CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1777 DE 18 DE JULHO DE 2022

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Ano 8 | nº 1777 | 18 de julho de 2022

 

NOTÍCIAS

BOI: Sexta-feira calma em São Paulo

Com escalas de abate confortáveis, muitas indústrias permaneceram fora das compras nesta sexta-feira (15/7)

No Sul de Goiás, a cotação para o boi e novilha gordos permaneceram estáveis, já a vaca gorda teve alta de R$2,00/@ em relação ao dia anterior (14/7). No Rio de Janeiro, apesar das negociações em ritmo mais lento, os preços seguiram estáveis no estado. Em São Paulo, segundo levantamento da Scot Consultoria, as escalas de abate seguem confortáveis, fazendo com que muitas indústrias ficassem fora das compras de boiadas gordas na sexta-feira, 15 de julho. As cotações dos animais terminados ficaram estáveis nas praças paulistas. Boi, vaca e novilha gordos estão cotados em R$ 313/@, R$ 282/@ e R$ 304/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), segundo a Scot. Bovinos com até quatro dentes, destinados ao mercado da China, estão sendo negociados em R$ 320/@, em São Paulo.

SCOT CONSULTORIA

Boi: semana termina com preços estáveis

Expectativa é de alguma queda nas cotações no curto prazo, em linha com a posição mais confortável das escalas de abate

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis nesta sexta-feira (15). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a finalização da semana foi marcada pela inexpressiva fluidez dos negócios. Muitas indústrias frigoríficas estão ausentes da compra de gado. “A expectativa ainda é de alguma queda dos preços no curto prazo, em linha com a posição mais confortável das escalas de abate, que hoje atendem entre sete e oito dias úteis em média”, disse Iglesias. A incidência de animais a termo favorece uma posição mais confortável da indústria frigorífica. O fluxo de exportação segue bastante positivo, com receitas espetaculares em 2022. Os preços médios internacionais da carne bovina seguem em elevação. Na capital de São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 316 na modalidade a prazo. A arroba em Dourados (MS) foi indicada em R$ 291. Além disso, em Cuiabá (MT), a arroba do boi ficou indicada em R$ 293. Em Uberaba (MG), preços a R$ 300 por arroba. Em Goiânia (GO), arroba a R$ 295. O mercado atacadista voltou a operar com preços em queda. Segundo Iglesias, a expectativa é de queda dos preços no decorrer da próxima semana, em linha com uma reposição mais lenta entre atacado e varejo. De acordo com o analista, isso é algo compreensível durante a segunda quinzena do mês, período que conta com maior apelo ao consumo. O aumento dos valores envolvidos no Auxílio Brasil será um fator importante para estimular o consumo de produtos básicos, o que pode ser um ponto relevante para os preços da carne bovina no atacado. Segundo Iglesias, a demanda na primeira quinzena de agosto terá capacidade para promover uma recuperação dos preços da carne bovina. O quarto traseiro foi cotado a R$ 22,35 por quilo, queda de R$ 0,20. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 17,50 por quilo, queda de R$ 0,30.  A ponta de agulha foi precificada a R$ 17,25 por quilo, queda de R$ 0,10.

AGÊNCIA SAFRAS

Escalas de abate seguem ‘nas alturas’, informa Agrifatto

Segundo a consultoria, a média nacional das escalas de abate está em 12 dias úteis, avanço de 2 dias no comparativo semanal

Na sexta-feira, 15 de julho, todas as praças acompanhadas pela consultoria se encontram com as programações de abate acima da média dos últimos 12 meses. Segundo a consultoria, a média nacional das escalas de abate está em 12 dias úteis, avanço de 2 dias no comparativo semanal. São Paulo – As indústrias fecharam a sexta-feira com 14 dias úteis programados, queda de 1 dia no comparativo entre as semanas. Pará – Os frigoríficos paraenses conseguiram avançar as suas escalas em 2 dias, encerrando a sexta-feira com a média de 17 dias úteis programados. Minas Gerais – As programações de abate se encontram na casa de 16 dias úteis programados, avanço semanal de 10 dias. Mato Grosso do Sul – As escalas de abates se encontram na casa de 13 dias úteis, sem variação ante a última semana. Goiás – Os frigoríficos goianos encerraram a sexta-feira com 11 dias úteis escalados, 4 dias de avanço no comparativo semanal. Tocantins – As escalas de abate estão na média de 9 dias úteis, 2 a mais do que na semana passada. Mato Grosso – As indústrias mato-grossenses conseguiram avançar as escalas em 1 dia, fechando a semana na média de 8 dias úteis. Rondônia – As escalas de abate continuam na média de 7 dias úteis.

Agrifatto

Volatilidade de preços persiste no mercado de reposição

Na avaliação da Scot Consultoria, segmento de animais jovens (não-terminados) é marcado pela baixa liquidez nos negócios; cotações ficaram praticamente estáveis ao longo da semana

Na apuração da Scot Consultoria, atualmente, o mercado de reposição registra lentidão nos negócios. Esse cenário de baixa liquidez é explicado pela somatória de três fatores, acrescenta a Scot: a pressão de baixa no mercado do boi gordo, devido ao avanço das escalas de abate; o consumo morno de carne bovina no mercado doméstico; e pastagens com baixa capacidade de suporte, típico desse período do ano. “Quando há negociações, o que se observa é uma maior procura por animais de categorias mais eradas”, afirma a Scot. Diante desse cenário de pouca atratividade, as cotações ficaram praticamente estáveis ao longo desta semana. Assim, nos últimos sete dias, considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas pela Scot Consultoria, houve ligeira queda de 0,1%.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em queda de 0,49%, a R$5,4059

O dólar fechou em queda nesta sexta-feira, mas terminou o dia acima de 5,40 reais, com investidores repercutindo o alívio global no rali da divisa norte-americana, mas ainda cautelosos sobre as perspectivas para a economia mundial e temas fiscais no Brasil

O dólar à vista caiu 0,49%, a 5,4059 reais. A cotação não sustentou a baixa de 1,06%, a 5,375 reais, da mínima do dia, mas também se afastou da máxima de 5,45 reais, quando marcou alta de 0,32%. Na semana, o dólar ainda acumulou valorização de 2,60%, a mais forte em um mês. O real amargou o pior desempenho semanal comparado às moedas emergentes mais próximas: peso mexicano, peso chileno, peso colombiano, sol peruano, rand sul-africano e lira turca. Em julho, o dólar avança 3,34% ante a divisa brasileira, reduzindo as perdas no ano para 3,01%.

REUTERS

Ibovespa fecha dia em alta na sexta, mas tem perda na semana

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, com dados norte-americanos e declarações de autoridades do Federal Reserve proporcionando algum alívio nas preocupações com o ritmo do aperto monetário nos EUA, que minaram os mercados na semana

Índice de referência no mercado financeiro brasileiro, o Ibovespa subiu 0,6%, a 96.695,89 pontos, de acordo com dados preliminares, acumulando na semana um declínio de 3,58%.

A sessão também foi marcada pelo vencimento de contratos de opções sobre ações na B3.

REUTERS

Despesa do governo incluindo juros volta a crescer e supera nível pré-Bolsonaro

Gasto chega a 34,1% do PIB no primeiro trimestre, mais do que quando governo assumiu

Após a queda significativa provocada pelo fim de gastos extraordinários ligados à Covid em 2020, a despesa do governo Jair Bolsonaro (PL) incluindo juros voltou a crescer e atingiu 34,14% do PIB (Produto Interno Bruto) ao fim do primeiro trimestre. O patamar supera o observado ao longo de todo o ano de 2018, no governo de Michel Temer –mostrando que a gestão Bolsonaro registra atualmente uma despesa superior à de quando assumiu o comando das contas públicas. Os números foram publicados na sexta-feira (15) no boletim do Tesouro Nacional sobre as estatísticas fiscais do governo referentes ao primeiro trimestre. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 5,35 pontos percentuais. De acordo com o Tesouro, o principal fator para a elevação da despesa observada é o aumento de gastos com pagamento de juros, que subiu de 6,13% para 9,14% do PIB no intervalo de um ano. Esse aumento reflete o aperto monetário promovido pelo Banco Central, que teve início em março do ano passado, quando a taxa básica de juros (Selic) estava em 2% ao ano, menor patamar histórico. Desde então, ela passou por nove altas consecutivas e chegou a 11,75% ao ano no fim do primeiro trimestre. Hoje, a Selic está fixada em 13,25% ao ano. O aumento dos juros impacta o valor que o Tesouro precisa pagar a investidores. “O custo da dívida acompanha de certa forma essa elevação [da Selic], que vem acontecendo em função da inflação nos últimos meses”, afirma Pedro Ivo Ferreira de Souza Junior, coordenador-geral de estudos econômico-fiscais. O cenário tem feito o governo pagar maiores taxas na emissão de novos títulos da dívida pública desde o fim do governo Dilma Rousseff (PT), afastada do cargo em maio de 2016 em um processo de impeachment. As NTN-Fs (Notas do Tesouro Nacional – Série F) de dez anos, por exemplo, foram emitidas com juros de 13,4% no leilão da última quinta-feira (14). A taxa é a maior desde 7 de abril de 2016 (quando ficou em 14,2499%) —às vésperas do afastamento de Dilma. As maiores taxas cobradas do Tesouro se devem em grande parte à piora da percepção de risco dos investidores, que cobram mais caro para financiar o governo.  Também aumenta os gastos a própria expansão do estoque da dívida pública –movimento decorrente do desequilíbrio entre receitas e despesas. Para bancar o rombo nas contas, o país busca mais empréstimos e o tamanho da dívida supera R$ 5,7 trilhões. Além das despesas com juros, impulsionou os gastos do governo no primeiro trimestre a expansão dos benefícios sociais, sobretudo com o pagamento do Auxílio Brasil. A transferência do valor de R$ 400 para famílias elegíveis inscritas no Cadastro Único teve início em novembro do ano passado, substituindo o Bolsa Família e sucedendo ao Auxílio Emergencial pago durante a pandemia de Covid-19. Em 2021, o valor médio do benefício era de R$ 250. No primeiro trimestre deste ano, a fatia referente a benefícios previdenciários e sociais na conta de despesas do governo correspondeu a 12,93% do PIB, ante 11,62% no mesmo período em 2021. As transferências feitas pelo governo a estados e municípios também ajudam nesse cálculo, considerando a melhora na arrecadação em 2022, com destaque para o aumento nos impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital.

FOLHA DE SP

EMPRESAS

Marfrig diz não ver problema em oferta de boi

A Marfrig está com uma boa oferta de animais, e o segundo semestre deste ano deve permanecer satisfatório em relação a essa questão, avalia o gerente de Compra de Gado da empresa, Maurício Manduca, que credita a condição ao bom relacionamento da Marfrig com os fornecedores de animais para abate

“Oscilações sazonais de oferta de gado são sentidas de forma menos intensa (pela companhia). Sofremos menos do que os demais frigoríficos em razão dos programas com o produtor”, declarou. Manduca garantiu que 2022 está sendo um bom ano de oferta de gado e não há dificuldades da empresa em conseguir boiadas nos dez Estados em que atua. “Está condizente com as expectativas.” Na projeção do executivo, o número de bovinos a serem confinados no segundo giro deste ano, agora no segundo semestre, deve ficar próximo do número do ano passado, mesmo com o alto custo de insumos essenciais à atividade, como milho e farelo de soja. “Na comparação anual, o preço do boi magro está mais atrativo do que em 2021. O equilíbrio entre as despesas do confinador não está tão pior assim, pelo contrário, está até um pouco melhor. As projeções da segunda safra de milho (atualmente em fase de colheita) estão superando as estimativas e também devem ajudar”, explicou. O executivo tem observado, ainda, maior concentração de animais em estruturas maiores de confinamento. “(O confinamento) Migra da mão de pequenos confinadores, que muitas vezes não conseguiram se planejar em relação à estratégia, para fornecedores que têm um plano de médio e longo prazo”, disse. Essa relação, na visão de Manduca, permite que o número de animais confinados não recue em 2022 em comparação com o ano passado. Do lado dos custos, a disparada dos combustíveis elevou as despesas com frete das operações da Marfrig, mas não “inviabilizou” as atividades. “Acaba interferindo. O frete tem um impacto não só na compra do boi magro, mas no transporte da ração e no transporte do alimento”, pontuou o executivo. Tema relevante para a indústria, a sustentabilidade na pecuária brasileira está no radar de investidores, e começa a ser entendida pelos pecuaristas que fornecessem boiadas à Marfrig, de acordo com Manduca. “Eles entendem que não é uma questão de frigorífico A, B ou C, mas de conquista de mercado brasileiro, da carne brasileira. Está sendo vista a pressão sobre desmatamento e invasão de terra indígena (no País). É uma pauta que está aí. Eles veem que não é algo estabelecido pela indústria frigorífica, e sim pelos consumidores. (Isso) Tem conscientizado os nossos produtores e estão mais sensíveis à causa”, garantiu. Segundo o gerente de Compras, o bom relacionamento da companhia com o bovinocultor permitiu também que as operações de venda de bovinos “fluísse melhor nos últimos tempos”. Houve a oportunidade, ainda, de a companhia demonstrar que oscilações na arroba do boi gordo acontecem em razão do mercado, independentemente dos frigoríficos. “Fruto de maturidade do próprio produtor que passa a entender que o mercado é soberano e a hora que (o preço) sobe, sobe. O frigorífico não tem interesse nenhum em segurar preço, até porque é uma indústria que opera à margem”, explica.

Portal Estadão

Minerva exporta primeiro contêiner de carne bovina carbono neutro para Suíça

Segundo o head de Relações com Investidores da companhia, Danilo Cabrera, países com capacidade de renda estão dispostos a pagar um ‘prêmio’ por produtos deste tipo

A partir das operações no Uruguai, o Minerva Global Foods exportou o primeiro contêiner de carne bovina carbono neutro para a Suíça, informou o head de Relações com Investidores da companhia, Danilo Cabrera, em live promovida pelo canal Bastter, no Twitch. “Ou seja, aquela produção foi certificada por uma instituição independente europeia, sinalizando que nos três escopos de avaliação de carbono, o carbono tinha sido neutralizado ali dentro do processo de produção e de exportação de carne bovina”, explicou. “Imagina a que preço isso não foi para Suíça?”, questionou o executivo, citando os benefícios de agregação de valor em uma produção pecuária sustentável. “Ela (sustentabilidade) também tem uma sinergia muito grande com a estratégia comercial, porque cada vez mais, países com capacidade de renda estão dispostos a pagar um ‘prêmio’ e a pagar mais caro por produtos deste tipo, o que nos dá uma oportunidade de maximizar nossa rentabilidade”, acrescentou.

ESTADÃO CONTEÚDO

FRANGOS & SUÍNOS

SUÍNOS: preços estáveis, com leves quedas EM SC E PR para o animal vivo

A sexta-feira (15) terminou a semana para o mercado de suínos registrando cotações estáveis ou leves quedas para algumas praças que comercializam o animal vivo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 129,00/R$ 138,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,40 o quilo/R$ 9,80 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (14), houve queda de 0,31% em Santa Catarina, chegando em R$ 6,36/kg, e de 0,16% no Paraná, atingindo R$ 6,36/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 7,26/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,28/kg), e em São Paulo (R$ 7,26/kg).

Cepea/Esalq

Preço do suíno independente sobe 2 centavos no Rio Grande do Sul

A Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja no RS apontou aumento de 2 centavos no preço do suíno vivo pago ao suinocultor independente; a cotação é de R$6,53. A pesquisa é realizada pela Associação de Criadores de Suínos do RS – ACSURS

O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 87,33. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.690,00 e da casquinha de soja é de R$ 1.350,00, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 5,09. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,30 (base suíno gordo) e R$ 5,40 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 11/07; Cooperativa Languiru R$ 5,20, vigente desde 14/02; Cooperativa Majestade R$ 5,30, vigente desde 11/07; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,20, vigente desde 08/02; Alibem R$ 4,10 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,30 (leitão), vigentes desde 11/07, respectivamente; BRF R$ 5,10, vigente desde 06/06; Estrela Alimentos R$ 4,20 (base creche e terminação), vigente desde 11/07, e R$ 5,25 (leitão), vigente desde 06/07; JBS R$ 5,10, vigente desde 23/05; e Pamplona R$ 5,30 (base terminação) e R$ 5,40 (base suíno leitão), vigentes desde 11/07.

ACSURS                   

Produção de carne suína na China no 2º trimestre é a maior desde 2015 para o período

A produção de carne suína da China no segundo trimestre subiu para 13,78 milhões de toneladas, segundo cálculos baseados em dados oficiais divulgados na sexta-feira, o nível mais alto para o período desde pelo menos 2015

O aumento ocorreu depois que os agricultores aumentaram o número de porcas em 2020 e 2021, depois que a doença mortal da peste suína africana devastou o rebanho em 2019. O segundo trimestre é normalmente o período com a menor produção de carne suína, pois segue um aumento no abate para o feriado do Ano Novo Lunar da China durante o período de janeiro a março. Este ano, a China produziu aproximadamente a mesma quantidade de carne suína em abril-junho que no quarto trimestre do ano passado, mostraram dados do National Bureau of Statistics. Também foi um aumento de 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados também mostraram que 365,87 milhões de suínos foram abatidos no primeiro semestre. Desse total, 16 produtores de suínos listados venderam um total de 63,6 milhões de porcos, um aumento de 48% em relação ao ano anterior, disse a Boya Consulting, com os principais produtores Muyuan Foods e Wens Foodstuff relatando um salto de 80% e 70%, respectivamente. A alta produção ocorreu quando a demanda se contraiu devido a repetidos surtos de COVID-19, no entanto, criando excesso de oferta e pressionando preços e lucros agrícolas. Os agricultores perderam dinheiro durante grande parte dos primeiros seis meses deste ano, com margens apenas se tornando positivas em junho. Eles começaram a abater algumas de suas porcas no final do ano passado, acelerando o ritmo no primeiro trimestre em meio a grandes perdas, e isso pode significar uma redução na produção no final de 2022. O aumento dos preços já está causando preocupação em Pequim, com o planejador estatal intervindo para tentar esfriar um aumento nas últimas semanas. No entanto, o departamento de estatísticas disse que o rebanho total de suínos cresceu para 430,57 milhões de cabeças no final de junho, ante 422,53 milhões de cabeças no final de março.

REUTERS

Carne suína: demanda se aquece e eleva preço médio mensal, diz Cepea

Quanto aos preços das carnes concorrentes, de frango e bovina, o movimento também foi de alta, mas de forma menos intensa

A demanda por carne suína está um pouco maior nesta primeira quinzena de julho. Segundo pesquisadores do Cepea, além do típico aquecimento da procura em começo de mês, as temperaturas mais baixas e eventos festivos desta época do ano favoreceram o consumo da proteína. Diante disso, a carcaça especial suína registra média de R$ 9,90/kg (até o dia 12 de julho), elevação de 5,6% frente à de junho. Quanto aos preços das carnes concorrentes, de frango e bovina, o movimento também foi de alta, mas de forma menos intensa, contexto que reduziu a competitividade da carne suína. Ressalta-se que o aumento na distância entre o preço médio da carne suína em relação à de frango e a diminuição da diferença frente à proteína bovina evidenciam a perda de competitividade do produto suinícola.

PORTAL DBO

Preços caem para o frango no atacado em São Paulo e no frango vivo no Paraná

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 6,10/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,26%, chegando a R$ 7,68/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,25/kg, enquanto o Paraná registrou recuo de 0,18%, atingindo R$ 5,54/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (14), tanto a ave congelada quanto a resfriada mantiveram os preços fixados, respectivamente, em R$ 8,01/kg, e R$ 7,99/kg.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Setor busca elevar produção, e busca por pintainhos cresce

As exportações brasileiras de carne de frango vêm registrando desempenho recorde ao longo deste ano – o volume embarcado no primeiro semestre foi o mais alto para o período

Pesquisadores do Cepea indicam que isso se deve à aquecida demanda internacional pela carne brasileira, tendo em vista o conflito na Ucrânia, importante fornecedora mundial da proteína, e casos de influenza aviária no Hemisfério Norte, que limitaram a oferta global do produto de origem avícola. As vendas externas aquecidas, por sua vez, têm limitado a disponibilidade interna da carne de frango e feito com que o setor busque elevar o volume de produção. Segundo pesquisadores do Cepea, esse fato é evidenciado pelas aquecidas demandas por lotes de frango vivo para abate e por novos pintainhos para alojamento. Na ponta inicial da cadeia, colaboradores do Cepea indicam que a procura por pintainhos de um dia está tão intensa que há registros de falta de produto em muitas regiões.

Cepea

USDA reduz estimativa para produção e consumo de carne de frango no Brasil

O consumo doméstico de carne de frango no Brasil deverá somar 10,1 milhões de toneladas em 2022, segundo estimativa mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgada em relatório na semana passada

“A inflação no Brasil enfraquece a demanda doméstica enquanto a União Europeia continua lutando com preços elevados de ração e impacto da gripe aviária altamente patogênica”, disse o USDA. A estimativa anterior do USDA para o consumo doméstico brasileiro de carne de frango em 2022, divulgada em abril, era de 10,25 milhões de toneladas. O USDA também reduziu a estimativa de produção de carne de frango do Brasil em 2022 para 14,7 milhões de toneladas, comparada à previsão de 14,85 milhões de toneladas em abril. A previsão para as exportações brasileiras de carne de frango foi mantida em 4,6 milhões de toneladas. O USDA espera que a produção global de carne de frango some 101 milhões de toneladas em 2022. As exportações globais da proteína devem somar 13,5 milhões de toneladas.

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