CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1823 DE 21 DE SETEMBRO DE 2022

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Ano 8 | nº 1823 | 21 de setembro de 2022

 

NOTÍCIAS

Boi gordo pressionado em São Paulo

As escalas confortáveis na maior parte dos frigoríficos e a dificuldade de escoamento da carne no mercado interno permitiram que os frigoríficos pressionassem o preço do boi gordo, que caiu R$3,00/@ na comparação com o dia anterior (19/9)

No Norte de Minas Gerais, escalas mais curtas e a reduzida oferta de animais contribuíram para alta de R$3,00/@ na cotação da vaca e novilha gordas na região. Na exportação de carne bovina, até a terceira semana de setembro, 114,06 mil toneladas de carne bovina in natura foram exportadas, com um volume médio diário embarcado de 10,37 mil toneladas, alta de 17,84% frente à média de agosto/22 (8,8 mil toneladas) e 16,5% superior à média em set/2021 (8,9 mil toneladas).

SCOT CONSULTORIA

Diferencial de base entre SP e MT se alarga em ago/22, ficando em quase -14%

No mês passado, preço médio do boi gordo mato-grossense recuou 5,28%, enquanto a cotação média do animal em SP desvalorizou 3,27%, compara o Imea

Em agosto/22, o diferencial de base entre São Paulo e Mato Grosso – diferença entre a cotação do boi gordo paulista e o preço da arroba mato-grossense – se estendeu para -13,98%, terceiro maior resultado em 2022 e 1,83 ponto percentual acima da taxa registrada em julho/22, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Segundo o instituto, tal resultado refletiu a queda mais acentuada no preço do boi gordo no Mato Grosso, que registrou recuo de 5,28% em agosto/22 sobre a cotação de julho/22, atingindo em média R$ 272,74/@ (valor a prazo, livre de Funrural). Na praça paulista, a queda em agosto foi de 3,27%, considerando o mesmo comparativo, alcançando o patamar médio de R$ 317,05/@ (no prazo, também livre de impostos). De acordo com o Imea, esse movimento de desvalorização nos preços em ambas as praças esteve pautado na oferta elevada de bovinos aptos para o abate, enquanto a demanda interna esteve estagnada, limitando o escoamento da carne, principalmente no Mato Grosso.

IMEA

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na terça-feira

De acordo com o analista de Safras & Mercado, o mercado mantém o padrão de negócios em grande parte do país. Negociações envolvendo animais padrão China carregam ágio de até R$ 20/@ em relação a animais destinados ao mercado doméstico

“O resultado das exportações justifica essa situação, com o Brasil caminhando para um recorde histórico tanto em volume, quanto em receita”, diz Iglesias. O comentarista ainda destaca que no Centro-Norte do país a posição das escalas de abate oferece tranquilidade aos frigoríficos que atuam na região, permitindo tentativas de compra abaixo da referência média. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 292/293. Já em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$276. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 265. Simultaneamente, em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 280. Já em Goiânia (GO), a arroba continuou cotada em R$ 260. O mercado atacadista apresentou queda nas cotações nesta semana. De acordo com Iglesias, esse movimento é natural no decorrer da segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo e por consequência uma reposição mais lenta entre atacado e varejo. A demanda no decorrer do último trimestre pode motivar a alta dos preços ao longo da cadeia produtiva. Então, o quarto dianteiro do boi recuou e teve cotação de R$ 16,20.  Já a ponta de agulha teve preço de R$ 16,30. O quarto traseiro teve preço de R$ 21 por quilo, queda de R$ 0,10.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar estende perdas e real é destaque com alívio local; Fed segue em foco

O dólar caiu frente ao real pelo segundo dia consecutivo na terça-feira, com um alívio em temores político-fiscais domésticos compensando o nervosismo externo antes da decisão de juros nos Estados Unidos

A moeda norte-americana à vista fechou em queda de 0,25%, a 5,1537 reais, estendendo suas perdas depois de na véspera registrar sua maior desvalorização diária desde o fim de julho, de 1,79%. Na B3, às 17:11 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,62%, a 5,1570 reais. Fornecendo alento aos ativos brasileiros, continuou repercutindo nos mercados locais o anúncio da véspera de apoio do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles à campanha eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O posicionamento de Meirelles –um liberal que ajudou a criar a regra do teto de gastos durante o governo do ex-presidente Michel Temer– a favor do petista reduziu temores de investidores de que eventual governo Lula seria exageradamente inclinado ao aumento das despesas públicas. André Rolha, diretor de produtos da Venice Investimentos, reconheceu o efeito dessa notícia no bom desempenho dos ativos brasileiros, mas disse que não a ver como o único motivo por trás do alívio recente no mercado de câmbio. “Acredito que os fundamentos locais ainda jogam muito a favor do câmbio, dos juros… e da bolsa”, afirmou, citando números de crescimento econômico positivos e “lição de casa antecipada” do Brasil no combate à inflação, depois que o Banco Central foi um dos primeiros no mundo a iniciar o que se tornaria um longo e agressivo ciclo de aperto monetário. A taxa Selic está atualmente em 13,75%. A maior parte dos mercados financeiros acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Bacen já terminou de aumentá-la, mas há quem espere que o colegiado eleve os juros em mais 0,25 ponto percentual, a 14%, ao fim de sua reunião deste mês, que começou na terça-feira e se encerrará na quarta. Apesar da leve queda do dólar contra o real nesta sessão, investidores ainda se mostravam cautelosos diante da alta probabilidade de que o Federal Reserve suba sua taxa de juros em, pelo menos, 0,75 ponto percentual ao fim de seu encontro de política monetária, que se encerrará na quarta.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com bancos antes de decisões de juros de EUA e Brasil

O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, no fim de uma sessão volátil, em véspera de decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,62%, a 112.516,91 pontos. O volume financeiro da sessão somou 26,5 bilhões de reais. Na visão de Fabrício Gonçalvez, presidente-executivo da Box Asset Managemet, a expectativa “super quarta” ditou cautela nos negócios. O avanço das ações dos bancos fez a diferença. Na quarta-feira, o Federal Reserve anuncia às 15h (horário de Brasília) a nova taxa de juros norte-americana. A expectativa majoritária é de nova alta de 0,75 ponto percentual, para a faixa de 3% a 3,25%, mas há apostas de um aperto mais forte. Além da decisão, os investidores aguardam a fala do chair do Fed, Jerome Powell, bem como nas projeções econômicas do órgão, em particular o chamado “dot plot” (gráfico de pontos), que mostra estimativas de membros do Fed sobre em que ponto a taxa de juros deve estar ao fim de 2022 e nos anos seguintes. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de mais de 1%, refletindo cautela antes do desfecho do encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed. Também na quarta, após o fechamento do mercado, o BC no Brasil divulga decisão sobre a Selic. Neste caso, a aposta majoritária de manutenção da taxa em 13,75% ao ano, na primeira pausa no ciclo de altas que começou em março do ano passado. De acordo com Leandro De Checchi, analista da Clear Corretora, as decisões de política monetária na quarta-feira devem direcionar o apetite ao risco nos próximos dias.

REUTERS

IPPA/Cepea segue estável por mais um mês

Em agosto, o IPPA/CEPEA (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários), em termos nominais, se manteve praticamente estável frente ao de julho (leve queda de 0,4%)

O resultado se deve ao contrabalanceamento das variações dos índices de grupos de alimentos. Enquanto o IPPA-Grãos, o IPPA-Hortifrutícolas e o IPPA-Cana-Café recuaram, respectivamente, 0,7%, 1,2% e 1,3%, em termos nominais, o IPPA-Pecuária avançou 1,6%. O aumento no grupo de produtos da pecuária esteve atrelado à elevação nos preços nominais do leite, dos ovos, do suíno vivo e do frango vivo. No caso do leite, a baixa oferta no campo tem provocado a alta contínua dos preços desde o início deste ano. A oferta reduzida de ovos no mercado doméstico também elevou os valores da proteína, registrando recorde na série de preços reais. Para o suíno, a demanda aquecida no início de agosto foi suficiente para garantir a alta dos preços nominais em relação a julho. Por fim, para o frango vivo, a alta se deveu à redução da oferta de animais. Entre os grãos, destaca-se a queda dos preços nominais do trigo em grão, que reflete a estimativa de produção recorde no Brasil. No mesmo grupo, tem-se a queda do preço nominal da soja. Para os hortifrutícolas, o desempenho do índice foi marcado pelo recuo dos preços da batata e da banana. Finalmente, observaram-se quedas nas cotações nominais do café e da cana-de-açúcar, que compõem o último grupo de alimentos. Na mesma comparação, o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, recuou 1,14% – logo, de julho para agosto, os preços agropecuários subiram frente aos industriais da economia.

Cepea

Cenário melhor leva FGV Ibre a elevar projeção de crescimento e reduzir a de inflação

Apesar do desempenho mais favorável da economia, Boletim Macro de setembro alerta para política fiscal ainda na contramão da política monetária

Sinais melhores do que o esperado em julho e agosto levaram a uma revisão significativa das projeções econômicas pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Na edição de setembro do Boletim Macro, as previsões de atividade em 2022 foram revistas para cima e a inflação para este ano e o próximo, para baixo. Preocupações com a política fiscal indo na contramão da política monetária, contudo, persistem e lançam dúvidas sobre a capacidade de o Banco Central conseguir convergir à meta inflacionária adiante. A última edição do Boletim Macro, ressalta que após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre e dos dados referentes dos dois últimos meses, a perspectiva é de desaceleração da atividade no terceiro trimestre menos intensa do que o previsto. “Em julho, os indicadores de alta frequência mostraram estabilidade pelo lado da indústria, com impulso positivo dos serviços, e queda do setor varejista. Porém, dentro do setor varejista, a venda de combustíveis e lubrificantes se destacou positivamente”, resumem as economistas Silvia Matos, Marin a Garrido e Mayara Santiago na seção sobre atividade econômica. Elas ressaltam que os serviços surpreenderam positivamente, com destaque para o setor de transportes que está hoje 20,2% acima do nível pré-pandemia. Com base nos indicadores de alta frequência de julho, observa-se que a indústria de transformação registrou crescimento de 0,4%, na margem, e estabilidade na variação anual. No caso de serviços, a expectativa de crescimento em torno de 5,5%, na comparação interanual, foi ofuscada pela alta anual de 6,3% e mensal de 1,1%. Com os dados recentes e a perspectiva de os serviços continuarem contribuindo positivamente para o crescimento no segundo semestre, o FGV Ibre tem agora cenário de crescimento de 0,4% do PIB no terceiro trimestre, em relação ao segundo. As economistas acrescentam que aprovação de algumas medidas no Congresso contrata crescimento no terceiro trimestre, o que as levou a revisar o crescimento do PIB para 2022 de 1,7% para 2,5%. Além da projeção do PIB, foram revistas para cima as de consumo das famílias em 2022 (de 2,4% para 3,5%), investimento (de -3,5% para -0,4%), indústria (0,5% para 1,7%), sendo a de transformação de -1,3% para 0,2%. Os números para eletricidade e outros também foram revistos para cima (de 4,5% para 7,9%), assim como construção civil (4,9% para 6,1%), e serviços (2,6% para 3,3%). Previsões de consumo do governo, exportação e importação, agropecuária e indústria extrativa foram rebaixadas. Assim como a do PIB em 2023, que passou de queda de 0,3% para contração de 0,4%. Isso porque os efeitos defasados da política monetária devem se somar à necessidade de menos gastos públicos e recuo do consumo das famílias no ano que vem.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Minerva realiza 1º embarque de farinha de carne e ossos para Sri Lanka

A Minerva Ingredients, do grupo Minerva Foods, realizou na semana passada o seu primeiro embarque de farinha de carne e ossos para o Sri Lanka, segundo informações publicadas no perfil do Instagram da companhia na sexta-feira (16)

“Esse envio é super importante para a empresa, uma vez que contribui para a solidificação da nossa companhia como uma grande fornecedora global não só de carne, mas também de todos os seus derivados”, disse o gerente executivo da empresa, Heron Antonio de Carli. A Minerva Ingredients é o negócio da Minerva Foods que comercializa ingredientes derivados de bovinos. Na semana passada, a Minerva Foods também anunciou a realização de seu segundo embarque de carne carbono neutro certificada a partir do Uruguai para os Emirados Árabes Unidos.

CARNETEC

Basf licencia software que mede impacto ambiental da produção de carne

Com o acordo, Evonik usará o Opteinics, que gera informações como a pegada de carbono da criação de animais para abate

A Basf fechou um acordo para licenciar à Evonik o software Opteinics, que mede o impacto ambiental da produção de carne e fornece soluções de rações para os animais de criação. A Evonik, que já possui ferramentas e serviços de gestão de propriedades rurais, terá alguns direitos de licenciamento não exclusivos. O programa, lançado pela Basf no ano passado, oferece hoje módulos de avaliação de criações de suínos e aves e pode ser integrado a um software de formulação de rações. Há previsão de lançamento de aplicações voltadas à cadeia de produção de leite e à otimização de misturas de rações. A partir de dados fornecidos pelo produtor, o software gera informações sobre a pegada de carbono da criação, por exemplo, e sugere soluções para reduzir esse impacto. O objetivo é fazer os produtores se adequarem às crescentes exigências ambientais dos governos e dos consumidores por transparência nas cadeias de produção de proteínas. O Opteinics recebeu certificações recentemente e, segundo a Basf, segue as orientações da parceria da FAO para avaliação e desempenho da pecuária (LEAP, na sigla em inglês).

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: animal vivo cai 0,16% no Paraná

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve queda de 1,57%/0,75%, atingindo R$ 125,00/R$ 132,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,08%/1,03%, valendo R$ 9,20/R$ 9,60 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (19), houve leve alta apenas em São Paulo, na ordem de 0,43%, chegando em R$ 6,94/kg. Ficaram estáveis os preços no Rio Grande do Sul (R$6,37/kg) e em Santa Catarina (R$6,29/kg). Já em Minas Gerais, houve retração de 2,30%, baixando para R$ 6,80/kg, e de 0,16% no Paraná, fechando em R$ 6,35/kg.

Cepea/Esalq

Frango com queda na ave viva no Paraná. Preço cedeu 12,45%

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,80/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,92%, fechando em R$ 7,55/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,82/kg. No caso do Paraná, o recuo foi de 12,45%, com o quilo da ave viva custando R$ 4,22/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (19), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram com preços estáveis, valendo, respectivamente, R$ 8,16/kg e R$ 8,15/kg. Cálculos do Cepea mostram que o avicultor paulista pode comprar 4,19 quilos de milho com a venda de um quilo de frango em setembro (até o dia 14), quantidade 4,2% abaixo da observada em agosto, mas ainda 8,7% acima da de setembro/21. No caso do farelo de soja, o produtor consegue adquirir 2,24 quilos do derivado com a venda de um quilo do animal, 2,7% a menos que no mês anterior e 9,5% a menos que há um ano.

Cepea/Esalq

USDA prevê aumento das importações chinesas de carne de frango em 2023

Segundo escritório do Departamento de Agricultura americano em Pequim, crescimento será de 15,4%, para 750 mil toneladas

As importações chinesas de carne de frango devem somar 750 mil toneladas no próximo ano, um aumento de 15,4% em comparação com 2022, segundo relatório do escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim. Para este ano, marcado por surtos de influenza aviária em vários países, que limitaram as vendas à China, a estimativa é de 650 mil toneladas. Também segundo o escritório do USDA, a produção chinesa de carne de frango deve ficar estável em 2023, somando 14,3 milhões de toneladas. Para o consumo, o adido prevê aumento de 0,5%, para 14,475 milhões de toneladas.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

JBS fecha acordo milionário por cartel nos EUA

A JBS concordou em pagar US$ 20 milhões para encerrar um processo com consumidores que acusava o gigante produtor de carne de conspirar com outras empresas de carne para inflar o preço da carne suína

Um juiz federal em Minnesota aprovou o acordo do processo de fixação de preços na semana passada. Mas o juiz também decidiu que quase US$ 7 milhões do acordo irão para os advogados dos queixosos por seu trabalho no caso. O processo da carne suína é um dos vários processos de fixação de preços que tramitam nos tribunais. Os produtores de carne também foram acusados de inflacionar os preços da carne bovina e do frango, e vários acordos multimilionários foram anunciados nesses casos. Anteriormente, a JBS concordou em pagar US$ 12,75 milhões a restaurantes e fornecedores como parte de um acordo diferente neste processo de carne suína, e a Smithfield Foods concordou em pagar a dois grupos diferentes de compradores de carne suína US$ 83 milhões e US$ 42 milhões em dois acordos diferentes no caso. Apesar dos acordos, as empresas de carnes têm defendido suas práticas de preços. Funcionários da sede americana da empresa brasileira em Greeley, Colorado, não responderam imediatamente a perguntas sobre o último acordo na segunda-feira, mas a JBS não admitiu nenhuma irregularidade como parte do acordo. Os principais advogados dos queixosos disseram que não está claro quanto os consumidores individuais que compraram carne suína entre 2009 e o ano passado podem receber, em parte porque o dinheiro de acordos adicionais pode ser adicionado ao fundo antes que qualquer pagamento seja enviado. O processo de carne suína continua pendente contra outros grandes produtores, incluindo Hormel, Tyson Foods e a empresa de banco de dados Agri Stats, que supostamente usaram para compartilhar informações confidenciais sobre preço, capacidade e demanda. A JBS concordou em cooperar com o processo contra essas outras empresas como parte do acordo. A ação acusa os grandes frigoríficos, que juntos controlam mais de 70% da produção de suínos em todo o país, de trabalharem cooperativamente para limitar a oferta de suínos e inflacionar os preços. O Departamento de Justiça está investigando alegações de fixação de preços no setor pelo menos desde 2020, mas não forneceu atualizações sobre sua investigação.

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