CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1533 DE 20 DE JULHO DE 2021

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Ano 7 | nº 1533 | 20 de julho de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado frio como o clima paulista

Algumas indústrias estiveram fora das compras neste começo de semana e as cotações ficaram estáveis

Algumas indústrias estiveram fora das compras neste começo de semana e as cotações ficaram estáveis na comparação com a última sexta-feira (16/7). A melhora na oferta de gado confinado permitiu ao mercado trabalhar relativamente tranquilo, com escalas para esta semana já preparadas. O boi, a vaca e novilha gordos ficaram apregoados, respectivamente, em R$315,00/@, R$294,00/@ e R$308,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA

Volume exportado de carne bovina avança 1,04% na parcial de julho

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia informou ontem que e o volume exportado de carne bovina in natura atingiu 89,2 mil toneladas na terceira semana de julho/21. A média diária ficou em 7,4 mil toneladas, isso representa um avanço de 1,04% frente a média do total exportado em julho do ano passado, com 7,3 mil toneladas

Para o Analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, as exportações tiveram mais uma semana de bom desempenho, “e mais uma vez precisamos atribuir à China esse movimento, que aparentemente segue comprando muito bem carne bovina do Brasil”, explicou. A expectativa é que o volume embarcado chegue a 160 mil toneladas até o final deste mês. No mesmo período do ano passado, as exportações atingiram 169,2 mil toneladas. Os preços médios ficaram próximos de US$ 5.392 por tonelada, alta de 32,11% frente aos de julho de 2020, com valor médio de US$ 4.081 por tonelada.  A média diária movimentada até aqui ficou em US$ 40 milhões, crescimento de 33,49%, frente a julho do ano passado, com US$ 30 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi: oferta restrita dá suporte e impede quedas maiores, diz Safras & Mercados

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo abriu a semana estável com preços pouco alterados 

Segundo o analista Fernando Iglesias, os frigoríficos ainda tentam compras abaixo da referência média em virtude das posições confortáveis das escalas de abate. Porém, a oferta restrita impede que as cotações tenham quedas mais acentuadas. De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), na terceira semana de julho, foram exportadas 36,24 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. Dessa forma, a média diária embarcada passou de 7,57 mil nas duas primeiras semanas do mês, para 7,44 mil toneladas na terceira, ou seja, uma pequena queda de 1,8% no ritmo exportado.

CANAL RURAL 

Confinamento: recuo de R$ 13,60 na arroba põe em risco rentabilidade em MS e Pará

Um fator foi definitivo para o revés na atividade de engorda intensiva de gado em Mato Grosso do Sul e no Pará: a redução de R$ 13,60 do preço da arroba no contrato futuro (setembro de 2021)

O fator do preço é o que chama mais a atenção na análise de viabilidade. No entanto, outros fatores também contribuem para que o panorama do 1º giro do confinamento se tornasse mais desafiador em propriedades sul-mato-grossenses e paraenses. Entre eles, estão a manutenção dos preços dos insumos em patamares elevados, a pressão pela falta de disponibilidade de insumos no próprio Estado e o diferencial do preço da arroba nos Estados.

A análise de Rogério Coan considerou 5 possíveis cenários: dois de preços menores ao da arroba contratada; dois de preços acima da arroba; e um fixado no preço do contrato futuro. A situação é pior em Mato Grosso do Sul e no Pará justamente num cenário em que a arroba está cotada como foi fixada no contrato futuro. Em Mato Grosso do Sul, os confinadores teriam um prejuízo de R$ 137,48 por animal vendido; enquanto no Pará as perdas seriam maiores – R$ 246,99 a menos por bovino. Por outro lado, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais e Goiás registrariam as melhores condições de negócios, com lucro por animal vendido de R$ 334,69, R$ 270,23, R$ 244,66 e R$ 209,71, respectivamente.

PORTAL DBO

Falta de contêineres limita crescimento das exportações de carne

Alta de 5,3% nas exportações em 6 meses poderia ser maior não fosse a crise logística. Preço médio para adquirir contêiner subiu quatro vezes em um ano, diz AEB

A forte demanda chinesa por carne bovina e suína contribuiu para volumes recordes de exportação nos últimos meses, levando a uma alta acumulada de 5,3% nos embarques brasileiros até junho deste ano, com 3,75 milhões de toneladas. Os números positivos, contudo, mascaram uma crise sem precedentes no transporte marítimo internacional dessas cargas, que dependem de contêineres refrigerados e que estão entre as mais afetadas pela crise logística global. “Carne, principalmente, é o produto que a gente mais recebe pedidos de saber onde tem contêiner e o mais produto afetado. Tanto que enquanto as exportações de soja e de minério estão subindo mais de 12%, carnes não está subindo praticamente nada. Porque falta contêiner. Se tivesse contêiner estaria subindo muito mais”, relata o Presidente-Executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. De acordo com Castro, o preço médio para aquisição de um contêiner atualmente é de US$ 7 mil a US$ 8 mil ante US$ 1,8 mil em igual período do ano passado – cenário que deve persistir ao longo deste ano, segundo previsão da AEB. O analista da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, avalia que a falta de contêineres é um problema pontual na logística mundial, mas não descarta que o seu possível agravamento venha a gerar queda no volume das exportações brasileiras este ano. “São cargas frigorificadas, então têm um tempo de armazenamento um pouco maior. Porém, se isso vai persistindo, pode acabar tendo um aumento dos estoques e pressionar um pouco os preços no mercado interno também”, avalia Spadotti.

GLOBO RURAL

Boi gordo: oferta restrita impede quedas ainda maiores no valor da arroba

O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados na segunda-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda sinalizam para tentativas de compras abaixo da referência média, considerando uma posição mais confortável das escalas de abate em diversas regiões do país

“De qualquer maneira, a possibilidade de movimentos mais agressivos de queda ainda é limitada pela oferta restrita, avaliando a redução do primeiro giro de confinamento com a elevação dos custos pecuários em 2021”, disse. Enquanto isso, o mercado segue observando atentamente a situação chinesa, considerando que o gigante asiático absorveu expressivo volume de proteína animal nos últimos dois anos e meio, “e é uma das grandes justificativas do recente descolamento dos preços pecuários no Brasil”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 316 na modalidade à prazo, estável na comparação com a sexta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 302 – R$ 303, ante R$ 302. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 308, contra R$ 309. Em Cuiabá, a arroba foi negociada por R$ 307, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 309 a arroba, inalterada. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Segundo Iglesias, o lento escoamento da carne durante a segunda quinzena do mês sugere por nova queda dos preços no curto prazo. O corte traseiro teve preço de R$ 21,05 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,10 o quilo, assim como a ponta de agulha.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar tem maior alta em 10 meses

O dólar disparou na segunda-feira, registrando a maior valorização diária em dez meses e fechando muito perto de 5,25 reais, nas máximas em mais de uma semana

O dólar à vista fechou em alta de 2,59%, a 5,2494 reais na venda, maior patamar desde 8 de julho (5,2549 reais). O ganho percentual diário é o mais forte desde 18 de setembro de 2020 (+2,77%).  O receio de agentes financeiros está no aumento constante de novos registros de Covid-19 em vários países do mundo que até então vinham com a epidemia mais contida e em seus potenciais desdobramentos para a atividade. O possível impacto econômico de novos lockdowns nesses locais e alguma perda de força nas projeções mais otimistas para o EUA pegam investidores já em dúvida sobre como o banco central norte-americano (Fed) lida com inflação mais alta em paralelo a uma robusta concessão de estímulos. No pior dos cenários do mercado está uma estagflação –baixo crescimento econômico com preços mais altos. No Brasil, o desempenho do real foi particularmente mais fraco, com a moeda liderando as perdas globais. O real segue como a moeda emergente relevante mais volátil, superando até mesmo a combalida lira turca. No mercado, comenta-se que a forte alta local do dólar esteve relacionada à ideia de que o Banco Central pode acabar sendo menos agressivo nas altas de juros devido ao clima global mais arisco que pode arrefecer o crescimento econômico. A próxima reunião de política monetária do Copom está marcada para 3 e 4 de agosto.

REUTERS

Ibovespa fecha na mínima desde maio

O Ibovespa fechou na mínima desde maio na segunda-feira, pressionado pelos temores globais de recrudescimento da pandemia de Covid-19, em meio à disseminação da variante Delta e seus reflexos na retomada da economia mundial

Acordo da Opep+ para um aumento de produção reforçou o viés negativo nos mercados, em razão de preocupações quanto a um excesso de oferta da commodity. Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 1,24%, a 124.394,57 pontos, menor fechamento desde 28 de maio. O volume financeiro no pregão somou 29 bilhões de reais. Na visão do Diretor de Investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, os mercados também refletem o medo global de uma inflação que permanece alta e um crescimento que não é tão certo com fim de auxílios em todo o mundo. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de 1,59%, mesmo sinal registrado pelos rendimentos Treasuries.

REUTERS 

Mercado financeiro estima inflação em 6,3% e taxa básica de juros mais alta no fim do ano

Projeção para o IPCA fica cada vez mais distante do teto da meta do Banco Central, de 5,25%, aponta o boletim Focus

A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2021 segue se distanciando ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central. Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA – o índice oficial de preços – este ano, conforme o Relatório de Mercado Focus, de alta de 6,11% para 6,31%. Há um mês, estava em 5,90%. Trata-se da 15ª alta seguida. A projeção para o índice em 2022 seguiu em 3,75%. O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa foi de 3,16% para 3,06%. A projeção dos economistas para a inflação já está bem acima do teto da meta de 2021, de 5,25%. O centro da meta para o ano é de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%). Para 2024 a meta é de 3,00%, com margem de 1,5 ponto (de 1,5% para 4,5%). Com expectativa de inflação maior, o mercado elevou a previsão da Selic pela segunda semana seguida. A expectativa é a de a taxa chegar a 6,75% ao ano no fim de 2021. Para o PIB de 2021, os economistas do mercado financeiro passaram a estimativa de crescimento da economia brasileira de 5,26% para 5,27%. No começo do ano, o mercado previa que o PIB iria crescer 3,4%. Para 2022, o mercado passou a previsão do PIB de 2,09% para 2,10%.

O ESTADO DE SÃO PAULO 

Exportações do Agro somam US$ 12,1 bilhões em junho

As exportações do agro somaram US$ 12,1 bilhões em junho de 2021, alta de 25% na comparação em relação ao mesmo período de 2020, segundo análise feita Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com base nos dados do Ministério da Economia 

O desempenho mensal foi favorecido pela manutenção da alta nos preços das commodities. O setor respondeu por 43,1% do total exportado pelo Brasil em junho. No primeiro semestre, as vendas externas alcançaram US$ 61,5 bilhões, incremento de 20,8% na comparação com os primeiros seis meses do ano passado. Entre os itens mais vendidos para o exterior, o principal foi a soja em grãos, com receita US$ 5,3 bilhões, aumento de 23,4% em relação ao mesmo mês de 2020. O produto teve participação de 43,8% no total dos embarques. O segundo colocado foi o açúcar de cana em bruto, com expansão de 30,1% frente a junho do ano passado, atingindo US$ 821,9 milhões. Segundo a CNA, outros produtos se destacaram nas vendas externas. Os aumentos mais significativos em receita nas exportações de produtos em junho deste ano na comparação mensal com 2020 foram para a madeira compensada ou contraplacada (+291,3%), algodão não cardado nem penteado (+111,4%) e carne de frango in natura (+46,3%). Também em junho de 2021, 74,1% dos embarques foram para dez mercados. A China foi o principal, com participação de 38,7% das exportações do agro brasileiro, seguida por União Europeia (15,7%) e Estados Unidos (6,1%). Completam a lista Tailândia (2,7%), Turquia (2,3%), Coreia do Sul (2,1%), México (1,9%), Taiwan (1,7%), Irã (1,6%) e Bangladesh (1,5%).

CNA 

EMPRESAS

Justiça do Trabalho multa Marfrig em Ji-Paraná

A Marfrig deverá pagar uma multa de R$ 100 mil após uma vistoria de oficiais da Justiça do Trabalho ter verificado o descumprimento de medidas contra a covid-19 na planta em Ji-Paraná (RO), depois de ter sido barrada na entrada da unidade, segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 14ª Região

A unidade tinha sido interditada na sexta-feira (16) por decisão da 1ª Vara do Trabalho de Ji-Paraná, mas a interdição foi suspensa após audiência com representantes da empresa, do Ministério Público do Trabalho e do sindicato dos trabalhadores, presidida pelo juiz Carlos Antônio Chagas Jr. na manhã de segunda-feira (19). A decisão inicial que definiu a interdição e multa ocorreu após denúncia apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de Rondônia (Sintra-Intra/RO) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre o descumprimento de medidas sanitárias. Após a denúncia, a entrada de oficiais do Trabalho para vistoriar a empresa teria sido dificultada, com exigência de relatórios e exames contra a covid-19, o que atrasou a inspeção e motivou a definição da multa pelo juiz. Após a entrada na planta, a vistoria verificou descumprimento de medidas de distanciamento social. A Marfrig não quis comentar sobre a decisão.

CARNETEC 

MEIO AMBIENTE

Desmatamento na Amazônia é o maior dos últimos 10 anos, diz Imazon

De acordo com o instituto, foram devastados 926 quilômetros quadrados apenas em junho, área três vezes maior que o município de Fortaleza

São 926 quilômetros quadrados de acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que divulgou novos dados na segunda-feira (19/7). De agosto de 2020 a julho de 2021, a área desmatada é de 8.381 quilômetros quadrados, com Amazonas e Pará liderando o ranking dos maiores devastadores da floresta. De acordo com o Imazon, o desmatamento acumulado nos últimos 11 meses é 51% maior que o registrado entre agosto de 2019, e junho de 2020. A análise dos dados é feira de agosto de um ano a julho do ano seguinte, para acompanhar o regime de chuvas na região, informa a instituição. Na avaliação dos técnicos, a tendência de que o mês de julho também termine com tendência de alta. “Já vínhamos acompanhando esse aumento do desmatamento mensalmente, com recordes negativos. As áreas desmatadas em março, abril e maio foram as maiores dos últimos 10 anos para cada mês. E, se analisarmos apenas o acumulado em 2021, o desmatamento também é o pior da última década”, comenta o pesquisador do Imazon Antônio Fonseca, em nota divulgada pelo Instituto. Segundo o comunicado do Instituto, Amazonas e Pará, os dois estados onde a supressão de vegetação foi maior em junho, responderam por 61% do total, considerando os nove estados que compõem a chamada Amazônia Legal: foram 568 quilômetros quadrados retirados de floresta. Só no Pará, metade das unidades de conservação, metade das terras indígenas e quatro dos dez assentamentos aparecem nas listas dos que mais desmatam no Estado. E os municípios de Altamira, São Félix do Xingu, Novo Progresso e Itaituba estão no ranking dos dez onde mais se desmata no bioma. No Amazonas, informa o Instituto, o desmatamento está concentrado na região sul do Estado, onde ficam Lábrea, Apuí, Boca do Acre e Novo Aripunã. Juntas, essas localidades somaram 143 quilômetros quadrados de vegetação suprimida, também aparecendo no ranking dos maiores desmatadores da Amazônia em junho. Ainda de acordo com o informe da instituição, o terceiro estado que mais desmatou em junho foi o Mato Grosso, seguido de Rondônia, Acre, Maranhão e Roraima. O Imazon detectou também que 63%do desmate ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse, 22% em assentamentos, 13% em unidades de conservação e 2% em terras indígenas. Já as florestas degradadas somaram 50 km² em junho, sendo 94% da degradação detectada no Mato Grosso e 6% no Pará.

GLOBO RURAL 

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne suína continua em bom ritmo

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura nos 12 dias úteis de julho esfriaram em comparação à semana anterior, mas seguem em bom ritmo

Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “precisamos seguir observando o que acontece na China, que é o maior comprador de carne suína. As informações que vêm de lá não são transparentes, e continuamos checando a variação de preços e plantel. A desconfiança é que que eles também não estejam divulgando na íntegra os números de casos de Peste Suína Africana”, disse. O faturamento na média diária foi de US$ 9.856, valor 18,34% maior do que julho de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 11,4%. Em toneladas por média diária, foram 3.905, houve baixa de 0,47% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Quando comparado ao resultado da semana anterior, recuo de 12%. No preço pago por tonelada, US$ 2.523, ele é 18,9% superior ao praticado em julho passado. O resultado, em relação à semana anterior, tem alta de 0,6%.

A receita obtida com as exportações, US$ 118,2 milhões, representa 61,7% do total de julho de 2020, com US$ 191,5 milhões. No volume embarcado, as 46.863 toneladas, ele é 51,9% do total exportado em julho do ano passado, com 90.246 toneladas.

AGÊNCIA SAFRAS 

Exportação de carne de frango segue acima do desempenho de julho/20

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura nos 12 dias úteis de julho, seguem em ritmo aquecido

Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “apesar de o embargo saudita à 11 frigoríficos brasileiros, as exportações estão indo muito bem. O Brasil tem muitos parceiros comerciais, exportações pulverizadas, o que ajuda a distribuir os volumes”, disse. Uma das surpresas entre o levantamento feito pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira foi o desempenho da Arábia Saudita, que aumentou a quantidade de carne de frango importada do Brasil em 12,54%, e o faturamento em 29,23% neste primeiro semestre em comparação ao período de 2020. O desempenho saudita na parceria comercial dom o Brasil surpreende porque no início de maio deste ano, a Arábia Saudita embargou a habilitação de 11 frigoríficos processadores de carnes de aves do Brasil. A receita obtida com as exportações neste mês, US$ 356,6 milhões, representa 79,8% do montante obtido em todo julho de 2020, que foi de US$ 446,6 milhões. No volume embarcado, as 207.616 toneladas são 61,6% do total exportado em julho do ano passado, com 337.256 toneladas.  O faturamento por média diária, US$ 29.724, foi 53,08% maior do que julho do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve queda de 6,3%. Em toneladas por média diária, 17.301, houve aumento de 17,99% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado da semana anterior, baixa de 4,9%. No preço pago por tonelada, ele foi 29,74% superior ao praticado em julho do ano passado. Em relação à semana anterior, houve queda de 1,5%.

AGÊNCIA SAFRAS 

Rio Grande do Sul: Exportação de aves cresce 5,8% no primeiro semestre

Embora o abate de carne de frango tenha registrado queda de 5,5% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo ciclo de 2020, a exportação gaúcha do produto terminou o período com saldo positivo 

De janeiro a junho de 2021, o setor exportou 352.143 mil toneladas de carne de frango, 5,8 % acima do volume embarcado na mesma data do ano passado, que foi de 332.785 mil toneladas. Esse aumento teve reflexos na receita, que somou US$ 559,9 milhões, 20,6% acima do total negociado na mesma data de 2020, que foi de US$ 464,3 milhões A alta foi puxada principalmente por junho, que vendeu 64.291 mil toneladas para outros países, 25% acima total comercializado no mesmo mês do ano passado, que foi de 51.436 mil toneladas. A receita gerada em junho foi de US$ 105,4 milhões, 72,1 % sobre o mesmo mês de 2020, com US$ 61,2 milhões de faturamento. O Presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos disse que, na contramão da queda de abate provocada, em especial, pela elevação excessiva dos custos de produção, o cenário das exportações tem sido vital para manter as empresas exportadoras.  “À medida em que as exportações acusam recuperação, podemos avaliar como uma alternativa para minimizar os danos gerados pela instabilidade econômica e os custos de produção para quem vende para o mercado internacional”, avalia. No entanto, Santos destaca que há produtores que dependem, unicamente, do mercado interno, e que esses são mais prejudicados. “Esse grupo está sofrendo fortemente os efeitos desse contexto”, enfatiza.

Asgav 

Na média do 1º semestre, 1 kg de carne bovina adquiriu 3,8 kg de carne de frango

Segundo o PROCON-SP, que apresentou a evolução de preços da cesta básica do consumidor da cidade de São Paulo: seus levantamentos apontam que, na média do primeiro semestre de 2021, no varejo paulistano, o valor de um quilograma de carne bovina possibilitou adquirir 3,805 kg de frango. Considerado apenas o poder de compra de junho passado, 3,903 kg

O aumento do poder de compra do frango passou a sofrer forte aceleração no ano passado quando, pela primeira vez na história recente dos dois setores, o valor de um quilograma de carne bovina correspondeu a, aproximadamente, 3,4kg de carne de frango. Mas não se imaginava que poderia atingir os índices atuais, cerca de 34% superiores aos de dois anos atrás (2,832kg em 2019, ou seja, quase dois quilos a menos que em 2021). Em todas estas comparações, a carne de referência é a de segunda. Se a base for a carne de primeira, o poder de compra do frango em junho passado (frente a 1 kg de carne bovina) foi de quase cinco quilogramas ou exatamente, 4,733 kg.

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Mercado de carnes Halal fecha junho em alta

O setor cresceu 25% no mês com destaque para o complexo soja, carne bovina e de frango, mesmo com a queda de 4% nos volumes totais, os preços em média foram 30,4% maiores

“Quando olhamos para as exportações de carne bovina junho bateu recorde com US$ 834 milhões de faturamento, 13% acima do mesmo período do ano passado. Já a carne de frango teve um crescimento de 46%, US$ 636 milhões em receita”, destaca o CEO da SIILHalal, Chaiboun Darwiche. Ele salienta que países do Oriente Médio ou aqueles que contam com forte presença de consumidores muçulmanos se destacaram no período nas exportações de carne bovina. O preço médio total no período registrou alta de 20,7% e que países como Arábia Saudita e Indonésia fizeram parte deste crescimento. Já para a carne de frango, inclui o CEO, o cenário é o mesmo. De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA, São Paulo/SP), entre os principais destinos das exportações em junho os destaques do mês foram China (principal importador da carne de frango do Brasil), com 56,5 mil toneladas importadas (-0,3% em relação ao mesmo período de 2020); Emirados Árabes Unidos, com 30,1 mil toneladas (+76,1%), Japão, com 36,1 mil toneladas (+12,8%), África do Sul, com 27,7 mil toneladas (+38,9%), União Europeia, com 18,2 mil toneladas (+61,6%) e México, com 16,2 mil toneladas (+624,1%). “Quando olhamos mais detalhadamente para a região, os cinco primeiros compradores de carne de frango no semestre foram: Arábia Saudita com 230 mil toneladas, Emirados Árabes Unidos (147,2 mil ton), Iêmen (57,5 mil ton), Coveite (45,2 mil ton) e Líbia (43,9 m il ton)”, salienta Chaiboun sobre os dados da ABPA.

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