CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1571 DE 13 DE SETEMBRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1571 | 13 de setembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado lento

Na última sexta-feira (10/9), o mercado do boi gordo esteve devagar, com poucos negócios e a exportação de carne bovina para a China está suspensa. A paralisação dos caminhoneiros, apesar de perder força em algumas regiões, também motivou o desempenho fraco dos compradores no final da semana passada

Em São Paulo, as cotações ficaram estáveis no comparativo dia a dia. Alguns frigoríficos abriram as compras ofertando menos pela arroba, mas sem negócios concretizados.

No Sul de Tocantins algumas indústrias frigoríficas voltaram às compras ofertando preços abaixo da referência, com baixo volume de negócios concretizados. Segundo levantamento da Scot Consultoria, os preços do boi, vaca e novilha gordos caíram R$3,00/@ na comparação diária e foram negociados em R$294,00/@, R$284,00/@ e R$284,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. No Oeste de Santa Catarina, os preços para todas as categorias caíram R$3,00/@ na comparação feita dia a dia. Assim, o boi gordo foi negociado em R$327,00/@, a vaca em R$302,00/@ e a novilha gorda em R$315,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Boi: mercado segue esperando definição sobre exportações para China

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a comercialização do boi gordo no mercado brasileiro segue arrastada, na espera de definição em relação às exportações para a China 

Apesar de o Brasil ter interrompido as vendas respeitando o protocolo definido entre os dois países, é necessário aguardar um posicionamento oficial das autoridades chinesas para liberação. Na B3, as cotações dos contratos futuros permanecem com alta volatilidade, também no aguardo de definição sobre as vendas à China. Os preços encerraram a semana em leve alta. O ajuste do vencimento para setembro passou de R$ 294,95 para R$ 295,00, do outubro foi de R$ 298,65 para R$ 301,95 e do novembro foi de R$ 306,25 para R$ 308,75 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS

IBGE: Abate de bovinos atinge o menor patamar para o 2º tri desde 2011

No 2º trimestre de 2021, foram abatidos 7,08 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária, o que representa queda de 4,4% ante o 2° trimestre de 2020, porém uma alta de 7,4% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Foi o resultado mais baixo para um segundo trimestre desde 2011. O mês de menor atividade no trimestre foi abril, (2,24 milhões de cabeças) enquanto junho apresentou o melhor desempenho (2,44 milhões). O resultado mantém a tendência de retenção de fêmeas observada desde o início de 2020: o total de fêmeas abatidas foi de 2,59 milhões, o menor para um 2º trimestre desde 2003. Ao mesmo tempo, os preços médios da arroba bovina e do bezerro mantiveram-se em patamares elevados. O abate de 328,33 mil cabeças de bovinos a menos no 2º trimestre de 2021 frente ao mesmo período de 2020 foi ocasionado por reduções em 21 das 27 Unidades da Federação (UFs). Entre aquelas com participação acima de 1,0%, as reduções mais significativas ocorreram em: Mato Grosso do Sul (-85,44 mil cabeças), Mato Grosso (-74,40 mil), Paraná (-67,66 mil), Rio Grande do Sul (-63,15 mil), São Paulo (-56,88 mil), Minas Gerais (-20,50 mil), Rondônia (-18,02 mil) e Bahia (-17,53 mil). Em contrapartida, as maiores variações positivas ocorreram em: Goiás (+81,40 mil), Pará (+77,26 mil), Tocantins (+4,51 mil) e Acre (+2,3 mil). No ranking das UFs, Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 15,7% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,3%) e Goiás (11,0%), que assumiu a posição anteriormente ocupada por São Paulo (10,2%) no trimestre equivalente de 2020.

IBGE

Aquisição de couro aumenta, mas nível ainda está próximo ao de 2003

No 2º trimestre de 2021, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro receberam 7,51 milhões de peças de couro, aumento de 2,6% em relação ao adquirido no 2° trimestre de 2020 e aumento de 6,2% na comparação com o 1° trimestre de 2021

Apesar do crescimento, a aquisição ainda está próxima aos níveis observados nos resultados trimestrais obtidos em 2003, por conta da redução de bovinos disponíveis para o abate no período. Cabe destacar que os curtumes investigados pela pesquisa são aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano. O comparativo entre os 2ºs trimestres de 2020 e 2021 indica uma variação positiva de 191,79 mil peças no total adquirido pelos estabelecimentos, proveniente de aumentos em nove das 19 Unidades da Federação participantes da pesquisa. As variações positivas mais expressivas, em Unidades da Federação com mais de 5,0% de participação na aquisição de couro, ocorreram no Paraná (+109,83 mil peças), Rio Grande do Sul (+97,98 mil), Pará (+52,13 mil) e Mato Grosso (+42,07 mil). Em contrapartida, as variações negativas mais significativas foram registradas em Rondônia (-154,98 mil), Goiás (-25,55 mil) e São Paulo (-17,41 mil). Mato Grosso continua a liderar a relação de Unidades da Federação que recebem peças de couro cru para processamento, com 16,3% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (13,5%) e Paraná (11,6%), que passou a figurar na posição anteriormente ocupada por São Paulo (10,7%).

IBGE 

Carne ainda mais cara e pecuária mais poluente: os efeitos da mudança climática

O preço da carne e do leite vai subir para compensar o aumento de custo que os pecuaristas terão com a piora da qualidade do pasto, alertam pesquisadores

Quem está pagando R$ 40 o quilo em cortes de segunda ou já nem vê mais carne no prato neste ano de 2021 deve achar que pior do que está, a coisa não fica. Mas como no Brasil, diz o ditado, “no fundo do poço tem um alçapão”, os cientistas trazem más notícias: pode ficar muito pior. O motivo é o rápido e já perceptível avanço das mudanças climáticas. Durante dez anos, pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto simularam os efeitos do aumento de temperatura e menor oferta de água sobre a qualidade do pasto, que serve de alimento para mais de 90% do gado de corte brasileiro. Eles constataram que a qualidade das folhas será severamente afetada pelo aumento de pelo menos 2°C esperado nas temperaturas nos próximos anos. Com isso, vai ser mais difícil engordar o gado, ou será preciso complementar a alimentação dos animais “a cocho” — expressão usada pelos pecuaristas para a nutrição do gado em confinamento, geralmente feita com grãos como milho, soja e sorgo — o que tende a reduzir a oferta ou encarecer ainda mais a carne bovina. Mais calor e menos água devem prejudicar a qualidade do pasto, afetando a produção de carne, dizem cientistas. E talvez ainda mais grave: o pasto com menos proteína e mais lignina (um componente indigerível pelos animais) pode levar os bois a produzirem ainda mais metano no seu processo digestivo. Com isso, uma atividade que já é considerada atualmente uma “vilã” do clima pode contribuir ainda mais para as mudanças climáticas, num ciclo vicioso. Em outro processo pernicioso, o aumento de temperaturas deve fazer o gado precisar de ainda mais água para se refrescar, num ambiente onde a oferta do líquido será mais restrita. Diante desse cenário, o recado dos cientistas é unânime: é preciso atuar já para mitigar as mudanças climáticas, melhorar o uso dos recursos hídricos pela agropecuária e desenvolver novas forrageiras (como são chamadas as plantas usadas na alimentação animal) mais resistentes ao calor e à falta de água. A boa notícia, diz a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), é que o país já tem experiência no assunto, pois produz proteína animal no semiárido, que é uma espécie de “microcosmo” do que será um Brasil futuro mais quente e com menos chuva.

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/09/carne-ainda-mais-cara-e-pecuaria-mais-poluente-os-efeitos-da-mudanca-climatica.shtml

FOLHA DE SP

Mercado de boi permanece em compasso de espera por posição da China

O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados nesta sexta-feira. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, o mercado de boi gordo permanece em compasso de espera

“Os frigoríficos de maior porte ainda aguardam a retomada das exportações com destino ao mercado chinês para se posicionar. O trabalho de remanejar as escalas de abate ainda está em andamento”, apontou Iglesias. Em relação ao caso de EEB, resta apenas o posicionamento das autoridades chinesas, liberando as exportações de carne bovina do Brasil. “Pontuando que não há grandes alternativas para substituir o Brasil no mercado mundial. A Austrália atravessa por mais um ano de encolhimento do seu rebanho, mantendo os preços em patamar bastante acentuado. A Argentina adotou medidas restritivas em relação a sua exportação de carne bovina, na tentativa de controlar seus preços. Portanto o Brasil é a alternativa mais viável. Do ponto de vista logístico os entraves diminuíram após o arrefecimento dos protestos dos motoristas de caminhão”, assinalou o analista. Com isso, em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 306 a R$ 307 na modalidade a prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 295,00. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 308. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 300 a R$ 301. Em Uberaba (MG), os preços estão a R$ 306 a arroba. A carne bovina segue com preços acomodados no mercado atacadista. Segundo Iglesias, o risco logístico foi afastado com o arrefecimento dos protestos dos motoristas de caminhão, sem relatos de bloqueios relevantes em rodovias federais ou estaduais. “De qualquer forma o cenário remete a acomodação dos preços no curto prazo. A carne de frango ainda dispõe da preferência do consumidor brasileiro, algo natural nas atuais circunstâncias macroeconômicas”, disse Iglesias. O quarto dianteiro ainda foi precificado a R$ 16,30. A ponta de agulha também permanece precificada a R$ 16,30, por quilo. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

ECONOMIA

Dólar fechou em alta de 0,77%, a R$5,2679

A tentativa de uma sequência do alívio da véspera sucumbiu na tarde da sexta-feira a renovada pressão compradora, e o dólar fechou em alta e perto de 5,27 reais, ao fim de uma semana marcada pela mudança para pior no patamar de risco político-institucional no Brasil

De acordo com estrategistas do Morgan Stanley, o dólar no Brasil está em “bull market” (tendência de alta) nas medidas diárias e mensais. O dólar à vista fechou a sexta em alta de 0,77%, a 5,2679 reais na venda. O real encerrou o dia com o pior desempenho entre as principais divisas globais. Na semana, a moeda dos EUA acumulou ganho de 1,62%, aumentando a apreciação em setembro para 1,85%. Em 2021, a cotação sobe 1,47%. Mas, como já previsto ainda na quinta, o otimismo se dissipou. Um dos pontos de maior preocupação do mercado é sobre o rumo da conta de quase 90 bilhões de reais em precatórios em 2022. O STF vinha estudando uma solução bem-vista pelo mercado, mas depois dos ataques diretos de Bolsonaro a ministros da Corte a expectativa do mercado de algum progresso nessa frente mingou. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou tranquilizar agentes financeiros acerca do assunto. Segundo Guedes, as conversas com o STF e os presidentes da Câmara e do Senado serão retomadas a partir de segunda-feira para resolver o problema dos precatórios. Um pagamento integral dessa conta no ano que vem ameaçaria o teto de gastos, tido pelo mercado como o bastião das contas públicas no Brasil.

REUTERS 

Ibovespa fecha em queda e acumula perda na semana com cenário institucional no foco

No fechamento, o Ibovespa acusou queda de 0,93%, a 114.285,93 pontos, acumulando perda de 2,26% na semana e de 3,78% no mês. No ano, a queda agora é de 3,98%. A MARFRIG ON subiu 12,15%, em máximas desde 2010, apesar da suspensão das exportações de carne bovina pelo Brasil para a China

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, acumulando mais uma semana negativa, marcada por forte volatilidade e na qual renovou mínima em seis meses, com os holofotes voltados para o cenário político-institucional no país. Apesar do respiro, a percepção no mercado é de que ruídos políticos devem continuar, em particular porque ainda falta mais de um ano para a eleição presidencial, assim como persistem os outros desafios ao país. O índice Small Caps cedeu 0,23%, a 2.726,56 pontos, com recuo de 1,42% na semana e 4,3% no mês, mostrando declínio de 3,4% em 2021. O volume negociado no pregão nesta sexta-feira somou 31,2 bilhões de reais.

REUTERS 

Instituições financeiras veem PIB de 1% em 2022

“Nossas estimativas preliminares sugerem fraco desempenho do consumo no terceiro trimestre, com retração do varejo e recuperação dos serviços às famílias” , avalia banco Safra

Instituições financeiras seguem revisando suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) após a relativa decepção com a atividade no segundo trimestre deste ano e o anúncio da nova tarifa de energia. O Safra reiterou sua previsão de alta de 4,8% para o PIB em 2021, número já abaixo do consenso de 5,15% do último boletim Focus. “Nossas estimativas preliminares sugerem fraco desempenho do consumo no terceiro trimestre, com retração do varejo e recuperação dos serviços às famílias”, escreve a equipe. O Safra assume que as famílias diminuirão o consumo de energia em 4%. Isso reduz, mas não elimina, o esforço do setor produtivo, o que levou o Safra a cortar sua estimativa para a atividade no quarto trimestre deste ano e no primeiro do próximo. Com menor impulso na virada de 2021 para 2022, o banco reduziu a previsão de alta para o PIB em 2022 a 1,1%. O banco Haitong revisou sua projeção de PIB de 5,4% para 5,1% em 2021 e de 1,5% para 1% em 2022. Segundo o economista-chefe Marcos Ross, a atividade deve se recuperar no segundo semestre, com o avanço da vacinação. Dados preliminares do terceiro trimestre, porém, têm surpreendido negativamente, diz ele, e sugerem um crescimento mais fraco do que o projetado: 0,15%, contra 0,25%. “No entanto, ainda esperamos que o crescimento do PIB no quarto trimestre registre uma recuperação mais forte de 0,5%”, afirma. Se a previsão do Haitong para 2021 estiver correta, a “herança estatística” para 2022 é de 0,44%, segundo Ross. Ao projetar 1%, ele diz que o próximo ano será mais parecido com 2014 e 2018, marcados por eleições polarizadas, e 2001, quando o Brasil experimentou sua última grande crise de energia. O Safra levou sua projeção para o IPCA em 2021 a 7,4%, mas ainda mantém 2022 na meta de 3,5%, esperando desinflação das commodities e diminuição no preço da energia. Na elaboração de cenários para 2022, não podem ser ignorados o risco político e o agravamento da crise hídrica, reforça a A.C. Pastore, que projeta alta de 5,2% para o PIB deste ano, mas algo abaixo de 1,5% em 2022.

VALOR ECONÔMICO 

MEIO AMBIENTE

Desmatamento na Amazônia cai pelo segundo mês, mas ainda é alto

Entre janeiro e agosto, recuo é de 1,2% em relação a 2020, mas total é quase o dobro do registrado em 2018, antes do início do governo Bolsonaro

O desmatamento da Amazônia caiu pelo segundo mês consecutivo em agosto na comparação com um ano antes, de acordo com dados preliminares do governo publicados na sexta-feira (10/9), e cifras anuais atualizadas para 2021 também mostram um ligeiro declínio. No mês passado, a devastação totalizou 819 quilômetros quadrados, número 32% inferior ao do mesmo mês de 2020, mostraram dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Entre janeiro e agosto, o desmatamento recuou 1,2% e ficou em 6.026 quilômetros quadrados. Apesar da diminuição pequena, ele continua a ser quase o dobro do que foi entre janeiro e agosto de 2018, antes de o presidente Jair Bolsonaro tomar posse. A destruição disparou depois que Bolsonaro chegou ao poder e adotou de imediato ações para enfraquecer a fiscalização ambiental. Mas, nas últimas semanas, alguns sinais indicaram que o governo federal ensaia alguns passos para combater a devastação. O governo dobrou o orçamento para a fiscalização ambiental e planeja contratar cerca de 700 novos agentes de campo, disse o Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Pereira Leite, no mês passado. Ambientalistas dizem que a destruição simplesmente estacionou, mas que não mostra sinais de voltar aos níveis pré-Bolsonaro. Muitos dos incêndios estavam próximos de rebanhos de gado. A maior parte da terra queimada provavelmente também será transformada em pasto, e a abertura de espaço para o gado é o principal catalisador do desmatamento, de acordo com o esboço de um estudo histórico compilado por 200 cientistas e publicado em julho. Embora também tenham mostrado um ligeiro declínio em relação a um ano antes, em agosto os incêndios na Amazônia continuaram acima da média mensal histórica pelo terceiro ano consecutivo, segundo o Inpe. Antes de Bolsonaro, a última vez em que o Brasil teve tais níveis de incêndios na Amazônia foi em 2010.

REUTERS 

FRANGOS & SUÍNOS

Abate de suínos bate recorde na série histórica

No 2º trimestre de 2021, foram abatidas 13,04 milhões de cabeças de suínos, com alta de 7,6% ante ao mesmo período de 2020 e de 2,9% frente ao 1° trimestre de 2021 

No índice mensal, foram registrados os melhores resultados para os meses de abril, maio e junho, propiciando um recorde de abate de suínos na série histórica, iniciada em 1997. O resultado recorde das exportações de carne suína in natura, com o pico em junho, ajudou nesse cenário. O abate de 923,56 mil cabeças de suínos a mais em relação ao mesmo período de 2020, foi impulsionado por altas em 18 das 25 Unidades da Federação. Entre os estados com participação acima de 1,0%, ocorreram aumentos em: Rio Grande do Sul (+273,47 mil), Santa Catarina (+222,13 mil), Paraná (+156,58 mil), Mato Grosso do Sul (+86,97 mil), Goiás (+73,00 mil), Minas Gerais (+69,47 mil), São Paulo (+19,96 mil) e Mato Grosso (1,19 mil). No ranking das UFs, Santa Catarina continua liderando o abate de suínos, com 28,5% da participação nacional, seguido por Paraná (20,5%) e Rio Grande do Sul (17,5%).

IBGE

Abate de frangos atinge patamar recorde para 2º trimestre

No 2º trimestre de 2021, foram abatidas 1,52 bilhão de cabeças de frangos, representando aumento de 7,8% em relação ao mesmo período de 2020 e queda de 3,0% na comparação com o 1° trimestre de 2021. Esse resultado significou o melhor 2º trimestre na série histórica, iniciada em 1997

Entre os meses, destaque para maio, com 519,54 milhões de cabeças abatidas. O desempenho das exportações de carne de frango influenciou positivamente o resultado, já que alcançaram o melhor patamar desde o terceiro trimestre de 2018. O abate de 110,47 milhões de cabeças de frangos a mais em relação a igual período de 2020, foi determinado pelo aumento no abate em 21 das 25 Unidades da Federação. Entre aquelas com participação acima de 1,0%, ocorreram aumentos em: Paraná (+31,60 milhões), Goiás (+25,68 milhões), Rio Grande do Sul (+20,56 milhões), São Paulo (+6,90 milhões), Santa Catarina (+5,78 milhões), Minas Gerais (+4,81 milhões), Mato Grosso do Sul (+3,89 milhões), Bahia (+3,31 milhões), Pernambuco (+1,84 milhão) e Pará (+1,71 milhão). Em contrapartida, a queda mais expressiva ocorreu em Mato Grosso (-1,74 milhão de cabeças). No ranking das UFs, Paraná ainda lidera amplamente o abate de frangos, com 33,7% da participação nacional, seguido por Rio Grande Sul (13,2%) e Santa Catarina (13,2%).

IBGE 

Mapa proíbe entrada de produtos suínos no ingresso de viajantes ao Brasil

Essa é mais uma medida para evitar que a Peste Suína Africana (PSA) chegue ao país. A proibição é temporária

A partir desta sexta-feira (10), está proibida a entrada de produtos de origem suína de todos os países em bagagens de viajantes que ingressarem no Brasil e bagagens desacompanhadas. A medida temporária vale para quem chegar ao país por via aérea, marítima ou terrestre. Até o momento, a restrição se limitava para entrada de produtos de origem suína de países com casos de PSA registrados nos últimos três anos. A proibição consta na atualização da lista de mercadorias autorizadas, estabelecida pela Instrução Normativa nº 11/2019, e busca permitir a melhor fiscalização de fronteira desempenhada pelas unidades da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). “Ainda que os produtos suínos que sofreram tratamento térmico ou de cura previstos no Código da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) apresentem riscos insignificantes de introdução da doença no país, decidimos por proibir, de forma temporária, a maioria dos produtos suínos de todos os países, até que melhorias nos procedimentos operacionais sejam implementadas para que não corra o risco de autorizar o ingresso de algum produto suíno não permitido”, explica o Coordenador de Trânsito e Quarentena Animal do Mapa, Bruno Cotta. O Mapa ressalta ainda que a proibição do ingresso de produtos de origem suína não vale para as importações regulares de qualquer país, quando atendidos aos requisitos brasileiros de importação, e tais mercadorias podem ser destinadas ao amplo comércio e distribuição em todo o território nacional.

MAPA 

INTERNACIONAL

As negociações com a China sobre o fim da proibição da carne suína da Alemanha continuam difíceis

As negociações com a China para suspender a proibição das importações de carne suína na Alemanha após a descoberta da febre suína africana (PSA) na Alemanha continuam difíceis, disse o Ministro da Agricultura da Alemanha, Uwe Feiler, na sexta-feira

A China e uma série de outros compradores de carne suína proibiram as importações de carne suína alemã em setembro de 2020, após o primeiro caso de PSA da Alemanha. A Alemanha está pedindo à China que aceite o “conceito de regionalização”, que impede as importações de carne suína apenas da região de um país onde a peste suína foi detectada, em vez de uma proibição total das vendas de todo o país. As negociações com a China continuam no nível de especialistas, disse Feiler em entrevista coletiva. “Essas negociações estão se mostrando difíceis”, disse Feiler. Outros estados que buscam acordos de regionalização com a China não tiveram sucesso até agora, acrescentou. “É importante continuarmos”, disse ele. “Mas outros países mostraram-se dispostos a aceitar o conceito de regionalização e continuamos a trabalhar para que a China também aceite isso.” A Alemanha teve sucesso em conter a PSA em uma pequena região oriental, acrescentou Feiler. Cerca de 2.070 casos de PSA foram confirmados em javalis desde que a doença foi confirmada na Alemanha, há um ano, nos estados de Brandemburgo e Saxônia, ao longo da fronteira com a Polônia. “As contra-medidas, apesar das condições difíceis com a pressão da infecção vindo de uma ampla área em terreno difícil, conseguiram restringir os casos a uma pequena área em Brandemburgo e Saxônia”, disse Feiler. “Além de três fazendas dentro da zona de restrição da PSA, conseguimos manter os animais livres da doença.”

REUTERS

França vê surto de gripe aviária com vírus se espalhando novamente na Europa

A França aumentou seu nível de alerta de gripe aviária depois que uma forma grave do vírus foi encontrada em aves domésticas no Nordeste, além de casos nos vizinhos Bélgica e Luxemburgo, disse o Ministério da Fazenda na sexta-feira

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