CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1833 DE 05 DE OUTUBRO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1833 | 05 de outubro de 2022

 

NOTÍCIAS

Cenário estável persiste nas praças paulistas

Boa parte da ponta compradora seguiu fora das compras na manhã da terça-feira (4/10), resultando em mais um dia de estabilidade nas praças pecuárias de São Paulo

No interior de São Paulo, segundo apuração da Scot Consultoria, o boi gordo segue cotado em R$ 280/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas, respectivamente, por R$ 267/@ e R$ 278/@ (preços brutos e a prazo). A referência para o boi-China é de R$ 290/@ no mercado paulista, “mas, diante da forte pressão impostos por alguns frigoríficos, há negócios ocorrendo abaixo deste patamar”, informa a Scot. No Triângulo Mineiro, na comparação feita dia a dia, queda de R$2,00/@ na cotação do boi gordo, enquanto para vaca e novilha as cotações estão estáveis. Na exportação de carne bovina em setembro/22, o Brasil exportou 203,0 mil toneladas de carne bovina in natura. O volume médio diário embarcado foi de 9,7 mil toneladas, aumento de 8,6% frente à média de setembro/21 (8,9 mil toneladas).

SCOT CONSULTORIA

Boi: preços da carne voltam a subir no atacado

Os preços da carne bovina voltaram a subir no mercado atacadista; primeira quinzena do mês é pautada por uma melhor reposição

O mercado físico de boi gordo teve um dia de preços acomodados na terça-feira (4). Segundo o analista de Safras& Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos ainda carregam uma frente relativamente confortável em suas escalas de abate, em condições de realizar tentativas de compra abaixo da referência média para as boiadas junto aos pecuaristas. O mês de outubro costuma ter importância dentro da indústria frigorífica, uma vez que é um período onde as empresas começam os preparativos para atender a grande demanda de carne bovina que marca o final de ano. Portanto, é possível que haja espaço para alguma recuperação dos preços a partir da segunda quinzena do mês em caso de encurtamento das escalas de abate, assinalou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 292. No interior de Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 267. Na capital de Mato Grosso, a arroba ficou indicada em R$ 258. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 287 por arroba. Na capital de Goiás, a indicação foi de R$ 260 para a arroba do boi gordo. Os preços da carne bovina voltaram a subir no mercado atacadista. O quarto traseiro foi precificado a R$ 20,85 por quilo, alta de R$ 0,15. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 15,60 por quilo, alta de R$ 0,10. A ponta de agulha atingiu o patamar de R$ 15,55 por quilo, alta de R$ 0,15.

AGÊNCIA SAFRAS

Cenário global favorecerá carne brasileira no último trimestre, diz BTG

Quadro é mais positivo para pecuaristas do Brasil do que para os americanos, avalia o banco; margens caíram nos EUA no período entre julho e setembro

A demanda externa pelas carnes brasileiras, em especial a bovina, continuará forte no último trimestre de 2022, projeta o BTG Pactual, em relatório. Segundo o banco, o cenário global favorece mais os pecuaristas brasileiros do que os americanos, cujas margens diminuíram no terceiro trimestre. Thiago Duarte e Henrique Brustolin, analistas do BTG que assinam o relatório, dizem que as margens das proteínas de boi e de aves aumentaram no terceiro trimestre, a despeito de uma tendência de “normalização”. “A carne suína também continua se recuperando bem de suas baixas”, afirmam. Nesse contexto, o banco reiterou a indicação de compra para ações da JBS, maior empresa de carnes do mundo. Para a Marfrig, que exporta mais ao mercado americano, a recomendação continuou a ser neutra. “A oferta de gado deve diminuir ainda mais em 2023, o que significa que o espaço para surpresas positivas nos lucros parece muito mais limitado agora que o super ciclo do gado dos EUA mostra sinais de fadiga”, ponderam. Para a BRF, de aves e suínos, a indicação é neutra. Segundo os analistas, há risco de o desempenho da companhia no terceiro trimestre não ter sido tão forte quanto o BTG esperava.

VALOR ECONÔMICO

Rabobank estima alta de 1% no consumo doméstico de carne bovina em 2022

O consumo doméstico de carne bovina deve mostrar “ligeira recuperação” em 2022, com alta de 1% em relação ao registrado em 2021, segundo relatório divulgado pelo Rabobank na semana passada.

A demanda interna deve melhorar com as eleições presidenciais, Copa do Mundo de Futebol e a chegada das estações mais quentes. “Outro fator que deve favorecer a retomada do consumo interno é a melhora na competitividade com relação às carnes de frango e suína. Comparando os preços de agosto/22 com janeiro/22, a carne de frango valorizou 30% e a carne suína 15%, enquanto a carne bovina desvalorizou 13% no mesmo período”, disse o Rabobank no relatório Agro Info referente ao terceiro trimestre do ano. “O forte apelo cultural do consumidor local com a proteína bovina, que tem ficado mais acessível, já prejudica as vendas das outras carnes que iniciaram o mês de setembro com quedas de preços.” O Rabobank manteve a projeção de recuperação na produção de carne bovina neste ano em 3%, ante 2021, puxada por exportações recordes e ligeira recuperação no consumo doméstico.

CARNETEC

SP e GO registram aumento dos custos de produção de bovinos confinados

Na edição nº64, referente ao mês de setembro, o Informativo Mensal do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) identificou aumento nos custos da diária-boi (CDB) para os confinamentos de São Paulo (CSPm e CSPg) e Goiás (CGO), em comparação ao mês anterior, agosto

No levantamento realizado no mês de setembro foi identificado aumento nos preços de alguns insumos utilizados na alimentação dos animais nos estados de São Paulo e Goiás. Em São Paulo os preços do farelo de soja e milho grão aumentaram 5,17% e 8,57%, respectivamente, em relação a agosto. Em Goiás, o insumo que mais apresentou aumento também foi o farelo de soja, de 6,51%. Por fim, os custos das dietas apresentaram as seguintes elevações: 5,4%, 5,9% e 5,6% para as propriedades representativas CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. O software de formulação de Ração de Lucro Máximo (RLM) foi utilizado para encontrar a melhor dieta ao menor custo para as propriedades representativas. Foi registrada aumento em setembro no Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) para as propriedades CSPm, CSPg e CGO, em comparação ao mês anterior. Ainda assim, em 2022 o indicador acumulou alta de 0,28%, 0,29% e 0,10% para aquelas mesmas propriedades CSPm, CSPg e CGO. A taxa Selic considerada nos cálculos foi de 13,75% a.a. Essa taxa em setembro de 2021 era de 6,25% a.a. A taxa mais alta implica em maiores de custos de oportunidade. Os resultados de Custo Total por arroba foram de R$ 314,15, R$ 311,80 e R$ 293,16 para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. Isso sugere que os confinadores deveriam receber valores superiores a esses para obterem lucro econômico na atividade.

Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da FMVZ/USP

Valor em dólar do boi gordo brasileiro é o mais baixo entre principais atores do mercado internacional

A arroba de boi gordo da Austrália perdeu a liderança no mercado internacional para os Estados Unidos, que teve uma valorização de 1,62% entre julho/22 e agosto/22, atingindo US$ 85,06/@, em média, aponta o Imea

Diante de um cenário de maior quantidade de animais ofertados para o abate, aliado a um desempenho ainda fraco do consumo interno de carne bovina, o valor médio da arroba do boi gordo produzido no Mato Grosso recuou 1% em agosto/22 ante o patamar de julho/22, ficando em US$ 52,82/@, informa o Instituto Mato-Grosssense de Economia Agropecuária (Imea). Trata-se da menor cotação da arroba dentre os principais atores do mercado internacional da carne, aponta o instituto. No mesmo período de comparação, a arroba australiana também registrou queda, de 2,1% no indicador, fechando na média de US$ 81,82/@. Segundo Imea, essa queda da arroba na Austrália deveu-se ao aumento do estoque de animais no país, somado aos receios sanitários diante dos casos de febre aftosa na Indonésia, país vizinho. Sendo assim, a arroba de boi gordo da Austrália perdeu a liderança no mercado internacional para os Estados Unidos, que teve uma valorização de 1,62% entre julho/22 e agosto/22, atingindo US$ 85,06/@, em média. Estados Unidos: US$ 85,06/@ Austrália: US$ 81,82/@ Argentina: US$ 57,89/@ Paraguai: US$ 55,01/@ São Paulo: US$ 60,94/@ Mato Grosso: US$ 52,82/@

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar tem leve queda com apetite por risco global

O dólar teve leve queda frente ao real na terça-feira, sob alguma pressão das fortes perdas da divisa norte-americana no exterior, com investidores ajustando posições depois de tombo da moeda na véspera e monitorando o noticiário eleitoral doméstico

A moeda norte-americana à vista teve queda de 0,18%, a 5,1678 reais. Na B3, às 17:10 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,06%, a 5,2050 reais. Alguns investidores atribuíram parte da recuperação do dólar frente aos menores patamares do dia a um ajuste técnico, depois que a divisa despencou mais de 4% na véspera, maior queda desde meados de 2018, com investidores reagindo positivamente à eleição de um Congresso mais à direita no domingo passado. O dia era de ampla fraqueza do dólar no exterior, com a divisa perdendo entre 0,6% e 1,2% frente a peso chileno, peso colombiano e rand sul-africano, pares emergentes do real. Um índice que compara o dólar a seis rivais fortes caía mais de 1% nesta tarde, enquanto as principais bolsas de valores do mundo fecharam em forte alta. Leonel Mattos, analista de mercado da StoneX, atribuiu o otimismo externo à expectativa de que os principais bancos centrais do mundo –que têm subido os juros de forma vertiginosa neste ano– possam moderar o ritmo de aperto monetário, esperança que foi alimentada pela decisão do BC da Austrália de promover um aumento menor do que o esperado nos custos dos empréstimos. Para além de movimentos de ajuste, o noticiário político doméstico também evitou que o real aproveitasse mais expressivamente a onda externa de apetite por risco, depois que Ciro Gomes disse que acompanhará a decisão de seu partido, o PDT, de apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto contra o atual presidente Jair Bolsonaro (PL). A notícia ajudou a afastar o dólar das mínimas do dia, afirmou Rostagno, do Mizuho. Alguns especialistas têm dito que o mercado de câmbio doméstico pode começar a ficar mais sensível ao noticiário político e às pesquisas eleitorais diante da perspectiva de um segundo turno muito disputado. Já para o Congresso, boa parte das 27 vagas em jogo no Senado foi levada por candidatos declaradamente bolsonaristas, o que os mercados interpretaram como sinal de que, mesmo que Lula chegue ao Planalto, deve enfrentar resistência no Legislativo à agenda econômica e fiscal prometida durante sua campanha.

REUTERS

Ibovespa fecha com variação discreta

O Ibovespa fechou com uma variação discreta na terça-feira, em meio a movimentos de realização de lucros, com estatais como Petrobras e Banco do Brasil entre as maiores pressões de baixa

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,08%, a 116.230,12 pontos, recuperando o sinal positivo nos ajustes finais. O volume financeiro totalizou 34,8 bilhões de reais. “Mercado de ressaca hoje”, avaliou o analista Régis Chinchila, lembrando a forte alta da véspera, quando Ibovespa saltou 5,5%, maior ganho percentual desde abril de 2020, na esteira do resultado do primeiro turno das eleições no país. Investidores se animaram com a perspectiva de um Congresso Nacional mais ao centro, com um viés potencialmente liberal, além da disputa mais apertada do que o previsto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). O entendimento é de que uma composição mais centrista no Senado e na Câmara dos Deputados diminui a chance de grandes desvios na condução de políticas, independentemente de quem sair vencedor no segundo turno. Ainda assim, agentes financeiros avaliam que período até o segundo turno tende ser volátil, conforme Lula e Bolsonaro se movimentam para angariar votos de candidatos derrotados na votação de domingo. “As próximas semanas devem ser marcadas pela alta volatilidade em decorrência de uma disputa acirrada entre os candidatos à Presidência”, ponderou Chinchila. Mais uma vez o exterior contribuiu positivamente, em meio a expectativas de moderação em altas mais agressivas de juros pelos bancos centrais. Em Wall Street, o S&P 500 saltou 3,1%. A sessão na Europa também foi de ganhos.

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IPC-Fipe sobe 0,12% em setembro

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo registrou alta de 0,12% em setembro, repetindo a taxa do mês anterior, com a queda dos custos de Transportes compensando o avanço em Despesas Pessoais

Os dados divulgados na terça-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que a maior influência positiva partiu da alta de 1,58% do grupo Despesas Pessoais. Por outro lado, os preços de Transportes tiveram queda de 1,71% e os de Alimentação recuaram 0,22%, os dois únicos grupos a apresentar deflação em setembro. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

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Dívida bruta recua ao pré-pandemia, mas fica 49% mais cara

Disparada da inflação e alta dos juros pelo Banco Central ajudam a explicar cenário

Embora a dívida bruta tenha alcançado o mesmo nível em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) observado antes da pandemia de covid-19, ela custa agora 49% a mais aos cofres públicos. Isso ocorre porque grande parte dos títulos emitidos pelo governo para se financiar é atrelada à taxa básica de juros e à inflação – e ambas estão em patamares mais elevados. Em julho deste ano, último dado publicado pelo Banco Central, o endividamento ficou em 77,6%, semelhante ao número de março de 2020, de 77,03%, quando o vírus chegou ao Brasil. Os gastos com juros, contudo, passaram de R$ 394,45 bilhões, o equivalente a 5,28% do PIB, para R$ 586,42 bilhões, 6,31% do PIB, no mesmo período. No início da pandemia, a taxaSelic estava a 4,25% ao ano e foi reduzida a 3,75% em março, no primeiro movimento da autoridade monetária para fazer frente aos efeitos da crise sanitária na economia. Na época, a inflação acumulada em 12 meses estava em 3,30%. Hoje, o país convive com inflação elevada e juros a dois dígitos. Na quarta-feira passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve os juros a 13,75% ao ano e indicou que pretende deixá-los neste patamar por período “suficientemente prolongado”. A inflação acumulada em 12 meses ficou em 8,73% em agosto e voltou a um dígito após 11 meses acima dos 10%. Em abril deste ano, o índice chegou a 12,13%, maior patamar desde outubro de 2003. Com cortes recentes de impostos, a projeção do BC para este ano caiu para 5,8%, ainda acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3,5% com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais e para menos. O endividamento público entrou em trajetória de forte crescimento no início da pandemia. Com o isolamento social e medidas de restrição para conter a transmissão do vírus, o governo precisou gastar mais em medidas de combate, como o auxílio emergencial e linhas de crédito para empresas. Em outubro de 2020, a dívida alcançou o pico de 89% e voltou a cair nos meses seguintes, com redução de gastos e aumento da arrecadação. A inflação também teve papel importante na queda porque contribuiu para o crescimento do PIB nominal, que é o denominador da proporção, e para o aumento das receitas, que levou o governo a registrar sucessivos superávits. Segundo especialistas ouvidos pelo Valor, as condições de rolagem da dívida pioraram em comparação ao início da pandemia em razão do aperto monetário promovido pelo BC e da escalada dos preços. Além disso, com a perspectiva de expansão fiscal nos próximos anos e baixo crescimento econômico, os analistas preveem aumento do endividamento. “Nosso custo de financiamento da dívida chegou a patamares da época do impeachment [da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016], quando a incerteza era enorme, apesar do cenário muito mais positivo em termos de atividade agora”, destacou Juliana Damasceno, economista da Tendências Consultoria. Em seu ponto de vista, o país não está aproveitando a “onda de resultados fiscais positivos” para melhorar as condições de solvência. “Na ausência dessa ajuda atípica que estamos vivendo nos fluxos de arrecadação e primário, o esforço de um ajuste terá de ser muito maior [no futuro]. Estamos ignorando os custos de médio de longo prazo ao comemorar essa melhora da relação dívida/PIB”, disse. Juliana ponderou ainda que um PIB nominal maior melhora “artificialmente” o percentual da dívida, já que o estoque continua subindo. “Mas isso vem de uma inflação maior, muito grave para os mais vulneráveis. O quadro social mais grave exige, por sua vez, mais atuação do Estado, principalmente através de programas de transferência de renda. Ou seja, mais gasto.”

VALOR ECONÔMICO

Brasil deve crescer menos que a média da América Latina, diz Banco Mundial

Para reduzir déficit fiscal, é preciso cortar gastos ineficientes, e não investimento público, diz órgão

O Brasil deve registrar neste ano um crescimento econômico abaixo da média dos vizinhos da América Latina e Caribe, segundo relatório do Banco Mundial publicado na terça-feira (4). Pelas estimativas do órgão, enquanto a média do PIB (Produto Interno Bruto) da região crescerá 3%, no Brasil essa taxa deve ficar em 2,5%. Entre as maiores economias da região, o Brasil deve ter crescimento maior que o México (1,8%) e o Chile (1,8%), mas abaixo da Argentina (4,2%), Colômbia (7,1%) e Peru (2,7%). A previsão do PIB por si não revela outros fatores importantes das economias locais — a Argentina por exemplo, chegou a setembro com inflação anual de 78,5% —, mas mostra a dificuldade em acelerar o crescimento econômico no pós-pandemia. Desde os governos Dilma Rousseff e Michel Temer (2011-2018) o Brasil tem crescimento abaixo da média global, e deve repetir essa tendência com Bolsonaro. Segundo o relatório, na maior parte dos países da região o PIB e os índices de emprego estão no mesmo nível pré-pandemia, com sistemas bancários sólidos e encargos da dívida administráveis. O cenário previsto pelo Banco Mundial agora é mais positivo do que a previsão feita em abril, quando a instituição esperava que a América Latina crescesse 2,3%. Para o ano seguinte, a previsão é menor. O Brasil deve crescer 0,8% em 2023, segundo o estudo, metade da média regional, de 1,6%. Já em 2024, a previsão é que o Brasil veja seu PIB subir 1,8%, enquanto na América Latina e Caribe o aumento esperado é de 2,3%. Esse crescimento a 1,6% para o ano que vem está próximo do que a região viu ao longo da década de 2010, e por isso é classificado como “medíocre, mas resiliente” pelo Banco Mundial. São taxas “baixas e insuficientes para realmente reduzir a pobreza ou influir na prosperidade”, diz o relatório. “Sugerem, se não uma armadilha de crescimento, pelo menos a continuidade de um desempenho medíocre.” Segundo a instituição, é preciso investir a longo prazo em infraestrutura, educação e inovação tecnológica.

FOLHA DE SP

LEGISLAÇÃO

Bandeja de carne moída terá limite de 1 kg; veja mudanças

Produto deve ser embalado imediatamente e açougue não pode misturar miúdos ou raspagem de ossos

A partir do dia 1º de novembro, estabelecimentos e indústrias produtores de carne moída terão novas regras para vender o produto. Entre elas, embalar o alimento imediatamente após a moagem e vender em pacotes com peso máximo de 1 quilo. Os estabelecimentos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento terão um ano para se adequar e o prazo começa a contar a partir de novembro. PRINCIPAIS REGRAS: Cada embalagem deverá ter no máximo 1 quilo; Será preciso refrigerar ou congelar logo após moer a carne; A carne moída resfriada deverá ser mantida entre 0°C e 4°C; A carne moída congelada precisará ficar na temperatura máxima de -12°C; Não é permitido raspar ou moer ossos ou miúdos; É proibida a utilização de carne industrial; A porcentagem máxima de gordura deverá ser informada no painel principal, próximo à prateleira. As determinações estão no regulamento técnico de Identidade e Qualidade da carne moída aprovado e publicado no Diário Oficial da União pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O objetivo, segundo a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lúcia Viana, é assegurar a qualidade do produto para os consumidores. O produto deve conter exclusivamente carne, não poderá sair do equipamento de moagem com temperatura superior a 7° C e deverá ser submetido imediatamente ao resfriamento ou ao congelamento rápido. “É proibida a utilização de carne industrial para a fabricação de carne moída e a obtenção de carne moída a partir de moagem de miúdos”, afirma o ministério, em nota. Também fica proibida a obtenção de carne moída a partir de moagem de carnes oriundas da raspagem de ossos ou obtidas de quaisquer outros processos de separação mecânica dos ossos. Já a carne obtida das massas musculares esqueléticas será ingrediente obrigatório na fabricação de carne moída a partir do mês que vem. Nos supermercados, a carne moída resfriada deverá ser mantida entre 0° C e 4° C e a carne moída congelada à temperatura máxima de -12° C. Já a porcentagem máxima de gordura do produto deverá ser informada no painel principal, próximo à prateleira. Os dizeres “Proibida a venda a varejo” deverão constar com caracteres destacados em corpo e cor, no painel principal do rótulo, quando as embalagens tiverem peso superior a 1 quilo. Os produtos fabricados até o final do prazo de adequação poderão ser comercializados até o fim do seu prazo de validade.

FOLHA DE SP

FRANGOS & SUÍNOS

Preço da carcaça especial suína sobe mais de 2% na terça-feira (4)

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu 1,67%/2,40%, chegando em R$ 122,00/R$ 128,00, enquanto a carcaça especial aumentou 2,22%/2,13%, custando R$ 9,20/kg/R$ 9,60/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (3), houve queda de 0,60% em São Paulo, atingindo R$ 6,65/kg, e de 0,32% em Santa Catarina, valendo R$ 6,21/kg. Em Minas Gerais, o preço do suíno vivo elevou 1,68%, subindo para R$ 6,64/kg, avanço de 1,63% no Paraná, chegando em R$ 6,22/kg, e de 0,78% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 6,42/kg.

Cepea/Esalq

Frango estável na terça-feira (4). Ave no atacado de SP sobe 0,68%

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,68%, cotado em R$ 7,35/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,23/kg, da mesma forma que no Paraná, valendo R$ 5,31/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (3), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficara estáveis, fechando, respectivamente, em R$ 8,08/kg e R$ 8,02/kg.

Cepea/Esalq

Holanda vai abater cerca de 102 mil aves para conter surto de gripe aviária

A Holanda vai abater cerca de 102.000 galinhas em uma fazenda na cidade de Kiel-Windeweer, no Norte, após a detecção de uma cepa altamente infecciosa de gripe aviária, disse o governo na terça-feira

Quinze casos da forma altamente letal da gripe aviária foram relatados na Holanda no mês passado, após dezenas de casos no início do ano. A França também viu um ressurgimento de casos depois de experimentar sua pior onda de gripe aviária no início deste ano.

REUTERS

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