
Ano 9 | nº 1905 |25 de janeiro de 2023
NOTÍCIAS
Cotação da arroba de boi gordo estável em São Paulo
Com o escoamento de carne contido, e do aumento da oferta de bovinos, as cotações estão pressionadas, porém estáveis, na comparação feita dia a dia
Na terça-feira, os preços dos animais terminados nas fazendas do interior de São Paulo ficaram estáveis. O boi gordo está cotado em R$ 270/@, a vaca em R$ 259/@ e a novilha em R$ 265/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com a Scot Consultoria. O “boi-China”, segue valendo R$ 275/@ no mercado paulista (preço bruto e a prazo), com negócios esporádicos abaixo da referência, acrescenta a Scot. No Noroeste do Paraná, a cotação da arroba bovina caiu R$3,00/@ para todas as categorias. Na exportação de carne bovina in natura, até a terceira semana de janeiro, foram exportadas 107,09 mil toneladas, cujo embarque médio diário foi de 7,13 mil toneladas, 8,6% maior que a média diária de janeiro/22. O faturamento foi de US$520,33 milhões. O preço por tonelada, porém, caiu 7,2% em relação a janeiro de 2022. A cotação está em US$4,86 mil/t.
SCOT CONSULTORIA
Mercado físico do boi gordo segue com preços enfraquecidos
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a pressão de baixa é mais forte nas praças de produção e comercialização do Centro-Norte do país
Os frigoríficos que atuam nesses estados seguem exercendo pressão, em um momento de escalas de abate ainda confortáveis, mesmo com fluxo mais lento de negócios ao longo da semana. “Os indicadores de preços da carne no atacado ainda são negativos e não incentivam a indústria a mudar seu comportamento. Já o posicionamento da China após o feriado será importante, considerando as possíveis habilitações para exportação”, diz o comentarista. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi caiu para R$ 272. Em Minas Gerais, os preços fecharam em R$ 272. Em Dourados (MS), a cotação se manteve R$ 257. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 250. Já em Goiânia (GO), a arroba está em R$ 265. Já os preços da carne bovina seguem acomodados no mercado atacadista. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela queda das cotações no curto prazo, em linha com a lenta reposição entre atacado e varejo no decorrer da segunda quinzena do mês. “Além disso, a população está descapitalizada no momento, considerando as tradicionais despesas de início de ano, a exemplo da compra de material escolar, IPTU, IPVA, entre outros”, destaca o comentarista. Então, o quarto dianteiro foi precificado a R$ 14 por quilo. Já a ponta de agulha ficou com preço de R$ 14,30. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 19,80 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Frigoríficos de carne no Paraná sofrem com a crise do gado
O anúncio neste mês de que uma das maiores unidades de processamento de carne bovina Paraná fecharia, eliminando centenas de empregos, levou o Sindicarne-PR a exigir medidas “urgentes” para apoiar o setor.
Em comunicado na terça-feira, o sindicato, que representa empresas de carne bovina e suína, disse que o fechamento de uma fábrica da empresa Big Boi é o mais recente golpe para o setor, que eles afirmam estar sofrendo há anos. O Sindicarnes-PR culpou a alta dos custos, a diminuição da oferta de gado, a fraca demanda interna e a perspectiva de aumento da carga tributária pelas mazelas da indústria. O Big Boi é o terceiro maior frigorífico do Paraná. Grandes empresas, incluindo JBS, também possuem pelo menos uma unidade no Estado, embora ela esteja parada há anos, disse um porta-voz do Sindicarnes-PR. O volume de abate do Paraná caiu de 835.000 cabeças de gado em 2019 para 695.000 cabeças em 2021, uma queda de 17%, disse o Sindicarne-PR citando unidades que estão sujeitas ao sistema de inspeção federal, conhecido como SIF. Há cinco anos, o abate de gado nessas mesmas fábricas ultrapassava 1 milhão de cabeças anuais. Segundo a entidade patronal, as coisas ficaram mais complicadas depois que o Paraná se tornou livre de febre aftosa sem vacinação. Isso elevou os preços do gado local, reduziu a oferta de animais e obrigou as empresas a trazer gado de fazendas distantes no Acre e em Rondônia – a custos de transporte proibitivos – porque eles têm o mesmo status sanitário do Paraná. “Somente em 2020, ano de início das restrições sanitárias, o êxodo de bovinos para outros Estados (principalmente São Paulo) passou de 150.000 cabeças”, disse o Sindicarne-PR. A participação do Paraná nas exportações brasileiras de carne bovina e derivados caiu para 0,8% em 2022, de 1,8% em 2019, disse o comunicado. Mas enquanto as empresas de carne bovina enfrentam dificuldades, o Paraná continua sendo um importante produtor de carne suína e de frango, um Estado onde gigantes como a BRF mantêm grandes instalações.
REUTERS
Cotação da arroba recua no Mato Grosso diante do alongamento das escalas de abate, aponta Imea
Com o alongamento das escalas de abate no estado do Mato Grosso, a arroba do boi recuou 0,87% no comparativo semanal e fixou-se na média de R$247,53/@. O maior número de fêmeas sendo ofertadas para abate, o preço da vaca gorda caiu 1,17% ante a semana anterior e fechou na média de R$232,20/@
Já no caso dos animais de reposição, as poucas negociações e muita oferta na praça do Mato Grosso, o preço do bezerro de ano caiu 3,82% ante a última semana e esteve negociado na média de R $2.249,99/cab. De acordo com o levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o preço médio da arroba apresentou queda de 3,91% no comparativo anual, reflexo da conjuntura de maior oferta de bovinos disponível e mercado interno que se manteve estagnado no período. Apesar do mercado bem ofertado de animais, o estado de São Paulo, por deter um elevado centro consumidor e ser o maior polo exportador de carne do país – principalmente para a China, registrou incremento de 4,50% no preço do boi gordo em 2022 ante a 2021. “Essa diferença entre as praças, resultou no alongamento do diferencial de base, que fechou na média de -13.33% em 2022 – o que representa um aumento de 7,48 p.p. no comparativo anual. Dessa forma, em 2022 o boi gordo foi comercializado a R$ 278,12/@ e R$ 316,13/@ (valores livres de Funrural), nas praças mato-grossenses e paulistas, respectivamente.”, reportou o instituto.
Imea
ECONOMIA
IPCA-15 inicia ano sob pressão de saúde e alimentos e acelera alta a 0,55% em janeiro
O IPCA-15 iniciou o ano em leve aceleração da alta sob o impacto de saúde e alimentação, depois de a inflação ter estourado o teto da meta pelo segundo ano seguido em 2022, mantendo a pressão sobre o Banco Central
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou alta em janeiro de 0,55%, depois de ter subido 0,52% em dezembro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na terça-feira. Índice considerado prévia da inflação oficial passou a acumular em 12 meses alta de 5,87%, de 5,90% em dezembro. A meta para a inflação este ano é de 3,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. No ano passado, a inflação medida pelo IPCA fechou com alta acumulada de 5,79%, pressionada principalmente por alimentação. Já 2023 começou sob o impacto das altas de 1,10% de Saúde e cuidados pessoais e de 0,55% e Alimentação e bebidas. No primeiro caso, o resultado foi influenciado principalmente por higiene pessoal (1,88%), perfume (4,24%) e produtos para pele (3,85%). Já no caso de alimentação, os aumentos dos preços da batata-inglesa (15,99%), do tomate (5,96%), do arroz (3,36%) e das frutas (1,74%) provocaram uma alta de 0,61% nos preços dos alimentos para consumo no domicílio. Em janeiro, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta, sendo que a maior variação foi registrada pelo grupo Comunicação, de 2,36%. A intensa pressão inflacionária ao longo do ano passado levou o Banco Central a realizar forte aperto monetário que levou a Selic aos atuais 13,75%, patamar que deve ser mantido quando a autoridade monetária voltar a se reunir em 31 de janeiro e 1 de fevereiro. As projeções do BC atualizadas em dezembro são de que a inflação seguirá em queda neste ano, terminando 2023 em 5%, nível inferior ao de 2022, mas ainda acima do teto da meta, de 4,75%. De acordo com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, os motivos para isso são principalmente a hipótese do retorno da tributação federal sobre combustíveis neste ano e os efeitos inerciais da inflação de 2022, embora esses efeitos sejam compensados pela política monetária contracionista.
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Real esboça reação em dia de exterior positivo e dólar cai 1%
O dólar à vista encerrou a sessão da terça-feira em queda firme, em um dia sem grandes ruídos políticos e com ajuda da fraqueza da moeda americana no exterior
No exterior, a prévia do índice de gerentes de compras (PMI) dos Estados Unidos, assim como o PMI prévio da zona do euro, mostraram economias menos fragilizadas, o que alimentou a queda do dólar no cenário global. Terminadas as negociações do dia no mercado à vista, o dólar fechou em queda de 1,05%, cotado a R$ 5,1417, perto da mínima de R$ 5,1406 (enquanto a máxima do dia foi de R$ 5,2202). Perto das 17h45, o contrato futuro para fevereiro da moeda americana operava em queda de 1,27%, a R$ 5,1505. Na avaliação de Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora, o movimento do real hoje foi de retomada de valor. Para profissional da área de câmbio de uma gestora, o real ficou muito atrasado nos últimos dias e, na terça-feira, esteve em momento de recuperação. Ele diz que, mesmo sendo muito difícil separar o que é retórica do governo do que de fato vai ser implementado, ainda há um espaço de benefício da dúvida, “em especial quando o mercado externo está também benéfico”. “Não havendo novidades, é natural ter esse tipo de alívio que vimos hoje”, afirma o gestor.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa fecha em alta com Vale e recuperação parcial de bancos
Ações ligadas à economia doméstica também ajudaram índice a avançar, em dia no qual sessão em Nova York foi marcada por problemas técnicos
A instabilidade dos negócios em Nova York na terça-feira não contaminou os ativos locais. O Ibovespa se manteve apoiado pelas empresas ligadas às commodities metálicas, nomeadamente a Vale (+1,06%), e também contou com performances positivas de bancos e de algumas ações ligadas à economia doméstica para avançar. No fim da sessão, o referencial local registrou ganhos de 1,16%, aos 113.028 pontos, tocando os 111.669 pontos na mínima intradiária e os 113.040 pontos na máxima. Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,07%, aos 4.016 pontos, o Dow Jones fechou em alta de 0,31%, aos 33.733 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,27%, aos 11.334 pontos.
VALOR ECONÔMICO
Arrecadação federal tem alta real de 8,18% em 2022 e atinge recorde de R$2,218 tri
A arrecadação do governo federal fechou 2022 com alta real de 8,18%, a 2,218 trilhões de reais, divulgou a Receita Federal na terça-feira, no melhor desempenho da série histórica da pasta, iniciada em 1995. Em dezembro, a arrecadação teve alta real de 2,47% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a 210,2 bilhões de reais. O nível também é o maior já registrado para o mês na série da Receita.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Preço do suíno vivo cai em mais Estados
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 118,00/R$ 122,00, enquanto a carcaça especial baixou até 1,08%, cotada em R$ 8,80/kg/9,30/kg
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (23), o preço ficou estável somente em Minas Gerais, fixado em R$ 6,96/kg. Houve recuo de 0,16% no Paraná, atingindo R$ 6,13/kg, baixa de 0,65% no Rio Grande do Sul, com valor de R$ 6,15/kg, retração de 1,15% em Santa Catarina, precificado em R$ 6,03/kg, e de 1,37% em São Paulo, fechando em R$ 6,49/kg.
Cepea/Esalq
Terça-feira de cotações estáveis para o mercado do frango
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado baixou 0,33%, custando R$ 6,05/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço não mudou, valendo R$ 4,98/kg, enquanto em Santa Catarina houve valorização de 26,25%, subindo para R$ 4,04/kg. Apesar da porcentagem expressiva apontada em Santa Catarina, o engenheiro agrônomo do Epagri/Cepa, Alexandre Luís Giehl, explica que não houve mudança nos fundamentos de mercado. “O que aconteceu é que, por motivo de férias de alguns colegas que coletam preços em mais praças no Estado, estava sendo coletado apenas o valor de Joaçaba, que era de R$ 3,20, e agora, com a retomada da verificação de valor de Chapecó, a média subiu”, disse o especialista. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (23), a ave congelada baixou 0,43%, atingindo R$ 7,00, enquanto o frango resfriado cedeu 0,14%, fechando em R$ 7,19/kg.
Cepea/Esalq
Preço de carne brasileira de aves para países árabes tem forte alta em 2022
Os preços de exportação de carnes de aves brasileiras para países árabes em 2022 tiveram alta de 26,23% para US$ 2.171,96 a tonelada, um dos principais avanços entre os produtos embarcados pelo país para a região, segundo informações da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.
O valor é superior à média do preço por tonelada das exportações totais de carne de aves do Brasil em 2022, que foi de US$ 2.024,47. Em faturamento total, produtos derivados de aves ficaram em segundo lugar entre os mais exportados pelo Brasil para países árabes no ano passado, gerando US$ 3,16 bilhões, alta de 30,58%. A carne bovina brasileira também ficou entre os produtos brasileiros mais enviados para o bloco de 22 países árabes no Oriente Médio e norte da África no ano passado. Os embarques de derivados de bovinos brasileiros para a região subiram 13,55% para US$ 1,04 bilhão. A Copa do Mundo no Qatar foi um dos motivadores para a elevação da demanda por carnes da região, ao atrair 1 milhão de torcedores ao país-sede e aos vizinhos. Nos meses anteriores ao evento, entre janeiro e outubro, as exportações de frango para os países do Conselho de Cooperação do Golfo (bloco com Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã) cresceram 37,14% ante o mesmo período do ano anterior e as de carne bovina tiveram alta de 30,87%, segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.
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