CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1566 DE 03 DE SETEMBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1566 | 03 de setembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi: mercado físico segue estável, enquanto futuros caíram por conta dos rumores

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo apresentou preços estáveis no mercado físico brasileiro 

Enquanto isso, o mercado futuro seguiu em queda em virtude da falta de esclarecimento do Ministério da Agricultura em relação a um suposto caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (conhecida como doença da “vaca louca”). Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo tiveram mais um dia de forte queda, ainda que em menor grau que no dia anterior. O ajuste do vencimento para setembro passou de R$ 296,40 para R$ 292,90, do outubro foi de R$ 296,95 para R$ 294,20 e do novembro foi de R$ 306,70 para R$ 303,00 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS 

Mercado do boi gordo trava, e preços físicos da arroba mantêm estabilidade nas praças brasileiras

Nas praças paulistas, o preço do macho terminado ficou estável na comparação com o preço da quarta-feira, ou seja, segue valendo R$ 310/@ (preços brutos e a prazo), informa a Scot Consultoria. Na quinta-feira (2/9), os negócios envolvendo o setor produtivo da pecuária de corte praticamente pararam

Todos os envolvidos aguardam ansiosos uma declaração mais esclarecedora por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre a veracidade ou não de um novo caso, em Minas Gerais, de “vaca louca” atípica (Encefalopatia Espongiforme Bovina – BSE, na sigla em inglês). Pelo levantamento realizado hoje pelas consultorias de mercado, apesar do atual quadro de preocupação manifestados pelos agentes de mercado e analistas do setor, os preços físicos do boi gordo permaneceram estáveis nas principais regiões pecuárias do País, na comparação com os valores registrados na quarta-feira. Nas praças paulistas, o preço do macho terminado ficou estável na comparação com o preço da quarta-feira, ou seja, segue valendo R$ 310/@ (preços brutos e a prazo), informa a Scot Consultoria. As cotações da vaca e novilha gordos também andaram de lado nas regiões paulistas, negociadas em R$ 292/@ e R$ 307/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). No entanto, no mercado futuro do boi gordo, negociado na B3, todos os contratos com vencimentos em 2021 registram quedas acentuadas na última quarta-feira (1º de setembro), refletindo a preocupação com uma possível paralisação das exportações de carne bovina, caso seja confirmado a existência de um animal contaminado pela doença de “vaca louca” atípica em Minas Gerais. Os contratos futuros com vencimento em outubro/21 e novembro/21 recuaram, respectivamente, R$ 13,60 e R$ 11,55, para patamar R$ 296,95/@ e R$ 306,70/@, respectivamente. O contrato de vencimento mais curto, apresenta significativa variação negativa de R$ 13,60, atingindo R$ 296,40/@. Neste momento, os agentes do setor pecuário, incluindo frigoríficos e pecuaristas, demostram enorme preocupação em relação ao mercado da China, disparado o maior cliente da carne bovina brasileira. Uma eventual paralisação dos embarques ao gigante asiático pode afetar significativamente a procura por animais terminados e, consequentemente, os preços entre os elos do setor, dizem os analistas. Pelo acordo atual com o governo da China, o Brasil se compromete a suspender os embarques de carne bovina caso haja confirmação de casos de BSE. “Em 2019, houve essa suspensão, mas em duas semanas os embarques foram novamente liberados”, relembra o analista Hiberville Neto, da Scot Consultoria. Naquela ocasião, continua Neto, a cotação do boi gordo cedeu 3,6%, mas os preços futuros abriram oportunidades interessantes para travar a compra de arrobas (travar reposição). “Obviamente, esta situação de incerteza afeta os ânimos, ainda mais quando o vendedor tem gado em confinamento, com data de abate muito menos maleável”, observa Neto. Segundo o analista da Scot, em 2019, quando a notícia de caso de “vaca louca atípica se confirmou no Brasil (na região do Mato Grosso), o setor pecuário passava por um período de transição entre o final da safra e início da chegada de gado confinado. “Em resumo, o cenário atual é de espera, com muitos frigoríficos fora das compras”, enfatiza o analista da Scot.

PORTAL DBO

Boi gordo: mercado em compasso de espera

O mercado do boi gordo tem trabalhado em compasso de espera, aguardando uma definição sobre a suspeita de um caso atípico de vaca louca (encefalopatia espongiforme bovina) em Minas Gerais

Mesmo antes de uma eventual confirmação de BSE atípica (BSE, na sigla em inglês) é importante ter em mente que a BSE atípica já ocorreu algumas vezes no Brasil, sendo a última vez em meados de 2019. A BSE atípica é uma doença que acomete aleatoriamente animais de idade avançada e não tem nada a ver com questões relacionadas à alimentação do gado ou sanidade da cadeia. Tanto é que o risco de BSE no Brasil era e continuou como insignificante após 2019, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Pelo acordo que temos com a China, o Brasil se compromete a suspender os embarques de carne bovina, caso haja confirmação de casos de BSE. Em 2019, houve essa suspensão e em cerca de duas semanas os embarques foram novamente liberados. O mercado do boi gordo cedeu 3,6% com o evento, mas os preços futuros abriram oportunidades interessantes para travar a compra de arrobas (travar reposição). Obviamente, esta situação de incerteza afeta os ânimos, ainda mais quando o vendedor tem gado em confinamento, com data de abate muito menos maleável. Talvez essa seja a grande diferença do momento atual (caso isso se confirme), em relação ao observado em 2019, quando o cenário era de transição entre o final da safra e início da chegada de gado confinado. Em resumo, o cenário é de espera, com muitos frigoríficos fora das compras.

SCOT CONSULTORIA

Suspeita de “vaca louca” em MG põe pecuaristas e frigoríficos em alerta e derruba boi gordo

Caso já está sendo examinado pelo Ministério da Agricultura, segundo fontes

A descoberta de um caso suspeito de em Minas Gerais, que está sendo apurada pelo Ministério da Agricultura, colocou pecuaristas e frigoríficos em alerta desde ontem no país. No mercado futuro de boi gordo na B3, os preços estiveram em forte queda ontem, e a baixa poderá se aprofundar enquanto não forem divulgados os resultados da contraprova pedida pela equipe técnica da Pasta no animal, que já foi abatido. Segundo fontes, sintomas da doença foram observados em uma vaca de idade avançada. A expectativa, assim, é que seja um caso classificado como “atípico”, normalmente sem riscos de gerar barreiras para as exportações de carne bovina do país. A última ocorrência do gênero no país foi em Mato Grosso, em 2019. Em casos atípicos, a doença é desenvolvida espontaneamente e o risco de contaminação é mínimo. As ocorrências graves são as que ocorrem por meio da ingestão de farinha de carne e ossos, proibidos na alimentação dos animais do Brasil. As mesmas fontes afirmaram que os resultados da contraprova deverão ser divulgados em alguns dias e o ministério prefere esperar esses resultados para se pronunciar sobre o caso. Em nota, a Pasta limitou-se a informar que adotou “os procedimentos de investigação recomendados pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)” para casos como esse. Enquanto isso, o mercado ficou em polvorosa. Na B3, os futuros do boi para outubro caíram mais de 4%. Perto das 15h00, eram negociados por cerca de R$ 297,65 a arroba. Se for confirmado o caso da doença, o Brasil terá que comunicá-lo a seus parceiros comerciais e poderá suspender voluntária e temporariamente suas exportações. No caso atípico de 2019, as exportações de carne bovina à China ficaram suspensas por cerca de 15 dias.

VALOR ECONÔMICO

Suspeita de EEB deixa mercado em espera

A suspeita de caso de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), conhecida como mal da “vaca louca”, em Minas Gerais colocou o mercado do boi gordo em compasso de espera, segundo informações divulgadas em relatório pela Scot Consultoria na quinta-feira (02)

Questionado sobre o caso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) disse em nota, sem dar detalhes, que informará os resultados do “processo em investigação” quando concluído. “Como membro da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o Brasil adota os procedimentos de vigilância, investigação e notificações recomendadas pela instituição. Casos em investigação são corriqueiros dentro dos procedimentos de vigilância estabelecidos e medidas preventivas são adotadas imediatamente para garantir o controle sanitário. Uma vez concluído o processo em investigação, os resultados serão informados”, disse o Mapa. A equipe de analistas da Scot Consultoria escreveu no relatório Tem Boi na Linha divulgado na quinta-feira que o mercado aguardava uma definição sobre a suspeita do caso atípico de vaca louca em Minas Gerais. “Mesmo antes de uma eventual confirmação de BSE atípica (BSE, na sigla em inglês) é importante ter em mente que a BSE atípica já ocorreu algumas vezes no Brasil, sendo a última vez em meados de 2019”, escreveram os analistas.

Mas uma confirmação de um caso, mesmo que atípico, poderá levar à suspensão temporária das exportações para mercados compradores como a China, conforme ocorreu em 2019. A analista e CEO da Agrifatto, Lygia Pimentel, disse em podcast da consultoria na quinta-feira (02) que alguns frigoríficos cancelaram embarques de carne bovina para o exterior e compra de boi enquanto aguardam informações oficiais sobre o caso. As associações representativas de frigoríficos do setor Abrafrigo e Abiec não comentaram sobre a suspeita até a noite de quinta-feira (02).

CARNETEC

Suspeita de vaca louca em MG para frigoríficos no Brasil

Previsão é que retomada dos abates ocorra depois do feriado, na quarta-feira (8)

Frigoríficos de todo o país vão suspender o abate de bois por conta da identificação de possível caso da doença conhecida como vaca louca em um animal em um frigorífico de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Segundo a Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos), a produção já ficará reduzida nesta sexta-feira (3), com previsão de volta somente na quarta-feira (8). A associação informou que a paralisação não ocorre pela suspeita do caso da doença em Minas, mas por causa do feriado de 7 de setembro. A entidade espera que até lá o resultado do exame que vai confirmar ou não o caso de vaca louca já tenha sido divulgado pelo Ministério da Agricultura.  A possibilidade de novo caso da vaca louca no país mexe com o mercado do setor desde esta quarta-feira (1º), quando foi tornado público. O preço da arroba teve queda de 2,52% na variação diária, cotada a R$ 305,50. Em 2019, as exportações para a China foram suspensas após um caso de a doença ser identificado em Mato Grosso. À época, o Ministério da Agricultura informou que a paralisação das vendas para o país era automática, por conta de acordo assinado em 2015. Segundo o consultor Alcides Torres, da Scot Consultoria, esse acordo ainda vigora. Até esta quinta-feira (2), porém, não houve comunicado das autoridades federais sobre suspensão de exportações da carne brasileira. O analista avalia que se for confirmada a doença em Minas, o risco de que ela se alastre é baixo devido ao tipo de alimentação usado no Brasil para o gado. “Não usamos, como na Europa, restos de produtos animais na alimentação do rebanho”, disse o consultor. Em nota, o Ministério da Agricultura disse que casos em investigação são corriqueiros dentro dos procedimentos de vigilância estabelecidos. Afirmou ainda que medidas preventivas são adotadas imediatamente para garantir o controle sanitário. “Uma vez concluído o processo em investigação, os resultados serão informados”, apontou, em nota. O Instituto Mineiro de Agropecuária afirmou que colabora com as investigações. A Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais informou que só emitirá posicionamento após o resultado oficial do laudo.

FOLHA DE SÃO PAULO

Boi/Cepea: Pastagem ruim limita demanda por animais de reposição; preço cai

Depois de atingir preço recorde em abril deste ano, quando chegou a ser negociado acima de R$ 3.200,00, o bezerro (nelore, de 8 a 12 meses, comercializado em Mato Grosso do Sul) teve média de R$ 2.851,71 em agosto, 4,1% abaixo da de julho/21 e a menor desde outubro de 2020, em termos reais (as médias mensais foram deflacionadas pelo IGP-DI) 

Segundo pesquisadores do Cepea, a queda nos valores da reposição pode estar atrelada às ruins condições das pastagens, devido ao tempo seco, e aos elevados custos de produção, que desfavorecem as aquisições de novos lotes de animais. Assim, parte dos agentes consultados pelo Cepea indica que a oferta de reposição está um pouco maior que a demanda em algumas regiões pecuárias nacionais.

Cepea

Em agosto, frente a um volume 3,88% maior, receita cambial das carnes aumentou 41%

Os resultados da exportação brasileira das três carnes em agosto de 2021: o incremento no volume embarcado não chegou a 4%, mas a receita cambial foi 41,5% maior que a de agosto de 2020 

A valorização no preço médio proporcionou esse desempenho. Pelos dados da SECEX/ME, recuaram no mês, pela média diária, os embarques das carnes de frango (-1,55%) e suína (-11,19%). Apenas a carne bovina continuou registrando aumento de volume, com incremento de 6,21% sobre agosto de 2020. Agosto de 2021 teve um dia útil a mais que o mesmo mês do ano passado. O volume de carne bovina aumentou 11,26% e o de carne de frango 3,13%. Só o de carne suína continuou negativo, acusando redução anual de 6,96%. A carne suína teve o menor aumento no preço médio: incremento de 7,49% sobre agosto de 2020. Já o da carne de frango aumentou 31,82% e o da carne bovina 41,73%. O que é um novo recorde – quase US$1,850 bilhão no mês – na receita cambial dos três produtos. Cerca de 56% desse total foram proporcionados pela carne bovina, cuja receita aumentou 57,69% em relação a agosto do ano passado. Outros 33% vieram da carne de frango, com aumento anual de 35,96%. A carne suína (com, praticamente, a mesma receita de agosto de 2020) respondeu pelos 11% restantes.

AGROLINK

Mercado de sebo bovino brasileiro

Após quatro semanas de altas nas cotações, o sebo bovino permaneceu estável nessa semana, sendo cotado, em média, em R$6,10/kg no Brasil Central e R$5,95/kg no Rio Grande do Sul.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar fecha praticamente estável a R$5,1829

O dólar à vista mostrou variação positiva de 0,01%, a 5,1829 reais

Mas o dólar não chegou a firmar alta. A pressão de baixa sobre a moeda vinda do exterior limitou qualquer reação dos comprados aqui, com todas as atenções voltadas para a divulgação na sexta do relatório mensal de empregos nos EUA referente a agosto. As atenções estão voltadas para esse documento desde o começo da semana, uma vez que os números podem mexer consideravelmente com expectativas do mercado sobre o momento em que o banco central dos EUA pode começar a cortar estímulos monetários. O “payroll” será divulgado nesta sexta-feira. Esses estímulos, via compras mensais de 120 bilhões de dólares em títulos pelo Fed, na prática são sobra de liquidez que tem favorecido mercados de risco (como os emergentes) desde o ano passado, quando começou a pandemia de Covid-19. Mas a expectativa é que o Fed ainda demore para anunciar o chamado “tapering”, o que tem garantido nos últimos dias o clima favorável a ativos de risco, como o real e seus pares emergentes, em detrimento do dólar. O que segundo analistas mais ameaça a taxa de câmbio no curto prazo é o cenário doméstico, com crises política e fiscal. O Rabobank aumentou suas estimativas para o dólar ante o real ao fim deste ano e do próximo, citando uma “delicada” situação fiscal doméstica e ruídos políticos. O banco passou a projetar a moeda norte-americana em 5,20 reais ao fim de 2021, ante projeção anterior de 5,15 reais. Para o término do ano que vem, a estimativa é de dólar a 5,30 reais, ante 5,20 reais previamente.

REUTERS 

Ibovespa recua 2% e fecha abaixo de 117 mil pontos após Câmara aprovar reforma do IR

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, após a Câmara dos Deputados aprovar a reforma do Imposto de Renda, que entre outras medidas estabelece tributação de dividendos e acaba com o mecanismo de juros sobre capital próprio (JCP)

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,28%, a 116.677,08 pontos. O volume financeiro da sessão somou 29,94 bilhões de reais. Destaques ao projeto, que também reduz o IR a empresas e pessoas físicas, ainda foram votados na quinta-feira – incluindo a redução da tributação sobre lucros e dividendos, de 20% para 15%. O texto agora será analisado no Senado. Para a equipe de estratégia da XP Investimentos, “o fim do JCP e o imposto sobre os dividendos tendem a ser negativos para as empresas e o mercado de capitais, podendo não ser suficientes para compensar o corte nos impostos sobre as sociedades”. A pauta desta quinta-feira ainda mostrou que a indústria brasileira teve em julho queda mais forte do que a esperada, começando o terceiro trimestre abaixo do nível pré-pandemia. As notícias somam-se a um cenário ainda complicado, que já contempla a tensão político-institucional e a percepção de piora no cenário fiscal, além de uma crise hídrica e seus potenciais reflexos na inflação já elevada e na atividade econômica. “A bolsa (paulista) está refletindo bastante essas incertezas no cenário local”, afirmou a equipe de análise da Ouro Preto Investimentos. Em Wall Street, Nasdaq e S&P 500 renovaram recordes, embora tenham se afastado das máximas do dia, refletindo uma certa cautela antes do relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos, na sexta-feira.

REUTERS 

Indústria do Brasil cai mais que o esperado em julho e fica mais de 2% abaixo do nível pré-pandemia

A indústria brasileira registrou em julho queda bem mais forte do que a esperada, pressionada pelo desempenho da fabricação de alimentos e bebidas, iniciando o terceiro trimestre mais de 2% abaixo do nível pré-pandemia

Em julho, a produção industrial registrou retração de 1,3% na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira, pior resultado para o mês desde 2015. O resultado foi bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de recuo de 0,5%, depois de queda de 0,2% em junho em dado revisado após estagnação informada antes. Assim, a indústria acumula queda de 1,5% em dois meses, após alta de 1,2% em maio. Além disso, as perdas de julho levaram a produção industrial a ficar 2,1% abaixo do patamar anterior à pandemia, de fevereiro de 2020. O setor chegou a estar em janeiro 3,5% acima do nível visto naquele momento, segundo o IBGE. Em relação a julho de 2020, a produção nacional avançou 1,2%, contra expectativa de ganho de 1,8%%. “O cenário tem como pano de fundo a pandemia e seus efeitos. No início do ano, houve recrudescimento da pandemia. Com vacina e flexibilização, ainda assim teve desarranjo da cadeia produtiva com falta de insumos, encarecimento de produtos”, explicou o gerente da pesquisa, André Macedo.

“Claramente 2021 é um ano negativo”, completou. Segundo os dados de julho, uma das principais influências negativas entre os ramos pesquisados foi a queda de 10,2% na produção do setor de bebidas, depois de três altas mensais seguidas. Também pressionou com força a fabricação de produtos alimentícios, com queda de 1,8%, a segunda seguida. Os números são resultado, segundo Macedo, da dificuldade das pessoas em conseguir trabalho, bem como da elevada inflação que diminui a renda das famílias e o consumo.

REUTERS 

Alimentos e habitação pressionam e IPC-Fipe sobe 1,44% em agosto

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo acelerou a alta a 1,44% em agosto depois de subir 1,02% em julho, sob pressão dos custos de alimentação e habitação

Segundo os dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgados na quinta-feira, o grupo Alimentação exerceu o maior peso sobre o índice do mês, com alta de 2,29%. Os preços de Habitação vieram em seguida, com alta de 1,50% no mês de agosto. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

REUTERS

PIB per capita só volta ao pré-pandemia em 2023

PIB per capita recua no segundo trimestre e inflação e mercado de trabalho frágil pioram cenário

Com o desempenho da economia brasileira observado no segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita caiu 0,2%, segundo cálculo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Mais do que a queda entre abril e junho e o histórico de baixo crescimento nos últimos anos, apontam economistas, pesam sobre o bem-estar da população a inflação em alta e o mercado de trabalho ainda frágil, com renda em queda, que afeta especialmente as famílias mais pobres. “Inflação baixa e renda são variáveis para a qualidade de vida, do ponto de vista macroeconômico, além de saúde e educação. Temos uma aceleração da inflação que afeta a população e a pandemia deixa cicatrizes no mercado de trabalho. O chamado índice de desconforto está muito elevado, especialmente entre as famílias mais pobres”, afirma Silvia Matos, Coordenadora Técnica do Boletim Macro Ibre. Essa queda do PIB per capita no segundo trimestre ocorre após alta de 1% no primeiro trimestre e retração de 4,8% em 2020. Só que antes mesmo da pandemia o indicador já mostrava fraqueza. E o cenário para frente é difícil, alertam economistas: só uma trajetória consistente da economia como um todo será capaz de permitir avanço do PIB capita. Pelas projeções do FGV Ibre, o PIB per capita só retoma o patamar pré-pandemia em 2023. A estimativa é de avanço de 4,1% em 2021 e de 0,8% em 2022. Para chegar ao pico de 2013, seria preciso expansão média anual de 1,5% do PIB per capita entre 2023 e 2027, o que é difícil de ser alcançado, aponta Silvia Matos. “Para aumento de 1,5% do PIB per capita, a expansão da economia teria que ser acima de 2% por ano. Mas um crescimento consistente e continuado, não basta um ano ou dois”, diz ela. Para o economista da Novus Capital Daniel Silva, só uma expansão anual média acima de 2% poderia mudar a trajetória de “crescimento medíocre” do PIB per capita nos últimos anos. “É preciso um ritmo maior. Outras saídas seriam via aumento da produtividade ou uso maior da capacidade instalada da indústria, mas o Brasil também não vai bem nesses indicadores”, diz.

VALOR ECONÔMICO

Preços globais dos alimentos voltam a subir após dois meses de queda, diz FAO

Alta de 3,1% ante julho foi puxada por açúcar, trigo e óleos vegetais

Os preços globais dos alimentos voltaram a subir em agosto após dois meses de quedas. O índice de preços da FAO a agência da ONU para agricultura e alimentação alcançou 127,4 pontos, com avanços de 3,1% em relação a julho e de 32,9% ante agosto de 2020. A alta foi puxada por açúcar, trigo e óleos vegetais. O indicador das carnes registrou leve alta em agosto, para 112,5 pontos, sustentado pelas fortes compras da China de carnes bovina e ovina e pela sólida demanda de importação do Leste Asiático e do Oriente Médio de carne de frango. Os preços da carne suína, por outro lado, caíram devido ao declínio nas compras pela China e pela Europa.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos/Cepea: Preços caem na 2ª quinzena, mas média mensal sobe em agosto

As vendas aquecidas e as consequentes valorizações do suíno vivo na primeira quinzena de agosto superaram os recuos de preços observados na segunda metade do mês 

Com isso, o preço médio do animal comercializado no mercado independente em agosto fechou acima do registrado em julho. Apesar do avanço mensal, os valores do vivo ainda ficaram inferiores aos registrados em ago/20, em termos nominais. Neste caso, vale lembrar que os preços do animal subiram com força ao longo do segundo semestre do ano passado, atingindo recordes em novembro, impulsionados especialmente pelo salto no volume exportado. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal posto (CIF) teve média de R$ 6,96/kg em ago/21, alta de 2,3% frente à de julho, mas 3,7% menor que a de agosto de 2020, em termos nominais. No mercado atacadista da carcaça, os preços seguiram a tendência do vivo. Na Grande São Paulo, a carcaça especial teve média de R$ 10,07/kg em agosto, avanço mensal de 2,7%, mas recuo anual de 3,3%. Já para os cortes suínos, o poder de compra reduzido da maior parte da população brasileira limitou altas mais significativas na primeira quinzena de agosto e resultou em desvalorizações na segunda metade do mês.

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