
Ano 9 | nº 1931 |06 de março de 2023
NOTÍCIAS
Resultado da contraprova do laboratório canadense confirma atipicidade de EEB
Na noite quinta-feira (2/3), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) emitiu uma nota confirmando que o caso isolado de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), detectado no município de Marabá (PA), é atípico de acordo com o exame realizado pelo laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA)
Agora as autoridades brasileiras estão realizando os trâmites legais para o desembargo da exportação da carne bovina para o mercado chinês. Assim, frigoríficos ainda estão fora das compras e aguardam posicionamento dos compradores chineses para retornar às atividades. Em São Paulo, as cotações do boi, da vaca e da novilha permaneceram estáveis na comparação feita dia a dia. Para o “boi China”, não houve ofertas de compra. No Triângulo – MG, grande parte dos frigoríficos permaneceram fora das compras, aguardando o desembargo das exportações para a China e o produtor dando preferência à venda de vacas. A cotação da vaca caiu R$5,00/@ no comparativo diário. Para o boi e novilha, as cotações permaneceram estáveis.
SCOT CONSULTORIA
Frigoríficos operam com escalas de abate cada vez mais curtas
O mercado físico do boi gordo encerrou a semana apresentando inexpressivo fluxo de negociações
Segundo o consultor de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos operam com escalas de abate cada vez mais encurtadas, algo compreensível diante deste momento turbulento. Na noite de quinta-feira (2) o governo confirmou a atipicidade do caso do Pará, ou seja, o Brasil sustenta seu status de risco insignificante para a propagação da doença (Mal da Vaca Louca). O Ministério da Agricultura tenta uma célere reabertura de mercado, tratando ativamente com autoridades chinesas. A partir de agora, resta enviar a documentação necessária e aguardar o parecer chinês. Em 2021 o mesmo protocolo foi seguido, os casos também eram atípicos e mesmo assim a China levou 100 dias para voltar a comprar carne bovina brasileira, adverte Iglesias. Cotações: São Paulo, Capital: a referência para a arroba do boi ficou em R$ 273,00, estável; Dourados (MS): a arroba foi indicada em R$ 261,00, estável; Cuiabá: a arroba ficou indicada em R$ R$ 238,00, cotação inalterada; Uberaba, Minas Gerais: preços a R$ 260,00 por arroba, estável; Goiânia, Goiás: a indicação foi de R$ 247,00 para a arroba do boi gordo, sem alterações; Rondônia: preço em R$ 224,00. O atacado voltou a apresentar preços acomodados no decorrer da sexta-feira. Segundo Iglesias, a primeira quinzena de março pode ser importante para que haja recuperação dos preços da carne no atacado, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo. As proteínas concorrentes permanecem mais competitivas na comparação com a carne bovina, em especial a carne de frango, ou seja, esse fator pode limitar movimentos mais robustos de alta. Quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 14,50, por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 14,80, por quilo. Quarto traseiro ainda é cotado a R$ 19,90, por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Frigoríficos de Goiás dão férias coletivas
Os frigoríficos de Goiás deram férias coletivas para os funcionários depois da suspensão das exportações de carne bovina do Brasil
A informação foi dada na noite de quinta-feira (2). As empresas de frigoríficos em Goiás são a JBS, localizada em Senador Canedo e Mozarlândia, e a Minerva Foods, em Palmeiras de Goiás. As duas tiveram registros de férias coletivas na última semana. O POPULAR não teve acesso à quantidade de funcionários que estão de folga temporariamente. A JBS disse à TV Anhanguera que não vai comentar o caso. Já a Minerva, disse aguardar que a venda para a China volte o quanto antes.
O Popular
Estatística da pecuária (Triângulo-MG)
No triângulo mineiro, a média mensal da arroba do boi gordo fechou em R$251,31/@, em fevereiro/23, um recuo de 2,6% frente à média mensal de janeiro/23
Segundo o levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo destinado ao mercado interno está cotado em R$256,00/@, a prazo e descontados os impostos (Senar e Funrural). A vaca gorda está cotada em R$241,50/@, recuo de 2,0%, em sete dias. O diferencial de base do boi gordo na praça, em relação a São Paulo, está 6,64% negativo ou R$17,00/@ a menos, com o boi gordo na praça paulista cotado em R$273,00/@, livre de impostos e a prazo. Para o curto prazo, a expectativa é de baixa, impulsionada pela suspenção na exportação de carne bovina para o nosso principal comprador externo, a China, e um reajuste nas escalas de abate das indústrias frigoríficas.
SCOT CONSULTORIA
Custo do sabão sobe e indústria reclama do uso de sebo bovino no biocombustível
Associação do setor diz que matéria-prima foi redirecionada para combustíveis e distorceu preço
A Abisa, associação que representa a indústria de sabão, lançou um comunicado para manifestar preocupação com o aumento do preço do produto e alertar que novas pressões de custo podem surgir em meio ao debate dos biocombustíveis. Segundo a entidade, a atual discussão sobre o aumento do biodiesel na mistura do diesel precisa levar em conta os reflexos sobre a indústria do sabão, cujo preço pesa na cesta básica e pode prejudicar a população de baixa renda, maior segmento de consumo do sabão em barra. A preocupação da indústria saboeira se refere ao biodiesel a base de sebo bovino. A entidade afirma que o uso de sebo bovino como matéria-prima do biodiesel nos últimos anos impactou a oferta e preço do sebo destinado ao sabão. “Enquanto o setor saboeiro expandiu 8,9% de 2019 para 2020, a oferta de sua matéria-prima principal foi redirecionada para o setor de biocombustíveis, fator que gerou distorção do volume e dos preços do sebo bovino no mercado”, afirma a Abisa. Levantamento da entidade aponta que, nos últimos anos, com o aumento do consumo pelo setor de biocombustível, o preço do sebo bovino passou de R$ 2,65 em 2019 para R$ 7,72 em 2022 na média anual. “O óleo de soja é mais eficaz como matéria-prima para a produção do biodiesel. Dessa forma, a utilização de sebo bovino para a produção de biocombustível deve ser reanalisada pelo setor e pelos órgãos reguladores”, diz a Abisa no comunicado.
FOLHA DE SP
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em leve baixa com exterior
O dólar à vista fechou a sexta-feira em queda ante o real no Brasil, em mais um dia em que as cotações foram influenciadas de forma decisiva pelo exterior, onde a moeda norte-americana recuava ante divisas de países emergentes
Até o início da tarde, o dólar chegou a se manter em alta ante o real, com o mercado demonstrando certo desconforto com as novas críticas feitas pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à condução da política monetária de juros altos do Banco Central. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,2007 reais, em baixa de 0,07%. Na semana, a moeda norte-americana fechou com leve alta de 0,04%. Na B3, às 17:24 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,19%, a 5,2290 reais. Na quinta-feira, Lula voltou a criticar o Banco Central pelo nível da Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 13,75% ao ano, e alertou que o Brasil pode passar por uma crise de crédito “logo, logo”. Durante a tarde, com a liquidez já reduzida em função da proximidade do fim de semana, a moeda norte-americana se reaproximou da estabilidade e passou a registrar leves perdas. “Estamos bem ligados ao exterior”, afirmou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora, ao explicar a virada do dólar para o campo negativo durante a tarde. “As bolsas americanas ficaram mais fortes, e o dólar também recuou ante outras divisas de emergentes”, acrescentou. Às 17:24 (de Brasília), o índice do dólar –que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas– caía 0,42%, a 104,520. Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados em operação para rolagem dos vencimentos de abril.
REUTERS
Ibovespa fechou em alta, mas tem perda semanal com foco em Petrobras
O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, com o avanço de Petrobras fornecendo um suporte relevante, mas incapaz de reverter as perdas acumuladas na semana, que teve a petrolífera como protagonista
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,46%, a 103.802,86 pontos, mas acumulou na semana uma perda de 1,89%, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro na sexta-feira somava 19,9 bilhões de reais.
REUTERS
Preços ao produtor voltam a subir em janeiro após 5 quedas consecutivas, diz IBGE
Os preços ao produtor no Brasil começaram 2023 em alta, interrompendo uma sequência de cinco quedas consecutivas, com retomada da pressão nas indústrias extrativas, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) avançou 0,29% em janeiro, ganhando fôlego ante queda de 1,26% em dezembro. A taxa marcou o menor resultado positivo desde setembro de 2021 (+0,25%), informou o IBGE, mas ainda assim interrompeu uma série de quedas que havia começado em agosto passado. Nos 12 meses até janeiro, o índice acumulou alta de 2,24%. Em janeiro de 2022, essa taxa havia ficado em 1,20%. “Há uma clara diferença entre as indústrias extrativas e as de transformação. Enquanto as de transformação continuaram com tendência de queda, as extrativas reverteram sete meses consecutivos de redução e tiveram a maior alta dentre todos os setores pesquisados”, explicou Murilo Alvim, analista do IPP. As indústrias extrativas avançaram 9,62% em janeiro em relação a dezembro de 2022, no primeiro resultado positivo desde maio de 2022 (+12,55%) e representando impacto de 0,42 ponto percentual no índice geral. “O minério de ferro foi o principal responsável por essa alta. A cotação do produto no mercado internacional foi afetada pela expectativa de um aumento na demanda, em consequência de uma possível recuperação econômica da China”, disse Alvim. A segunda maior influência no resultado de janeiro, com impacto de -0,18 ponto percentual, foi a queda de 1,50% nos preços do setor de refino de petróleo e biocombustíveis, numa expressiva desaceleração em relação ao declínio de 5,48% de dezembro. Em terceiro e quarto lugar no ranking de influência ficaram os segmentos de bebidas (0,12 ponto) e alimentos (0,12 ponto). Em janeiro os setores avançaram, respectivamente, 5,30% e 0,48%, de queda de 1,06% e alta de 0,28% em dezembro. Entre as grandes categorias econômicas, os bens de capital recuaram 0,07% em janeiro, enquanto os bens intermediários subiram 0,35% e os bens de consumo avançaram 0,28%, informou o IBGE.
REUTERS
Setor de serviços do Brasil tem 1ª contração desde maio de 2021, mostra PMI
O setor de serviços do Brasil caiu em território de contração pela primeira vez em quase dois anos em fevereiro, com redução da demanda e aceleração nas taxas de inflação, mostrou uma pesquisa privada na sexta-feira
O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da S&P Global para os serviços brasileiros caiu a uma leitura de 49,8 em fevereiro, ante 50,7 em janeiro, ficando abaixo da marca de 50 que separa expansão de contração pela primeira vez desde maio de 2021. “Depois de ver as taxas de crescimento esfriarem a cada mês desde as eleições presidenciais, o setor de serviços do Brasil entrou em contração em fevereiro”, disse Pollyanna de Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence. “Os participantes da pesquisa observaram uma maior relutância entre os clientes em solicitar seus serviços devido à incerteza futura”, acrescentou ela. De fato, os novos negócios solicitados às empresas de serviços diminuíram em fevereiro, encerrando uma sequência de expansão de 21 meses, mostraram os dados do PMI. Ao mesmo tempo, houve uma terceira queda consecutiva nas encomendas internacionais feitas a prestadores de serviços brasileiros, enquanto os empregadores diminuíram o número de funcionários. Segundo a S&P Global, houve novo aumento dos preços de insumos em fevereiro, com empresas de serviços relatando custos mais altos de alimentos, combustíveis, mão de obra e serviços públicos e da taxa de juros. “A depreciação do real e o restabelecimento do ICMS também elevaram o peso dos custos”, explicou Lima. “Apesar da fraca demanda por serviços, as empresas repassaram uma parcela considerável de suas despesas para os clientes. Os custos de insumos e os preços cobrados pela produção aumentaram às taxas mais fortes em três e sete meses, respectivamente.” Por outro lado, o Índice de Atividade Futura, que mede a confiança empresarial no setor de serviços, subiu para seu maior nível em quatro meses, saindo do menor patamar em um ano e meio atingido em janeiro. Com contração tanto na atividade de serviços quando no setor industrial do Brasil, o PMI Composto do país caiu para 49,7 em fevereiro, de 49,9 no mês anterior, continuando abaixo da marca de 50,0 que separa contração de crescimento.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: quedas leves ou estabilidade
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 141,00/R$ 146,00, enquanto a carcaça especial cedeu, pelo menos, 0,94%, valendo R$ 10,50/kg/R$ 11,00/kg
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (2) Houve recuo de 0,14% no Paraná, atingindo R$ 7,30/kg, e de 1,10% em Santa Catarina, chegando em R$ 7,19/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 8,35/kg), Rio Grande do Sul (R$ 7,05/kg), e São Paulo (R$ 7,71/kg).
Cepea/Esalq
Mercado do frango com preços estáveis na sexta-feira (3)
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 6,60/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,30/kg, enquanto no Paraná, houve leve queda de 0,40%, cotado em R$ 4,92/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (2), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, valendo, respectivamente, R$ 7,15/kg e R$ 7,26/kg.
Cepea/Esalq
Frango/Cepea: Demanda se aquece, e valores reagem em fevereiro
Os preços da carne de frango reagiram em fevereiro na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, interrompendo, portanto, o movimento de queda que vinha sendo registrado desde outubro de 2022
De acordo com o Cepea, essa reação esteve atrelada sobretudo ao aquecimento da demanda de produtos avícolas, registrada a partir da primeira quinzena de fevereiro. Além disso, o bom ritmo das exportações enxugou a disponibilidade de carne no mercado doméstico, reforçando o movimento de recuperação dos preços.
Cepea
INTERNACIONAL
Preços mundiais de alimentos caem pelo 11º mês consecutivo em fevereiro, diz FAO
O índice de preços mundiais de alimentos da agência das Nações Unidas caiu em fevereiro pelo 11º mês consecutivo, agora com uma baixa de 19% em relação ao recorde atingido em março passado, após a invasão da Ucrânia pela Rússia
O índice de preços da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), que acompanha as commodities alimentares mais negociadas globalmente, teve média de 129,8 pontos no mês passado, contra 130,6 em janeiro, informou a agência na sexta-feira. Essa foi a leitura mais baixa desde setembro de 2021. Segundo a atualização mensal, o declínio no índice refletiu preços mais baixos para óleos vegetais e laticínios, que mais do que compensaram um aumento acentuado nos preços do açúcar. Em fevereiro, o índice de preços de cereais da FAO caiu 0,1% em relação ao mês anterior, com um aumento marginal nos preços do trigo mais do que compensado pelos preços mais baixos do arroz. Os óleos vegetais recuaram 3,2% e os lácteos 2,7%, enquanto o açúcar subiu 6,9%, para uma máxima de seis anos, devido principalmente a uma revisão para baixo da produção na Índia. Em relatório separado sobre oferta e demanda de cereais, a FAO emitiu uma primeira previsão preliminar para a produção global de trigo em 2023, enxergando um declínio anual para 784 milhões de toneladas, embora a safra ainda seja a segunda maior já registrada. A FAO elevou sua previsão para a produção mundial de cereais em 2022 em 9 milhões de toneladas, para 2,77 bilhões de toneladas, embora o volume ainda represente queda de 1,3% em relação ao ano anterior.
O relatório disse que a maior parte da revisão para cima está relacionada ao arroz, com uma perspectiva melhor para a produção na Índia.
REUTERS
Uruguai: Exportação de carnes caiu 21% em fevereiro
As exportações de carne bovina do Uruguai caíram 21% em fevereiro, em relação aos níveis exportados no mesmo mês de 2022, e somaram 196 milhões de dólares ante os 247 milhões de dólares registrados um ano atrás, segundo dados do Uruguai XXI
O motivo foi novamente a queda nas exportações para a China, que teve forte impacto na retração, segundo a Blasina y Asociados. Nesse sentido, os embarques para o país asiático tiveram uma queda de 36% em relação ao ano anterior, e a receita desses negócios passou de 147 milhões de dólares em fevereiro de 2022 para 94 milhões de dólares no mês passado. Apesar da queda, a carne bovina representou 21% do total exportado pelo Uruguai em fevereiro, embora há um ano representasse 30% dos embarques ao exterior.
Ámbito
Gripe Aviária: Peru já registra morte de 3.487 leões-marinhos e de 63.000 aves
Sernanp segue com plano de vigilância e monitoramento em áreas naturais protegidas
Especialistas do Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas do Estado (Sernanp) do Peru, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, registraram a morte de 3.487 leões-marinhos (Otaria flavescens) em sete áreas naturais protegidas do litoral, o que representa 3,29% de pouco mais de 105 mil (Imarpe, 2020) dessa espécie que habita todo o país. Da mesma forma, foi relatada a morte de 5 focas (Artocephalus australis), o que representa 0,06% das 8 mil focas (Imarpe, 2021) registradas nas áreas naturais protegidas do Peru. Este relatório inclui uma sólida base de informações de novembro de 2022, que cobre principalmente o impacto nas reservas nacionais de Paracas (Ica); Sistema de Ilhas, Ilhotas e Pontas Guaneras (Lambayeque, La Libertad, Áncash, Lima, Ica, Arequipa e Moquegua) e Illescas (Piura). Desde o início da emergência da gripe aviária H5N1, declarada no final de novembro de 2022, pelo menos 63.000 aves mortas foram detectadas em oito áreas naturais protegidas, sendo as espécies mais afetadas atobás, pelicanos e guanayes. Este vírus está afetando países como Bolívia, Uruguai e Argentina, e recentemente houve relatos de mortes de animais com sintomas semelhantes aos encontrados no Peru e diagnosticados com gripe aviária, no norte do Chile. A Sernanp reforçou a vigilância e ativou seus sistemas de alerta em todas as áreas marinho-costeiras da costa peruana, desde que foram detectados casos positivos de Influenza Aviária Altamente Patogênica (HPAI) em aves silvestres no hemisfério norte, concentrando esforços nas áreas de reprodução de lobos marinhos. nos últimos dias.
Sernanp
Argentina chega a 30 casos de gripe aviária, sendo 2 deles em aviários
O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina confirmou mais 4 casos positivos de influenza aviária (IA) H5, 1 em aves de criação (segundo caso no país, o primeiro foi detectado em Río Negro) e 1 em quintal na província de Buenos Aires e 2 no quintal da província de Córdoba, totalizando 30 detecções da doença até o momento em todo o país. A atualização dos casos foi feita no final da noite de quinta-feira (2)
Das 13 amostras analisadas na quinta-feira pelo Laboratório Nacional do Senasa, 4 tiveram diagnóstico positivo de AI H5, 1 em aviário em um estabelecimento na cidade portenha de General Alvear e 1 em um quintal em Las Flores. Enquanto os 2 restantes em aves de quintal correspondem às cidades cordobesas de Laboulaye e Colonia El Árbol. Após a confirmação dos casos, agentes dos centros regionais Buenos Aires Norte e Córdoba del Senasa realizarão as ações sanitárias correspondentes nas propriedades afetadas. Por sua vez, o Senasa está trabalhando em ações sanitárias e de varrimento em todas as regiões onde foram feitas as constatações. Desta forma, das cerca de 200 notificações analisadas pelo Laboratório Senasa, até o momento, há 30 casos confirmados: aves silvestres (3), quintal (25) e setor comercial (2) assim distribuídos: 15 em Córdoba, 7 em Buenos Aires, 2 em Río Negro, 2 em Santa Fe, 1 em Jujuy, 1 em Neuquén, 1 em San Luis e 1 em Salta.
Senasa
ABRAFRIGO
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