CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1904 DE 24 DE JANEIRO DE 2023

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Ano 9 | nº 1904 |24 de janeiro de 2023

NOTÍCIAS

Início da semana com mercado do boi gordo estável em São Paulo

O escoamento de carne comedido, somado ao aumento gradual da oferta de bovinos, segue pressionando as cotações no mercado do boi gordo. Até o fechamento do mercado de ontem (23/1), as referências ficaram estáveis

No Mato Grosso, Norte, a oferta de rebanhos em alta, a dificuldade de escoamento da carne e dias alternados para abate resultaram em queda de R$1,00/@ de boi gordo e de R$3,00/@ de novilha gorda na comparação realizada diariamente. No mercado de carne com osso, a chegada da segunda quinzena tem dificultado o escoamento ao longo da semana. A oferta confortável frente a uma demanda comedida pressionou os preços, com destaque às fêmeas, com recuos de 4,4% e 3,7% para vaca e novilha casadas, respectivamente. Para os machos, a carcaça casada de bovinos castrados caiu moderadamente (0,1%). Para a carcaça de bovinos inteiros, queda também ligeira (0,2%).

SCOT CONSULTORIA

Quadro de curto prazo ainda remete a queda dos preços da arroba

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com inexpressiva fluidez nos negócios

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o quadro de curto prazo ainda remete a queda dos preços da arroba, com os frigoríficos bem escalonados em suas escalas de abate, além de indicadores negativos de vendas de carne bovina no atacado e varejo durante a primeira quinzena de janeiro. “Mesmo as notícias positivas em torno das exportações não motivaram alterações do comportamento da indústria na compra de gado. A única consequência para o mercado físico foi a redução do ímpeto de venda por parte do pecuarista em alguns estados”, diz o comentarista. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi caiu para R$ 272. Em Minas Gerais, os preços fecharam em R$ 272. Em Dourados (MS), a cotação se manteve R$ 257. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 251. Já em Goiânia (GO), a arroba está em R$ 265. O atacado voltou a operar com preços acomodados para a carne bovina.  De acordo com Iglesias, a tendência de curto prazo volta a sugerir por queda das cotações no curto prazo, com o consumo enfraquecido em janeiro, consequência das despesas tradicionais inerentes ao período, a exemplo da compra de material escolar, IPTU, IPVA, entre outros. “A situação das proteínas concorrentes também é preocupante, considerando os preços mais competitivos na comparação com a carne bovina”, destaca o comentarista. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 14 por quilo.  Já a ponta de agulha ficou com preço de R$ 14,30. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 19,80 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Média diária das exportações de carne bovina in natura acima de 7 mil toneladas na terceira semana de janeiro

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex, do Ministério da Economia, as exportações de carne bovina in natura atingiram 107 mil toneladas até a terceira semana de janeiro/23. No ano passado, o mês de janeiro encerrou com 138,06 mil toneladas em 21 dias úteis

A média diária exportada ficou em 7,13 mil toneladas, alta de 8,6%, frente ao mês de janeiro do ano anterior, com 6,5 mil toneladas. Na semana anterior, a média diária estava em 7,7 mil, o que representou uma queda de 7,79% no comparativo semanal. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a desaceleração de uma semana para outra é um movimento natural, pois temos que ressaltar que estão sendo informadas negociações dos últimos 40 a 60 dias. “É um retrato antigo, no saldo da balança só é contabilizado a operação financeira completa e as vendas novas de 2023 ainda não apareceram”, comentou. O preço médio da carne bovina na terceira semana de janeiro ficou em US$ 4.858 por tonelada, queda de 7,2 % frente aos dados divulgados em janeiro de 2021, com preços médios de US$ 5.233 por tonelada. No comparativo semanal, o preço médio teve um recuo de 0,21% frente ao valor atual.  A média diária ficou em US $ 34,6 milhões, alta de 0,8%, frente ao mês de janeiro do ano passado, com US$ 34,407 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha em queda em dia de baixa liquidez

No exterior, a moeda americana seguiu com leve força ante as principais divisas de mercados desenvolvidos e emergentes

O dólar encerrou a sessão da segunda-feira em queda, em uma sessão marcada pela baixa liquidez e feriado na China. Os investidores continuaram atentos às sinalizações do novo governo sobre sua agenda econômica, em dia em que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exaltou o papel do BNDES em sua visita à Argentina. No exterior, a moeda americana seguiu com leve força ante as principais divisas de mercados desenvolvidos e emergentes. No fim da negociação de hoje, o dólar à vista encerrou em queda de 0,21%, cotado a R$ 5,1964. Perto das 17h25, o contrato futuro para fevereiro da moeda americana operava em queda de 0,38%, a R$ 5,2010. Em relação à liquidez, o giro de contratos estava em torno de 256,8 mil em relação ao vencimento mais líquido (fevereiro), número abaixo da média. Lá fora, o dólar avançava 0,63% contra o rand sul-africano, enquanto exibia queda de 0,34% ante o peso mexicano. Na ausência de um catalisador e sem grande liquidez ontem, os investidores seguiram aguardando uma nova sinalização do governo sobre sua política econômica, em especial a fiscal. O que marcou a sessão foi a visita de Lula à Argentina, onde o Presidente defendeu o papel do BNDES, falando que o banco deve voltar a financiar projetos de empresas brasileiras que operam no exterior.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa fecha em queda pressionado pelo setor financeiro

O Ibovespa iniciou a semana com leve queda, pressionado pela performance negativa do setor financeiro e amparado parcialmente pela alta dos papéis ligados às commodities

No fim da sessão, o referencial local registrou perdas de 0,27%, aos 111.737 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 18,89 bilhões no Ibovespa e R$ 23,58 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 avançou 1,19%, aos 4.019 pontos, o Dow Jones fechou em alta de 0,76%, aos 33.629 pontos, e o Nasdaq subiu 2,01%, aos 11.364 pontos. Após apresentar tendência altista pela manhã, o Ibovespa foi perdendo fôlego até ceder ao campo negativo na última hora de pregão, pressionado pela performance do setor financeiro. Roberto Attuch, CEO da OHM Research, afirmou que “o mercado tem olhado todas as falas do novo governo com lupa, num tom extremamente crítico. A questão da moeda comum com a Argentina, por exemplo, muita gente criticou sem nem entender a proposta, achando que era algo nos moldes do euro. Acredito que, até as medidas do governo serem fortes para falar por si, como a apresentação de uma nova âncora fiscal e o avanço da reforma tributária, o humor local deve continuar ruim”, diz o executivo. As ações de instituições financeiras já operavam no campo negativo desde a manhã, ainda na esteira do caso Americanas. Os bancos estão entre os principais credores da varejista, e há uma leitura no mercado de que o rombo encontrado pode prejudicar os resultados das companhias. “O investidor estrangeiro está comprando emergentes porque enxerga um quadro favorável, com a reabertura da China e após o dólar atingir seu pico. Estamos vendo certa inversão do cenário dos últimos anos, quando as altas no mercado de equities eram sempre lideradas pelas big techs. Agora, com agentes saindo em parte desses papéis, dá para alocar com sobras em outras geografias”, diz Attuch.

VALOR ECONÔMICO

Mercado vê inflação mais alta e aumenta previsão para Selic em 2024

O mercado voltou a elevar as perspectivas para a inflação tanto este ano quanto no próximo, passando a calcular a taxa básica de juros mais alta em 2024, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira

Segundo o levantamento semanal, a Selic deve terminar este ano a 12,50%, sem alterações, mas 2024 fechará com uma taxa de 9,50%, de 9,25% projetados antes. Atualmente a taxa está em 13,75%, nível que deve ser mantido na reunião de política monetária do BC de 31 de janeiro e 1 de fevereiro de acordo com a mediana das expectativas no Focus. As contas para a alta do IPCA na pesquisa, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, seguiram aumentando. A inflação agora é calculada em 5,48% em 2023 e 3,84% em 2024, de respectivamente 5,39% e 3,70% na semana anterior. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto, a projeção de crescimento este ano melhorou em 0,02 ponto percentual, a 0,79%, enquanto que para 2024 permaneceu em 1,50%

REUTERS

EMPRESAS

Minerva tem 6ª planta habilitada para exportação de carne bovina à Indonésia

A Minerva disse nesta segunda-feira que foi notificada pelo Ministério da Agricultura sobre habilitação da sua planta de Janaúba (MG) para exportação de carne bovina à Indonésia

Com isso, a companhia conta agora com seis unidades habilitadas para exportar à Indonésia: Janaúba (MG), José Bonifácio (SP), Rolim de Moura (RO), Araguaína (TO) Mirassol d’Oeste (MT) e Palmeiras de Goiás (GO). Somadas, elas totalizam uma capacidade de abate de mais de 8 mil cabeças por dia. “Com aproximadamente 275 milhões de habitantes, a Indonésia se destaca como um dos maiores mercados consumidores de carne Halal no mundo, e com enorme potencial de crescimento”, afirmou a Minerva, em comunicado.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos com queda de 1,61% na arroba em SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF cedeu até 1,61%, cotada em R$ 118,00/R$ 122,00, enquanto a carcaça especial ficou estável em R$ 8,80/kg/9,30/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (20), houve queda de 0,90% em São Paulo, chegando a R$ 6,58/kg, e de 0,65% em Santa Catarina, baixando para R$ 6,10/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 6,96/kg), Paraná (R$ 6,14/kg), e Rio Grande do Sul (R$ 6,19/kg).

Cepea/Esalq

Suínos: exportações aumentam em relação a janeiro/22

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura em 15 dias úteis de janeiro cresceram tanto em relação a janeiro de 2022 quanto em relação à semana anterior.

A receita, US$ 134,5 milhões, representa 89,55% sobre o montante obtido em janeiro de 2022, com US$ 150,2 milhões. No volume embarcado, as 53.980 toneladas são 79,62% do total registrado em janeiro do ano passado, com 67.793 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 8.972, valor 25,4% maior do que o de janeiro de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve avanço de 3,5%. Nas toneladas por média diária, foram 3.598 toneladas, houve incremento de 11,5% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Quando comparado ao resultado da semana anterior, crescimento de 3,6%. No preço pago por tonelada, US$ 2.493, ele é 12,5% superior ao praticado em janeiro passado. Frente ao valor da semana anterior, queda de 0,06%.

AGÊNCIA SAFRAS

Recuo de 0,83% para frango resfriado

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado baixou 0,16%, custando R$ 6,07/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 3,20/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,98/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (20), o preço da ave congelada ficou inalterado em R$ 7,03/kg, enquanto o frango resfriado cedeu 0,83%, fechando em R$ 7,20/kg.

Cepea/Esalq

Exportações de frango alcançam em 15 dias úteis 98,7% da receita de janeiro/22

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura em 15 dias úteis de janeiro estão próximas do total registrado em janeiro de 2022

A receita, US$ 537,4 milhões, representa 98,7% sobre o valor de janeiro de 2022, com US$ 544,3 milhões. No volume, as 270.582 toneladas são 85,25% do total registrado em janeiro do ano passado, com 317.378 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 35,8 milhões, valor 38,2% maior do que o registrado janeiro de 2022. No comparativo com a semana anterior, recuo de 5,9%. Nas toneladas por média diária, 18.038 toneladas, houve elevação de 19,4% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Comparado com a semana anterior, queda de 6,8%. No preço pago por tonelada, US$ 1.986, ele é 15,8% superior ao praticado em janeiro do ano passado. Frente a semana anterior, aumento de 1,0%.

AGÊNCIA SAFRAS

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