CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1524 DE 07 DE JULHO DE 2021

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Ano 7 | nº 1524 | 07 de julho de 2021

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

EXPORTAÇÕES TOTAIS DE CARNE BOVINA ENCERRAM SEMESTRE COM QUEDA DE 3,2%

Com o registro de uma movimentação de 165.644 toneladas em junho e receita de US$ 837 milhões, as exportações totais de carne bovina (in natura + processadas) encerraram o primeiro semestre com uma queda de 3,2% em relação ao primeiro semestre de 2020 

As receitas, porém, aumentaram 4,4% na mesma comparação. Em 2020, até o final de junho, o Brasil exportou 909.013 toneladas, com o que obteve receitas de US$ 3,910 bilhões. No mesmo período de 2021, a movimentação foi de 880.007 toneladas com receitas de US$ 4,084 bilhões. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados totais fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/DECEX), do Ministério da Economia. Em junho de 2021, através das importações da cidade estado de Hong Kong e do continente, a China comprou 100.962 toneladas, resultado bem melhor que o de maio, com aquisições de 87.231 toneladas, mas que não foi suficiente para alcançar o desempenho do ano passado. No semestre, a China importou 519.022 toneladas, com receita de US$ 2,412 bilhões, ou 58,9% do total movimentado pelo país. No ano passado, no mesmo período, a movimentação era quase a mesma: 518.925 toneladas, com receita de US$ 2,358 bilhões ou 57,1% do total exportado pelo Brasil. Em relação a junho de 2020, as exportações deste mês em 2021 apresentaram queda de 6% no volume e aumento de 13% na receita (176.366 toneladas exportadas em junho passado com receita de US$ 740,6 milhões). Entre os 20 principais compradores da carne bovina brasileira in natura e processada, os Estados Unidos ocuparam a segunda posição no semestre, aumentando suas aquisições de 20.108 toneladas em 2020 para 42.482 toneladas no primeiro semestre de 2021 (+111,3%). Na terceira posição ficou o Chile com compras de 39.825 toneladas (+16,9%) sobre 34.062 toneladas em 2020. As Filipinas também elevaram suas importações de 17.079 toneladas para 29.300 toneladas em 2021 (+ 71,6%), ficando na quarta colocação. Em quinto lugar está o Egito que reduziu suas compras de 55.750 toneladas no ano passado para 21.870 toneladas em 2021( -60,8%). Os Emirados Árabes ocupam a sexta posição com aquisições de 21.736 toneladas no primeiro semestre de 2021, contra 19.549 toneladas no mesmo período de 2020 (+ 11,7%). No semestre, 79 países aumentaram suas importações enquanto outros 73 reduziram suas compras.

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NOTÍCIAS

Boi: cotações seguem sem força para novos avanços

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as cotações do boi gordo tiveram mais um dia de estabilidade no mercado físico brasileiro

Segundo o analista Fernando Iglesias, os preços seguem sem força para novos avanços, aguardando dados sobre o apetite do mercado chinês, e ao mesmo tempo, os frigoríficos não têm força para pressionar negativamente as cotações. Na B3, os contratos futuros do boi gordo deram sequência à tendência de alta observada no início da semana e registraram valorização novamente. O ajuste do contrato que vence em julho passou de R$ 314,95 para R$ 315,75, do outubro foi de R$ 320,60 para R$ 322,65 e do novembro subiu de R$ 323,70 para R$ 325,80 por arroba.

CANAL RURAL 

Boi gordo: oferta segue restrita com menor giro de animais confinados

Os frigoríficos ainda tentam realizar negócios abaixo da referência média, mas ainda sem aderência por parte do pecuarista

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na terça-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda tentam realizar negócios abaixo da referência média, consequência de uma posição mais confortável em suas escalas de abate, posicionadas entre quatro e cinco dias úteis. No entanto, sem a aderência do pecuarista. “A oferta de animais terminados permanece restrita em grande parte do país, consequência da retração do primeiro giro de confinamento em 2021”, disse ele. Em relação à China, persistem as incertezas no mercado. O governo chinês assumirá uma postura mais controladora em relação à divulgação de dados, ou seja, o acesso à informação que já é complicada se tornará ainda mais restrita. “As informações no geral são desencontradas, com agências de notícias apontando para um surto descontrolado da Peste Suína Africana, ainda sem a confirmação da FAO ou da OIE. De concreto apenas a consistente queda dos preços no mercado local”, assinalou o analista. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 320,00, na modalidade a prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305,00. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313,00, inalterada. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309,00, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 316,00 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. O corte traseiro teve preço de R$ 20,75 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,30 o quilo e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,40 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo segue firme, a R$ 317/@ em SP, diz Scot Consultoria

O chamado boi-China, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade, está sendo negociado em até R$ 320/@, preço bruto e à vista

Na terça-feira o mercado brasileiro do boi gordo seguiu estável, refletindo sobretudo a posição mais cautelosa das indústrias frigoríficas, ainda bastante preocupadas com o escoamento lento da carne bovina no mercado interno. Dados levantados pela Scot Consultoria mostram que, nas praças paulistas, os preços do boi, vaca e novilha estão sendo negociados em R$ 317/@, R$ 294/@ e R$ 310/@, nesta ordem (preços brutos e a prazo). O chamado boi-China, abatido mais jovem, com até 30 meses de idade, está sendo negociado em até R$ 320/@, preço bruto e à vista, acrescenta a Scot. Na avaliação da IHS Markit, enquanto os preços da arroba não cedem de maneira significativa, os repasses dos custos da matéria-prima no varejo seguem inviáveis. “Neste cenário, as plantas de abatedouros continuam cautelosas com relação aos movimentos de composição das escalas de abate”, relata a IHS. A expectativa da indústria, diz a IHS, é de aumento no consumo interno de carne bovina, estimulado pelo recebimento dos salários no quinto dia útil do mês. Giro pelas praças – No Centro-Oeste, os preços do boi gordo seguem, de maneira geral, firmes. As plantas da região continuam ativas na demanda por animais terminados. Por outro lado, a oferta segue restrita, relata a IHS. No Mato Grosso do Sul, Estado também atingido por geadas, a disposição de gado para abate segue mínima e as escalas de abate das indústrias giram em seis dias. No Mato Grosso e nas praças do Tocantins, a compra de boiadas gordas é mais regular e as escalas dos frigoríficos estão ao redor de dez dias, informa a IHS. No Norte e Nordeste, as indústrias já não têm a mesma facilidade para encontrar animais terminados, observa a IHS. As escalas de abate giram entre 5 e 7 dias. No Sudeste, especialmente no Estado de São Paulo, as negociações mostram maior dinâmica, estimuladas pelo aumento da oferta de boiadas. Grande parte dos bovinos oferecidos é proveniente de semiconfinamentos, que sofrem com as geadas que atingem parte do estado. No mercado atacadista brasileiro, os preços dos principais cortes bovinos, assim como do couro e sebo industrial, permaneceram estáveis na terça-feira.

PORTAL DBO

Abates de bovinos podem recuar 8% em 2021, para 27,36 milhões de cabeças, estima Agrifatto

Com a retenção de fêmeas ocorrendo de maneira intensa este ano, já é fato que o abate de bovinos no Brasil deve recuar em 2021 em relação ao ano passado

O consultor Yago Travagini, da Agrifatto, aponta os supostos caminhos nesta temporada. A segmento em questão é “abates bovinos”. Com a retenção de fêmeas ocorrendo de maneira intensa este ano, já é fato que o abate de bovinos no Brasil deve recuar em 2021. O que não se sabe é qual será a intensidade deste recuo, relata o analista da Agrifatto. A estimativa realista assume que o total de animais abatidos no País em 2021 atingiria as 27,36 milhões de cabeças, recuando 8,19% frente o número de 2020. No pior cenário, que leva em conta um desestímulo na atividade de confinamento (devido a custos elevados), os abates alcançariam 26,14 milhões de animais, 12% inferior a 2020, segundo projeção de Yago. Em um cenário mais otimista (mais improvável, segundo o analista), o recuo frente a 2020 seria de “apenas” 3,10% e o total de animais abatidos ficaria em 28,94 milhões.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar recobra os R$5,20 e tem maior alta em quase dez meses com dúvidas locais

O dólar disparou na terça-feira, registrando a maior alta diária em quase dez meses e cruzando a linha dos 5,20 reais, na máxima desde maio. A cotação foi alavancada pelo rali global da moeda norte-americana, em meio ao tombo nas commodities, e por dúvidas sobre a política monetária brasileira e consequências eventuais do tensionado ambiente em Brasília

A pressão sobre o câmbio tem se intensificado –as altas diárias nas cinco sessões anteriores ficaram entre 0,15% e 1,37%. O dólar emendou a sexta alta consecutiva, mais longa série do tipo desde junho do ano passado. Na terça, a moeda negociada no mercado à vista subiu 2,40%, a 5,2106 reais na venda. O ganho percentual é o mais forte desde 18 de setembro de 2020 (+2,77%). O patamar é o mais elevado desde 31 de maio (5,2254 reais). O mercado está em ampla expectativa pela divulgação na quarta-feira da ata da última reunião de política monetária do banco central dos Estados Unidos, que pode trazer pistas sobre possível redução de estímulos ou alta de juros por lá. O real teve o pior desempenho global nesta sessão e encabeçou uma lista de perdas liderada sobretudo por moedas de commodities (assim como a brasileira). O índice CRB de matéria-prima caiu 2,2% nesta terça, sob peso do tombo do petróleo, depois que as discussões da Opep+ fracassaram sem um acordo ou uma data para novas negociações. A queda das commodities foi reflexo também de temores econômicos relacionados à disseminação da cepa Delta do novo coronavírus. De forma geral, depois da forte queda de 14,9% do dólar entre uma máxima do fim de março (5,7681 reais) e a mínima recente de junho (4,9062 reais), alguns investidores veem certa exaustão no movimento, dado o maior nível de risco atrelado ao real –aumentado agora com a tensão do lado político.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda de 1,41% com tombo em Petrobras

O Ibovespa fechou em queda pelo segundo pregão consecutivo na terça-feira, perdendo o patamar dos 125 mil pontos no pior momento, com Petrobras caindo fortemente na esteira do declínio dos preços do petróleo no exterior

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,41%, a 125.132,34 pontos, de acordo com dados preliminares, menor fechamento desde 27 de maio. Na mínima do pregão, chegou a 124.866,38 pontos. O volume financeiro somava 24 bilhões de reais.

REUTERS 

EMPRESAS

Marfrig apoia estudo sobre produção de carne de maior qualidade de nelore a pasto

Um estudo inédito apoiado pela Marfrig e realizado pela Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso (ACNMT) revelou que a adoção de protocolos nutricionais de baixo consumo em rebanhos a pasto é capaz de produzir novilhas prontas para o abate com a média de 15,7 arrobas aos 24 meses de idade, rendimento da carcaça quente em 53%, em um período de 355 dias, compreendidos desde a fase de recria até a engorda

De acordo com o Diretor Executivo da ACNMT, André Zambrim, as metas a serem alcançadas com o experimento incluíam fomentar o ganho de peso a pasto, elevar o percentual de rendimento de carcaça e entregar carne de qualidade, considerando este último fator como segunda etapa do estudo que demanda mais tempo de laboratório. “Os resultados superaram nossas expectativas, já que o gado a pasto costuma ser um pouco mais lento para engordar, é a demonstração de que o protocolo nutricional traz ao produtor a possibilidade de obter animais mais jovens, prontos para o abate e com alto valor agregado”, disse Zambrim. Para Fabion Almeida, Gerente Regional de Originação da Marfrig, as características identificadas com alto nível de qualidade determinam um avanço para a pecuária, trazendo benefícios para fornecedores e consumidores. As 180 novilhas envolvidas no estudo, vendidas à Marfrig pelos criadores parceiros da ACNMT/Acrimat, foram acompanhadas por quase um ano pelo zootecnista doutorando Felipe Cecconelo, integrante do Nepi/UFMT, desde a recria até concluir a fase de engorda no sistema de pasto. Iniciaram a pesquisa com o peso médio de 212 kg e finalizaram com 445 kg, após 355 dias, representando um ganho de peso diário médio de 656 gramas durante todo o período, evitando momentos de desaceleração e/ou perda de peso corporal. A segunda etapa do estudo vai demonstrar mais detalhes sobre a qualidade da carne dos animais adquiridos pela Marfrig, após análises técnico-científicas realizadas pelo iBeef.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Brasil perde oportunidades em carnes sem novas habilitações pela China, diz BRF

Sem novas habilitações de unidades frigoríficas pelos chineses desde o início da pandemia, o Brasil perde oportunidades e ainda enfrenta forte concorrência dos Estados Unidos, avaliou na terça-feira um executivo da BRF, maior exportadora global de frango

“Tomara que consigamos avançar neste tema… A resposta mais prática para a pergunta é que perdemos oportunidades”, disse o Gerente-Executivo de Relações Institucionais da BRF, Luiz Tavares, ao comentar questão sobre a ausência de habilitações de novas unidades brasileiras. Ele ressaltou que o Brasil tem avançado com exportações, mas ao mesmo tempo passou a enfrentar a forte concorrência dos Estados Unidos, especialmente na carne de frango. “Mas é importante contextualizar os Estados Unidos como grande potência do agronegócio. Estava desde 2015 suspenso para exportar aves à China devido à gripe aviária, e de uma hora para outra literalmente passamos a ter os EUA acessando o mercado chinês com mais de mil estabelecimentos habilitados, enquanto o Brasil está sem nenhuma habilitação há praticamente dois anos”, comentou. Os comentários foram feitos durante evento online do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) sobre perspectivas da estratégia Brasil-China no Agronegócio. “Está no mercado, altamente competitivo, a demanda é muito grande, e de repente surge do seu lado um dos maiores players globais, é complicado para exportadores brasileiros”, disse Tavares, em referência ao avanço dos EUA no cenário internacional. Segundo o executivo da BRF, o ideal seria que Brasil e China tivessem um acordo comercial entre os dois países, para que ambos pudessem avançar em “compromissos concretos”. Ele citou que ainda não há clareza sobre como será o relacionamento de China com a nova administração dos EUA, e que talvez seja este o momento de o Brasil se posicionar.

REUTERS

Exportadores de aves e suínos promovem maior ação de imagem já realizada na Coreia do Sul

Os exportadores de aves e de suínos colocaram em curso, até o dia 28 de julho, uma grande campanha de imagem na Coreia do Sul, exaltando atributos das carnes de aves e de suínos made in Brazil

De acordo com informações da Embaixada Brasileira em Seul, esta é a maior ação de imagem já realizada para produtos brasileiros no mercado sul-coreano. Ao todo, são 362 telas espalhadas pelas 17 mais movimentadas estações de metrô e terminais de ônibus da capital sul-coreana – é o caso da famosa Gangnam Station – bairro conhecido pelo clipe viral Gangnam Style, de Psy. A ação é realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e da Embaixada Brasileira em Seul. Além da comunicação visual, a estratégia da campanha inclui impulsionamento em Facebook e Instagram, direcionada para a população de Seul – interagindo o público virtual com as ações físicas. A importância do mercado sul-coreano – O Brasil já é consolidado como principal fornecedor externo de carne avícola para as gôndolas sul-coreanas, representando cerca de 80% de tudo o que é importado pelo país asiático. Em volume, isto representa um total de 127,4 mil toneladas de produtos avícolas brasileiros em 2020, gerando receita de US$ 196,6 milhões. A Coreia do Sul é a 8° maior importadora de carne de frango do Brasil. No caso de suínos, há um importante potencial a ser explorado. Com 570 mil toneladas importadas em 2020, a Coreia do Sul é o atual quarto principal destino do mercado internacional de carne suína – atrás, apenas, de China, Japão e México. O Brasil ainda possui baixa participação neste mercado, com apenas 5 mil toneladas embarcadas no ano passado, porém com grande perspectiva de crescimento.

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