CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1832 DE 04 DE OUTUBRO DE 2022

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Ano 8 | nº 1832 | 04 de outubro de 2022

 

NOTÍCIAS

Semana abre com estabilidade para as praças pecuárias paulistas. Queda no Paraná

Seguindo o ritmo de sexta-feira (30/9), o começo da semana foi marcado pela estabilidade, com frigoríficos fora das compras.

Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, o boi gordo segue cotado em R$ 280/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas, respectivamente, por R$ 267/@ e R$ 278/@ (preços brutos e a prazo). O boi-China está cotado em R$ 290/@ nas praças do interior de São Paulo (preço bruto e a prazo), informa a Scot. No Noroeste do Paraná, na comparação com a última sexta-feira (30/9), queda de R$1,00/@ na cotação do boi e novilha gordos. Para a vaca gorda, queda de R$2,00/@. No atacado de carne com osso, com a virada de mês e expectativa de melhora no consumo no mercado interno, o movimento de queda nas cotações da carne com osso deu trégua. Os ajustes positivos vêm puxados, principalmente, pelo dianteiro, que subiu 1,0% nos últimos sete dias. A carcaça casada de bovinos castrados e inteiros receberam incrementos de 0,6% e 0,7%, respectivamente, na comparação feita semanalmente.

SCOT CONSULTORIA

Volume exportado de carne bovina in natura ultrapassa as 200 mil toneladas em setembro

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, os embarques de carne bovina in natura finalizaram o mês com 203 mil toneladas em 21 dias úteis. No ano passado, o mês de setembro havia batido recorde com 186,9 mil toneladas embarcadas

No comparativo mensal, o volume ficou próximo ao de agosto deste ano, com 203,2 mil toneladas em 23 dias úteis. A média diária movimentada ficou em 9,6 mil toneladas alta de 8,6%, frente a setembro do ano anterior, com 8,9 mil toneladas. Para o analista de mercado da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, “agora temos que ter atenção para a queda dos preços internacionais da carne bovina e ao processo de desvalorização da moeda chinesa que enfraquece as importações”, explicou. Há ainda o feriado prolongado na China, a Golden Week ou Semana Dourada, quando acontecem comemorações durante os dias 1º e 7 de outubro, para celebrar a fundação da República Popular da China. O analista estima que isso pode impactar as exportações em outubro. Os preços médios em setembro ficaram próximos de US$ 6.001 por tonelada, alta de 3,7% frente a setembro de 2021, com preços médios de US$ 5.788 por tonelada. O valor das exportações foi US $1,218 bilhão e em setembro do ano anterior foi de US $1,082 bilhão. A média diária ficou em US$ 58 milhões, alta de 12,6%, frente a setembro do ano passado, com US$ 51,543 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS

Itaú BBA: Melhoram resultados dos frigoríficos de mercado interno

Preços recordes ou altas intensas para arroba do boi estão praticamente descartados; no máximo veremos uma leve alta nas cotações

As indústrias frigoríficas tiveram uma melhora na rentabilidade durante o mês de setembro, porém isso ainda não se refletiu em preços melhores para arroba do boi gordo. Estimativa do banco Itaú BBA aponta que a demanda de final de ano não será suficiente para elevar os preços da arroba bovina.  Segundo o Consultor de Agronegócio do Itaú BBA, César de Castro Alves, novas altas para os preços da arroba estão descartadas no curto prazo. “O que pode acontecer é ter leves altas pontuais na arroba bovina, mas ainda temos os frigoríficos com escalas confortáveis e uma oferta de animais que está superior a demanda”, comentou. Para o segundo giro do confinamento, a expectativa é que pode haver uma redução da oferta de animais para a engorda em função dos desestímulos que o pecuarista teve em agosto. “Os altos custos e também a queda nos preços da arroba fez com que os confinadores não colocassem tantos animais para a engorda neste final de ano”, relatou. Com relação ao mercado externo, o consultor apontou que os compradores chineses estão buscando negociar novos preços para a carne bovina brasileira. “A China vem pressionando os preços, sendo que em julho estava próximo de US$ 6,800 por tonelada, e agora, está próximo de US$ 6.000 por tonelada. Isso é um ponto que precisamos acompanhar”, comentou.

Itaú BBA

O mercado físico do boi gordo começou outubro com preços estáveis

O ambiente de negócios no mercado do boi gordo sugere pouco espaço para recuperação dos preços, mesmo durante a primeira quinzena de outubro

“Os frigoríficos ainda contam com uma confortável frente em suas escalas de abate, com capacidade de exercer pressão sobre os preços da arroba do boi junto aos criadores”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias. Já as exportações de carne bovina seguem robustas, com ótimo desempenho registrado ao longo do mês de setembro.  “A política monetária chinesa será preponderante para o entendimento do fluxo exportador brasileiro no último trimestre do ano”, afirmou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 292. No interior de Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 267. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 258. No interior de Minas Gerais, preços a R$ 287 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 260 para a arroba do boi gordo. A carne bovina se manteve com preços estáveis no mercado atacadista na segunda-feira (3). O quarto traseiro permaneceu precificado a R$ 20,70 por quilo. O quarto dianteiro seguiu no patamar de R$ 15,50 por quilo. A ponta de agulha permaneceu com preço de R$ 15,40 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em queda de 4,02%, a R$5,177 na venda

O dólar desabou 4% e marcou sua maior baixa percentual diária em mais de quatro anos nesta segunda-feira, depois que um resultado mais apertado do que o esperado no primeiro turno das eleições presidenciais melhorou a perspectiva de investidores sobre a agenda econômica e fiscal do próximo governo do país

A moeda norte-americana à vista despencou 4,02%, a 5,1770 reais, em sua maior queda percentual diária desde o recuo de 5,6% visto em 8 de junho de 2018. Na ocasião, a divisa norte-americana foi abatida por intervenção do Banco Central no câmbio e teve seu tombo mais expressivo desde outubro de 2008. Na B3, às 17:05 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 4,10%, a 5,2075 reais.

REUTERS

Governo corta projeção de superávit comercial em 2022 para US$55,4 bi, ante US$81,5 bi

O Ministério da Economia revisou para baixo a projeção para o resultado da balança comercial brasileira no encerramento de 2022, diante de um recuo na expectativa para exportações e uma alta na estimativa das importações

De acordo com a nova previsão da pasta, apresentada na segunda-feira, o saldo comercial do ano deve ficar positivo em 55,4 bilhões de dólares, ante projeção de 81,5 bilhões de dólares feita em julho. Com a revisão, se confirmado, o saldo do ano será 9,7% menor do que o observado em 2021, quando ficou positivo em 61,4 bilhões de dólares, resultado anual recorde. A mudança no cálculo foi impulsionada por um corte na projeção para as exportações, estimadas agora pelo governo em 330,3 bilhões de dólares, ante previsão de 349,4 bilhões de dólares previstos em julho. Pelo lado das importações, a projeção passou de 268,0 bilhões de dólares para 274,9 bilhões de dólares no ano. No mês de setembro, a balança comercial brasileira registrou superávit de 3,994 bilhões de dólares em setembro, informou a pasta. O dado veio abaixo da expectativa de mercado, que apontava saldo positivo de 4,750 bilhões de dólares para o período, segundo pesquisa Reuters. O número do mês passado é resultado de 28,950 bilhões de dólares em exportações e 24,957 bilhões de dólares em importações.

REUTERS

Demanda esfria e indústria do Brasil perde força em setembro, mostra PMI

A indústria brasileira perdeu força em setembro diante de sinais de estagnação da demanda, com os novos trabalhos expandindo ao ritmo mais fraco em sete meses, ainda que a inflação tenha dado sinais de alívio, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da S&P Global

Os dados divulgados na segunda-feira mostraram que o PMI de indústria do Brasil recuou a 51,1 em setembro, de 51,9 em agosto, permanecendo em território de expansão pelo sétimo mês seguido, mas no patamar mais fraco nesse período. Ainda que o aumento das vendas e esforços para recompor estoques tenham dando sustentação ao setor no mês, os dados indicam queda do índice no terceiro trimestre a 52,3, de 53,4 entre abril e junho, de acordo com o levantamento. O aumento das novas encomendas, maior subcomponente do PMI, foi bem menos intenso em setembro, no ritmo mais fraco da atual sequência de sete meses de expansão. De acordo com a S&P Global, a expansão foi contida pela redução do poder de compra de clientes, fraqueza no setor automotivo e vendas fracas no varejo. A demanda global mais fraca restringiu a entrada de novas encomendas de exportação em setembro, que recuaram pelo sétimo mês seguido e tiveram a maior contração desde meados de 2020. “Existem sinais claros e preocupantes de que a demanda está vacilando, em paralelo com o aumento de velocidade da contração de vendas internacionais, em meio a condições econômicas globais desafiadoras”, destacou a diretora associada de economia da S&P Markit, Pollyanna De Lima. Os dados de setembro ainda mostraram considerável recuo nas pressões de custos, com os preços dos insumos subindo à taxa mais fraca em quase oito anos. Preços mais baixos de commodities, metais e plásticos colaboraram para esse resultado. Diante das pressões de custos mais baixas, condições competitivas e vendas fracas, a inflação de venda também esfriou em setembro, com os preços subindo no ritmo mais lento desde dezembro de 2019.

REUTERS

IPC-S passa a subir 0,02% em setembro após dois meses de quedas, mostra FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou variação positiva de 0,02% em setembro, deixando para trás uma queda de 0,57% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira

Com isso, o índice passou a acumular avanço de 5,13% nos 12 meses até setembro, de uma alta de 6,62% em agosto. Após dois meses de deflação do IPC-S, dados da FGV mostram que, no mês, a queda nos custos de Transportes perdeu força, com recuo de 2,63% ante deflação de 3,56% em agosto. A maior taxa em setembro foi registrada por Educação, Leitura e Recreação, de 4,36%, acelerando com força ante alta de 0,46% no mês anterior. Os custos de Habitação, por sua vez, avançaram 0,40%, depois de recuo de 0,09% em agosto. Por outro lado, Alimentação teve queda de 0,29% nos preços, de um aumento de 0,07% em agosto.

REUTERS

Analistas melhoram cenário para inflação e PIB este ano no Focus

O mercado voltou a melhorar suas perspectivas tanto para a inflação quanto para a atividade econômica neste ano, mantendo o cenário para a política monetária de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira

O Focus mostrou que a conta para a inflação este ano caiu pela 14ª vez seguida e foi a 5,74%, de 5,88% na semana anterior. Para 2023 e 2024 não houve alterações, com a alta do IPCA calculada respectivamente em 5,00% e 3,5%. O centro da meta oficial para a inflação em 2022 é de 3,5%, para 2023 é de 3,25% e para 2024 é de 3,0%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou ainda melhora no cenário para o Produto Interno Bruto (PIB). As estimativas de crescimento são agora de 2,70% em 2022 e 0,53% em 2023, de 2,67% e 0,50% calculados antes. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda manutenção das expectativas para a taxa básica de juros, com a Selic calculada em 13,75% e 11,25% para este ano e o próximo, após o BC ter interrompido seu ciclo de aperto monetário no mês passado. A autoridade monetária avaliou que uma elevação adicional da Selic na última reunião teria reforçado postura de vigilância e refletiria uma atividade econômica mais forte do que esperada, mas a decisão final de manter a taxa em 13,75% considerou cautela e necessidade de avaliar os impactos do aperto feito até agora nos juros.

REUTERS

EMPRESAS

Divergências travam debate de regras para proteínas alternativas

Ministro Marcos Montes sugere proibição de termos como carne e leite para produtos de base vegetal

As divergências sobre a nomenclatura das proteínas alternativas travaram o andamento da proposta de regulamentação do mercado de produtos plant-based no país. A minuta de normativa, que estava prestes a entrar em consulta pública, deverá ser reestruturada após o ministro da Agricultura, Marcos Montes, defender a proibição do uso de termos como “carne”, “leite”, “hambúrguer” e “queijo” para designar itens que não sejam de origem animal. Em agosto, Montes enviou ofícios aos ministérios da Saúde e da Justiça solicitando a “urgente restrição dos rótulos e marcas comerciais que usam indevidamente o nome de produtos tradicionais de origem animal em produtos de origem vegetal”. O texto diz que “utilizar os mesmos nomes para designar produtos vegetais, que têm diferentes características e distintos valores nutricionais, induz o consumidor a erro”. Para o ministro, o consumidor pode “achar que está adquirindo produto conhecido e com as mesmas características, o que não é verdade”. Uma nota técnica do ministério foi mais enfática e pediu que se coíba o uso dos termos tradicionais nos produtos plant-based, mesmo que acompanhados das expressões “vegetal” ou “vegano”. O documento critica, por exemplo, as designações de itens como “creme de leite de arroz”, “queijo vegano” e “manteiga de coco”. Documento critica designações como “creme de leite de arroz”,“queijo vegano” e “manteiga de coco” O ofício e a nota técnica não levaram em consideração o trabalho da equipe do próprio ministério, que desde 2019 discute o tema com diversos agentes das cadeias de produção vegetal e animal para buscar consensos sobre as normas. O teor enfático dos documentos foi recebido como um balde de água fria, apurou o Valor. A proposta inicial era criar uma regulamentação com informações claras e conceitos básicos, mas sem proibições contundentes. O trabalho estava estruturado e havia possibilidade, mesmo que remota, de a assinatura ocorrer ainda em 2022. Agora, vai se tentar definir um texto que possa entrar em consulta pública até o fim do ano. Pequenos e médios frigoríficos – que, ao contrário das grandes empresas de carne, não investem em proteínas alternativas – e também laticínios temem perder mercado para os produtos plant-based que usam a nomenclatura “tradicional”. Esses segmentos comemoraram a posição que o ministério adotou no ofício e na nota técnica. “O vácuo legal abre a possibilidade de abusos e de uso indevido da nomenclatura, além de aumentar a chance de pedidos de fiscalização e apreensão de produtos já amplamente comercializados”, afirmou ao Valor uma pessoa a par das discussões. Há críticas de que a discussão teria ficado mais “política” do que “técnica”. “A tentativa de regulação deu dois passos para trás”, disse. O ministro Marcos Montes pediu posicionamentos técnicos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vinculada ao Ministério da Saúde, e à Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, que ainda não responderam oficialmente. Ele também sugeriu a criação de uma norma conjunta para regular o setor de plantbased que preveja “novos termos para esses produtos distintos”, citando o exemplo da “diferenciação bem-estabelecida na sociedade brasileira” entre a manteiga, de origem animal, e a margarina, de base vegetal.

VALOR ECONÔMICO

Marfrig adere a acordo para redução de emissões de gases de efeito estufa em SP

Companhia é a primeira do segmento de proteínas animais a se unir à iniciativa da Cetesb

A Marfrig informou que se tornou a primeira empresa de proteína animal a aderir ao acordo ambiental da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para a redução voluntária das emissões de gases causadores do efeito estufa. A companhia, uma das maiores de carnes do mundo, se comprometeu a reduzir as emissões de suas unidades no Estado em 93,5%, até 2030. O acordo prevê o reconhecimento dos participantes como membros da comunidade de líderes em mudanças climáticas. A iniciativa também vai incentivar a implementação de novas tecnologias e soluções para a agenda climática

VALOR ECONÔMICO

JBS encerra operação de proteína vegetal nos EUA

A maior processadora de carnes do mundo disse que pretende concentrar esforços em suas operações de produtos à base de plantas no Brasil e na Europa

A JBS anunciou que está encerrando seu negócio de proteína vegetal nos Estados Unidos, Planterra, três anos após o seu lançamento. A maior processadora de carnes do mundo disse que pretende concentrar esforços em suas operações de produtos à base de plantas no Brasil e na Europa, que estão ganhando participação de mercado. A Planterra fabrica uma linha de produtos sob a marca Ozo. O encerramento das operações afeta 121 trabalhadores no Colorado, de acordo com o departamento do trabalho do Estado. A JBS disse que está conversando com os trabalhadores da Planterra para tentar realocá-los em outras unidades da companhia.

ESTADÃO CONTEÚDO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: mercado estável. Única alta foi de 2,19% para o vivo em MG

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 120,00/R$ 125,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,00/kg/R$ 9,40/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (30), houve aumento de 2,19% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,53/kg, e queda de 0,49% no Paraná, atingindo R$ 6,12/kg. Ficaram inalteradas as cotações no Rio Grande do Sul (R$ 6,37/kg), Santa Catarina (R$ 6,23/kg), e em São Paulo (R$ 6,69/kg).

Cepea/Esalq

Exportação de carne suína com aumento no preço médio em setembro

O volume embarcado passou das 94 mil toneladas, resultado positivo para o setor

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura em setembro ultrapassaram 94 mil toneladas embarcadas. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “o que importa é a alta do preço médio, que torna a situação mais interessante. Na China, os preços caíram localmente e internacionalmente no primeiro semestre deste ano, e quando subiu novamente na China, globalmente os preços da proteína subiram também. Isso porque a China é dona de metade dessa produção, e ainda assim são dependentes de importação, então eles têm a capacidade de interferir no mercado global”, disse ele. A receita, US$ 231 milhões, representa 95,4% do montante obtido em setembro de 2021, que foi de US$ 242 milhões No volume embarcado, as 94.276 toneladas são 92,6% do total registrado em setembro do ano passado, com 101.792 toneladas. Na comparação com mês anterior, a receita representa 91,03% do total registrado em agosto, com US$ 253,8 milhões. No volume, as 94.276 toneladas representam 88,7% do que foi computado em agosto, com 106.373 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 11 milhões, valor 4,6% menor do que setembro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve baixa de 8,6%. Em toneladas por média diária, foram 4.489 toneladas, recuo de 7,4% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, retração de 8,3%. No preço pago por tonelada, US$ 2.450, ele é 3,1% superior ao praticado em setembro passado. Frente a semana anterior, a ligeira queda de 0,27%.

AGÊNCIA SAFRAS

Ministério apresenta plano para controle da peste suína africana no Brasil

Em novembro, Pasta fará exercício de combate a foco da doença em Santa Catarina

O Ministério da Agricultura apresentou na segunda-feira o Plano de Contingência para Peste Suína Africana, que estabelece os princípios, estratégias e medidas para contenção e a erradicação de focos da doença. Em caso de ocorrência de peste suína africana no país, o ministério vai declarar estado de emergência zoossanitária e adotar uma série de medidas descritas no plano. Com status de país livre da PSA, o Brasil registrou o último foco em 1981. No mês que vem, a Pasta fará um exercício simulado em Santa Catarina, que terá apoio do governo estadual e da iniciativa privada. Como parte do trabalho, o ministério vai instalar um Centro de Operações de Emergência Zoossanitária, no qual os participantes vão treinar organização e procedimentos técnicos como vigilância, investigação clínica e epidemiológica e colheita e envio de amostras para diagnóstico laboratorial.

VALOR ECONÔMICO

Mercado do frango com leves quedas para a ave congelada ou resfriada em SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, assim como o frango no atacado ficou estável em R$ 7,30/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,23/kg, da mesma forma que no Paraná, valendo R$ 5,31/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (30), a ave congelada cedeu 0,25%, atingindo R$ 8,08/kg, enquanto o frango resfriado baixou 0,37%, fechando em R$ 8,02/kg.

Cepea/Esalq

Receita com as exportações de carne de frango em setembro é 12,4% maior

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, a exportação de carne de aves in natura até o final de setembro (21 dias úteis) superou em 12,4% a receita obtida em setembro do ano passado

A receita, US$ 753,9 milhões, superou em 12,4% o montante obtido em setembro de 2021, que foi de US$ 670,6 milhões. No volume embarcado, as 364.238 toneladas são 93,7% do total registrado em setembro do ano passado, com 388.534 toneladas. Em comparação com o mês anterior, a receita representa 90,7% do total registrado em agosto, US$ 830,7 milhões. No volume, as exportações representam 91,4% do total computado em agosto, 398.599. A receita por média diária foi de US$ 35.9 milhões, valor 12,4% maior que o registrado setembro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve baixa de 9,6%. Em toneladas por média diária, 17.344 toneladas, houve recuo de 6,3% no comparativo com o mesmo mês de 2021.  Em relação à semana anterior, retração de 5,8%. No preço pago por tonelada, US$ 2.450, ele é 19,9% superior ao praticado em setembro do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa ligeiro aumento de 17,8%.

AGÊNCIA SAFRAS

França eleva nível de alerta de gripe aviária após ressurgimento do vírus

A França reforçará as medidas para conter a gripe aviária após um ressurgimento do vírus que varreu os rebanhos de aves no inverno passado, disse o Ministério da Agricultura, acrescentando que o nível de alerta nacional sobre a gripe aviária foi elevado para “moderado”

A França experimentou sua pior crise de gripe aviária entre novembro e maio, com mais de 19 milhões de animais sendo abatidos para conter uma grave cepa da doença que se espalhou nas principais regiões de criação de aves no oeste da França. O governo reduziu as restrições em junho após uma pausa nos surtos, antes de um aumento incomum nos casos durante o verão que afetou um grande número de aves selvagens nas áreas costeiras, bem como alguns rebanhos agrícolas no interior. Outros países europeus também relataram novos surtos de gripe aviária desde o verão.

REUTERS

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