CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1535 DE 22 DE JULHO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1535 | 22 de julho de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: cotação continua estável em São Paulo

O aumento da oferta de boiadas confinadas resultou em estabilidade na cotação na comparação diária

O aumento da oferta de boiadas confinadas resultou em estabilidade na cotação na comparação feita dia a dia. O boi, a vaca e novilha gordos ficaram apregoados, respectivamente, em R$315,00/@, R$294,00/@ e R$308,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA

Volume de abate bovino é o menor em uma década, diz consultoria

Avaliação da Agrifatto considerou dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Mato Grosso e informações preliminares do Ministério da Agricultura

Números preliminares indicam que, no primeiro semestre, o volume de abate bovino no país foi o menor em pelo menos uma década, segundo a Agrifatto. Para a avaliação, a consultoria baseou-se em dados oficiais divulgados pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Mato Grosso (Indea-MT) e informações preliminares do Ministério da Agricultura. Os dados do Indea-MT informam que os abates em Mato Grosso foram de 2,22 milhões de cabeças, volume 12% menor que o do mesmo período de 2020 – e o mais baixo dos últimos 12 anos. Uma causa importante da queda dos abates foi a retenção de fêmeas, diz a sócia da Agrifatto, Lygia Pimentel, em nota. No país, o abate somou 10,3 milhões de cabeças entre janeiro e junho (considerados os frigoríficos que atuam sob inspeção federal), de acordo com os dados do Ministério da Agricultura. O volume é 6,75% menor que o do mesmo período do ano passado. Na análise, a Agrifatto informa que o volume de abates em indústrias sob vistoria federal foi o mais baixo em 17 anos.

VALOR 

Boi: arroba tem leve alta em algumas regiões, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo teve um dia de preços entre estáveis e mais altos 

Segundo o analista Fernando Iglesias, alguns estados tiveram relatos de negócios acima da referência média, mesmo em um cenário de escalas de abate confortáveis. Em Goiânia (GO), o preço passou de R$ 302/303 para R$ 304 e em Dourados (MS), foi de R$ 308 para R$ 310 por saca. Na bolsa brasileira, a B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram um dia de baixas em toda a curva e seguem travados ao redor de R$ 320 e R$ 325 por arroba. O ajuste do vencimento para julho passou de R$ 318,15 para R$ 318,10, do outubro foi de R$ 324,60 para R$ 323,70 e do novembro, de R$ 329,00 para R$ 327,25 por arroba.

CANAL RURAL

Relatório defende sustentabilidade da pecuária da América do Sul

Documento será usado pelos representantes dos países da região nos debates preliminares da Cúpula dos Sistemas Alimentares, em Roma, na próxima semana

O Diretor-Geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero, entregou ontem um relatório técnico sobre “a carne bovina como ativo estratégico de nossos países” aos membros do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), grupo formado pelos ministros de Agricultura de Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia, Chile e Uruguai. O relatório refuta a tese de que a produção de carne bovina tem implicações negativas sobre o meio ambiente e a saúde humana ou sobre sua responsabilidade no surgimento de doenças e microrganismos resistentes. “A evidência científica que apoia essas questões é, em muitos casos, ausente e contraditória ou não se aplica aos sistemas de produção representativos dos países do CAS”, diz o texto. O documento acrescenta que a atividade tem papel importante na captura e sequestro de carbono, em contraponto aos argumentos de ONGs e cientistas ao redor do mundo. “Estudos regionais mostram que a pecuária tem um balanço de carbono positivo, capturam e sequestram mais do que emitem”, relata. “A pecuária nos países do CAS deve ser vista como parte da solução, e não como parte do problema, para a busca de maior sustentabilidade nos sistemas agroalimentares”. A região é responsável por quase um quarto da produção mundial de carne bovina e representa 38,6% das exportações mundiais. Os países também apresentam um dos maiores níveis de consumo médio per capita de carne bovina do planeta, o que liga o consumo da proteína animal a aspectos culturais. Os líderes regionais veem um risco real de uma consolidação da posição contra o consumo de carne vermelha no mundo.

VALOR ECONÔMICO

Preço do boi sobre em algumas regiões, mas escalas seguem confortáveis

“Há pouco espaço para movimentos mais agressivos de queda”, observa analista

O mercado físico de boi gordo registrou de estáveis a mais altos na quarta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, em alguns estados foram relatados negócios acima da referência média. “As escalas de abate permanecem confortáveis em grande parte do país. De qualquer maneira, há pouco espaço para movimentos mais agressivos de queda, avaliando o cenário de oferta restrita, que é um fator dominante em todo o ano de 2021”, disse ele. A demanda externa permanece centrada nas questões envolvendo a China, com o processo de recomposição do plantel de suínos ainda em curso após o surto de Peste Suína Africana. “A tendência é que a China permaneça atuante na importação de proteína animal em 2021, com uma alteração de seu comportamento a partir de 2022”, assinalou. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 316 na modalidade à prazo, estável na comparação com a terça-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 304, ante R$ 302 – R$ 303. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 310 contra R$ 308. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308 contra R$ 307. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 309 a arroba, inalterada. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por pouco espaço para reajustes no decorrer da segunda quinzena de julho. “A dinâmica será outra na primeira quinzena de agosto, avaliando que além da entrada dos salários na economia há também as comemorações relacionadas ao dia dos pais, que tradicionalmente impulsiona o consumo de proteínas de origem animal”, assinalou Iglesias. O corte traseiro teve preço de R$ 21,05 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,10 o quilo, assim como a ponta de agulha.

AGÊNCIA SAFRAS 

Tem como a arroba do boi subir mais?

A estabilidade do mercado da pecuária bovina de corte se mantém presente no valor do boi gordo 

A leve estendida nas programações de abate dos frigoríficos, com bois originados de produtores que não conseguiram segurar na ração depois que os pastos secaram, freiam as altas. As geadas dos últimos dois dias podem fazer pecuaristas nessas condições se desfazerem de novos lotes. Mas os volumes não são suficientes até aqui, para também se perderem as referências de R$ 315, em média, da @ para São Paulo, com tetos de R$ 318 a R$ 319, de acordo com o indicador Cepea e a referência Balizador GPB Datagro. O varejo não absorve compras maiores, daí também que o atacado da carcaça casada não sai da faixa dos R$ 19,50 o kg, segundo levantamento da Agrifatto. Também as exportações estão de lado. Na primeira quinzena de julho apresentou leve recuo, de 1,7%, mas os dados de embarques estão acomodados há mais tempo. E não influem no mercado físico como um todo. Tem negócios com boi China a R$ 320, mas estão nas mãos dos confinadores com venda a termo.

Money Times

ECONOMIA

Dólar reverte alta e fecha em queda com exterior

O dólar à vista caiu 0,73%, a 5,1927 reais na venda, maior baixa diária desde 14 de julho (-1,87%)

O sentimento positivo no Brasil com os fortes dados de arrecadação entrou na conta do alívio do dólar, por indicarem que a economia segue em trajetória de crescimento. Ao mesmo tempo, a moeda entrou em rota descendente no exterior, com os mercados reduzindo prêmio de risco relacionado à Covid-19 enquanto monitoravam notícias sobre a recondução de Jerome Powell à chefia do banco central norte-americano, balanços corporativos otimistas nos EUA, política monetária na zona do euro e o pacote trilionário de infraestrutura nos Estados Unidos. A diferença média entre máximas e mínimas do dólar futuro em relação a cada fechamento anterior vem em alta desde meados de junho, saindo de cerca de 1,22% para 1,75%. Outra medida de instabilidade, a volatilidade implícita nas opções de dólar/real de três meses desde o começo do mês voltou a ser a mais alta dentre os pares comparáveis do real, estando em 16,6% ao ano. “É uma volatilidade que atrapalha qualquer (fundo) multimercado, qualquer ‘case’ construtivo para o Brasil”, disse Roberto Motta, responsável pela mesa de derivativos da Genial Investimentos. Para Luca Maia, estrategista de câmbio e juros para América Latina do BNP Paribas, o real seguirá com alta volatilidade até que o Banco Central complete o ciclo de normalização monetária. “Achamos que isso (a alta recente do dólar) é um movimento mais técnico, já que o real vinha de uma valorização desde março e havia maior carregamento de posições vendidas em dólar quando o mercado começou a discutir mudanças no cenário de crescimento econômico global”, disse Maia.

REUTERS 

Ibovespa fecha em alta com Wall Street e avanço do petróleo

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,42%, a 125.929,25 pontos. O volume financeiro no pregão somou 24,5 bilhões de reais

Em Nova York, o S&P 500 avançou 0,82%, com balanços e previsões de empresas devolvendo o ânimo sobre a recuperação da maior economia do mundo. Na visão do presidente da Apollo Investimentos, João Guilherme Penteado, porém, os riscos fiscais e políticos têm pesado no Ibovespa desde meados de junho, afetando a correlação com o mercado norte-americano. Desde o começo do mês, o S&P 500 sobe 1,4%, enquanto o Ibovespa ainda apresenta desempenho negativo. No ano, o norte-americano avança 16%, contra alta de 5,8% do brasileiro. Penteado acrescentou que, mesmo com ambiente global positivo, o Brasil vem sofrendo com a percepção de riscos crescentes e uma inflação maior que a esperada. A cena corporativa brasileira também repercutiu no pregão nesta quarta-feira e tende a ocupar ainda mais os holofotes nas próximas semanas, conforme ganha fôlego a temporada de balanços do segundo trimestre.

REUTERS

Arrecadação federal acumula alta de 24,49% no semestre, mostram dados da Receita

A arrecadação federal somou 137,169 bilhões de reais em junho, alta real de 46,77% sobre o mesmo mês do ano passado, mostraram dados divulgados pela Receita Federal nesta quarta-feira. No semestre, as receitas somaram 881,996 bilhões de reais, aumento real de 24,49% sobre o valor acumulado de janeiro a junho de 2020, segundo dados corrigidos pelo IPCA.

REUTERS

PIB vai crescer 5,2% com reação maior nos serviços, indica FGV Ibre

Boletim Macro afirma que economia está em um novo ciclo de “moderado otimismo” no início do segundo semestre

A indústria não deve ser mais o motor do crescimento, mas outros setores vão preencher esse espaço, na avaliação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Devido à melhora da pandemia no país, que traz uma visão mais positiva sobre os serviços, a equipe de conjuntura do FGV Ibre elevou a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, de 4,8% a 5,2%. A projeção de alta de 0,1% entre o primeiro e o segundo trimestres, feito o ajuste sazonal, foi mantida. A composição esperada para a recuperação, no entanto, agora tem participação maior do setor terciário, aponta a entidade na edição de julho do Boletim Macro. Na abertura do boletim, Armando Castelar, Coordenador de Economia Aplicada do FGV Ibre, e Silvia Matos, Coordenadora técnica do documento, afirmam que a economia está em um novo ciclo de “moderado otimismo” no início do segundo semestre, temperado por dúvidas sobre a extensão da retomada e a velocidade com que gargalos pré-pandemia vão voltar a se manifestar. À medida que o surto de covid-19 seja controlado, deve haver reabertura mais ampla da economia, apontam Castelar e Silvia, com retirada gradual de restrições à circulação. Esse processo vai intensificar a reação do mercado de trabalho, avaliam. Do lado negativo, eles ponderam que “os efeitos devastadores” da crise, como o endividamento maior, tendem a limitar a alta do consumo, ao mesmo tempo em que a indústria não terá mais desempenho tão exuberante. Depois de subir 1,6% no último trimestre de 2020 e 0,7% nos primeiros três meses de 2021, o FGV Ibre estima que o PIB industrial recuou 1,8% de abril a junho. O único subsetor com comportamento positivo no período deve ser o extrativo mineral, com aumento de 2,5%. Já a indústria de transformação deve encolher 2,1%, e a de construção, 0,7%.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportadores de aves e suínos promovem campanha num dos bairros mais movimentados de Tóquio

A qualidade da proteína animal brasileira estará em evidência Shibuya, um dos bairros mais movimentados de Tóquio (Japão). A partir desta quinta-feira (22), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) realizará uma ação de imagem, em meio à realização dos Jogos Olímpicos na capital japonesa

A ação contará com uma projeção em um telão de 10 metros de altura, localizado no Shopping Shibuya MODI, um dos pontos comerciais mais movimentados do bairro – que é o principal centro comercial e financeiro da cidade. A mensagem da campanha também reforçará a relação de quase quatro décadas entre a avicultura brasileira e o mercado japonês – uma das mais longevas no agronegócio do Brasil. A campanha durará duas semanas – até o dia 04 de agosto – e será reproduzida em japonês. Em junho, o Japão foi o principal destino da carne de frango do Brasil, com 36,1 mil toneladas exportadas no mês (+12% em relação a junho/20). Em 2020, foram embarcadas 410,5 mil toneladas para o mercado japonês, gerando divisas de US$ 668,5 milhões para o Brasil. O país asiático é, também, o décimo principal importador da carne suína brasileira, com 1,2 mil toneladas exportadas em junho (+53,4% em relação a junho/20). No total do ano passado, foram 11,5 mil toneladas, com receita total de US$43,8 milhões.

ABPA 

Exportação de carne de frango aumenta e cai dependência dos 10 maiores compradores

Em relação ao mesmo período do ano passado, no primeiro semestre de 2021 dois países entraram para o ranking dos 10 principais importadores da carne de frango brasileira: Filipinas e Iêmen. Deixaram o ranking Cingapura e Kuwait

O Japão, segundo colocado em 2020, reduziu suas compras em quase 4%, com isso caindo para a terceira posição. E quem trocou de posição com o Japão foi a Arábia Saudita, de quem se esperava forte queda nas importações, mas que aumentou o volume importado em mais de 12%, gerando aumento de receita próximo de 30%. Igualmente significativas são as ascensões da África do Sul (+26,95%), das Filipinas (+85,57%) e dos Países Baixos (+10,04%). A receita deste último supera a dos outros dois países. Além disso, a subida dos Países Baixos da décima para a sétima posição é a melhor sinalização do retorno à normalidade no continente europeu (na 13ª e na 14ª posição, Reino Unido e Rússia aumentaram suas importações em mais de 40%). Com volume e receita menores que as de um ano atrás, o destaque se concentra no mercado chinês. Juntos, China e Hong Kong acumulam redução em torno de 12%-14% no volume e na receita cambial, desempenho que redunda em menor participação nos resultados do semestre. A participação na receita, por exemplo, recuou de 25,97% há um ano para 20,26% neste ano. Pelos dados da SECEX/ME a carne de frango brasileira chegou a 152 países, um a menos que no mesmo período de 2020. Mas a diferença não se limitou a apenas um país.

AGROLINK 

Dona da Pif Paf compra maior produtora de frangos do Espírito Santo

A Rio Branco Alimentos, dona da marca Pif Paf, anunciou na quarta-feira (21) que fechou contrato de aquisição da Uniaves, maior produtora de frango do Espírito Santo

A Uniaves tem um portfólio de 80 produtos comercializados nacionalmente no varejo e no food service e vendidos para o exterior. A empresa tem capacidade física instalada para abater 160 mil aves diariamente, segundo informações do site da Uniaves. A empresa capixaba possui certificação para exportar e atuar em diversos países, incluindo Hong Kong, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Bielorrússia, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Japão, Ilhas Maurício, entre outros. “A compra da Uniaves possibilitará a ampliação da capacidade de processamento de aves, promovendo a expansão acelerada das atividades da Pif Paf no Brasil e no exterior”, disse a Rio Branco Alimentos em comunicado. A Rio Branco disse que pretende continuar buscando a expansão da Uniaves. A empresa não divulgou o valor da transação. A conclusão da aquisição da Uniaves depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

CARNETEC 

USDA: em 2021 Brasil pode voltar a ser o 2º maior produtor mundial de carne de frango

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) acaba de publicar novos estudos sobre as tendências mundiais de produção da carne de frango em 2021, em um grupo de países selecionados pelo órgão. E como agora projeta um volume menor que o previsto em abril passado, o volume produzido mundialmente no corrente exercício tende a registrar expansão anual mínima: pouco mais de dois décimos por cento em relação a 2020 

Em comparação às projeções de abril, quatro países tendem no momento a alguma redução. Entre eles os EUA, (-0,21%). Ou seja: a queda de 1,02% em relação às previsões anteriores pode ser determinada, principalmente, pela China (-6,67%). África do Sul e Filipinas completam o bloco. Para o USDA, a perspectiva de uma redução chinesa (não só em comparação à estimativa anterior, mas também a 2020) está relacionada à recuperação do rebanho suíno e ao decréscimo de preço da carne suína no mercado chinês. Daí a projeção de uma produção de carne de frango mais de 4% inferior à de 2020, ano em que o país produziu 14,6 milhões de toneladas de carne de frango. Se essa projeção se confirmar, o Brasil – que nos últimos dois anos perdeu a posição para a China – volta a se colocar como segundo produtor mundial de carne de frango, atrás apenas dos EUA. O índice de expansão previsto para a produção brasileira é pouco significativo (apenas 1,95% a mais que em 2020), mas o incremento mais robusto é o do Brasil, pois equivale a um aumento de produção de 270 mil toneladas, contra somente 41 mil toneladas a mais que os EUA ou, ainda, 600 mil toneladas a menos da China.

AGROLINK 

INTERNACIONAL

Peste suína africana: China diz que doença está estável, mas riscos persistem

Desde o início deste ano, um total de 11 surtos de peste suína africana foi oficialmente reportado no país e mais de 2 mil animais foram sacrificados

O Ministério da Agricultura da China informou que tem feito esforços para controlar a peste suína africana em seu rebanho, mas os riscos persistem. Desde o início deste ano, um total de 11 surtos de peste suína africana foram oficialmente reportados no país, envolvendo 8 províncias, com 2.216 animais sacrificados. “A situação da epidemia é estável, mas os riscos persistem”, afirmou a autoridade do departamento de pecuária do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, Xin Guochang. Segundo ele, a prevenção é “complicada”. “Recentemente surgiram novas cepas com virulência enfraquecida. Os sintomas apresentados são leves, mas o período de incubação é longo e a detecção em curto prazo é difícil”, disse Xin. Em 2018, a febre suína africana dizimou o rebanho suíno no país asiático, que, desde então, está sendo recomposto. No segundo trimestre deste ano, os chineses produziram o maior volume de carne suína dos últimos sete anos, segundo o banco alemão Commerzbank. A produção foi 40% maior em relação ao ano anterior, alcançando, no semestre, 27 milhões de toneladas, avanço de 36% em comparação com o mesmo período de 2020. Segundo dados do Ministério da Agricultura, frigoríficos abateram 22 milhões de cabeças em junho, um aumento de 66% com relação ao ano anterior. Com a recuperação da produção de suínos, aumentou o consumo de milho, importante ingrediente de ração animal, e elevou os preços do grão.

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