CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1822 DE 20 DE SETEMBRO DE 2022

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Ano 8 | nº 1822 | 20 de setembro de 2022

 

NOTÍCIAS

Início da semana frio nas praças pecuárias paulistas

A semana iniciou com estabilidade nas praças paulistas. As escalas alongadas, principalmente para a indústria exportadora, permanecem trazendo conforto nas negociações para a ponta compradora.

Dessa forma, preços se mantiveram estáveis tanto para mercado interno, quanto para exportação. Em SP, o boi gordo para mercado interno (sem prêmio-exportação) segue cotado a R$ 290/@, enquanto a vaca e a novilha gordas estão valendo R$ 270/@ e R$282/@ (preços brutos e a prazo). O bovino com destino à China está cotado em R$ 300/@ na praça paulista (valor bruto, no prazo).  Na região Sul de Goiás, escalas de abate confortáveis na indústria frigorífica contribuíram para a estabilidade das cotações na região. No atacado de carne com osso, após as últimas semanas de vendas mais firmes, a segunda quinzena trouxe queda nas negociações para o boi castrado. A carcaça casada de bovinos castrados recebeu queda de 0,8%, enquanto a de bovinos inteiros incremento de 0,7%. A ponta distribuidora se encontra abastecida e o mercado interno segue caminhando de lado. O comportamento lateralizado do mercado deve continuar ao longo da semana, sem descartar ajustes pontuais.

SCOT CONSULTORIA

Boi com padrão China com bom desempenho nas exportações em setembro. Negociações acima da referência média

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na segunda-feira (19).

Para o analista de Safras & Mercado, os frigoríficos no Centro-Norte do país ainda exercem pressão sobre o mercado, dada a posição mais confortável de suas escalas de abate, cenário que não deve mudar daqui até o final do mês. Já em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul ainda são evidenciadas negociações acima da referência média para animais padrão China, com desempenho bastante satisfatório das exportações no decorrer de setembro. Dessa maneira, em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 292/293. Já em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$276. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 265. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 280. Em Goiânia (GO), a arroba continuou cotada em R$ 260. O mercado atacadista segue com preços acomodados. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por alguma queda das cotações no curto prazo, em linha com a menor reposição entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. O quarto dianteiro do boi teve cotação de R$ 16,50.  Já a ponta de agulha teve preços de R$ 16,40. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,10 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Embarques de carne bovina avançam na terceira semana de setembro

Volume exportado alcançou 114 mil toneladas em 11 dias úteis

A Secretária Secretaria de Comércio Exterior (Secex)m do Ministério da Economia informou que os embarques de carne bovina in natura na terceira semana de setembro atingiram 114 mil toneladas em 11 dias úteis. No ano passado, o mês de setembro bateu recorde com 186,9 mil toneladas embarcadas. A média diária exportada ficou em 10,3 mil toneladas alta de 16,50%, frente ao observado no mês de setembro do ano anterior, com 8,9 mil toneladas. As exportações de carne bovina podem estar aceleradas diante do feriado prolongado na China, a Golden Week ou Semana Dourada, quando acontecem comemorações durante os dias 1º e 7 de outubro, para celebrar a fundação da República Popular da China. Para o analista de mercado da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, “está se desenhando mais um mês muito bom e isso vai ajudar a reduzir os estoques de carne bovina no mercado interno. Porém, temos que ficar atentos que no próximo mês o volume exportado pode desacelerar com o feriado na China”, explicou. Os preços médios ficaram em US$ 5.988,6 mil por tonelada, alta de 3,5% frente a setembro de 2021, com valor médio de US$ 5.788 por tonelada.  A média diária ficou em US$ 62 milhões aumento de 20,5%, frente a setembro do ano passado, que ficou em US$ 51,5 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar tem maior queda desde fim de julho

O dólar caiu ao ritmo mais acentuado desde o fim de julho, penalizado por combinação de ajuste de posições e alívio de temores sobre descontrole fiscal em eventual governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A moeda norte-americana à vista caiu 1,79%, a 5,1667 reais, sua maior desvalorização percentual diária desde 27 de julho (-1,915%) e menor nível para encerramento desde o último dia 12 (5,0983 reais). Na B3, às 17:06 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,75%, a 5,1795 reais. Alguns especialistas também citaram a declaração de apoio de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda do governo de Michel Temer, à candidatura de Lula à Presidência da República como impulso para os ativos domésticos nesta segunda-feira. O Ibovespa fechou em alta de mais de 2%. Larissa Brito, planejadora financeira da Planejar, disse que eventual participação de Meirelles, um liberal, na pasta econômica do governo Lula aliviaria temores sobre uma administração fiscalmente danosa ao longo dos próximos anos caso o petista vença as eleições. O cenário externo também representa desafios para o mercado de câmbio local, conforme investidores se preparam para a reunião de política monetária desta semana do banco central norte-americano, que começará na terça e se encerrará na quarta. O Federal Reserve deve subir sua taxa de juros em, pelo menos, 0,75 ponto percentual, com algumas chances de ajuste ainda mais agressivo, de 1 ponto completo. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central faz reunião nos próximos dois dias, assim como o Fed, e a maior parte dos mercados financeiros espera que a taxa Selic seja mantida no patamar atual de 13,75%. No entanto, há quem espere aumento residual dos juros a 14%, caso do banco suíço.

REUTERS

À espera do Fed, Ibovespa avança mais de 2% com Meirelles no radar

O Ibovespa fechou em forte alta na segunda-feira, com ações de educação capitaneando os ganhos, enquanto agentes financeiros se preparam para uma série de reuniões de política monetária no mundo nesta semana, incluindo decisões nos Estados Unidos e Brasil

Investidores também repercutiram o apoio do ex-ministro Henrique Meirelles e outros ex-candidatos à Presidência a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera a corrida presidencial contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,33%, a 111.823,89 pontos. Para o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, a bolsa reagiu em parte a expectativas de uma política pró-mercado de Lula, uma vez que Meirelles “foi peça importante no governo Lula, um dos principais responsáveis pela política econômica que propiciou crescimento num cenário favorável ao país”. Meirelles, também ex-presidente do BC nos dois mandatos de Lula, disse na segunda-feira não ter sido sondado para voltar ao governo em caso de vitória do petista nas eleições, mas deixou a porta aberta ao ressaltar terem excelentes relações. Chinchila também destacou como fator positivo as novas revisões nas projeções de crescimento do PIB brasileiro para 2022, “alavancando os setores cíclicos da bolsa”. “Parece que o mercado está olhando o copo um pouco mais cheio”, acrescentou Felipe Castro, especialista em renda variável da Blue3, ponderando que indicadores econômicos e a agenda político-econômica podem trazer um pouco mais de volatilidade aos preços do mercado. Um dos temas da semana é a decisão de juros do Federal Reserve, na quarta-feira. A expectativa majoritária é de uma alta de 0,75 ponto percentual, mas há apostas de um aperto mais forte. Além da decisão em si, agentes buscarão sinais sobre os próximos passos do BC norte-americano. Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,69%. Também no dia 21, o Banco Central brasileiro decide sobre e a Selic, com a maioria dos economistas em pesquisa Reuters esperando manutenção dos atuais 13,75% ao ano.

REUTERS

Instituições voltam a reduzir projeção para inflação e preveem PIB um pouco maior em 2022, mostra Focus

Analistas de mercado reduziram mais uma vez as projeções para a inflação neste ano e no próximo e elevaram a estimativa para o PIB em 2022, mostrou a mais recente pesquisa semanal do Banco Central com cerca de 100 instituições financeiras divulgada na segunda-feira

As estimativas apontam agora para alta de 6% do IPCA este ano, ante 6,40% há uma semana. O movimento reflete uma redução da projeção dos preços administrados no ano –para -4,16%, de -2,94%– e vem após na semana passada a Petrobras ter anunciado mais uma redução de preços, desta vez do gás de cozinha (-4,73%). Para o ano que vem, os analistas veem um IPCA de 5,01%, abaixo dos 5,17% estimados há uma semana. Os prognósticos para 2022 e 2023 seguem acima do centro da meta para os dois anos –3,50% e 3,25%–, mas estão em redução constante há semanas, em meio à retração recente dos preços dos combustíveis no mercado internacional e após medidas de desoneração adotadas pelo governo no ano eleitoral.  A estimativa para a alta do PIB deste ano passou a 2,65%, de 2,39% antes, enquanto a projeção para o ano que vem foi mantida em 0,50%. O número para 2022 está em linha com o previsto pela equipe econômica do governo, de 2,7%. Para 2023, no entanto, o Ministério da Economia está bem mais otimista, vendo um crescimento de 2,5%. O mercado também elevou a projeção para o déficit em transações correntes este ano e no próximo, ao prever um superávit comercial menor em 2022.

REUTERS

Monitor do PIB aponta alta de 0,6% em julho ante junho, diz FGV

Na comparação com julho de 2021, a atividade econômica teve expansão de 3,1%

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve uma alta de 0,6% em julho ante junho, segundo o Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Na comparação com julho de 2021, a atividade econômica teve expansão de 3,1%. O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais. “O crescimento do PIB em julho refletiu o desempenho positivo da indústria e do setor de serviços. Nos serviços, as sete atividades contempladas pelo Monitor do PIB-FGV cresceram na comparação com junho. Pela ótica da demanda, à exceção da formação bruta de capital fixo, o desempenho também foi positivo nos seus demais componentes”, afirmou Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB – FGV, em nota oficial. Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 0,5% em julho ante junho. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) teve uma retração de 0,8% no período. A exportação de bens e serviços registrou crescimento de 1,6% em julho ante junho, enquanto a importação avançou 3,4%. “Esses dados indicam que o desempenho da economia em julho foi explicado principalmente pelo consumo; padrão que tem sido observado ao longo do ano. Após cinco trimestres de crescimento, a formação bruta de capital fixo, que sinaliza a ampliação da capacidade produtiva da economia, retraiu-se em julho. A análise de um mês isolado não é suficiente para indicar tendência de desaceleração deste componente. No entanto, pode ser um alerta de enfraquecimento quando se considera que os juros estão em patamares elevados e isso tende a impactar negativamente a ampliação da capacidade produtiva da economia”, completou Trece. Em termos monetários, o PIB alcançou aproximadamente R$ 5,483 trilhões de janeiro a julho de 2022, em valores correntes. A taxa de investimento da economia foi de 18,6% em julho de 2022.

O ESTADO DE SÃO PAULO

MEIO AMBIENTE

Queimadas na Amazônia legal neste ano já superam as registradas em 2021

Desde janeiro de 2019, o desmatamento médio anual na Amazônia brasileira aumentou 75% em comparação à década anterior

Os focos de queimadas registradas na Amazônia legal neste ano já superam as detectadas no ano passado inteiro, segundo dados oficiais. Até este domingo (18), foram contabilizados 75.592 focos de queimadas, frente aos 75.090 de 2021, de acordo com dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Setembro já se anunciava um mês crítico na questão das queimadas, ao registrar 18.374 focos em apenas uma semana, quase 10% a mais que em setembro inteiro de 2021. A ONG ambientalista Greenpeace afirmou em nota que o aumento das queimadas é uma “tragédia anunciada” e está “associado com desmatamento e grilagem de terras”. O desmatamento e os incêndios florestais dispararam durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, que tentará a reeleição em outubro. Desde que ele assumiu a Presidência, em janeiro de 2019, o desmatamento médio anual na Amazônia brasileira cresceu 75% em comparação à década anterior. “Após quase quatro anos de uma clara e objetiva política antiambiental por parte do governo federal, vemos que na iminência do encerramento deste mandato (…), grileiros e todos aqueles que têm operado na ilegalidade viram um cenário perfeito para avançar sobre a floresta”, disse no comunicado o porta-voz do Greenpeace Brasil para a Amazônia, André Freitas. O presidente rechaça as críticas, argumentando que a extensão da Amazônia dificulta a fiscalização e que o Brasil preserva suas florestas muito melhor do que a Europa, enquanto critica as ONGs e os grupos ambientalistas.

AFP/FOLHA DE SP

FRANGOS & SUÍNOS

Carcaça suína no mercado paulista tem queda, a R$ 9,30/R$ 9,70 o quilo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 127,00/R$ 133,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,06%/0,99%, valendo R$ 9,30/R$ 9,70 o quilo.

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (16), houve recuo de 0,43% em São Paulo, chegando a R$ 6,91/kg, e de 0,16% no Paraná, atingindo R$ 6,36/kg. Os valores ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,96/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,37/kg), e em Santa Catarina (R$ 6,29/kg).

Cepea/Esalq

Aumento no preço médio da carne suína exportada

China tem elevado as compras da proteína

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura até a terceira semana de setembro (11 dias úteis) atingiu mais de 58% da receita total obtida em setembro do ano passado. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “é muito importante essa recuperação porque o setor precisa dessa receita, e deu um aumento no preço médio”. “O ideal é sempre buscar mais mercados para ser cada vez menos dependente da China, como está sendo feito com Cingapura, Vietnã, países da América do Sul. A China expandiu o ritmo de importação nas últimas semanas, mas é um movimento transitório devido aos feriadões no gigante asiático que estão por vir”, disse. A receita, US$ 141,7 milhões, representa 58,54% do montante obtido em setembro de 2021, que foi de US$ 242 milhões. No volume embarcado, as 57.459 toneladas, ele é 56,5% do total registrado em setembro do ano passado, com 101.792 toneladas. A receita por média diária de US$ 12.8 milhões é 11,8% maior do que a de setembro de 2021. No comparativo com a semana anterior, alta de 0,6%. Em toneladas por média diária, 5.223 toneladas, alta de 7,8% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, aumento de 0,7%. No preço pago por tonelada, US$ 2.466, ele é 3,7% superior ao praticado em setembro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa baixa de 0,15%.

AGÊNCIA SAFRAS

Cotações estáveis no mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,80/kg, assim como o frango no atacado, fechando em R$ 7,72/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,82/kg, da mesma maneira que no Paraná, que terminou o dia com R$ 5,36/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (16), a ave congelada ficou estável em R$ 8,16/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,12%, fechando em R$ 8,15/kg.

Cepea/Esalq

Exportações de frango podem bater recorde, chegando a 4,7 milhões de toneladas em 2022

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura até a terceira semana de setembro (11 dias úteis) alcançou 67% da receita em todo o mês de setembro de 2021

Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o Brasil vai bater 4,7 milhões de toneladas em 2022, recorde de exportação este ano. “Não temos foco de influenza aviária. Além disso tem a Copa do Mundo no Catar, e sabemos que o oriente médio é um grande importador do frango halal brasileiro. Há também o conflito armado entre Rússia e Ucrânia, que também favorece o Brasil nas exportações de frango”, disse. A receita com as exportações até a terceira semana deste mês, US$ 453,5 milhões, representa 67,6% do valor obtido em setembro de 2021, com US$ 670,6 milhões. No volume embarcado, as 219.898 toneladas são 56,5% do total registrado em setembro do ano passado, com 388.534,438 toneladas. A receita média diária foi de US$ 41,2 milhões, valor 29,1% maior que o registrado em setembro de 2021. No comparativo com a semana anterior, queda de 7,1%. Em toneladas por média diária, 19.990, avanço de 8,0% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, queda de 9,04%. No preço pago por tonelada, US$ 2.062, ele é 19,5% superior ao praticado em setembro do ano passado. Frente ao valor atingido na semana anterior, avanço de 2,08%.

AGÊNCIA SAFRAS

INTERNACIONAL

Surto de gripe aviária detectado em colônia de pinguins na Cidade do Cabo, em Boulders, na África do Sul

Autoridades ambientais sul-africanas confirmaram quatro novas infecções e outros sete casos suspeitos em um novo surto de gripe aviária na colônia de pinguins de Boulders, na Cidade do Cabo, uma atração turística popular e um importante local de reprodução

Autoridades municipais e provinciais disseram que a cepa de gripe aviária altamente patogênica é semelhante à detectada em várias aves marinhas selvagens, incluindo cormorões-do-cabo e andorinhas-do-mar, desde maio do ano passado, após um surto semelhante em 2018 ter matado centenas de pinguins e outras aves ameaçadas de extinção. Os pinguins africanos, também conhecidos como pinguins burros, são as únicas espécies que se reproduzem no continente, mas seus números vêm caindo acentuadamente ao longo dos anos devido à perda de habitat e ao declínio dos estoques de peixes. “Fechar a colônia de Boulders aos visitantes não se justifica neste estágio, mas os visitantes devem permanecer nos calçadões designados”, disse um comunicado conjunto emitido pelos Parques Nacionais da África do Sul, os serviços veterinários de Western Cape e o órgão de conservação de aves SANCCOB. Há cerca de 3.000 pinguins em Boulders Beach, em Simon’s Town, perto da Cidade do Cabo, disseram as autoridades. “A gripe aviária quase não apresenta risco para os seres humanos, mas se transmitida de aves marinhas selvagens para bandos de aves, representa um grande risco para o setor agrícola”, disse Anton Bredell, Ministro de Assuntos Ambientais de Western Cape, em comunicado, acrescentando que o desastre local centro de gestão tinha sido alertado. Em um comunicado separado, o Departamento Nacional de Silvicultura, Pesca e Meio Ambiente disse na sexta-feira que as áreas ao redor das principais colônias de pinguins serão temporariamente fechadas para a pesca comercial de anchovas e sardinhas a partir de 1º de setembro, em uma tentativa de apoiar o declínio das populações de pinguins.

REUTERS

Maior produtor de carne suína da Europa corta empregos à medida que a oferta diminui

A maior produtora de carne suína da Europa, a Danish Crown, disse que cortará 350 empregos em duas fábricas na Dinamarca como resultado da queda na oferta de agricultores atingidos pelo aumento dos preços de energia e ração

A guerra na Ucrânia resultou em preços recordes que os agricultores pagam por energia e ração para os porcos, disse a Danish Crown. “Os pagamentos aos agricultores não acompanharam o mesmo ritmo e, portanto, o fornecimento de suínos para abate à Danish Crown caiu visivelmente nos últimos meses”, disse a empresa em comunicado. Nos últimos dois anos, a Danish Crown quase sempre teve mais porcos prontos para o abate do que suas fábricas podiam lidar. “Agora a imagem parece completamente diferente”, disse.

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