CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1903 DE 23 DE JANEIRO DE 2023

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Ano 9 | nº 1903 |23 de janeiro de 2023

NOTÍCIAS

A semana termina com a cotação do boi gordo estável, mas pressionada

O cenário é de pressão sobre as cotações. As escalas de abate estão confortáveis, com ajustes na programação de abate tendo em vista os estoques nas unidades frigoríficas, trazendo conforto para os compradores

Segundo apurou a Scot Consultoria, de Bebedouro (SP), a semana termina com a cotação do boi gordo estável nas regiões pecuárias de São Paulo, mas o movimento de pressão sobre a arroba continua em ritmo forte. “As escalas de abate das indústrias paulistas estão confortáveis, com ajustes na programação tendo em vista os estoques nas unidades frigoríficas, o que traz um certo conforto aos compradores”, observa a Scot. Com isso, no mercado paulista, o macho terminado continua valendo R$ 270/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 259/@ e R$ 265/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), segundo a Scot. O “boi-China”, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade, está cotado em R$ 275/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo), com ofertas abaixo da referência, acrescenta a consultoria. Em Campo Grande (MS), a oferta de rebanhos em alta, a dificuldade de escoamento da carne e dias alternados para abate resultaram em queda de R$1,00/@ de boi gordo e de R$3,00/@ de novilha gorda na comparação com o dia anterior (19/1). Em Cuiabá (MT), a semana terminou com as cotações estáveis.

SCOT CONSULTORIA

Oferta de animais terminados veio se mostrando mais tímida no decorrer da semana

O mercado físico do boi gordo ainda apresenta queda de suas cotações no Centro-Norte do país. Os frigoríficos atuantes nessas regiões ainda contam com escalas de abate mais confortáveis

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, além disso, o movimento de queda dos preços da carne afasta a possibilidade de recuperação imediata dos preços. A oferta de animais terminados vem se mostrando mais tímida no decorrer da semana, com o pecuarista mais otimista em relação à alta dos preços após as habilitações da Indonésia e a possibilidade de novas habilitações por parte da China. No entanto, isso não deve gerar impacto imediato nas vendas de carne bovina brasileira no mercado internacional. Os boatos envolvendo a China não impactaram nas negociações no mercado físico durante o dia, diferente do ocorrido nos futuros de boi gordo na B3. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi caiu para R$ 274. Em Minas Gerais, os preços fecharam em R$ 278. Em Dourados (MS), a cotação se manteve R$ 257. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 251. Já em Goiânia (GO), a arroba está em R$ 265. O mercado atacadista apresentou preços acomodados ao longo da sexta-feira (20). De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir pela queda das cotações no curto prazo, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês. “Além disso, a população está descapitalizada, como comumente acontece durante o primeiro bimestre, em função de despesas tradicionais inerentes ao período, compra de material escolar, IPTU, IPVA entre outros”, destaca o comentarista. Então, o quarto dianteiro foi precificado a R$ 14 por quilo.  Já a ponta de agulha ficou com preço de R$ 14,30. Por fim, o quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 19,80 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Secretários de Defesa Agropecuária e de Inovação do Mapa são nomeados

Foram publicadas na quinta-feira (19), em edição extra do Diário Oficial da União, as nomeações de mais dois Secretários do Ministério da Agricultura e Pecuária: de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação, Renata Bueno Miranda

Carlos Goulart é engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal São Carlos, (Araras-SP). Também é mestre em Agricultura Tropical e Subtropical, com ênfase em Fitossanidade, pelo Instituto Agronômico de Campinas. Atua desde 2007 no Ministério da Agricultura e Pecuária e anteriormente exerceu o cargo de diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da pasta. Renata Bueno Miranda é engenheira de alimentos, formada pela Universidade Federal de Viçosa. Tem mestrado em Ciências dos Alimentos pela Universidade Federal de Lavras. É funcionária de carreira da Embrapa desde 2008 e integra o quadro do Ministério da Agricultura desde 2019, onde exerceu os cargos de Chefe de gabinete e Secretária adjunta da SDI. As nomeações do Secretário-Executivo, Irajá Rezende de Lacerda, e do secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Serroni Perosa, já haviam sido publicadas.

MAPA

ECONOMIA

Dólar sobe pelo 3º pregão seguido

O dólar avançou ante o real pela terceira sessão consecutiva na sexta-feira, acumulando alta de cerca de 2% na semana

O dólar à vista subiu 0,68%, a 5,2086 reais na venda, maior patamar de fechamento desde 9 de janeiro (5,2594). A moeda norte-americana teve sua primeira semana de alta frente ao real em 2023, com ganhos de 1,98%. Entre as declarações de Lula que geraram reação negativa nos ativos locais nos últimos dias estão indicações de mudanças no salário mínimo e no Imposto de Renda, com potencial impacto nas contas públicas, e críticas à atual meta de inflação e à independência do Banco Central (BC), temas caros aos agentes financeiros. Sobre a autonomia do BC, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou na véspera que não há “nenhuma predisposição” do governo de fazer qualquer mudança na relação com a autarquia. Roberto Campos Neto, presidente do BC, relativizou as críticas feitas por Lula, mas reforçou sua defesa à autonomia do órgão e se comprometeu a ficar no cargo até o fim do mandato. “Apesar de todo esse barulho, mantemos a hipótese de que o BC permanecerá com autonomia formal. Além disso, o desconforto com a meta de inflação sugere que Lula é mais propenso a tolerar níveis de inflação mais elevados”, escreveu a equipe do Citi em relatório na sexta-feira. Investidores ficaram atentos a novas declarações de membros do Federal Reserve (Fed), uma vez que há expectativa no mercado de uma redução no ritmo da alta de juros na próxima reunião de política monetária da instituição. Há, porém, certa indefinição entre os agentes financeiros sobre qual será o patamar da taxa no final do ciclo de aumentos. Nas últimas semanas, operadores vêm mencionando uma entrada de recursos no Brasil, diante do diferencial de juros do país em relação aos Estados Unidos e com a perspectiva de redução do ritmo de aperto monetário pelo Fed. Ferreira, da Planner, porém, também chamou atenção para o relaxamento de medidas restritivas contra a Covid-19 na China nesse início de ano, com efeito positivo no fluxo de recursos ao país asiático, o que pode estar ajudando na alta recente do dólar ante o real.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda, mas acumula alta na semana

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, no último pregão de mais uma semana marcada pela derrocada da Americanas, uma das varejistas mais tradicionais do país, que viu suas ações afundarem para centavos após pedir recuperação judicial em meio a dívidas de 43 bilhões de reais

Declarações do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva também trouxeram desconforto, mas o forte fluxo de capital externo para o mercado acionário brasileiro neste começo de ano, no entanto, proporcionou mais uma semana com desempenho acumulado positivo, o que deixou a performance em 2023 no azul. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,63%, a 112.207,21 pontos, de acordo com dados preliminares, após três altas seguidas, que asseguraram um ganho de 1,16% na semana. Em 2023, sobe 2,25%. O volume financeiro na sexta-feira somava 22,8 bilhões de reais, com os negócios também influenciados pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.

REUTERS

CNI: produção e emprego têm queda em dezembro de 2022

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado na sexta (20) apontou a elevada carga tributária, a demanda interna insuficiente e a falta ou alto custo da matéria-prima como as principais preocupações do setor industrial brasileiro.

As informações fazem parte da pesquisa Sondagem Industrial e foram colhidas no período de 3 a 13 de janeiro. No total, foram ouvidas 1.688 empresas: 694 de pequeno porte, 571 de médio porte e 423 de grande porte. O levantamento mostra que a produção, o emprego industrial e a utilização da capacidade instalada (UCI) registraram queda de novembro para dezembro. O índice de evolução da produção ficou em 42,8 pontos, resultado abaixo da linha divisória de 50 pontos, entre queda e crescimento da produção. “O mês de dezembro é marcado pela desaceleração da produção industrial. Destaca-se, contudo, que o resultado está acima da média para o mês de dezembro (41,8 pontos), ou seja, a queda da produção na passagem entre novembro e dezembro de 2022 foi percebida como menos forte que em outros anos”, diz a pesquisa. O mesmo ocorreu com o emprego industrial, que também registrou queda no período de avaliação da sondagem. O índice de evolução do número de empregados foi de 46,9 pontos, correspondendo a uma diminuição de 2,1 pontos na passagem de novembro para dezembro. O resultado está abaixo da linha divisória desde outubro, indicando haver percepção de queda do emprego industrial no último trimestre de 2022. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) também apresentou recuo em dezembro, na comparação com novembro, ficando em 67%. O percentual de dezembro de 2022 é menor que o registrado no mesmo mês dos dois anos anteriores, considerado um período de atípica atividade industrial. Já em relação aos estoques, a pesquisa aponta um pequeno recuo, mas diz que eles seguem acima do planejado. O índice de evolução do nível de estoques foi de 49,5 pontos, pouco abaixo da linha divisória de 50 pontos, indicando uma pequena queda dos estoques em relação ao mês anterior. Na avaliação do empresariado, a maioria dos índices de expectativas para janeiro de 2023 aumentou e o “otimismo manteve-se difundido. A intenção de investimento permaneceu estável no período.” “O índice de intenção de investimento alcançou 53,7 pontos, permanecendo acima da média histórica de 51,4 pontos, o que indica que há intenção de investir na indústria”, diz a pesquisa.

Agência Brasil

EMPRESAS

Marfrig recebe novas habilitações para exportar carne bovina

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento autorizou unidades da companhia para o embarque de proteína animal bovina para Indonésia, Canadá e Singapura

Como parte de seu plano de expansão no mercado internacional, a Marfrig – maior produtora global de hambúrgueres e uma das líderes mundiais do mercado de carne bovina – recebeu cinco novas habilitações para exportar carne bovina: três para Indonésia, uma para o Canadá e uma para Singapura. As unidades localizadas em Chupinguaia, em Rondônia; Tangará da Serra, no Mato Grosso, e Promissão, em São Paulo, são as primeiras da companhia autorizadas para o embarque de proteína animal bovina para a Indonésia. A oficialização pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) ocorreu no último dia 19. Em 9 de janeiro, o Mapa divulgou a habilitação da planta em Bagé, no Rio Grande do Sul, para exportar produtos in natura para Singapura. Já em 26 de dezembro de 2022, a unidade em Várzea Grande, no Mato Grosso, recebeu a autorização para exportar carne bovina ao Canadá. Segundo o Diretor de Exportação da Marfrig, Alisson Navarro, a novidade chega em um momento de relevância para o segmento. “O Brasil está na lista dos principais países exportadores que atendem aos rígidos protocolos exigidos no mercado externo. Indonésia, Canadá e Singapura fazem parte do nosso plano estratégico e possuem grande relevância, tanto pela atividade econômica quanto pela importância dos mercados.” Navarro afirma ainda que o aquecimento do setor no mercado internacional é favorável para estreitar ainda mais a relação da companhia com novos países. “Este é, sem dúvidas, um importante passo para a Marfrig.”

Marfrig

FRANGOS & SUÍNOS

Carnes começam ano com queda de preço para consumidores

As carnes começam o ano com pressão menor no varejo do que vinham tendo no ano passado. A queda ocorre devido à perda de preços no atacado, após recuos nos valores de negociações no campo

Mas não é só isso. Janeiro é um período de dificuldades maiores para o consumidor administrar suas finanças. Impostos, matrículas escolares e outras despesas típicas deste período do ano reduzem o poder de compra, afirma Luiz Henrique Alves de Melo, analista do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o preço da carne de frango caiu 1,3% nos últimos 30 dias no varejo e deve apresentar retração maior nas próximas semanas, uma vez que a queda no atacado já atingiu 7,62% nas duas semanas de janeiro para o frango congelado, conforme acompanhamento do Cepea. A tendência de queda ou de alta dos preços demora mais para aparecer nos dados da Fipe, uma vez que a instituição sempre compara os valores médios das últimas quatro semanas com os das quatro imediatamente anteriores. A carne suína tem recuo ainda maior que a de frango neste ano. O acompanhamento do Cepea mostra desaceleração de 17,1% no preço do suíno na granja, quando comparado o preço atual com o do final de dezembro. Essa queda no campo chega também aos consumidores. Há um mês, a Fipe apontava alta média de 2,33% nos preços médios da carne suína nos supermercados. Na divulgação do índice desta semana, já há uma estabilidade. A carne bovina também já dá sinais de queda no varejo, segundo a Fipe, refletindo a retração no campo. A arroba de boi gordo, que estava a R$ 340 há um ano, recuou para R$ 300 em junho e vale R$ 287 atualmente, mostra o Cepea. Nessa tendência de queda dos preços das proteínas no atacado, perdem mais competitividade as carnes bovina e suína, que têm um movimento menor de retração que o da carne de frango, afirma o analista do Cepea. Para Melo, é difícil estimar uma tendência de mercado para os próximos meses. Vai depender do movimento de abates, renda de consumidores, exportações e outros fatores. De acordo com o relatório mais recente da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), as exportações de janeiro deste ano de carnes “in natura” estão mais aquecidas que as de igual mês de 2022. Neste período, a venda externa de carne de frango aumentou 28%; a bovina, 18%; a suína, 8%. O mercado externo tem sido um balizador para a oferta e os preços internos. Os preços de exportação das carnes de frango e suína neste ano ainda superam os de janeiro de 2022. O da carne bovina, no entanto, recua 7%, segundo a Secex.

Folha de São Paulo

Suínos: preço da carcaça caiu forte em São Paulo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 118,00/R$ 124,00, enquanto a carcaça especial cedeu, pelo menos, 10,20%, valendo R$ 8,80/R$ 9,30 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (19), houve queda de 0,65% em Santa Catarina, chegando em R$ 6,14/kg, e de 0,32% no Paraná, atingindo R$ 6,14/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 6,96/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,19/kg), e em São Paulo (R$ 6,64/kg).

Cepea/Esalq

Frango com cotações estáveis na sexta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado baixou 0,65%, custando R$ 6,08/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 3,20/kg, enquanto no Paraná houve queda de 0,99%, atingindo R$ 4,98/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (19), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não sofreram alteração nos valores, custando, respectivamente, R$ 7,03/kg e R$ 7,26/kg.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Queda no preço do frango e alta nos dos insumos pressionam poder de compra do avicultor

As cotações do frango vivo têm registrado forte queda entre as médias de dezembro de 2022 e da parcial de janeiro (até o dia 18)

Na direção oposta, os valores dos principais insumos da atividade avícola (milho e farelo de soja) registram alta. Nesse cenário, o poder de compra do avicultor frente a esses insumos vem recuando de forma expressiva em janeiro. No estado de São Paulo, o preço médio do frango vivo nesta parcial de janeiro (até o dia 18) está em R$ 5,01/kg, queda de 4,2% em relação ao de dezembro de 2022. Segundo pesquisadores do Cepea, o recuo está atrelado à alta oferta da carne no mercado interno, o que, consequentemente, levou frigoríficos a demandarem menos lotes de frango vivo para abate. Para o milho, as altas nos portos no início do mês sustentam a vantagem frente ao frango. E para o farelo de soja, o baixo excedente do grão da safra 2021/22 reduziu a oferta do derivado no mercado doméstico. Com isso, é possível ao avicultor paulista a compra de 3,47 quilos de milho com a venda de um quilo de frango na parcial de janeiro, 5% a menos que em dezembro de 2022. De farelo de soja, é possível adquirir 1,68 quilo com a venda de um quilo do animal, quantidade 7,4% inferior no mesmo comparativo.

Cepea

INTERNACIONAL

Exportações do Brasil para países árabes atingem máxima em 33 anos, produtos agropecuários prevalecem

As exportações do Brasil para os 22 países da Liga Árabe geraram receita recorde de US$ 17,7 bilhões em 2022, a maior desde 1989, informou a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira na quinta-feira

O número representa um aumento de 23,06% em relação ao ano anterior e coloca o mundo árabe como um dos principais parceiros comerciais da nação sul-americana, que também faz muitos negócios com China e Europa. Os países árabes do Oriente Médio e Norte da África compram predominantemente produtos agrícolas como carne e grãos do Brasil. As vendas desses bens representaram 71% do total exportado pelo Brasil para a região, informou a Câmara.

REUTERS

Número de bovinos confinados nos EUA em janeiro registra queda de 3% em relação a jan/22

Volume de bovinos sendo confinados nos EUA em confinamentos com mais de 1000 cabeças é de 11,7 milhões de animais em 1 de janeiro do ano corrente, queda de 3% em relação ao mesmo período de 2022

A entrada de novos animais nos confinamentos norte-americanos em dezembro também registrou queda de 8% ante dez/21. Analogamente, as vendas de gado gordo em dezembro registraram queda em relação a dez/2021 da ordem de 6%. Além das adversidades climáticas observadas no final de 2022, que levaram ondas de frio à diversos polos produtores, é possível que os resultados registrados em dez/22 e jan/23 já sejam indícios do processo de retenção de fêmeas dos EUA, que deve se iniciar em 2023 e se intensificar em 2024.

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