CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1821 DE 19 DE SETEMBRO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1821 | 19 de setembro de 2022

 

NOTÍCIAS

BOI: Programação distinta entre as indústrias em São Paulo

Por mais um dia, estabilidade na praça paulista. As indústrias exportadoras estão com escala de abates alongadas, atendendo o restante do mês e, em algumas unidades, até início de outubro. Já as que atendem ao mercado interno, a programação atende uma semana ou menos

Dados da Scot mostram que, nas praças paulistas, o boi destinado à exportação está apregoado em R$ 300/@, preço bruto e a prazo, “mas vale ressaltar que há negócios abaixo desta referência”. O boi gordo destinado ao mercado interno (sem premiação) segue valendo R$ 290/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas, respectivamente, por R$ 270/@ e R$ 282/@ (preços brutos e a prazo), informa a Scot. No Acre, ao longo de setembro, os preços não mudaram. A seca que atinge o estado tem perdurado e a oferta de bovinos terminados está boa, assim, as escalas seguem confortáveis. Em Alagoas, os preços do boi permanecem estáveis desde o dia 17 de agosto e os da vaca desde o dia 24 de agosto. Já a cotação da novilha caiu R$1,00/@ ao longo do mês.

SCOT CONSULTORIA

ITAU BBA: Com aumento da oferta de animais terminados, o cenário é desafiador para os preços do boi no último trimestre

Se o mercado não reagir, uma parte dos animais que entrariam na engorda intensiva para abate ainda em setembro deverá ficar para o ano que vem.

O relatório mensal do Itaú BBA informou que mesmo com o auxílio governamental e Copa do Mundo, o cenário é mais desafiador para os preços do boi no último trimestre. Outro fator que é importante ficar atento é como a queda observada da carne no atacado chegará ao consumidor final, e se esse cenário vai ajudar na absorção doméstica e consequentemente na recuperação dos preços. “A grande questão na definição dos preços do boi nos próximos meses será a disponibilidade de gado já garantido pela indústria, sobretudo para a exportação. Caso a disponibilidade de gado para exportação siga confortável, o boi dependerá mais de uma alta da carne no mercado doméstico para sua recuperação”, informou o banco em seu relatório mensal. Do lado da demanda externa, as exportações seguiram vigorosas em agosto, com 203,23 mil toneladas in natura garantindo um novo recorde na quantidade embarcada, 11,9% superior a ago/21 e 20,3% no comparativo acumulado no ano. Entretanto, o preço de exportação recuou pelo segundo mês consecutivo, agora a USD 6.133/t, o que foi 6,3% abaixo da média de julho/22. O spread das exportações caiu de 25% em julho para 16% em agosto, em meio à combinação entre a queda do preço da carne, apreciação cambial (4,1%) e leve alta do custo do boi em dólares (1,1%). Conforme os dados levantados pelo indicador Cepea, o bezerro no estado do Mato Grosso do Sul também recuou, porém menos (0,5%), prejudicando a relação de troca para a recria-engorda. “A acomodação do animal terminado não se traduziu em melhora do spread dos frigoríficos no mercado doméstico em agosto, já que a carcaça casada também perdeu sustentação, mas até a primeira quinzena de setembro esta relação se inverteu com o boi caindo mais que a carne.

Itaú BBA

Frigoríficos alongam escalas e ditam ritmo dos negócios em várias regiões

Mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços estáveis

Para o analista da consultoria Safras& Mercado, Fernando Iglesias, nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais continuaram acontecendo algumas negociações acima da referência média para animais que cumprem os requisitos de exportação para a China. Já nas principais praças de produção e comercialização das regiões Centro-Oeste e Norte o cenário de pressão de baixa sobre a arroba do boi persiste, com frigoríficos bem posicionados ditando o ritmo dos negócios. Por outro lado, o desempenho das exportações de carne bovina ao longo do ano é bastante satisfatório, oferecendo maior capacidade para os frigoríficos exportadores em pagar mais pela arroba do boi gordo, disse Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 292. Já os preços da carne bovina seguiram firmes no mercado atacadista no fechamento da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma queda dos preços no curto prazo, em linha com a menor reposição entre atacado e varejo tradicional da segunda quinzena de cada mês, resultado da desaceleração do consumo. Mas é importante mencionar que há otimismo em torno do consumo doméstico durante o último trimestre, pico sazonal de demanda com as festas de final de ano, o que pode motivar alta dos preços, ponderou Iglesias. O quarto traseiro permaneceu com preço de R$ 21,10 por quilo. A ponta de agulha seguiu precificada a R$ 16,40 por quilo. Por fim, o quarto dianteiro permaneceu no patamar de R$ 16,50 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Paradeira no mercado brasileiro de reposição

Os recriadores e invernistas seguem receosos quanto ao futuro incerto no mercado do boi gordo, portanto, poucos negócios foram reportados durante a semana, informa a Scot Consultoria

O ambiente de poucos negócios no mercado brasileiro de reposição – que se arrasta há semanas – continua, informou a zootecnista Thayná Drugowick, analista de mercado da Scot Consultoria. “Os recriadores e invernistas seguem receosos quanto ao futuro incerto no mercado do boi gordo, portanto, poucos negócios foram reportados durante a semana”, disse a analista. No comparativo semanal, considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados monitorados pela Scot Consultoria, as cotações tiveram um ligeiro incremento de 0,5%. Embora o momento seja de baixa qualidade das pastagens, devido ao período seco do ano, foi observado uma maior procura das categorias mais jovens. Os preços do bezerro e bezerra de desmama, por exemplo, tiveram alta de 1,0% e 0,8%, respectivamente, nos últimos sete dias. Para o curto prazo, o mercado do boi gordo deve continuar ditando o ritmo na reposição. “Apesar do cenário pouco animador, é importante ficar atento às oportunidades”, recomenda Thayná. “Embora a liquidez de negócio tenha registrado recuperação entre algumas praças pecuárias para algumas categorias, o volume de negócios ainda não é suficiente para desencadear altas mais significativas nos preços da reposição”, relatam os analistas da IHS Markit. Os patamares atuais de preços praticados na reposição continuam muito aquém daqueles observados em igual período do ano passado. “Mas esses repiques de negócios não chegam a oferecer suporte a altas mais consistentes nos preços”, ressalta a IHS. Entre as praças da região Sudeste do Brasil, destaque para firmeza dos preços do bezerro no interior paulista, bem como para algumas categorias de fêmeas. No Centro-Oeste, os preços dos animais jovens (não-terminados) voltaram a recuar em algumas praças, como em regiões do Mato Grosso do Sul e de Goiás, informa a IHS, acrescentando que esse viés de baixo reflete a fragilidade nas cotações da boiada gorda. No Mato Grosso, a ocorrência das primeiras chuvas começa a estimular alguns negócios, mas sem grandes altas na formação dos preços, relata a IHS. Nas demais regiões do Brasil, o mercado de reposição ainda avança de forma cadenciada, com a oferta maior que a demanda.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar vai a R$5,2609 e tem maior ganho semanal em 2 meses com receios sobre Fed

O dólar estendeu seus ganhos em relação ao real na sexta-feira e fechou numa nova máxima desde o início de agosto, em sua maior valorização semanal em dois meses, em meio a receios persistentes sobre um ciclo de alta de juros muito agressivo nos Estados Unidos

A moeda norte-americana à vista ganhou 0,41%, a 5,2609 reais, renovando sua maior cotação para encerramento desde 3 de agosto (5,2781 reais). Na B3, às 17:06 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,20%, a 5,2770 reais. Após vários dias marcados por aversão a risco, o dólar à vista subiu 2,23% frente ao real em relação ao fechamento da última sexta-feira, maior valorização semanal desde o ganho de 2,60% acumulado entre os dias 11 e 15 de julho passado. Por trás desse rali está a expectativa de que o Fed subirá sua taxa de juros em, pelo menos, 0,75 ponto percentual ao fim de seu encontro dos dias 20 e 21 de setembro, com pequenas chances de ajuste ainda maior, de 1 ponto percentual completo, disse à Reuters Thomas Gibertoni, analista da Portofino Multi Family Office. Ele atribuiu parte dessa perspectiva a dados de inflação norte-americanos mais altos do que o esperado divulgados nesta semana, mas disse que os mercados financeiros internacionais já vêm recalibrando suas apostas para o juro dos EUA desde o fim do mês passado, na esteira de um alerta do chair do Fed, Jerome Powell, sobre a necessidade de manter a política monetária apertada por algum tempo. Caso Powell adote tom mais agressivo que o visto até agora ao fim do encontro do Fed da semana que vem, o dólar pode ter espaço para subir ainda mais frente ao real, disse Gibertoni. Em relação à cena doméstica, Gibertoni destacou surpresas em dados econômicos recentes –estimuladas principalmente pelo setor de serviços– como um fator positivo para o mercado financeiro brasileiro, embora ofuscadas pelo exterior adverso. A próxima reunião de política monetária do BC acontece na semana que vem, nos mesmos dias que o encontro do Fed. Contratos futuros de juros mostram probabilidade implícita de 60% de manutenção da taxa Selic no nível atual de 13,75% ao ano, mas ainda há 40% de chance de haver aumento residual para 14%.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda e perde quase 3% na semana com Fed no radar

O Ibovespa fechou em queda pelo quarto pregão seguido na sexta-feira, ainda pressionado pelas preocupações com os próximos passos do banco central dos Estados Unidos e seus reflexos na economia norte-americana

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,61%, a 109.280,37 pontos, acumulando um declínio de 2,69% na semana. A sexta-feira também foi marcada pelo vencimento dos contratos de opções sobre ações. “O mercado está apreensivo” afirmou César Mikail, gestor de renda variável da Western Asset. “A dúvida é em que nível o Fed vai parar os juros, se 4%, 4,5% ou 5%, o que o mercado fez foi colocar no preço que esse juro vai até pelo menos próximo do patamar de 4,5%”, afirmou, prevendo que a volatilidade continuará nos próximos dias. Em Wall Street, o S&P 500 fechou a sexta-feira em baixa de 0,72%, com os negócios também marcados pelos vencimentos de opções sobre ações e índices e dos futuros de ações e índices. O Fed reúne-se na próxima semana para decidir sobre o juro, e a expectativa majoritária é de uma alta de 0,75 ponto percentual, embora o CPI tenha alimentado apostas de uma elevação de 1 ponto. A decisão será conhecida na quarta-feira. No Brasil, o Banco Central (BC) também anuncia a sua definição para a Selic no dia 21. A maioria dos economistas consultados em pesquisa Reuters prevê manutenção dos 13,75%, na primeira pausa no ciclo de altas que teve início no começo de 2021. “Acreditamos que o cenário de inflação para o horizonte relevante da política monetária melhorou marginalmente, e que, portanto, o comitê deve indicar a interrupção do processo de aperto monetário”, afirmou o Itaú Unibanco. “Olhando mais à frente, seguimos esperando queda da taxa Selic apenas no segundo semestre de 2023, para 11,00% ao ano até dezembro”, acrescentou a equipe de pesquisa macroeconômica do Itaú comandada pelo ex-BC Mário Mesquita. Eles ressaltaram, no entanto, que a intensidade e data de início de um eventual ciclo de cortes estarão particularmente condicionadas a sinalizações sobre o rumo das contas públicas.

REUTERS

IGP-10 tem segundo mês de deflação em setembro com queda de combustíveis. ACUMULADO de 8,24% em 12 meses

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou o segundo mês seguido de deflação em setembro, ainda refletindo o impacto da queda dos preços dos combustíveis, que têm acompanhado a retração das cotações internacionais e também o efeito de desonerações promovidas pelo governo em ano eleitoral

O IGP-10 caiu 0,90% este mês, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira. Com o resultado, o índice passou a acumular avanço de 8,24% em 12 meses, um recuo em relação aos 8,82% registrados em agosto, que foi a primeira leitura de um dígito desde julho de 2020 (+8,57%). O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve queda de 1,18% em setembro, depois de recuar 0,65% em agosto. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, caiu 0,14%, após retração de 1,56% em agosto. “Os combustíveis continuam contribuindo para o arrefecimento das pressões inflacionárias no âmbito do produtor e do consumidor. No IPA, a taxa de variação do diesel passou de 2,28% para -6,70%, sendo a principal influência negativa. No IPC, a taxa de variação da gasolina caiu menos –de -16,88% para -9,66%–, mas manteve-se como maior influência negativa”, disse André Braz, coordenador dos índices de preços na FGV. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, teve variação negativa de 0,02% em setembro, após alta de 0,74% no mês anterior. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

REUTERS

Economia do Brasil cresceu bem abaixo da média global entre 2019 e 2021, aponta estudo

Ao longo do período, que incluiu dois anos de pandemia, PIB nacional avançou 0,59% ao ano, em média, ante 1,54% do resto do mundo; País ficou em 32º lugar em ranking de crescimento com 50 nações

O Brasil ocupa a 32.ª posição num ranking de crescimento econômico de 50 países nos últimos três anos. Entre 2019 e 2021, o Produto Interno Brasileiro (PIB), cresceu 0,59% ao ano, ante média mundial de 1,54%, de acordo com cálculos do economista Sérgio Gobetti, feitos a pedido do Estadão, a partir de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Nesse período, que abarcou os anos da pandemia da covid-19, a economia dos EUA cresceu 1,45% ao ano; os países da Zona do Euro, 1,25%; e a Ásia, 2,17%. A China, epicentro da pandemia, cresceu 5,4% ao ano no último triênio. As comparações contrariam argumentos da atual equipe econômica, que tem ressaltado dados favoráveis sobre a economia brasileira em ano eleitoral. A situação é ainda pior quando se analisa a média em dez anos (2012-2021): avanço de 0,33% ao ano, quinto pior desempenho entre 50 países, à frente apenas de Grécia, Ucrânia, Argentina e Itália. “Costumávamos falar que os anos 1980 haviam sido a década perdida pelo fato de a economia brasileira ter crescido menos de 2% ao ano, mas agora descobrimos que a verdadeira década perdida é a que estamos vivendo”, diz Gobetti. Mesmo que o PIB cresça perto dos 3% estimados pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, o ritmo será inferior ao do resto do mundo, segundo projeções do FMI, que estima expansão de 3,2% para a economia mundial em 2022. Oficialmente, o Ministério da Economia projeta alta de 2,7% neste ano. A série histórica do FMI revela que, em comparação à economia global, a melhor fase para o País nas últimas duas décadas foi na segunda metade dos anos 2000, entre 2007 e 2010, quando o PIB brasileiro cresceu 4,6% ao ano, ante 1,87% no mundo. O resultado veio a despeito da crise de 2008, devido à combinação entre uma grande expansão do mercado consumidor doméstico e o “boom” das commodities. Com esse nível de ociosidade há tanto tempo, era de se esperar que a economia brasileira estivesse crescendo bem mais do que a de outros países. Hoje, a expansão do PIB se beneficia de uma alta capacidade ociosa na economia. De acordo com Bráulio Borges, economista da Fundação Getúlio Vargas e da LCA Consultores, há sete anos a economia brasileira vem operando abaixo do seu nível potencial. O PIB potencial é o nível de crescimento que pode ser obtido com a plena utilização dos recursos disponíveis, sem pressões inflacionárias.

O ESTADO DE SÃO PAULO

EMPRESAS

BRF recebe nova habilitação para exportar carne de peru ao México

Empresa já tinha autorização para enviar o produto de uma planta no Paraná

A BRF informou que sua unidade de Chapecó, em Santa Catarina, foi autorizada pelo Serviço Nacional de Saúde, Segurança e Qualidade Agroalimentar (Senasica) do México a exportar carne de peru ao país. Essa é a segunda unidade da BRF habilitada a exportar a proteína ao mercado mexicano. Em 2021, o México já havia habilitado a planta localizada em Francisco Beltrão, no Paraná. “A nova habilitação traz flexibilidade para acompanhar as oscilações de mercado e agilidade para capturar as melhores oportunidades”, disse a empresa, em comunicado.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Custo de produção de suínos sobe; ICPFrango se mantém estável em agosto

Os estados de SC e PR são usados como referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente

Os custos de produção de suínos subiram em agosto segundo os estudos publicados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa. O Índice de Custo de Produção de Suínos, o ICPSuíno, subiu 1,18% em relação a julho, fechando em 436,84 pontos. Já o ICPFrango se manteve estável, oscilando 0,01%, fechando julho em 422,03 pontos. Os gastos com a ração dos suínos foi o item que mais influenciou a alta em agosto, subindo 0,85%. No ano, o acumulado é de 5,80%. Com isso, o custo total de produção por quilo de suíno vivo produzido em sistema tipo ciclo completo em Santa Catarina passou de R$ 7,55 em julho para R$ 7,64 em agosto. Nos primeiros oito meses do ano, o ICPSuíno acumula 9,07% de alta e, nos últimos 12 meses, 7,29%. Já o ICPFrango registrou queda nos gastos com aquisição de pintinhos de um dia (-0,26%), nutrição (-0,10%) e mão de obra (-0,06%), apesar da alta com energia elétrica, calefação e cama (0,29%) e transporte (0,20%). O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva, manteve o valor de julho em agosto: R$ 5,45. De janeiro até agosto, o ICPFrango acumula alta de 4,59% e, nos últimos 12 meses, uma variação de 3,56%. O analista da área de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves, Ari Jarbas Sandi, lembra que “apesar de os custos de produção de suínos da Embrapa serem referenciais, ou seja, servirem de baliza para o setor produtivo, os mesmos podem não representar a realidade de cada suinocultor ou avicultor, sendo este dependente de variáveis produtivas, da conversão alimentar dos animais, da qualidade da mão de obra empregada nos manejos operacionais, da ambiência e nível tecnológico das instalações e da gestão técnica e econômica que o produtor consegue prover à atividade que escolheu empreender”.

Embrapa Suínos e Aves

Preços dos suínos com estabilidade na sexta

A Scot Consultoria informou que a arroba do suíno CIF está cotada a R$ 127,00/@ a R$133,00/@, sem alteração.  Já o valor da carcaça especial também seguiu estável e está cotado a R$ 9,40/R$ 9,80 o quilo.

Conforme foi divulgado pelo Cepea/Esalq referente às informações da última segunda-feira (08), o preço do animal vivo em Minas Gerais está próximo de R$ 6,96/kg e seguiu estável o comparativo diário. Em Santa Catarina, o suíno registrou queda de 0,32% e está precificado a R$6,29/kg. Em São Paulo, o animal vivo apresentou estabilidade e está ao redor de R$ 6,94/kg. No Paraná, o valor do animal apresentou uma valorização de 0,16% e está cotado em R$ 6,37/kg. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno apresentou estabilidade e cotado em torno de R$6,37/kg.

Cepea/Esalq

Itaú BBA: Apesar das exportações aquecidas, mercado de suínos não absorve o aumento na produção

Para o Itaú BBA, apesar das exportações aquecidas o mercado não está sendo capaz de absorver o aumento na produção. “Como é improvável que a oferta reduza substancialmente nos próximos meses, isso torna mais incerta a recuperação das margens”, informou o banco em relatório mensal

Neste cenário, as grandes agroindústrias que exploram mais o mercado externo e/ou agregam valor nos produtos vendidos no mercado interno conseguem atravessar melhor este período difícil. A pressão maior segue nos produtores menores e independentes, que têm menos gestão e estrutura financeira para aguardar o equilíbrio da oferta e demanda. No mercado interno, os preços do animal tiveram elevação de 2,8% para R$ 6,72/kg enquanto os custos subiram menos (0,7%) mas ainda seguem acima de R$ 7,50/kg, acima dos preços de venda do animal vivo.

Itaú BBA

Frango: Cotações encerram a semana estáveis

A Scot Consultoria informou que a referência para a carne de frango na granja em São Paulo permaneceu estável e está em R$ 5,80/kg, enquanto que o frango no atacado registrou queda de 1,68% e finalizou o dia cotado a R$ 7,62/kg

No levantamento realizado pelo Cepea na quinta-feira (15), o preço do frango congelado registrou leve alta de 0,12% e está cotado em R$ 8,16/kg. Já o frango resfriado permaneceu estável, sendo negociado em R$ 8,14/kg. O preço do frango vivo em Santa Catarina seguiu estável em 4,82/kg.  A referência do frango vivo no Paraná apresentou valorização e está a R$ 5,41/kg, enquanto em São Paulo a cotação do frango vivo está sem referência.

Cepea/Esalq

Itaú BBA: elevado do custo de produção não deixa espaço para recuo no preço do frango

A disponibilidade de milho neste momento é bem melhor que há um ano e isso pode restringir novas altas significativas pelo menos nos próximos meses

Para o Itaú BBA, o patamar elevado dos custos não deixa espaço para recuo de preço da ave, o que pode pressionar as margens um pouco mais adiante, a partir de dezembro e janeiro, quando os preços das carnes normalmente moderam. “Claro que se o clima para o desenvolvimento das safras do Hemisfério Sul se mostrar favorável já que o balanço global não dispõe de folga, este cenário deve fortalecer o escoamento externo do cereal brasileiro”, informou o banco em seu relatório mensal. Os preços do frango vivo e os custos de produção bastante alinhados em agosto, próximos de R$ 5,60/kg, vem mantendo o spread das granjas apertado, bem diferente do período ago-nov/21, quando os preços avançaram razoavelmente antes de um novo salto dos custos a partir do final do ano, quando as perdas da primeira safra de grãos no Sul ficaram evidentes. O banco reforçou que o período vindouro será de alojamento das aves para o final do ano, sendo importante a calibragem do ritmo de produção, valendo lembrar que o peso médio das aves mais elevado visto no primeiro semestre do ano, sustentou um pequeno crescimento da produção, mesmo com o setor abatendo menos aves.  No atacado paulista, os preços das aves ficaram estáveis durante o mês de agosto em torno de R$ 8,00/kg, enquanto houve redução de 3,6% no dianteiro bovino. “A ave acabou reduzindo sua vantagem relativa em termos de preços. A relação entre as duas proteínas caiu para 2,3 kg de frango/kg de dianteiro, semelhante há um ano atrás, mas bem menor que no início do ano quando esteve acima de 3”, informou.

Itaú BBA

Frango/Cepea: Alta nos insumos e queda no preço da carne reduz poder de compra

O poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja está se reduzindo neste mês, devido à queda dos preços do animal vivo e à alta nos valores destes insumos

De acordo com colaboradores consultados pelo Cepea, a queda do preço da carne de frango é resultado da menor demanda. Assim, cálculos do Cepea mostram que o avicultor paulista pode comprar 4,19 quilos de milho com a venda de um quilo de frango em setembro (até o dia 14), quantidade 4,2% abaixo da observada em agosto, mas ainda 8,7% acima da de setembro/21. No caso do farelo de soja, o produtor consegue adquirir 2,24 quilos do derivado com a venda de um quilo do animal, 2,7% a menos que no mês anterior e 9,5% a menos que há um ano.

Cepea

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