CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1705 DE 04 DE ABRIL DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1705| 04 de abril de 2022

 

NOTÍCIAS

Queda na cotação da arroba do boi gordo continua em abril

“A boa oferta de animais terminados em pasto e escalas de abate mais confortáveis, que em São Paulo atendem, em média, 12 dias, permitem que os compradores pressionem os preços do boi gordo”, relatam os analistas da Scot Consultoria

No comparativo diário, houve recuo diário de R$ 1/@ no valor do boi gordo paulista na sexta-feira, agora valendo R$ 327/@ (preço bruto e a prazo). Durante a semana – entre segunda-feira (28 de março) e sexta-feira (1º de abril) –, o valor boi gordo direcionado para o mercado doméstico registrou desvalorização de R$ 10/@ nas praças do interior de São Paulo, de acordo com apuração da Scot. Por sua vez, o ágio para bovinos com padrão para o mercado da China (abatidos mais jovens, com até quatro dentes) caiu para R$ 10/@ (em relação ao boi comum), ante a premiação de até R$ 30/@ apurada no início de março, compara a Scot. Os preços da vaca e da novilha gordas também seguem em queda nas regiões de São Paulo. Nesta sexta-feira, ambas categorias sofreram baixa diária de R$ 2/@, para R$ 288/@ e R$ 324/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), também de acordo com a Scot.

SCOT CONSULTORIA

Escalas de abate das indústrias frigoríficas brasileiras seguem alongadas

Segundo levantamento da IHS Markit, na média nacional, as programações de abate giram em torno dos 10 dias úteis, sem alterações no comparativo semanal

A oferta de boi gordo alimentado a pasto começa a ganhar intensidade no mercado brasileiro, mas a demanda interna pela carne bovina continua enfraquecida. “Os frigoríficos aproveitam o momento confortável para pressionar as cotações para baixo, o que deixa os preços dos animais instáveis na maioria das praças pecuárias do Brasil”, afirmam os analistas da IHS, que aponta o retrato das escalas de abate nesta sexta-feira (1º de abril) em cada uma das principais regiões pecuárias do País. São Paulo – As indústrias fecharam a sexta-feira com 12 dias úteis programados, sem alterações no comparativo entre as semanas. Pará – Os frigoríficos paraenses encerraram a semana com as escalas na média de 13 dias úteis, aumento de 2 dias no comparativo semanal. Tocantins – Os abates estão programados para 11 dias úteis, 3 dias a mais do que foi visto na semana passada. Minas e Goiás – As indústrias mineiras e goianas fecharam a semana com a média de 10 dias úteis escalados, avançando 1 dia e recuando 3 dias, respectivamente, no comparativo semanal. Mato Grosso – As escalas de abate se encontram próximas dos 9 dias úteis, mantendo a estabilidade no comparativo entre as semanas. Mato Grosso do Sul – Os frigoríficos sul-matogrossenses se encontram com a média das escalas em 8 dias úteis, 1 dia a menos do que havia na semana passada. Rondônia – A média das programações recuou 2 dias e se encontra próxima dos 6 dias úteis.

PORTAL DBO

MPF aprova regras unificadas para auditoria do TAC da Carne

Documento, produzido pelo Imaflora, detalha as regras que terão que ser cumpridas

A 4ª Câmara de Coordenação e Revisão (Meio Ambiente e Patrimônio Cultural) do Ministério Público Federal (MPF) aprovou um protocolo unificado para orientar as auditorias dos compromissos ambientais dos frigoríficos na Amazônia. O documento, produzido pelo Imaflora, detalha as regras que as auditorias terão que cumprir para analisar fornecedores e compras de gado, que são as responsáveis por estabelecer quais compras realizadas pelas empresas estão em conformidade e quais não estão. Até então, os procedimentos de auditoria eram executados de formas distintas por cada companhia. Desde 2009, as principais companhias de carne são comprometidas com o TAC da Carne e outros termos estaduais e compromissos, que os obrigam a garantir que a compra de gado no bioma não está relacionada a desmatamento, invasão de terras indígenas e trabalho escravo. A perspectiva do MPF é que o novo protocolo de auditoria passe por ciclos anuais e seja implementado nos Estados da região amazônica no segundo semestre deste ano. Uma das regras presentes no TAC da Carne e no TAC-PA é a de que as empresas que atuam na Amazônia precisam identificar a origem do gado, ou seja, toda a cadeia de fornecedores indiretos dos animais. O novo protocolo também determina que as auditorias não devem aceitar evidências de compras de gado geradas com data posterior à aquisição efetiva do animal, ou sem referência temporal. Além das GTAs, também são essenciais para as auditorias a apresentação de listas de trabalho escravo, polígonos de desmatamento do Prodes e polígonos dos imóveis cadastrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Como o protocolo é novo, as compras de gado que tiverem ocorrido antes da implementação dos novos critérios de auditoria poderão ser registradas como operações conformes, desde que o parâmetro estabelecido esteja embasado em procedimentos documentados para atendimento aos compromissos que a empresa seja signatária. A justificativa é a de que a empresa poderia estar seguindo outros parâmetros de monitoramento e regras de bloqueio e desbloqueio, segundo o próprio documento do Imaflora. Depois que as auditorias são realizadas, as empresas precisam justificar eventuais irregularidades encontradas. Aquelas irregularidades que não são justificadas tornam-se não conformidades. Caso o frigorífico se depare com inconformidades, ele precisa elaborar um plano de ação. Segundo Lisandro Inakake de Souza, Coordenador de Cadeias Agropecuárias Responsáveis do Imaflora, “a unificação possibilita maior transparência e possibilidade de qualificar resultados comparáveis”. Com o documento, as empresas do varejo, do atacado, as instituições financeiras e a sociedade civil também poderão avaliar os frigoríficos, destacou o Imaflora.

Valor econômico

Exportação de carne bovina in natura alcança 169,4 mil toneladas em março

Segundo a Secretária Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, os embarques de carne bovina in natura março foram de 169,4 mil toneladas

O volume significa um crescimento de 26,61% frente ao exportado no ano anterior, com 133,8 mil toneladas.  Em relação a fevereiro deste ano, o volume movimentado teve um aumento de 6,47%. A média diária ficou em 7,7 mil toneladas, avanço de 32,3% frente à média exportada no mês de março do ano passado, com 5,8 mil toneladas. O analista de mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, destacou que o preço médio pago pela China foi bem alto e isso acabou favorecendo os embarques. “O desempenho do primeiro trimestre das exportações de carne bovina foi impressionante tanto em volume quanto em faturamento. Porém, eu acredito que esse cenário deve dar uma esfriada em abril com o recuo do dólar e com a incerteza da demanda chinesa”, comentou.  A receita ficou em US$ 999,4 milhões. Em março do ano passado ela foi de US$ 617,223 milhões. A média diária ficou em US$ 45,4 milhões, alta de 69,30%, frente ao observado no mês de março do ano passado, com US$ 26,83 milhões. Os preços médios foram de US$ 5.899 por tonelada, alta de 27,9% frente aos de março de 2021, com US$ 4.612 por tonelada.

AGÊNCIA SAFRAS

Mato Grosso: relação de troca entre boi gordo, milho e farelo de soja

Segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, em Mato Grosso, o farelo de soja está, na média de março, cotado a R$2.673,08 por tonelada, sem frete. Se comparado com a média de fevereiro, alta de 1,4%

Atualmente são necessárias 8,90 arrobas de boi gordo para a compra de uma tonelada de farelo de soja em Mato Grosso, queda de 2,0% no poder de compra do produtor em março comparado com fevereiro. O poder de compra do pecuarista frente ao farelo de soja aumentou 2,0% no comparativo anual. Para o milho, em Mato Grosso, segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, o preço médio da saca de 60 quilos é de R$82,75, sem frete, alta de 5,9% em relação à média de fevereiro. No estado, a relação de troca em março é de 3,63 sacas de milho de 60 quilos para uma arroba de boi gordo, queda de 6,2% no poder de compra do produtor frente à média de fevereiro. No último ano, a média foi de 3,87 sacas por arroba de boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Rio de Janeiro: escoamento lento da produção pressiona as cotações para baixo

No Rio de Janeiro, o baixo volume de chuvas prejudicando a qualidade das pastagens fez com que os pecuaristas entregassem o gado para aliviar a pressão de pastejo, resultando em uma maior oferta de boiadas

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no fechamento de 1/4, o boi gordo ficou cotado em R$297,50/@, a prazo e descontados os impostos (Senar e Funrural), baixa de 2,6%, ou R$8,00, na comparação semanal. A vaca gorda ficou cotada em R$281,50/@, a prazo, também descontados os impostos, queda de 3,1% no comparativo semanal. O diferencial de base do boi gordo no estado em relação a São Paulo ficou em -7,6%. A maior oferta de boiadas, associada ao baixo escoamento da produção, fez com que as indústrias pressionassem as cotações negativamente ao longo da semana passada.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar fecha em queda de 2,02%, a R$4,6668 na venda; na semana, moeda cai 1,69%

O dólar começou abril com fraqueza e caiu 2% frente ao real nesta sexta-feira, a uma nova mínima em dois anos, marcando uma quinta semana consecutiva no vermelho e aprofundando suas perdas no ano para mais de 16% diante da contínua percepção de ambiente doméstico atraente para investidores estrangeiros

A divisa norte-americana à vista caiu 2,02%, a 4,6668 reais na venda, maior desvalorização diária desde 30 de dezembro de 2021 (-2,12%) e menor cotação de fechamento desde 10 de março de 2020 (4,6457 reais). Em relação ao encerramento da última sexta-feira, o dólar perdeu 1,69%, marcando sua 11ª queda semanal entre as 13 semanas de negociação completas de 2022. No ano, a moeda acumula agora baixa de 16,27%, depois de na véspera já ter fechado seu pior trimestre desde 2009, com queda de 14,55% de janeiro até março. Em relatório, analistas do Bank of America disseram que as perspectivas tanto para o real quanto para o rand sul-africano “ainda parecem apoiadas e favoráveis, conforme os investidores em mercados emergentes buscam exposição a commodities, ‘carry’ e acesso razoável a liquidez”. Os preços de produtos do petróleo ao milho dispararam desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. Juros mais altos por aqui tornam o país mais atraente para estratégias de “carry trade”, que consistem na tomada de empréstimo num país com taxas baixas e aplicação desses recursos num país de rendimentos mais altos. O investidor, dessa forma, lucra com o diferencial de juros. Por aqui, a Selic está em 11,75% ao ano. Ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, país de referência para os mercados internacionais, os custos dos empréstimos estão numa faixa entre 0,25% a 0,50%, após o banco central norte-americano ter iniciado no mês passado um ciclo de aperto monetário.

Reuters

Ibovespa avança e engata 3ª semana seguida de ganhos

O principal índice da bolsa brasileira subiu na sexta-feira para o maior fechamento desde agosto, com Vale e ações ligadas ao consumo doméstico alavancando seu desempenho. Petrobras e setor bancário estiveram no lado oposto

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 1,29%, a 121.552,81 pontos, no maior nível de fechamento desde 11 de agosto. Na semana, a alta foi de 2,1%, terceiro avanço seguido. O volume financeiro foi de 29,7 bilhões de reais.

Reuters

Balança comercial brasileira tem superávit de US$7,4 bi em março

A balança comercial brasileira registrou superávit de 7,383 bilhões de dólares em março, melhor resultado para o mês da série histórica iniciada em 1998, informou o Ministério da Economia na sexta-feira

A pasta também apresentou projeção mais otimista para o resultado de 2022, em meio a um salto nas vendas de produtos brasileiros ao exterior. Apesar do recorde, o dado de março veio abaixo da expectativa de mercado, que apontava saldo positivo de 9,013 bilhões de dólares para o período, segundo pesquisa Reuters. O resultado da média diária do saldo comercial ficou 19,3% acima do observado em março de 2021, quando houve superávit comercial de 6,5 bilhões de dólares. O número do mês passado é resultado de 29,095 bilhões de dólares em exportações –uma alta de 25,0% na comparação com período equivalente de 2021 e o melhor desempenho para todos os meses da série histórica — e 21,711 bilhões de dólares em importações, crescimento de 27,1%. No recorte dos fatores que influenciam o saldo, os dados mostram que a quantidade exportada cresceu 1,8% no mês, enquanto a importada caiu 7,1%, na comparação pela média diária. Ao mesmo tempo, os preços dos produtos vendidos ao exterior, que tiveram alta de 17,2%, subiram menos que os de importados, 29,5%. Em março, as exportações agropecuárias cresceram 36,8%, enquanto as vendas da indústria de transformação subiram 35,2%. A indústria extrativa, por sua vez, recuou 2,4% no período. No acumulado do primeiro trimestre, o Brasil teve saldo positivo de 11,3 bilhões de dólares, 37,6% acima do mesmo período de 2021. O resultado é fruto de 71,7 bilhões de dólares em exportações (+26,8%) e 60,4 bilhões de dólares em importações (25,0%). Ministério da Economia também revisou fortemente a projeção para o resultado da balança em 2022, impulsionada por melhor perspectiva para as exportações. De acordo com a nova estimativa da pasta, o saldo comercial do ano deve ficar positivo em 111,6 bilhões de dólares ante projeção de 79,4 bilhões de dólares feita em janeiro. No encerramento deste ano, a pasta projeta que o país terá registrado 348,8 bilhões de dólares em exportações (ante 284,3 bilhões previstos em janeiro) e 237,2 bilhões de dólares em importações (ante 204,9 bilhões de dólares). Em 2021, o Brasil teve um superávit comercial de 61,2 bilhões de dólares, maior valor da série histórica iniciada em 1989.

Reuters

IPC-S fecha março com inflação de 1,35%, diz FGV

A taxa é superior ao 0,28% apurado no mês anterior

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 1,35%, em março deste ano. A taxa é superior ao 0,28% apurado no mês anterior. Com o resultado, o IPC-S acumula inflação de 9,68% em 12 meses. Os transportes foram o grupo de despesa com maior alta de preços no mês (2,51%), devido aos aumentos de itens como a gasolina (5,08%) e as taxas de licenciamento e IPVA dos veículos (4,28%). Os transportes tinham apresentado inflação de 0,07% em fevereiro. Em seguida, aparecem os alimentos, que registraram taxa de 1,99% em março ante uma inflação de 1,20% em fevereiro. O tomate foi o produto com maior impacto na inflação, entre os itens de alimentação, com alta de preços de 22,21% em março. Outros três grupos de despesa apresentaram alta na taxa de inflação de fevereiro para março: habitação (que passou de 0,33% para 1,23%), vestuário (de 0,33% para 1,04%) e despesas diversas (de 0,08% para 0,39%). Dois grupos passaram de deflação (queda de preços) em fevereiro para inflação em março: saúde e cuidados pessoais (de -0,12% para 0,22%) e educação, leitura e recreação (de 0,51% para 0,19%). Entre os grupos de despesa, apenas comunicação teve queda na taxa, ao passar de inflação de 0,08% em fevereiro para deflação de 0,13% em março.

Reuters

Indústria brasileira encerra fevereiro 2,6% abaixo do patamar pré-pandemia, diz IBGE

Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física, o setor apresentou alta de 0,7% no segundo mês deste ano

Apesar da alta de 0,7% em fevereiro, a indústria brasileira se mantém abaixo do que se encontrava antes do início da pandemia, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física (PIM-PF) publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 1º de abril. O patamar de produção estava 2,6% inferior ao de fevereiro de 2020, dois anos antes e último mês sem impacto da crise sanitária no país. O nível da produção da indústria também se encontra 18,9% abaixo do nível recorde da pesquisa, alcançado em maio de 2011. Após uma recuperação inicial mais intensa após o período inicial da pandemia, no segundo semestre de 2020, a indústria enfrenta dificuldades para manter seu ritmo de produção. Em 2021, encerrou com alta de 3,9%, compensando apenas em parte a queda de 4,5% de 2020. Além disso, registrou alta em apenas quatro dos doze meses do ano, na série com ajuste sazonal (frente ao mês imediatamente anterior). Nos últimos quatro meses, a indústria registrou altas em três deles, embora ainda não tenha conseguido recuperar as perdas recentes e se mantenha abaixo do patamar pré- pandemia, segundo o Gerente da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), André Macedo. A pesquisa do IBGE apontou um crescimento de 0,7% em fevereiro, na série frente ao mês imediatamente anterior, que se seguiu a altas de 0,1% em novembro e 2,7% em dezembro e queda de 2,2% em janeiro. “Diferentemente do padrão observado do ano de 2021, que tinha comportamento predominante negativo, esses quatro meses têm um comportamento diferente, com frequência maior de taxas positivas, mas incapaz de reverter as perdas do passado. Mesmo com essa ligeira interpretação positiva, da trajetória ascendente desde novembro do ano passado, ainda o setor industrial está longe de eliminar perdas mais recentes”, afirmou, sendo categórico na avaliação. “Sem sombra de dúvida, principalmente quando se compara com perdas em sequência de 2021, esses quatro meses têm leitura melhor.” No resultado acumulado desses quatro meses – novembro de 2021 a fevereiro de 2022 -, a indústria teve alta de 1,2%. No mês de janeiro, com queda expressiva, houve impacto principalmente da indústria extrativa (-5,1%), por causa das chuvas que afetaram a extração de minério de ferro, especialmente em Minas Gerais. Das quatro grandes categorias do setor industrial pesquisadas pelo IBGE, duas estão abaixo do patamar pré-pandemia. O pior desempenho é o da produção de bens duráveis, que está 6,2% abaixo de fevereiro de 2020. Também está no campo negativo o patamar de bens semi e não duráveis, 5,7% abaixo de fevereiro de 2020. Por outro lado, outras duas categorias estão com nível superior de produção em relação a dois anos atrás: bens intermediários (1,3%) e bens de capital (6,9%). Entre os 26 ramos pesquisados, a grande maioria (18) mostra patamar de produção inferior ao de antes do início da crise sanitária no país. A indústria de móveis (-23%) é a que está mais distante, seguida pela de couro, artigos de viagem e calçados (-21,1%) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (-19,6%). Outras cinco atividades têm perdas de dois dígitos frente ao pré-pandemia: confecção de artigos do vestuário e acessórios (-18%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-12,1%), produtos têxteis (-12%), perfumaria, sabões e produtos de limpeza (-12%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-10,3%). São sete no campo positivo em relação ao patamar pré-pandemia, com destaque para a indústria de máquinas e equipamentos, que se encontra 12% de fevereiro de 2020, seguida por produtos de madeira (5,7%) e produtos de minerais não-metálicos (5,5%). A indústria de metalurgia está exatamente no mesmo patamar daquele momento.

Valor Econômico

MAPA

Marcos Montes assume Mapa em continuidade à gestão focada nos produtores rurais brasileiros

Ao receber o cargo de Tereza Cristina, o novo ministro disse que as políticas para os pequenos produtores continuarão tendo prioridade

O Ministro Marcos Montes assumiu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em cerimônia de transmissão do cargo na tarde da quinta-feira (31). Marcos Montes assume o Ministério com uma política de continuidade da gestão implementada nos últimos três anos. “Hoje, com as nossas entidades e as nossas secretarias começamos a construir um momento diferente e levamos isso com programas maravilhosos ao mundo inteiro. E isso é uma demonstração clara de que o governo quer olhar o pequeno, aquele que realmente precisa de dignidade”, destacou Montes ao citar programas como o AgroNordeste e a entrega de títulos de regularização fundiária. Marcos Montes exerceu o cargo de Secretário-Executivo do Mapa desde 2019 e lembrou o convite de Tereza Cristina para formar o time da Pasta em seu discurso. O novo ministro inicia a gestão reforçando a diplomacia dos fertilizantes com viagens previstas ao Marrocos, Egito e Jordânia a partir de maio. Na quarta-feira (30), Montes recebeu representantes do governo iraniano para uma negociação do aumento da cota de importação de ureia para o Brasil, de 1 milhão de toneladas podendo chegar a três milhões de toneladas. O Ministro ainda defendeu a importância dos fertilizantes como produto não passível de sanção junto a organismos internacionais como a FAO. Para Montes isso só é possível, pois o agro brasileiro alçou uma posição de liderança neste governo não apenas no Brasil, mas também internacionalmente. Marcos Montes Cordeiro tem 72 anos e é médico anestesista e médico do trabalho, formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em 1975. Possui Pós-Graduação em Medicina do Trabalho, especialização em Anestesiologia, pela Universidade de Campinas e residência médica, todas pela Universidade de Campinas (Unicamp). O novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento foi prefeito de Uberaba (MG) por dois mandatos consecutivos, de 1997 a 2004. No Legislativo, foi deputado federal por três mandatos seguidos, de 2007 a 2018. Durante sua atuação na Câmara dos Deputados, foi presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e presidiu a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

MAPA             

Mapa anuncia inversão nas etapas de vacinação contra febre aftosa em dez estados em 2022

Com a medida, a primeira etapa de imunização será em maio para bovinos e bubalinos até 24 meses

Para equacionar a demanda de vacinas contra febre aftosa com o cronograma previsto de produção da indústria, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), após discussão com os serviços veterinários estaduais do Bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE-PNEFA), definiu por inverter a estratégia de vacinação, em 2022, para dez unidades da Federação. Desta forma, a 1ª etapa a ser realizada em maio será destinada aos bovinos e bubalinos até 24 meses, enquanto a 2ª etapa, em novembro, para todo o rebanho.  A inversão na estratégia de vacinação será válida aos estados da Bahia, do Espírito Santo, de Goiás, de Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, do Mato Grosso, do Rio de Janeiro, de Sergipe, de São Paulo, de Tocantins e Distrito Federal, que compõem o Bloco IV. Esses estados totalizam aproximadamente 61,3 milhões de bovinos e bubalinos de zero a 24 meses que deverão ser imunizados no mês de maio de 2022. “O estado do Espírito Santo já usa essa estratégia, que agora é ampliada aos demais dez estados do bloco IV no presente ano”, explica o Diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes. A vacinação em áreas especiais, como a região do Pantanal e a Ilha do Bananal, permanece inalterada, seguindo o calendário previsto inicialmente.

MAPA

Frangos & suínos

Suínos: sexta-feira com baixa para o animal vivo em SC e SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 95,00/R$ 105,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,27%/1,22%, custando R$ 7,80 o quilo/R$ 8,10 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (31), houve recuo de 1,27% em Santa Catarina, chegando em R$ 4,67/kg, e de 0,55% em São Paulo, atingindo R$ 5,39/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, valendo R$ 5,47/kg, R$ 4,72/kg no Paraná e R$ 4,81/kg no Rio Grande do Sul.

Cepea/Esalq

Exportação de carne suína em março tem queda de volume e preço

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína em março (22 dias úteis) apresentaram baixo desempenho, com a China cada vez mais ausente do mercado

Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “o que mais preocupa é a queda do preço médio. O volume exportado tem caído, mas o preço preocupa mais”, informa. Ele explica que este é um cenário que gera preocupação em um atual ambiente de muita dificuldade para a suinocultura brasileira, já que esta movimentação no mercado externo altera o comportamento do mercado interno. A receita de março, US$ 174, 3 milhões, representou 71,3% do valor de março de 2021, que foi de US$ 244,2 milhões. No volume, as 81.342 toneladas representaram 84% do total exportado em março do ano passado, com 96.795 toneladas. A receita na média foi de US$ 7.925 valor 25,4% menor do que março de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve recuo de 13,2%. Em toneladas por média diária, 3.697 toneladas, houve redução de 12,1% no comparativo com o mesmo mês de 2021. No preço por tonelada, US$ 2.143, ele é 15,1% inferior ao praticado em março passado.

AGÊNCIA SAFRAS

Abril inicia com queda no preço do suíno independente no Rio Grande do Sul

A cotação de R$ 5,48 foi registrada pela Pesquisa Semanal do Preço do Suíno, milho e farelo de soja no RS

O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 93,67. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.696,67 e da casquinha de soja é de R$ 1.275,00, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 5,02. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,10 (base suíno gordo) e R$ 5,20 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 09/02; Cooperativa Languiru R$ 5,20, vigente desde 14/02; Cooperativa Majestade R$ 5,10, vigente desde 09/02; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,20, vigente desde 08/02; Alibem R$ 4,10 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,20 (leitão), vigentes desde 10/02, respectivamente; BRF R$ 5,30, vigente desde 09/02; Estrela Alimentos R$ 4,10 (base creche e terminação), vigente desde 08/02, e R$ 5,15 (leitão), vigente desde 09/02; JBS R$ 5,30, vigente desde 18/01; e Pamplona R$ 5,10 (base terminação) e R$ 5,20 (base suíno leitão), vigentes desde 09/02.

Acsurs

Frango: abril começa abril com leves altas

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 7,45/kg, assim como o frango na granja, valendo R$ 6,50/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 4,03/kg; já no Paraná houve aumento de 0,53%, chegando em R$5,71/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (31) tanto a ave congelada quanto a resfriada tiveram aumento de 0,13%, custando, respectivamente, R$ 7,56/kg e R$ 7,85/kg.

Cepea/Esalq

Embarques de frango aumentam e fazem o melhor mês de março da história

Casos de gripe aviária na Europa, Ásia e Estados Unidos, além da pulverização do mercado externo, ajudaram a impulsionar as vendas

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia as exportações de carne de aves in natura até o final de março (22 dias úteis) tiveram o melhor resultado para um mês de março na história. Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o Brasil segue com ótimo ritmo de exportação, com volumes e receita superiores mês a mês. “Se somarmos estes números com a carne de frango industrializada, deve chegar a 400 mil toneladas, resultando no melhor mês de março da história para exportação de frango”, afirma. A receita neste mês foi de US$ 701,4 milhões, 27,7% a mais que o montante obtido em março de 2021, com US$ 549 milhões. No volume embarcado, as 384.969 toneladas são 5,03% maiores do que o total exportado em março do ano passado, com 366.505 toneladas. Em relação a fevereiro, a receita ultrapassou em 19,1% o mês anterior. O volume é 13,3% maior que o de fevereiro deste ano. Por média diária, a receita foi de US$ 31.886,297 valor 33,6% maior do que março de 2021. Em relação à semana anterior, houve baixa de 10,8%. Em toneladas por média diária, foram 17.498 toneladas, alta de 9,8% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, queda de 12,3%. No preço pago por tonelada, US$ 1.822 ele é 21,6% superior ao praticado em março passado.

AGÊNCIA SAFRAS

Receita das exportação de frango halal cresceu 25% no primeiro bimestre

Segundo a ABPA, o montante chegou a US$ 509,7 milhões; volume aumentou 5,2%

O volume das exportações brasileiras de frango halal cresceu 5,2% no primeiro bimestre ante o mesmo período do ano passado, para 310,4 mil toneladas, segundo informações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita cresceu 25%, para US$ 509,7 milhões. A entidade prevê um aumento na participação da proteína brasileira no mercado de produtos destinados à população muçulmana neste ano. O Brasil, lembra a ABPA, já é o maior exportador de carne de frango halal do mundo. No ano passado, os embarques de carne de frango para o mercado islâmico atingiram 1,915 milhão de toneladas. O volume representou quase a metade de toda a exportação brasileira do setor, de 4,6 milhões de toneladas em 2021. A receita se aproximou de US$ 3 bilhões. Desde 2020, os Emirados Árabes Unidos são o principal destino do frango halal brasileiro. A nação importou 389,4 mil toneladas de carne de frango halal no ano passado, o que gerou uma receita de US$ 692,2 milhões de dólares. No primeiro bimestre de 2022, comprou 85,7 mil toneladas, volume 93,4% superior ao adquirido no mesmo período do ano passado.

Valor Econômico

INTERNACIONAL

EUA registra número recorde de animais em confinamento em março

O último relatório sobre o número de animais colocados em confinamento nos EUA foi divulgado na última sexta-feira e relatou um nível recorde de gado em confinamento para a data de primeiro de março. O total de 1º de março de 12,16 milhões de cabeças subiu 1,4% acima do ano anterior e é o maior total desde o início da série de dados em 1996

As colocações em fevereiro de 2022 totalizaram 1,85 milhão de cabeças, 9,3% acima das colocações em fevereiro de 2021. É importante observar que fevereiro de 2021 foi único devido à grande tempestade de inverno que afetou os mercados de gado e limitou o transporte de gado, entre muitos outros impactos. As condições secas em muitas áreas de pastagem provavelmente contribuíram para que alguns bovinos de corte fossem colocados mais cedo do que o normal, especialmente quando combinados com preços mais altos. Olhando para o futuro, a expectativa de oferta mais apertada ainda está se aproximando, mas não está claro exatamente como ou quando essa oferta mais apertada será refletida nos totais de confinamento. As preocupações com a seca continuam sendo um fator crítico que paira sobre o setor pecuário. Isso é especialmente verdadeiro no Texas e em Oklahoma nas últimas semanas. Nos últimos meses, houve um aumento nas colocações provavelmente devido em parte ao fato de colocar o gado em confinamento mais cedo. Essa dinâmica não altera necessariamente o número total de bovinos disponíveis em 2022, apenas o momento de entrada no confinamento. Mas as condições de seca (e preços) influenciam o número de novilhas que entram nos confinamentos em vez de serem retidas no rebanho. Essas decisões teriam impactos na disponibilidade de gado de engorda em 2022 e também nas safras de bezerros nos próximos anos.

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Gripe aviária aumenta perdas em 1/5 nos EUA

Mais de 1,6 milhão de perus morreram em surtos de gripe aviária altamente patogênica (HPAI) em dois meses, disseram dados do USDA na quinta-feira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) listou oito novos surtos, afetando 275.465 perus e aumentando o total dos EUA em 22%

No geral, cerca de 17,3 milhões de aves em bandos domésticos, quase todas galinhas ou perus, morreram na primeira aparição de HPAI em dois anos. As maiores perdas ocorreram nas granjas de ovos, onde 11,7 milhões de galinhas poedeiras morreram da doença viral ou no abate de bandos infectados. A Dakota do Sul foi a mais atingida pelo HPAI em fazendas de perus. Dezoito dos 23 surtos do país ocorreram em Dakota do Sul, afetando mais de 806.000 perus – metade do total dos EUA. O maior surto individual no país matou 240.000 perus em Meeker County, Minnesota. As fazendas dos EUA criaram 214 milhões de perus no ano passado. Minnesota foi o estado de maior produção de perus, com 40,5 milhões de aves. Mais de 50 milhões de galinhas e perus morreram em uma epidemia de HPAI em 2014-15, incluindo 12% das galinhas poedeiras do país.

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