões envolvendo o ciclo pecuário terão maior peso na formação de tendência. Após o feriado de Páscoa, é possível que haja menor suporte aos preços, avalia o consultor. Cotações: São Paulo, capital: R$ 273, estável. Dourados (MS): R$ 264, contra R$ 261 no dia anterior. Cuiabá (MT): R$ 238, cotação inalterada. Uberaba (MG): R$ 260, estável. Goiânia (GO): R$ 250, contra R$ 247 um dia antes. O atacado opera de maneira mista no decorrer desta semana, com preços mais altos para o traseiro bovino, enquanto o dianteiro e a ponta de agulha apresentaram queda no período. “A queda dos cortes mais acessíveis do boi está diretamente relacionada à situação da carne de frango, hoje muito mais competitiva na comparação com a carne bovina”, analisa Iglesias. Ele observa que o traseiro bovino, por sua vez, se beneficia da entrada dos salários na economia. Quarto traseiro foi precificado a R$ 20,30, por quilo, alta de R$ 0,40. Quarto dianteiro foi precificado a R$ 14,30, por quilo, queda de R$ 0,20. Ponta de agulha foi precificada a R$ 14,50, por quilo, queda de R$ 0,30.

AGÊNCIA SAFRAS

México reabre seu mercado à carne bovina brasileira após 12 anos

Governo mexicano habilitou 34 plantas frigoríficas do Brasil

O Serviço Nacional de Saúde, Segurança e Qualidade Alimentar do México (Senasica) publicou ontem (7/3) os requisitos que adotará para importar carne bovina do Brasil. As Fichas de Requisitos Zoossanitários (HRZ) estão disponíveis no site do órgão mexicano. O Ministério da Agricultura confirmou a conclusão da abertura do mercado mexicano para a carne bovina brasileira. Segundo a Pasta, o México habilitou 34 plantas frigoríficas após uma negociação de mais de 12 anos. “Esse é um momento histórico para as relações comerciais brasileiras, especialmente para a carne bovina. O Brasil mostra a potência e a grandiosidade da sua pecuária, e a expansão de mercados está se tornando uma grande oportunidade para a retomada do crescimento dessa atividade econômica. Habilitar 34 plantas frigoríficas para o México é um sonho de mais de uma década que o Brasil tinha e que conseguimos realizar”, afirmou, em nota, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Os mexicanos aprovaram as importações de carne de Santa Catarina, Estado reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa sem vacinação. O aval inclui carne fresca, resfriada ou congelada com osso. O México também liberou a importação de carne maturada e desossada de 14 Estados que têm o status de área livre de aftosa com vacinação.

A segunda região abrange as importações das seguintes unidades brasileiras: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins, reconhecida pela OMSA com o status de livre de febre aftosa com vacinação. Segundo os técnicos da Direção-Geral de Sanidade Animal (DGSA), para eliminar qualquer risco sanitário relacionado com a febre aftosa, os produtores desses 14 estados poderão exportar para o México apenas carne maturada e desossada, a mesma exigência imposta recentemente à Argentina e há 17 anos para importar carne do Uruguai. “A autorização concedida ao Brasil é fruto de um trabalho entre a Senasica e suas congêneres brasileiras, que começou há mais de 12 anos, quando o país sul-americano solicitou a exportação de aves, suínos e bovinos para o México. Na ocasião, começaram as conversas e a troca de informações para que os técnicos da DGSA e da Direção Geral de Segurança Agroalimentar, Aquacultura e Pescas (DGIAAP) pudessem analisar o tema”, diz o texto publicado no site da Senasica. Sobre a ocorrência recente, no Pará, de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), doença comumente chamada de mal da “vaca louca”, o Senasica afirma já ter sido comunicado pelo governo brasileiro de que se trata de um caso atípico.

VALOR ECONÔMICO

Brasil vai pedir à China revisão de protocolo sanitário em caso de “vaca louca”

O governo brasileiro espera a liberação da exportação de carne bovina para a China, suspensa por um caso atípico de “mal da vaca louca” no Pará, para os próximos dias, e planeja uma revisão do protocolo sanitário com o país asiático que determina a suspensão automática do embarque da proteína de todo o Brasil quando um caso da doença é detectado, mesmo antes que seja definida sua natureza

O governo brasileiro vai apresentar às autoridades chinesas, na noite da terça, em uma videoconferência, o resultado da investigação do registro da doença feito no Pará pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e que determinou que era um caso atípico, quando o animal desenvolve a doença por velhice e não pela versão transmissível, sem risco ao rebanho ou a seres humanos. “Eles (os chineses) podem ter alguns questionamentos, mas a expectativa é que eles deem a resposta (sobre fim do embargo) amanhã ou depois”, disse à Reuters o assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Ernesto Augustin. A pasta, no entanto, vai atender o pedido de produtores brasileiros e aos chineses, em um futuro próximo, pedirá uma renegociação do protocolo assinado em 2015 para uma versão mais restrita, que não impeça a exportação de carne de todo o país quando ocorrer um registro da encefalopatia espongiforme bovina (EEB), conhecida como mal da vaca louca. “Vamos conversar mais para frente e tentar mudar o protocolo. Não tem necessidade ser tão extenso”, afirmou. Uma alternativa seria, por exemplo, colocar sob embargo a exportação da carne vinda do Estado ou da região onde foi registrado o caso da doença, explicou o assessor. O protocolo assinado em 2015 foi considerado necessário à época para abrir mercados como o chinês à carne brasileira. Um caso atípico de vaca louca registrado em Mato Grosso, em 2012, havia levado à suspensão da importação de carne brasileira por vários países. No entanto, assim como em 2012, todos os registros da doença feitos no Brasil – houve outro em 2019 e em 2021 – foram os chamados de atípicos. O país nunca registrou casos clássicos de vaca louca, que podem se proliferar e gerar prejuízos ao rebanho. De acordo com os padrões da OMSA, o Brasil ainda é considerado um país de risco insignificante para a doença, o que justificaria um protocolo menos rígido.

REUTERS

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em alta de 0,47%, a R$5,1938 na venda

Um dos eventos econômicos mais aguardados desta semana, o depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, ao Congresso deu força ao dólar em todo o mundo e fez a moeda norte-americana fechar em alta ante o real no Brasil

Aos senadores, Powell adotou um discurso hawkish (duro) sobre a política monetária e elevou a percepção de que o Fed poderá elevar sua taxa de juros em 0,50 ponto percentual na próxima reunião, e não em 0,25 ponto. A expectativa de juros mais altos nos EUA deu força ao dólar ante outras divisas e pressionou as bolsas de ações. No Brasil, o dólar à vista fechou o dia cotado a 5,1938 reais, em alta de 0,47%.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda, pressionado por falas do presidente do Fed

Em fala ao Senado dos EUA, Jerome Powell disse que os juros no país terão de subir mais que o esperado

O Ibovespa encerrou o pregão da terça-feira em baixa, pressionado pelo estresse nos mercados internacionais em razão das considerações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell. As declarações fizeram o mercado reprecificar, para cima, os juros americanos no futuro. Após ajustes, o Ibovespa caiu 0,45%, aos 104.228 pontos. O volume de negócios para o índice no dia foi de R$ 16,65 bilhões. Em Nova York, S&P 500 caiu 1,53%, aos 3.986 pontos, Dow Jones recuou 1,72%, para 32.856 pontos, e Nasdaq perdeu 1,25%, aos 11.530 pontos. Ativos de risco em todo o mundo foram prejudicadas após a sabatina de Powell no Senado americano. Ele disse que os Estados Unidos estão “longe da estabilidade de preços”. Ele também sinalizou que os juros no país podem chegar a níveis mais altos do que os 5% a 5,5% que o mercado precificava. Após as considerações do dirigente, o mercado aumentou as apostas em aceleração do ritmo de alta de juros, para meio ponto porcentual, já na reunião de maio. A projeção de juro terminal também subiu, conforme dados do CME Group com base nos futuros dos Fed Funds, para uma faixa final entre 5,5% e 5,75% ao ano. Naturalmente, o movimento prejudicou tanto as bolsas internacionais quanto a brasileira. “O mercado estava muito otimista e o Fed estava com os ‘pés no chão’. E os últimos dados de inflação e mercado de trabalho corroboram muito mais com essa visão do Fed”, diz Bruno Komura, analista da Ouro Preto Investimentos. “Por isso acabamos tendo uma reação muito negativa do mercado.”

VALOR ECONÔMICO

IGP-DI tem variação positiva de 0,04% em fevereiro, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou variação positiva de 0,04% em fevereiro, desacelerando ligeiramente ante a taxa de 0,06% do mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira

O resultado ficou acima de expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,01%, e levou o índice a acumular alta de 1,53% em 12 meses. Segundo André Braz, Coordenador dos índices de preços da FGV, a deflação nos preços ao produtor desacelerou no mês passado, mas foi compensada por um arrefecimento no ritmo de alta dos preços ao consumidor e no setor de construção, o que ajudou a manter a variação média do IGP praticamente inalterada. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, caiu 0,04% em fevereiro, ante baixa de 0,19% em janeiro. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) –que responde por 30% do IGP-DI– reduziu a alta para 0,34% no mês passado, de 0,80% antes. Entre os componentes do IPC, o destaque foi o grupo Educação, Leitura e Recreação, que caiu 0,80% em fevereiro, abandonando alta de 3,28% vista em janeiro. Também houve declínio nas taxas de variação dos grupos Alimentação (0,48% para -0,03%), Transportes (0,92% para 0,43%) e Comunicação (0,73% para 0,67%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, variou 0,05% em fevereiro, arrefecendo ante avanço de 0,46% no mês anterior. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.

REUTERS

Crédito rural já alcança R$ 240 bi

Puxados por linhas de custeio, desembolsos aumentam 24% em 2022/23

O volume de crédito rural concedido pelo sistema financeiro neste Plano Safra, entre julho de 2022 e fevereiro de 2023, chegou a R$ 240 bilhões. O montante é 24% maior que o do mesmo período da temporada anterior, quando as liberações foram de R$ 198,2 bilhões, de acordo com dados do Banco Central consultados e compilados pelo Valor no dia 6 de março. As linhas de custeio, que cresceram 42% nesses oito meses, alcançando R$ 146 bilhões, continuam a puxar o avanço. Já as operações de investimentos acumulam alta de 4% em relação à temporada passada – até fevereiro, as liberações foram de R$ 65,2 bilhões. O número de contratos, no entanto, segue menor do que de 2021/22: foram 643,1 mil nos oito primeiros meses do atual ciclo e 729,6 mil no anterior. No mês passado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reabriu algumas linhas para investimentos, que tinham saldo de R$ 2,9 bilhões e esgotaram-se em poucos dias. O desembolso para industrialização segue em ritmo parecido com a temporada passada, com R$ 11,3 bilhões. Já os empréstimos para comercialização caíram para R$ 17,3 bilhões. Boletim do BC mostra o aumento das taxas médias de juros pré-fixadas que têm sido operadas pelos bancos e cooperativas de crédito nas linhas do Plano Safra 2022/23. No Pronaf, para a agricultura familiar, a alíquota saiu de 3,9% para 5,8% ao ano nos programas abastecidos com recursos obrigatórios. Naqueles cuja fonte é a poupança rural com subvenção, o índice passou de 4,2% para 5,8% ao ano. No Pronamp, para os médios produtores, as taxas das operações saíram de 5,5% para 8% ao ano, nas linhas com recursos obrigatórios, e de 5,6% para 8% ao ano, nos programas com poupança rural e equalização do Tesouro Nacional. Grandes produtores têm pagado 11,7% e 11,9%, em média. Os juros médios das linhas abastecidas com Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que foram de 7,9% em 2021/22, agora estão em 13%. Nos programas com recursos livres, as taxas estão, em média, a 13,3% ao ano.

VALOR ECONÔMICO

Indicador de emprego tem pior nível desde 2020

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), mostra patamar baixo em fevereiro e equivalente a períodos de duas graves crises na economia brasileira: a causada pela pandemia em 2020 e a recessão nos anos de 2015 e 2016, segundo a economista Anna Carolina Gouveia, do FGV Ibre

Em fevereiro, o IAEmp subiu 0,8 ponto para 74,7 pontos. Mas essa alta não representa retomada no mercado de trabalho, e seria mais um “andar de lado” do índice. Na prática, sinais cada vez mais claros de atividade mais fraca na economia em 2023, bem como de consumo menor, não estimulam o empresário a pensar em contratar mais, salientou ela. Ao falar sobre o atual patamar baixo do indicador, a especialista detalhou que, desde novembro do ano passado o IAEmp se posiciona entre 73 e 74 pontos. Antes desse período, o indicador oscilava entre 75 e 80 pontos, notou. A última vez em que o índice havia ficado tanto tempo faixa de 73 a 74 pontos foi em 2020, quando a crise na economia causada pelo advento da covid-19 naquele ano atingiu seu auge; e na recessão entre 2015 e 2016, comentou ela. Para a especialista, uma série de fatores está a conduzir esse cenário, de menor desejo de contratar, por parte do empresariado. De um lado, há o contexto macroeconômico atual, com juros altos, inflação persistente e elevado endividamento das famílias. Esse quadro não estimula novas compras, pontuou ela, o que inibe avanço do consumo como um todo, no país e, por consequência, da atividade econômica. A especialista comentou que nenhum empresário pensa em contratar mais se não percebe que vai haver demanda em alta, no futuro. Outro aspecto que também não ajuda a elevar o IAEmp é o fato de que a economia de serviços, maior empregadora da economia, deu sinais de desaceleração na atividade, até o término de 2022. “É o maior empregador da economia [serviços] e está desacelerando”, resumiu a pesquisadora. No entendimento dela, somente com quadro mais favorável ao consumo, no cenário macroeconômico, bem como serviços com demanda melhor e, assim, a estimular maior ritmo de abertura de vagas na área, seria possível melhorar ímpeto de contratação – e, por consequência, o IAEmp. Esse ambiente mais favorável a abrir novas vagas poderia gerar sequência de altas no índice, e assim indicar retomada mais expressiva no mercado de trabalho, notou ela. “Falta muito para o indicador se recuperar e de fato sinalizar recuperação sustentável do mercado de trabalho”, avaliou.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: preços cedem no PR, SC e SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve recuo de 1,43%/1,38%, chegando a R$ 138,00/R$ 143,00, enquanto a carcaça especial baixou 0,95%/0,91%, chegando a R$ 10,40/kg/R$ 10,90/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (6), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul (R$ 7,05/kg). Houve queda de 2,04% em Minas Gerais, atingindo R$ 8,15/kg, recuo de 0,96% no Paraná, descendo para R$ 7,23/kg, retração de 0,83% em Santa Catarina, alcançando R$ 7,13/kg, e de 0,91% em São Paulo, fechando em R$ 7,64/kg.

Cepea/Esalq

Preços do frango com pequenas reações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,76%, custando R$ 6,65/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou inalterado em R$ 4,92/kg, enquanto Santa Catarina observou aumento de 11,40%, valendo R$ 4,79/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (6), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram com valor estável, precificados, respectivamente, em R$ 7,13/kg e R$ 7,27/kg.

Cepea/Esalq

Exportações de carne de frango crescem 10,6% no 1º bimestre, aponta ABPA

Resultado em dólares das vendas aumenta 24,5% em relação ao ano anterior

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 379,2 mil toneladas em fevereiro, informa a *Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)*. O número supera em 1,3% o total registrado no mesmo período de 2022, quando foram embarcadas 374,5 mil toneladas. Em receita, a alta chega a 11,1%, com US$ 736,3 milhões em fevereiro deste ano, contra US$ 663 milhões no segundo mês de 2022. No acumulado do ano, as vendas de carne de frango alcançaram 800,1 mil toneladas, número 10,6% maior do que o total alcançado no primeiro bimestre de 2022, com 723,7 mil toneladas. Já o resultado em receita das vendas de carne de frango brasileiras chegou a US$ 1,593 bilhão no primeiro bimestre deste ano, superando em 24,5% o total registrado em 2022, com US$ 1,280 bilhão. Principal destino das exportações brasileiras, a China importou 111,7 mil toneladas no primeiro bimestre deste ano, volume 23,2% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com 90,6 mil toneladas. Retornando ao segundo posto, a Arábia Saudita importou neste ano 62,4 mil toneladas (+71,9%), seguida por África do Sul, com 61,7 mil toneladas (+9,6%), Emirados Árabes Unidos, com 61,2 mil toneladas (-28,5%), Japão, com 60,7 mil toneladas (+10%) e União Europeia, com 40,1 mil toneladas (+15,8%).

“A demanda internacional pelo produto brasileiro segue em alta, com pontuais mudanças sendo compensadas pela elevação das compras de outros países importadores.  Neste ano, vimos mercados tradicionais, como China e União Europeia, retomarem protagonismo no desempenho dos embarques de carne de frango do Brasil, indicando uma tendência de comportamento de compras que deve se manter ao longo de 2023”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

ABPA

Uruguai confirma 70 mortes de animais por gripe aviária

A área onde galinhas e aves selvagens foram encontradas mortas foi isolada

O Ministério da Agricultura do Uruguai informou na última sexta-feira que 70 animais, entre galinhas e aves selvagens, morreram em decorrência da gripe aviária. Segundo informações do ministério, as aves foram encontradas mortas em um estabelecimento familiar na cidade de San Gregorio de Polanco. Como medida protocolar, o ministério isolou a área em um raio de cinco quilômetros. Desde janeiro deste ano, a Pasta restringiu a circulação de aves no país, adotando medidas como a suspensão de eventos que envolvem esses animais. Na Argentina, o número de casos segue aumentando. O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) confirmou mais duas ocorrências de gripe aviária nas províncias de Córdoba e Neuquén. Com isso, o país soma um total de 36 animais infectados pela doença até o momento. Na semana passada, o governo argentino suspendeu as exportações de aves após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária em um estabelecimento industrial.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

EUA avaliam vacinar todas as galinhas após surto de gripe aviária

Maior surto da doença no país elevou os preços dos ovos e despertou temores de uma nova pandemia

O governo do presidente Joe Biden, atento a um surto de gripe aviária que causou a morte de dezenas de milhões de galinhas e está elevando o preço dos ovos –sem mencionar o aumento do temor de uma pandemia, está avaliando uma campanha de vacinação em massa das aves, segundo funcionários da Casa Branca. O surto de gripe aviária, que começou no início do ano passado, é o maior da história do país, afetando mais de 58 milhões de aves criadas em 47 estados, bem como aves silvestres. A doença já se espalhou para mamíferos, como martas, raposas, guaxinins e ursos, levantando temores de que o vírus que a causa, conhecido como H5N1, possa sofrer mutação e comece a se disseminar mais facilmente entre seres humanos. Especialistas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), cujo foco é a saúde humana, dizem que o risco de uma pandemia é baixo. Como precaução, a agência enviou aos fabricantes de medicamentos amostras do vírus da gripe que poderiam formar a base de vacinas para pessoas. O CDC também está explorando se os fabricantes de testes comerciais estariam dispostos a desenvolver testes para o H5N1, semelhantes aos usados para o coronavírus. Infecções por gripe aviária em humanos são raras, e a transmissão da gripe aviária entre humanos é extremamente rara. Em todo o mundo, houve nove casos de H5N1 relatados em pessoas desde o início do ano passado, conforme a Organização Mundial da Saúde. Nos Estados Unidos, o CDC, em parceria com os departamentos de saúde pública estaduais e locais, está monitorando as pessoas expostas ao H5N1. Até a semana passada, 6.315 pessoas haviam sido monitoradas; 163 sintomas relatados; e uma deu positivo, segundo o doutor Tim Uyeki, diretor médico da divisão de gripe do CDC. Ao mesmo tempo, funcionários do Departamento Federal de Agricultura, que é responsável pela saúde dos animais de produção, dizem que começaram a testar potenciais vacinas para aves e iniciaram discussões com líderes da indústria sobre um programa de vacinação em larga escala contra a gripe aviária para aves, o que será pioneiro nos Estados Unidos. As aves de criação já são vacinadas contra doenças infecciosas das aves, como a varíola aviária. Mas um programa de vacinação contra a gripe aviária seria um empreendimento complexo, e as associações comerciais de aves estão divididas sobre a ideia, em parte porque pode gerar restrições comerciais que podem destruir a indústria de exportação, de US$ 6 bilhões. “Na minha opinião, nas atuais circunstâncias, deveríamos vacinar a população avícola dos Estados Unidos contra o H5N1, sem dúvida”, disse Robert G. Webster, especialista em gripe aviária no St. Jude Children’s Research Hospital em Memphis. Tal campanha poderia “impedir a transmissão inevitável para humanos”, disse ele. Para o presidente Biden, também há considerações políticas em ação. Os preços dos ovos, que dispararam em 2022, estavam 70% mais altos em janeiro do que no ano anterior. Esses preços elevados deram aos republicanos mais uma oportunidade de atacar Biden sobre a inflação no momento em que ele se prepara para concorrer à reeleição em 2024. Um punhado de países nos quais a gripe aviária é endêmica, incluindo China, Egito e Vietnã, já vacina rotineiramente aves contra ela. As vacinas são normalmente injetadas em aves individuais e requerem mais de uma dose, disse a doutora Leslie Sims, consultora veterinária internacional na prevenção e controle de doenças zoonóticas, que vive na Austrália. Mas Richard J. Webby, especialista em gripe aviária do St. Jude Children’s Research Hospital, disse que “não há muitas evidências disso, pelo menos em um programa de vacinação de qualidade”. Qualquer que seja o caminho que os Estados Unidos adotem, disse o doutor Webby, o vírus provavelmente se tornará endêmico em aves silvestres na América. “Essa coisa veio para ficar”, disse ele.

THE NEW YORK TIMES

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