CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1527 DE 12 DE JULHO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1527 | 12 de julho de 2021

 

NOTÍCIAS

Com lentidão nas vendas, valores do boi gordo mantêm estabilidade

Os frigoríficos passaram a se ausentar da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas durante a semana

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na sexta-feira, 9. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, a semana terminou com muita lentidão. Conforme Iglesias, as escalas de abate apresentam avanços no início de julho, resultando em alguma queda das indicações de preços da arroba do boi em grande parte do Centro-Sul. Como exceção pode ser indicado o Rio Grande do Sul, que ainda se depara com um ambiente pautado pela restrição de oferta. As incertezas em torno da China ainda são numerosas. No entanto, o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) “deve oferecer algum Norte ao mercado, com sua atualização acerca do setor carnes mundial”. Para Iglesias, a ausência de informações concretas acerca da China gera toda sorte de especulações no mercado internacional. “A recente ação do governo chinês de recompor seus estoques públicos estancou o movimento de queda no seu mercado doméstico”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318, na modalidade a prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 311. Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 309, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 314 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. O corte traseiro teve preço de R$ 21,05 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,30 o quilo e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,40 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi: arroba fica estável após leve baixa

Um dia após apresentar leve baixa no mercado brasileiro, a arroba do boi gordo encerrou a semana com cotações estáveis, de acordo com a consultoria Safras & Mercado. Em São Paulo, a arroba ficou em R$ 318, na modalidade a prazo 

O mercado aguarda sinais da demanda, sobretudo da China, para as próximas movimentações. Segundo o analista Fernando Iglesias, a semana se encerrou com bastante lentidão em virtude da ausência dos frigoríficos nas compras. Ainda de acordo com ele, as escalas de abate seguem avançando e isso resulta em queda das indicações de preços, sobretudo no Centro Sul. A exceção fica por conta do Rio Grande do Sul que ainda observa cenário de oferta restrita.

CANAL RURAL

Pressão no mercado de sebo bovino

No Brasil Central, o produto segue cotado, em média, em R$5,40/kg, livre de imposto. No Rio Grande do Sul, os negócios ocorrem, em média, em R$5,70/kg, nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA 

Mercado do couro: oferta restrita

No Brasil Central, o couro verde primeira linha está cotado, em média, em R$3,83/kg, livre de impostos. No Rio Grande do Sul, o couro verde comum está cotado, em média, em R$3,60/kg, nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA

Margem de lucro dos confinadores recuou 70% neste ano

Maior custo dos insumos, a retenção de fêmeas e a valorização dos preços do boi magro contribuíram

Foram observados 1,5 milhão de cabeças, machos da raça Nelore. Os resultados mostraram uma queda significativa entre janeiro e maio deste ano e encerrou o período em 7,6%, o que significa R$ 461,70 por animal. No mesmo intervalo de 2020, a margem média de lucro foi de 25,6%, ou R$ 1.110,52 por animal. O trabalho foi feito pela empresa GA (Gestão Agropecuária), de gestão estratégica da informação para a pecuária, com sede em Maringá (PR). “Os dados de janeiro a maio evidenciam o grande desafio que os confinadores têm para retomar a lucratividade neste segundo giro de bois confinados iniciado em junho”, diz Paulo Marcelo Dias, CEO e fundador. O maior custo dos insumos, a retenção de fêmeas, a valorização dos preços do boi magro, as exportações e o dólar em alta são fatores que influenciaram para este cenário. “O ano de 2020 foi positivo para o pecuarista que tinha estoque de insumos, fez uma compra favorável dos animais de reposição e “surfou” tranquilamente a alta da arroba do boi, impulsionada pelo aumento das exportações. Ou seja, quem trabalhou com gestão madura, conseguiu aproveitar melhor as oportunidades que o mercado ofereceu”, acrescenta Dias. De acordo com o levantamento, o ágio, que é a diferença média entre os valores de compra da arroba do boi magro e da venda do boi gordo, verificado no período, chegou a 13%, o mais alto desde 2008. Para efeito de comparação, o custo médio do boi magro entre os clientes da GA hoje é de R$ 4.357,07, enquanto que em 2020 valia R$ 2.503,93, e em 2019, R$ 2.070,00. No mesmo sentido, o custo de nutrição, o principal depois dos gastos com reposição, também é fonte de forte pressão sobre a margem de lucro dos produtores. Entre janeiro e maio, o gasto alimentar por animal corresponde a até 88% do custo total, ante 83,4% do mesmo período de 2020, e 81,7%, em 2019.

AGROLINK

Recuperação de pastagens poderia colocar um Uruguai a mais em cabeças de gado no Brasil

Estudo feito por pesquisadores brasileiros considera uma área total de 12 milhões de hectares declarada como degradada no último Censo Agropecuário

A recuperação dos 12 milhões de hectares de pastagens degradadas declaradas pelos produtores brasileiros no último Censo Agropecuário permitirá ao Brasil elevar o seu rebanho bovino em 17,7 milhões de cabeças de gado – volume equivalente a 1,5 vez o rebanho do Uruguai. Foi o que concluíram pesquisadores brasileiros em estudo publicado na terça-feira (7/7) na revista científica Royal Society Open Science. Para chegar a esse resultado, os pesquisadores usaram um modelo matemático. Aplicaram a produtividade média de rebanhos lotados em pastagens consideradas em boas condições e simularam os resultados que seriam obtidos caso os mesmos números fossem registrados nas áreas já degradadas. Num segundo cenário, o estudo avaliou os resultados caso parte das pastagens degradadas fossem destinadas para cobrir o déficit de Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL), cumprindo o que determina o Código Florestal. Nesse caso, seria possível adicionar uma capacidade suporte de 9 milhões de cabeças (ou 4,9% do rebanho bovino atual ou 70% do rebanho urugauio) e ainda garantir 12,7 milhões de hectares para restauração. “A gente consegue fazer as duas coisas ao mesmo tempo apenas usando essas técnicas de alocação de pastagens para o cumprimento do Código Florestal e para a produção”, observa Rafael Barbieri, Economista Sênior do WRI Brasil e co-autor do estudo junto com José Gustavo Feres, coordenador-geral de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura do IPEA.  Segundo os pesquisadores, seria mais do que suficiente para cobrir as metas brasileiras de restauração assumidas no Acordo de Paris. “Isso mostra que os produtores e o setor teriam um grande salto de produção e de comprometimento ambiental a partir de ações conhecidas, portanto factíveis no curto prazo, sem necessidade de aportes muito maiores de recursos financeiros”, afirma o artigo. Na avaliação de Barbieri, a projeção apontada é conservadora diante da real condição das pastagens brasileiras, com mais de 42 milhões de hectares com algum grau de degradação identificados em levantamento feito via satélite pela Universidade Federal de Goiás. “Se fosse uma projeção linear, poderíamos aumentar em 20% o rebanho brasileiro, o que seria um resultado muito mais expressivo”, destaca o pesquisador.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha em queda com a recuperação dos ativos de risco pelo mundo

Dia foi marcado por baixa liquidez devido ao feriado de São Paulo, que manteve a B3 sem operações

O dólar comercial fechou a sexta-feira em queda de 0,37%, aos R$ 5,2341, em um dia de baixíssima liquidez devido ao feriado em São Paulo, que manteve a B3 sem operações. O movimento do câmbio contou com a recuperação dos ativos de risco em todo o mundo, após forte tombo na véspera. Mais cedo, a taxa de câmbio indicada pela PTAX fechou em queda de 0,37%, aos R$ 5,2393, na venda. Ante as divisas emergentes, houve recuo do dólar contra boa parte das moedas. Por volta das 17h15, o dólar caía 0,65% contra o peso mexicano e recuava 0,59% ante o rublo russo, enquanto cedia 0,21% ante o rand sul-africano e 0,26% na comparação com a lira turca.

VALOR ECONÔMICO

Preços globais dos alimentos caem pela primeira vez em 12 meses

Os preços globais das commodities alimentares caíram em junho pela primeira vez em 12 meses, de acordo com um relatório de referência das Nações Unidas

O Índice de Preços de Alimentos da FAO atingiu a média de 124,6 pontos em junho de 2021, queda de 2,5 por cento em relação a maio, mas ainda 33,9 por cento acima de seu nível no mesmo período do ano passado. A queda em junho marcou a primeira queda do Índice após doze aumentos mensais consecutivos. O Índice de Preços de Alimentos da FAO rastreia as mudanças nos preços internacionais das commodities alimentares mais comercializadas globalmente. A queda em junho refletiu quedas nos preços de óleos vegetais, cereais e, embora de forma mais moderada, lácteos, que mais do que compensaram as cotações generalizadas de carnes e açúcar. O índice de preços de laticínios da FAO caiu 1%, para 119,9 pontos em junho. As cotações internacionais de todos os lácteos representados no índice caíram, com a manteiga registrando a maior queda, sustentada por uma rápida queda na demanda global de importação e um ligeiro aumento nos estoques, especialmente na Europa. O Índice de Preços de Carne da FAO subiu 2,1 por cento no mês até junho, continuando os aumentos pelo nono mês consecutivo e colocando o índice 15,6 por cento acima de seu valor no mês correspondente do ano passado, mas ainda 8,0 por cento abaixo do pico alcançado em agosto 2014. Os estoques mundiais de cereais no final das temporadas em 2021/22 devem agora aumentar acima de seus níveis iniciais pela primeira vez desde 2017/18, após uma revisão para cima para 836 milhões de toneladas, 2,4 por cento acima do nível relativamente apertado do ano passado. Os estoques mais altos de milho previstos na China respondem pela maior parte da revisão em alta dos estoques mundiais de cereais neste mês. A última previsão da FAO para o comércio mundial de cereais em 2021/22 aumentou ligeiramente desde junho e agora está em um recorde de 472 milhões de toneladas, impulsionada principalmente por grandes compras de milho da China, levando o comércio global de milho a níveis recordes.

FAO

IBGE reduz em 1,6% estimativa para safra recorde de grãos

Corte ocorreu principalmente por causa das perdas de quase 10% no milho safrinha

A safra brasileira de grãos em 2021 deve chegar a 258,5 milhões de toneladas, 1,7% maior que a do ano passado, ou o equivalente a 4,4 milhões de toneladas, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seu novo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). Na comparação com a estimativa do mês passado, houve queda, de 1,6% (4,2 milhões de toneladas). Segundo o IBGE, a produção de soja deve crescer 9,7%, com recorde de 133,3 milhões de toneladas. A produção do arroz, por sua vez, foi estimada em 11,2 milhões de toneladas, volume 1,5% maior que o de 2020. Por outro lado, espera-se declínio de 8% na produção de milho, totalizando 95 milhões de toneladas. As quedas previstas são de 3% na primeira safra e de 9,7% na safrinha. Arroz, milho e soja representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 87,9% da área a ser colhida no país em 2021, segundo o IBGE. Em relação a 2020, houve acréscimos de 6,7% na área do milho (2,5% na primeira safra e 8,2% na segunda) e de 4,3% na da soja e quedas nas áreas de algodão e arroz de 16,1% e 0,1%, respectivamente. A área total de cultivo no país é de 68,1 milhões de hectares 4% (ou 2,6 milhões de hectares) maior que a área de 2020 e 0,1% (85,9 mil hectares) maior do que o previsto no levantamento publicado no mês passado. As estimativas para a produção de soja, cevada, trigo e aveia cresceram, 0,3% (345,3 mil toneladas), 1,9% (8,5 mil toneladas), 0,1% (4,5 mil toneladas) e 0,4% (3,7 mil toneladas), respectivamente, em relação às projeções divulgadas um mês atrás. O IBGE reduziu suas previsões para as colheitas de milho 2ª safra (-5,6%, ou 4,1 milhões de toneladas), sorgo (-7%, ou 198,4 mil toneladas), arroz (-1,2%, ou 141,8 mil toneladas), feijão 2ª safra (-5,7%, ou 58,6 mil toneladas), milho 1ª safra (-0,2%, ou 41,1 mil toneladas), feijão 3ª safra (-4,3%, ou 25,0 mil toneladas) e feijão 1ª safra (-1,4% ou 17,6 mil toneladas).

VALOR ECONÔMICO

MEIO AMBIENTE

Desmatamento da Amazônia bate novo recorde em junho

A expansão é preocupante porque mostra um viés de alta persistente

Os alertas de desmatamento na Amazônia Legal em junho alcançaram 1.061 km², o quarto mês de alta que bate recordes desde o início da série do Deter-B, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), criada em 2016. A taxa dos seis primeiros meses de 2021, em alertas de desmatamento, mostra 3.610 km² de áreas abertas. O registrado no mesmo período de 2020 foi de 3.081 km². Aumento no semestre é 17%. Embora a diferença nos alertas no mês de junho de 2021 com o mesmo mês de 2020 seja de um pequeno crescimento (1,8%), o patamar é alto. O acumulado deste ano é maior do que os anteriores. No agregado dos alertas do Deter de agosto de 2020 a junho de 2021, o resultado é de 7.295 km2 em relação a 7.557 km2 do mesmo período de 2020. A dinâmica do desmatamento é a mais intensa desde 2016. “O resultado indica que, sob Bolsonaro, o desmatamento anual deverá ultrapassar pela terceira vez a marca de 10 mil km2 de destruição florestal, o que não ocorria desde 2008”, diz nota do Observatório do Clima. Faltam os dados do mês de julho para que o Inpe feche a taxa oficial de desmatamento medida pelo sistema Prodes, no período que vai de agosto de 2020 a julho de 2021. A sensação, por agora, é de certa estabilidade no desmatamento, mas com a curva no pico. O Pará novamente puxou os dados dos alertas de desmatamento com 438 km2. É quase o dobro do verificado no Amazonas, com 220 km². Até há alguns anos, o Amazonas não aparecia no ranking dos Estados mais desmatados. É uma área crítica agora e indica que o desmatamento sai das bordas da floresta — o chamado arco do desmatamento — e se interioriza. Mato Grosso está em terceiro com 177 km² e Rondônia, 168 km². O Vice-Presidente, Hamilton Mourão, disse esta semana que a meta em julho seria conter o desmatamento em, no máximo, 1.000 km2 e alcançar 10% a 12% de redução.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

China irá comprar 13 mil toneladas de carne suína para reservas estatais em 14 de julho

A China comprará 13 mil toneladas de carne de porco congelada para suas reservas estaduais em 14 de julho, divulgou um aviso publicado pelo China Merchandise Reserve Management Center na sexta-feira (9)

O planejador estatal da China disse no final do mês passado que os governos central e local começariam a comprar carne suína para reservas estaduais pela primeira vez desde 2019, após uma queda acentuada nos preços do suíno de janeiro ao início de junho. Um aviso anterior do centro de gestão da reserva disse que a China compraria 20.000 toneladas de carne de porco congelada em 7 de julho.

REUTERS

Frango/Cepea: Liquidez aumenta neste começo de julho, e preço sobe

As vendas de carne de frango voltaram a se aquecer neste início de julho, contexto que resultou em altas nos preços 

De acordo com pesquisadores do Cepea, no mercado regional do frango inteiro, além da boa liquidez, colaboradores também repassam as recentes intensas valorizações do milho, que voltam a estreitar a margem do setor. Quanto às exportações, conforme já esperado pelo setor, os embargos da Arábia Saudita a frigoríficos brasileiros, anunciados ainda em maio, limitaram drasticamente os envios de carne de frango ao país. Apesar disso, os aumentos nas exportações da proteína nacional para outros importantes destinos, como China e Japão, compensaram a redução dos embarques à Arábia Saudita e sustentaram os volumes totais escoados pelo Brasil.

CEPEA

Peste suína africana atinge pequenas fazendas em Sichuan, na China

Um grande número de suínos está morrendo de peste suína africana na principal província produtora de suínos da China, dizem produtores e analistas, levantando preocupações de que ela possa se espalhar ainda mais pelo Sul e retardar a recuperação da produção de suínos da China.

O mortal vírus da peste suína africana exterminou cerca de metade do enorme rebanho de porcos da China durante 2018 e 2019, mas o país reconstruiu rapidamente grande parte do estoque perdido no ano passado. Mas houve novos surtos no Norte da China este ano, e há mais cepas do vírus circulando. Agora, a província de Sichuan, no Sudoeste, que produziu 48,5 milhões de suínos para abate no ano passado, cerca de 9% do total do país, também está vendo um ressurgimento do vírus. “Recentemente, Sichuan está muito sério”, disse Xiao Lin, analista do fundo de investimento Win & Fun, com sede em Shenzhen. A maioria dos afetados são pequenos agricultores que relaxaram as medidas de prevenção de doenças para reduzir custos depois que os preços do porco despencaram nos últimos meses, disse Xiao. Xiao estimou perdas em torno de 10% a 15% do rebanho. O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China relatou dois casos de peste suína em Sichuan em março, um no leste da cidade de Huaying e outro no extremo oeste. Xiao disse que está observando de perto caso os surtos de peste suína se espalhem para as vizinhas Guangxi e Guangdong, ambas importantes regiões produtoras de suínos. “Isso não vai impedir a recuperação do rebanho de porcos, mas pode afetar o ritmo”, disse ela.

REUTERS

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