Ano 7 | nº 1537 | 26 de julho de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: preço da arroba recua e mercado testa nova baixa
Muitos frigoríficos optaram por se ausentar da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curto prazo
O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados na sexta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a semana foi encerrada com uma com inexpressiva fluidez dos negócios. “Muitos frigoríficos optaram por se ausentar da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curto prazo”, disse ele. As escalas de abate seguem em uma posição confortável, posicionadas entre cinco e sete dias úteis. “É possível que haja tentativas de compra abaixo da referência média; resta saber se haverá aderência do pecuarista a patamares mais baixos de preço”, pontuou o analista. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 316 na modalidade a prazo, estável na comparação com a quinta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 304, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 310, estável. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 307. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 309 a arroba, inalterada. Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere para maior espaço para reajustes no decorrer da primeira quinzena do mês, período que conta com maior apelo ao consumo. “Somado a isso precisa ser citado o adicional de consumo relativo ao Dia dos Pais, data comemorativa que costuma melhorar a demanda. A carne de frango ainda dispõe da predileção do consumidor médio, algo natural considerando o atual cenário macroeconômico”, disse Iglesias. O corte traseiro teve preço de R$ 21,05 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,10 o quilo, assim como a ponta de agulha.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi: arroba tem semana de poucos negócios
O mercado brasileiro do boi gordo teve uma semana de poucos negócios e preços estáveis, de acordo com a consultoria Safras & Mercado. Segundo o analista Fernando Iglesias, alguns frigoríficos se ausentaram das compras em movimento de avaliação de estratégias para aquisição de boiadas no curto prazo
Em São Paulo, Capital, o preço seguiu em R$ 316 por arroba na modalidade a prazo. Na bolsa brasileira, a B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram um dia de variações pequenas, mas com as altas predominando, sobretudo nas pontas mais longas da curva. O ajuste do vencimento para julho ficou estável em R$ 315,70, do outubro foi de R$ 321,50 para R$ 321,80 e do novembro, de R$ 324,55 para R$ 324,85 por arroba.
CANAL RURAL
Boi gordo: semana termina com preços estáveis em São Paulo
O equilíbrio entre a oferta de boiadas e o escoamento lento no mercado interno mantiveram as cotações estáveis
O boi gordo foi negociado por R$315,00/@, a vaca gorda por R$294,00/@ e a novilha gorda por R$308,00/@, preços brutos e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Guia orienta pecuarista do Pantanal a criar gado de forma mais sustentável
Objetivo é detalhar, de forma didática e simples, como atuar em um sistema produtivo diferenciado e de boa convivência com a biodiversidade pantaneira
Com o objetivo de ajudar o criador de gado do Pantanal a produzir de forma mais sustentável, WWF-Brasil, Embrapa Pantanal e Wetlands Internacional vão lançar na terça-feira (27/7) o Guia de melhores práticas pecuárias da planície pantaneira. O documento detalha, de forma didática e simples, como o pecuarista pantaneiro pode atuar em um sistema diferenciado de produção em áreas naturais com boa convivência com a rica biodiversidade pantaneira, fazendo disso um diferencial para seu negócio. Além disso, identifica e analisa as boas práticas de pecuária na planície pantaneira e relaciona com os serviços ecossistêmicos do bioma. Outro destaque é a explicação sobre o que é necessário fazer em caso de necessidade de limpeza da pastagem ou uso de queima prescrita, bem como orienta sobre consumo de água, destinação de resíduos, plano de manejo para o rebanho, plano de gestão para a propriedade e até sucessão familiar. Flávia Araújo, analista de conservação do WWF-Brasil, explica que “o conteúdo foi elaborado por vários autores que, com suas experiências e estudos, indicam diversas possibilidades de conhecer e melhorar as práticas do produtor de gado de corte”. “Um dos focos de atuação da Embrapa Pantanal é o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas para a pecuária sustentável. E esse guia vem ao encontro do cumprimento da nossa agenda de prioridades, ao disponibilizar informações e tecnologias de maneira acessível aos produtores pantaneiros e técnicos”, diz Catia Urbanetz, pesquisadora e chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento. Para Rafaela Nicola, diretora executiva da Wetlands International Brasil, “o guia vem trazer uma contribuição significativa tanto para o produtor quanto para o meio ambiente e para a manutenção da própria prática pecuária”.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Com inflação em alta, mercado puxa dólar para cima
O dólar à vista teve variação negativa de 0,02% na sexta, a 5,2101 reais na venda. Na semana, a divisa ganhou 1,82%, elevando os ganhos de julho para 4,70%. Em 2021, o dólar sobe 0,36%.
O mau humor geral foi alimentado pelas incertezas sobre quão agressivo o Banco Central está disposto a ser para debelar as pressões inflacionárias, depois de o IPCA-15 de julho, divulgado mais cedo, ter vindo acima do esperado, 0,72%, a maior taxa para o mês desde 2004 e com leituras de núcleo muito além do previsto. O Credit Suisse passou a ver IPCA de 7,2% em 2021 (de 6,9% da previsão anterior) e de 4,7% em 2022 (4,5% antes). O desconforto dos agentes financeiros ocorre enquanto a inflação no Brasil se mostra mais persistente do que o esperado e, no mundo, o debate sobre os riscos de aumentos de preços se soma às preocupações com o ressurgimento da Covid-19. A taxa de câmbio mostrou intensa oscilação nesta semana, trocando de sinal várias vezes ao longo dos pregões, mais uma evidência de um grau de incerteza permanentemente alto em relação ao real. Depois de cair 16,8% entre a máxima perto de 5,90 reais de março e a mínima abaixo de 4,90 reais de junho, o dólar voltou a subir e já acumula apreciação de 6% desde então. Antes da reunião do Copom, porém, o dólar terá ainda pela frente a decisão de política monetária do banco central norte-americano, que atrai todos os olhares por expectativas de início de debate sobre redução de estímulos. Ainda na semana que vem, os EUA divulgam dados preliminares do PIB do segundo trimestre, bem como aguardados números de inflação.
REUTERS
Ibovespa descola do exterior e acumula perda na semana
O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, em movimento descolado de bolsas no exterior e determinante para a performance negativa na semana
Na sexta-feira, o Ibovespa caiu 0,87%, a 125.052,78 pontos, acumulando perda de 0,72% na semana e mostrando declínio de 1,38% no mês. No ano, ainda sobe 5,07%. Na bolsa paulista, as três altas acumuladas até a véspera não tiveram continuidade, em meio a preocupações persistentes com o quadro político em Brasília, dados de preços acima do esperado, queda do minério de ferro, entre outros componentes. A prévia da inflação oficial brasileira, divulgada na sexta-feira, desacelerou em julho, mas ainda assim registrou a maior alta para o mês desde 2004 e superou previsões, afetando os DIs e contaminando a bolsa paulista. Em 12 meses, o avanço do índice chegou a 8,59%, contra alta acumulada de 8,13% em junho e bem acima do teto da meta do governo para este ano –3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Na próxima semana, então previstos os números de TIM, GPA, Carrefour Brasil, Santander Brasil, Vale, Ambev e Usiminas, entre muitas outras. O índice Small Caps recuou 0,99%, a 3.083,62 pontos, com recuo de 0,76% na semana e 1,94% no mês. A alta em 2021 agora é de 9,26%. O volume negociado no pregão na sexta-feira somou 20,5 bilhões de reais, contra média diária de 28,46 bilhões de reais em junho e 34,63 bilhões de reais no ano.
REUTERS
IPCA-15 sobe 0,72% em julho, maior alta para o mês em 17 anos
A prévia da inflação oficial brasileira desacelerou em julho, mas ainda assim teve a maior alta para o mês desde 2004, com a energia elétrica e a gasolina mantendo a pressão sobre os preços
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu em julho 0,72%, após alta de 0,83% no mês anterior, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o avanço do índice chegou a 8,59%, contra alta acumulada de 8,13% em junho e bem acima do teto da meta do governo para este ano –3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Os resultados ficaram acima da expectativa da Reuters, de altas de 0,64% no mês e de 8,50% em 12 meses.
REUTERS
Receita com embarques do agro cresceu 21% no primeiro semestre, diz Ipea
Exportações no período somaram US$ 61,5 bilhões
A receita das exportações do agronegócio brasileiro cresceu 20,9% no primeiro semestre de 2021 na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com estudo divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De janeiro a junho, o setor exportou US$ 61,5 bilhões, acima dos US$ 50,9 bilhões dos seis primeiros meses de 2020. O documento mostra boas perspectivas para o setor produtivo nacional, mas alerta para os baixos estoques mundiais de commodities como soja e milho. “Os exportadores brasileiros começaram a sentir, em junho, a recuperação parcial dos preços médios das exportações da maior parte dos produtos do agronegócio, com destaque para a carne bovina, a soja e o milho”, avaliou Ana Cecília Kreter, pesquisadora associada do Ipea e uma das autoras do estudo, em nota. De acordo com o relatório, “o preço médio das commodities analisadas em junho ainda estava abaixo das máximas históricas, registradas no início da década passada”. Segundo o Ipea, os preços médios de quase todas as commodities agrícolas recuaram nos dois últimos anos, mas houve forte aumento no mercado internacional a partir do segundo semestre de 2020. O movimento de recuperação nos preços ainda não tinha sido “percebido” pelos exportadores brasileiros. “A partir do segundo trimestre deste ano, as remunerações em dólar das exportações brasileiras começaram a refletir parte da escalada desta alta dos preços, culminando, em junho, com máximas recentes na maioria dos principais produtos exportados”, diz a nota. As perspectivas para as vendas de proteínas animais para o país asiático também são positivas. Apesar de o agronegócio ser um setor tradicionalmente exportador, as importações avançaram 20,2% no primeiro semestre de 2021, passando de US$ 6,2 bilhões para US$ 7,5 bilhões. No primeiro semestre, a China seguiu como o principal destino dos embarques do agronegócio brasileiro, com 39% das exportações em valor, seguida pela União Europeia (14,5%) e Estados Unidos (6,4%). Os destinos, juntos, representam quase 60% do total exportado pelo Brasil. Na comparação com o mesmo período de 2020, a China aumentou as importações em 20,1%. União Europeia e EUA ampliaram em 16,5% e 30,2%, respectivamente.
VALOR ECONÔMICO
No varejo, perda acumulada chega a R$ 873 bilhões, diz CNC
Para Confederação, vendas devem subir 4,5% este ano, mas sobre uma base de comparação fraca
Fora da área industrial, um setor com elevadas perdas desde o início da pandemia é o comércio varejista. Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC), calcula em R$ 873,4 bilhões a perda acumulada de fevereiro de 2020 a maio deste ano. Ele ressalta que há discrepância entre segmentos, com supermercados, produtos alimentícios e bebidas, por exemplo, avançando na pandemia, e segmentos como equipamentos e materiais para escritório e informática, tecidos, vestuários calçados apresentando perdas significativas. As vendas on live, por outro lado, se destacaram. Para Pedro Renault, economista do Itaú, o e-commerce “ganhou uma participação que não vai devolver mesmo após a pandemia”. Esse tipo de venda puxou também a logística que, antes, atuava com grandes centros de distribuição em galpões fora dos centros urbanos. “Agora as empresas buscam terrenos dentro das cidades e atuam com o chamado ‘last mile’, que é a entrega com um caminhãozinho na porta do cliente.” A previsão da CNC é que o varejo, no geral, tenha uma alta de 4,5% nas vendas este ano, a maior taxa em nove anos. Mas Bentes ressalta que o aumento é sobre uma base fraca.
O ESTADO DE SÃO PAULO
EMPRESAS
Marfrig vai investir no Uruguai para construir a rede de distribuição das carnes orgânicas que exporta para os Estados Unidos
Parte do orçamento de mais de US $ 52 milhões que a Marfrig destinará a investimentos no Uruguai em 2022 será destinada à construção da cadeia de distribuição das carnes orgânicas que exporta para os Estados Unidos
A notícia, publicada no site da consultoria Blasina y Asociados, tem como base as declarações em Tiempo de Cambio, da Radio Rural, do Presidente da Marfrig, Miguel Gularte. “Estamos fazendo a estrutura da carne orgânica através da National Beef nos Estados Unidos e com isso devemos garantir a matéria-prima e os instrumentos de distribuição nos Estados Unidos, então na próxima semana nosso CEO do Uruguai, Marcelo Secco, e nosso diretor Marcelo Muttoni, eles viajar para os Estados Unidos, onde vamos visitar clientes e fazer alianças nesse sentido”, disse Gularte. Para desenvolver o aumento da produção de carnes orgânicas, o grupo Marfrig fechou um acordo no início do ano com a cooperativa de produtores Progan, que está em operação há alguns meses. “Assim teremos mais acesso a matéria-prima orgânica para exportação, principalmente para o mercado dos Estados Unidos”, disse o CEO da gigante brasileira. O Presidente da Cooperativa Progan, José Gayo, disse à Livestock Connection que o acordo com a Marfrig visa o objetivo de “valorizar a nossa carne”. A Progan tem cerca de 250 produtores parceiros e cerca de 140-150 produzem carne orgânica. Gayo explicou que a cooperativa tinha um convênio de fornecedores de gado com o PUL, posteriormente estendido ao Minerva, e o convênio gerado no ano passado com a Marfrig é mais uma alternativa comercial, vantajosa pelo prêmio pago pela condição de carne orgânica, 2% ou 3% sobre o preço. “Parte dos sócios trabalha com a Marfrig e parte com o Minerva; não dá para ser produtor orgânico para os dois, porque aquele que é certificado como orgânico e dá o certificado ao produtor é o refrigerador”, explica Gayo. O processo é o seguinte: quando o produtor manifesta interesse, o refrigerador faz uma visita e detalha as diretrizes do protocolo que ele deve seguir, e então duas ou três vezes por ano recebe a visita da certificadora Sindicato de Controle, que faz observações –Ou não– sobre o protocolo da carne orgânica. Este protocolo supõe uma gestão cuidada e específica: registrar todos os processos, desde contagens do gado periódico e cadastrado, tickets de compra de insumos, datas de rastreabilidade, de desmame, como estocar os produtos. Existe uma limitação de insumos, bem como condições específicas de gestão. Por exemplo, os bezerros devem ser castrados jovens e o estabelecimento deve ter pasto para isolar os animais que precisam ser tratados por indicações veterinárias, disse o Presidente da Progan. Gularte valorizou a trajetória do Uruguai como um diferencial em carne orgânica e sua experiência de melhoramento contínuo. “O Uruguai deve ser sem dúvida um dos maiores produtores de carne orgânica do mundo, com expertise e produção de muitos anos”, disse o CEO da Marfrig. “A demanda por carne bovina como um todo cresceu nos Estados Unidos”, disse Gularte. “Vemos uma excelente oportunidade para a carne alimentada com pasto em geral, e carne orgânica em particular”, disse ele. Segundo Gayo, o abate médio anual de gado orgânico é de 50 mil cabeças. Embora não haja um volume estabelecido de abastecimento para a Marfrig, “queremos crescer o máximo possível”, disse o presidente da cooperativa de pecuaristas.
Observa.com
Marfrig adota blockchain para ampliar monitoramento da cadeia de produção
A Marfrig lançará em agosto um sistema que usa blockchain para ampliar o monitoramento de fornecedores de gado e para alcançar a meta de uma cadeia de produção livre de desmatamento até 2030
A Conecta é uma plataforma blockchain na qual produtores poderão se cadastrar e incluir dados de suas propriedades e dos rebanhos, como certificações socioambientais exigidas para permitir o fornecimento à Marfrig, entre outros. O projeto está em fase de implementação e será disponibilizado a todos os produtores a partir de agosto. A adesão ao aplicativo será voluntária. “O objetivo é estabelecer uma ferramenta robusta que seja a principal aliada ao dia a dia dos nossos parceiros, trazendo mais eficiência e rentabilidade”, disse o Diretor de Sustentabilidade e Comunicação da Marfrig, Paulo Pianez. A Marfrig monitora atualmente 50 mil parceiros em todo o Brasil, ou 100% dos fornecedores diretos de gado, além de 62% dos produtores indiretos da cadeia no bioma Amazônia e 47% da cadeia no Cerrado. A empresa lançou em 2020 o Programa Marfrig Verde+, que visa ampliar o monitoramento para garantir que a cadeia de fornecimento esteja livre de desmatamento até 2030. A processadora de carne bovina já utiliza um sistema de geomonitoramento via satélite, em tempo real, nos biomas Amazônia e Cerrado, para identificar irregularidades e adota um protocolo de compra de gado que cruza as informações solicitadas aos fornecedores com dados públicos. Com a plataforma Conecta, a Marfrig terá mais uma ferramenta para monitoramento e verificação dos produtores, dando suporte para que pecuaristas possam regularizar sua atividade. A plataforma é dividida em duas ferramentas: o Conecta Mobile, aplicativo para celular em que o produtor pode gerir suas propriedades, e o Conecta Web, site onde o produtor, a Marfrig e parceiros escolhidos pelo produtor consultam dados e podem apoiar o produtor a solucionar eventuais pendências.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Frango/Cepea: Consecutivas valorizações reduzem competitividade da carne em julho
As consecutivas elevações nos preços da carne de frango estão na contramão do movimento observado para as duas principais proteínas concorrentes, bovina e suína, que têm se desvalorizado em julho, reduzindo a competitividade da carne de frango na parcial do mês
Segundo pesquisadores do Cepea, a boa liquidez do frango no mercado doméstico tem se dado justamente pela competitividade da proteína, a mais em conta das três alternativas, se favorecendo, portanto, do poder de compra reduzido da população brasileira nos últimos meses. Mesmo com o recuo das vendas na comparação com as concorrentes, agentes do setor da avicultura de corte indicam que os negócios ainda estão aquecidos, apesar do período de segunda quinzena do mês.
CEPEA
Copacol foca investimentos em suínos e armazenagem
Cooperativa do Paraná está investindo R$ 150 milhões em unidade produtora de leitões e outros R$ 30 milhões na produção de ração
Com a demanda externa firme por carnes, a cooperativa paranaense Copacol está investindo R$ 150 milhões em uma unidade produtora de leitões, com capacidade para 10 mil matrizes, e outros R$ 30 milhões na produção de ração. O investimento será concluído no fim do ano que vem e tem a contrapartida dos produtores cooperados, que aplicarão outros R$ 120 milhões na engorda de animais. A expectativa é de entregar à cooperativa central Frimesa, da qual a Copacol é uma das filiadas, 300 mil suínos a partir de 2023 para suprir a ampliação prevista dos abates. A Copacol, que espera fechar o ano com 6,9 mil cooperados no sudoeste e oeste do Paraná, também vai investir R$ 30 milhões em armazenagem. “Queremos aumentar em 50 mil toneladas a capacidade de estocagem de matéria-prima, principalmente milho”, conta Valter Pitol, Diretor Presidente. A quebra da safrinha deste ano obrigará a Copacol a comprar milho de Mato Grosso, do Paraguai e até da Argentina. “Onde tiver milho vamos buscar até julho do ano que vem.” A cooperativa produz mais de 100 mil toneladas de ração por mês. Pitol estima que a exportação de frango da Copacol cresça neste ano de 180 mil para 240 mil toneladas. Volume não absorvido pelo mercado interno irá principalmente para Ásia, Europa, Oriente Médio, África e México. “No ano passado, nosso faturamento de exportação, entre frango, farelo e óleo de soja, foi de US$ 460 milhões e em 2021 esperamos passar de US$ 550 milhões.” O abate de 680 mil frangos por dia deve ficar estável.
O ESTADO DE SÃO PAULO
Preços firmes no mercado de frango
Preços firmes nas granjas paulistas. O frango vivo está cotado a R$6,00/kg e o frango no atacado é negociado por R$7,45/kg
Os preços do frango abriram a segunda quinzena de julho firmes, devido ao ajuste de produção e os custos elevados. As exportações cresceram mesmo com a suspensão dos embarques por parte da Arábia Saudita.
SCOT CONSULTORIA
INTERNACIONAL
Em Roma, países das Américas defenderão sustentabilidade de sua produção
Ministra Tereza Cristina participa de reunião pré-Cúpula dos Sistemas Alimentares da ONU
Entre esta segunda e quarta-feira, Roma vai sediar a reunião pré-Cúpula dos Sistemas Alimentares das Nações Unidas (ONU). O evento virou prioridade na agenda da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Ela e outros líderes da América do Sul embarcaram para a capital italiana para defender a sustentabilidade da produção no continente, principalmente da pecuária, e tentar blindar os produtores locais das crescentes críticas na frente ambiental, principalmente dos europeus. Os países americanos trabalharam de forma integrada nos últimos meses para formatar as 16 mensagens de consenso que serão apresentadas a líderes mundiais, especialistas do setor e outros participantes do encontro. Com suporte do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), os países elaboraram dois documentos, que reúnem a visão do continente para o futuro da produção. Os argumentos vão embasar os discursos dos ministros nas reuniões ampliadas e plenárias que ocorrerão na capital italiana e dar subsídios para as conversas reservadas que vão manter com formadores de opinião e lideranças de todo o planeta. O objetivo é tentar evitar que a Cúpula das Nações Unidas, em outubro, nos Estados Unidos, aprove declarações contrárias ao consumo de carne bovina e ao uso de agrotóxicos, por exemplo. Os líderes dos países americanos defendem, entre outros pontos, que a agropecuária não pode ser considerada a grande responsável pelo aquecimento do planeta e que se ateste que a crise climática torna a atividade mais vulnerável. A posição mais firme é de que a queima de combustíveis fósseis por séculos pelos países industrializados causou as alterações no clima e que a opinião pública não pode ser “distraída” das reais emissões. “A pecuária sustentável deve ser incentivada a cumprir seu papel de fornecer segurança alimentar e nutricional a todos os segmentos da população”, diz a conclusão de um relatório específico sobre a sustentabilidade da pecuária preparado por Gabriel Delgado, representante do IICA no Brasil e ex-secretário nacional de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina.
VALOR ECONÔMICO
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