CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1523 DE 06 DE JULHO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1523 | 06 de julho de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: estabilidade no primeiro dia da semana

Em São Paulo, a dificuldade no escoamento de carne bovina no mercado interno deixou as cotações estáveis 

Em São Paulo, a dificuldade no escoamento de carne bovina no mercado interno deixou as cotações do boi, da vaca e da novilha gordos estáveis na última segunda-feira (5/7), frente a última sexta-feira (2/7). Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, vaca e novilha gordos ficaram cotados em R$317,00/@, R$294,00/@ e R$310,00, nesta ordem, preços brutos e a prazo. No Noroeste do Paraná, a oferta enxuta tem ditado o comportamento do mercado na região. Porém, as condições climáticas adversas dos últimos dias mantém a atenção com relação à oferta de gado nos próximos dias. Com poucos negócios concretizados na região, as cotações ficaram estáveis comparadas ao fechamento da semana anterior. O boi, vaca e novilha gordos foram negociados, respectivamente, em R$317,00/@, R$297,00/@ e R$312,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Boi:  cotações iniciam semana estáveis

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana novamente com cotações estáveis, de acordo com a consultoria Safras & Mercado

Segundo o analista Fernando Iglesias, os frigoríficos seguiram tentando compras abaixo da referência média de preços, mas sem sucesso. As escalas de abate estão posicionadas entre três e cinco dias úteis. Na B3, a volatilidade segue alta e as cotações alternam dias de alta e de baixa. Desta vez, o dia foi positivo para os contratos futuros do boi gordo. O ajuste do contrato que vence em julho passou de R$ 313,25 para R$ 314,95, do outubro foi de R$ 317,70 para R$ 320,60 e do novembro subiu de R$ 320,15 para R$ 323,70 por arroba.

CANAL RURAL

Risco elevado para a demanda de carnes no mundo inteiro por causa do preço

Um salto nos preços das carnes está forçando as famílias, do Brasil às Filipinas, a comprar menos, fazendo com que ganhe força uma mudança mais ampla nos hábitos alimentares, baseada em vegetais

Nos EUA, as vendas de carne em supermercados caíram mais de 12% em relação ao ano anterior. Na Europa, a demanda geral por carne bovina deve cair 1% este ano. E na Argentina, lar de uma das populações mais carnívoras do mundo, o consumo per capita de carne bovina caiu quase 4% desde 2020. O maior obstáculo à demanda tem sido uma escalada implacável dos preços iniciada em outubro, impulsionada globalmente pelo aumento no custo da ração animal e por interrupções na cadeia de abastecimento. O indicador de preço global da carne das Nações Unidas subiu por oito meses consecutivos (a maior sequência desde 2011) e está perto de um recorde de vários anos. O choque de preços chega em um momento em que os consumidores ainda estão lidando com as consequências econômicas da Covid, forçando famílias do Brasil às Filipinas a comprar menos e a buscar outras proteínas, como ovos, se puderem, ou, em vez disso, apenas encher seus pratos com arroz ou macarrão. A demanda já havia diminuído com as crises financeiras anteriores e apenas se recuperava. O que é diferente agora, naturalmente, é o “boom” baseado nos vegetais. Mais consumidores estão optando por renunciar à carne por causa de preocupações com o meio ambiente, o bem-estar animal e a saúde. E essa mudança não se limita apenas aos adeptos da dieta da moda na Califórnia ou aos descolados do leste de Londres. Cada vez mais, está sendo adotada em todo o mundo e em todos os grupos de renda. Tanto que duas forças distintas – a da inflação e a das tendências alimentares – estão agora se unindo e sinalizando uma mudança sísmica no consumo mundial de carnes. “A carne está sob ameaça. Como, possivelmente, jamais aconteceu”, afirma Tom Rees, um dos gerentes, em Londres, da empresa de pesquisa de mercados Euromonitor International.

AGROLINK

Arroba do boi estaciona em R$ 320 sem espaço para novas quedas

Segundo analista da Safras, o início da entressafra é novamente pautado pelo quadro de restrição de oferta de animais, mantendo cotações em alta

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na segunda-feira, 5. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda operam com escalas de abate posicionadas entre três e cinco dias úteis, enquanto houve alguma tentativa de compra abaixo da referência média, mas sem aderência por parte do pecuarista. “Por outro lado, a oferta de animais terminados permanece restrita. O primeiro giro de confinamento foi novamente reduzido em 2021, consequência da elevação dos custos pecuários. Ou seja, o início da entressafra é novamente pautado pelo quadro de restrição de oferta”, disse ele. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 320, na modalidade a prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, inalterada. Em Cuiabá, o valor negociado foi de R$ 309, inalterado. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 316 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. O corte traseiro teve preço de R$ 20,75 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,30 o quilo e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,40 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Decisão elimina ICMS na troca de gado entre Estados

Pecuarista pode aumentar o desempenho da propriedade rural

Uma decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal em abril eliminou a tributação pelos fiscos estaduais da cobrança de ICMS na transferência de gado do mesmo proprietário entre os Estados. A decisão deixa claro que, se não existir transferência de titularidade, ou seja, não houver comercialização de gado, não há argumento para a aplicação da taxa, apesar da movimentação entre estados. Entre os benefícios para os criadores está a otimização das fazendas para objetivos específicos e a facilitação da locomoção do gado no período que seja adequado a determinada fase de confinamento, trazendo economia para o negócio. A decisão traz mais segurança jurídica ao pecuarista, que pode se programar melhor e utilizar o potencial máximo de suas propriedades. Contudo, cabe salientar que a decisão se refere somente às situações sem comercialização de mercadorias, ou seja, quando não houver transferência de cabeças de gado com o intuito de compra e venda, seja para outras propriedades ou para frigoríficos. Nestes casos, o imposto será cobrado normalmente.  Para 2021, espera-se que o rebanho bovino no Brasil alcance o seu maior volume, cerca de 252 milhões de cabeças, o que significa um crescimento de 3,3% no ano, segundo dados coletados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

AGROLINK

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de 0,72%, a R$5,0885

O dólar engatou a quinta alta seguida e fechou esta segunda-feira no maior patamar em mais de três semanas, com o mercado de câmbio sob pressão de crescentes ruídos políticos em Brasília e começando uma semana de cautela em relação à política monetária dos Estados Unidos

O dólar à vista subiu 0,72%, a 5,0885 reais na venda, máxima desde 11 de junho (5,1207 reais). A moeda oscilou entre 5,0939 reais (+0,82%) e 5,0483 reais (-0,08%).

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com blue chips

O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, tendo as blue chips entre as maiores pressões de baixa, em sessão com menor volume em razão de feriado nos Estados Unidos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,41%, a 127.097,65 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 17,3 bilhões de reais, contra média diária no ano de 35,3 bilhões de reais. A queda vem após o Ibovespa fechar em alta de 1,56% na última sexta-feira.

REUTERS 

Mercado financeiro eleva para 6,07% estimativa da inflação em 2021

A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2021 se distanciou ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA – o índice oficial de preços – este ano, conforme o Relatório de Mercado Focus, de alta de 5,97% para 6,07%. Há um mês, estava em 5,44%. A projeção para o índice em 2022 foi de 3,78% para 3,77%. Quatro semanas atrás, estava em 3,70%. O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa permaneceu em 3,25%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,25% para ambos os casos. A projeção dos economistas para a inflação já está bem acima do teto da meta de 2021, de 5,25%. O centro da meta para o ano é de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%). Para 2024 a meta é de 3,00%, com margem de 1,5 ponto (de 1,5% para 4,5%). Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) de 2021, os economistas do mercado financeiro subiram a estimativa para de 5,05% para 5,18%. No começo do ano, o mercado previa que o PIB iria crescer apenas 3,4%. Para 2022, o mercado reduziu a previsão de alta do PIB de 2,11% para 2,10%. O mercado financeiro manteve em 6,50% ao ano a previsão para a taxa Selic, a taxa básica de juros, no fim de 2021. Com isso, os analistas seguem projetando alta dos juros neste ano. Em março, na primeira elevação em quase seis anos, a taxa básica da economia passou de 2% para 2,75% ao ano. Em maio, foi para 3,5% ao ano e, em junho, avançou para 4,25% ao ano. Para o fim de 2022, os economistas do mercado financeiro elevaram a expectativa para a taxa Selic de 6,50% para 6,75% ao ano.

O ESTADO DE SÃO PAULO

Setor de serviços do Brasil cresce pela 1ª vez em 6 meses, mostra PMI

O aumento de novos trabalhos ajudou o setor de serviços do Brasil a crescer em junho pela primeira vez em seis meses, com contratação de funcionários, mostrou na segunda-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês)

A IHS Markit informou que seu índice PMI subiu em junho a 53,9, de 48,3 em maio, ultrapassando a marca de 50, que separa crescimento de contração. Foi a primeira vez que o PMI do setor de serviços, altamente afetado pelas medidas de contenção da Covid-19, ficou em território de expansão no ano. “As empresas de serviços registraram a alta mensal e houve novo aumento no emprego já que muitas empresas buscaram substituir trabalhadores que haviam sido dispensados mais cedo no ano”, destacou a Diretora Associada de Economia da IHS Markit, Pollyanna De Lima. Segundo os entrevistados, o avanço do índice se deu pela melhora da demanda por causa da suspensão de algumas restrições adotadas contra o coronavírus, além do andamento do programa de vacinação. Tanto em relação à produção quanto às novas encomendas o destaque em junho foi a categoria de Transporte e Armazenamento. O ponto negativo foi o aumento dos custos de insumos, que acelerou em relação a maio, destacadamente de preços de alimentos, combustíveis, equipamentos de proteção pessoal e de serviços públicos. Parte disso foi repassado aos clientes, resultando no oitavo mês seguido de alta dos preços cobrados, com a taxa de inflação ficando atrás somente daquelas vistas em setembro e outubro de 2015.

REUTERS

Para FAO e OCDE, Brasil elevará seu peso como produtor de alimentos

O consumo global per capita de carne bovina declina desde 2007 e é projetado para diminuir mais 5% até 2030. O relatório antecipa queda de consumo inclusive nos países que mais tem preferência por essa carne, como a Argentina (-7%) e o Brasil (-6%). Mas o consumo sobe mais 8% na China até 2030, após alta de 35% na última década

O Brasil continuará a aumentar seu papel como um dos principais fornecedores globais de alimentos, incluindo em produtos como carne bovina e mesmo com um ritmo menor de crescimento da demanda pela China. As projeções são do relatório sobre perspectivas agrícolas 2021-2030 publicado hoje pela Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A China continuará com enorme influência nos mercados agrícolas. O deficit chinês no comércio agrícola cresceu de US$ 2,6 bilhões em 2000 para US$ 86 bilhões em 2020. Para os próximos dez anos, Pequim continuará a expandir as importações, mas em ritmo menor em razão de menor crescimento da população, saturação no consumo de algumas commodities e ganhos de eficiência em sua própria produção. Além disso, o mercado chinês terá concorrência mais dura na medida em que a tensão comercial diminui com os EUA. O relatório prevê que a China poderá se tornar de novo o principal mercado para exportações agrícolas dos EUA. Nesse cenário, e com o Brasil como o produtor dominante, a América Latina como um todo verá sua produção agrícola crescer 14% nos próximos dez anos, com sua abundância de terras e água. O valor líquido das exportações da região é projetado para expandir 31% – mas representa só pouco mais da metade da taxa alcançada entre 2011-2020. Até 2030, a região continuará crescendo sua fatia nos mercados globais das principais commodities. Poderá ter 63% das exportações mundiais de soja, 56% das exportações de açúcar, 44% de pescado, 42% de exportações de carne bovina e 33% de embarques de carne de frango. A produção mundial de carne bovina é projetada para crescer somente 6% (4 milhões de toneladas) nos próximos dez anos, representando 9% do aumento do consumo de carnes em geral. Frango representará mais da metade da expansão da produção mundial de carnes. A produção brasileira de carne bovina deverá continuar estável, enquanto suas exportações poderão crescer 38% nos próximos dez anos, comparado a 12% no caso dos EUA. O país, que já é o maior exportador de carne de frango, se tornará o maior exportador de carne bovina com 22% do mercado mundial, enquanto as exportações da India sofrerão queda de 55% até 2030. Quanto à produção brasileira de carne de frango, poderá aumentar 16%. Seus embarques para o estrangeiro poderão ter alta de 26% em dez anos, comparado a 14% no caso dos EUA. A demanda chinesa deverá diminuir 18% no período, de forma que outros mercados vão ser mais buscados. Por sua vez, a crescente demanda por carne suína na China deverá beneficiar o Brasil, Canadá, União Europeia e os EUA nos próximos anos.

VALOR ECONÔMICO

Alta de preços agrícolas pode ser temporária, dizem FAO e OCDE

Em relatório, entidades dizem que cotações podem oscilar no curto prazo, mas, no médio, tendência é de acomodação

O aumento de preços de produtos agrícolas deverá ser temporário, e pode-se esperar uma correção nos mercados no médio prazo, com consequente baixa de preços reais. A avaliação é da Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que publicaram hoje seu relatório anual sobre as perspectivas agrícolas 2021-2030. O relatório concentra seu foco nas tendências a médio prazo, mas observa que ‘’uma ampla gama de fatores pode gerar condições para flutuações de preços a curto prazo nos mercados agrícolas’’. Exemplifica com a evolução nos mercados de energia, que afetam os preços de insumos, e a maior volatilidade nas cotações de grãos. Os preços de commodities agrícolas aumentaram desde o segundo semestre de 2020, com uma forte demanda de ração para animais na China e restrições ao crescimento da produção global, além de outros fatores. “Uma correção é em consequência antecipada nos primeiros anos do período coberto pelas projeções (2021-2030)”, apontam as duas entidades. “A partir daí, os fundamentos do mercado devem resultar em uma ligeira baixa dos preços reais, sob efeito das melhoras da produtividade e pela desaceleração do crescimento da demanda”. As projeções apresentam uma retomada econômica generalizada a partir deste ano, após a forte contração em meio à pandemia de covid-19. No entanto, o nível de Produto Interno Bruto (PIB) em 2030 é estimado para ficar abaixo de cálculos anteriores e não vai se recuperar inteiramente nos próximos dez anos. A demanda global por commodities agrícolas, incluindo para uso não alimentar, é projetado para crescer 1,2% ao ano até 2030, inferior à expansão média de 2,2% ao ano no período 2011-2020. É que a demanda da China vai crescer menos (0,8% comparado a 2,7% por ano na última década) e em outros emergentes, além de menor demanda por biocombustíveis. Tendências democráticas, crescente substituição de carne vermelha por frango em nações ricas, e um boom per capita no consumo na Asia do Sul devem formatar a futura demanda. A maior parte da demanda adicional por produtos agrícolas virá de regiões com alta população, como na Africa subsaariana, Asia do sul e norte da Africa. Dos aumentos na produção agrícola global previstos para 2030, 87% estão projetados para vir do crescimento da produção, outros 6% virão da expansão do uso da terra e 7% do aumento na intensidade de cultivo. Também grande parte da expansão projetada na produção de gado e peixes seja resultado de ganhos de produtividade. A ampliação do rebanho contribuirá significativamente para o crescimento da produção pecuária em economias emergentes e países de baixa renda. As emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da agricultura globalmente deverão aumentar 4% nos próximos dez anos, com a produção pecuária respondendo por mais de 80% desse crescimento, projetam FAO e OCDE em relatório sobre as perspectivas agrícolas para 2021-2030.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

China vai comprar 20 mil toneladas de carne suína congelada para suas reservas estatais em 7 de julho

A China vai comprar 20.000 toneladas de carne suína congelada para suas reservas estaduais em 7 de julho, disse um aviso publicado no domingo no China Merchandise Reserve Management Center

Os preços dos suínos vivos no maior produtor de suínos do mundo despencaram 65% de janeiro ao início de junho, à medida que surtos de doenças geravam pânico nas vendas e um excesso de porcos grandes foi enviado para o abate. A queda dos preços corroeu os lucros dos agricultores e aumentou a preocupação de que muitos parassem de cultivar, causando escassez mais tarde. Pequim comprou do mercado pela última vez em fevereiro e março de 2019, quando fez três compras, totalizando 200.000 toneladas.

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UE proíbe animais em gaiolas a partir de 2027

Decisão histórica deve impactar outros países, incluindo Brasil

No último dia 30 de junho, a Comissão da União Europeia (UE) aprovou o projeto chamado “Fim da Era da Gaiola”. A iniciativa popular de cidadãos comunitários (European Citizens’ Initiative – ECI) pede o fim da criação animal industrial em gaiolas. O órgão europeu se comprometeu a estabelecer um plano de transição, a ser publicado até o final de 2023, promovendo a gradual redução das gaiolas até o total banimento, a partir de 2027. O movimento faz parte de uma ampla revisão da legislação de bem-estar animal na UE. As espécies contempladas pela norma incluem porcas, bezerros, coelhos, galinhas poedeiras, frangos, matrizes de frangos de corte, matrizes de galinhas poedeiras, codornas, patos e gansos. Ao longo do período de mobilização, a campanha encabeçada pela organização não-governamental Compassion in World Farming (CIWF) e em colaboração com outras 170 ONGs, recebeu apoio maciço da sociedade em todas as nações do grupo. Teve mais de 1,4 milhão de assinaturas e passou a figurar como um dos exemplos de maior engajamento da ferramenta de democracia participativa da UE lançada em 2012. De forma ampla, pesquisas mostraram que 94% das pessoas na Europa creem que a defesa do bem-estar animal é algo importante; 82% acreditam que animais de criação industrial merecem maior proteção. Especialistas avaliam que, além de afetar países membros, a regra vai alcançar também importações de países de fora da União Europeia, como é o caso do Brasil. Países como Suíça, Noruega, Alemanha e Grã – Bretanha já debatem o assunto há alguns anos. Na América Latina algumas das maiores granjas de ovos já adotam o sistema cage free, ou de galinhas livres de gaiolas. É o caso do Chile e do Brasil.

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Aurora é a marca que mais conquistou novos consumidores em 2020

Em pesquisa da Kantar Worldpanel, entre as 290 marcas analisadas no ranking Brand Footprint Brasil, a Aurora foi a que apresentou maior crescimento na conquista de novos consumidores na comparação entre 2020 e 2019, informou a cooperativa na segunda-feira (05)

A alta foi de 11,8 pontos percentuais de penetração, o que equivale a 6,8 milhões de novos lares, subindo 16 posições em relação à última leitura, o que fez a Aurora saltar da 33ª para a 17ª posição. O ranking Brand Footprint Brasil – a conquista da Aurora, apesar de se referir ao ano passado, corresponde à edição 2021 do levantamento – é elaborado com base em entrevistas em 11,3 mil lares nas Regiões Norte e Nordeste, leste mais interior do Rio de Janeiro, Grande Rio, Grande São Paulo, interior de São Paulo, Centro-Oeste e Sul, cobrindo 82% da população domiciliar, o que equivale a 90% do potencial de consumo do país. A pesquisa da Kantar revela anualmente como os consumidores de todo o mundo estão comprando marcas globais de grande consumo.

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