CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1525 DE 08 DE JULHO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1525 | 08 de julho de 2021

 

NOTÍCIAS

Queda no preço do boi gordo em São Paulo

Em São Paulo, o aumento na oferta de boiadas para abate (em algumas regiões do estado a queda na temperatura colaborou) permitiu uma melhor programação de abate por parte das indústrias frigoríficas e, consequentemente, houve queda nas cotações na última quarta-feira (7/7) na comparação diária

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo que atende ao mercado interno recuou R$2,00/@ na comparação diária, negociado em R$315,00/@, considerando o preço bruto e a prazo. Os preços da vaca e novilha gordas permaneceram estáveis na comparação diária, em R$294,00/@ e R$310,00/@, respectivamente.

SCOT CONSULTORIA

Com queda do milho, boi sobe em Mato Grosso

O que influenciou para este cenário foi a menor oferta de animais aptos para o abate

Com o avanço da colheita do milho safrinha em Mato Grosso, próximo dos 4% e, somado com o recuo nas cotações do dólar, o preço médio da saca de milho acumulou queda em junho. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) em números, o resultado do indicador foi de R$ 70,95/sc, uma queda de 7,82% no comparativo com maio. Em contrapartida, no mesmo período a arroba do boi gordo valorizou 2,41% ante o mês passado e ficou cotada na média de R$ 302,41 para o estado. O principal fator que influenciou para este cenário foi a menor oferta de animais aptos para o abate diante do início do período da entressafra. De acordo com o Imea o que segurou o acréscimo mais intenso na arroba foi a demanda tímida na ponta da cadeia. Por fim, atualmente a relação de troca entre a arroba e a saca do cereal aumentou 11,10% e fechou jun.21 na média de 4,26 sacas adquiridas com uma arroba de boi gordo. Após um longo período de acréscimo nas cotações, em junho o preço médio do bezerro de ano recuou na praça mato-grossense e inverteu o cenário da relação de troca boi/bezerro. O preço médio do bezerro de ano vinha alcançando recordes consecutivos no estado em termos nominais e, em maio, atingiu o pico de R$ 3.175,28/cab. No entanto, em jun.21 o preço recuou 0,18% ante o mês anterior e registrou cotação média de R$ 3.169,51/cab. Esse movimento foi pautado na redução da demanda interna, visto que parte dos animais já foram adquiridos para confinamento.

AGROLINK

Boi: cenário de estabilidade se mantém no mercado físico; futuro tem alta

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o cenário de estabilidade da arroba no mercado físico brasileiro permanece firme 

Segundo o analista Fernando Iglesias, os frigoríficos seguem tentando alguns negócios abaixo da referência média dos preços, mas sem sucesso. Na Região Norte, alguns estados observaram leve redução dos preços. Na B3, os contratos futuros do boi gordo alcançaram o terceiro dia consecutivo de altas e registraram valorização consistente em toda a curva. O ajuste do contrato que vence em julho passou de R$ 315,75 para R$ 317,50, do outubro foi de R$ 322,65 para R$ 326,85 e do novembro subiu de R$ 325,80 para R$ 330,05 por arroba.

CANAL RURAL 

Arroba do boi é negociada abaixo da referência média na região Norte

A oferta de confinados segue tímida neste primeiro giro de confinamento, de acordo com as expectativas do mercado, avaliando os custos

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na quarta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda indicam para algum conforto em suas escalas de abate, mas mesmo assim não conseguem exercer pressão efetiva sobre o mercado, uma vez que a oferta segue restrita em grande parte do país. “Apenas em alguns estados foram evidenciadas negociações abaixo da referência média, com ênfase na região Norte. A oferta de confinados segue tímida neste primeiro giro de confinamento, de acordo com as expectativas do mercado, avaliando a elevação dos custos pecuários em 2021”, disse ele. O cenário em torno da China é cada vez mais imprevisível, com o governo dificultando a divulgação de informações do agronegócio local. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 320, na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, inalterada. Em Cuiabá, o valor chegou a R$ 309, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 316 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais altos. O corte traseiro teve preço de R$ 21,05 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,30 o quilo e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,40 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Congressistas retomam pressão por remissão da dívida do Funrural

Proposta de extinção de débitos, que foi promessa de campanha do então candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, não tem apoio do governo. A preocupação do setor também é com a retomada do julgamento no STF de uma ação movida pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), prevista para outubro.

O agronegócio deve retomar a pressão pela remissão da dívida do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), promessa de campanha do então candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro. A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira o relatório final da Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) 30/2019, implementada para levantar os dados oficiais do passivo cobrado do campo e sugerir soluções para a questão. O texto recomenda a aprovação pelo Congresso Nacional do projeto de lei que promove a extinção dos débitos, que não conta com apoio do governo devido ao risco fiscal. Considerada nos bastidores uma “mini CPI do Funrural”, a proposta não torna obrigatória a votação do perdão da dívida, mas vai virar peça política e jurídica do setor para cobrar uma resposta do Palácio do Planalto. “Se o trâmite não for cumprido, para votação do projeto que faz a remissão do passivo ou se demorar demais a inclusão na Ordem do Dia, podemos buscar via judicial para votar”, afirmou ao Valor o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS). O parlamentar é autor do pedido de fiscalização e do PL 9252/2917, que trata da extinção das dívidas e que teve a urgência aprovada para análise do Plenário da Câmara ainda em 2018. “A pressão vai voltar em cima do Funrural. Não dá para deixar como está”, acrescentou. “O assunto está pendente de solução, o que prejudica a economia e o agronegócio. O governo precisa apresentar uma solução, pois é impagável e injusta essa conta”, concluiu Goergen, que tenta agendar para a próxima semana uma reunião com o Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para articular a inclusão do assunto na pauta da Casa. O governo criou o Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), o Refis do Funrural, que teve adesão de pouco mais de seis mil produtores, com R$ 15,3 bilhões de dívidas com a Receita Federal incluídas no parcelamento. Na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) mais R$ 1,3 bilhão de dívida ativa foram renegociados, mas o montante passível de regularização, segundo o órgão, chega a R$ 15 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

Produção nacional de carnes deve crescer 24% nos próximos 10 anos, diz estudo

A produção de carnes bovina, suína e de aves entre 2020/21 e 2030/31 deverá aumentar em 6,6 milhões de toneladas, alta de 24,1%, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na quarta-feira (07).

A carne suína (+25,8%) e de frango (+27,7%) são as que devem apresentar maior crescimento nos próximos dez anos. Já a produção de carne bovina deve crescer 17% no período. “Esses percentuais podem situar-se em níveis maiores, haja vista o aumento da procura por proteína animal”, disse em nota José Garcia Gasques, Coordenador-Geral de Avaliação de Políticas e Informação do ministério e um dos pesquisadores das projeções. Os números são do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa, pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Sire/Embrapa) e pelo Departamento de Estatística da Universidade de Brasília (UnB). Nas carnes, haverá forte pressão do mercado internacional, especialmente de carne bovina e suína, embora o Brasil continue liderando o mercado internacional do frango. Do aumento previsto na produção de carne de frango, 71,4% da produção de 2030/31 será destinada ao mercado interno; da carne bovina produzida, 64% deverão ficar no mercado interno e na suína, 73,8%. Desse modo, embora o Brasil seja em geral um grande exportador desses produtos, o consumo doméstico continuará muito relevante, segundo o estudo.

CARNETEC

Bezerro cai em Mato Grosso, invertendo o cenário da relação de troca com o boi gordo, revela Imea

O preço médio vinha alcançando recordes consecutivos nas praças mato-grossenses, em termos nominais, até atingir o pico de R$ 3.175; em junho, o valor recuou 0,18%

O preço médio do “bezerro de ano” (12 meses de idade) recuou em Mato Grosso em junho, após um longo período de acréscimo nas cotações, informa o Instituo Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O preço médio do bezerro de ano vinha alcançando recordes consecutivos nas praças mato-grossenses, em termos nominais, até atingir o pico de R$ 3.175,28/cab. Em junho, porém, o valor recuou 0,18% ante o mês anterior, ficando em R$ 3.169,51/cab, em média. Em contrapartida, a cotação do boi gordo subiu 2,58% no mesmo comparativo e ficou na média de R$ 302,41/@ em jun.21. Com isso, a relação de troca boi/bezerro foi de 1,62 cab./cab., avanço de 2,58% no comparativo mensal. Esse movimento, relata o Imea, foi pautado na redução da demanda interna, visto que parte dos animais já foi adquirida para confinamento.

PORTAL DBO 

Importações brasileiras de carne bovina podem atingir o maior patamar em 22 anos

As compras brasileiras de proteína bovina de fora do País (principalmente do Paraguai) devem fechar o ano próxima das 52,1 mil toneladas, 47,21% a frente do que fora observado em 2020
Em um ano em que a produção de carne bovina deve flertar com as mínimas históricas, as importações da proteína poderão atingir os maiores níveis dos últimos 22 anos, prevê o analista Yago Travagini, da Agrifatto. Os números fortalecidos dos primeiros meses do ano destacam a perspectiva de que as compras brasileiras de proteína bovina de fora do País (principalmente do Paraguai) devem fechar o ano próxima das 52,1 mil toneladas, 47,21% a frente do que fora observado em 2020. Este seria um cenário mais realista das projeções em relação às compras externas. Mesmo no cenário mais negativo, as importações brasileiras de proteína bovina cresceriam cerca de 30%, com um total estimado de 46,05 mil toneladas. No caso do cenário mais otimista, as compras externas bateriam 65,41 mil toneladas adquiridas, 80% a mais do que em 2020. Em caso de um confinamento desestimulado, esse resultado teria mais possibilidade de ocorrer.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar engata 7ª alta e fecha perto de R$5,24

O dólar engatou a sétima alta consecutiva e fechou numa máxima desde o fim de maio, ainda amparado na quarta-feira pelo clima político local mais arisco e pelo ambiente externo de cautela

Em sete pregões seguidos de ganhos, a moeda acumulou valorização de 6,30%. É a mais longa sequência do tipo desde o mesmo número de altas seguidas registrado entre 9 e 18 de junho do ano passado, quando a divisa disparou 10,64%. O dólar negociado no mercado à vista subiu 0,55%, a 5,2391 reais –patamar mais alto desde 27 de maio (5,2554 reais). O Fed (banco central norte-americano) divulgou a ata de sua última reunião de política monetária, na qual evitou sinalizar mais claramente quando poderá começar a debater corte de estímulos adotados durante o começo da pandemia –e que ajudaram a sustentar os mercados desde então. A divisa se valorizava frente a 25 de uma lista de 33 pares, e o real seguiu entre os piores desempenhos do dia, mantendo padrão recente. O rali do dólar nas últimas semanas teve componente mais forte da escalada de tensões políticas. Abdalla, da Rio Bravo, também citou uma fragilização do governo e seus impactos sobre o dólar. O Brasil registrou em junho entrada líquida de 4,449 bilhões de dólares pelo câmbio contratado, maior valor para o mês desde 2007. No acumulado do ano, o superávit é de 15,158 bilhões de dólares, bastante diferente do visto no mesmo período do ano passado (déficit de 12,867 bilhões de dólares).

REUTERS 

Ibovespa fecha em alta após ata do Fed

O Ibovespa fechou em alta na quarta-feira após a ata da última reunião do Federal Reserve amenizar receios sobre uma antecipação no processo de redução de estímulos monetários nos Estados Unidos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,54%, a 127.018,71 pontos. O volume financeiro totalizou 29 bilhões de reais. A reação ocorreu após dois pregões seguidos de baixa, em que o Ibovespa acumulou queda de quase 2%. De acordo com a ata do Fed, referente ao encontro do mês passado, autoridades do BC norte-americano avaliaram que o objetivo de mais progresso substancial da recuperação dos Estados Unidos ainda não fora atingido de forma geral. Enquanto “vários participantes” ainda sentiram que as condições para reduzir as compras de ativos serão “atingidas de certa forma mais cedo do que eles esperavam”, outros viram um sinal menos claro vindo dos dados.Em junho, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed antecipou para 2023 projeções para aumento nas taxas de juros e abriu a discussão sobre quando e como pode ser apropriado começar a reduzir suas compras mensais de ativos. No Brasil, contudo, os ruídos políticos permanecem, o que acaba afetando o humor dos investidores. Apesar da alta nesta sessão, o Ibovespa continua abaixo das máximas registradas no mês passado, quando chegou a ultrapassar os 131 mil pontos durante o pregão do dia 7.

REUTERS 

Fluxo cambial fica positivo em US$4,4 bi em junho

O superávit foi de 4,449 bilhões de dólares, mais do que revertendo resultado negativo de 1,821 bilhão de dólares em maio, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central na quarta-feira

A conta financeira –em que são registrados fluxos para portfólio, empréstimos e investimentos em geral– mostrou sobra de 2,644 bilhões de dólares em junho, após contabilizar saída líquida de 4,089 bilhões de dólares no mês anterior. Já o câmbio contratado para operações comerciais teve saldo positivo de 1,805 bilhão de dólares, abaixo do de 2,268 bilhões de dólares de maio. A atualização semanal dos dados pelo BC trouxe ainda os números dos dois primeiros dias de julho, com resultado negativo de 183 milhões de dólares. De forma geral, 2021 tem sido um ano de expressiva melhora no fluxo cambial contratado para o Brasil. Dos seis primeiros meses do ano, apenas maio registrou saída líquida de recursos, e o resultado do semestre mostrou ingresso de 15,341 bilhões de dólares. No acumulado do ano, o superávit é de 15,158 bilhões de dólares, bastante diferente do visto no mesmo período do ano passado (déficit de 12,867 bilhões de dólares).

REUTERS 

Vendas no varejo sobem 1,4% em maio na comparação com abril, diz IBGE

As vendas no varejo brasileiro avançaram 1,4% em maio na comparação com o mês anterior e tiveram alta de 16,0% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira. A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanços de 2,4% na comparação mensal e de 16,5% sobre um ano antes.

REUTERS 

IGP-DI desacelera alta em junho com menor inflação no atacado, diz FGV

Com o resultado de junho, o índice acumula agora em 12 meses avanço de 34,53%

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou a alta para 0,11% em junho, depois de subir 3,40% em maio, uma vez que commodities importantes aliviaram a inflação no atacado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quarta-feira. Segundo a FGV, Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador, passou a cair 0,26% em junho, após subir 4,20% no mês anterior. O destaque nesse desempenho foi o grupo Matérias-Primas Brutas, que caiu 2,40% em junho, depois de avançar 7,65% em maio. André Braz, Coordenador dos índices de preços, explicou em nota que “a soja (de 0,63% para -8,12%), o milho (de 5,09% para -8,75%) e o minério de ferro (de 17,03% para -3,85%), commodities de maior peso no IPA, apresentaram recuos importantes em seus preços na passagem de maio para junho. Tal comportamento contribuiu destacadamente para a desaceleração da inflação ao produtor (…)”. Já a inflação ao consumidor foi de 0,64% no mês, depois de o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) –que responde por 30% do IGP-DI– ter subido 0,81% em maio. Entre os componentes do IPC, o destaque foi o grupo Habitação, que desacelerou a alta a 0,89% no mês passado, após avançar 1,72% em maio. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) registrou em junho alta de 2,16%, de avanço de 2,22% em maio. O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.

REUTERS 

Mais de um terço do Ibovespa é ligado ao agronegócio, diz levantamento

Forte desempenho faz setor responder por 36% do índice 

Com os resultados promissores do campo nos últimos anos e o interesse cada vez maior dos investidores no agronegócio, 36% do Ibovespa, índice que mede o desempenho das principais ações da Bolsa de Valores brasileira, já são de empresas ligadas ao setor agropecuário. Os dados são da XP Investimentos e foram divulgados na quarta-feira pela Allez Invest. A empresa destaca que já existem opções diversificadas de investimentos no mercado agropecuário na Bolsa de Valores, desde possibilidades em renda fixa – como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) -, renda variável, como a compra de ações de empresas ligadas a matéria-prima, serviços ou venda de insumos e maquinário, e os fundos de investimentos e imobiliários. São diversas possibilidades que o investidor tem para aproveitar os bons resultados do segmento, mas muitas vezes desconhecem a cadeia produtiva o que dificulta a relação com o agronegócio. Por isso, quanto mais você conhecer do mercado e as suas possibilidades, melhor serão os resultados na sua carteira de investimentos.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS 

Com aval do Cade, JBJ avança para concluir a compra da Prima Foods

Empresa de Júnior Friboi tenta obter autorização para o negócio desde 2016

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou um acordo extrajudicial para encerrar o litígio nos tribunais e efetivar a aquisição da Prima Foods, a nova denominação do Frigorífico Mataboi, pela JBJ Agropecuária, empresa de José Batista Júnior, também conhecido como Júnior Friboi. O negócio foi celebrado em 2014 e chegou ao órgão antitruste em 2016. Em um primeiro julgamento, feito no ano seguinte, o Cade reprovou a compra por unanimidade. A determinação foi contestada na Justiça Federal, que suspendeu o veto e permitiu a conclusão da compra sub judice. Os valores não foram revelados. O advogado João Paulo Amaral, que assessorou os grupos no processo, explica que as empresas e o Cade estabeleceram uma série de medidas para mitigar as preocupações do órgão regulador com relação ao parentesco entre o acionista da JBJ e os controladores da JBS, empresa líder no mercado nacional de carne bovina. Júnior Friboi é o irmão mais velho de Joesley e Wesley Batista. “Além de encaminhar a compra da Prima Foods pela JBJ, essa definição demonstra não haver conduta que macule a independência das empresas, especialmente em relação a outras companhias do setor cujos controladores possuam vínculo de parentesco com os sócios do grupo”, disse Amaral, sócio do Sarubbi Cysneiros Advogados Associados. “Ao mesmo tempo, os compromissos que as empresas assumiram mitigam os riscos à livre iniciativa antes apontados pelo Cade e reforçam que elas prezam pelos mais altos e rígidos valores corporativos e o respeito à legislação concorrencial”. Júnior Friboi desligou-se da holding familiar J&F em 2013 e manteve a empresa de investimentos JBJ. O empresário retornou ao ramo frigorífico com a aquisição do Mataboi, que só no ano passado mudou de nome e passou a se chamar Prima Foods. Em 2016, as histórias de JBS e Júnior voltaram a se cruzar, o que despertou dúvidas sobre a independência entre as companhias. Em setembro daquele ano, o empresário assumiu o comando da JBS por um dia quando o irmão Wesley foi afastado por uma decisão judicial relacionada à Operação Greenfield. A Prima Foods fez o registro de seu IPO no ano passado, mas desistiu em seguida. A empresa é uma das maiores produtoras de carne bovina no país e teve receita líquida de mais de R$ 2 bilhões em 2019. Na época do registro do IPO, o Valor apurou que a empresa poderia ser avaliada entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Recuo na exportação de carne suína da Espanha e Argentina para a China pode ser alerta para o Brasil

A condição de preços baixos do suíno na China e recuperação do plantel vem acendendo luzes de alerta para alguns países exportadores, como Argentina e Espanha. No Brasil,  produtores demonstram preocupação com uma possível diminuição nos volumes ou renegociação de contratos

De acordo com o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “a Espanha é o principal exportador de carne suína com destino ao mercado chinês, então sim, é um sinal de alerta importante”. Ele afirma que Estados Unidos, Argentina e agora, Espanha, estão enfrentando este tipo de situação, o que levanta dúvidas sobre os embarques brasileiros. “O que precisa ser feito agora é monitorar preços na China e o fluxo de embarque dos grandes players, uma vez que não temos certeza do que acontece em território chinês”, apontou. Segundo informações divulgadas pelo jornal El Páis, a Espanha enfrenta uma situação grave devido à decisão das autoridades chinesas de desacelerar ou, em alguns casos, interromper as importações de suínos. Este movimento já provocou uma queda dos preços na Espanha, que atingiram o seu máximo histórico de 1,60 euros por quilo vivo. Atualmente, do total em volume de carne suína exportada pela Espanha, 49% tem como destino a China. No caso do Brasil, neste primeiro semestre de 2021, conforme dados da plataforma ComexVis do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a dependência da China nas exportações de carne suína é de 60%. Se somar este número a Hong Kong, território autônomo da China, o valor sobe para 71%. Conforme explicação da organização setorial espanhola para suinocultura, Anprogapor, ao El País, não há uma origem clara para esta nova situação dada a baixa transparência das autoridades chinesas. A entidade considera três possibilidades: uma, que a recuperação do rebanho suíno seja verdadeira, chegando próximo aos cerca de 400 milhões de animais, número semelhante ao existente antes da crise de 2018, antes da crise da Peste Suína Africana. A segunda possibilidade é que haja novos surtos da doença, já que muitos produtores optaram pelo abate antecipado, o que significaria um aumento da oferta de carne de forma temporária. A terceira possibilidade é que este seja um simples movimento especulativo das operadoras que dominam o mercado para baixar os preços. Situação semelhante foi descrita pelo site Infobae a decisão da China de interromper a importação de carne suína da Argentina preocupa produtores locais e exportadores da proteína, e os embarques esperados para os próximos meses permanecem em espera. “Além disso, nas últimas semanas houve queda de até 40% nos preços apresentados pelo mercado chinês, que hoje sofre uma queda sazonal da demanda e também um excesso de produção que deve ser revertido ao mercado, fato que deprime os valores domésticos”, apontou a publicação. Em entrevista ao Infobae, Guillermo Proietto, Gerente Geral de exportação da ArgenPorks, “grandes exportadores agora desviam sua produção para outros mercados, mas com a saturação da China, isso também afeta outros mercados asiáticos, como Hong Kong e outros países da África e do Leste Europeu”.

AGÊNCIA SAFRAS 

Ciacarne amplia frigorífico para exportar carne suína

Aportes na unidade, localizada em Urucânia (MG), somam R$ 50 milhões

O frigorífico Ciacarne Alimentos, empresa com sede em Urucânia (MG), a 208 quilômetros de Belo Horizonte, investe R$ 50 milhões na expansão de sua planta fabril. A companhia tem capacidade para processar 55 toneladas de carne suína por dia e vai aumentar essa capacidade para 120 toneladas por dia. A expansão gerou 200 empregos diretos e indiretos. A Ciacarne emprega 490 pessoas. José Maria Campos, sócio diretor da empresa, disse que o investimento na ampliação da fábrica foi feito com recursos próprios e linhas de financiamento do Banco do Brasil e Itaú, mas não forneceu mais detalhes. A maior parte da ampliação será destinada ao mercado externo, segundo Campos. Hoje, toda a produção abastece o mercado interno. A meta da companhia para este ano é aumentar em 10% suas vendas no país. A empresa aguarda a conclusão de algumas certificações para dar início à exportação de carne suína congelada. “É possível exportar produtos industrializados, mas a procura é muito pequena”, disse o executivo. De acordo com Campos, apesar da queda recente nos preços internacionais da carne suína, o cenário de demanda é favorável no longo prazo. No mercado interno, 65% das vendas da Ciacarne Alimentos são de carnes industrializadas, como embutidos, bacon e cortes temperados, e 35% são de carne suína in natura. Os produtos da marca Ciacarne são vendidos em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Espírito Santo. A planta da companhia abate 660 suínos por dia. Desse total, cerca de 70% é produção própria, que a companhia mantém no município. O restante é adquirido de produtores locais.

VALOR ECONÔMICO

MEIO AMBIENTE

Recuperação de pasto no país ampliaria o rebanho em pelo menos 5%, diz estudo

Pesquisadores do World Resources Institute (WRI) Brasil e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicaram conclusões na revista “Royal Society Open Science”

A recuperação de pastagens que os próprios produtores consideram como degradadas pode ampliar o rebanho bovino brasileiro em ao menos 4,9%. A ação é crucial para impedir que a produção rural resulte em desmatamento, e poderia ocorrer apenas com a adoção de técnicas já aplicadas em cada regiões e ainda reservando áreas para adequação ambiental. Mas o aumento do rebanho pode ser até maior. Ele chegaria a 9,7% se todos os pastos “degradados” tiverem aumento de lotação de animais. Essas conclusões são de um estudo realizado por pesquisadores do World Resources Institute (WRI) Brasil e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que foi publicado hoje na revista “Royal Society Open Science”. Para os cálculos do estudo, os pesquisadores utilizaram os dados do último Censo Agropecuário, de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No censo, são os proprietários que declaram as informações sobre área e rebanhos e que classificam se seus pastos são “degradados”. No último censo, os proprietários reportaram ao IBGE um total de 12 milhões de hectares de pastos “degradados” – número bem menor que outros cálculos feitos com apoio de satélites, que indicam uma extensão mais próxima de 100 milhões de hectares. Mesmo se considerada uma área menor, a recuperação dos pastos teria aumento significativo na oferta de gado no país em diferentes cenários econométricos. E seria um processo mais “fácil”, já que o próprio dono “reconhece a recuperação como necessidade”, diz Rafael Barbieri, do WRI Brasil. Em um cenário, os pesquisadores calcularam que os pecuaristas teriam que reservar pastos “nativos” – de vegetação natural rasteira, como nos Pampas ou no Cerrado, mas ocupados com pastoreio – e parte dos pastos degradados para recuperar o déficit de vegetação nas propriedades, calculada em alguns estudos em 12,7 milhões de hectares. Ainda assim, haveria mais 5 milhões de hectares de pastos para serem recuperados. A intensificação adicionaria 9,1 milhões de cabeças ao rebanho. Em um segundo cenário, que desconsidera que os produtores convertam pastos para recompor vegetações e apostem apenas na intensificação, de 10 milhões de hectares poderiam ter aumento de lotação de animais, resultando em uma oferta adicional de 17,7 milhões de cabeças. Diferentemente de outros estudos, o aumento da lotação foi calculado não com base no limite da capacidade física das terras, mas no padrão de criação de animais em propriedades com pastagens de boa qualidade nas mesmas regiões onde estão os imóveis com pastos degradados. Na Amazônia, os pastos “nativos”, com lotação média de 0,11 cabeça por hectare, poderiam alcançar o padrão médio das pastagens plantadas no bioma, de 0,91 cabeça por hectare. No centro-sul do Cerrado, os pastos degradados, hoje com lotação média de 0,45 cabeça por hectare, poderiam alcançar a média dos pastos plantados, de 1,08 cabeça por hectare.

VALOR ECONÔMICO

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