CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1557 DE 23 DE AGOSTO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1557 | 23 de agosto de 2021

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Programa de incentivo previsto no projeto do AUTOCONTROLE gera críticas e preocupações

Para a Abrafrigo, plano cria privilégios e quebra isonomia na competição entre as empresas

O substitutivo do projeto de lei que estabelece a fiscalização da produção agropecuária por autocontrole acrescentou detalhes sobre o Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária sugeridos no projeto original do governo. A proposta foi criticada pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). A entidade diz que a medida é subjetiva, cria privilégios e vantagens comerciais indevidas e quebra a isonomia na competição entre as empresas, o que poderá “matar” os pequenos grupos. Paulo Mustefaga, Presidente da entidade, disse que ao Valor que “não é papel do governo criar grandes conglomerados industriais e matar pequenas indústrias”, e que a proposta se assemelha ao “programa dos campeões nacionais”, que levou a um crescimento desproporcional e artificial de companhias empresariais há pouco tempo, com apoio do governo. O receio, segundo Mustefaga, é que o texto deixa em aberto a possibilidade de criação de um “rating” com a pontuação das melhores empresas, com base no cumprimento das regras de conformidade. O dirigente concorda com essa espécie de ranking para consumo interno do governo, para a elaboração de políticas e estratégias de fiscalização, mas condena o possível uso das informações para a definição dos frigoríficos que serão habilitados para exportação a algum mercado, por exemplo. “Os grandes grupos vão investir e se adaptar, montar uma estrutura que possa atingir a pontuação máxima. Mas os pequenos não têm condição, o que não significa que o produto é pior. O programa vai criar um artifício para beneficiar os grandes e prejudicar os pequenos, e vamos ver no Brasil uma nova onda de quebradeira de frigoríficos e concentração industrial – e o produtor rural vai ficar na mão de poucos grupos”, disse. O Ministério da Agricultura afirmou que o ranking será usado internamente para direcionar as ações da auditoria fiscal e que a utilização para indicação de empresas para exportação está em debate, mas ainda sem definição. “Este tema não está previsto no PL. É uma abordagem que não tem consenso nas representações do setor agroindustrial”, disse, em nota. O relator do projeto de lei, Domingos Sávio, listou alguns incentivos para quem aderir à medida, como agilidade nas operações com o mercado internacional, categorização automática como apto à exportação para países que não possuem requisitos sanitários específicos e prioridade na tramitação de processos administrativos para liberação de atividade econômica. Sávio disse que o programa, cuja adesão não é obrigatória, não cria privilégios e que tratará todos com isonomia e regras factíveis de acordo com o porte da indústria.

VALOR ECONÔMICO

NOTÍCIAS

Sexta-feira tranquila no mercado do boi gordo em São Paulo

O mercado do boi gordo trabalhou estável na sexta-feira (20/8)

Após a queda na cotação das três categorias destinadas ao abate nas praças paulistas em 19/8, o mercado do boi gordo trabalhou estável na sexta-feira (20/8). Apesar da estabilidade, negócios abaixo da referência foram vistos. Para essa semana, o cenário atual de escalas de abate relativamente confortáveis pode dar espaço para que a pressão de baixa ganhe corpo. O boi, vaca e novilha gordos foram negociados, respectivamente, em R$315,00/@, R$292,00/@ e R$310,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Boi: arroba mercado segue com variações regionais e localizadas

Segundo o analista Fernando Iglesias, estados que têm maiores volumes de animais confinados encontram pressão de baixa, como nos casos de São Paulo, Goiás e Mato Grosso. Enquanto isso, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul observaram oferta mais restrita

Na B3, os contratos futuros do boi gordo recuaram novamente e as pontas mais curtas já se aproximam de R$ 310 por arroba. Apenas o contrato para novembro teve alta. O vencimento para agosto passou de R$ 311,90 para R$ 311,65 do outubro foi de R$ 314,10 para R$ 313,65 e do novembro foi de R$ 318,50 para R$ 320,10 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS

Preços do boi variam conforme panorama regional

Estados que apresentam maiores volumes de animais confinados se deparam com pressão de queda neste momento

O mercado físico de boi gordo registrou preços mistos na sexta-feira (20). Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, estados que apresentam maiores volumes de animais confinados se deparam com pressão de queda neste momento. “As escalas de abate estão confortáveis nessas regiões, permitindo que os frigoríficos testem preços abaixo da referência média, São Paulo, Goiás e Mato Grosso se encaixam nesse perfil. Já no Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais a oferta de animais terminados se mostrou mais restrita na última semana, levando a uma maior dificuldade na composição das escalas de abate e por consequência relatos de negociações acima da referência média. Este é um raro momento em que os preços do triângulo mineiro e do Mato Grosso do Sul superam os preços das praças paulistas”, analisa Iglesias. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 315 na modalidade à prazo, ante R$ 314 a R$ 315 ontem. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 304, ante R$ 303 a R$ 304. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 316 a R$ 317, ante R$ 316. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 316 a arroba, contra R$ 316, ante R$ 315. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere por maior propensão a reajustes no decorrer da virada de mês, período que conta com maior apelo ao consumo. A expectativa é que a carne de frango mantenha a predileção entre os consumidores no Brasil, consequência das dificuldades macroeconômicas presentes no ano em vigência. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,90 por quilo. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,25 por quilo, estável. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 16,90 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

‘Novo’ PL do autocontrole reduz multas

Em nova versão do texto, valor máximo da penalidade para agroindústrias foi reduzido para R$ 150 mil. Frigoríficos e outras agroindústrias consideravam elevado o valor das multas 

A nova versão do projeto de lei que estabelece a fiscalização da produção agropecuária por autocontrole corta pela metade o aumento sugerido pelo governo nos valores das multas aplicadas às agroindústrias por inconformidades. Considerado “exagerado” pelo relator, deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), o teto das cobranças cai de R$ 300 mil para R$ 150 mil – ainda assim dez vezes maior que o limite atual, de R$ 15 mil. O substitutivo, apresentado na semana passada, adota o caráter preventivo na fiscalização sanitária e permite que irregularidades “leves” sejam resolvidas antes da autuação. O valor mais alto será cobrado somente para infração gravíssima. A proposta ainda aplica efeito suspensivo às penalidades em caso de apresentação de recurso para evitar “arbitrariedades” e “prejuízos irreparáveis” às pequenas empresas e cria uma comissão especial, que funcionará como terceira instância, para a contestação das ocorrências. “É preciso ter certo cuidado, pois uma empresa pequena, dependendo do tamanho da multa, pode até fechar as portas”, disse Domingos Sávio ao Valor. A proposta mantém a obrigatoriedade da adoção de programas de autocontrole em todo o processo produtivo por agentes da cadeia do agronegócio e a apresentação de registros sistematizados e auditáveis ao Ministério da Agricultura. Com apoio financeiro de entidades do agronegócio, a Pasta está desenvolvendo uma plataforma digital – que deverá começar a funcionar em dezembro – para receber as informações do controle do setor. De posse dos dados, o ministério vai definir estratégias de fiscalização por gerenciamento de risco, focada nos pontos mais críticos. “O autocontrole não é auto-regulação. Damos mais clareza, mais liberdade e menos amarras para quem produz. Mas a regulação continua 100% do poder público, que vai estabelecer o padrão mínimo de qualidade que ele precisa atender e dar liberdade para a inovação”, disse. O texto preserva as atividades próprias da fiscalização que exigem o exercício de poder de polícia e que deverão ser cumpridas apenas pelos servidores federais. “Não muda uma vírgula do regime de inspeção, sem prejuízo da fiscalização oficial”, defendeu Sávio. Mesmo assim, a medida gerou críticas dos fiscais. Eles querem a imposição de limites mais claros entre a atuação estatal e o setor privado na nova lei, para evitar incertezas. “O projeto não estabelece um ponto de corte. A atuação privada passa de excepcionalidade para um trabalho de rotina. Faltam proibições”, afirmou Antonio Andrade, Diretor de Comunicação do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical). As atribuições exclusivas dos servidores, como apreensão de produtos, interdição de estabelecimentos e aplicação de penalidades, são indelegáveis e estão preservadas, disse Sávio. Os processos ante e post mortem continuam sob a supervisão da categoria. “Não haverá sobreposição com as atividades dos auditores que exigem o poder de polícia administrativa”, garantiu o ministério. Para o diretor do Anffa, o texto “conduz para que fique aberta ao governo a opção de ter ou não presente um servidor no frigorífico”.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar fecha a sexta em queda de 0,70%, a R$5,385

O dólar fechou em queda na sexta-feira e a moeda acumulou firme alta na semana, sinal da maior exigência de prêmio de risco diante do aumento do burburinho político-fiscal doméstico

O dólar à vista caiu 0,70%, a 5,385 reais na venda. O alívio depois da alta de quase 3% nas duas sessões anteriores não veio sem volatilidade. Entre a máxima (5,4765 reais, alta de 0,98%) e a mínima (5,3711 reais, queda de 0,96%), a cotação variou mais de 10 centavos de real. O dólar também ensaiou um ajuste de baixa no exterior, embora mais tímido. O índice da moeda norte-americana frente a uma cesta de divisas recuava 0,14% no fim da tarde. Aqui, o dólar futuro negociado na B3 chegou ao fim da tarde em baixa de 0,65%, a 5,3900 reais, após cravar 5,4840 reais pela manhã, maior patamar desde o começo de maio. Em agosto, a moeda à vista ganha 3,39%, elevando a alta no ano para 3,73%. O mercado já havia tempos que reagia mal ao noticiário de Brasília, com briga entre os Poderes e pressão por mais gastos, mas foi nos últimos dias que a “ficha caiu”, o que provocou uma onda de “stop-loss” (ordens automáticas de negociação de ativos para redução de perdas), o que fez o dólar disparar e levou os juros futuros a um salto de mais de 40 pontos-base em alguns vencimentos. A sangria foi generalizada. O dólar subiu 2,65% na semana, valorização mais forte desde a semana finda em 9 de julho (+4,01%); o Ibovespa perdeu 2,6% em cinco dias; e os preços dos títulos públicos medidos pelo índice IMA Geral Total, da Anbima, caíram a mínimas desde abril. Para o câmbio, há fatores adicionais que podem justificar contínua pressão sobre o real. Os termos de troca (razão entre preços de exportação e importação) sofreram um tombo com as fortes quedas do minério de ferro e já pouco dão suporte à taxa de câmbio.

REUTERS 

Ibovespa tem semana negativa com receios sobre PIB e riscos político-fiscais no Brasil

O cenário político brasileiro pesou, com agentes financeiros cada vez mais aflitos com o risco de interesses eleitorais prevalecerem sobre a racionalidade econômica, com efeitos principalmente no desempenho fiscal 

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, no segundo dia seguido de trégua, mas teve performance negativa na semana, em meio a receios com um eventual começo da redução de estímulos monetários nos Estados Unidos e a retomada econômica mundial. Nesta sessão, o Ibovespa subiu 0,76%, a 118.052,77 pontos, mas acumulou perda de 2,59% na semana. Em agosto, contabiliza perda de 3,08% No ano, a queda agora é de 0,81%. O índice Small Caps avançou 1,58%, a 2.834,50 pontos, mas com recuo de 1,17% na semana. No mês, perde 4,32%, mas em 2021 ainda tem acréscimo de 0,43%. O giro financeiro na bolsa somou 30,6 bilhões de reais nesta sexta, dia de vencimento dos contratos de opções sobre ações. A ata da última reunião do banco central norte-americano mostrou na quarta-feira que membros do Federal Reserve esperam dar início à redução de estímulos ainda neste ano, começando a reduzir seu programa de compra de títulos, provocando ajustes relevantes em ativos de risco como ações. Em paralelo, dados chineses mostraram no começo da semana que o crescimento da produção industrial e das vendas no varejo desacelerou com força em julho, corroborando preocupações com a retomada econômica global, em um momento no qual crescem os casos de Covid-19 no mundo com a disseminação da variante Delta. No caso das commodities, particularmente o minério de ferro, que despencou 8% na semana, também pesaram perspectivas de menor consumo em meio a decisões da China de limitar a produção de aço neste ano, e aumento de oferta esperado por mineradoras locais, pelo Brasil e por países não convencionais no setor.

REUTERS

MEIO AMBIENTE

Levantamento mostra que País perdeu 16% da superfície de água em 30 anos

Estado mais afetado é o Mato Grosso do Sul, onde mais da metade do recurso foi perdido desde 1990; todas as regiões e biomas foram afetados segundo pesquisa do MapBiomas

Em 30 anos, 15,7% da superfície de água do Brasil desapareceu. No Estado mais afetado, o Mato Grosso do Sul, mais da metade (57%) de todo o recurso hídrico foi perdido desde 1990. Ali, essa redução ocorreu basicamente em um dos biomas mais importantes do País, o Pantanal. Todos os biomas brasileiros foram afetados e suas perdas mensuradas em pesquisa inédita do MapBiomas, projeto que reúne universidades, organizações ambientais e empresas de tecnologia. Ao todo, 3,1 milhões de hectares de superfície de água sumiram, o equivalente a mais de uma vez e meia de todo o recurso hídrico disponível no Nordeste em 2020. Das 12 regiões hidrográficas, oito revelam hoje os efeitos do desmatamento, da mudança climática e da destruição de mananciais, refletido na crise hídrica que afeta o meio ambiente e a geração de energia elétrica. “Nesse ritmo vamos chegar a um quarto (25%) de redução da superfície de água do Brasil antes de 2050”, afirmou Tasso Azevedo, Coordenador do MapBiomas. Após Mato Grosso do Sul, completam as três primeiras posições da lista: Mato Grosso, com perda de quase 530 mil hectares, e Minas Gerais, com saldo negativo de mais de 118 mil hectares. Boa parte dos pontos de maior redução encontram-se próximos a fronteiras agrícolas, o que sugere que o aumento do consumo e a construção de represas em fazendas, que provocam assoreamento e fragmentação da rede de drenagem, trazem prejuízos para a própria produção. Para Maurício Voivodic, Diretor Executivo do WWF-Brasil, a pesquisa é um recado para os “tomadores de decisões de que é preciso mudar imediatamente essa trajetória de degradação que o Brasil tem escolhido”. Ele destaca que a criação de reservatórios em propriedades particulares é um dos pontos mais preocupantes.  “Quando a gente vê a discussão no Congresso sobre a flexibilização dos requisitos de licenciamento ambiental, não estão sendo considerados os cuidados que precisam ao serem feitas barragens dentro de propriedades privadas que causam perdas (para as bacias)”, analisa Voivodic.

O ESTADO DE SÃO PAULO 

FRANGOS & SUÍNOS

Competitividade da carne de frango registra 2ª queda

Considerando-se as médias da parcial de agosto (até o dia 18), o preço do frango inteiro registra a menor diferença em relação ao da carcaça bovina em oito meses

À medida que a carne de frango se valoriza de forma consistente no mercado doméstico – renovando, portanto, os preços recordes nominais –, a proteína perde competitividade frente às principais substitutas: a suína e a bovina. Este é o segundo mês consecutivo de perda de competitividade da carne avícola frente às concorrentes. De acordo com o boletim informativo do Cepea, considerando-se as médias da parcial de agosto (até o dia 18), o preço do frango inteiro registra a menor diferença em relação ao da carcaça bovina em oito meses. No caso da carcaça suína, trata-se da diferença mais estreita em dois anos.

CEPEA

No mix, somente frango inteiro permanece com volume de exportação menor que em 2020

No acumulado dos sete primeiros meses de 2021 as exportações de frango inteiro permanecem inferiores (1% a menos) às de idêntico período do ano passado 

Os outros três principais itens exportados registram incremento expressivo. O mais importante deles é o dos cortes de frango, que respondem por 70% do total embarcado até agora. Neste ano eles obtiveram aumento de quase 10%, índice que correspondeu a, praticamente, 90% do volume adicional dos últimos sete meses (no total, 178,4 mil toneladas a mais que no mesmo período de 2020). Menos representativos nas exportações (somados, perto de 6% do total exportado), os industrializados e a carne de frango salgada apresentam índices de 16% e 23%, respectivamente. Em sete meses, crescimento de 7,5%. O frango inteiro também foi, opostamente, o que registrou maior recuperação de preço: quase 20% a mais que na média registrada entre janeiro e julho de 2020. E, no mês passado, registrou o melhor preço em quase seis anos, ou seja, desde setembro de 1975. Foi graças ao frango inteiro que o preço médio deste ano apresentou valorização superior a 7%. Porque, embora com valores crescentes, os preços dos demais itens evoluíram abaixo dessa média – 3,5% os cortes de frango, 1,44% os industrializados e perto de 1% a carne salgada. Os cortes de frango permanecem imbatíveis como principais contribuintes da receita cambial do setor, respondendo por cerca de 69% dos US$4,125 bilhões auferidos nos últimos sete meses. O frango inteiro vem na sequência, com perto de 23% da receita total e, assim, o produto in natura foi responsável por 91,64%, dividindo-se os restantes 8,36% entre a carne salgada (4,42% do total) e os industrializados (3,94%).

AGROLINK 

Suinocultor ganha liquidez frente à alta dos insumos

Valorização dos suínos superou alta dos insumos (milho e soja), dando poder de compra a criadores, mas segue abaixo do ano passado

O poder de compra de suinocultores independentes vem aumentando neste mês de agosto, frente aos principais insumos da alimentação (milho e farelo de soja), quando comparado ao mês anterior. Mas ainda está abaixo de julho de 2020. Apesar dos preços do farelo de milho e soja estarem em alta, os preços do suíno vivo também avançam, e de forma mais intensa. No acumulado de janeiro a 17 de agosto, o suinocultor paulista consegue adquirir 4,3 kg de milho com 1 kg de suíno, de acordo com o Centre de Estudos e Pesquisas de Economia Aplicada (Cepea) — 3,6% a mais do que em julho, mas 43,9% abaixo do que em agosto do ano passado. Já o farelo de soja está na proporção de 3,1 kg do produto para 1 kg de suíno, 5,3% a mais do que em julho, mas 18,3% do que em agosto de 2020. A pesquisadora Juliana Ferraz, do Cepea, ressalta que a margem de preço do suinocultor segue apertada, por conta das perdas nos últimos anos, apesar da recuperação atual. “Esse movimento está atrelado à valorização tanto do animal quanto da carne, num ritmo superior à valorização dos insumos. Com isso, nesse mês, o suinocultor tem uma rentabilidade maior”, observa a especialista. Segundo ela, os insumos devem continuar nos mesmos patamares de preços atuais. “O suinocultor vai tentar repassar o preço para o animal, e a indústria para a carne. Então esse movimento vai continuar”, pontua Ferraz. “A grande questão é o poder de compra da população, que está bastante pressionado pela pandemia. Então, há uma resistência muito grande em absorver essas altas de preço”, acrescenta.

CEPEA 

INTERNACIONAL

EUA vendem 11,1 mil toneladas de carne bovina para entrega em 2021 na semana, diz USDA

O volume representa queda de 18% ante a semana anterior e de 42% em relação à média das quatro semanas anteriores

Exportadores dos Estados Unidos venderam 11,1 mil toneladas de carne bovina para entrega em 2021 na semana encerrada em 12 de agosto, informou na quinta-feira o Departamento de Agricultura do país (USDA), em relatório semanal. O volume representa queda de 18% ante a semana anterior e de 42% em relação à média das quatro semanas anteriores. Os principais compradores foram Japão (2,8 mil t), Coreia do Sul (2,8 mil t), China (1,8 mil t), Taiwan (900 t) e México (600 t), que compensaram os cancelamentos feitos pela Colômbia (100 t). Os embarques ao exterior somaram 19,7 mil toneladas no período. O volume representa alta de 6% ante o da semana anterior, mas é 1% menor que a média das quatro semanas anteriores. Os principais destinos foram Coreia do Sul (5,6 mil t), Japão (4,7 mil t), China (4,2 mil t), México (1,2 mil t) e Taiwan (1,1 mil t).

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