CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1767 DE 04 DE JULHO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1767 | 04 de julho de 2022

NOTÍCIAS

Julho começa com preços firmes da arroba

Tomando como referência a praça pecuária do interior de SP, o macho terminado subiu R$ 17,50/@ no acumulado de junho, fechando em 1º de julho a R$ 317/@ (preço bruto e a prazo), informa a Scot Consultoria

“Com as escalas de abate encurtando, em meio ao quadro de baixa disponibilidade de animais terminados, além do maior apetite por parte dos frigoríficos exportadores, a ponta compradora colocou a mão no bolso e, com isso, houve pressão positiva para os preços da arroba ao longo desta semana”, resume a zootecnista Thayná Drugowick, analista da Scot Consultoria. Essa referência de preço para o macho terminado não era observada desde meados de abril, destaca Thayná. Negócios envolvendo bovinos com padrão para exportação ao mercado da China (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) registraram acréscimo de R$ 10/@ somente na última semana, com negócios ocorrendo na casa dos R$ 330/@ em São Paulo. Ainda em relação ao mercado paulista, os preços da vaca e da novilha gordas fecharam a semana com estabilidade em relação ao dia anterior, valendo, respectivamente, R$ 284/@ e R$ 304/@ (preços brutos e a prazo), acrescenta.

SCOT CONSULTORIA

Agrifatto: média nacional das escalas de abate se mantém em 8 dias úteis pela 3ª semana consecutiva

As indústrias paulistas fecharam a sexta-feira (1/7) com 11 dias úteis programados, informa consultoria

Com a oferta enxuta de animais prontos para o abate, a maior parte dos frigoríficos encontrou dificuldade em alongar as suas escalas de abate ao longo desta semana, informou na sexta-feira (1/7) a consultoria Agrifatto. “Algumas indústrias preferiram se ausentar momentaneamente dos negócios para tentar resistir aos avanços nos preços da arroba registrados pelas regiões brasileiras”, observa o economista Yago Travagini, analista da Agrifatto. Dessa maneira, a média nacional das programações de abate se encontra em 8 dias úteis, a mesma registrada na semana passada. São Paulo – As indústrias paulistas fecharam a sexta-feira com 11 dias úteis programados, avanço de 2 dias no comparativo entre as semanas. Pará – Os frigoríficos paraenses também conseguiram avançar as suas escalas em 2 dias, encerrando a sexta-feira com 10 dias úteis programados. MS/MG/TO – Nesses Estados, as escalas de abate se encontram na média de 8 dias úteis. Enquanto os frigoríficos sul-mato-grossenses registraram redução de 2 dias nas suas escalas de abate, as indústrias mineiras e tocantinenses avançaram as programações em 1 dia e 2 dias, respectivamente, no comparativo semanal. GO/MT/RO – Os frigoríficos goianos, mato-grossenses e rondonienses encerraram a semana com as escalas próxima dos 7 dias úteis. Em Mato Grosso e Rondônia, as programações se mantiveram estáveis, enquanto em Goiás recuaram 1 dia, ante a programação registrada na sexta-feira anterior.

Agrifatto

Consumo de carne cairá no Brasil e na Argentina, dizem FAO e OCDE

Na América Latina, a maior exportadora de commodities agrícolas do mundo, queda da renda da população acentua a fome

O consumo de carne bovina continuará em queda no mundo, sendo substituído pela carne de frango, inclusive no Brasil e na Argentina, segundo avaliaram a Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em relatório publicado nesta semana sobre as perspectivas agrícolas para os próximos dez anos. A estimativa é de que o consumo global de carne bovina aumente em mais 76 milhões de toneladas até 2031. No entanto, o consumo per capita vem caindo de 2007 e poderá ter queda adicional de 2% nos próximos dez anos. Na Argentina, consumo per capita de carne deverá cair 5% até 2031, diz relatório. A região da Ásia e Pacífico é a única para a qual se projeta crescimento do consumo per capita de carne bovina nesse período, ainda que a partir de uma base baixa. Na China, o segundo maior consumidor mundial de carne bovina em termos absolutos, o consumo per capita deverá aumentar 10% até 2031, depois de ter crescido 50% na última década. Mas, na maioria dos países com alto consumo per capita de carne bovina, a média deverá cair, com migração para carne de aves. Nas Américas e Oceania, por exemplo, regiões em que a preferência pela carne bovina está entre as mais altas no mundo, o consumo per capita deverá cair 2% no Brasil e no Canadá, 4% nos Estados Unidos, 5% na Argentina e, de maneira ainda mais significativa, na Oceania, para a qual FAO e OCDE estimam declínio de 15%. Na América Latina, a provável diminuição do consumo deverá ser resultado, também, da diminuição da renda per capita, que encolheu 1,8% por ano na última década. FAO e OCDE notam que a prevalência de subnutridos na região começou a crescer de novo. Entre 2014 e 2020, o número de pessoas passando fome na América Latina aumentou 79%, e em 2020, 41% da população enfrentava moderada ou severa insegurança alimentar, segundo as duas organizações. Em 2021, a pandemia aumentou a taxa de extrema pobreza na região para 13,8% (no ano anterior, a fatia era de 13,1%). Isso representou 13 milhões de pessoas a mais de pessoas na extrema pobreza, exacerbando a insegurança alimentar. Ou seja, a região que é a maior exportadora de commodities agrícolas do mundo continua a enfrentar sérios problemas de fome em seus mercados.

Valor econômico

Exportação de carne bovina in natura é de 1 bilhão de dólares em Junho

Segundo a Secretária Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, as exportações de carne bovina in natura alcançaram 1 bilhão de dólares em junho/22

A média diária do valor negociado ficou em US$ 49,6 milhões, alta de 43,3%, frente a junho do ano passado, que ficou em US$ 34,6 milhões. Os preços médios em 21 dias úteis ficaram em US$ 6.825 por tonelada, alta de 31,7% em relação a junho de 2021, com preços médios de US$ 5.181 por tonelada. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, no primeiro semestre deste ano a China teve quase 50% das compras brasileiras em volume e quase 60% da arrecadação. “O faturamento que tivemos em junho foi de 1 bilhão de dólares, eu diria que mais de 600 milhões vieram do mercado chinês, ou seja, além de comprar muita carne brasileira, pagam um preço médio alto”, afirmou. Para o analista da Safras & Mercado, isso justifica o comportamento dos frigoríficos na compra de gado, pois acabam pagando R$ 30 a mais em animais dentro das especificações deles. O volume exportado de carne bovina em junho foi de 152,6 mil toneladas. Isso representou um aumento de 8,77% frente ao mesmo período do ano passado, com 140,3 mil toneladas. No comparativo mensal, o volume embarcado registrou uma queda de 0,33% se comparado ao mês de maio/22 que exportou 153,1 mil toneladas. A média diária movimentada ficou em 7,2 mil toneladas, avanço de 22,2% frente à maio do ano passado, com 6,68 mil toneladas.

AGÊNCIA SAFRAS

Benefício fiscal é prorrogado para as indústrias frigoríficas em MT

A indústria frigorífica conseguiu a permanência do percentual de benefício fiscal do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) no submódulo indústria alimentícia de origem animal e vegetal para carne e miudezas comestíveis bovinas

À medida que está em vigor desde 1ºde outubro de 2021, com validade de seis meses, venceu em abril, mas com o novo acordo, foi prorrogada até outubro deste ano, com efeito retroativo a partir de maio. A decisão foi aprovada, pelo Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (CONDEPRODEMAT), no dia 29 de junho. As empresas do setor abriram as planilhas de custo junto ao Governo de Mato Grosso, e as secretarias, além da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), se preocuparam com a consequência de um possível processo de desemprego que poderia ocorrer com fechamento de empresas.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Boi gordo: preços são firmes

Em determinadas regiões do país, as escalas de abate já são mais confortáveis, de acordo com a consultoria Safras & Mercado

O mercado físico de boi gordo registrou preços firmes na sexta-feira (1°). Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras& Mercado, em determinadas regiões do país as escalas de abate já são mais confortáveis, sinal de que o movimento de alta tende a perder intensidade no curto prazo. “De qualquer forma, a demanda por animais padrão China permanece muito aquecida, o que é bastante justificável, dado o resultado operacional das exportações de carne bovina em 2022, com arrecadação muito acima da evidenciada em 2021″, afirma Iglesias. Ainda segundo Iglesias, os frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico encontram dificuldades em absorver os atuais preços do boi gordo. Com isso, para mitigar a alta dos custos persiste a estratégia de operar com maior ociosidade. Com isso, em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 327 na modalidade a prazo, aumento de R$ 2. Já em Dourados (MS), preços aumentam para R$ 300. Ao mesmo tempo, a arroba de boi gordo ficou indicada em R$ 298 em Cuiabá (MT); enquanto isso, em Uberaba (MG), preços a R$ 320, sem mudanças. Por fim, em Goiânia (GO), os preços ficaram em R$ 305 a arroba. Enquanto isso, o mercado atacadista também registrou preços firmes. “A expectativa ainda é de alta das cotações no curto prazo”, avalia o analista. Dessa maneira, o quarto dianteiro do boi foi precificado a R$ 17,55, por quilo e o quarto traseiro se sustentou a R$ 22,65. Por fim, a ponta de agulha seguiu cotada a R$ 17,10.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar salta a R$5,3215 com demanda por segurança em meio a incertezas fiscais

O dólar disparou para o maior nível em quase cinco meses contra o real na sexta-feira refletindo incertezas fiscais domésticas após avanço de PEC de “bondades” no Congresso

A moeda norte-americana à vista avançou 1,73%, a 5,3215 reais na venda, cotação mais alta para um encerramento desde 4 de fevereiro (5,3249 reais). Na B3, às 17:23 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,29%, a 5,3645 reais. Por trás dessa movimentação estava também o receio de que a determinação dos principais bancos centrais do mundo no combate à alta dos preços prejudicará demais a atividade global, podendo empurrá-la para uma recessão. No Brasil, riscos fiscais exacerbavam o sentimento adverso vindo do exterior, depois que o Senado aprovou na véspera Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um estado de emergência para ampliar e criar novos auxílios sociais, com previsão de despesas fora do teto de gastos. A PEC –chamada por alguns participantes do mercado como “PEC das bondades” ou “PEC Kamikaze” por seu impacto fiscal negativo e possível efeito inflacionário de longo prazo– ainda deve passar pela Câmara dos Deputados, mas a expectativa é de aprovação na Casa com amplo apoio. Sinal do clima doméstico arisco, uma medida do risco-país subiu para perto dos maiores patamares desde maio de 2020 nos últimos dias, enquanto a volatilidade implícita do real para os próximos três meses foi na quinta-feira ao maior nível desde outubro de 2020, e seguiu próxima dessa marca na sexta. Os ganhos do dólar à vista na sessão ajudaram a moeda a marcar uma quinta alta semanal consecutiva, de 1,33%%, configurando a maior sequência do tipo desde série da mesma duração finda em 8 de outubro de 2021. Isso se seguiu a uma performance forte do dólar tanto em junho quanto no acumulado do segundo trimestre, períodos em que avançou 10,03% –melhor mês desde março de 2020– e 9,83%, respectivamente.

REUTERS

Ibovespa sobe com suporte de Petrobras, mas cautela persiste

A BRF ON avançou 5,08%, com o setor de proteínas na ponta positiva. A companhia também aprovou emissão de 1,7 bilhão de reais em debêntures. No setor, MARFRIG ON subiu 3,88%, MINERVA ON fechou em alta de 3,69% e JBS ON mostrou acréscimo de 0,41%

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, com Petrobras entre os principais suportes, mas a cautela persiste uma vez que permanecem os receios com a magnitude da desaceleração econômica global e os rumos da situação fiscal no Brasil. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,42%, a 98.953,90 pontos. Na semana, subiu 0,29%. O volume financeiro no pregão da sexta-feira totalizou 24,8 bilhões de reais. Na quinta-feira, o Ibovespa caiu 1,08%, a 98.541,95 pontos, acumulando uma queda de 11,5% em junho, pior performance desde março de 2020, quando foi duramente afetado pelo alastramento da pandemia pelo Brasil. De acordo com o analista da Terra Investimentos, Régis Chinchila, investidores estão começando julho cautelosos, buscando oportunidades em ativos descontados e ajustando as apostas para os próximos meses. “Foi uma sessão com investidores ainda incertos sobre os cenários para o segundo semestre”, afirmou. Na visão da área de macro e estratégia do BTG Pactual, a segunda metade do ano não será menos intensa do que os seis primeiros meses de 2022, em um cenário que inclui desde eleição doméstica até desaceleração do crescimento global.

REUTERS

IPC-S acelera alta a 0,67% em junho com alimentos e habitação, mostra FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acelerou a alta a 0,67% em junho depois de subir 0,50% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira

Com isso, o índice passou a acumular avanço de 10,31% nos 12 meses até junho, de uma alta de 10,28% em maio. Os dados da FGV mostram que, em junho, o grupo que registrou a maior alta foi de Educação, Leitura e Recreação, de 2,06%, embora tenha enfraquecido após avanço de 3,12% em maio. Por outro lado, os custos de Habitação deixaram para trás a queda de 1,37% e passaram a subir 0,43% em junho, enquanto a alta dos preços de Alimentação acelerou com força a 1,30%, de 0,45%.

REUTERS

Governo corta projeção de superávit comercial em 2022 com gasto maior com fertilizante e combustível

O Ministério da Economia revisou para baixo a projeção para o resultado da balança comercial brasileira no encerramento de 2022, diante de um salto na estimativa para as importações

De acordo com a nova previsão da pasta, apresentada na sexta-feira, o saldo comercial do ano deve ficar positivo em 81,5 bilhões de dólares, ante projeção de 111,6 bilhões de dólares feita em março. De acordo com o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão, a revisão foi causada principalmente pela alta nos preços de fertilizantes e combustíveis, produtos dos quais o Brasil depende de produtores internacionais. “Revisão é consequência de uma despesa maior (com importados) por conta de preços crescentes, em razão do conflito entre Rússia e Ucrânia e de todas as disrupções que observamos nas cadeias de suprimentos”, disse. Mesmo com a revisão, se confirmado, o saldo será 32,7% maior do que o observado em 2021, quando ficou positivo em 61,4 bilhões de dólares, resultado anual recorde. A mudança no cálculo foi impulsionada por um forte aumento na projeção para as importações, estimadas agora pelo governo em 268,0 bilhões de dólares, ante previsão de 237,2 bilhões de dólares previstos em março. Pelo lado das exportações, foi feita uma mudança sutil na conta, com a projeção passando de 348,8 bilhões de dólares para 349,4 bilhões de dólares no ano. De acordo com os dados do ministério, a balança comercial brasileira registrou superávit de 8,814 bilhões de dólares em junho. O dado veio abaixo da expectativa de mercado, que apontava saldo positivo de 9,994 bilhões de dólares para o período, segundo pesquisa Reuters. Os dados mostram que a quantidade exportada cresceu 0,1% no mês, enquanto a importada caiu 1,8%. Ao mesmo tempo, os preços dos produtos vendidos ao exterior tiveram alta de 14,6%, ao passo que os preços dos importados saltaram 34,6%. Em relação ao desempenho por setor, o valor total das exportações agropecuárias cresceu 30,4% em junho, enquanto as vendas da indústria de transformação subiram 38,5%. As vendas da indústria extrativa, por sua vez, recuaram 24,3% no período. No acumulado do primeiro semestre, o Brasil teve saldo positivo de 34,2 bilhões de dólares, ante 37,0 no mesmo período de 2021. O resultado é fruto de 164,1 bilhões de dólares em exportações (+19,5%) e 129,8 bilhões de dólares em importações (29,8%).

REUTERS

EMPRESAS

BRF aprova emissão de R$1,7 bi em debêntures

O Conselho de Administração da BRF aprovou uma emissão de debêntures no valor de 1,7 bilhão de reais, conforme ata de reunião do colegiado divulgada na véspera

A companhia de alimentos deverá destinar os recursos líquidos obtidos com as debêntures exclusivamente às suas atividades como produtora no agronegócio, segundo o documento. As debêntures serão simples, ou seja, não conversíveis em ações de emissão da companhia.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: preços perto da estabilidade

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 129,00/R$ 138,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,40 o quilo/R$ 9,80 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (30), houve aumento de 0,28% em são Paulo, atingindo R$ 7,19/kg, e queda de 0,16% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,31/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 7,26/kg), Paraná (R$ 6,48/kg), e no Rio Grande do Sul (R$ 6,23/kg).

Cepea/Esalq

Quilo do suíno vivo é de R$6,46 no Rio Grande do Sul

Pela terceira semana consecutiva, a Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja no RS apontou estabilidade no preço do suíno vivo pago ao suinocultor independente. A cotação é de R$6,46. A pesquisa é realizada pela Associação de Criadores de Suínos do RS – ACSURS

O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 88,67. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.666,66 e da casquinha de soja é de R$ 1.275,00, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). Agroindústrias e cooperativas – O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 4,98. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,10 (base suíno gordo) e R$ 5,20 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 09/02; Cooperativa Languiru R$ 5,20, vigente desde 14/02; Cooperativa Majestade R$ 5,10, vigente desde 09/02; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,20, vigente desde 08/02; Alibem R$ 4,10 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,20 (leitão), vigentes desde 10/02, respectivamente; BRF R$ 5,10, vigente desde 06/06; Estrela Alimentos R$ 4,10 (base creche e terminação), vigente desde 08/02, e R$ 5,15 (leitão), vigente desde 09/02; JBS R$ 5,10, vigente desde 23/05; e Pamplona R$ 5,10 (base terminação) e R$ 5,20 (base suíno leitão), vigentes desde 09/02.

ACSURS

Exportação de carne suína em junho é melhor do que a de   maio, mas ainda inferior a junho/21

Há indícios de que os preços internacionais para a carne suína estão melhorando. Dentro da China, os preços da carne suína produzida localmente estão em curva de alta

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura em junho (21 dias úteis) melhoraram em relação ao resultado de maio, mas ainda ficaram aquém do obtido em junho de 2021. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o que fica de destaque para a carne suína é um indício de melhora nos preços internacionais, já que o gigante asiático começa a apresentar preços maiores internamente. “Vemos também um horizonte com chance de que os custos de produção cedam um pouco no segundo semestre, com a entrada da safrinha de milho, mas o cenário na suinocultura interna é ainda complicado. A China segue comprando menos, e nós acabamos dependendo do Vietnã, Filipinas, Argentina e Chile, que vêm adquirindo bons volumes, para termos um desempenho melhor”, disse ele. A receita de junho, US$ 202,9 milhões, representou 79,6% do montante obtido em junho de 2021, com US$ 254,6 milhões. No volume, as 83.536 toneladas são 86% do total exportado em junho do ano passado, com 97.655 toneladas. Na comparação com o mês anterior, as exportações de carne suína são 6,3% maiores do que a registrada em maio, com US$ 190,8 milhões. No volume, as 83.536 toneladas são 4,6% superiores às de maio. Na receita por média diária, de US$ 9.664, o valor é 20,3% menor do que junho de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve baixa de 15,9%. Em toneladas por média diária, 3.977 toneladas, recuo de 14,5% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Quando comparadas a semana anterior, retração de 15,7%. No preço pago por tonelada, US$ 2.429, ele é 6,8% inferior ao praticado em junho passado. M relação a semana anterior, queda de 0,19%.

AGÊNCIA SAFRAS

Rebanho de matrizes suínas da China cai 8% em maio, diz ministério

O Ministério da Agricultura da China disse na quinta-feira que seu rebanho de porcas caiu mais de 8% em maio em comparação com um ano atrás, um declínio maior do que o estimado anteriormente

Um analista do ministério havia dito anteriormente que o rebanho reprodutor era quase 5% menor que maio de 2021. O tamanho total do rebanho reprodutor, de 41,92 milhões de cabeças, não mudou, segundo dados publicados no site do ministério, assim como a estimativa de aumento de 0,4% em maio em relação ao mês anterior. O ministério não pôde ser contatado após o horário comercial para explicar o motivo da mudança. O tamanho do rebanho de porcas da China é um indicador observado de perto para a produção de carne no maior produtor mundial.

REUTERS

Frango: alta no atacado em São Paulo e no Frango vivo no Paraná

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve alta de 1,35%, chegando em R$ 7,50/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, custando R$ 6,00/kg.
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,26/kg, no Paraná houve leve aumento de 0,18%, custando R$ 5,59/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (30) tanto a ave congelada quanto a resfriada não mudaram de preço, cotadas, respectivamente, em R$ 7,79/kg e R$ 7,71/kg.

Cepea/Esalq

Exportação de frango em junho supera em 50% a receita de junho/21

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura em junho (21 dias úteis) ultrapassaram em 50% a receita total obtida em junho do ano passado

Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o Brasil segue “nadando de braçada” quando o assunto é exportação de carne de frango. “Além da influenza aviária no hemisfério norte, há a questão do conflito entre Rússia e Ucrânia, que também acaba beneficiando o Brasil. Com o processo inflacionário e aumento do preço da carne bovina (ambos em escala mundial), a carne de frango acaba sendo mais acessível em vários países, e isso faz a diferença na hora da decisão de compra”, explicou. A receita, US$ 880,7 milhões, foi 50,39% superior ao montante obtido em todo junho de 2021, que foi de US$ 585,6 milhões. No volume embarcado, as 399.961 toneladas, ele é 10,2% maior do que total exportado em junho do ano passado, com 362.946 toneladas.  Na comparação com o mês anterior, alta de 5% sobre maio, com US$ 838.6 milhões. No volume, as 399.961 toneladas embarcadas representam queda de 0,19%. Na receita por média diária, US$ 41,9 milhões, ela é 50,4% maior que a registrada junho de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve recuo de 7,8%. Em toneladas por média diária, 19.045 toneladas, incremento de 10,2% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, queda de 8,51%. No preço pago por tonelada, US$ 2.202, ele é 36,5% superior ao praticado em junho passado. Frente ao valor da semana anterior, aumento de 0,70%.

AGÊNCIA SAFRAS

Frango/Cepea: Preço da carne cai e eleva competitividade frente à suína

Os preços da carne de frango seguiram enfraquecidos em junho, ao passo que os valores da suína subiram

Diante disso, a competitividade da proteína avícola frente à concorrente cresceu pelo segundo mês consecutivo. Em junho (até o dia 29), o frango inteiro resfriado foi comercializado no atacado da Grande São Paulo à média de R$ 7,44/kg, queda de 1,1% sobre a de maio. Segundo colaboradores do Cepea, apesar das vendas externas aquecidas, o baixo consumo interno pressionou as cotações da maioria dos produtos da avicultura de corte. Já para a carne suína, o período de inverno e festas tradicionais têm aquecido as vendas, ao passo que a oferta de animais em peso ideal de abate está menor, contexto que vem resultando em elevação dos preços. Em junho, a carcaça especial suína foi cotada, em média, a R$ 9,35/kg, avanço mensal de 1,1%. Diante disso, a carcaça suína esteve 1,91 Real/kg mais cara que o frango inteiro na parcial de junho, diferença 10,8% maior que a observada em maio, o que reduziu a competitividade da carne de frango frente à substituta.

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