CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1555 DE 19 DE AGOSTO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1555 | 19 de agosto de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi: compradores testam preços mais baixos

De acordo com a consultoria AgroAgility, o mercado físico começa a experimentar uma leve mudança após cerca de 60 dias de estabilidade 

Segundo a empresa, alguns frigoríficos grandes estão testando preços mais baixos para arroba do boi gordo, sendo que para o Boi padrão China, há ofertas entre R$ 310 e R$ 315 por arroba, na base São Paulo. Na B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram o segundo dia de cotações em queda. Dessa forma, a bolsa também mostra sinais de fraqueza para os preços. O vencimento para agosto passou de R$ 314,85 para R$ 314,05, do outubro foi de R$ 321,10 para R$ 318,90 e do novembro foi de R$ 325,00 para R$ 322,80 por arroba.

CANAL RURAL

Frigoríficos com escalas de abate confortáveis em São Paulo

As cotações ficaram estáveis na comparação feita dia a dia

As cotações ficaram estáveis na comparação feita dia a dia para todas as categorias em São Paulo, visto que boa parte dos frigoríficos estão com escalas de abates alongadas e, com isso, ficaram fora das compras na manhã de quarta-feira (18/8). No Sudeste de Rondônia houve estabilidade no preço do boi gordo, no entanto a cotação de vacas e novilhas caiu R$2,00/@ na comparação feita dia a dia. Dessa forma, o boi gordo foi negociado em R$305,00/@ e as fêmeas em R$298,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Negócios seguem fluindo e frigoríficos mantêm escalas longas no abate

Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 316 a R$ 317 na modalidade a prazo. Em Goiânia (GO), preço se manteve estável, em torno de R$ 305

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na quarta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os negócios apresentam boa fluidez. “Com isso, as escalas de abate permaneceram confortavelmente posicionadas, entre cinco e sete dias úteis em média. A incidência de contratos a termo e a utilização de confinamentos próprios tornam a posição dos frigoríficos de maior porte ainda mais confortável”, disse Iglesias. As exportações de carne bovina tendem a continuar em bom nível daqui até o final do ano. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 316 a R$ 317 na modalidade a prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 316. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 315 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina apresentam sinais de enfraquecimento. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com o menor apelo ao consumo no decorrer da segunda quinzena do mês. No entanto, a carne de frango ainda conta com a predileção do consumidor médio, algo natural na atual conjuntura econômica. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,90 por quilo, com queda de dez centavos. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,25 por quilo, estável. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 16,90 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

China vai entrar em uma nova era no setor de carne bovina

Brasil tem chances de elevar participação no filão de maior valor agregado

Apesar do retorno da produção de carne de porco afetada pela ocorrência da peste suína africana nos últimos anos, a participação da carne de boi cresce, e a busca será por produtos frescos e de maior qualidade. Os canais de consumo também devem sofrer intensa transformação. Praticamente destinado à alimentação fora de casa, o consumo de carne bovina avança no lar, e as opções de vendas passam a ser os supermercados e o comércio eletrônico. Esse crescimento no consumo chinês continuará influenciando a demanda e os preços internacionais. As avaliações são de analistas do Rabobank, banco voltado para o agronegócio, que estimam uma continuidade forte da presença da América do Sul no abastecimento chinês. Entre os 25 países fornecedores de carne bovina para a China, o Brasil é o líder. Em 2018, os brasileiros forneciam 31% desta proteína que os chineses importavam. No primeiro semestre deste ano, a participação foi de 38%. Tradicional fornecedor de carnes de baixo e médio custos, o Brasil tem chances de elevar a participação no filão de maior valor agregado. O setor de carne bovina chega a US$ 110 bilhões (R$ 583 bilhões) por ano no mercado chinês. De 2011 a 2020, o crescimento anual do consumo foi de 3%, atingindo 8,5% do total das carnes consumidas. Para 2025, os analistas do Rabobank estimam uma elevação dessa participação para 9,7%. O consumo chinês de carne bovina foi de 8,7 milhões de toneladas no ano passado, com a produção atingindo 6,7 milhões. Os chineses querem aumentar a produção com melhoria da genética do rebanho, mas há uma dificuldade inerente nessa expansão, devido à disputa das áreas de rebanho com as de grãos. Com isso, o país vai continuar dependente das importações. Atualmente as compras externas representam 25% do consumo interno. Deverá subir para 30% em 2025, somando de 2,5 milhões a 2,7 milhões de toneladas, segundo o Rabobank. A peste suína africana deu um impulso ao consumo da carne bovina, mas o retorno ao normal da produção de carne de porco não deverá retirar a de boi da mesa dos chineses. Neste ano, mesmo com a forte queda nos preços da carne suína, devido à melhora na oferta, e com a redução de apenas 5% na de boi, o consumo continuou resiliente.

FOLHA DE SP

Projeto de lei do autocontrole ganha nova versão e atende demandas do setor produtivo

Entre os pedidos atendidos está a redução do teto de multas e a possibilidade de contratação de médicos veterinários para prestar serviços ligados à defesa agropecuária

Na quarta-feira, 18, o deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG) protocolou a versão substitutiva do projeto de lei 1293 de 2021, que trata do autocontrole. A iniciativa é bem vista pelo setor produtivo, mas a versão original não teve aprovação unânime. O texto apresentado por Sávio adicionou à matéria diversos pedidos, como o da redução do valor das multas em caso de infração sanitária. De acordo com a Ministra da Agricultura Tereza Cristina, o autocontrole se faz necessário diante da expansão do agronegócio não ser acompanhada pelo poder público. Não havendo fiscais agropecuários suficientes para o ritmo e volume de produção, com base na Lei de Liberdade Econômica, algumas responsabilidades são transferidas ao agente privado como forma de demonstração de boa-fé. Propostas mantidas: O programa de autocontrole continua sendo obrigatório para pessoas físicas ou jurídicas envolvidas na produção, beneficiamento, comercialização, industrialização, ensino, pesquisa de produtos agropecuários. A exceção está restrita aos produtores primários; Os programas de autocontrole desenvolvidos pelos próprios agentes econômicos seguem tendo a exigência de apresentar registros sistematizados e auditáveis do processo produtivo, a previsão de recolhimento de lotes (em caso de desconformidade) e procedimentos para autocorreção;

Segue mantida a proposta de simplificar registro de empresas e produtos pela unificação e concessão de registros automáticos em produtos cujos padrões já sejam normatizados. Propostas alteradas: Sobre a definição dos programas de autocontrole, na nova versão está determinado que o setor produtivo irá desenvolver manuais de orientação para auxiliar os agentes na elaboração e implementação das atividades. Antes, essa atribuição estava designada ao Ministério da Agricultura (Mapa). Também está determinado que a regulamentação dos programas deve levar em conta o porte do agente econômico; O Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária – elaborado pelo Mapa para aperfeiçoar sistemas de garantia de qualidade – passaria a demandar dos agentes participantes o compartilhamento periódico (na versão original era em tempo real) de dados operacionais e de qualidade; O substitutivo detalhou quais seriam os benefícios dos agentes integrantes do Programa de Incentivo à Conformidade como a agilidade nas operações de importação e exportação, categorização automático como apto à exportação (para países que não possuem requisitos sanitários específicos) e prioridade na tramitação de processos administrativos junto ao Mapa; Os valores de multas em caso de desconformidade foram reduzidos. Essa foi uma das principais demandas do setor produtivo. Nesta proposta, as multas poderiam variar entre R$100 e R$150 mil, a depender do nível de infração e do porte do agente infrator. Antes, o teto seria de R$300 mil e os níveis de infração eram apenas leve, moderado e grave. Agora existe a possibilidade de cometer uma infração gravíssima; Em caso de reincidência das infrações, em um prazo de cinco anos, a multa designada para o caso passará a ter acréscimo de 10% do valor a cada nova ocorrência; A versão do Poder Executivo já previa a possibilidade de recorrer das autuações em uma terceira instância, denominada de Comissão Especial de Recursos da Defesa Agropecuária. Agora, há a definição de que esta comissão será formada por representantes do Mapa, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Propostas novas: O relator especificou que os agentes econômicos incluídos nas regras do autocontrole são todos aqueles regulados pela legislação da defesa agropecuária. Empresas e pessoas fiscalizadas por governos estaduais, municipais e consórcios de municípios também devem aderir. Foi incluído no texto a possibilidade de as empresas contratarem empresas ou profissionais, credenciados ao Ministério da Agricultura, para prestar serviços técnicos ou operacionais ligados às atividades de defesa agropecuária. Pedido antigo do setor produtivo pretende fazer com que médicos veterinários, por exemplo, acompanhem processos diários que, atualmente, estão sob a responsabilidade de fiscais agropecuários. Esses profissionais privados não poderão exercer atividades de fiscalização; No artigo 7º, estão relacionados os princípios básicos da fiscalização agropecuária como o gerenciamento de riscos, atuação preventiva (permitindo que uma irregularidade leve seja resolvida antes da autuação) e a intervenção excepcional na atividade econômica das pessoas físicas e jurídicas;

CANAL RURAL

Inseminação artificial de bovinos cresceu 65% no primeiro semestre

Segmento movimentou R$ 16,8 milhões no período, diz Asbia

O mercado brasileiro de inseminação artificial de bovinos cresceu 65,4% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período de 2020, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). De janeiro a junho deste ano, o segmento movimentou R$ 16,8 milhões, entre materiais importados e também coletados no país. De acordo com a entidade, vendas ao cliente final e exportações somaram R$ 10,6 milhões e R$ 403 mil, respectivamente. A prestação de serviços, por sua vez, movimentou pouco mais de R$ 1 milhão. No mercado interno, a compra de material genético para bovinos de corte avançou 41%, chegando a quase R$ 8 milhões, enquanto os investimentos destinados ao gado leiteiro aumentaram 9%, a R$ 2,8 milhões.

VALOR ECONÔMICO

RS: Maior parte dos produtores ainda desconhece acordo sobre taxa do frio

A partir de março do ano que vem, conforme acordo celebrado entre pecuaristas e indústria frigorífica, será extinto o desconto da taxa do frio para a venda de carcaças para os frigoríficos 

Depois de anos de discussão, finalmente se chegou a um consenso sobre esta cobrança. Entretanto, os produtores podem vender sua produção pela modalidade da carcaça quente, mas a grande maioria ainda não tem essa informação. Segundo o médico veterinário Rafael Moraes Renner, da Doble Erre Assessoria & RMR Consultoria, o produtor lutou por anos por essa retirada da taxa do frio e é momento de fazer a opção pela venda da carcaça quente, mas ainda muitos desconhecem esta possibilidade. “De cada 10 abates, apenas um procura negociar pela carcaça quente. Muitos seguem na carcaça fria, muito por desinformação, que nem sabiam da questão do desconto da taxa do frio”, ressalta, acrescentando ainda que isso ocorre, por vezes, pela própria falta de informação do frigorífico. Atualmente, segundo Renner, os frigoríficos estão trabalhando com valores de compensação para não perder o desconto até o mês de março do ano que vem, já que está em vigor desde este mês de agosto uma transição de modelo. O especialista exemplificou que em uma comercialização no valor de R$22,00 com a taxa de frio, uma carcaça de 250 quilos perderá 2%, ficando com 245 quilos chegando ao valor final de R$ 5.390,00. Está mesma carcaça comercializada no peso quente não terá o desconto dos 2% no seu peso e sim no valor pago, portanto o valor pago em vez de R$22,00 será de R$21,56, sendo os R$22,00 menos os 2%, e o valor final desta carcaça será os mesmos R$ 5.390,00 da carcaça fria. “Por todo o empenho que o produtor rural teve, o ideal é optar pela carcaça quente e deixar a carcaça fria de vez”, opina. Outro problema enfrentado é a definição de carcaça. Renner explica que antigamente não existiam normas e cada frigorífico apresentava a sua, mas a Instrução Normativa de 1988 apresentou a definição de carcaça. Porém, atualmente, as indústrias voltaram a ter suas próprias avaliações. “Houve melhoramento em genética, de conformação, com nutrição e alimentação, consigo acabar animais melhores e mais jovens do que há 20 anos e essa conta não bate. Em 1994 haviam animais com 60% de rendimento e hoje ele é menor?”, questiona.

AGROLINK 

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de 2,04%, a R$5,3759

O dólar saltou mais de 2% na quarta-feira e fechou acima de 5,37 reais, nas máximas desde maio, com uma onda de compras da moeda refletindo uma forte aversão a risco fiscal no Brasil que causou uma verdadeira sangria no mercado de juros futuros, em que as taxas chegaram ao fim da tarde em disparada de mais de 40 pontos-base

O medo relacionado às contas públicas seguiu como o principal tema de debates no mercado, e entre operadores há uma sensação de que o governo está mais fraco e cada vez mais enviesado para medidas populistas, o que é lido na comunidade financeira como um sinal forte de pressão mais e mais intensa por aumento de gastos –a pouco mais de um ano da eleição presidencial. No fechamento do mercado à vista, o dólar subiu 2,04%, a 5,3759 reais na venda. É o maior nível desde 4 de maio (5,4322 reais) e a maior valorização percentual diária desde 30 de julho (+2,53% reais). O real amargou, com larga diferença, o título de moeda com pior desempenho no mundo nesta sessão, enquanto alguns de seus pares emergentes se valorizavam ou operavam em torno da estabilidade.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com riscos políticos e fiscais

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, em meio à continuadas preocupações com os cenários político e fiscal no Brasil, com Vale entre as maiores pressões de baixa na esteira do declínio dos preços do minério de ferro na China

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,85%, a 116.896,16 pontos, na terceira queda seguida, ampliando a perda na semana para cerca de 3,5%, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro no pregão somava 35,7 bilhões de reais, com os negócios também refletindo operações relacionadas aos vencimentos de opções sobre Ibovespa e do índice futuro.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig realiza webinar sobre ferramentas de seleção genética na produção de angus

A Marfrig realizará no dia 26 de agosto, às 18h, o webinar “Angus: alternativas de produção utilizando as ferramentas de seleção genética”, no canal da companhia no YouTube, divulgou a empresa na quarta-feira (18)

Participarão do painel Fernando Severo, Gerente de relacionamento com pecuarista da Marfrig, Fernando Cardoso, Chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Ana Doralina, Gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, e Mateus Pivato, Gerente de fomento na Associação Brasileira de Angus. A mediação será feita por Maurício Manduca, Gerente nacional de compra de gado da Marfrig. O webinar vai debater os benefícios da utilização de seleção genética na criação de angus, para que o produtor possa garantir características desejadas em cada rebanho, como: precocidade reprodutiva nas fêmeas; maior peso à desmama; deposição de gordura mais adequada (cobertura e marmoreio), precocidade à terminação, entre outras. “A seleção genética é importante para corrigir ou melhorar a performance e os aspectos dos animais. Com essa ferramenta, conseguimos resultados superiores em produtividade e rentabilidade, gerando valor em toda a cadeia produtiva”, disse em nota o gerente Maurício Manduca. A Marfrig afirma ter sido a primeira empresa de carne bovina no Brasil a fomentar o angus no país. A companhia tem parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Angus, e, desde 2006, a área técnica trabalha com os produtores para elevar cada vez mais os padrões da carne bovina brasileira, uma das mais apreciadas pelo mercado internacional.

CARNETEC 

BRF investe R$300 mi em nova fábrica com maior demanda por salsichas na pandemia

A companhia de alimentos BRF inaugurou na quarta-feira uma nova fábrica de salsichas localizada em Seropédica (RJ), com investimento em torno de 300 milhões de reais, atenta a uma demanda excedente pelo produto que ganhou fôlego durante a pandemia da Covid-19

O CEO global da empresa, Lorival Luz, acredita que mesmo que venha uma reação mais intensa na economia, que melhore o poder de compra da população, a expectativa é que a demanda por esta categoria de produto se mantenha elevada. “Acredito muito que teremos uma demanda crescente… a salsicha é um produto absolutamente flexível e adaptável a várias ocasiões de consumo”, afirmou o executivo. Segundo Luz, no ano passado, com a população permanecendo em casa, por medidas de isolamento social contra o coronavírus, o consumo de salsichas cresceu e as operações de produção da BRF estavam atuando no topo da capacidade. “Então, essa planta vem para atender uma demanda que não estava sendo atendida pela BRF. A planta vem para complementar”, pontuou, acrescentando que haverá um incremento de 10% na capacidade de produção da marca Perdigão. Ainda de acordo com o executivo, a produção da nova planta será toda direcionada para o mercado interno. O Vice-Presidente de Operações e Suprimentos da BRF, Vinícius Barbosa, disse que a produção atual da unidade comporta 140 toneladas por dia, “mas podemos facilmente dobrá-la, atingindo 280 toneladas/dia”. Ele ressaltou que as matérias-primas para a produção –proteínas de frango e suíno– virão congeladas de unidades produtoras mais próximas ao Rio de Janeiro, localizadas na região Sul. Além disso, eventualmente, poderão ser utilizadas matérias-primas do Centro-Oeste, acrescentou Barbosa. “Faremos o processamento aqui (no Rio de Janeiro) porque é um mercado consumidor muito grande. A localização foi muito estudada é e muito favorável”, afirmou. “Esta inauguração acontece em um momento importante para a BRF, quando estamos investindo cerca de 2,5 bilhões de reais em diversos Estados para ampliação e modernização de nossas unidades”, finalizou o CEO da companhia.

REUTERS 

BRF e filial da AES Brasil terão parque eólico no RN

Empreendimento deve absorver aporte de R$ 80 milhões da dona da marca Sadia

A BRF anunciou ontem a criação de uma joint venture com uma subsidiária da AES Brasil Energia para a construção de um parque para geração de energia eólica no Complexo Eólico Cajuína, no Rio Grande do Norte. O investimento estimado no projeto é de R$ 5,2 milhões por MW instalado. A BRF deverá investir diretamente cerca de R$ 80 milhões. O início das operações está previsto para 2024. O parque eólico terá capacidade instalada de 160 megawatts médios (MWm), com geração de 80 MWm, que a AES comercializará por meio de um contrato de compra e venda de energia de 15 anos. “O projeto está em consonância com a Visão 2030, com a política de sustentabilidade da empresa e com o compromisso de nos tornarmos ‘net zero’ em emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2040”, disse a BRF, em nota. “Com essa parceria, a empresa atenderá cerca de um terço de suas necessidades energéticas no Brasil, e evolui na meta de chegar a 2030 com mais de 50% da matriz energética proveniente de fontes renováveis e limpas, além de mitigar riscos de abastecimento e operar com custos mais competitivos”. A BRF anunciou, também, que continuará a prospectar oportunidades para investir em fontes alternativas de autoprodução de energia limpa.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Nova alta no custo de produção de aves e suínos

É o que aponta nova levantamento divulgado pela Embrapa

Os custos de produção de frangos de corte e de suínos voltaram a subir em julho, segundo levantamento da Embrapa. Tanto o indicador ICPFrango quanto o ICPSuíno ultrapassaram a barreira dos 400 pontos, alcançando 400,79 e 406,41 pontos, respectivamente. O indicador que mensura os custos dos suínos subiu 4,15% no mês, influenciado, principalmente, pelas despesas operacionais com a alimentação (3,93%). No acumulado dos primeiros sete meses de 2021, o ICPSuíno avançou 8,33%. No período de 12 meses encerrado em julho, a variação positiva chegou a 50,22%. Com a escalada, o custo total de produção por quilo de suíno vivo produzido em sistema tipo ciclo em Santa Catarina ficou em R$ 7,10, em média, de acordo com a Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa. No caso do frango, o custo subiu 0,42% em julho, mesmo com a queda de 0,77% no valor de aquisição dos pintinhos de um dia. Com isso, o ICPFrango acumulou um aumento de 18,97% de janeiro a julho e de 50,72% no intervalo de 12 meses. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, produzido em aviário climatizado em pressão positiva, ficou em R$ 5,18, em média, em julho. Como tem informado o Valor, o custo dos criadores tem sido pressionado pela valorização do milho e do farelo de soja, insumos básicos das rações dos animais.

VALOR ECONÔMICO 

Exportação de frango destinado ao México aumentou 800%

Mudança no posto antes ocupado por Hong Kong, onde estão agora as Filipinas, cujas importações praticamente dobraram em relação ao ano passado. No primeiro semestre as Filipinas se colocaram como o terceiro maior importador da carne de frango dos EUA, o que, somado às compras brasileiras, coloca este mercado entre os principais importadores de carne de frango

O México foi o destaque em relação aos 10 maiores clientes do Brasil e está, no momento, na oitava posição, ocupada um ano atrás pelo Kuwait, agora no 16º posto. O México aumento seu volume de compras em quase 800%, ascendendo de uma remota 32ª posição em 2020 para o grupo dos 10 neste ano. O índice de aumento decorre de uma base significativamente baixa: no ano passado, entre janeiro e julho, as importações mexicanas sofreram queda de mais de 80% em relação a 2019, ficando aquém das 8 mil toneladas. Ainda assim, o volume importado neste ano aumentou mais de 60% em relação aos mesmos sete meses de dois anos atrás. Completa o time de estreantes no ranking dos 10 maiores importadores o Iêmen, com aumento de volume de 17%. Em sete meses de 2021, os líderes do ranking aumentaram o volume importado em 10,23%, neutralizando totalmente as quedas registradas pela China (-7,03%), Japão (-2,82%) e Coreia do Sul (4,59%). Contribuíram para o adicional obtido neste ano pelos exportadores brasileiros – 177 mil toneladas a mais – principalmente o México (35% do volume adicional), as Filipinas (28%) e a África do Sul (22,5% do volume adicional).

AGROLINK

Suinocultores de Mato Grosso terão 100% de incentivo para retenção de matrizes suínas

Os suinocultores mato-grossenses terão 100% de incentivo das linhas de crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (FCO) para a retenção de matrizes suínas com idade de seis meses a 40 meses

A aprovação foi definida por meio da resolução nº 048/2021 do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Codem) que estabeleceu os novos critérios de referência para a cadeia produtiva. O preço da matriz suína reprodutora para retenção também sofreu alteração, passou de R$ 380,00 para R$ 2.250,00, valor a ser considerado para concessão do fundo. Os cálculos foram baseados nos altos preços das commodities usadas na alimentação dos animais, a ração é composta por soja e milho, que conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), de janeiro de 2020 ao mesmo período de 2021, subiram respectivamente 155% e 88%. Os parâmetros recém-definidos estabelecem que o novo valor de referência para retenção de matriz suína será composto pela multiplicação da média de peso de matrizes que tem como base 250 quilos (critério Embrapa suínos e aves) multiplicado pelo valor atual do quilo do suíno vivo comercializado (disponibilizado no site do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária-Imea) e o seu resultado multiplicado pelo fator de 1.5 matriz/ano, obtendo assim, 100% do valor de referência para efeitos de retenção com recursos do fundo. Segundo dados do Indea-MT, a suinocultura mato-grossense é uma das áreas da pecuária em crescente desenvolvimento no estado com rebanho de aproximadamente 3,32 milhões cabeças, em 2021.

Agricultura – MT

INTERNACIONAL

EUA já exportam quase o mesmo que o Brasil de carne bovina, mas faturam muito mais

Os Estados Unidos estão ombreando com o Brasil em volume de exportações globais de carne bovina. Em faturamento, já passaram, especialmente por destinos melhor pagadores

Previsão interna do mercado, corroborada pela USDA com base nas vendas de janeiro a maio, apontavam 1,5 milhão de toneladas para o ano todo, mas os dados da primeira metade de 2021 podem aumentar as expectativas. O país exportou 700,8 mil/t, 18% superior aos iguais meses de 2020. O Brasil vendeu 735,8 mil/t, 5% a menos. No acumulado em valores, vê-se que a pouca margem superior brasileira em volume não se refletiu em receita superior aos concorrentes. Os Estados Unidos faturaram mais de US$ 1 bilhão a mais do que os exportadores brasileiros, ainda de acordo com as estatísticas governamentais. Exatamente, embarcaram carnes in natura e preparada no valor de US$ 4,64 bilhões, enquanto o Brasil internou US$ 3,51 bilhões. Esse ganho acima está alinhado com a política de comércio exterior americana como um todo, além da característica de seus mercados produtor e destinatários da carne de boi especificamente. No primeiro caso, os americanos são exportadores que aproveitam a valorização de seus produtos e não, exatamente, porque vendem o excedente. Tanto que também são importadores daquilo mesmo que exportam, como as carnes em geral. O Brasil, ao contrário, vende o excedente, principalmente porque o rebanho cresceu, se tornando o maior do mundo, visando justamente os destinos externos – e a China. Em relação à conjuntura da pecuária de corte americana, há a premiação da carne vinda de bovinos taurinos, como os do Sul brasileiro e da Argentina, mais apreciada, bem como cortes mais nobres. Com isso, além da segurança sanitária oferecida, que não é questionada, há janelas em mercados mais exigentes, nos quais o Brasil ainda engatinha ou nem entra. O destino China, sim, está cada vez mais aberto, cresceu 1.000% de janeiro a junho, para 81 mil toneladas, mas é para Europa, Japão e Coreia do Sul que os Estados Unidos olham. Foram 156 mil/t para o primeiro, mais 1%, mas acima de 6% em valor, e de 142,3 mil/t para os coreanos, 22% em quantidade, porém 31% em dólares. Os números gerais devem subir muito nos próximos anos, sobretudo com a China, caso não haja retrocessos no Acordo Comercial Fase Um, que, diga-se de passagem, ainda não reproduziu todo o potencial de importações que os Estados Unidos esperam. O Brasil tende a perder a liderança.

Money Times 

Carne bovina brasileira avança fortemente na China

Participação da proteína brasileira no total de importações chinesas atinge 38% no 1º semestre de 2021, um avanço de 7 pontos percentuais sobre a fatia observada em 2018, informa o Rabobank

De janeiro a junho deste ano, o Brasil elevou em sete pontos percentuais a sua participação nas importações globais da China de carne bovina, saltando para 38%, ante 31% observado em 2018, segundo estudo divulgado na quarta-feira, 18 de agosto, pelo Rabobank. Entre os principais fornecedores mundiais da proteína vermelha, o Brasil foi o que mais avançou em território chinês, seguido pela Argentina, cuja participação saltou de 17% para 22%, considerando o mesmo intervalo de comparação. Chama a atenção o tombo da Austrália, que, no período de janeiro a junho de 2021, respondeu por apenas 7% das importações totais de carne bovina da China, enquanto em 2018 essa participação era de 17%. Os Estados Unidos é outro país que vem ganhando participação no comércio de carne bovina à China, mas ainda está bem longe dos seus principais concorrentes – respondeu por apenas 5% das entregas totais entre janeiro e junho deste ano, ante 1% verificado em 2018. Terceiro maior fornecedor mundial de carne vermelha ao mercado chinês, o Uruguai registrou queda de participação este ano, recuando para 14% no primeiro semestre deste ano, frente a fatia de 21% registrada em 2018. Dado o limitado potencial de crescimento da produção chinesa de carne bovina, nos próximos anos, as importações globais precisarão desempenhar um papel cada vez mais importante no atendimento ao crescimento da demanda pela proteína vermelha no gigante asiático, aponta o relatório do Rabobank. “Esperamos que a China continuará importando carne bovina em ritmo constante nos próximos anos”, ressalta o banco. Na visão dos analistas do Rabobank, os países da América do Sul continuarão a dominar as importações de carne bovina da China, favorecidos sobretudo pelos baixos custos de produção e pela ampla variedade de produtos capazes de atender a diferentes nichos do mercado chinês. Atualmente, a carne bovina importada pela China já chega a 25% da oferta total da proteína no país asiático. “Espera-se que essa participação aumente de forma constante nos próximos anos, alcançando 30% em 2025, o equivalente a 2,5-2,7 milhões de toneladas”, estima o Rabobank. Com uma participação de 25% das compras globais de carne bovina em 2020, a China já é a maior importadora dessa proteína no mundo, seguido pelos EUA (12,5%) e Japão (8%), aponta relatório.

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