CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1834 DE 06 DE OUTUBRO DE 2022

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Ano 8 | nº 1834 | 06 de outubro de 2022

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Exportações totais de carne bovina alcançam 231.446 toneladas em setembro, novo recorde mensal

As exportações totais de carne bovina em setembro (in natura + processados), bateram o seu recorde mensal com a China ainda ampliando suas importações devido ao feriado da Golden Week, ou Semana Dourada, quando acontecem comemorações durante os dias 1º e 7 de outubro, para celebrar a fundação da República Popular da China e também pela elevação dos estoques para as comemorações do Ano Novo Lunar no início do ano que vem

Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos ABRAFRIGO), que compila os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, a China comprou 137.723 toneladas em setembro, ampliando o recorde de agosto que foi de 131.884 toneladas e elevando sua participação na movimentação brasileira do produto para 52,8% contra 47,5%. Com isso, a exportação total brasileira atingiu 231.446 toneladas em setembro, contra 218.510 toneladas no mesmo mês do ano passado, crescimento de 6%. A receita, em relação a setembro de 2021, passou de US$ 1,197 bilhão para US$ 1,323 bilhão neste ano, aumento de 10,5%. No acumulado do ano, as exportações caminham para o maior volume já movimentado pelo país e também de sua maior receita. Até setembro, o Brasil já movimentou 1.751.227 toneladas contra 1.502.169 toneladas no mesmo período do ano passado. A entrada de divisas correspondente foi de US$ 7,467 bilhões em 2021 para US$ 10,146 bilhões em 2022, num crescimento de 36%. Neste acumulado do ano, a China importou até aqui 924.403 toneladas contra 713.787 toneladas no mesmo período do ano passado. A receita foi de US$ 3,824 bilhões no ano anterior para US$ 6,189 bilhões neste ano.  Na segunda posição na movimentação estão os Estados Unidos, com 128.898 toneladas compradas em 2022 contra 82.352 toneladas no ano passado (+ 56,5%), com receita passando de US$ 587 milhões para US$ 731 milhões (+ 24,4%). Em terceiro lugar está o Egito, que importou 87.529 toneladas em 2022 contra 47.459 toneladas no ano passado (+ 84,4%). Na receita, essa participação subiu de US$ 185,3 milhões para US$ 334,8 milhões (+ 80,6%). Hong Kong ocupa a quarta posição com 74.258 toneladas adquiridas em 2022, contra 175.373 toneladas em 2021 (-57,7%). Na receita, essa participação caiu de US$ 673 milhões ano passado para US$ 264 milhões neste ano. No total, 108 países aumentaram suas aquisições da carne bovina brasileira enquanto que outros 52 reduziram suas importações.

Publicado em: Reuters/Notícias agrícolas/portal dbo/valor econômico/agroemdia/BROADCAST ESTADÃO/campogrande news/investing.com/MONEY TIMES/carnetec/PecuAria.com.br/forbes agro/Isto e dinheiro/invest max/portos e navios/

NOTÍCIAS

Boi: estabilidade nos preços na maioria das praças

No mercado, a arroba do boi “comum”, direcionado ao mercado interno, saltou de R$ 292 para R$ 298 na quarta-feira, valor a prazo e bruto

A Scot Consultoria detectou valorização de R$ 2/@ na cotação do boi gordo paulista “comum”, que agora é negociado por R$ 282/@ (no prazo, valor bruto). Por sua vez, o preço da novilha gorda na praça paulista caiu R$ 1/@ nesta quarta-feira, para R$ 277/@, preços brutos e a prazo, enquanto o valor da vaca gorda ficou estável, em R$ 267/@ (preços brutos e a prazo), segundo os dados da consultoria.

SCOT CONSULTORIA

Mercado físico de boi gordo com preços acomodados na quarta-feira

De acordo com o analista de Safras & Mercado, os frigoríficos ainda desfrutam de uma posição confortável em suas escalas de abate. No Centro-Norte o quadro é de maior conforto, com algumas tentativas de compra abaixo da referência média, principalmente no Mato Grosso

A rentabilidade média dos confinadores é preocupante neste momento em um ambiente ainda pautado por custos elevados principalmente no que diz respeito a nutrição animal. A demanda relacionada ao último bimestre é fator importante para justificar a recuperação dos preços da arroba”, diz Fernando Henrique Iglesias. “A rentabilidade média dos confinadores é preocupante neste momento em um ambiente ainda pautado por custos elevados, principalmente no que diz respeito a nutrição animal.” Dessa maneira, em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 292. Já em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$267. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 258. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 287. Já em Goiânia (GO), a arroba continuou cotada em R$ 260. O mercado atacadista de boi gordo apresentou preços estáveis ao longo do dia. O quarto dianteiro do boi e teve cotação de R$ 15,60.  Já a ponta de agulha teve preço de R$ 15,55. O quarto traseiro teve preço de R$ 20,85 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

MT obriga pecuaristas a registrar marca

Os pecuaristas de Mato Grosso devem registrar no Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea) a “marca a fogo” do produtor, utilizada como forma de identificação permanente do seu rebanho

A obrigatoriedade consta na portaria publicada pelo órgão estadual no mês de setembro. A portaria estabelece os procedimentos necessários para o registro da marca a fogo junto ao Indea, bem como institui o prazo limite de até 30 de junho de 2023 para o produtor cadastrar a sua marca a fogo, que será utilizada pelo Indea para fins sanitários. A informação da marca a fogo constará na Guia de Trânsito Animal (GTA) e o produtor que não registrar sua marca será penalizado com o bloqueio da exploração pecuária. Além disso, no caso em que não houver correspondência entre a marca a fogo informada na guia e os animais em trânsito, o produtor também sofrerá sanção. O diretor técnico da Acrimat, Francisco Manzi, explica que é importante a identificação do animal, pois durante a fiscalização do Indea será possível confirmar com maior segurança que o animal transportado é o mesmo que passou por todos os procedimentos sanitários previstos, como as vacinações. Como registrar a marca? Para efetuar o registro da marca a fogo, o produtor rural deve preencher e assinar o formulário para o registro de marca a fogo e apresentar ao Indea, juntamente com a sua ferramenta de marca a fogo. O formulário preenchido e assinado será entregue ao servidor do Indea, que deve apostar a ferramenta de marca a fogo sobre uma almofada própria para carimbos e imprimir o desenho da marca no local específico do formulário. Após isso, o servidor vai inserir, por meio eletrônico, os dados da marca do produtor no sistema do Indea. Em caso do produtor que possuir mais de uma marca, ele deve fazer o mesmo procedimento para as demais para obter o registro de todas e informar ao Indea quais são utilizadas em cada exploração pecuária de sua titularidade. Já no caso de modificação da marca a fogo, o produtor deve comunicar imediatamente ao Indea e atualizar o registro. O produtor que não utiliza marcação a fogo, deve registrar junto ao Indea a forma alternativa de marcação permanente utilizada para identificar seus bovinos e bubalinos, como a aplicação de brinco, colar, pulseira e anilha, por exemplo.

Acrimat

ECONOMIA

Dólar avança ante real com temores globais de aperto monetário

O dólar subiu frente ao real nesta quarta-feira, sustentado por uma disparada da moeda norte-americana no exterior em meio a temores de aperto monetário agressivo nas principais economias

A moeda norte-americana à vista fechou em alta de 0,39%. Alguns investidores atribuíram esse arrefecimento à notícia de que a Opep+ concordou na quarta-feira em promover o corte mais profundo na produção de petróleo desde o início da pandemia de Covid, de 2 milhões de barris por dia, restringindo a oferta em um mercado apertado apesar da pressão dos Estados Unidos e de outros por mais produção. “Essa notícia fez com que o preço do petróleo subisse de maneira mais forte, e, consequentemente, ativos atrelados ao petróleo subiram; no nosso caso, a Petrobras”, explicou Marco Noernberg, responsável pela área de renda variável da Manchester Investimentos, sobre o enfraquecimento da moeda norte-americana frente aos picos do pregão. “Com a Petrobras subindo, nosso mercado ganha um pouco mais de fôlego, isso leva nosso índice para cima e o dólar tende a ficar mais fraco, é uma relação muito comum.” No entanto, o ambiente global mais amplo ainda se mostrava difícil para ativos considerados arriscados e ajudou o dólar a fechar em terreno positivo, depois que dados desta quarta-feira mostraram resiliência na criação de empregos no setor privado dos EUA, o que pode ajudar a justificar a manutenção de postura agressiva de política monetária por parte do Federal Reserve. “A aversão a risco global e o aperto monetário em curso nos EUA podem gerar volatilidade e alimentar uma desvalorização do real” à frente, avaliou a Santander Asset em carta mensal divulgada na quarta-feira. Enquanto isso, participantes do mercado local continuavam monitorando o cenário eleitoral, depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a consolidar apoios para o segundo turno contra o atual presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL). Além do apoio anunciado pelo PDT na véspera, o ex-presidente recebeu o anúncio formal do apoio da candidata do MDB, Simone Tebet, que terminou em terceiro lugar na votação de domingo. Na B3, às 17:09 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,12%, a 5,2135 reais.

REUTERS         

Ibovespa fecha em alta com impulso de Petrobras após corte de produção pela Opep+

O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira, tendo Petrobras entre os maiores ganhos após a Opep+ aprovar um corte profundo na produção de petróleo, enquanto o segundo turno da eleição presidencial no Brasil permanece no radar

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,83%, a 117.197,82 pontos. O volume financeiro somou 28,4 bilhões de reais. Na visão de Marco Ribeiro Noernberg, sócio e chefe de renda variável na Manchester Investimentos, a principal notícia do dia foi a decisão da Opep+, em razão do seu efeito nos preços do petróleo, com reflexos para Petrobras. Em reunião em Viena, o grupo decidiu cortar a produção de petróleo de 2 milhões de barris por dia, segundo fontes disseram à Reuters. Ele também chamou a atenção para o dado do setor de serviços dos Estados Unidos em setembro, que ficou acima do esperado, mas mostrou desaceleração ante agosto. “É uma notícia boa para empresas do setor de serviços, mas talvez um crescimento que não afeta a perspectiva de inflação de forma considerável”, avaliou. O setor de serviços responde por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA. Da cena política, tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) receberam apoios para o segundo turno, enquanto o mercado segue atento a sinalizações, principalmente de Lula, sobre políticas econômicas. Para economistas do Goldman Sachs, a direção do mercado provavelmente refletirá sinais relacionados ao segundo turno, se Lula deslocar sua campanha e plataforma política mais para o centro, conforme relatório enviado a clientes. O mercado, acrescentaram, também busca sinais, em particular do petista, para cargos relevantes como o de ministro da Fazenda, além de um contorno mais preciso para propostas como reforma tributária e a âncora fiscal para substituir o teto dos gastos. Nem a campanha de Lula nem a equipe de Bolsonaro divulgaram formalmente a proposta fiscal que será levada adiante em caso de vitória nas urnas, apenas linhas gerais dos planos. Noernberg avalia que os próximos pregões devem ser marcados por volatilidade, embora os resultados de eleições estaduais e no Congresso Nacional mostrando vitória de partidos de centro-direita tenham animado o mercado.

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Crescimento de serviços do Brasil tem ritmo mais lento em 16 meses, mostra PMI

A fraqueza da demanda pressionou o setor de serviços brasileiro em setembro e o crescimento da atividade voltou a perder força, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), mesmo com taxas de inflação mais baixas

Os dados divulgados na quarta-feira pela S&P Global mostram que o PMI de serviços do Brasil caiu a 51,9 em setembro, contra 53,9 no mês anterior. O índice permaneceu acima da marca de 50 que separa crescimento de contração, mas a leitura foi a mais fraca na atual sequência de 16 meses de expansão. “Com aumentos mais fracos na atividade empresarial vistos durante o terceiro trimestre, a leitura média para (o período, 53,8) caiu para o nível mais fraco desde o segundo trimestre de 2021”, avaliou a diretora associada de Economia da S&P Global, Pollyanna De Lima. Segundo o levantamento, a desaceleração derivou de cancelamentos de contratos, perdas de eficiência e poder de compra reduzido das famílias. O aumento da demanda em setembro foi o menor desde o início do ano, com empresas indicando que as vendas foram afetadas ainda pela incerteza em relação à eleição presidencial. Três dos quatro segmentos do setor de serviços monitorados pelo PMI registraram aumento da atividade empresarial e das vendas, porém a ritmo mais fraco. A única exceção foi Serviços ao Consumidor, onde foram registradas reduções. A moderação se deu a despeito de aumentos mais suaves nos custos de insumo e nos preços cobrados, respectivamente com as taxas mais fracas em 25 e 20 meses, diante de cortes de impostos e do recuo dos preços de combustíveis. A pressão menor sobre os gastos aliada à entrada de novos projetos de trabalho levou os fornecedores de serviços do Brasil a contratarem mais funcionários em setembro, ainda que a taxa de criação de vagas tenha sido a mais fraca em oito meses, com a instabilidade das vendas contendo o emprego. A confiança empresarial, por sua vez, permaneceu em território positivo, no terceiro nível mais elevado desde julho de 2019. Os fornecedores de serviços esperam em geral condições mais estáveis após a eleição presidencial, com alguns esperando melhora do consumo doméstico. Em setembro, a demanda também esfriou na indústria, cujo crescimento perdeu força. Assim, o PMI Composto do Brasil caiu a 51,9 no mês, de 53,2 em agosto, marcando o menor crescimento da atividade empresarial desde o início do ano.

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Produção industrial do Brasil volta a cair em agosto e segue abaixo do nível pré-pandemia

A indústria brasileira voltou a registrar queda em agosto, com destaque para as perdas em produtos derivados de petróleo, ainda com dificuldades de deslanchar e retomar o patamar pré-pandemia em um ambiente de juros altos no país.

A produção industrial teve em agosto recuo de 0,6%, de acordo com os dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters, e apagou o ganho de 0,6% visto em julho. Com isso, o setor está 1,5% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e 17,9% aquém do nível recorde alcançado em maio de 2011. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção industrial teve aumento de 2,8%, um pouco melhor que a expectativa de alta de 2,3% na base anual. O setor industrial vem mostrando um comportamento errático ao longo do ano, com avanço em cinco meses e queda em três até agosto. O segundo semestre deve continuar sendo de dificuldades, uma vez que o setor industrial enfrenta, além das condições de crédito mais apertadas, desaceleração da economia global. “(Agosto) volta a marcar queda na produção, mas com a característica de ser um recuo concentrado em poucas atividades, uma vez que somente oito das 26 apontaram taxas negativas.”, destacou o gerente da pesquisa no IBGE, André Macedo. Entre as atividades, a maior influência negativa para o resultado do mês foi dada pelo setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com recuo de 4,2%, depois de crescimento de 1,8% em julho. Também se destacaram negativamente os desempenhos das indústrias de produtos alimentícios (-2,6%), interrompendo três meses seguidos de alta, e das indústrias extrativas (-3,6%), que eliminaram parte do avanço de 4,6% acumulado em junho e julho. “Esses três segmentos – derivados de petróleo, alimentos e extrativo – são os que mais pressionam a indústria como um todo. Juntos, eles respondem por cerca de 36% do setor industrial”, disse Macedo. Entre as categorias econômicas, bens de consumo semi e não duráveis e bens intermediários apresentaram cada uma contração de 1,4% da produção. Por outro lado, a fabricação de bens de consumo duráveis aumentou 6,1%, enquanto a de bens de capital, medida de investimento, cresceu 5,2%. “(…) Apesar da melhora no fluxo de insumos, matérias-primas e dos estoques, a situação permanece ainda distante da normalidade, o que afeta diretamente o custo de produção”, explicou Macedo. Ele lembrou anda que, apesar das medidas de incremento de renda, as famílias continuam sendo afetadas negativamente por juros e inflação em patamares elevados, o que aumenta o custo do crédito e reduz a renda disponível.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Cotação do suíno vivo sobe 2,73% no Paraná

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 122,00/R$ 128,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,20/kg/R$ 9,60/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (4), o preço ficou estável apenas no Rio Grande do Sul, fixado em R$ 6,42/kg, e houve queda em São Paulo, na ordem de 0,60%, baixando para R$ 6,61/kg. Foi registrada alta de 2,73% no Paraná, alcançando R$ 6,39/kg, avanço de 1,81% em Minas Gerais, atingindo R$ 6,76/kg, e de 0,48% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,24/kg.

Cepea/Esalq

Exportações de carne suína alcançam 102,7 mil tons em setembro, aponta ABPA

Média mensal se mantém acima de 100 mil toneladas no terceiro trimestre

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 102,7 mil toneladas em setembro, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é 8,5% menor que o registrado no mesmo período de 2021, quando foram embarcadas 112,2 mil toneladas. No mesmo período comparativo, as vendas de carne suína alcançaram receita de US$ 244,3 milhões, resultado 4,5% menor que o registrado em setembro do ano passado, com US$ 255,8 milhões. “O preço médio das vendas internacionais de carne suína vem se recuperando significativamente desde junho deste ano. Em setembro registrou os preços médios em patamares próximos ao visto no ápice da crise internacional de Peste Suína Africana, quando houve maior pressão do mercado global por proteína animal. É uma sinalização positiva para o comportamento das exportações neste segundo semestre e para a minimização das perdas da suinocultura brasileira no primeiro semestre. Vale destacar também a diversificação de mercados ao longo de 2022, com o Brasil aumentando as exportações para países de todas as regiões do mundo”, analisa o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua. No acumulado do ano, as vendas de carne suína alcançaram 825 mil toneladas, dado 5% menor em relação ao embarcado entre janeiro e setembro de 2021, com 868,8 mil toneladas. O total da receita acumulada nos nove primeiros meses de 2022 chega a US$ 1,851 bilhão, número 10,2% menor que o realizado no mesmo período de 2021, com US$ 2,061 bilhões. “Os embarques de carne suína vem recuperando gradativamente os níveis das exportações ao longo do ano. No primeiro trimestre, a média mensal ficou abaixo de 80 mil toneladas. Nos três meses seguintes, o Brasil alcançou média mensal superior a 90 mil toneladas. No terceiro trimestre, superamos a média mensal de 100 mil toneladas, o que sinaliza para um fechamento de ano acima do esperado, em relação às projeções traçadas no início de 2022, em patamares próximos ao realizado em 2021”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Principal destino das exportações brasileiras de carne suína, a China importou em setembro 46,9 mil toneladas (-12,1%), seguida por Hong Kong, com 8,1 mil toneladas (-48,5%), Chile, com 7,1 mil toneladas (+46,2%), Filipinas, com 6,4 mil toneladas (+53,2%), Vietnã, com 5,5 mil toneladas (+26,3%) e Angola, com 4,5 mil toneladas (+92,4%).

ABPA

Frango com cotações estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,68%, cotado em R$ 7,40/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,23/kg, da mesma forma que no Paraná, valendo R$ 5,31/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (4), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficara estáveis, fechando, respectivamente, em R$ 8,08/kg e R$ 8,02/kg

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

União Europeia vê menor produção de carne e laticínios à medida que o clima e doenças pesam

A produção de carne e laticínios na União Europeia deve cair este ano e no próximo, à medida que as fazendas de gado sentem os efeitos da seca, surtos de doenças e aumento dos custos, disse o executivo da UE na quarta-feira

Uma seca histórica na Europa neste verão reduziu a disponibilidade de grama e milho para alimentar os rebanhos, aumentando os custos para as fazendas que também enfrentam altos preços de energia e fertilizantes. Sinais de diminuição da produção de gado levaram grupos agrícolas a alertar para a escassez de suprimentos que podem exacerbar a alta inflação de alimentos. A produção de leite da UE deve cair 0,5% este ano, com a redução da oferta de forragem incentivando alguns agricultores a reduzir o tamanho dos rebanhos e o clima quente e seco reduzindo a produção de leite de vaca, disse a Comissão Europeia em uma perspectiva agrícola de curto prazo. O clima rigoroso do verão também reduziu o teor de gordura e proteína no leite para produtos lácteos processados, disse. Como outros observadores, a Comissão disse que o início de 2023 pode ser difícil, pois os produtores de leite enfrentam altos custos de alimentação durante o inverno, enquanto a demanda do consumidor pode enfraquecer devido à inflação. Para a carne bovina, espera-se que os custos de alimentação reforcem um declínio de longo prazo no número de rebanhos e contribuam para uma queda de 0,6% na produção este ano, antes de uma queda menor de 0,2% em 2023. Além do aumento dos custos de alimentação, os setores de suínos e aves foram enfraquecidos por surtos de peste suína africana (PSA) e gripe aviária. A produção de carne suína deve cair 5% este ano, principalmente devido a uma queda acentuada na Alemanha, que foi gravemente afetada pela PSA, e depois de 0,7% em 2023. O setor avícola, perturbado por uma crise de gripe aviária que ameaça ressurgir, deveria ver um declínio na produção de 0,9% em 2022 e 0,4% em 2023.

Reuters

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