CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1536 DE 23 DE JULHO DE 2021

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Ano 7 | nº 1536 | 23 de julho de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: nível de oferta de boiadas suficiente em São Paulo

O nível de oferta foi suficiente para manter as escalas de abate, em função do consumo interno fraco no estado

Na quinta-feira (22/7), o mercado trabalhou com preços estáveis na comparação dia a dia. O boi gordo foi negociado por R$315,00/@, a vaca gorda por R$294,00/@ e a novilha gorda por R$308,00/@, preços brutos e a prazo. Os animais destinados à exportação foram negociados com até R$5,00/@ de ágio em relação ao boi comum.

SCOT CONSULTORIA

Oferta menor atenua queda nos preços do boi

Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 316 na modalidade a prazo, estável na comparação com a quarta-feira

O mercado físico de boi gordo registrou poucas mudanças na quinta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda apresentam algum conforto em suas escalas de abate, que permanecem posicionadas entre cinco e sete dias úteis em média. “No entanto o movimento de pressão de baixa nos preços das boiadas permanece limitado pela restrição de oferta, fator que será dominante em todo o ano de 2021. Esse é um importante ponto de sustentação para os preços do boi gordo no decorrer do semestre”, disse ele. A situação chinesa permanece no radar, avaliando o avanço do plantel de suínos na China e uma eventual menor necessidade de importação de proteína animal por parte do gigante asiático. “O Brasil é dependente da China nas exportações de carne bovina, e mudanças agressivas de comportamento tendem a causar impacto no mercado nacional”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 316 na modalidade a prazo, estável na comparação com a quarta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 304, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 310, estável. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 307, contra R$ 308. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 309 a arroba, inalterada. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por maior espaço para reajustes durante a primeira quinzena do mês, período que conta com maior apelo ao consumo. Somado a isso precisa ser considerado o adicional de consumo relativo ao Dia dos Pais, no segundo domingo de agosto. O corte traseiro teve preço de R$ 21 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,1 o quilo, assim como a ponta de agulha.

Agência Safras

CARNES: TEREZA CRISTINA SE REÚNE COM INDÚSTRIAS PARA TRATAR DE NOVAS HABILITAÇÕES PARA EXPORTAÇÃO À CHINA

O setor produtivo de proteína animal se reuniu com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no fim da tarde de quarta-feira para discutir o andamento da habilitação de novas plantas de processamento de carnes para exportação para a China. A informação foi obtida por uma fonte e confirmada pelo Ministério da Agricultura. Não foram dados mais detalhes sobre a pauta
Também na quarta, na sede do Ministério, a Ministra teve um encontro com o Presidente da Associação de Suinocultores de Mato Grosso do Sul (Asumas) e o deputado estadual Renato Câmara, Presidente da Frente Parlamentar da Suinocultura. Na ocasião, foram abordados assuntos referentes à demanda de novas empresas do setor que estão operando no Estado, além de questões sanitárias e medidas de prevenção, conforme nota emitida pela entidade. De acordo com a Asumas, as possibilidades de investimento da indústria de carnes em Mato Grosso do Sul também seria uma pauta abordada por Tereza Cristina na reunião com representantes de frigoríficos, que ocorreu às 14h.

BROADCAST AGRO

Boi/Cepea: Vendas aos EUA sobem mais de 100% no 1º semestre

A escalada nas exportações brasileiras de carne bovina aos Estados Unidos vem surpreendendo o setor pecuário nacional 

O país, inclusive, já se configura como o 2º maior destino da proteína brasileira, atrás apenas da China, superando a posição que vinha sendo ocupada pelo Chile. De acordo com pesquisadores do Cepea, além de alguns frigoríficos brasileiros terem sido habilitados para exportar carne aos EUA no ano passado, o Real desvalorizado frente ao dólar deixa a carne nacional bastante competitiva e atrativa aos norte-americanos. Um outro motivo que pode estar direcionando a demanda dos Estados Unidos ao Brasil seria o baixo número de rebanhos na Austrália, forte player internacional. De acordo com dados da Secex, em junho, o Brasil enviou aos EUA 8,78 mil toneladas de proteína bovina, 17,9% a menos do que o embarcado em maio – quando, é válido ressaltar, as vendas ao país atingiram recorde mensal de 10,7 mil toneladas –, mas 18,2% acima da quantidade registrada em junho do ano passado (Secex). De janeiro a junho de 2021, os envios de carne bovina aos Estados Unidos somaram 42,48 mil toneladas, um recorde, mais que o dobro do volume exportado na primeira metade de 2020 (de 20,1 mil toneladas) e bem acima das 16,9 mil toneladas do mesmo período de 2019.

Cepea

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de 0,36%, a R$5,2112, em novo dia instável

O dólar fechou em alta na quinta-feira refletindo um cenário externo também instável e ainda o aquecido noticiário político doméstico

O dólar à vista subiu 0,36%, a 5,2112 reais na venda. No caso do real, os profissionais destacaram uma linha de tendência de alta para o dólar depois de a divisa ter saído de um canal de queda que durou vários meses. A expectativa deles é que os preços se estabilizem com teto em 5,29/5,31 reais e piso em 5,10 reais. “Eventualmente, o salto pode persistir em direção à média de 200 dias de 5,37 reais, com o próximo obstáculo nas projeções de 5,48 reais/5,50 reais”, disseram em nota. Com as altas recentes, o dólar voltou a operar acima de sua média móvel de 50 dias, mas segue abaixo das médias de 100 e 200 dias –consideradas indicativos melhores de tendência num prazo mais longo. Nesta semana, o dólar tem se mantido numa faixa estreita entre 5,19 reais e 5,25 reais, depois de na semana passada chegar a encerrar sessão em cerca de 5,08 reais. A mudança de patamar veio acompanhada ainda de mais uma leva de notícias políticas de Brasília, com o governo tentando fortalecer apoio no Congresso, mas às custas de menor autonomia do Ministério da Economia de Paulo Guedes –em meio ao pior momento para o Presidente Jair Bolsonaro desde o início de seu mandato e a debates ruidosos em torno da polêmica reforma tributária proposta por Guedes. “Ao mesmo tempo que a governabilidade melhora no curto prazo, é um risco enorme para o governo no médio prazo”, disse a Rio Bravo em comentário, lembrando que, com o centrão dentro do governo, há risco de mais pressão por emendas parlamentares e para outros gastos.

REUTERS 

Ibovespa fecha com alta discreta

O Ibovespa fechou com alta discreta na quinta-feira, numa sessão sem muito entusiasmo e com volume financeiro abaixo da média

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,1%, a 126.057,15 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo recuado a 125.416,39 pontos na mínima e avançado a 126.427,65 pontos na máxima. O volume financeiro no pregão totalizava 19,7 bilhões de reais, de uma média diária de 28,9 bilhões de reais no mês e de 34,7 bilhões de reais no ano.

REUTERS 

FRANGOS & SUÍNOS 

Suínos/Cepea: Queda no preço do suíno reduz poder de compra do produtor

A forte desvalorização do suíno vivo no mercado independente no início de julho reduziu o poder de compra dos produtores frente aos principais insumos consumidos na atividade: milho e farelo de soja 

A baixa na média parcial do mês (até o dia 20) interrompe a recuperação do poder de compra observada em junho. Nos últimos dias, especificamente, os preços do animal se elevaram no mercado independente da maioria das praças acompanhadas pelo Cepea. Com as vendas aquecidas, apesar do período de segunda quinzena, que costuma diminuir a liquidez do animal e da carne, agentes conseguiram reajustar positivamente as cotações.

Cepea 

USDA mantém tendências de importação mundial de Carne de frango

Em suas novas projeções sobre as tendências de produção e comércio da carne de frango em 2021, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) manteve praticamente inalteradas as estimativas de abril passado de importação do produto

Sem considerar como carne o comércio mundial de pés/patas de frango – importados em grande escala por países asiáticos, especialmente pela China – o USDA mantém o Japão como o maior importador mundial do produto, mas muito próximo da China, com diferença de apenas 135 mil toneladas entre os dois países. Ao avaliar as tendências de produção mundial, o USDA prevê retração para a China em relação a 2020. Isso deve ocorrer também nas importações chinesas. Mas, na previsão mais recente, a projeção anterior foi corrigida para cima, com aumento superior a 7%. O USDA aponta estabilidade nas importações do corrente exercício, com redução pouco significativa, próxima de meio por cento. Mas, mesmo nessa pequena redução, um peso de grande significado pode ser determinado pela Arábia Saudita, cujo volume – previsão do USDA – “tende a recuar quase 20% devido às restrições recentemente impostas ao Brasil”. Porém, ao invés de refluírem, no primeiro semestre de 2021 as importações sauditas da carne de frango brasileira aumentaram mais de 12%. Alcançaram 230 mil toneladas, representando 46% das importações totais da Arábia Saudita previstas pelo USDA para o exercício.

AGROLINK 

Venda de frango aos árabes cresce 7%

Mesmo com avanço, comércio de aves com Liga Árabe segue abaixo dos níveis pré-pandemia

A venda de frango brasileiro aos países da Liga Árabe cresceu 7,56% no primeiro semestre, gerando receita de US$ 1,11 bilhão, segundo informa a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. Para a entidade, o aumento é reflexo da recuperação econômica dos países árabes, principalmente as nações do Golfo, onde a vacinação está mais avançada e se registram os maiores aumentos de atividade econômica no período. “Como reflexo do aquecimento econômico, estamos vendo, por exemplo, um esboço de retomada no turismo de escala em Dubai, Abu Dhabi e Doha, no turismo religioso na Arábia Saudita, e na movimentação de pessoas em função da Expo 2020, mantida para o segundo semestre em Dubai. Todos esses fatores vêm puxando a demanda por alimento”, analisa o Secretário-Geral da Câmara Árabe, Tamer Mansour. As vendas cresceram até para a Arábia Saudita, o maior mercado para o frango brasileiro na Liga Árabe, apesar de o país ter desabilitado recentemente 11 plantas frigoríficas de aves no Brasil para reservar mercado ao frango local. Os embarques para o reino cresceram 12,54% no primeiro semestre (230,48 mil toneladas). Já as receitas aumentaram 29,23% (US? 397,53 milhões). No primeiro semestre do ano, o Brasil embarcou para os 22 países da organização um total de 693,68 mil toneladas de frango, volume 4,55% menor sobre a primeira metade de 2020 (726,74 mil toneladas), e abaixo das 782,77 mil toneladas enviadas no mesmo período de 2019, no cenário de pré-pandemia.

AGROLINK 

INTERNACIONAL

Várias regiões reforçam a prevenção e o controle de alimentos importados da cadeia fria na China

Recentemente, em todo o país, a administração local para a regulação do mercado em diversas regiões, como Guangxi, Baotou e Hohhot emitiram avisos para fortalecer ainda mais a prevenção e o controle dos produtos alimentares importados da cadeia fria com o trabalho de prevenção e controle para a indústria continuando a ser apertado 

Em Hohhot, o departamento de supervisão do mercado local requer implementar rigorosamente o sistema de relatórios, com certificados e documentos necessários. Quando vendedores de alimentos e unidades de serviço de bufê estão comprando alimentos importados da cadeia fria que entram em Hohhot de fora, eles devem pedir a inspeção, quarentena, certificados, #customsdeclaration, relatório de teste de ácido nucleico, bem como certificado de desinfecção.

OIG News 

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