CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1534 DE 21 DE JULHO DE 2021

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Ano 7 | nº 1534 | 21 de julho de 2021

 

NOTÍCIAS

Preços da arroba seguem estáveis em São PAULO

Com a melhor saída de gado confinados, suficientes para manter as escalas relativamente confortáveis, que atendem de 7 a 8 dias, os preços permaneceram estáveis no comparativo diário. O boi, a vaca e novilha gordos ficaram apregoados, respectivamente, em R$315,00/@, R$294,00/@ e R$308,00/@, preços brutos e a prazo

Mesmo com a segunda quinzena do mês, a alta do dólar com um bom desempenho nas exportações e mercado interno se sustentando, o mercado do boi gordo se mantém firme. Oeste de Maranhão: queda de R$1,00/@ para o boi gordo, enquanto vaca e novilha gordas permanecem estáveis. O boi gordo está sendo negociado por R$293,00/@, bruto e a prazo, R$292,50/@, descontado Senar e R$288,50 /@ descontado Senar e Funrural.  Mato Grosso do Sul – Três Lagoas: com as escalas curtas somado a dificuldade na originação da matéria prima, resultaram em alta R$3,00/@ para todas as categorias. Desse modo, boi, vaca e novilha gordos estão sendo negociados em R$312,00/@, R$295,00/@, R$303,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Exportação: O volume médio diário de carne in natura bovina exportada até a terceira semana de julho foi de 7,43 mil toneladas e negociado em US$5.392,10/t. Em relação ao mesmo período em 2020, houve incrementos de 1,0% e de 32,1% em relação ao volume exportado e ao preço, respectivamente.

SCOT CONSULTORIA

Consumo de carne bovina no Brasil é o menor em 12 anos

O consumo de carne vermelha no Brasil caiu 5% em 2020, completou quatro anos seguidos de queda e chegou ao menor nível desde 2008

A pesquisa mostra que o brasileiro tem buscado opções mais baratas de proteína. Os motivos são o aumento dos custos dos insumos, muitos deles importados, para a criação dos animais e a alta demanda externa de países como a China. O consumo de ovos saltou 9% em 2020. Já o de frango subiu 7%. Os números são da Associação Brasileira da Proteína Animal. Já a carne suína teve um aumento de preço de 29,5%, enquanto a bovina, 16,2%. Ao site, o Presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirma que este cenário permanecerá mesmo depois da pandemia: “Vai haver um ‘boom’ ainda maior no consumo de frango, suíno e de ovos”.  Para o especialista, a crise econômica ocasionou um rearranjo no carrinho de compras da população. De acordo com a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento, o brasileiro consumirá neste ano a menor quantidade de carne vermelha por pessoa em 25 anos.

Carta Capital 

Boi: mercado segue equilibrado e com preços estáveis

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo teve um dia de preços estáveis e o mercado segue equilibrado entre uma oferta restrita e escalas de abate confortáveis 

Pelo lado da demanda, o analista Fernando Iglesias aponta que há algum otimismo com a retomada da economia no segundo semestre. Se isso ocorrer, os preços devem ter mais uma rodada de alta. Na bolsa brasileira, a B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram um dia de cotações praticamente estáveis em movimento muito similar ao observado no mercado físico. O ajuste do vencimento para julho passou de R$ 318,45 para R$ 318,15, do outubro foi de R$ 324,55 para R$ 324,60 e do novembro, de R$ 327,95 para R$ 329,00 por arroba.

CANAL RURAL

Aumentos nas carnes vão até 2022

Com a alta nos custos de produção e demanda no mercado externo, os preços das proteínas nos supermercados vão continuar a subir pelo menos até 2022, segundo levantamento feito pela consultoria econômica LCA

A carne bovina, por exemplo, após ter avançado 16,2% em 2020, o preço deve subir em média 17,6% no acumulado deste ano, conforme a LCA, e cair 3% em 2022. Um dos motivos é que a China tem elevado seu volume de importações no segundo semestre do ano. A carne suína também depende do apetite do gigante asiático. Já o frango, além da pressão de custo, enfrenta uma maior demanda interna por parte das famílias, por ser uma carne mais barata.

Jornal Cruzeiro do Sul 

Programa no RS faz um ano com a fiscalização de cerca de 30 mil bovinos nas fronteiras com Argentina e Uruguai

Nesses 12 meses do programa no Rio Grande do Sul, as equipes percorreram cerca de 54 mil quilômetros e fiscalizaram 29.530 bovinos, 5.730 ovinos e 1.230 equinos

O programa Sentinela completa um ano de atividades percorrendo a fronteira do Brasil com o Uruguai e a Argentina e garantindo a segurança sanitária do rebanho gaúcho – livre de febre aftosa sem vacinação. As multas chegaram a R$ 2 milhões e o custo estimado para os produtores que não atendiam as normas é de R$ 3,2 milhões – soma das multas e dos animais abatidos. O programa começou em 8 de julho de 2020 e durante esse período o teor das ações foi mudando. “Neste um ano de atividades, percebemos uma evolução nos achados e na forma de atuação do Sentinela. As frentes mais trabalhadas no programa foram a fiscalização da criação irregular de animais na faixa de domínio, muito presente na fronteira com o Uruguai, e que teve uma redução drástica, e a movimentação irregular de animais, que também registrou uma diminuição. Além disso, há ainda o contrabando de cargas vivas e de produtos de origem animal, registrado na fronteira com a Argentina, que continuamos investigando com uma ação integrada das áreas de segurança”, analisa o Coordenador do programa Sentinela, Francisco Lopes.

Ascom Seapdr 

Boi gordo registra preços estáveis na terça-feira

Frigoríficos sinalizam para uma posição de conforto nas escalas de abate, segundo a Safras & Mercado

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda sinalizam para uma posição de algum conforto em suas escalas de abate, posicionadas entre cinco e sete dias úteis em média. “Por outro lado, a oferta de animais terminados permanece restrita, uma constante em 2021, atuando como um relevante ponto de suporte ao mercado, impossibilitando movimentos mais agressivos de pressão de baixa. Com isso, o viés de curto prazo é misto para o direcionamento dos preços”, disse Iglesias. “Em relação à demanda doméstica de carne bovina, ainda há algum otimismo em torno do avanço da atividade econômica no segundo semestre, considerando o avanço da vacinação como elemento chave. O que limita os movimentos de alta da carne bovina ainda é o seu preço proibitivo, que ainda tem levado a um agressivo movimento de migração de consumo com destino a carne de frango”, disse. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 316 na modalidade a prazo, estável na comparação com a segunda-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 302,00 – R$ 303. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 308. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 307, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 309 a arroba, inalterada. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Segundo Iglesias, a semana tende a ser caracterizada por alguma queda dos preços, considerando o menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês, que tradicionalmente resulta em uma reposição mais lenta entre atacado e varejo. “Para a primeira quinzena de agosto há expectativa de avanço da demanda, avaliando que além da entrada dos salários há o adicional de consumo relacionado ao dia dos pais”, assinalou Iglesias.

O corte traseiro teve preço de R$ 21,05 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,10 o quilo, assim como a ponta de agulha.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha em queda de 0,35%, a R$5,2308

De acordo com Lucas Schroeder, Diretor de Operações da Câmbio Curitiba, a descompressão no câmbio refletiu tanto alguma melhora de clima no exterior quanto a percepção de que eventual aumento de impostos implícito na polêmica fase da reforma tributária recentemente enviada pelo governo ao Congresso não passará

Por outro lado, Schroeder citou que o impasse político em torno do novo fundo partidário de 5,7 bilhões de reais pode manter o dólar valorizado. O presidente disse que deve vetar o fundo, porém lembrou que o Congresso pode derrubar o veto, movimentos que gerariam aumento de sensibilidade nas relações do governo com o centrão, sua base de apoio para reformas no Legislativo. Na segunda-feira, o dólar saltou 2,59%, a 5,2494 reais na venda, maior patamar desde 8 de julho deste ano e maior valorização percentual desde 18 de setembro de 2020. No exterior, o dólar operava nas máximas em três meses e meio. A moeda voltou a ganhar terreno no mundo desde junho, com investidores colocando nos preços aperto da política monetária nos Estados Unidos. No Brasil, o dólar sobe 6,6% desde que tocou uma mínima de cerca de 4,89 reais em 25 de junho. Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos, diz por ora não ter visão direcional para a moeda no Brasil. “Ainda acredito que o cenário-base seja de muita volatilidade e pouca tendência”, afirmou, acrescentando que em momentos de maior otimismo prefere adicionar posições pró-dólar, como o fez no fim do mês passado.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com recuperação em Wall St e alta do petróleo

A JBS ON fechou em alta de 6,69%, com o setor de proteínas tendo desempenho mais forte que o Ibovespa. MARFRIG ON subiu 4,24%, BRF ON avançou 1,71% e MINERVA ON ganhou 1,6%

O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, após três quedas seguidas, recuperando o patamar de 125 mil pontos, alinhado à recuperação de mercados acionários no exterior e do petróleo. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,81%, a 125,401,36 pontos. O volume financeiro totalizou 25 bilhões de reais. Em Wall Street, o S&P 500 fechou com alta de 1,5%, recuperando-se de uma sequência de perdas, à medida que uma série de balanços positivos de empresas e um otimismo renovado com a economia geraram apetite por risco no mercado. Além da melhora nos mercados internacionais, o analista da Clear Corretora Rafael Ribeiro chamou a atenção para o desempenho do setor financeiro, que, segundo ele, é a porta de entrada dos investidores estrangeiros na bolsa brasileira. Nas últimas semanas, a saída de capital externo do segmento Bovespa prevaleceu, com o saldo no mês negativo em 3,87 bilhões de reais até dia 16. No ano, ainda é positivo em 44,1 bilhões.

REUTERS 

Índices de preços pagos ao produtor rural têm quedas

IPPA, calculado pelo Cepea, caiu 2,8% em junho em relação a maio. O indicador da pecuária, em contrapartida, subiu 4,5% em relação a maio, impulsionado por aumentos de todos os itens que o compõem (ovos, leite, frango vivo, boi gordo e, em menor intensidade, do suíno vivo).

O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA), calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), caiu 2,8% de maio para junho. Foi a primeira queda do indicador neste ano. De acordo com boletim divulgado pelo Cepea, o declínio foi puxado sobretudo pela desvalorização de grãos e hortifrútis no mês passado – os preços desses produtos recuaram 8,2% e 2,2%, respectivamente. Houve queda dos preços nominais de todos os itens que compõem o índice de grãos (arroz em casca, milho, soja, trigo em grão e algodão em pluma), enquanto no caso dos hortifrútis as principais retrações foram as da batata, da uva e do tomate. Os preços da banana ficaram relativamente estáveis. Nos mercados de café e cana-de-açúcar também houve incremento, de 1,4%.

VALOR ECONÔMICO 

Salários serão afetados pela Covid por 9 anos no Brasil, diz Banco Mundial

Profissionais de baixa qualificação serão os mais prejudicados

A avaliação faz parte do relatório “Emprego em Crise: Trajetória para Melhores Empregos na América Latina Pós-Covid-19”, divulgado pelo Banco Mundial na terça-feira (20). “No Brasil e no Equador, embora os trabalhadores com ensino superior não sofram os impactos de uma crise em termos salariais, e sofram impactos de curta duração em matéria de emprego, os efeitos sobre o emprego e os salários do trabalhador médio ainda perduram nove anos após o início da crise”, diz o texto. Os resultados sugerem que os trabalhadores menos qualificados e os trabalhadores mais velhos no Brasil foram os mais gravemente prejudicados pela crise, diz o documento. Como agravante, segundo o Banco Mundial, no Brasil, na Argentina e no Chile, as formas de trabalho não padronizadas (incluindo trabalhadores autônomos) estão crescendo no lugar do emprego formal, embora o perfil desses trabalhadores tenha mudado desde a metade dos anos 1990. “As pessoas em empregos formais não padronizados hoje são mais jovens e têm um nível de escolaridade mais alto do que antes.” O relatório também fala de um efeito cicatriz no mercado de trabalho por conta da crise e avalia que a crise gerada pela pandemia ressaltou a necessidade de renovação dos instrumentos de proteção social, para tentar preservar a renda da população contra os choques no mercado de trabalho. O país tem enfrentado taxas recordes de desocupação por conta da pandemia. Entre fevereiro e abril, a taxa bateu em 14,7%, e o número de desempregados totalizou 14,8 milhões. Os dados integram a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

FOLHA DE SÃO PAULO 

FRANGOS & SUÍNOS

ABPA espera aumento no consumo de frango, ovos e carne suína

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin avalia que o setor de carnes espera um aumento no consumo de frango, suínos e ovos, diante da diminuição na demanda por carne bovina

“Houve uma diminuição na produção de carne bovina e um aumento na exportação, então uma oferta menor, o que fez com que o boi aumentasse de preço. E, realmente, as proteínas, quando comparadas em preços efetivos, são mais acessíveis a suína e a de frango. O consumo de carne suína aumentou 5,5%, enquanto para o frango foi de 6,5%. Isso tem relação com os hábitos alimentares. As pessoas, durante a pandemia, procuraram novas alternativas de consumo de proteínas, com a inserção de mais carnes suína e de frango dia a dia. Essa é uma situação que já vem se prolongando há bastante tempo e deve se consolidar até o fim do ano”, diz Santin. Na avaliação do Presidente da ABPA, a expectativa para o consumidor é de uma alta também para as proteínas mais acessíveis. “Os preços vão ter que subir. Os insumos, como o farelo de soja, ficaram mais caros e isso vai ter que ser repassado porque as aves e suínos de agora consumiram um milho vendido com preço mais alto. Então, precisa repassar o preço para manter a sobrevivência, evitar prejuízos e não ter que parar a produção”, afirma.

CANAL RURAL

Santa Catarina ultrapassa US$ 1,5 bilhão com exportações de carnes no primeiro semestre

Maior produtor de carne suína e segundo maior produtor de carne de frango do Brasil, Santa Catarina segue ampliando mercados e consolidando sua presença internacional. No primeiro semestre de 2021, o Estado exportou mais de 775,6 mil toneladas de carnes, com um faturamento que passa de US$ 1,5 bilhão – 5,6% a mais do que no mesmo período do ano anterior 

Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). O excelente desempenho nos embarques internacionais é explicado pela alta nas vendas para mercados importantes, como Arábia Saudita, Japão, Chile, China e Filipinas. No acumulado do ano, Santa Catarina embarcou 492,6 mil toneladas de carne de frango, gerando receitas de US$ 829,3 milhões. Já com as exportações de 283 mil toneladas de carne suína, os catarinenses obtiveram um faturamento que passa de US$ 705 milhões. Ao longo dos anos, Santa Catarina se consolidou como grande fornecedor de proteína animal, com um grande foco na saúde animal e defesa agropecuária. Com um status sanitário diferenciado, que demonstra a qualidade da sua produção, a carne catarinense é comercializada nos países mais exigentes do mundo.

AGRICULTURA/SC

China teve 11 surtos de Peste Suína Africana este ano, segundo governo local

Os esforços da China para controlar a peste suína africana em seu rebanho de porcos seguem complicados, com 11 surtos tendo sido oficialmente reportados neste ano e com novas variantes do vírus também presentes, disse uma autoridade do Ministério da Agricultura do país na terça-feira

Pequim tem reconstruído seu rebanho de porcos desde que o vírus, inicialmente detectado na China em 2018, dizimou a produção de animais e de carne suína no principal mercado global. Fontes do setor afirmaram que novos surtos foram detectados no norte e nordeste da China neste ano. A Reuters também noticiou que surtos foram verificados na província de Sichuan, no sudoeste do país. “A situação de controle e prevenção ainda é complicada, e a tarefa segue difícil”, disse Xin Guochang, autoridade do departamento de pecuária do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. O risco de novos surtos persiste mesmo com a estabilização da situação geral da doença, afirmou Xin a jornalistas. O rebanho de 439 milhões de porcos ao final de junho representa 99,4% do nível visto ao final de 2017 na China, com a criação de porcas matrizes atingindo 45,64 milhões de cabeças, 102% do nível ao final de 2017, disse Zeng Yande, Chefe de Desenvolvimento e Planejamento do ministério, no mesmo evento. A recuperação da produção de suínos resultou em um aumento do uso de milho, importante ingrediente de ração animal, e elevou os preços do grão, acrescentou Song Danyang –outra autoridade da pasta– em entrevista coletiva.

REUTERS 

INTERNACIONAL

Países das Américas defendem suas exportações

Diante das exigências “verdes” dos importadores, mais de 30 nações defendem sua produção agropecuária

As exigências “verdes” de grandes importadores de alimentos e as mudanças nos hábitos de consumo da população mundial, sobretudo na Europa, acenderam o sinal de alerta dos exportadores das Américas. Pela primeira vez, 31 nações, incluindo Brasil, Estados Unidos, Argentina, Paraguai, México, Guatemala, Canadá e Chile, assinaram um documento com posição unificada em defesa dos sistemas agroalimentares locais, com ênfase para a sustentabilidade da produção agropecuária do continente. A preocupação mais latente é com uma possível “responsabilização” desses países pela emissão de gases de efeito estufa, principalmente pela pecuária, e com a indesejada imposição de novas barreiras comerciais no futuro. Os países das Américas do Sul, Central e do Norte, e do Caribe, também querem evitar a consolidação de uma orientação global contra o consumo de carnes. As nações alegam que a posição dos produtores não é considerada e que a discussão omite a falta de acesso a proteínas animais por parcela considerável da população mais pobre do mundo. Também avançam os debates para coibir o uso de agrotóxicos e produtos químicos na cadeia agrícola. Uma carta com 16 mensagens elaboradas em consenso pelos países americanos será levada à Cúpula das Nações Unidas sobre os Sistemas Alimentares. Os ministros de Agricultura dessas nações se sentem sub-representados no foro global e à mercê da tomada de decisões que podem impor riscos e dificuldades à produção e à comercialização dos produtos do campo. Grande parte da pauta, dizem, é conduzida por ONGs e traduz os apontamentos feitos pelo recém anunciado Pacto Verde Europeu. “As decisões sobre o que consumir devem ser deixadas ao consumidor, que as toma com base em fatores históricos, culturais, de acesso e de disponibilidade, entre outros, os quais devem ser respeitados. Ao Estado cabe educar e informar sobre dietas saudáveis e desenvolver campanhas de prevenção da saúde pública, fundamentadas em informações atualizadas e evidências científicas”, diz a carta, que defende o consumo de “proteínas de alta qualidade, carboidratos (cereais e açúcares), gorduras e alimentos fortificados e biofortificados para se ter uma dieta equilibrada e nutritiva que contribua para a saúde humana”. O grupo, reunido no âmbito do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), deverá formar, ainda, uma coalizão sobre pecuária sustentável. Um documento específico sobre a atividade foi redigido e será avaliado tecnicamente nesta quarta-feira pelos ministros. Para eles, o combate à “demonização” da produção pecuária é um ponto central no debate atual.

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