CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1567 DE 06 DE SETEMBRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1567 | 06 de setembro de 2021

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Abrafrigo: EXPORTAÇÕES TOTAIS DE CARNE BOVINA TÊM RECORDE MENSAL EM AGOSTO

Depois de três meses seguidos de quedas no volume das exportações totais de carne bovina (in natura + processada), a movimentação do produto voltou a crescer e subiu 11% em agosto. Na receita, o aumento foi de 56% 

Com isso, pela primeira vez na história desse mercado, o país ultrapassou a barreira das 200 mil toneladas exportadas num único mês: foram 211.850 toneladas. A receita cambial proporcionada aumentou o também recorde mensal de julho último de US$ 1,010 bilhão para US$ 1,175 bilhão. Em agosto de 2020, a movimentação foi de 191.141 toneladas e a receita de US$ 753,1 milhões. No acumulado do ano até agosto, as exportações totais ainda caem 1% em relação a 2020, mas a receita subiu 15%. Para a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou as informações fornecidas pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/DECEX), do Ministério da Economia, o país se beneficiou da diminuição da oferta no mercado internacional proporcionada pela redução das exportações argentinas, devido a política de combate à inflação local, e da Austrália, onde o rebanho ainda não se recuperou de sucessivas perdas devido a secas e enchentes. Até agosto de 2020, o país havia exportado 1.294.274 toneladas com receita de US$ 5,44 bilhões. Até agosto de 2021 o Brasil exportou 1.283.641 toneladas com receita de US$ 6,26 bilhões. Segundo a ABRAFRIGO, a China mais Hong Kong continuam sendo o principal destino da carne bovina brasileira respondendo por 59% da receita e volume exportado. Os Estados Unidos mantêm a segunda posição entre os 20 maiores importadores do produto brasileiro. Em 2020 comprou 34.502 toneladas e em 2021 foram 66.467 toneladas (+92,7%). O Chile é o terceiro colocado, com aquisições de 62.621 toneladas no acumulado do ano (+ 24,4%); o Egito o quarto, reduzindo suas compras de 91.529 toneladas no ano passado para 35.495 neste ano (-54.9%); as Filipinas ocupam o quinto lugar, subindo as importações de 25.660 toneladas em 2020 para 35.495 toneladas em 2021(+ 38,3%). Os Emirados Árabes ficaram com o sexto lugar, com importações de 25.595 toneladas em 2020 e de 29.056 toneladas até agosto de 2021 (+13,5). No total do ano até aqui, 88 países apresentaram evolução na sua movimentação, enquanto que outros 75 reduziram suas importações, informou a ABRAFRIGO.

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NOTÍCIAS

Compradores de carne bovina da China esperam que o comércio com o Brasil seja retomado em breve, apesar dos casos de “vaca louca”

Importadores chineses de carne bovina disseram nesta segunda-feira que a suspensão das exportações do principal fornecedor do Brasil devido a dois casos de doença da vaca louca não teve impacto imediato no mercado, com alguns ainda fazendo compras em antecipação a uma rápida retomada do comércio

O Brasil disse no sábado que havia confirmado dois casos de doença “atípica” da vaca louca em diferentes estados e estava suspendendo as exportações de carne bovina para a China como parte de um acordo prévio sobre a questão com seu principal comprador. Mas apesar da participação dominante do Brasil de 40% nas importações de carne bovina da China, os preços não haviam se movido até segunda-feira e alguns importadores ainda estavam em busca de negócios. “Ainda estamos comprando, as fábricas precisam manter seus estoques”, disse Grace Gao, gerente geral da importadora Goldrich International, de Dalian. A vaca louca ‘atípica’ é considerada de menor risco do que a forma clássica da doença, pois ocorre naturalmente e apenas esporadicamente em bovinos mais velhos. O Brasil suspendeu as exportações por 10 dias em 2019, após relatar um caso ‘atípico’. “Presumo que o governo chinês não banirá as importações”, disse Pan Chenjun, analista sênior do Rabobank. “O Brasil é tão importante.” A autoridade alfandegária da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O Brasil embarcou mais de 500.000 toneladas de carne bovina para a China de janeiro a julho deste ano, ou 38% das importações totais da China, mostram dados da alfândega chinesa, colocando-o bem à frente do fornecedor nº 2, a Argentina, que forneceu pouco menos de 300.000 toneladas. As ofertas globais de carne bovina estão muito apertadas e os preços já estão em níveis recordes, acrescentou outro grande comprador de carne bovina da China. “Se durar apenas 15 dias, não haverá impacto nenhum. O Brasil ainda está produzindo e leva dois meses para embarcar carne para cá”, acrescentou, recusando-se a se identificar porque não tem permissão para falar com a mídia. Enquanto as importações de carne suína da China estão caindo devido à recuperação da oferta doméstica, a demanda chinesa por carne bovina continua crescendo. A Irlanda, um fornecedor menor de carne bovina da China, relatou um caso de doença “atípica” da vaca louca em maio do ano passado. Ainda não foi possível retomar as exportações.

REUTERS 

Suspensão da venda de carne bovina à China deve durar pouco

Em agosto, demanda do país asiático puxou um novo recorde mensal das exportações brasileiras

O Ministério da Agricultura suspendeu no sábado, temporariamente, as exportações de carne bovina à China. A medida atende ao protocolo sanitário entre os dois países para a detecção do mal da “vaca louca” — mesmo casos atípicos, como os confirmados pela Pasta em Minas Gerais e em Mato Grosso. Não está claro quando os embarques poderão ser retomados, mas a expectativa é que a trava dure pouco. Em 2019, quando o Brasil registrou o último caso atípico antes dos atuais, as vendas à China ficaram suspensas por 13 dias. Os casos atípicos — quando o animal desenvolve a doença espontaneamente, por causa da idade avançada — foram registrados em Belo Horizonte e Nova Canaã do Norte. As confirmações por parte da Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério vieram depois de resultados da contraprova feita no Canadá. Animais de idade avançada “Os dois casos de EEB (Encefalopatia Espongiforme Bovina, nome técnico do mal da vaca louca) atípica — um em cada estabelecimento — foram detectados durante a inspeção antemortem. Trata-se de vacas de descarte que apresentavam idade avançada e estavam em decúbito nos currais”, informou o ministério. Em nota, a Pasta lembrou que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) “exclui a ocorrência” de casos atípicos para reconhecer o “status oficial de risco do país”. Assim o Brasil continua a ser considerado com “risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos”. Segundo o ministério, “todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final pelo laboratório de referência” da OIE. “Portanto, não há risco para a saúde humana e animal”. A Pasta afirmou que notificou oficialmente a OIE sobre os casos porque esse é o procedimento estabelecido pelas normas internacionais. O Brasil nunca registrou o caso clássico, e mais perigoso, de “vaca louca”. Houve casos atípicos também em 2012 e 2014. Já a suspensão temporária de exportação de carne para a China segue protocolos sanitários estabelecidos entre os dois países e, segundo o ministério, “se dará até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas sobre os casos”. Entidades ligadas a pecuaristas, como a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), defendem que esses protocolos sejam revistos e que prevaleçam as regras da OIE.

VALOR ECONÔMICO 

Considerações sobre o mercado do boi gordo após a confirmação dos casos de vaca louca atípica

O mercado deve passar por um momento mais pressionado em curto prazo, com a suspensão dos embarques para a China. Cabe lembrar, no entanto, que em 2019 a suspensão durou cerca de duas semanas e o mercado do boi gordo cedeu 3,6%, mas superou rapidamente os patamares de preços de antes do caso. 

SCOT CONSULTORIA 

Boi: Ministério da Agricultura confirma casos de EEB

O Ministério da Agricultura confirmou dois registros de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB, conhecida como doença da “vaca louca”). Segundo a pasta, os dois casos são atípicos e isolados, de animais que não chegaram a ser comercializados. A exportação de carne bovina para a China foi suspensa em cumprimento ao protocolo sanitário estabelecido entre o Brasil e o país asiático.

Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo interromperam as fortes quedas dos dias anteriores, que ocorreram em virtude dos possíveis casos de EEB. O ajuste do vencimento para setembro passou de R$ 292,90 para R$ 295,25, do outubro foi de R$ 294,20 para R$ 296,95 e do novembro foi de R$ 303,00 para R$ 304,30 por arroba.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha estável

O dólar ficou praticamente estável pelo segundo pregão consecutivo na sexta-feira e completou o quinto dia de oscilações bastante moderadas para os padrões domésticos, numa clássica postura defensiva dos agentes financeiros antes das manifestações no Brasil prometidas para o feriado de 7 de Setembro, na terça

Nesta segunda-feira, o mercado de câmbio funcionará, mas com baixos volumes por estar espremido entre o fim de semana e o feriado. Com isso, vários operadores decidiram proteger posições. Em meio ao clima político acirrado será difícil pensar num cenário de otimismo e menos volatilidade para o Brasil no ano que vem. Na sexta, o dólar à vista teve variação positiva de 0,02%, a 5,1839 reais na venda, pelo terceiro pregão seguido “travado” na média móvel de 50 dias, no atual contexto um importante suporte técnico. A cotação chegou a cair 0,98%, a 5,132 reais, logo após a divulgação de dados bem mais fracos de emprego nos EUA (às 9h30 de Brasília), que derrubaram o dólar em todo o mundo. Mas ainda pela manhã a moeda recobrou forças até zerar as perdas, eventualmente chegando a subir 0,26%, a 5,1963 reais. Na semana, o dólar caiu 0,24%, depois de variar entre +0,20% e -0,32% nos fechamentos diários da semana. Em agosto, a moeda acumula alta de 0,22%. Em 2021, cede 0,15%. No exterior, o índice da divisa norte-americana caía 0,1% no fim da tarde, tomando algum fôlego depois de recuar 0,3% após os dados mais fracos de emprego nos EUA fortaleceram expectativas de que o banco central norte-americano não se apressará para cortar estímulos monetários.

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Ibovespa acumula perda de mais de 3% na semana com incertezas locais

O Ibovespa fechou com acréscimo discreto na sexta-feira, mas acumulou desempenho semanal negativo, diante de um ambiente ainda conturbado no Brasil, sem trégua na tensão político-institucional e nas incertezas fiscais, em meio a uma crise hídrica e preocupações com a inflação e a atividade econômica

Em Brasília, a Câmara dos Deputados aprovou a reforma do Imposto de Renda, criando tributação de dividendos e acabando com o mecanismo de juros sobre capital próprio (JCP), o com repercussão negativa na bolsa. “A reforma tributária tem sido confusa… o que gera imprevisibilidade e receios de investidores”, afirmou o gestor de renda variável da Western Asset, Cesar Mikail. Um revés no Senado em votação sobre mudanças de regras trabalhistas trouxe desconforto sobre a capacidade de o governo avançar com reformas, incluindo a segunda fase da reforma tributária que, após passar pelo plenário da Câmara, será apreciada por senadores. Em paralelo, o Presidente Jair Bolsonaro continuou atacando ministros do Supremo Tribunal Federal e chamando apoiadores para protestos em 7 de setembro, quando estão previstas manifestações a favor e contra o governo. Todo esse ruído político, segundo o sócio e economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, está fazendo com que a curva longa de juros continue abrindo, o que leva a um desinteresse por tomar risco. “E as ações acabam sendo a classe de ativos mais penalizada”, afirmou. Ao mesmo tempo, dados nos últimos dias mostraram que o PIB brasileiro encolheu no segundo trimestre, frustrando expectativas, com economistas reduzindo a projeção para o ano. A produção industrial no país também começou o segundo semestre com uma queda acima da prevista. O comportamento dos preços no país também continua minando o sentimento de agentes financeiros, com o Banco Central sinalizando que agirá com mais altas da Selic – pesquisa Focus já estima a taxa em 7,5% no final deste ano e de 2022. Na sexta-feira, o Ibovespa subiu 0,22%, a 116.933,24 pontos, após ajuste, mas acumulou perda de 3,1% na semana. Em setembro, mostra um declínio de 1,56%. No ano, a queda agora é de 1,75%. O índice Small Caps recuou 0,74%, a 2.765,89 pontos, com queda de 5,19% na semana e 2,92% no mês, contabilizando uma perda de 2% em 2021.

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Baixo investimento público freia mais a retomada

Valor previsto no orçamento de 2022 está no menor percentual do PIB desde pelo menos 2010

Os investimentos previstos para 2022 no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), de R$ 25,7 bilhões, estão em níveis historicamente baixos. Para alguns economistas, o cenário afeta ainda mais o vigor da retomada. Outra ala de especialistas alerta para a necessidade de se manter o respeito ao teto de gastos. O valor previsto no Orçamento é o menor como porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) desde pelo menos 2010, de acordo com levantamento de Vinicius Amaral, consultor de Orçamentos do Senado. Em 2022, os investimentos devem representar 0,27% do PIB. Em 2021, a estimativa é de cerca de 0,3%. Em 2013, eles chegaram a representar 1,24%. O cálculo considera a projeção oficial para o PIB nominal deste e do próximo ano. No Orçamento do próximo ano, estão previstos, ao todo, R$ 16,2 bilhões para emendas individuais e de bancada. Sem uma solução para os R$ 89,1 bilhões em precatórios a pagar em 2022, a peça orçamentária foi encaminhada ao Congresso na semana passada incorporando o valor total dessa despesa. Isso comprimiu ainda mais o espaço para as despesas discricionárias, que já vêm em trajetória de queda. “Os investimentos em patamar tão baixo são insuficientes para repor a própria depreciação do estoque do capital público. E estamos já há muitos anos com esse investimento líquido negativo”, explicou Amaral. “Isso leva a uma deterioração da infraestrutura do país e sem dúvida dificulta a retomada econômica.” Para o economista do Núcleo de Finanças e Políticas Públicas da Faculdade de Campinas (Facamp) Saulo Abouchedid, os dados de investimentos mostram que o governo está encarando 2021 e 2022 como anos “normais”, sem efeitos da pandemia sobre saúde e economia. No auge da série histórica, entre os anos de 2010 e 2014, os investimentos chegaram a ultrapassar o patamar de R$ 100 bilhões, considerando valores atualizados pela inflação. Segundo a Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, a proposta orçamentária encaminhada ao Congresso assegura o volume de recursos necessário para a continuação dos projetos que já estão em andamento. Mas a “margem para novos investimentos é de fato reduzida, em consequência do pouco espaço para a ampliação das despesas discricionárias”, acrescentou em nota. Para a pasta, esse cenário restritivo mostra a importância de se avançar com reformas estruturais “que enderecem o peso elevado das despesas obrigatórias” e de se debater o elevado grau de vinculações de receitas. A abertura de um espaço maior para o investimento traria ganhos importantes para a sociedade, “gerando empregos e ampliando a capacidade de oferta da economia”, defendeu, frisando que isso deve ser feito respeitando as regras fiscais vigentes.

VALOR ECONÔMICO 

BoletimFocus: Mercado passa a ver PIB menor e inflação ainda mais alta no fim de 2021

Na semana passada, o IBGE informou que a economia brasileira encolheu 0,1% no segundo trimestre do ano

A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2021 caiu de 5,22% para 5,15%, no Boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira com estimativas coletadas até o fim da semana passada. Para 2022, o ponto-médio das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) foi reduzido de 2,00% para 1,93%. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística País informou que o PIB recuou 0,1% no segundo trimestre do ano, sobre o primeiro, na série com ajuste. O desempenho frustrou a mediana do mercado, que esperava avanço de 0,2% no período. A mediana das projeções dos economistas do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 subiu de 7,27% para 7,58%. Para 2022, subiu de 3,95% para 3,98%. A meta de inflação a ser perseguida pelo BC é de 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Juros Para a taxa básica de juros (Selic), o ponto-médio das expectativas subiu de 7,50% para 7,63% no fim de 2021 e subiu de 7,50% para 7,75% em 2022. A mediana das estimativas para o dólar no fim deste ano foi elevada de em R$ 5,15 para R$ 5,17. Para 2022, o ponto-médio das projeções foi mantido em R$ 5,20 entre uma semana e outra.

VALOR ECONÔMICO 

EMPRESAS

Na Amazônia, Marfrig avança em monitoramento do gado

Empresa identificou cerca de 5 mil fazendas como potenciais fornecedores

A Marfrig identificou quase 5 mil fazendas pecuárias no bioma Amazônia como potenciais fornecedoras de gado para a companhia, tanto as “diretas”, que entregam o boi gordo para abate, quanto as “indiretas”, que destinam bezerros e bois magros a propriedades de engorda. Deste total, 61%, ou 3.007, já contam com o controle de origem da empresa, a fim de garantir que os animais não passaram, em nenhuma etapa da vida, por áreas embargadas pelo Ibama, de conservação, indígenas ou com pendências socioambientais. Paulo Pianez, Diretor de Sustentabilidade, conta que o levantamento considera dados de janeiro a julho, no âmbito do Programa Verde+, que pretende, até 2030, contar com uma cadeia produtiva 100% livre de desmatamento. “O trabalho continua, mas já estamos apresentando esses números para clientes no exterior”, revela. O programa considera cinco critérios de classificação: propriedades situadas em áreas de “risco muito alto” para desmatamento; de “risco alto”, de “risco médio”, “risco baixo” e “muito baixo”. “Uma consultoria de inteligência territorial, a Agroicone, mapeou essas fazendas a partir do cruzamento de dados oficiais, como os do IBGE, do Inpe e do Cadastro Ambiental Rural”, conta Pianez. Ele acrescenta que nenhuma das plantas da Marfrig na Amazônia opera em áreas de “risco muito alto”, mas podem receber gado proveniente de lá. “Daí a atenção maior sobre elas.” Na verdade, apenas 24 propriedades estão na zona de risco muito alto, sendo que 18 delas tiveram controle de origem aprovado pela Marfrig – seja de fornecedores diretos ou indiretos. Entre as 169 fazendas mapeadas em regiões de “risco alto”, 61% já foram avaliadas pela companhia. A maioria, ou 3.190, está nas áreas de risco médio, baixo ou muito baixo. E, neste universo, 2.886 cumprem os critérios do Verde+, diz Pianez. “Essa análise será constante.”

O ESTADO DE SÃO PAULO

FRANGOS & SUÍNOS

USDA: Brasil retorna ao posto de 2º produtor mundial de carne de frango

Depois de 2019/2020, perder o lugar para a China entre 2019/2020, o Brasil deve retornar à posição de segundo maior produtor mundial de carne de frango, posto que deve manter em 2022 – informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA)

Em 2021, a produção brasileira de carne de frango registra aumento anual de 3,39%, com isso chegando aos 14,350 milhões de toneladas. Já a produção da China tende a recuar cerca de 4% no ano, não passando dos 14 milhões de toneladas. As projeções relativas ao Brasil sugerem a produção continuará em expansão. O previsto para 2022 é um volume superior a 14,7 milhões de toneladas, 2,5% a mais que em 2021. Nas exportações brasileiras de carne de frango em 2021, o USDA corrigiu em mais de 5% sua projeção anterior (3,850 milhões de toneladas) e agora prevê que os embarques superarão os 4,050 milhões de toneladas. E sugere que, no ano que vem, ocorra aumento de pelo menos 3% em relação ao previsto para este ano, com o que o volume exportado pode aproximar-se dos 4,2 milhões de toneladas.  As estimativas não incluem as exportações de pés/patas de frango – item que não dispõe de um código específico no sistema brasileiro. Por outro lado, o USDA passou a incluir, a partir deste relatório, as exportações brasileiras de carne de frango salgada. A disponibilidade interna – estimada em pouco mais de 10 milhões de toneladas em 2020 – irá aumentar perto de 3% em 2021 e pouco mais de 2% em 2022.

AGROLINK

Frango/Cepea: Exportação da carne diminui, mas receita segue alta

As exportações brasileiras de carne de frango in natura recuaram em agosto, após terem atingido um dos maiores patamares da série no mês anterior

Apesar da queda no volume enviado, o alto preço pago pela mercadoria exportada e o dólar valorizado garantiram que a receita recebida pelo setor em moeda nacional se mantivesse elevada. De acordo com a Secex, o Brasil exportou 351,14 mil toneladas de carne de frango in natura em agosto, 10,3% abaixo das vendas de julho, mas ainda 3,1% acima das de agosto/20. Segundo pesquisadores do Cepea, embora a demanda mundial por carne siga aquecida, alguns entraves logísticos acabaram limitando os embarques no último mês. Na China – o principal destino da carne brasileira –, o fechamento temporário de um dos principais portos travou os envios nacionais ao país na segunda quinzena. Além disso, agentes brasileiros relataram falta de navios e de contêineres. Com a demanda internacional elevada e dificuldades em escoar produtos, os preços externos da carne de frango subiram. Em agosto, o valor da proteína embarcada pelo Brasil atingiu US$ 1,76/kg, alta de 2,2% frente ao de julho, 31,8% acima do de agosto/20 e o maior patamar desde dezembro de 2014 (Secex). Em Reais, a receita somou R$ 3,25 bilhões.

Cepea 

INTERNACIONAL

Tyson Foods fecha acordo com sindicatos sobre vacina obrigatória

Funcionários da empresa, a maior processadora de carne dos EUA, terão que receber o imunizante contra a covid-19

A Tyson Foods, maior processadora de carne dos Estados Unidos, informou hoje que chegou a um acordo com dois sindicatos que permite a ela exigir que seus trabalhadores tomem vacina contra a covid-19. A companhia fechou o acerto com as centrais United Food and Commercial Workers International Union e Retail Wholesale and Department Store Union, que juntas representam cerca de 80% dos funcionários sindicalizados da Tyson. De seus 120 mil trabalhadores no país, 31 mil são filiados a sindicatos, segundo a companhia. A Tyson estima que pelo menos 75% de seus colaboradores nos EUA já tomaram pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19. A empresa anunciou a exigência de vacinação no último dia 3 de agosto. A companhia também ainda concederá até 20 horas de licença médica remunerada por ano para trabalhadores totalmente vacinados, começando em 2022. A Tyson também dará aos novos contratados uma semana de férias remuneradas após seis meses de emprego. As novas políticas cobrem todas as instalações da Tyson nos EUA e se aplicam a funcionários sindicalizados e não sindicalizados.

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