
Ano 9 | nº 1932 |07 de março de 2023
NOTÍCIAS
Segunda-feira com poucos negócios para o mercado do boi gordo
Após a confirmação da atipicidade do caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EBB), os frigoríficos paulistas, aos poucos, retornaram às compras. Com a oferta de bovinos ajustada à demanda, os preços permaneceram estáveis na comparação com o fechamento de sexta-feira (3/3)
Para o “boi China”, não houve ofertas de compra. No Noroeste do Paraná, a cotação reagiu. Com as escalas de abate encurtadas e maior procura, a oferta de compra para a aquisição do boi gordo melhorou R$5,00/@ e para a vaca R$2,00/@. No mercado atacadista – carne com osso, nesses primeiros dias de março, os preços da carne com osso caíram em São Paulo. Destaque para o dianteiro 1×1 cuja cotação caiu 5,7% na comparação feita semana a semana.
A cotação da carcaça casada de bovinos castrados caiu 0,8%. Para a carcaça de bovinos inteiros, a queda foi de 1,7%.
SCOT CONSULTORIA
Ministério da Agricultura terá nova reunião com chineses para reverter embargo em exportação de carne bovina
Autoridades chinesas indicaram que reabertura pode prescindir de visita presencial
A equipe técnica do Ministério da Agricultura vai ter uma nova reunião com autoridades sanitárias da China na terça-feira à noite (7/3) para repassar as últimas informações sobre o caso atípico do mal da vaca louca no país e tentar avançar nas articulações para a retirada do embargo nas exportações de carne bovina. A expectativa é que haja algum desfecho nos próximos dias sobre a normalização do mercado, principal destino da proteína brasileira. No domingo (5/3), o Brasil enviou o relatório à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) com o resultado do exame que comprovou que o caso registrado em um animal no Pará foi atípico. A entidade deu a investigação como concluída e manteve o reconhecimento oficial do Brasil como país de risco insignificante para a doença. Esse reconhecimento é mais um ativo da equipe técnica do Ministro Carlos Fávaro para a negociação com os chineses. A reabertura do mercado, no entanto, depende de decisão exclusiva da China e não tem prazo para ocorrer. As vendas de carne bovina brasileira para Pequim estão suspensas há 12 dias, desde 23 de fevereiro, em atendimento ao protocolo sanitário firmado por Brasil e China em 2015. Na semana passada, representantes da Administração-Geral de Alfândegas chinesa (GACC, na sigla em inglês) sinalizaram ao governo que a retomada dos embarques de carne bovina brasileira para lá não dependerá de uma visita presencial de representantes do Ministério da Agricultura no país asiático para reunião. A notícia pode indicar a normalização mais rápida dos negócios. No site da OIE, o evento é considerado resolvido. “Em 3 de março de 2023, o National Center for Animal Diseases/Canadian Food Inspection Agency (NCAD/CFIA), Lethbridge Laboratory, laboratório de referência WOAH, emitiu um resultado conclusivo do teste de Western Blotting com BSE atípica tipo H detectada. Este é o sexto caso de EEB atípica tipo H registrado no Brasil em mais de 25 anos de vigilância da doença. O Brasil nunca diagnosticou um caso clássico de EEB, mantendo, desde 2012, o reconhecimento oficial pela WOAH como país de risco insignificante para a doença. A investigação foi concluída”, diz a entidade.
VALOR ECONÔMICO
Brasil segue com status de país com risco insignificante para vaca louca, aponta OMSA
O comitê científico da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) informou que o Brasil segue com o status de risco insignificante para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB)
Além disso, a Organização informou que encerrou as investigações do caso atípico que foi notificado no estado do Pará em fevereiro. Em seu relatório, a Organização reiterou que o Brasil nunca diagnosticou um caso clássico da doença, assim mantém desde 2012, o reconhecimento oficial pela OMSA como país de risco insignificante para a doença da vaca louca. A entidade ainda apontou que o Brasil já registrou seis casos da EEB tipo H em mais de 25 anos de vigilância. Na última quinta-feira (02), o laboratório de referência localizado no Canadá confirmou que a doença detectada no animal de nove anos no estado do Pará surgiu de forma espontânea e sem risco ao rebanho ou à população humana. Como estabelecido no acordo sanitário, as exportações de carne bovina brasileiras foram suspensas de forma voluntária para a China e o setor aguarda a derrubada do embargo pelos compradores chineses.
OMSA
Boi gordo: expectativa para retomada de exportações à China
O mercado físico do boi gordo inicia a semana cercado de expectativas. No mercado físico, poucos negócios são relatados ao longo do dia, com oferta inexpressiva
Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos operam com escalas bastante encurtadas. “Portanto, no momento em que a retomada for anunciada, haverá grande apetite da indústria, o que remete à recuperação dos preços em grande parte do país. Vale destacar que esse cenário se aplica a uma retomada das compras chinesas ainda nesta semana. Caso a China opte por analisar com mais cuidado as amostras e não retome imediatamente as compras, a dinâmica muda”, adverte. Em São Paulo, capital: a referência para a arroba do boi ficou em R$ 273, estável. Em Dourados (MS): arroba indicada em R$ 261, estável. Cuiabá (MT): arroba indicada em R$ R$ 238, cotação inalterada. Uberaba (MG): preços a R$ 260 por arroba, estável. Goiânia (GO): indicação de R$ 247 para a arroba do boi gordo, sem alterações. Rondônia: preço em R$ 224. O atacado voltou a apresentar preços acomodados no decorrer do dia. Mesmo durante a primeira quinzena do mês, o mercado vai sendo pautado por maior fragilidade. “A expectativa é de alguma recuperação dos preços no período. Por fim, é importante mencionar que as proteínas concorrentes seguem mais atrativas na comparação com a carne bovina, em especial a carne de frango”, comenta Iglesias. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 14,50 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 14,80, por quilo. Já o quarto traseiro ainda é cotado a R$ 19,90, por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Especialistas debatem regulamentação da lei de autocontrole agropecuário em 8/3
Promovido por Oliveira Souza Advogados, Action Consultoria, pelo Instituto Brasileiro de Regulação e Sustentabilidade Agro e pela Frente Parlamentar da Agropecuária, evento na Câmara dos Deputados traz debates práticos acerca da Lei nº 14.515/2022
Com o sancionamento da lei de Autocontrole Agropecuário, em dezembro de 2022, restam inúmeras questões referentes à aplicação prática da legislação tanto pelo poder público como pela iniciativa privada. Para trazer o detalhamento regulatório, técnico e jurídico, a Action Consultoria, Instituto Brasileiro de Regulação e Sustentabilidade Agro e Oliveira Souza Advogados promovem o seminário “Autocontrole Agropecuário: o que muda com a Lei nº 14.515/2022”, amanhã (quarta-feira, 08), das 9h às 17h30. O evento ocorrerá no Auditório Freitas Nobre – Anexo IV da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), e também será transmitido via plataforma ZOOM. Entre os palestrantes estarão o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD-MT); o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA; a senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS); Carlos Goulart (SDA); Enio Marques, ex-secretário de defesa agropecuária do Mapa e consultor da Oliveira Souza Advogados, além de lideranças ligadas ao setor privado da agropecuária. Os painéis trarão “O histórico e a importância da lei para o setor agropecuário”; “Inovações da lei em seus aspectos regulatórios e jurídicos” e a visão dos setores público e privado sobre o futuro da regulamentação da lei e sua implementação nos diversos segmentos. “A legislação apresenta desafios regulatórios que precisam ser amplamente debatidos para a coerência de sua implementação e a segurança jurídica do processo”, disse Guilherme de Castro Souza, sócio da Oliveira Souza Advogados e um dos palestrantes, em comunicado divulgado na segunda-feira (06).
CARNETEC
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em baixa de 0,60%, a R$5,1697 na venda
O dólar à vista fechou em baixa ante o real na segunda-feira, sob influência do exterior e com participantes do mercado aproveitando as cotações mais elevadas, em especial perto do início da tarde, para vender a moeda norte-americana no Brasil
O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,1697 reais, em baixa de 0,60%. Foi a segunda sessão consecutiva de queda para a moeda americana, que atingiu a menor cotação de fechamento desde 23 de fevereiro. Na B3, às 17:04 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,63%, a 5,1950 reais.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com disparada de aéreas e avanço de bancos
As aéreas foram impulsionadas pela Azul, que anunciou renegociação com arrendadores e balanço do quarto trimestre de 2022
O Ibovespa terminou o pregão de hoje com a segunda alta consecutiva. A expressiva alta das aéreas, os ganhos firmes dos papéis de bancos e os ganhos de papéis de varejo deram impulso ao índice, ainda que o recuo das ações de commodities metálicas tenha contido os ganhos do dia. Após ajustes, o Ibovespa subiu 0,80%, aos 104.700 pontos. O volume de negócios para o índice no dia foi de R$ 15,22 bilhões. Em Nova York, S&P 500 subiu 0,07%, aos 4.048 pontos, Dow Jones avançou 0,12%, para 33.431 pontos, e Nasdaq perdeu 0,11%, aos 11.676 pontos. O principal destaque foi a disparada do setor aéreo. Azul PN liderou com folga os ganhos do índice no dia, terminando com alta de 37,98%. A companhia informou que firmou acordos comerciais com arrendadores que representam mais de 90% do seu passivo de arrendamento. O Goldman Sachs considerou os termos positivos, mesmo com a falta de detalhes financeiros. O banco destaca que o risco de crédito é o principal tema do setor no momento. A aérea também publicou balanço que mostrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no quarto trimestre de 2022 e prejuízo líquido ajustado de R$ 610,5 milhões no período. Em relatório, o Citi considerou o resultado melhor do que se esperava. No noticiário geral, a expectativa pelo novo arcabouço fiscal também melhorou o humor dos mercados. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse hoje que o desenho apresentado pela Fazenda está pronto e que agora outras partes da equipe econômica debaterão o projeto.
VALOR ECONÔMICO
Poupança tem em fevereiro retirada líquida recorde para o mês de R$11,515 bi
A caderneta de poupança registrou saques líquidos de 11,515 bilhões de reais em fevereiro, mostraram dados divulgados pelo Banco Central na segunda-feira. Esta foi a maior retirada líquida de recursos já registrada para meses de fevereiro na série histórica da autoridade monetária, iniciada em 1995
Do total do mês, os saques superaram os depósitos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) no valor de 8,577 bilhões de reais. Já na poupança rural, as saídas líquidas foram de 2,938 bilhões de reais. O movimento de retiradas ocorre em meio a um cenário de juros elevados, que reduz a competitividade da poupança frente a outros investimentos.
REUTERS
Boletim Focus: Mercado mantém expectativas de inflação para 2023 e 2024
Analistas consultados pelo Banco Central mantiveram suas expectativas para a inflação deste ano e do próximo, interrompendo uma recente sequência de elevação. A pesquisa semanal Focus, divulgada na segunda-feira, estima que o IPCA avançará 5,90% em 2023 e 4,02% em 2024, sem alterações em relação à sondagem anterior
A projeção deste ano interrompeu uma sequência de 11 altas consecutivas, enquanto a conta para o ano que vem permaneceu inalterada pela segunda semana seguida, estabilidade que veio após série de cinco aumentos. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e, para 2024 e 2025, é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Por outro lado, economistas elevaram sua estimativa de inflação para 2023 pela terceira vez seguida, a 3,77%, de 3,75% na semana anterior. Isso deve alimentar temores de investidores de desancoragem das expectativas após recentes críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à conduta da política monetária pelo Banco Central e às metas de inflação. O mercado manteve a perspectiva de que a Selic encerrará este ano em 12,75% e o seguinte em 10,00%, segundo o Focus, mas elevou a projeção para os juros ao final de 2026 em 0,05 ponto percentual, a 8,75%. A taxa está atualmente em 13,75%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento este ano melhorou marginalmente pela terceira semana seguida, a 0,85%, de 0,84% na semana anterior. Para 2024 segue em 1,50% pela décima semana seguida. Na última quinta-feira, dados do IBGE mostraram que o PIB cresceu 2,9% em 2022, com queda de 0,2% no último trimestre sobre os três meses imediatamente anteriores.
REUTERS
Índice global de preços de carnes cai 0,1% em fevereiro
O índice global de preços de carnes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 0,1% em fevereiro, em relação a janeiro, para 112 pontos, disse a FAO em comunicado
O índice ficou 1,7% abaixo do valor registrado em fevereiro do ano passado. “Em fevereiro, os preços internacionais de carne de aves caíram pelo oitavo mês consecutivo, refletindo oferta global abundante comparada à demanda de importação mais fraca, apesar dos surtos de gripe aviária em vários dos principais países produtores”, disse a FAO em comunicado. Os preços de carne suína subiram impactados por preocupações relacionadas à baixa disponibilidade de suínos prontos para abate em um cenário de crescimento na demanda interna na Europa. Já os preços de carne bovina ficaram estáveis, sendo que as maiores importações, especialmente no norte da Ásia, levaram a demanda global a se equilibrar relativamente bem com os suprimentos atuais. Os preços internacionais da carne ovina ficaram praticamente inalterados, já que a demanda global foi adequada para absorver os elevados suprimentos da Austrália.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: segunda-feira com preços estáveis no PR e SC e SP
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve recuo de 0,71%/0,68%, chegando a R$ 140,00/R$ 145,00, enquanto a carcaça especial permaneceu estável em R$ 10,50/R$ 11,00 o quilo.
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (3), houve queda somente em Minas Gerais, na ordem de 0,36%, fechando em R$ 8,32/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná (R$ 7,30/kg), Rio Grande do Sul (R$ 7,05/kg), Santa Catarina (R$ 7,19/kg), e São Paulo (R$ 7,71/kg).
Cepea/Esalq
Frango: segunda-feira com preços estáveis no PR e SC e SP
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 6,60/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,30/kg, da mesma maneira como no Paraná, cotado em R$ 4,92/kg.
Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (3), a ave congelada teve ligeira queda de 0,28%, chegando a R$ 7,13/kg, enquanto o frango resfriado cedeu 0,14%, fechando em R$ 7,27/kg.
Cepea/Esalq
Brasil segue sem registro de gripe aviária após investigação em 17 casos suspeitos
O Ministério da Agricultura já investigou 17 casos suspeitos de influenza aviária de alta patogenicidade desde o início do ano. Todos os resultados foram negativos e o país seguem sem registros da doença, que tem se alastrado pelos vizinhos Argentina e Uruguai
Segundo a Pasta, o Serviço Veterinário Oficial (SVO) brasileiro recebeu 310 notificações de suspeitas de doenças em aves desde o início do ano. Destas, apenas 118 atendiam ao critério de caso suspeito de síndrome respiratória e nervosa das aves, cujas doenças principais são Influenza Aviária (IA) e Doença de Newcastle (DNC), e foram investigadas. Entre as investigações, 101 casos (85,6%) foram concluídos como “suspeitas descartadas” com base em critérios clínico-epidemiológicos. “Nas outras 17 investigações (14,41%), sendo nove em aves silvestres, o Serviço Veterinário Oficial coletou amostras de casos prováveis para diagnóstico laboratorial de IA e DNC. Todas as amostras processadas tiveram resultado negativo para influenza aviária de alta patogenicidade e para doença de Newcastle”, informou a Pasta em resposta ao Valor. Com os registros da doença em aves silvestres, em criações de subsistência e em granjas comerciais nos países vizinhos, o Ministério da Agricultura antecipou as coletas de amostras da vigilância ativa em criações domésticas próximas a sítios de aves migratórias em todos os Estados. A vigilância ativa faz coletas planejadas de amostras em animais sem sinais da doença. “As coletas de amostras em estabelecimentos avícolas industriais planejadas para o ciclo de 2022-2023 estão praticamente concluídas e contemplaram mais de 2.200 estabelecimentos, totalizando 34.941 amostras analisadas no país”, disse a Pasta. Órgãos ambientais, instituições de pesquisa e profissionais ligados ao Projeto de Monitoramento de Praias têm realizado ações de monitoramento nas localidades de agregação de aves migratórias. O objetivo é identificar precocemente uma possível dispersão do vírus na fauna silvestre brasileira e potencial transmissão para os animais domésticos, explicou o ministério.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Austrália: Exportações de carne bovina de fevereiro sobem, mas permanecem baixas em termos históricos
Houve um sólido aumento mês a mês e ano a ano nas exportações australianas de carne bovina em fevereiro, no entanto, o volume permanece bem abaixo da média de cinco anos para o mês de 75.300 t
Como mostram os dados semanais de abates australianos, a atividade de processamento cresceu em fevereiro, atingindo alguns dos maiores abates semanais vistos em dois anos e meio. Isso colocou mais carne bovina no sistema para exportação, com os dados de fevereiro mostrando um número de 70.379 toneladas – cerca de 8% abaixo da média de cinco anos para o mês. No entanto, o comércio de fevereiro foi de mais de 18.000 t ou 36% acima do de janeiro, que é tradicionalmente o mês de comércio mais calmo do ano devido ao fechamento das plantas de processamento no verão. As comparações com a exportação de carne bovina de fevereiro do ano passado têm pouco valor, porque grandes partes de Queensland e NSW ficaram submersas em meados de fevereiro de 2022, levando a longos fechamentos de fábricas de processamento e principais estradas arteriais fechadas por dias e até semanas. As interrupções do ano passado foram facilmente as piores desde as devastadoras enchentes de 2011. A maioria dos grandes mercados de exportação apresentou algum crescimento em fevereiro. Talvez o mais notável tenha sido o aumento do volume na China, respondendo por 12.578 t, alta de 19% em relação a janeiro e 19% acima de fevereiro do ano passado. Fontes do comércio dizem que as consultas de compradores fora da China aumentaram significativamente em fevereiro, depois de ficarem estáveis desde o final do ano passado. A recuperação dos bloqueios do COVID é um fator, assim como a recente suspensão auto-imposta do mercado da China pelo Brasil e o declínio no volume de produção de carne bovina que agora está sendo visto nos Estados Unidos devido à seca. O maior cliente de exportação, o Japão, também aumentou acentuadamente no volume comercial no mês passado, respondendo por 16.657 t de carne bovina australiana. Isso representa um aumento de apenas 11.900 t no mês anterior. A disponibilidade de menor volume da rede de exportação dos EUA faz parte disso. A Coreia do Sul também foi muito mais forte no mês passado, por razões semelhantes, respondendo por 13.342 t de carne bovina australiana resfriada e congelada. Isso representa um aumento de 31% em relação ao comércio de janeiro afetado pelo feriado e cerca de 30% em relação a fevereiro do ano passado.
BEEF CENTRAL
Casos de gripe aviária na Argentina sobem para 36
O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina confirmou 2 casos positivos de influenza aviária (IA) H5 em aves domésticas nas províncias de Córdoba e Neuquén, somando um total de 36 detecções da doença até o momento em o país desde a primeira detecção, em 15 de fevereiro
Das 11 amostras analisadas no domingo (5) pelo Laboratório Nacional do Senasa, 9 tiveram diagnóstico negativo e 2 positivo para AI H5, 2 em aves de domésticas em estabelecimentos das localidades cordobesas de La Cautiva e Las Lajas em Neuquén. Após a confirmação dos casos, agentes dos centros regionais Córdoba e Patagônia Norte realizarão as ações sanitárias correspondentes nas propriedades afetadas. Por sua vez, o Senasa está trabalhando em ações sanitárias e de varrimento em todas as regiões onde foram feitas as constatações. Desta forma, das mais de 200 notificações analisadas pelo Laboratório Senasa, até o momento, há 36 casos confirmados, sendo: 30 em aves domésticas, 4 em aves silvestres e 2 em aves de criação comercial. A distribuição dos casos se dá da seguinte maneira: 16 em Córdoba, 8 em Buenos Aires, 3 em Neuquén, 3 em Santa Fe, 2 em Río Negro, 1 em Jujuy, 1 em Santiago del Estero; 1 em San Luis e 1 em Salta. Na província de Río Negro, desde o início da manhã de domingo, uma equipe de profissionais do Centro Regional Patagônia Norte do Senasa continuou com os trabalhos de varrimento em Lamarque, na área onde foi detectado um caso de gripe aviária em aves na semana passada. Da mesma forma, em Mainqué, o Senasa completou o esvaziamento sanitário no estabelecimento onde foi detectado um caso da doença em aves. Na mesma linha, o pessoal da Barreira Zoofitossanitária Patagônica Senasa continuou com os controles nas vias de entrada e saída da área. O pessoal da Saúde Pública de Río Negro continua em estado de guarda passiva para atender caso seja necessário. Na província de Neuquén, após a confirmação de um caso de IA no município de San Patricio del Chañar, os profissionais de Sanidade Animal do Centro Regional Senasa Patagônia Norte realizaram tarefas sanitárias definidas nos protocolos e também mobilizaram as autoridades locais para especificar enterro sanitário de aves. Enquanto isso, na província de Santiago del Estero, agentes do Centro Regional NOA Sur do Senasa realizaram o despovoamento total dos animais em uma casa onde a gripe aviária foi detectada na sexta-feira em aves de quintal. localizada em Tourena, departamento de Robles, a 21 quilómetros da capital provincial.
Além disso, agentes do Senasa realizam buscas em um raio de três quilômetros ao redor do foco sem, até o momento, terem detectado qualquer notícia.
SENASA
Uruguai: Governo estuda vacinação em massa de aves contra gripe aviária
Na quarta-feira, em Buenos Aires, será realizada uma reunião de “urgência” dos chefes de saúde animal dos países do Cone Sul
Um comitê de especialistas que analisará as diferentes vacinas descobertas contra a gripe aviária se reuniu pela primeira vez na segunda-feira para medir a viabilidade de implementação da campanha de imunização, informou o El País. A medida pode ser comparada à campanha de vacinação contra a febre aftosa para impedir infecções entre animais, disseram fontes ao jornal matutino. A emergência sanitária da gripe aviária está em vigor no Uruguai desde 15 de fevereiro, depois que os primeiros casos foram encontrados em cisnes de pescoço preto em Rocha. Na sexta-feira passada, o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) confirmou os primeiros casos de influenza em aves, após detectar a morte de 70 frangos e aves de transferência em San Gregorio de Polanco, Tacuarembó. “Estamos passando pela zona de vigilância de 5 km e uma zona de controle de 10 km. Não há notícias até o momento de qualquer circunstância que possa gerar alerta de contágio”, afirmou o Ministro da Pecuária, Fernando Mattos. O encontro, que acontecerá na sede do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa), faz parte da agenda do Comitê Veterinário Permanente do Cone Sul (CVP). O CVP é integrado pelos serviços de saúde animal da Argentina, Uruguai, Brasil, Bolívia, Chile e Paraguai. As autoridades paraguaias não detectaram a presença do vírus no país. Na Argentina, o primeiro caso positivo de gripe aviária em aves foi confirmado na terça-feira e as exportações de produtos similares foram suspensas para evitar a propagação da doença no circuito comercial, segundo fontes oficiais. O Chile, por sua vez, confirmou um segundo caso de gripe aviária altamente patogênica (HPAI) em um leão-marinho comum na região norte de Antofagasta, onde o primeiro caso foi registrado em 16 de fevereiro. Da mesma forma, no Peru, 3.492 leões marinhos e 63.000 aves mortas pelo H5N1 em áreas naturais protegidas da costa foram relatadas nas últimas semanas.
Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP)
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