CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1531 DE 16 DE JULHO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1531 | 16 de julho de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: queda na cotação da novilha gorda em São Paulo

A cotação do boi e da vaca gordos ficou estável na comparação diária

O consumo de carne bovina patinando e a boa oferta de bovinos para abate têm mantido as indústrias confortáveis nas compras. Assim, a cotação do boi e da vaca gordos ficou estável na comparação diária, mas a da novilha gorda caiu R$2,00/@. Com isso, o boi gordo ficou cotado em R$315,00/@, a vaca gorda em R$294,00/@ e a novilha gorda em R$308,00/@, preços brutos e a prazo. Negócios com bovinos de até quatro dentes giraram em torno de R$320,00/@, preço bruto e à vista.

SCOT CONSULTORIA

Boi/Cepea: Apesar de alto custo, rentabilidade no confinamento ainda pode ser positiva

As atenções de agentes do setor pecuário nacional neste início de segundo semestre se voltam para a produção de boi gordo em confinamento 

Segundo pesquisadores do Cepea, assim como no ano passado, as preocupações de pecuaristas estão relacionadas especialmente aos elevados custos do boi magro e da alimentação. Cálculos realizados pelo Cepea mostram que, de fato, as margens de produtores em 2021 estão mais apertadas em relação às do ano passado, mas ainda podem ser positivas – para calcular a margem deste ano, pesquisadores consideraram os atuais preços do boi magro e do milho no estado de São Paulo e a venda do boi gordo em outubro (valores futuros da B3).

CEPEA 

Boi: arroba cai de novo e chega a R$ 316, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba negociada em São Paulo recuou novamente e passou de R$ 316/317 para R$ 316, na modalidade a prazo. Em Goiânia (GO), a cotação passou de R$ 305 para R$ 302 por arroba. A consultoria segue observando escalas de abate confortáveis e isso está pressionando negativamente os preços

Na bolsa brasileira, a B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram a sequência de quedas interrompida e apresentaram ligeira recuperação com leves altas. O ajuste do vencimento para julho passou de R$ 317,30 para R$ 318,75, do outubro foi de R$ 321,25 para R$ 322,65 e do novembro foi de R$ 324,45 para R$ 326,00 por arroba.

CANAL RURAL 

Exportações de carne bovina de Mato Grosso caem 6,4% no semestre

As exportações de carne bovina de Mato Grosso, estado com o maior rebanho do Brasil, caíram 6,44% no primeiro semestre de 2021, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) em relatório

O estado embarcou 206,01 mil toneladas (eq. c.) para o exterior, gerando US$ 749,76 milhões em faturamento. “O que impulsionou este cenário e manteve as exportações em elevados patamares foram os envios à China, somada a Hong Kong, que, apesar do recuo nos últimos dois meses do ano, no acumulado semestral resultou em 128,64 mil toneladas importadas da proteína mato-grossense”, disse o Imea. A China, incluindo Hong Kong, reduziu as compras de Mato Grosso em 0,76% no semestre. Mas o Imea disse que o volume exportado a esses destinos ainda é considerado histórico para o período. Mato Grosso foi responsável por 62,44% do total de carne bovina embarcada pelo Brasil à China e Hong Kong no primeiro semestre. A queda nas exportações de Mato Grosso segue a tendência observada nos embarques de carne bovina do Brasil como um todo no primeiro semestre. As exportações brasileiras de carne bovina caíram 3,2% no primeiro semestre, para 880 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com forte redução nas compras por parte do Egito.

CARNETEC 

Ministério da Agricultura negocia mais verba para defesa agropecuária

Depois de remanejamentos, a área terá R$ 150 milhões neste ano, montante que a Pasta considera insuficiente

O Ministério da Agricultura afirmou que negocia com a equipe econômica uma suplementação ao orçamento de 2021 para as atividades de defesa agropecuária no país. Depois de remanejamentos, a área terá neste ano, no total, R$ 150 milhões, montante que a Pasta considera insuficiente. “Com um acréscimo recente que tivemos, por remanejamento interno no Ministério da Agricultura, o valor vai chegar a R$ 150 milhões. O orçamento ainda é insuficiente e o Mapa está negociando com Ministério da Economia um crédito suplementar”, informou. Em dezembro de 2019, a Pasta assinou um contrato de empréstimo de US$ 195 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para financiar ações de defesa agropecuária até 2024. A aplicação total dos recursos, no entanto, esbarra na legislação brasileira do teto de gastos públicos. A Pasta também admitiu que precisa reforçar o quadro de auditores fiscais federais agropecuários, mas diz que teve os pedidos de autorização para realização de concurso público feitos em 2019 e 2020 negados. Neste ano, a Agricultura encaminhou nova solicitação, que está em análise no Ministério da Economia. Segundo o sindicato nacional da categoria (Anffa Sindical), mesmo com um acréscimo recente no efetivo, o déficit é de 1,6 mil servidores. Atualmente, há 2.533 servidores na ativa. Por fim, a pasta negou qualquer possibilidade de terceirização das atividades típicas dos auditores no projeto de lei enviado ao Congresso Nacional para criar os programas de autocontrole na fiscalização das atividades agropecuárias e agroindustriais. “O projeto de lei do autocontrole não trata de terceirização. Atividades típicas de Estado permanecem sendo executadas por servidores públicos que possuem atribuição legalmente estabelecida”.

VALOR ECONÔMICO 

Com altas de até 17%, preços de carne e ovos vão bater de novo inflação em 2021

Especialistas projetam uma inflação média de 10% para as proteínas neste ano, bem acima dos 5,9% estimados para o IPCA; segundo produtores, reajustes têm relação com redução de produção e aumento de custos para criação dos animais

Com a renda comprimida e o desemprego em alta, ter carne vermelha no prato pesará cada vez mais no bolso dos brasileiros. E o cenário não será diferente se a alternativa escolhida for o frango, os ovos ou a carne de porco. Especialistas projetam que a inflação para as proteínas vai superar a marca de 10% este ano, após já ter disparado em 2020. O aumento previsto para 2021 está bem acima da estimativa para a inflação oficial (IPCA), de 5,9%. De acordo com a consultoria LCA, a maior alta neste ano continuará sendo no preço da carne de boi (17,6%), seguida da de porco (15,1%) e de frango (11,8%). Alternativa às carnes, o valor do ovo de galinha também deve subir (7,6%). Já a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) prevê um aumento nos preços do frango entre 10% e 15% já no fim de julho e início de agosto. Segundo o Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, as razões para o aumento da carne bovina diferem dos motivos para as outras proteínas. Enquanto os produtores de gado tiveram redução na produção e maior exportação, a culpa pelo preço maior do frango, do porco e dos ovos recai sobre os insumos para a criação dos animais. De acordo com dados da Embrapa, os custos de produção em geral subiram 52,30%, para o frango, e 47,53%, para os suínos, nos últimos 12 meses. Matérias-primas para a ração, o milho teve alta de preços de 68,8% em 2020, enquanto a soja ficou 79,4% mais cara no atacado. As projeções para 2021 são de aumento de 39,8%, para o milho, e de 7,2%, para a soja. Com a alta nos custos de produção e a demanda aquecida, os preços das proteínas nos supermercados vão continuar a subir pelo menos até 2022, segundo levantamento feito pela consultoria econômica LCA. No caso da carne bovina, por exemplo, após ter avançado 16,2% em 2020, o preço deve subir em média 17,6% no acumulado deste ano, conforme a LCA, e cair 3% em 2022. Thiago Bernardino de Carvalho, do Cepea, também espera por preços mais elevados para as carnes bovina, suína e de frango até o fim de 2021.  No caso da bovina, um dos motivos é que a China tem elevado seu volume de importações no segundo semestre do ano. A carne suína também depende do apetite do gigante asiático. Já o frango, além da pressão de custo, enfrenta uma maior demanda interna por parte das famílias, por ser uma carne mais barata.

O ESTADO DE SÃO PAULO 

Situação na fronteira preocupa, diz diretor da Associação de Criadores de Mato Grosso

O diretor técnico da Acrimat, Francisco Manzi, falou sobre as iniciativas da associação em relação ao descaminho de gado que está entrando da Bolívia para Mato Grosso

A Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat) solicitou neste mês de julho ao Ministério da Agricultura, ao Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) e ao Grupo Especial de Fronteira (Gefron) uma apuração sobre a entrada irregular de gado vindo da Bolívia para o estado. “Essa é uma tarefa conjunta entre a polícia, os órgãos de defesa federal e estadual e principalmente os produtores, sobretudo os das regiões próximas a fronteira pois precisamos garantir nosso status sanitário. O Mato Grosso tem uma fronteira seca de mais de 740 km e garantir nossa soberania é dever de todos”, afirmou.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar fecha em alta com cautela no exterior

O mal humor dos mercados globais começou já na madrugada, quando a China divulgou dados que confirmam a tendência de desaceleração da segunda maior economia do planeta

O apetite por risco do investidor global continua instável e trazendo reflexos para o mercado de câmbio brasileiro. Após cair 1,81% na véspera, influenciada principalmente por comentários apaziguadores do Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, a moeda americana recuperou-se parcialmente neste pregão, ajudada por uma série de notícias lá fora que foram deixando os mercados na defensiva. No encerramento do dia, o dólar foi negociado a R$ 5,1157, alta de 0,58%. Na China, segundo o governo local, o crescimento do PIB desacelerou de 18,3% para 7,9% na passagem para o segundo trimestre, em base anual, em linha com o esperado. Já a produção industrial expandiu 8,3% em junho, contra uma expectativa de 7,8% do mercado. Além dos dados chineses, a aversão ao risco foi impulsionada pelo desempenho negativo das bolsas europeias e americanas, bem como a queda de 2,02% do petróleo WTI em meio ao receio de que a Opep possa estar perto de um acordo para ampliar a produção dos países membros “Em um dia sem notícias positivas no Brasil, a gente acaba seguindo tendência de fora”, resume Flavio Oliveira, Chefe de renda variável da Zahl Investimentos. Por aqui, diz, o foco dos agentes continua sobrea reforma tributária. “A questão é que, se sobe muito o imposto sobre as empresas, elas saem prejudicadas, mas se cai, muito, começa a ter problema de desconfiança sobre solvência da dívida pública”, diz. Houve forte grita por parte dos parte de representantes dos Estados e municípios, que devem arcar com a maior parte do rombo de R$ 30 bilhões deixado pelo novo texto. Economistas também acusam o novo texto de ter caráter regressivo, contrário ao que inicialmente se previa.

VALOR ECONÔMICO 

Ibovespa segue exterior e interrompe sequência de ganhos

Depois de uma sequência de três dias de ganhos, o Ibovespa devolveu parte do avanço e fechou em queda na quinta-feira 

Após ajustes, o Ibovespa fechou em queda de 0,73%, aos 127.468 pontos, com giro financeiro de R$ 19,024 bilhões. O movimento foi direcionado por um ambiente menos favorável a ativos de risco no mundo, com sinais de desaceleração da econômica chinesa e cautela persistente com os próximos passos do Federal Reserve, enquanto a cena local careceu de novidades positivas. Por outro lado, os papéis das siderúrgicas tentaram mostrar alguma recuperação após a firme queda na véspera, quando ruídos em torno das falas do Ministro Paulo Guedes sobre queda em tarifas de importação de aço gerou uma onda de vendas nos papéis. CSN ON teve alta de 1,98% e Usiminas PNA recuou 0,15%. Já Gerdau PN teve queda de 0,66%.

VALOR ECONÔMICO 

MEIO AMBIENTE

Pecuária é capaz de gerar crédito de carbono com média lotação no pasto

Um sistema de média lotação, de 3,3 unidades animais (UA) por hectare, em que se recuperou a pastagem degradada, foi capaz de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa de bovinos e ainda gerar créditos de carbono correspondentes ao produzido por seis árvores de eucalipto

Uma unidade animal corresponde a 450 kg de peso vivo. Esse foi um dos quatro sistemas montados na Embrapa Pecuária Sudeste (SP) para mensurar o ônus e o bônus de carbono, indicando grau de sustentabilidade ambiental da atividade. O estudo, feito em quatro níveis de intensificação de sistemas pastoris de produção pecuária, indica que a intensificação média apresentou a pegada de carbono mais baixa, com possíveis créditos de carbono. Os trabalhos foram desenvolvidos no bioma Mata Atlântica, um dos mais impactados pelas ações do homem sobre o ambiente, por se localizar em área com crescente crescimento urbano. De acordo com a pesquisadora da Embrapa Patrícia Perondi Anchão Oliveira, a recuperação de pastagens e a intensificação da produção de bovinos nessas áreas melhoram o sequestro de carbono e mitigam as emissões de gases de efeito estufa, além de ter um efeito poupa-terra.

“Também levam à redução na pegada de carbono por unidade de produto e no número de árvores necessárias para o abatimento das emissões de gases de efeito estufa. Os sistemas de produção intensificados com média lotação animal apresentaram os melhores resultados, especialmente se computados os insumos”, conta Oliveira. No caso citado pela pesquisadora, o crédito de carbono equivale ao crescimento de 6,27 árvores de eucalipto por garrote a cada ano. O sistema com quadro mais preocupante é o de pastagens degradadas, cujo balanço resultou em saldo negativo. Em situações assim, chegam a ser necessárias 63,9 árvores para o abatimento das emissões de cada garrote mantido nessas áreas. Os resultados foram publicados na revista britânica Animal, da Universidade de Cambridge, Inglaterra. O trabalho é assinado por oito pesquisadores, cinco deles da Embrapa Pecuária Sudeste.

Money Times 

Cresce desmate na Amazônia em desacordo com a Moratória da Soja

Na safra 2019/20, cultivo da oleaginosa em áreas desmatadas após 2008 alcançou 107,6 mil hectares; aumento em relação à temporada anterior foi de 22%

A área de cultivo de soja em desacordo com a Moratória da Soja, na Amazônia, voltou a crescer na safra 2019/20, e alcançou 107.674 hectares, de acordo com relatório anual recém-publicado pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Em relação à área em desconformidade na safra anterior, houve um crescimento de 22%. A moratória veta compras de soja de fazendas no bioma amazônico onde houve desmatamento após 2008, mesmo que permitido pelas regras do Código Florestal. Trata-se de um acordo de adesão voluntária das empresas, que é acompanhado por organizações ambientalistas, para evitar a pressão da soja sobre o desmatamento. O relatório foi elaborado com apoio da Agrosatélite, com chancela do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A maior parte do cultivo de soja em desacordo com a moratória identificado na safra 2019/20 ocorreu em Mato Grosso, que respondeu por 78,6% da área em desconformidade. Naquela temporada, esse plantio ocupou 84,6 mil hectares, em fazendas localizadas dentro dos limites do bioma, e em áreas que haviam sido desmatadas após 2008. Essa área corresponde a 6,8% da extensão desmatada no bioma amazônico do Estado desde o início da moratória. O Pará foi o segundo Estado onde mais se registrou desconformidade na safra 2019/20, com 14,1 mil hectares cultivados com soja em regiões com desmatamentos recentes. Em Rondônia e no Maranhão, a área de cultivo em desconformidade com a moratória ficou em 4,2 mil e 4,7 mil hectares, respectivamente. Não houve desconformidades identificadas no Tocantins. Em Roraima e Amapá, as extensões de cultivo de soja identificadas como não conformes foram marginais (8 e 56 hectares, respectivamente), mas o relatório ressaltou que o avanço do cultivo do grão nesses Estados ocorre por meio da retirada de outros tipos de vegetação que não a floresta, o que não é identificado pelo PRODES, o sistema de monitoramento geoespacial utilizado na moratória. A maior parte do cultivo de soja em desconformidade com a moratória continuou ocorrendo em áreas extensas, com mais de 100 hectares contínuos, representando 86% do total. “Isso indica que a maior parte dessas áreas de soja não conformes fica em propriedades particulares que realizaram desflorestamentos cumulativos de maior dimensão”, apontou o relatório.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos/Cepea: Maior demanda eleva preços do suíno vivo

As cotações do animal vivo estão em forte alta em todas as praças acompanhadas pelo Cepea 

Colaboradores consultados pelo Cepea relataram aumento intenso na procura por novos lotes de animais para abate por parte de frigoríficos, que, por sua vez, registraram incremento nas vendas ao atacado doméstico. Para as carcaças, a movimentação foi similar à observada para o suíno vivo. Já no mercado de cortes, nem todos os produtos se valorizaram no período. Agentes alegam não conseguir, em muitas ocasiões, repassar os aumentos dos preços do vivo à carne, mesmo diante da maior liquidez, devido à pressão exercida pelo baixo poder de compra da população.

CEPEA 

Novas fazendas de suínos e suínos pesados impulsionam a produção da China para o melhor segundo trimestre em pelo menos 7 anos

A produção de suínos do segundo trimestre da China atingiu seu maior nível em pelo menos sete anos, dados oficiais mostraram na quinta-feira (15), depois que produtores lançaram milhares de novas granjas de criação no ano passado para reconstruir um rebanho de suínos dizimado pela Peste Suína Africana 

A produção de carne suína de abril a junho foi de 13,46 milhões de toneladas, um aumento de 40% em comparação com o mesmo período do ano passado e bem acima dos 10 milhões de toneladas usuais neste período, de acordo com cálculos da Reuters com base em dados oficiais. O National Bureau of Statistics disse que a produção de carne suína da China saltou 35,9% no primeiro semestre de 2021 em relação ao ano anterior, para 27,15 milhões de toneladas. A China normalmente produz seus níveis mais baixos de carne suína no segundo trimestre, depois que o consumo diminui após o Festival da Primavera no primeiro trimestre e quando o clima mais quente reduz o apetite por carne. Mas este ano, o aumento na produção de carne suína foi liderado pelos maiores produtores, que investiram bilhões de yuans em novas fazendas durante 2020 em uma tentativa de conquistar participação de mercado após a epidemia de peste suína. Dados de vendas de 16 produtores de suínos listados mostraram que eles produziram 42,8 milhões de suínos para abate no primeiro semestre, um aumento de mais de 100% em relação ao ano anterior, disse a Boya Consulting em um relatório na quarta-feira. Mas esse aumento no volume pressionou os preços do suíno vivo, que caíram cerca de 65% de janeiro a junho, deixando muitos com perdas significativas no período. A segunda produtora de suínos, Jiangxi Zhengbang Technology Co Ltd, disse que registrará um prejuízo de até 1,45 bilhão de yuans no primeiro semestre devido à pressão dos preços dos suínos em queda. E a New Hope Liuhe, o quarto maior produtor de suínos da China, disse que espera perdas líquidas de até 3,5 bilhões de yuans no primeiro semestre. “Em 2020, as empresas se expandiram com ousadia e na primeira metade a capacidade de produção de suínos vivos foi gradativamente liberada. É difícil frear no curto prazo”, disse o relatório Boya. O departamento de estatísticas disse que a China abateu 337,42 milhões de suínos nos primeiros seis meses do ano, um aumento de 34,4% em relação ao período correspondente do ano anterior. Seu rebanho suíno cresceu 29,2% com relação ao ano anterior, para 439,11 milhões de cabeças no final de junho.

REUTERS 

MAPA: VBP do frango pode aumentar 6% e atingir novo recorde em 2021

Depois de retroceder 2,3% em 2020, no corrente exercício o valor bruto da produção do frango pode aumentar mais de 6%

Segundo previsões da Secretaria de Política Agrícola do MAPA deve ultrapassar a marca dos R$96 bilhões, superando assim o recorde alcançado em 2019, de R$96,6 bilhões (valor deflacionado pelo IGP-DI da FGV de junho de 2021). Em termos estaduais o Paraná lidera o ranking nacional, respondendo por quase um terço do total previsto. O estado supera não apenas as demais unidades produtoras da Federação, mas também as Regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. O VBP paranaense fica aquém, apenas, do VBP da Região Sul, já que os outros dois estados sulinos, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ocupam, no ranking, a segunda e terceira posições. Os três estados respondem por quase 60% do VBP total, o que significa, também, que o Sul supera o VBP somado das outras quatro Regiões.

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Brasil exporta 942 mil toneladas de frango halal no semestre

O valor registrado em receitas ultrapassa US$1.3 bilhão

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) no primeiro semestre do ano deste ano, o Brasil exportou mais de 942 mil toneladas de frango halal para países árabes e muçulmanos. O valor registrado em receitas ultrapassa US$1.3 bilhão. Os principais importadores (em toneladas) foram: Arábia Saudita com 396.365 t; Emirados Árabes 239.826 t; Iemen 85.130 t, Kuwait 73.050 t e Líbia 64.918 t. O total de frango halal exportado pelo Brasil é responsável por em média 40% das exportações brasileiras de carne de frango (in natura e processados). Apenas no mês de junho, as receitas geradas com os embarques da proteína somam US$ 240 milhões.

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