
Ano 7 | nº 1556 | 20 de agosto de 2021
NOTÍCIAS
SP: queda na cotação das três categorias destinadas ao abate
Poucas indústrias ficaram fora das compras
A boa oferta e o consequente alongamento das escalas de abate nas praças paulistas permitiram que os frigoríficos pressionassem os preços das três categorias na manhã de quinta-feira (19/8). Poucas indústrias ficaram fora das compras. Na comparação diária, a cotação do boi gordo caiu R$2,00/@ e as da vaca e novilha gordas caíram R$1,00/@. Assim, o boi, vaca e novilha gordos foram negociados, respectivamente, em R$315,00/@, R$292,00/@ e R$310,00/@, preços brutos e a prazo. Nas quatro regiões monitoradas pela Scot Consultoria em Mato Grosso houve queda no preço do boi gordo na comparação diária. As escalas de abate estão relativamente confortáveis. Na região de Cuiabá e no Sudeste do estado a cotação do boi gordo caiu R$3,00/@, negociado por R$300,00/@ em ambas as praças, preço bruto e a prazo. No Norte e Sudoeste caiu R$2,00/@, negociado por R$302,00/@ em ambas as praças, na mesma condição.
SCOT CONSULTORIA
Pressão sobre a arroba em SP se intensifica e frigoríficos já compram animais até R$2 mais baratos
Após longo período de estabilidade nos preços e alongamento das escalas de abate, frigoríficos pressionam as cotações
A pressão negativa sobre os preços da arroba bovina está se intensificando no estado de São Paulo. A indústria frigorífica está comprando animais até R$ 2,00 mais baratos que o observado na semana anterior. As referências estavam próximas de R$ 315,00/@ a prazo e, agora, estão ao redor de R$ 313,00/@. Segundo o analista da Scot Consultoria, Hyberville Neto, os frigoríficos estão aproveitando para testar o mercado após um período de estabilidade de preços. “Observamos quedas de preços em Goiás e no Mato Grosso. Porém, é uma mudança sutil que acontece de uma semana para outra “, comentou. Ele ressalta, no entanto, que volumes exportados de carne bovina em agosto estão atingindo uma boa média diária, próximo das 10 mil toneladas por dia. “Se esse ritmo seguir nas próximas semanas podemos bater o recorde das exportações com 230 mil toneladas embarcadas, o que superaria em mais de 30% o recorde de outubro de 2019 que exportou 170,5 mil toneladas”, afirmou.
SCOT CONSULTORIA
Boi/Cepea: Valores da arroba e da carne se estabilizam em agosto
Os preços do boi gordo para abate e da carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo vêm apresentando relativa estabilidade ao longo de agosto
No caso da arroba comercializada no mercado paulista, o Indicador CEPEA/B3 (estado de São Paulo) registra média de R$ 316,20 na parcial deste mês, ligeira queda de 0,76% frente à de julho. Quanto à carcaça casada do boi, é negociada à média de R$ 20,08/kg em agosto, pequeno recuo de 0,7% em relação à do mês anterior. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar da baixa oferta de animais para abate e do ritmo ainda intenso das exportações da proteína, o consumo de carne bovina no mercado nacional limita novos reajustes positivos nos valores. Além de a proteína já operar em elevados patamares, a renda da maior parte da população brasileira está fragilizada, devido especialmente à alta taxa de desemprego e à inflação.
CEPEA
Confinamento surpreende e deve crescer em 2021
Mato Grosso deve ampliar a oferta de bovinos confinados nesse ano
Se a nova projeção do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) se confirmar, o Estado – que detém o maior rebanho do País – inverte uma primeira tendência de queda (20% em relação ao consolidado no ano passado) para projetar crescimento de 7,5%, passando de 822.633 cabeças confinadas para o abate para 884.867. A região oeste é atualmente a maior confinadora do Estado e, juntamente com a noroeste, lidera a expansão de oferta nesse ano. O Imea realizou uma primeira sondagem do mercado pecuário mato-grossense em abril e outra agora em julho. Na primeira, havia uma tendência de redução do rebanho, puxada, sobretudo pelo encarecimento dos custos de produção, principalmente de animais de reposição, mesmo sob um cenário de arroba valorizada. Já dados de julho mostram estimativa de alta de 5,65% sobre abril. A alteração de cenário ocorre por alguns motivos, entre eles, o aumento no número de informantes, passando em julho a 186 confinadores relatando seus dados ao Instituto, o acabou alterando o volume final de rebanho que deve ter sua terminação no cocho. Segundo o Imea, apenas 149 informantes participaram do levantamento, representando 80,11% da amostra total. Como explicam os analistas do Imea, essa mudança de cenário foi pautada principalmente porque no primeiro levantamento, cerca de 50% dos informantes ainda estavam sem previsão ou indecisos sobre realizar o confinamento ou não. Porém, na segunda análise esse resultado reduziu para 40,94% e impactou diretamente no volume de animais reportados.
DIÁRIO DE CUIABÁ
Operação da PF mira servidores do Ministério da Agricultura
Investigação é de suposta atividade criminosa envolvendo servidores públicos agropecuários e um frigorífico da cidade de Palmeiras de Goiás
A Polícia Federal (PF) deflagrou na quinta-feira a operação A Posteriori, para combater o recebimento ilícito de valores por parte de servidores públicos federais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para não fiscalizarem o processamento de produtos de origem animal. Segundo nota da PF, 12 policiais federais cumpriram dois mandados judiciais de busca e apreensão, expedidos pela 11ª Vara Federal Criminal, nas cidades de Goiânia e Palmeiras de Goiás, ambas em Goiás. A investigação teve início em julho de 2018, por meio de denúncia encaminhada ao Mapa sobre suposta atividade criminosa envolvendo servidores públicos agropecuários e um frigorífico da cidade de Palmeiras de Goiás. As investigações apuraram que os auditores fiscais emitiam certificados sanitários “a posteriori” (razão do nome da operação), com data retroativa, sugerindo a falta de fiscalização “in loco” dos produtos de origem animal comercializados. Levantamentos apontaram evolução patrimonial supostamente incompatível com os rendimentos de servidor público do ministério. Além disso, constatou-se depósitos mensais suspeitos, que variavam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil entre os anos de 2018 a 2019. Os investigados poderão responder por associação criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro, podendo pegar mais de 10 anos de prisão.
VALOR ECONÔMICO
Boi: arroba recua em algumas regiões
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo recuou em algumas regiões em virtude das escalas de abate alongadas. Em São Paulo, capital, a referência passou de R$ 316/317 para R$ 314/315, em Goiânia (GO), foi de R$ 305 para R$ 303/304 e em Dourados (MS), ficou estável em R$ 316 por arroba
Na B3, os contratos futuros do boi gordo chegaram ao terceiro dia de cotações em queda. Dessa forma, a curva até dezembro ficou toda abaixo de R$ 320 por arroba. O vencimento para agosto passou de R$ 314,05 para R$ 311,90, do outubro foi de R$ 318,90 para R$ 314,10 e do novembro foi de R$ 322,80 para R$ 318,50 por arroba.
AGÊNCIA SAFRAS
Fiscais agropecuários criticam projeto de autocontrole e ressaltam incertezas no trabalho da categoria
Segundo representante da categoria, o projeto de lei de autocontrole na fiscalização do agro não deixa claro até onde vai a atuação do estado
O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) criticou a nova versão do projeto de lei do autocontrole entregue pelo relator da matéria na Comissão de Agricultura da Câmara, o deputado federal Domingos Sávio. O Diretor de Comunicação da entidade, Antônio Andrade, disse que o relator acatou apenas duas emendas sugeridas pelo sindicato. Na nova redação, existe a possibilidade de empresas e produtores rurais contratarem pessoas físicas ou jurídicas, credenciadas junto ao Ministério da Agricultura, para atividades técnicas e operacionais de defesa agropecuária. Para Andrade, essa e outras propostas tornam incerta a atuação do fiscal agropecuário. “O projeto de lei em verdade não define até onde vai o poder do estado, a atividade do estado, e até onde vai a atividade privada. Então, muitas vezes, há uma fronteira intencionalmente não definida em relação ao papel do estado e o papel da iniciativa privada, ambos relevantes para defesa agropecuária. Ao nosso ver, quando a atividade passa a incluir subjetividade ela não pode ser promovida pela iniciativa privada. Deve ser um gestor, um agente público a desempenhar esta atividade e aí sim o papel de poder de polícia administrativa fica garantido”, pondera. Já o relator do projeto, deputado Domingos Sávio, acredita que os fiscais agropecuários devem focar em atividades de análise de risco e polícia administrativa. Ele ainda garante que processos de ante e pos-mortem seguirão sob supervisão dos servidores públicos. “Existem inconformidades de carcaça, uma determinada carcaça, produto, corte de frango, por exemplo, que está sendo empacotado. É responsabilidade do autocontrole da empresa acompanhar todo esse procedimento e separar essas carcaças. Cabe ao fiscal acompanhar todos os procedimentos como ele já tinha esse dever antes e continua tendo e se ele observa que o autocontrole. Se ele observou que algo não saiu de acordo, ele continua com a mesma autoridade de autuar, de fazer o recolhimento de lotes de produtos e até de interditar essa empresa”, diz o deputado Domingos Sávio.
CANAL RURAL
ECONOMIA
Dólar fecha em alta de 0,88%, a R$5,4231
O dólar escalou mais um degrau ao fechar nesta quinta-feira acima de 5,40 reais, um dia após se firmar acima de 5,30 reais e pulverizar uma série de níveis de resistência técnica, com a força da moeda no exterior por incertezas sobre a política monetária nos EUA e Covid-19 se somando ao contínuo desconforto na cena doméstica
O dólar à vista subiu 0,88%, a 5,4231 reais na venda, maior valor desde 4 de maio (5,4322 reais). A cotação se manteve em alta praticamente durante todo o pregão. Na máxima, alcançada ainda no começo dos negócios, foi a 5,4568 reais (+1,50%) e na mínima, tocada por volta de 14h30, operou brevemente em queda de 0,08%, a 5,3801 reais. Lá fora, a alta do dólar era generalizada, com a moeda dos EUA ganhando terreno ante 31 de 33 pares. Divisas de commodities (grupo do qual o real faz parte) eram as mais penalizadas, em meio à queda das matérias-primas a mínimas em um mês, por dúvidas se a economia manterá um nível de demanda por produtos básicos diante da piora das perspectivas globais de crescimento.
REUTERS
Ibovespa reage e fecha em alta após tocar mínima desde março
O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, após ter chegado a cair abaixo dos 115 mil pontos, escapando da quarta queda consecutiva, embora a forte queda das ações da Vale tenha evitado uma melhora mais forte
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,56%, a 117.292,90 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo atingido 114.801,00 pontos no pior momento, quando chegou a acumular na semana declínio de mais de 5%. O volume financeiro no pregão somava 36,4 bilhões de reais.
REUTERS
Ruídos domésticos têm impactado projeções de crescimento para 2022, diz Campos Neto
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse na quinta-feira que ruídos envolvendo questões domésticas têm afetado as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto para 2022, processo que está sendo acompanhado pela autoridade monetária
Em apresentação durante webinar promovido pelo Council of the Americas, Campos Neto também reiterou que o Banco Central fará o que for necessário para garantir o cumprimento da meta inflacionária e que tem os instrumentos à mão para tal. Ele ressaltou, ainda, que as ondas de choques inflacionários sofridos pelo país, primeiro em alimentos e posteriormente em energia, já está contaminando os núcleos de inflação.
REUTERS
Inflação e fim de estímulos tiram impulso de serviços à retomada
“Freios” impedem revisões do PIB para cima e ampliam desafios para o próximo ano, avalia FGV Ibre
O ganho de protagonismo dos serviços na retomada poderia sustentar crescimento maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, mas a inflação elevada e o fim dos estímulos monetários não permitem novas revisões para cima nessa estimativa. A avaliação é do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Brasil Ibre), que vê um quadro de dosagem do otimismo no segundo semestre e desafios crescentes em 2022. Antecipada ao Valor, a edição de agosto do Boletim Macro manteve as expectativas de expansão do PIB do Brasil neste ano e no próximo, em 5,2% e 1,6%, respectivamente. A projeção de alta de apenas 0,1% no segundo trimestre sobre o primeiro, feito o ajuste sazonal, também não foi alterada, mas agora embute comportamento mais dinâmico dos serviços, com destaque para aqueles prestados às famílias. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, esse setor cresceu 3,7% de abril a junho em relação aos primeiros três meses do ano, mencionam Armando Castelar, Coordenador de Economia Aplicada do FGV Ibre, e Silvia Matos, Coordenadora técnica do boletim. Ainda assim, está 22,8% abaixo do nível prépandemia, ponderam. “Mas esperamos que esse hiato se feche totalmente ao longo deste semestre, ou perto disso, tendência corroborada pelos indicadores antecedentes do setor”, afirmam. Na seção de atividade, Silvia e as economistas Marina Garrido e Mayara Santiago estimam que o PIB dos serviços subiu 0,9% entre o primeiro e os segundo trimestres, na comparação dessazonalizada. Os dados divulgados recentemente, em conjunto com a redução no número de óbitos por covid-19, contribuíram para perspectivas melhores para o setor, explicam. Em sentido contrário, o PIB da indústria deve recuar 1,5% nos três meses terminados em junho nas estimativas do FGV Ibre. Silvia, Marina e Mayara apontam que, apesar dos estoques em nível baixo, o que em tese aqueceria a produção, a alta dos custos industriais e a escassez de insumos explicam o resultado negativo. No ano, porém a atividade industrial deve avançar 4,8% dentro do PIB, pouco abaixo da projeção de aumento de 5,2% para os serviços.
VALOR ECONÔMICO
Agroindústria poderá crescer 7,4% neste ano
Com os resultados até junho, FGV Agro eleva sua previsão
O Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) voltou a subir em junho e, diante de uma recuperação que ganhou força no quarto trimestre do ano passado, motivou uma revisão para melhor das expectativas para o segmento em 2021 como um todo. Segundo o FGV Agro, o indicador registrou variação positiva de 2,8% em junho, sustentado pelo grupo de produtos não-alimentícios, cuja alta foi de 16,3%. No segmento de produtos alimentícios e bebidas houve nova queda, de 6,8%. O PIMAgro é baseado em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. Embora tenha sido o menor avanço desde fevereiro – em relação a maio deste ano, houve recuo -, o FGV Agro passou a estimar alta entre 3,2% e 7,4% do PIMAgro no acumulado de 2021, ante intervalo de 1,6% a 6,8% traçado inicialmente. No primeiro semestre, o avanço foi de 6,9% em relação a igual intervalo de 2020, determinado pelo segmento de produtos não-alimentícios (alta de 18,8%). Na área de alimentos e bebidas, a variação foi negativa (2,5%). Os analistas do centro ressalvam que há uma “herança estatística” que deve ser considerada na equação. Isso porque, com a pandemia, o indicador desabou durante diversos meses. “Mesmo que a agroindústria não ampliasse efetivamente sua produção neste ano, o setor apresentaria uma taxa de crescimento positiva”, avaliaram. No primeiro semestre, quase todas as áreas analisadas do grupo de produtos nãoalimentícios registraram recuperação. A maior foi a da borracha (39,5%), seguida por têxteis (34,6%), insumos (21,1%) e florestais (8,8%). Apenas o índice dos biocombustíveis recuou, 6,8%. No caso dos produtos alimentícios e bebidas, houve queda de 5,7% e avanço de 11,4%, respectivamente. “O segmento de produtos alimentícios e bebidas deverá apresentar relativa estabilidade em 2021 em relação ao ano anterior. O crescimento não deverá ser tão expressivo porque o segmento cresceu de forma robusta em 2020 (3,3%) – logo, a base de comparação é larga”, afirma o FGV Agro em sua análise. No segmento de produtos não-alimentícios, o avanço previsto para este ano é de 7,6% a 14,1%.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
BRF aprova política de compra sustentável de grãos
O Conselho de Administração da BRF, uma das maiores companhias de alimentos do Brasil, aprovou uma Política de Compra Sustentável de Grãos, conforme ata de reunião do colegiado divulgada na quinta-feira
A aprovação atende o plano Visão 2030 da BRF e o compromisso de rastreabilidade assumido pela empresa em dezembro de 2020, segundo a ata, que não trouxe mais detalhes. Conforme documento sobre os compromissos de sustentabilidade da BRF, a companhia se propôs a garantir a rastreabilidade de 100% dos grãos adquiridos na Amazônia e Cerrado até 2025. A política de grãos da BRF, grande compradora de soja e milho, foi aprovada por unanimidade e sem quaisquer ressalvas, seguindo recomendação favorável do Comitê de Pessoas, Governança, Organização e Cultura e do Comitê de Qualidade e Sustentabilidade da empresa.
Reuters
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos/Cepea: Poder de compra cresce no mês, mas ainda está menor que o verificado há um ano
O poder de compra de suinocultores independentes frente aos principais insumos da alimentação – milho e farelo de soja – vem aumentando neste mês de agosto frente ao anterior, mas ainda está abaixo do verificado há um ano
Segundo pesquisadores do Cepea, apesar de os preços do milho e do farelo de soja continuarem em alta, os do suíno vivo também avançam, e de forma mais intensa. Assim, cálculos do Cepea mostram que, na parcial de agosto (até o dia 17), o suinocultor da região paulista consegue adquirir 4,34 quilos de milho com a venda de um quilo de suíno, 3,6% a mais que em julho/21, mas ainda 43,9% abaixo do volume possível de ser comprado em agosto/20. Na comparação com o farelo de soja, o produtor paulista pode adquirir 3,14 quilos do derivado com a venda de um quilo do animal, 5,3% a mais que em julho, mas bem menos que em agosto (-18,3%) do ano passado.
CEPEA
Filipinas afirmam que casos de peste suína estão diminuindo e prevê superávit de carne suína em 2023
O ministério da agricultura das Filipinas disse na quinta-feira (19) que os casos ativos de peste suína africana estão diminuindo e se restringem a menos de 1% dos quase 3.000 vilarejos que registraram surtos desde que os primeiros casos foram detectados em 2019
A queda nas infecções e um programa de repovoamento de suínos financiado pelo governo colocaram o país do sudeste asiático no caminho para ser capaz de produzir um excedente doméstico de carne a partir de 2023, disse o ministério. As Filipinas, o sétimo maior importador de carne suína do mundo antes que a demanda local fosse atingida pela pandemia, foram duramente atingidas por esses surtos e forçadas a aumentar a importação de carne suína para lidar com uma escassez doméstica aguda e moderar a inflação de alimentos. “(Os casos ativos estão) diminuindo e confinados agora a apenas 22 aldeias”, disse o porta-voz do ministério, Noel Reyes, em uma coletiva de imprensa. O número de amostras positivas em agosto foi o menor dos últimos 12 meses, mostraram dados do governo. O governo lançou um programa de 29,6 bilhões de pesos (US $ 586 milhões) para aumentar a produção local de suínos com foco no repovoamento de suínos, estendendo a assistência financeira aos criadores de suínos e fortalecendo a biossegurança para controlar a propagação do vírus.
Reuters
Em audiência com Ministra da Agricultura, ABCS reforça a importância de medidas preventivas contra PSA
O presidente da ABCS reforçou também a isenção de PIS/COFINS para o milho importado destinado a alimentação animal. Ministra sinaliza que até o final do mês deverá ocorrer a renúncia fiscal
Com a confirmação da PSA na República Dominicana no dia 29 de julho, foi entregue à Ministra um ofício reforçando ações preventivas para evitar a contaminação do rebanho brasileiro. Entre os pedidos está o fortalecimento da estrutura de fiscalização nas fronteiras, portos e aeroportos. O documento também aponta a necessidade de ampliação do número de laboratórios credenciados para realização de diagnóstico rápido da PSA. A Ministra Tereza Cristina garantiu maior atuação na fiscalização. “Estamos fortalecendo a fiscalização nas fronteiras terrestres, em portos e aeroportos, inclusive com maior efetivo de pessoal e com a ajuda de cães farejadores. É importante prevenir e vamos fazer a nossa parte.” O Presidente da ABCS reforçou o pleito já solicitado ao MAPA no primeiro semestre desse ano, solicitando a suspenção da cobrança de PIS/COFINS sobre grãos importado nas transações realizadas com destinação para a alimentação animal, em especial para as organizações que não operam na modalidade de Drawback e para pessoa física com inscrição de produtor rural. Tereza Cristina disse que está trabalhando para a retirada dos tributos federais para a importação de milho. “Em reunião com a equipe do Ministério da Economia para reforçar essa necessidade, obtive uma resposta otimista, pois a Receita Federal nos deu apoio, e tudo leva a crer que fará a renúncia fiscal, e com previsão de publicarmos até final do mês.”
ABCS
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