CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1526 DE 09 DE JULHO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1526 | 09 de julho de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: escalas de abates mais confortáveis

Em São Paulo, com escalas de abates relativamente confortáveis, os compradores abriram a última quinta-feira (8/7) com preços estáveis no mercado do boi gordo, na comparação com o dia anterior

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, vaca e novilha gordos ficaram cotados, respectivamente, em R$315,00/@, R$294,00/@ e R$310,00/@, preços brutos e a prazo. Para bovinos que atendem o mercado externo, a depender do lote e distância, os negócios chegam até R$320,00/@, preço bruto e a vista. No Noroeste do Paraná, no mesmo cenário de escalas de abate confortáveis, as cotações para o boi, vaca e novilha gordos na região ficaram estáveis no comparativo diário. Assim, boi, vaca e novilha gordos foram negociados em R$312,00/@, R$297,00/@ e R$307,00/@, preços brutos e a prazo, respectivamente.

SCOT CONSULTORIA

Boi: escalas de abate folgadas geram baixas, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, após mais de duas semanas com escalas de abate confortáveis, mas com preços estáveis, o mercado físico do boi gordo finalmente teve baixas 

Em São Paulo, a arroba passou de R$ 320 para R$ 318, na modalidade a prazo. Ainda assim, o cenário de oferta restrita impede quedas maiores. Na B3, os contratos futuros do boi gordo seguiram o movimento de queda observado no mercado físico e tiveram desvalorização. O ajuste do contrato que vence em julho passou de R$ 317,50 para R$ 316,85, do outubro foi de R$ 326,85 para R$ 324,65 e do novembro caiu de R$ 330,05 para R$ 327,85 por arroba.

CANAL RURAL

Boi gordo: arroba perde força e recua até R$ 2 na quinta

Segundo analista, maior conforto nas escalas de abate finalmente foi traduzido em maior capacidade de exercer pressão sobre o mercado

O mercado físico de boi gordo registrou preços predominantemente mais baixos na quinta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o maior conforto nas escalas de abate finalmente foi traduzido em maior capacidade de exercer pressão sobre o mercado. “No entanto, a oferta de animais terminados ainda é restrita, impossibilitando movimentos mais agressivos de pressão por parte dos frigoríficos”, disse ele. “Em linhas gerais, a percepção em torno da situação chinesa já era complicada e agora tende a se tornar ainda mais. A indicação de que frigoríficos espanhóis sofrem com o processo de renegociação de contratos para a carne suína é outro sinal de alerta em torno das mudanças de dinâmica de importação por parte da China”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318, na modalidade à prazo, ante R$ 320 desta quarta. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 311, contra R$ 313. Em Cuiabá, o preço pago pelo boi gordo foi de R$ 309, inalterado. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 314 a arroba, contra R$ 316. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. O corte traseiro teve preço de R$ 21,05 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,30 o quilo e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,40 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi/Cepea: Exportação completa três anos de volume mensal acima de 100 mil t

As exportações brasileiras mensais de carne bovina in natura completaram, em junho, três anos de embarques acima de 100 mil toneladas

Segundo pesquisadores do Cepea, esse desempenho evidencia a consolidação desse novo patamar, além de indicar que a produção pecuária nacional precisa seguir investindo em tecnologia – que resulte em aumento de produtividade – para conseguir suprir a demanda internacional e também a um possível reaquecimento da procura interna. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, mesmo com o Real se valorizando frente ao dólar nas últimas semanas, a carne bovina brasileira segue competitiva no mercado internacional. Além disso, restrições de exportações de outros países – como na Austrália, devido ao baixo número de rebanho, e na Argentina, em decorrência de embargos – possibilitam que as vendas brasileiras se mantenham aquecidas.

Cepea

Confinadores intensificam busca por eficiência no país

Margens ficaram ainda mais apertadas em 2021, diz estudo

Nos primeiros cinco meses deste ano, a margem média de lucro de confinadores que atuam em São Paulo, Goiás e Mato Grosso foi de R$ 461 por cabeça, ou 7,6%, o que representou um recuo de 70% em relação a 2020 e de 50% em comparação com os resultados de 2019. Nos dois anos anteriores, as margens foram de 25% e 15%, nesta ordem, o equivalente a R$ 1,1 mil e R$ 488 por animal, considerados diferentes valores finais de vendas. Os dados são de um levantamento feito pela Gestão Agropecuária (GA), que tem a gestora de venture capital KPTL como um investidor. Com sede em Maringá (PR), a empresa de gestão estratégica de informações para a pecuária avaliou os resultados de uma amostra de 1,5 milhão de cabeças de gado distribuídas em propriedades de perfil similar, com giro anual a partir de 10 mil cabeças, considerado o período entre janeiro e maio dos três anos citados. Ao todo, a consultoria monitora confinamentos que somam 3,5 milhões de animais, um ativo de R$ 22 bilhões. As margens vêm ficando mais estreitas nos últimos cinco anos mesmo com a valorização de venda dos animais, o que tem exigidos que os pecuaristas melhorem a eficiência na engorda, observa Paulo Dias, CEO e fundador da empresa. “Temos visto aumentar o investimento em tecnologias e, também, há um movimento de amadurecimento de gestão nas propriedades para lidar com o cenário, principalmente em 2021”, conta. O custo de produção para a engorda neste ano está mais pressionado após a valorização dos grãos utilizados nas rações, em particular o milho. O ‘peso’ das rações na composição de custo de engorda chegou à média de 88% no período avaliado neste ano, ante 83% em 2020 e de 81% em 2019. Somados o insumo nutricional e a alta do boi magro, o capital de giro necessário para confinar praticamente dobrou, afirma Dias. De acordo com a GA, melhorar o aproveitamento na fabricação de rações, de 65% para 95%, por exemplo, pode contribuir para uma economia de cerca de R$ 500 mil considerada a necessidade de um rebanho de 10 mil cabeças. Entre as propriedades avaliadas por Dias, por exemplo, pelo perfil capitalizado dos donos, a busca por maior eficiência ocorre a partir de aporte em modernizações que envolvem desde sensores de pesagem individual de animais, que geram informações de eficiência biológica para análise de desempenho, passando por softwares de gestão administrativa, à automação em caminhões de distribuição de rações.

VALOR ECONÔMICO 

Carrefour: ‘Frigoríficos têm de se convencer de que rastreabilidade não é uma moda’

Segundo o diretor de Sustentabilidade da companhia no Brasil, Lúcio Vicente, a rede de supermercados, que é a maior compradora de carne bovina do Brasil, vai expandir programa de monitoramento de origem dos alimentos vendidos

O Carrefour está expandindo seu programa de rastreamento de alimentos in natura com o uso da tecnologia blockchain. Atualmente, apenas carne suína e laranja estão inseridas na plataforma, mas o Diretor de Sustentabilidade do Carrefour Brasil, Lúcio Vicente, diz que em breve novos produtos do setor de frutas, legumes e verduras também estarão lá. A carne bovina, sempre no foco de ambientalistas, deve ter sua entrada na plataforma blockchain do grupo facilitada após grandes frigoríficos terem apresentado, recentemente, ambiciosos programas de rastreabilidade e de sustentabilidade na cadeia produtiva, acrescenta Vicente, em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast. O executivo explica que a tecnologia blockchain permite rastrear todo o caminho percorrido pelo alimento desde a fazenda, para fornecer aos consumidores informações sobre uma série de produtos, principalmente aqueles in natura.

Veja no link os principais pontos da entrevista. https://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,carrefour-frigorificos-tem-de-se-convencer-de-que-rastreabilidade-nao-e-uma-moda,70003772070

O ESTADO DE SÃO PAULO 

Mercado do couro: oferta restrita

No Brasil Central, o couro verde primeira linha está cotado, em média, em R$3,83/kg, livre de impostos. No Rio Grande do Sul, o couro verde comum está cotado, em média, em R$3,60/kg, nas mesmas condições

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de 0,30%, a R$ 5,2549

O dólar concluiu a oitava sessão consecutiva de ganhos na quinta-feira, renovando máxima de fechamento desde o fim de maio, mas a cotação fechou longe dos picos intradiários acima de 5,30 reais, depois que o Banco Central injetou liquidez no mercado via derivativos pela primeira vez desde março

A moeda chegou a cair na parte da tarde, depois da operação de venda de contratos de swap cambial pelo BC, mas o estresse nos mercados externos, que vinha sustentando a valorização do dólar desde cedo, prevaleceu e devolveu a divisa a território de ganhos. O dólar à vista subiu 0,30%, a 5,2549 reais, máxima desde 27 de maio (5,2554 reais). Em oito pregões seguidos de alta, o dólar acumulou aumento de 6,62%. A taxa Ptax de venda, calculada pelo Banco Central, fechou em alta de 0,49%, a 5,2587 reais. Para a Ptax, foi a nona sessão consecutiva de ganhos (alta de 6,87% no período), mais longa série do tipo desde as mesmas nove altas registradas entre 4 e 14 de novembro de 2019, quando o dólar subiu 5,14%.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda e acumula perda na semana com exterior e política

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, em meio a um ambiente de maior aversão a risco nos mercados no exterior e um clima político cada vez mais conturbado no país. Na quinta-feira, o Ibovespa caiu 1,25%, a 125.427,77 pontos, acumulando perda de 1,72% na semana e de 1,08% no mês

Receios com a disseminação da variante delta da Covid-19 e os potenciais riscos para a recuperação econômica, dada a possibilidade de novas medidas de lockdowns, endossaram alguma correção também nos pregões em Wall Street, após recordes recentes alcançados pelo S&P 500 e o Nasdaq. Ainda no exterior, medidas recentes na China têm adicionando certa volatilidade, com o anúncio nessa semana por Pequim de que usará cortes oportunos na taxa de compulsório dos bancos para sustentar a economia real também suscitando preocupações sobre o ritmo de retomada da segunda maior economia do mundo. Os próximos passos do Federal Reserve também continuam sendo monitorados de perto, mesmo após a ata da última reunião do banco central dos Estados Unidos sinalizar na quarta-feira que autoridades do Fed podem ainda não estar prontas para um aperto da política monetária norte-americana. Os ruídos políticos no Brasil não sugerem uma trégua no curto prazo, em meio a novos desenvolvimentos na CPI da Covid desfavoráveis ao governo federal. A pauta de reformas também provoca algumas inquietações, em particular as propostas do Executivo na segunda fase da reforma tributária. Números sobre a participação dos investidores estrangeiros no segmento Bovespa corroboram o movimento recente na bolsa paulista. Após três meses consecutivos em que as entradas superaram as saídas, os primeiros pregões de julho mostram saldo negativo de 1 bilhão de reais, segundo dados da B3. O volume negociado no pregão nesta quinta-feira somou 29,8 bilhões de reais. Na sexta-feira, não haverá negociação na bolsa paulista em razão de feriado em São Paulo.

REUTERS

IPCA em 12 meses dispara 8,35% e INFLAçÃO atinge maior nível em quase 5 anos

A energia elétrica e os combustíveis mantiveram a inflação oficial brasileira sob pressão em junho, levando-a a bater os níveis mais altos para o mês em três anos e em quase cinco anos no acumulado em 12 meses, enquanto o Banco Central mantém a postura de aperto monetário

Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,53%, contra 0,83% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira. Apesar da desaceleração, o resultado representa a inflação mais intensa para o mês desde de 2018 (1,26%). Além disso, essa alta levou o IPCA acumulado em 12 meses a subir 8,35%, de 8,06% em maio. Ao registrar a maior taxa desde setembro de 2016 (8,48%), o índice vai ainda mais além do teto da meta oficial para este ano –uma inflação de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Mais uma vez o mês teve como destaque os preços administrados. O maior impacto individual veio do aumento de 1,95% da conta de luz, ainda que tenha desacelerado em relação ao mês anterior (5,37%). Isso por causa da adoção da bandeira tarifária vermelha patamar 2, acrescentando 6,243 reais na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. “Os fatores para junho foram semelhantes aos de maio, combustíveis e energia”, explicou Almeida. “Em julho, houve ajuste da bandeira tarifária e aumento já anunciado para preço dos combustíveis. Temos que aguardar pra ver o impacto.” Com isso, a alta dos preços de Habitação foi de 1,10% em junho, de 1,78% em maio. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta no mês, com alimentação e bebidas avançando 0,43% e transportes registrando alta de 0,41%. A alimentação no domicílio acelerou a alta de 0,23% em maio para 0,33% em junho, pressionada pelo quinto mês consecutivo de altas das carnes (1,32%), acumulando alta de 38,17% em 12 meses. Já os combustíveis subiram 0,87% e acumulam alta de 43,92% nos últimos 12 meses, impactados em junho principalmente pela alta de 0,69% da gasolina. A maior variação no mês ficou com vestuário, de 1,21%, enquanto comunicação teve queda de 0,12%. Já a inflação de serviços foi de 0,23% em junho, depois de os preços terem recuado 0,15% no mês anterior.

REUTERS 

Índice de alimentos da FAO cai pela primeira vez em 12meses

Queda foi puxada por óleos vegetais, cereais e lácteos. O indicador para carnes subiu 2,1% no mês até junho, que foi o nono mês consecutivo de alta. O índice ficou 15,6% acima do valor do mesmo mês no ano passado, mas ainda 8% abaixo do pico alcançado em agosto de 2014.

Os preços globais dos alimentos caíram em junho pela primeira vez em 12 meses, de acordo com o índice da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O indicador atingiu a média de 124,6 pontos no mês, queda de 2,5% em relação a maio, mas ainda 33,9% acima do mesmo mês do ano passado. Foram registrados recuos nos óleos vegetais, cereais e, embora de forma mais moderada, nos lácteos, o que mais que compensou as altas das carnes e do açúcar. O indicador de óleo vegetal da FAO caiu 9,8% no mês, com recuos nos valores médios dos óleos de palma, soja e girassol. O índice de preços de cereais da FAO caiu 2,6% na comparação mensal, mas permaneceu 33,8% acima de seu valor em junho de 2020. Os preços internacionais do milho caíram 5%, liderados pela queda dos preços na Argentina devido ao aumento da oferta. Os preços internacionais do trigo recuaram 0,8% em junho, com uma perspectiva de oferta global favorável. O índice de preços de laticínios da FAO caiu 1%, para 119,9 pontos em junho. Entre os subprodutos, a manteiga teve a maior queda, sustentada pela menor demanda global de importação e um ligeiro aumento nos estoques, especialmente na Europa. O indicador para o açúcar da FAO moveu-se contra a tendência geral dos preços dos alimentos e subiu 0,9% no mês, marcando o terceiro aumento mensal consecutivo e atingindo um novo máximo em anos. O indicador para carnes subiu 2,1% no mês até junho, que foi o nono mês consecutivo de alta. O índice ficou 15,6% acima do valor do mesmo mês no ano passado, mas ainda 8% abaixo do pico alcançado em agosto de 2014.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Startup propõe usar ‘digital’ do gado para rastreamento

A DataBoi criou ferramenta para identificar animais por imagens dos focinhos feitas com telefone celular 

A startup DataBoi propõe utilizar “impressões digitais” presentes nos focinhos dos bovinos para rastreá-los durante toda a vida. A novidade pode ajudar companhias de proteína animal a garantir que a carne bovina que chega ao prato do consumidor final não seja proveniente de rebanho criado em áreas desmatadas ilegalmente ou com outros problemas socioambientais. O trabalho da DataBoi baseia-se na premissa de que, assim, como no caso das digitais humanas, as impressões presentes no focinho dos bovinos são únicas e não mudam ao longo dos anos. Isso permite que se saiba, em todas as etapas da cadeia, qual animal está sendo comprado e qual sua procedência. Hoje, o rastreamento é feito principalmente com os brincos de identificação, que, além de representarem custo para os pecuaristas, estão sujeitos a perdas e adulterações. A solução que a startup criou é digital. O produtor só vai precisar instalar um aplicativo no celular, tirar foto do focinho do animal e deixar que o algoritmo de inteligência artificial processe a imagem para fazer a identificação. “Entendemos que a grande maioria dos criadores já poderia rastrear e digitalizar sem nenhum custo”, diz o CEO da empresa, Floriano de Siqueira Varejão. Segundo Varejão, com uma base de dados auditável, os pecuaristas podem conseguir receber mais pela arroba sustentável. O empresário afirma que a tecnologia é inédita na América Latina. Ela foi desenvolvida com aporte do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), via Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). O algoritmo ficou pronto há dois meses. Agora, a DataBoi negocia com potenciais interessados. No futuro, a startup pretende colocar os bovinos em uma espécie de mercado de capitais digital. “Com a identidade única, cada animal será um token, e os investidores poderão comprar uma fração do animal e retirar depois de valorizado”, diz.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de frango do Brasil sobe 16% em junho com ‘alta generalizada’ entre compradores

As exportações de carne de frango do Brasil totalizaram 397,4 mil toneladas em junho, avanço de 16,2% na comparação anual, informou nesta quinta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), citando uma “alta generalizada” nos embarques para alguns dos maiores clientes do país no setor

Segundo o levantamento da entidade, que leva em conta produtos in natura e processados, a receita com as exportações da proteína somou 650,6 milhões de dólares no mês passado, aumento de 45,7% ante igual período de 2020. A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira, tendo importado 56,5 mil toneladas em junho, volume praticamente estável no comparativo anual. Entre os saltos mais expressivos em relação ao sexto mês de 2020, a ABPA destacou embarques para os Emirados Árabes, que cresceram 76,1% para 30,1 mil toneladas. O Japão adquiriu 36,1 mil toneladas (+12,8%), enquanto a África do Sul comprou 27,7 mil toneladas (+38,9%), e a União Europeia outras 18,2 mil toneladas (+61,6%). O México passou a importar 16,2 mil toneladas em junho, expressivo salto de 624,1% no ano a ano, devido à ampla demanda naquele país. Ao mesmo tempo, também ocorreu uma notável elevação nos preços internacionais. No acumulado do primeiro semestre de 2021, disse a ABPA, as exportações da proteína brasileira avançaram 6,53%, para 2,244 milhões de toneladas, enquanto a receita alcançou 3,476 bilhões de dólares, alta de 10,6%.

REUTERS

Suínos/Cepea: Vendas internas estão fracas, mas as externas, intensas

O mercado interno de suíno está mais enfraquecido neste começo de mês, diferentemente do aguardado pelo setor para este período, quando geralmente a liquidez se aquece

Segundo pesquisadores do Cepea, como as vendas domésticas de carne suína estão lentas, a demanda de frigoríficos por novos lotes de animais de produção independente também se retrai. Nesse contexto, os preços do animal vivo e da carne estão caindo com certa força em todas as praças acompanhadas pelo Cepea. Já as vendas externas seguem intensas. Em junho, os embarques de carne suína (in natura, salgados e industrializados) atingiram o segundo maior volume da história, atrás somente do recorde alcançado em março de 2021. Pesquisadores do Cepea indicam que o principal motivo desse avanço segue sendo os envios à China.

Cepea 

Exportações de carne suína registram receita recorde histórico em junho

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 108,8 mil toneladas em junho, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 13,2% o resultado alcançado no mesmo período de 2020, quando foram exportadas 96,1 mil toneladas

Com o segundo melhor desempenho mensal da história do setor (superado apenas por março deste ano, quando foram embarcadas 109,2 mil toneladas), as exportações de carne suína em junho geraram receita de US$ 270,2 milhões, número que é recorde histórico no levantamento mensal para o setor.  O resultado supera em 36,5% o saldo das vendas de junho de 2020, com US$ 198 milhões. No acumulado dos seis primeiros meses de 2021, foram embarcadas 562,7 mil toneladas, volume 17,39% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 479,4 mil toneladas. Com isso, a receita das exportações entre janeiro e junho alcançou US$ 1,349 bilhão, número 25,4% superior ao alcançado no mesmo período de 2020, quando foram registrados US$ 1,076 bilhão. A China segue como principal destino das exportações. Em junho, importou 58,8 mil toneladas, volume 29,2% superior ao registrado no sexto mês de 2020.  Outros destaques do mês foram o Chile, com 5,3 mil toneladas (+45,4%), Vietnã, com 3,7 mil toneladas (+38,3%), Filipinas, com 2,8 mil toneladas (+371,2%) e Argentina, com 2,2 mil toneladas (+326,6%). Entre os estados exportadores, Santa Catarina segue na liderança, com 55,5 mil toneladas exportadas em junho (+22,04%), seguida por Rio Grande do Sul, com 30,3 mil toneladas (+19,89%) e Paraná, com 13,3 mil toneladas (-11,29%).

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